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MPCE — Concurso Público 2025 (Analista Ministerial e Técnico Ministerial) — Cargo 11: Técnico Ministerial — Prova Objetiva — Conhecimentos Específicos

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Cebraspe2025Médio

70 questões nesta prova · página 4 de 4 · 67 com gabarito

Direito Processual Penal Provas — Perícia

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Gabarito disponível

Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

No curso da investigação criminal, cabe ao delegado de polícia requisitar perícia no aparelho celular apreendido, porém, quando o investigado não a autoriza com base no direito fundamental à vida privada e à intimidade, a perícia fica condicionada a autorização judicial.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A perícia no celular exige autorização judicial se o investigado não consentir.

O delegado pode requisitar perícias na investigação. O conteúdo do celular, porém, é protegido pela intimidade, pela vida privada e pelo sigilo das comunicações e dos dados. Sem consentimento do investigado, o acesso a esses dados depende de ordem judicial.

Análise das alternativas

Certo: correto, conforme a reserva de jurisdição para o acesso aos dados. Errado: incorreto, pois o delegado não poderia acessar o conteúdo sem autorização.

Referência: CPP, art. 6º, VII; CF, art. 5º, X e XII.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Processual Penal Provas — Exame de Corpo de Delito

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Gabarito disponível

Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

A confissão de Heitor em depoimento formal em sede policial não desobriga a realização de exame de corpo de delito para comprovação da lesão corporal, caso esta tenha deixado vestígios.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A confissão não substitui o exame de corpo de delito quando há vestígios.

Nas infrações que deixam vestígios, o exame de corpo de delito é indispensável e não pode ser suprido pela confissão do acusado. Só se admite prova testemunhal quando os vestígios tiverem desaparecido.

Análise das alternativas

Certo: correto, pelo art. 158 do CPP. Errado: incorreto, pois confissão não supre o exame.

Referência: CPP, arts. 158 e 167.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Processual Penal Prisão em Flagrante

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Gabarito disponível

Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

A prisão de Heitor em flagrante delito foi ilegal, devido exclusivamente à ausência de prova da materialidade da lesão corporal nos autos.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A ausência de materialidade não é a única causa de ilegalidade do flagrante.

O item afirma que a ilegalidade decorreria exclusivamente da falta de prova da materialidade. Esse fundamento não se sustenta como causa única. A confissão e o relato da vítima podem sustentar a materialidade, e a exigência de exame pericial não é o único vício possível. O problema do caso está em outro ponto, a ausência de situação de flagrante (art. 302 do CPP), já que decorreram meses do fato. Por isso, a palavra "exclusivamente" torna o item errado.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, pelo uso de "exclusivamente". Errado: correto.

Referência: CPP, arts. 301 a 304.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Processual Penal Prisão Preventiva

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Gabarito disponível

Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

Em eventual audiência de custódia, o juiz poderá determinar, de ofício, a prisão preventiva de Heitor, a despeito de ausência de representação por parte da autoridade policial ou de pedido de membro do Ministério Público nesse sentido.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O juiz não pode decretar prisão preventiva de ofício.

Após a Lei 13.964/2019, a preventiva exige requerimento do MP, do querelante ou do assistente, ou representação da autoridade policial. Isso vale inclusive na audiência de custódia, pois o juiz não pode agir de ofício, em respeito ao sistema acusatório.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, porque a decretação de ofício é vedada. Errado: correto.

Referência: CPP, arts. 311 e 310.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Processual Penal Medidas Cautelares Diversas da Prisão

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Questão anulada

Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

Se houver requerimento das partes e justificação fundamentada de que a prisão preventiva de Heitor pode ser substituída por outras medidas cautelares, o juiz poderá determinar sua liberdade provisória e aplicar, de forma cumulativa, medidas como a proibição de manter contato com Carlos e de frequentar bloquinhos de carnaval.
Selecione uma alternativa

Direito Processual Penal Cadeia de Custódia da Prova

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Gabarito disponível

Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

Caso Heitor, quando de sua prisão, tivesse entregado o canivete diretamente à autoridade policial, o princípio da fé pública dispensaria a aplicação das regras relativas à cadeia de custódia da prova em relação ao objeto apreendido.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A fé pública não dispensa a cadeia de custódia.

A cadeia de custódia aplica-se a todo vestígio coletado, independentemente de quem o entregue ou de quem o colete. O objetivo é garantir a idoneidade e a rastreabilidade da prova. A entrega direta do canivete à autoridade não afasta o registro, o acondicionamento e a documentação do objeto.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, pois nenhum princípio dispensa essas regras. Errado: correto.

Referência: CPP, arts. 158-A a 158-F.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Processual Penal Juizados Especiais Criminais — Ação Penal

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Gabarito disponível

Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

Nos termos da Lei n.º 9.099/1995, o crime de lesão corporal leve é processado mediante ação penal privada, perante o juizado especial criminal, após oferecimento de queixa-crime por advogado contratado ou por defensor público.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A lesão corporal leve é de ação penal pública condicionada à representação.

A Lei 9.099/1995 estabelece que a lesão corporal leve depende de representação do ofendido. A ação é pública, promovida pelo Ministério Público, e não privada por queixa-crime.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, pois não há ação penal privada nem queixa-crime nesse caso. Errado: correto, pela natureza condicionada da ação pública.

Referência: Lei 9.099/1995, art. 88.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Processual Penal Prisão Temporária

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Gabarito disponível

Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

Caso Heitor, intimado para comparecimento à delegacia a fim de prestar esclarecimentos, decidisse não atender à intimação, o delegado não poderia determinar sua prisão temporária, pois este é um poder que apenas a autoridade judicial pode exercer.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A prisão temporária depende de decisão judicial.

A prisão temporária só pode ser decretada pelo juiz, mediante representação da autoridade policial ou requerimento do Ministério Público. O delegado não tem poder para determiná-la, nem para impor a prisão por mero descumprimento de intimação.

Análise das alternativas

Certo: correto, pois a medida está sujeita à reserva de jurisdição. Errado: incorreto, porque o delegado não pode decretá-la por conta própria.

Referência: Lei 7.960/1989 (prisão temporária); CF, art. 5º, LXI.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Processual Penal Inquérito Policial

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

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Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

No curso das investigações policiais, dada a natureza administrativa e não judicial, mitigam-se os princípios constitucionais da presunção de inocência e da não autoincriminação, de forma que o delegado pode, por exemplo, exigir do agente a colaboração em reconhecimento de pessoas e na cessão de senha para desbloqueio de aparelho celular.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A natureza administrativa do inquérito não mitiga a presunção de inocência nem a não autoincriminação.

As garantias constitucionais valem também na investigação. O investigado não é obrigado a produzir prova contra si, e por isso não pode ser compelido a fornecer a senha do celular nem a colaborar ativamente em reconhecimento de pessoas. O direito ao silêncio e a vedação da autoincriminação (nemo tenetur se detegere) permanecem plenos.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, porque não há mitigação dessas garantias no inquérito. Errado: correto, pelos fundamentos acima.

Referência: CF, art. 5º, LVII e LXIII; Pacto de São José, art. 8º.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Processual Penal Juiz das Garantias

Cebraspe 2025 Médio

Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) · Cargo 11: Técnico Ministerial

Gabarito disponível

Texto-base:
Em um bloquinho de carnaval, Heitor agrediu Carlos, mediante o uso de um canivete, depois de ter se sentido provocado com um empurrão. O ferimento, embora tenha causado significativo sangramento no momento da agressão, foi um corte superficial no braço esquerdo e se curou em menos de 30 dias, de modo que Carlos decidiu não se dirigir à delegacia para a realização de exame de corpo de delito nem noticiar, naquele momento, à polícia o fato. Depois de três meses do ocorrido, Heitor o ameaçou de nova agressão, o que motivou Carlos a finalmente ir à delegacia representar contra seu algoz, tendo ele relatado tanto a ameaça quanto a lesão corporal que havia sofrido no bloquinho de carnaval. Intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte, Heitor confessou ter lesionado Carlos, mas negou a ameaça. Diante da confissão, o delegado de polícia prendeu Heitor em flagrante delito pelo crime de lesão corporal leve e apreendeu seu aparelho celular, sem ter obtido consentimento para acesso ao conteúdo do dispositivo.

Com referência ao caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos do processo penal.

As normas relativas ao juiz de garantias não se aplicam aos procedimentos de competência dos juizados especiais criminais.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O juiz das garantias não atua nos juizados especiais criminais.

O art. 3º-C do CPP exclui expressamente da atuação do juiz das garantias as infrações de menor potencial ofensivo, que são o objeto dos juizados especiais criminais. O item está certo.

Análise das alternativas

Certo: correta, pela exclusão expressa do art. 3º-C do CPP. Errado: incorreta, pois afirmaria que o juiz das garantias atua nos JECrim.

Referência: CPP, art. 3º-C; Lei 9.099/1995.

Resolução comentada do VaiConcursos.