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Marinha do Brasil — CP-CSM-CD/2018 — Cirurgião-Dentista — Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial — Prova Amarela

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) / Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2018Superior

50 questões nesta prova · página 3 de 3 · 48 com gabarito

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Avaliação Pré-operatória — Vias Aéreas

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) / Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2018 Superior

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Segundo Weaver (in Miloro et al., 2008), a avaliação das vias aéreas é de suma importância na avaliação pré-operatória. Para a previsão da existência de uma via aérea de difícil entubação, utiliza-se amplamente a classificação modificada de Mallampati. De acordo com essa classificação, pacientes classe:
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Resolução comentada

Mallampati classe III mostra apenas o palato mole (e a base da úvula).

Na classificação modificada de Mallampati, a classe I mostra palato mole, úvula e pilares; a II mostra palato mole e úvula; a III mostra apenas o palato mole (e a base da úvula); a IV não mostra o palato mole. O risco de dificuldade de intubação aumenta da classe I para a IV.

Análise das alternativas

A) Descreve a classe I de forma incompleta. B) Descreve a classe I, não a II. D) A classe II tem menos chance de dificuldade que a III. E) A classe IV tem o maior risco, não o menor.

Referência: Weaver, in Miloro et al. (2008).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Cirurgia da Articulação Temporomandibular — Condilectomia

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) / Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2018 Superior

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Segundo Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007), o procedimento cirúrgico da condilectomia é dificultado pela presença de qual estrutura anatômica que se relaciona diretamente com o côndilo mandibular pelo lado medial?
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Resolução comentada

A artéria maxilar relaciona-se com a face medial do côndilo e dificulta a condilectomia.

A artéria maxilar passa medialmente ao colo do côndilo. Por isso, durante a condilectomia, há risco de hemorragia importante, e o procedimento é dificultado.

Análise das alternativas

B) A veia retromandibular está em posição posterior/lateral, na região parotídea. C) A artéria temporal superficial é lateral/superficial. D) O nervo facial é lateral, relacionado ao acesso cirúrgico. E) A artéria carótida interna está distante do côndilo.

Referência: Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Reparo Tecidual — Cicatrização de Feridas

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A cicatrização das feridas é uma sequência organizada de respostas bioquímicas e celulares com objetivo de recuperar a integridade e a função dos tecidos após a injúria. De acordo com Shetty e Bertolami (in Miloro et al., 2008), é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Cicatrização por terceira intenção combina cicatrização secundária e fechamento primário tardio.

Na cicatrização por terceira intenção, ou fechamento primário tardio, a ferida permanece aberta por alguns dias, cicatrizando inicialmente por segunda intenção, e depois é suturada. Isso corresponde a um procedimento dividido, como descrito na alternativa E.

Análise das alternativas

A) Descreve o reparo, não a regeneração. B) Descreve a regeneração, não o reparo. C) A regeneração ocorre em outros tecidos além do fígado, como o osso. D) A cicatrização fibrosa em osso não é desejável: o ideal é a regeneração com tecido ósseo.

Referência: Shetty e Bertolami, in Miloro et al. (2008).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Traumatologia Facial — Fraturas do Terço Médio

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De acordo com Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007), uma fratura facial que pode apresentar, como sinais e sintomas, assimetria facial, fístula liquórica, equimose subconjuntival, defeito no rebordo orbitário inferior, aumento da distância intercantal interna, lesão do aparelho de drenagem lacrimal e anosmia, pode ser diagnosticada como fratura:
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Resolução comentada

O conjunto de sinais descreve a fratura nasoetmoidorbitária.

Fístula liquórica, aumento da distância intercantal, lesão do aparelho lacrimal e anosmia indicam acometimento da região nasal, etmoidal e orbitária. Esse quadro caracteriza a fratura nasoetmoidorbitária, com comprometimento da base do crânio anterior.

Análise das alternativas

A) Le Fort III: disjunção craniofacial, sem destaque para a lesão do sistema lacrimal e o telecanto. C) Parede orbitária: o quadro é mais restrito à órbita. D) Le Fort II: fratura piramidal, sem esse conjunto de achados. E) Seio frontal: sinais restritos à região frontal.

Referência: Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Cirurgia Ortognática — Osteotomia Vertical do Ramo

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De acordo com Araújo (1999), a osteotomia vertical do ramo da mandíbula pode ter sua indicação limitada, em alguns pacientes, devido às características anatômicas presentes. São considerados, pelo autor, uma possível limitação à indicação dessa osteotomia pacientes com:
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Resolução comentada

Forame mandibular muito próximo da borda posterior do ramo limita a osteotomia vertical do ramo.

Na osteotomia vertical do ramo, o corte é feito posteriormente à língula, entre o forame mandibular e a borda posterior do ramo. Se o forame estiver muito próximo dessa borda, sobra pouco espaço para a osteotomia sem lesar o feixe vásculo-nervoso alveolar inferior, o que limita a técnica.

Análise das alternativas

A) A altura do ramo não é a limitação principal dessa técnica. B) A pouca quantidade de osso medular é relevante para a osteotomia sagital, não para a vertical. D) O processo coronoide alongado não interfere, pois fica fora da região do corte. E) O canal bífido não é a limitação apontada pelo autor.

Referência: Araújo (1999).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Farmacologia Prescrição Medicamentosa

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De acordo com Andrade (2014), o cabeçalho de uma receita deverá conter o nome e o endereço do paciente e a forma de uso do medicamento, que pode ser interno ou externo. Segundo esse autor, são medicamentos de uso interno:
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Resolução comentada

Comprimidos são medicamentos de uso interno.

Medicamentos de uso interno são os administrados por via oral (ou que são absorvidos pelo trato digestivo), como comprimidos, cápsulas e xaropes. Os demais itens são classificados como de uso externo ou tópico.

Análise das alternativas

B) Soluções injetáveis: costumam ser classificadas como de uso parenteral, não interno. C) Supositórios: uso retal, tratados como uso externo. D) Pomadas: uso tópico. E) Soluções para bochecho: uso tópico bucal, de uso externo.

Referência: Andrade (2014).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Traumatologia Facial — Momento do Tratamento

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Segundo Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007), em geral, não há vantagem em tratar imediatamente fraturas dos ossos da face. Via de regra, é preferível estabilizar provisoriamente as fraturas no atendimento de urgência, realizando o tratamento definitivo assim que possível. Entretanto, de acordo com esses autores, qual tipo de lesão no âmbito da Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial necessita de tratamento imediato?
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Resolução comentada

Fratura bilateral do corpo mandibular exige tratamento imediato pelo risco de obstrução de vias aéreas.

Na fratura bilateral do corpo da mandíbula, o segmento anterior perde sustentação muscular e cai posteriormente, com a língua, o que pode obstruir as vias aéreas. Por isso, segundo os autores, ela é a que exige tratamento imediato, enquanto as demais podem ser estabilizadas e tratadas definitivamente depois.

Análise das alternativas

A) Fratura nasal: tratada após a redução do edema, sem urgência. B) Fratura de côndilo: tratamento eletivo, sem risco imediato. D) Fratura do arco zigomático: tratamento tardio, sem risco vital. E) Fratura de ângulo: pode ser estabilizada provisoriamente e tratada depois.

Referência: Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Mixoma Odontogênico

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Com relação ao mixoma odontogênico, de acordo com Neville et al. (2009), assinale a opção correta.
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Resolução comentada

Mixoma odontogênico.

O tratamento do mixoma odontogênico costuma ser a curetagem. Lesões maiores podem exigir ressecções mais extensas, pois o tumor não tem cápsula e é localmente infiltrativo.

Análise das alternativas

A é falsa: ocorre em adultos jovens, entre 20 e 40 anos. B é falsa: há leve predileção feminina, não 80% de homens. C é falsa: a mandíbula é mais afetada que a maxila. D é falsa: o padrão de bolhas de sabão pode ocorrer, mas é distinguível do ameloblastoma.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anestesiologia Odontológica Complicações da Anestesia Local — Injeção Intravascular

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Segundo Malamed (2013), a injeção intravascular pode ocorrer em qualquer tipo de injeção, porém é menos provável quando se administra um bloqueio de nervo:
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Bloqueio com menor probabilidade de injeção intravascular.

No bloqueio do nervo bucal (longo), a injeção intravascular é menos provável porque a região é pouco vascularizada e a aspiração positiva é rara.

Análise das alternativas

Nos bloqueios alveolar inferior, alveolar superior posterior, mental/incisivo e alveolar superior anterior, a proximidade de vasos importantes, como o plexo pterigóideo e a artéria alveolar, torna a injeção intravascular mais provável.

Referência: Malamed, Manual de Anestesia Local (2013).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Infecções Odontogênicas — Avaliação do Paciente

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Uma das principais considerações em infecções odontogênicas é a potencial obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores como resultado da extensão da infecção para os espaços faciais profundos do pescoço. O dentista deve verificá-las cuidadosamente para assegurar-se de que não há dificuldade respiratória. De acordo com Hupp, Ellis II e Tucker (2009), qual é a frequência respiratória normal de um paciente?
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Resolução comentada

Frequência respiratória normal.

Segundo Hupp, a frequência respiratória normal em repouso é de 14 a 16 respirações por minuto. Valores bem acima disso sugerem comprometimento respiratório em infecções com risco para as vias aéreas.

Análise das alternativas

As outras faixas (10 a 12, 12 a 14, 16 a 18 e 18 a 20 por minuto) não correspondem ao valor adotado pelos autores.

Referência: Hupp, Ellis III e Tucker, Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea (2009).

Resolução comentada do VaiConcursos.