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Polícia Federal — Concurso Público 2025 (Edital nº 1 – PF – Administrativo) — Cargo 7: Médico Clínico — Conhecimentos Específicos

Polícia Federal · Médico Clínico

Cebraspe2025

70 questões nesta prova · página 2 de 4 · 68 com gabarito

Endocrinologia Hipotireoidismo subclínico

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Julgue os itens subsequentes, relativos a doenças endócrinas.
Embora não haja consenso em relação ao manejo do hipotireoidismo subclínico, recomenda-se a reposição do hormônio tireoidiano em pacientes grávidas e em indivíduos com níveis de TSH acima de 10 mUI/L.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

No hipotireoidismo subclínico, trata-se gestante e TSH > 10 mUI/L.

Apesar da controvérsia no manejo, há recomendação de reposição de levotiroxina em gestantes (por risco materno-fetal) e quando o TSH é > 10 mUI/L, pelo maior risco de progressão e de eventos cardiovasculares. Nos demais casos, a decisão é individualizada.

Análise das alternativas

Certo: correto, conforme o gabarito. Errado: incorreto, pois essas são indicações aceitas de tratamento.

Referência: Diretrizes da SBEM e da ATA sobre hipotireoidismo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endocrinologia Obesidade — resistência à insulina e dislipidemia

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Julgue os itens subsequentes, relativos a doenças endócrinas.
A resistência à insulina na obesidade é frequentemente associada à dislipidemia, que se caracteriza por elevados níveis de triglicerídeos circulantes e nível baixo da fração do colesterol de lipoproteína de baixa densidade.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A dislipidemia da obesidade tem triglicerídeos altos e HDL baixo, não LDL baixo.

A dislipidemia aterogênica da resistência à insulina caracteriza-se por hipertrigliceridemia e HDL-colesterol baixo. O LDL costuma ser normal ou pouco elevado, com predomínio de partículas pequenas e densas. Afirmar que o LDL é baixo torna o item errado.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, por citar baixa fração de LDL. Errado: correto, pois o nível baixo é o do HDL.

Referência: Diretriz Brasileira de Dislipidemias (SBC); Harrison.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endocrinologia Agonistas do receptor de GLP-1

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Julgue os itens subsequentes, relativos a doenças endócrinas.
Os agonistas dos receptores GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade, provocam, por exemplo, saciedade, lentidão do esvaziamento gástrico e redução do glucagon.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Agonistas de GLP-1 causam saciedade, esvaziamento gástrico lento e redução do glucagon.

Os agonistas do receptor de GLP-1 aumentam a secreção de insulina dependente de glicose e suprimem o glucagon. Também retardam o esvaziamento gástrico e promovem saciedade por ação central, o que favorece a perda de peso no diabetes e na obesidade.

Análise das alternativas

Certo: correto. Errado: incorreto, pois os efeitos descritos são os esperados.

Referência: Diretrizes SBD e SBEM; Goodman & Gilman.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endocrinologia Câncer de tireoide

Cebraspe 2025

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Julgue os itens subsequentes, relativos a doenças endócrinas.
O câncer anaplásico da tireoide é considerado agressivo, responde precariamente ao tratamento e está associado a um prognóstico ruim.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O carcinoma anaplásico da tireoide é muito agressivo e de pior prognóstico.

O carcinoma anaplásico é indiferenciado, de crescimento rápido, frequentemente irressecável ao diagnóstico, e responde mal a cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A sobrevida mediana é de poucos meses, o que configura prognóstico ruim.

Análise das alternativas

Certo: correto. Errado: incorreto, pois a descrição do item é a clássica.

Referência: Diretrizes da ATA para câncer de tireoide; Williams Endocrinologia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Reumatologia Vasculites — granulomatose com poliangeíte

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Em relação às doenças reumatológicas, julgue os itens a seguir.
O comprometimento das vias aéreas superiores é comum em pacientes portadores de granulomatose com poliangeíte.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Envolvimento de vias aéreas superiores é comum na GPA.

A granulomatose com poliangeíte (Wegener) acomete classicamente vias aéreas superiores (sinusite, rinite crostosa, ulcerações nasais, nariz em sela), pulmões e rins. O comprometimento de vias aéreas superiores é um dos achados mais comuns e precoces.

Análise das alternativas

Certo: correto. Errado: incorreto, pois o acometimento é típico da doença.

Referência: Harrison; Diretrizes de vasculites ANCA-associadas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Reumatologia Lúpus eritematoso induzido por fármacos

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Em relação às doenças reumatológicas, julgue os itens a seguir.
A presença de anticorpos anti-histona é mais frequente em pacientes com lúpus farmacoinduzido que em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Anti-histona é mais frequente no lúpus induzido por fármacos.

O anticorpo anti-histona está presente em mais de 90% dos casos de lúpus induzido por fármacos, como hidralazina, procainamida e isoniazida. No LES idiopático ele aparece em menor proporção (cerca de 50 a 70%). Por isso é mais frequente no lúpus farmacoinduzido, ainda que não seja específico.

Análise das alternativas

Certo: correto, conforme o gabarito. Errado: incorreto, pois a frequência é maior no farmacoinduzido.

Referência: Goldman-Cecil Medicina; Harrison.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Reumatologia Hiperuricemia e gota

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Em relação às doenças reumatológicas, julgue os itens a seguir.
Recomenda-se o tratamento da hiperuricemia assintomática devido ao risco de sua associação a doença cardiovascular e insuficiência renal.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A hiperuricemia assintomática em geral não se trata.

Hiperuricemia sem gota, sem nefrolitíase por urato e sem síndrome de lise tumoral não tem indicação de terapia redutora de urato de rotina. Os dados de associação com doença cardiovascular e renal não comprovam benefício do tratamento. Recomenda-se tratar fatores associados e acompanhar.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, pois a associação epidemiológica não justifica tratar. Errado: correto, porque a conduta habitual é não tratar.

Referência: Diretrizes de gota (ACR 2020; SBR).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Reumatologia Espondilite anquilosante

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Em relação às doenças reumatológicas, julgue os itens a seguir.
A sacroileíte, independentemente de ser radiologicamente evidente, é tipicamente uma manifestação clínica tardia da espondilite anquilosante.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A sacroileíte é manifestação precoce da espondilite anquilosante.

A sacroileíte costuma ser a primeira manifestação da espondilite anquilosante e é a característica central da doença. Pode estar presente na ressonância antes de ficar evidente na radiografia. O acometimento tardio é o da coluna, com sindesmófitos e fusão (coluna em bambu).

Análise das alternativas

Certo: incorreto, pois a sacroileíte é precoce. Errado: correto, porque classifica a sacroileíte como achado inicial.

Referência: Diretrizes de espondiloartrites axiais (SBR/ASAS); Harrison.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia HIV/aids — coinfecção com tuberculose

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Texto-base:
Paciente de 37 anos de idade, do sexo masculino, homossexual, vivendo com HIV há 9 anos, retorna ao ambulatório onde costumava realizar seu acompanhamento médico, queixando-se de emagrecimento de 4 kg, febre baixa, sudorese e calafrios noturnos e tosse produtiva. Há 1 ano, durante um episódio depressivo maior, interrompeu a terapia antirretroviral regular recomendada e deixou de comparecer às consultas médicas de rotina. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com pressão arterial de 139 mmHg × 88 mmHg, frequência respiratória de 24 irpm e frequência cardíaca de 90 bpm.

A partir do caso clínico hipotético precedente, julgue os itens que se seguem.
Caso o paciente seja diagnosticado com tuberculose, deve-se considerar que a rifampicina, droga normalmente utilizada para o tratamento dessa doença, apresenta interação farmacológica com o dolutegravir, de modo que a dose deste medicamento deve ser dobrada durante o tratamento da tuberculose até duas semanas após o término do uso da rifampicina.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Rifampicina reduz o dolutegravir; dobra-se a dose (50 mg 12/12 h) até 2 semanas após o fim da rifampicina.

A rifampicina é indutora enzimática e reduz as concentrações do dolutegravir. Por isso, usa-se dolutegravir 50 mg duas vezes ao dia durante o tratamento com rifampicina. A dose dobrada é mantida por cerca de 2 semanas após o término da rifampicina, até o fim da indução enzimática.

Análise das alternativas

Certo: correto, conforme o gabarito. Errado: incorreto, pois a interação existe e exige ajuste de dose.

Referência: Ministério da Saúde. PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia HIV/aids — coinfecção com tuberculose

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Texto-base:
Paciente de 37 anos de idade, do sexo masculino, homossexual, vivendo com HIV há 9 anos, retorna ao ambulatório onde costumava realizar seu acompanhamento médico, queixando-se de emagrecimento de 4 kg, febre baixa, sudorese e calafrios noturnos e tosse produtiva. Há 1 ano, durante um episódio depressivo maior, interrompeu a terapia antirretroviral regular recomendada e deixou de comparecer às consultas médicas de rotina. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com pressão arterial de 139 mmHg × 88 mmHg, frequência respiratória de 24 irpm e frequência cardíaca de 90 bpm.

A partir do caso clínico hipotético precedente, julgue os itens que se seguem.
Caso o paciente seja diagnosticado com tuberculose, a terapia antirretroviral só deve ser iniciada 30 dias após o início do tratamento da doença, a fim de se evitar a instalação da síndrome inflamatória de reconstituição imune (SIRI), caracterizada por piora paradoxal das doenças infecciosas concomitantes.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Na coinfecção TB-HIV a TARV deve ser iniciada em até 2 a 8 semanas, não apenas após 30 dias.

A TARV deve ser iniciada precocemente: em até 2 semanas do início do tratamento da TB se o CD4 for < 50 células/mm³ ou houver sinais de gravidade, e em até 8 semanas nos demais casos. Não existe regra de aguardar 30 dias para todos. A SIRI é um risco a monitorar, não motivo para adiar a TARV de forma generalizada.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, pois impõe um prazo fixo de 30 dias. Errado: correto, porque o prazo depende do CD4 (2 semanas se < 50, até 8 semanas nos demais).

Referência: Ministério da Saúde. PCDT HIV adultos; Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia HIV/aids — terapia antirretroviral

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Texto-base:
Paciente de 37 anos de idade, do sexo masculino, homossexual, vivendo com HIV há 9 anos, retorna ao ambulatório onde costumava realizar seu acompanhamento médico, queixando-se de emagrecimento de 4 kg, febre baixa, sudorese e calafrios noturnos e tosse produtiva. Há 1 ano, durante um episódio depressivo maior, interrompeu a terapia antirretroviral regular recomendada e deixou de comparecer às consultas médicas de rotina. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com pressão arterial de 139 mmHg × 88 mmHg, frequência respiratória de 24 irpm e frequência cardíaca de 90 bpm.

A partir do caso clínico hipotético precedente, julgue os itens que se seguem.
A reintrodução da terapia antirretroviral (TARV) deve ser realizada após a contagem de CD4, se o resultado for inferior a 350 células/mm³.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A TARV deve ser reintroduzida sem depender do CD4.

Atualmente a TARV é indicada a todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente da contagem de CD4. A reintrodução em quem abandonou o tratamento não deve esperar o resultado nem um limiar de 350 células/mm³. O CD4 serve para estratificar o risco e definir profilaxias.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, pois condiciona a TARV a CD4 < 350. Errado: correto, porque o critério de CD4 não é mais usado para indicar TARV.

Referência: Ministério da Saúde. PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia HIV/aids — coinfecção com tuberculose

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Texto-base:
Paciente de 37 anos de idade, do sexo masculino, homossexual, vivendo com HIV há 9 anos, retorna ao ambulatório onde costumava realizar seu acompanhamento médico, queixando-se de emagrecimento de 4 kg, febre baixa, sudorese e calafrios noturnos e tosse produtiva. Há 1 ano, durante um episódio depressivo maior, interrompeu a terapia antirretroviral regular recomendada e deixou de comparecer às consultas médicas de rotina. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com pressão arterial de 139 mmHg × 88 mmHg, frequência respiratória de 24 irpm e frequência cardíaca de 90 bpm.

A partir do caso clínico hipotético precedente, julgue os itens que se seguem.
No caso em apreço, recomenda-se o teste de fluxo lateral para a detecção do lipoarabinomanano (LF-LAM) na urina, no próprio local de atendimento; esse teste, se positivo, indica infecção por tuberculose, podendo o tratamento ser iniciado imediatamente.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

LF-LAM urinário é recomendado em pessoas com HIV sintomáticas e permite iniciar o tratamento se positivo.

O LF-LAM é um teste rápido de fluxo lateral, feito na urina, no local de atendimento. É indicado em pessoas vivendo com HIV com sintomas de TB ou doença grave, ou com CD4 baixo. Um resultado positivo indica TB ativa e permite iniciar o tratamento sem esperar outros exames. Isso se aplica ao paciente do caso, que tem sintomas sugestivos e interrompeu a TARV.

Análise das alternativas

Certo: correto, conforme o gabarito. Errado: incorreto, pois o teste tem indicação no cenário descrito.

Referência: Ministério da Saúde. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose; OMS (LF-LAM).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia Dengue

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Julgue os próximos itens, relativos a dengue, febre amarela e condições pós-COVID.
Para pacientes diagnosticados com dengue que sejam usuários de antiagregante plaquetário para profilaxia secundária de doença arterial coronariana, recomenda-se a manutenção dessa medicação se não houver indícios de sangramento e se a plaquetometria estiver entre 30.000/L e 50.000/L; para usuários de varfarina sódica, caso a plaquetometria esteja nesse mesmo nível, recomenda-se a suspensão do medicamento, substituindo-o por heparina venosa não fracionada.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Antiagregante pode ser mantido com plaquetas de 30–50 mil sem sangramento; varfarina deve ser trocada por heparina.

Conforme o gabarito, na dengue o antiagregante plaquetário em profilaxia secundária pode ser mantido se não houver sangramento e as plaquetas estiverem entre 30.000 e 50.000. O anticoagulante oral (varfarina) deve ser suspenso e substituído por heparina não fracionada, que tem meia-vida curta e é reversível.

Análise das alternativas

Certo: correto, de acordo com o gabarito oficial. Errado: incorreto, pois a conduta descrita é a recomendada.

Referência: Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia Febre amarela

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Julgue os próximos itens, relativos a dengue, febre amarela e condições pós-COVID.
São alterações laboratoriais encontradas em pacientes com forma moderada a grave de febre amarela: leucocitose moderada; elevação dos níveis de proteína C reativa (PCR); taxas de TGO e de LDH extremamente elevadas.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Na febre amarela grave há leucopenia, não leucocitose.

As formas moderada e grave cursam tipicamente com leucopenia (neutropenia), plaquetopenia e elevação importante de transaminases (TGO/AST e TGP/ALT), bilirrubinas, ureia e creatinina. A 'leucocitose moderada' do item contraria esse quadro, o que o torna errado.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, porque a leucocitose não é achado típico. Errado: correto, pois o item contém alteração laboratorial incompatível com a doença.

Referência: Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde / Manual de manejo clínico da febre amarela.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia Dengue

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Julgue os próximos itens, relativos a dengue, febre amarela e condições pós-COVID.
O tratamento da dengue em pacientes com comorbidades importantes, como diabetes melito, asma, DPOC ou obesidade, deve iniciar-se com hidratação venosa, mesmo na ausência de sinais de alarme, até que se obtenha acesso ao resultado do hemograma; nesse momento, caso o hematócrito esteja normal, indica-se alta hospitalar com acompanhamento ambulatorial diário.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Dengue com comorbidades: hidratação inicial é oral (grupo B), não venosa.

Pacientes com comorbidades importantes e sem sinais de alarme são classificados como grupo B. Ficam em observação até o resultado do hemograma, com hidratação oral, e não venosa. A hidratação venosa é reservada aos grupos C e D, com sinais de alarme ou gravidade. A conduta pelo hematócrito também não se resume à 'alta com acompanhamento ambulatorial diário'.

Análise das alternativas

Certo: errado, pois afirma que a hidratação inicial deve ser venosa sem sinais de alarme. Errado: correto, porque a hidratação é oral no grupo B.

Referência: Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico (classificação de risco, grupo B).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia Condições pós-COVID

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Julgue os próximos itens, relativos a dengue, febre amarela e condições pós-COVID.
As condições pós-COVID manifestam-se por uma extensa variedade de sintomas, como névoa cerebral, cefaleia, perda de paladar e de olfato, alteração do hábito intestinal, disfagia, alopecia, distúrbios do sono.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A condição pós-COVID tem espectro amplo de sintomas.

A condição pós-COVID inclui fadiga, névoa cerebral, cefaleia, anosmia e ageusia persistentes, alterações intestinais, disfagia, alopecia e distúrbios do sono. Os sintomas são variados e podem acometer vários sistemas.

Análise das alternativas

A) Certa: lista manifestações reconhecidas. B) Errada: negaria a diversidade de sintomas descrita.

Referência: Definição e manifestações da condição pós-COVID-19 (OMS/Ministério da Saúde).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Medicina de Emergência Emergência hipertensiva

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Em relação a emergências clínicas, julgue os itens a seguir.
Considere que um paciente do sexo masculino, negro, com 65 anos de idade, em atendimento no pronto-socorro, queixe-se de cefaleia e dispneia intensa. Considere, ainda, que, ao exame físico, a pressão arterial aferida seja de 185 mmHg × 146 mmHg, que se observem dispneia e estertores crepitantes até ápices pulmonares e a fundoscopia seja normal. Nesse caso, o anti-hipertensivo de escolha para o paciente é a anlodipina, que deve ser administrada por via oral.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Edema agudo de pulmão hipertensivo exige vasodilatador e diurético IV, não anlodipina oral.

O paciente tem emergência hipertensiva com edema agudo de pulmão. O tratamento é parenteral, com nitroprussiato ou nitroglicerina, associado a diurético de alça e oxigenoterapia. A anlodipina oral não tem início de ação nem titulação adequados para essa situação.

Análise das alternativas

A) Errada: a anlodipina oral é inadequada. B) Certa: a conduta correta usa vasodilatador IV.

Referência: Diretrizes brasileiras de hipertensão: emergências hipertensivas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Medicina de Emergência Acidente vascular encefálico isquêmico

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Em relação a emergências clínicas, julgue os itens a seguir.
Considere que uma paciente do sexo feminino, de 59 anos de idade, branca, diabética compensada, tabagista, seja atendida em um pronto-socorro e relate ao médico história de hemiparesia à direita, além de afasia súbita e dificuldade de compreensão de comandos verbais há cerca de 3 horas. Considere também que a paciente tenha sido submetida a uma cirurgia de revascularização miocárdica no mesmo hospital há 10 dias, sem intercorrências, e que, realizada tomografia de crânio, não tenha sido detectado nenhum sinal de hemorragia, mas percebida uma grande área hipodensa no território da artéria cerebral média esquerda. Nesse caso, a hipótese diagnóstica para a paciente é de um acidente vascular encefálico isquêmico, recomendando-se trombólise imediata.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Cirurgia de grande porte há 10 dias contraindica a trombólise.

O quadro sugere AVC isquêmico, mas a paciente fez revascularização miocárdica há 10 dias, e cirurgia de grande porte nas últimas 2 semanas é contraindicação à trombólise. A grande área hipodensa já visível na tomografia também sugere lesão estabelecida, o que reforça a contraindicação. Logo, a trombólise imediata não é recomendada.

Análise das alternativas

A) Errada: o diagnóstico está certo, mas a trombólise não pode ser feita. B) Certa: há contraindicação.

Referência: Critérios de exclusão para trombólise no AVC isquêmico.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Medicina de Emergência Crise convulsiva

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Em relação a emergências clínicas, julgue os itens a seguir.
Suponha que uma paciente do sexo feminino, de 18 anos de idade, seja levada ao pronto-socorro minutos após o término de uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Suponha, ainda, que, ao exame neurológico inicial, ela esteja consciente e orientada, sonolenta, normotensa, sem outras alterações; refira crise semelhante há 4 dias, sem fator causal detectável, e crises convulsivas na infância, tendo a última ocorrido aos 14 anos de idade. Suponha, por fim, que ela relate ter feito uso de fenobarbital durante um longo tempo, tendo-o suspendido há 2 anos. Nesse caso, a paciente deve ser observada de 6 h a 12 h em ambiente hospitalar, submetida a tomografia computadorizada de crânio e, na alta, medicada com anticonvulsivante e orientada a realizar retorno ambulatorial em até 15 dias, conforme recomendação do Ministério da Saúde.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Conduta pós-crise recorrente em paciente com epilepsia conhecida, conforme o gabarito.

A paciente tem recorrência de crise sem fator desencadeante, com história de epilepsia e suspensão do fenobarbital. Conforme o gabarito, a conduta é observar por 6 a 12 horas, fazer tomografia de crânio, reintroduzir anticonvulsivante na alta e encaminhar ao ambulatório em até 15 dias.

Análise das alternativas

A) Certa conforme o gabarito e a recomendação citada. B) Errada: contestaria o gabarito oficial.

Referência: Protocolo de Emergências Clínicas do Ministério da Saúde (crise convulsiva).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Medicina de Emergência Choque

Cebraspe 2025

Polícia Federal · Médico Clínico

Gabarito disponível

Em relação a emergências clínicas, julgue os itens a seguir.
No choque séptico, assim como no hipovolêmico, a pressão venosa central encontra-se normal ou baixa, e a resistência vascular sistêmica, elevada.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

No choque séptico a resistência vascular sistêmica é baixa.

O choque séptico é distributivo, com vasodilatação e resistência vascular sistêmica reduzida. No hipovolêmico há vasoconstrição compensatória, com resistência elevada e pressão venosa central baixa. Portanto os dois não têm o mesmo perfil.

Análise das alternativas

A) Errada: iguala dois perfis hemodinâmicos diferentes. B) Certa: a RVS é baixa no séptico e alta no hipovolêmico.

Referência: Perfis hemodinâmicos dos choques.

Resolução comentada do VaiConcursos.