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Marinha do Brasil — CP-CSM-CD/2018 — Cirurgião-Dentista — Ortodontia — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha) — Ortodontia

Diretoria de Ensino da Marinha2018Superior

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 47 com gabarito

Endodontia Complexo Dentinopulpar — Tipos de Dentina

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha) — Ortodontia · Caderno Amarela

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A relação íntima entre os odontoblastos e a dentina, algumas vezes referida como complexo dentino-pulpar, é uma das várias razões para que a dentina e a polpa sejam consideradas uma entidade funcional feita de elementos histológicos distintos. De acordo com Cohen e Hargreaves (2011), como se denomina a primeira camada de dentina a ser depositada, produzida por odontoblastos que ainda não se diferenciaram completamente e que é considerada, no dente adulto, a dentina mais antiga e produzida adjacente ao esmalte na coroa?
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Resolução comentada

A primeira camada de dentina depositada, junto ao esmalte na coroa, é a dentina do manto.

A dentina do manto é a camada mais externa e antiga da dentina na coroa, depositada pelos odontoblastos ainda não totalmente diferenciados, adjacente ao esmalte. Difere da dentina circumpulpar, que forma o corpo da dentina.

Análise das alternativas

A) Errada: pré-dentina é a camada não mineralizada junto aos odontoblastos. C) Errada: dentina primária é a formada até a conclusão da raiz, sem designar a primeira camada. D) Errada: dentina circumpulpar é a que forma a maior parte da dentina, interna ao manto. E) Errada: dentina intratubular reveste a luz dos túbulos dentinários.

Referência: Cohen S, Hargreaves KM. Caminhos da Polpa, 10ª ed., 2011.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Radiografia Panorâmica

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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A radiografia panorâmica é uma técnica que produz apenas uma imagem das estruturas faciais que inclui os arcos dentários, maxilar e mandibular, e suas estruturas de suporte. De acordo com White e Pharoah (2015), são vantagens da radiografia panorâmica, EXCETO:
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Resolução comentada

A panorâmica não facilita a captura quando há sérias discrepâncias maxilomandibulares, o que é uma limitação, não vantagem.

Entre as vantagens da panorâmica estão cobertura ampla, baixa dose, utilidade em educação do paciente, possibilidade de uso em trismo e rapidez. Já a captura de ambos os maxilares em pacientes com sérias discrepâncias maxilomandibulares é difícil, pois o posicionamento fica comprometido, e portanto não é vantagem.

Análise das alternativas

B) Vantagem: a dose de radiação é baixa. C) Vantagem: é útil como recurso visual na educação do paciente e na apresentação do caso. D) Vantagem: pode ser usada em pacientes com trismo ou que não toleram técnicas intrabucais. E) Vantagem: a técnica é conveniente e rápida.

Referência: White SC, Pharoah MJ. Radiologia Oral: Princípios e Interpretação, 7ª ed., 2015.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Cemento Radicular

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Segundo Lindhe et al. (2010), o cemento radicular é um tecido mineralizado especializado que reveste as superfícies radiculares. Sobre esse tecido é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A parte mineral do cemento é formada principalmente por hidroxiapatita, cerca de 65% do peso.

Segundo Lindhe, o cemento contém aproximadamente 65% de seu peso em hidroxiapatita, valor próximo ao do osso e inferior ao da dentina e do esmalte. Esse é o fato correto entre as alternativas.

Análise das alternativas

A) Errada: o cemento não possui vasos sanguíneos nem inervação. B) Errada: diferentemente do osso, o cemento não sofre remodelação nem reabsorção fisiológica contínua. D) Errada: no terço apical e nas furcas predomina o cemento celular de fibras mistas, e não o de fibras intrínsecas. E) Errada: o cemento é mais espesso na porção apical e nas furcas do que na cervical.

Referência: Lindhe J, Lang NP, Karring T. Tratado de Periodontia Clínica e Implantologia Oral, 5ª ed., 2010.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endodontia Diagnóstico em Endodontia — Dor Referida

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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O objetivo do diagnóstico em endodontia é determinar o problema do paciente e sua causa. Ao fim, isso estará relacionado diretamente com o tipo de tratamento a ser executado, caso seja realmente necessário um tratamento. Além disso, a percepção da dor, conhecida como dor referida pode tornar o diagnóstico um desafio. De acordo com Cohen e Hargreaves (2011), em relação a dor referida é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A dor referida de um dente costuma resultar de estimulação intensa das fibras C, de condução lenta, que causam dor intensa, lenta e imprecisa.

Segundo Cohen e Hargreaves, a dor referida costuma ocorrer quando há estimulação intensa de fibras C da polpa, nervos de condução lenta, o que gera dor intensa, lenta e mal localizada, favorecendo a referência a outras áreas. Por isso C é a correta.

Análise das alternativas

A) Errada: os dentes posteriores referem dor para o arco oposto ou região periauricular, mas raramente para dentes anteriores. B) Errada: os posteroinferiores tendem a causar dor periauricular mais que os posterossuperiores. D) Errada: os dentes podem sim causar dor em outros dentes e em outras áreas da cabeça e do pescoço. E) Errada: os dentes anteriores raramente induzem dor em outros dentes ou no arco oposto.

Referência: Cohen S, Hargreaves KM. Caminhos da Polpa, 10ª ed., 2011.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Farmacologia Analgésicos na Gestação

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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De acordo com Andrade (2014), qual é o analgésico de escolha para qualquer período da gestação ?
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Resolução comentada

O paracetamol é o analgésico de escolha em qualquer período da gestação.

O paracetamol (acetaminofeno) é considerado o analgésico mais seguro em todos os trimestres da gestação, sendo o de escolha segundo Andrade. Os demais apresentam restrições em um ou mais períodos.

Análise das alternativas

A) Errada: a dipirona tem restrições na gestação, sendo evitada principalmente no início e no final. C) Errada: o AAS (e os AINEs) é contraindicado no terceiro trimestre, com risco de fechamento precoce do ducto arterioso e sangramento. D) Errada: a codeína, como opioide, tem uso restrito, com risco de dependência e depressão respiratória neonatal. E) Errada: o tramadol, também opioide, não é de primeira escolha e exige cautela.

Referência: Andrade ED. Terapêutica Medicamentosa em Odontologia, 3ª ed., 2014.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Verticalização de Molares

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Quando um primeiro molar permanente é perdido e não é substituído, o segundo molar desloca-se, inclinando mesialmente, e o tecido gengival adjacente fica dobrado e distorcido formando uma pseudobolsa, que favorece o acúmulo de placa. A correção do posicionamento dentário, por meio da verticalização dos molares elimina essa condição potencialmente patológica. Com relação à verticalização de molares, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Para fechar espaço durante a verticalização, a ponta do arco com alça em T é tracionada distalmente e dobrada para gengival.

Na verticalização com fechamento de espaço, usa-se arco com alça em T cuja extremidade final é tracionada distalmente e dobrada em direção gengival, o que mantém a mecânica de fechamento enquanto o molar é verticalizado. Por isso a alternativa A é a correta pelo gabarito.

Análise das alternativas

B) Errada: a extrusão do molar durante a verticalização reduz a pseudobolsa, pois a gengiva acompanha o movimento. C) Errada: é preciso desgastar o dente ou removê-lo de oclusão para eliminar interferências oclusais. D) Errada: nas inclinações severas evitam-se arcos contínuos, pois geram efeitos colaterais nos segundos pré-molares; prefere-se mola de verticalização. E) Errada: a dobra e o gancho descritos não correspondem à técnica correta, pois o gancho deve ficar em posição que não distalize indevidamente.

Referência: Proffit, Fields e Sarver. Ortodontia Contemporânea, 5ª ed., 2013; Graber, Vanarsdall e Vig, 2012.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Bráquetes Cerâmicos

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Marque a opção que apresenta algumas características dos bráquetes de cerâmica pura, segundo Graber, Vanarsdall e Vig (2012).
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Resolução comentada

Os bráquetes cerâmicos são mais duros que o aço e podem desgastar rapidamente o esmalte dos dentes antagonistas em contato.

A cerâmica pura é mais dura que o esmalte e o aço, e o contato oclusal de bráquetes cerâmicos com dentes antagonistas pode causar desgaste rápido do esmalte, sendo uma desvantagem importante segundo Graber.

Análise das alternativas

A) Errada: a fricção em bráquetes cerâmicos é maior e menos previsível que em aço. B) Errada: são mais frágeis e há maior risco de fratura, principalmente com fios de aço e torque. C) Errada: a superfície é mais áspera e porosa, atraindo mais placa e manchas. E) Errada: são mais difíceis de descolar, com maior risco de fratura de asas e de dano ao esmalte.

Referência: Graber, Vanarsdall e Vig. Ortodontia: Princípios e Técnicas Atuais, 5ª ed., 2012.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Preparo Ortodôntico para Cirurgia Ortognática

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De que forma deve ser solucionada, segundo Medeiros e Medeiros (2013), a atresia maxilar, que necessita de 6mm de ganho na região de molar, em um paciente adulto que também apresenta problema vertical maxilar e será submetido à cirurgia ortognática para resolver o problema vertical?
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Resolução comentada

A atresia maxilar de 6 mm em adulto submetido a Le Fort I deve ser resolvida por osteotomia maxilar segmentar concomitante.

Em adulto com atresia de 6 mm de ganho em molar, o preparo ortodôntico isolado é insuficiente, e como já haverá cirurgia maxilar (Le Fort I) para o problema vertical, a expansão é resolvida na mesma cirurgia por segmentação da maxila. Isso evita um procedimento adicional.

Análise das alternativas

A) Errada: 2 mm por molar mais 1 mm no inferior totaliza ganho insuficiente e não é estável. C) Errada: a disjunção cirúrgica prévia seria uma cirurgia a mais, desnecessária. D) Errada: o Haas convencional não é eficaz em adultos por causa da sutura palatina madura. E) Errada: elásticos cruzados não geram expansão esquelética dessa magnitude.

Referência: Medeiros PJ, Medeiros PP. Cirurgia Ortognática para o Ortodontista, 2013.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Cirurgia Ortognática — Técnicas Mandibulares

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Com relação às técnicas cirúrgicas mandibulares, marque a opção INCORRETA.
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Resolução comentada

A alternativa C é incorreta: a osteotomia vertical é indicada para recuos mandibulares, inclusive grandes, e não se limita a 5 mm.

A osteotomia vertical do ramo é indicada para recuo mandibular, inclusive em recuos extensos, sendo sua indicação clássica; afirmar que ela não serve para grandes recuos por permitir só 5 mm é, portanto, incorreto, conforme o gabarito oficial. As demais afirmações descrevem corretamente as técnicas.

Análise das alternativas

A) Correta: terceiros molares inferiores enfraquecem a mandíbula e predispõem a fratura indesejável na osteotomia sagital. B) Correta: a osteotomia basilar deslizante permite avançar o mento até a espessura total da sínfise. D) Correta: a osteotomia vertical exige bloqueio maxilomandibular rígido por cerca de 3 semanas por não ter fixação rígida. E) Correta: a osteotomia sagital do ramo é estável e permite avanços de até cerca de 12 mm.

Referência: Cirurgia ortognática — técnicas mandibulares (Peterson, Princípios de Cirurgia Bucomaxilofacial).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Diastema Interincisal — Frenectomia

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A inserção do freio labial em uma fenda no osso alveolar é considerada um fator etiológico de diastema interincisal. Diante dessa condição clínica, qual é o melhor momento para realizar a frenectomia, segundo Proffit, Fields e Sarver (2013), visando ao fechamento do diastema ortodonticamente?
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Resolução comentada

A frenectomia deve ser feita durante o tratamento ortodôntico, após o alinhamento e fechamento do diastema, para evitar tecido cicatricial indesejado.

Segundo Proffit, a frenectomia deve ser feita durante o tratamento ortodôntico, depois que o diastema foi fechado e os dentes alinhados, de modo que a cicatrização contribua para manter os incisivos juntos. Fazê-la antes deixaria tecido cicatricial que dificultaria o fechamento do espaço.

Análise das alternativas

A) Errada: cirurgia precoce com adiamento do tratamento deixaria cicatriz entre os incisivos, dificultando o fechamento. D) Errada: imediatamente antes do aparelho tem o mesmo problema de cicatriz interposta. C) Errada: no período de contenção a recidiva já estaria em curso e não se aproveita a cicatrização para estabilizar. E) Errada: após a finalização, antes da remoção, não é o momento indicado por Proffit.

Referência: Proffit, Fields e Sarver. Ortodontia Contemporânea, 5ª ed., 2013.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Desenvolvimento Craniofacial — Estágios Embriológicos

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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De acordo com Proffit, Fields e Sarver (2013), a microssomia craniofacial é caracterizada pela falta de desenvolvimento das áreas faciais laterais, onde o ouvido externo é deformado, além dos ramos mandibulares e tecidos moles associados serem deficientes ou ausentes. A qual dos estágios principais do desenvolvimento craniofacial essa condição está relacionada?
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Resolução comentada

A microssomia craniofacial decorre de alterações na origem, migração e interação das células da crista neural.

Segundo Proffit, o desenvolvimento craniofacial tem estágios, e a microssomia craniofacial, ligada a ouvido externo, ramo mandibular e tecidos moles laterais, está associada a problemas nas células da crista neural. Elas originam a maior parte do tecido conjuntivo e esquelético da face, e falhas em sua migração e interação produzem esses defeitos.

Análise das alternativas

A) Errada: refere-se às camadas germinativas e à organização inicial, anterior ao problema descrito. B) Errada: formação do tubo neural e da orofaringe é estágio distinto, associado a outras anomalias. D) Errada: formação dos sistemas de órgãos não é o estágio ligado à microssomia. E) Errada: a diferenciação final dos tecidos relaciona-se a outros tipos de defeitos.

Referência: Proffit, Fields e Sarver. Ortodontia Contemporânea, 5ª ed., 2013 (desenvolvimento craniofacial).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Fissuras Labiopalatinas — Sequência de Tratamento

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Segundo Proffit, Fields e Sarver (2013), qual a sequência de abordagens adequada para o tratamento de pacientes com fenda labiopalatina?
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Resolução comentada

A sequência é fechamento labial, fechamento do palato, alinhamento dos incisivos superiores, enxerto ósseo alveolar, ortodontia corretiva e cirurgia ortognática.

Segundo Proffit, o tratamento segue a cronologia do desenvolvimento: fechamento labial (cerca de 3 meses), fechamento do palato (cerca de 12 meses), alinhamento dos incisivos superiores antes do enxerto, enxerto ósseo alveolar na dentição mista, depois ortodontia corretiva e, se necessário, cirurgia ortognática.

Análise das alternativas

A) Errada: coloca o enxerto ósseo antes do alinhamento dos incisivos superiores. B) Errada: inicia pelo palato e coloca o alinhamento antes do fechamento labial. C) Errada: inicia pelo palato e coloca o enxerto antes do fechamento labial. D) Errada: inverte a ordem, fechando o palato antes do lábio.

Referência: Proffit, Fields e Sarver. Ortodontia Contemporânea, 5ª ed., 2013.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Cefalometria — Superposições

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Superposições de traçados de radiografias cefalométricas de um mesmo paciente tomadas em momentos diferentes são realizadas para obtenção de informações de interesse ao ortodontista. Marque a opção correta em relação a essas superposições.
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Resolução comentada

A linha S-N é considerada estável o bastante para servir de plano de superposição, apesar das suturas ativas entre S e N.

Na superposição total, a linha S-N (com registro em S) é usada como referência por ser relativamente estável, embora existam suturas ativas entre esses pontos que aumentam a distância entre eles no crescimento. Por isso a alternativa E é a correta pelo gabarito.

Análise das alternativas

A) Errada: a superposição da maxila sobre o próprio contorno ósseo usa o contorno do palato e do processo zigomático como estruturas estáveis e serve também para avaliar movimentos dentários. B) Errada: a superposição da mandíbula não usa o ponto Ar como registro com essa finalidade, e sim estruturas internas estáveis (sínfise, canal mandibular, criptas). C) Errada: a descrição de superposição maxilar sobre Ptm não corresponde ao método padrão para avaliar a posição da maxila. D) Errada: a superposição esfenocribriforme usa como registro o ponto na área das asas menores do esfenoide e da placa cribriforme, e a descrição apresentada não é precisa.

Referência: Ortodontia/cefalometria — técnicas de superposição de traçados cefalométricos (Interlandi; Vilella).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Preparo Ortodôntico para Cirurgia Ortognática

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De acordo com Medeiros e Medeiros (2013), assinale a opção INCORRETA com relação ao preparo ortodôntico para cirurgia ortognática.
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Resolução comentada

Quando o nivelamento é obtido na cirurgia por segmentação óssea, o nivelamento ortodôntico não é feito com fios contínuos e dobras de primeira ordem apenas; a afirmação é incorreta.

No preparo para cirurgia ortognática, quando o nivelamento será obtido no ato cirúrgico por segmentação óssea, o nivelamento ortodôntico prévio não é realizado: os arcos são mantidos sem nivelar a curva de Spee, sendo o nivelamento feito pela cirurgia. Por isso afirmar que ele deve ser feito com fios contínuos de aço com dobras de primeira ordem está incorreto, o que a torna a alternativa INCORRETA pedida.

Análise das alternativas

A) Correta: a translação do canino resulta de inclinação seguida de verticalização pelo binário do bráquete. B) Correta: o controle da ancoragem depende da soma das discrepâncias de modelo e cefalométrica. D) Correta: o tipo de ômega depende da curva de Spee, do apinhamento e da necessidade de projeção. E) Correta: o fechamento de espaço pode combinar retração anterior e mesialização posterior em intensidades iguais ou diferentes.

Referência: Medeiros PJ, Medeiros PP. Cirurgia Ortognática para o Ortodontista, 2013.

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Ortodontia Cefalometria — Análise de Steiner

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Assinale a opção correta em relação aos ângulos da análise cefalométrica de Steiner.
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Resolução comentada

O ângulo GoGn.SN (norma 32°) indica o padrão de crescimento mandibular e a quantidade de crescimento condilar.

Na análise de Steiner, GoGn.SN tem valor normal de 32° e funciona como indicador do padrão de crescimento facial. Está relacionado ao crescimento da área condilar, que é responsável pelo comprimento do ramo mandibular, conforme o gabarito oficial.

Análise das alternativas

A) Errada: o ângulo interincisal normal é 131°, mas na biprotrusão ele fica diminuído, não aumentado. B) Errada: o valor normal de 1.NA é 22°, mas valores altos são típicos de Classe II 1ª divisão e baixos da 2ª divisão (a alternativa inverte). C) Errada: o valor normal de 1.NB é 25°, e não 90°. E) Errada: o plano oclusal.SN normal é 14°, e não 34°.

Referência: Steiner CC. Cephalometrics for you and me (1953); Interlandi, Ortodontia: Bases para a Iniciação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Estética do Sorriso — Microestética

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As sutilezas nas proporções e formato dos dentes e os contornos gengivais formam a microestética e fazem parte da lista de problemas ortodônticos que necessitam de planejamento e tratamento. Com relação à microestética, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

No incisivo central superior a margem gengival fica cerca de 1,5 mm mais alta que no lateral e na mesma altura do canino.

Para uma aparência atraente, as alturas gengivais são proporcionais: central e canino ficam no mesmo nível, e o incisivo lateral fica cerca de 1,5 mm mais incisal (o central está mais alto que o lateral). Isso é o descrito na alternativa C, que é o gabarito oficial.

Análise das alternativas

A) Errada: a proporção de 67% sucessiva é a chamada proporção áurea, mas a alternativa não está apresentada como a correta no gabarito; ainda assim, o gabarito indica C. B) Errada: o zênite gengival do lateral coincide com o longo eixo, e o dos centrais e caninos fica distal a ele. D) Errada: a correção dos triângulos negros envolve aproximar os dentes por desgaste interproximal e deslocar o ponto de contato para gengival, não para incisal. E) Errada: a largura do incisivo central deve ser cerca de 80% da altura, e não 85%.

Referência: Proffit, Fields e Sarver. Ortodontia Contemporânea, 5ª ed., 2013 (estética do sorriso, microestética).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Elásticos Intermaxilares de Classe II

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Elásticos de Classe II são um importante recurso da mecânica ortodôntica que possuem sua melhor indicação, segundo Proffit, Fields e Sarver (2013), em qual situação?
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Resolução comentada

Segundo Proffit, elásticos de Classe II são mais indicados por 3 a 4 meses no final do tratamento, para obter boa interdigitação.

Para Proffit, os elásticos de Classe II funcionam melhor como complemento na fase final do tratamento, por cerca de 3 a 4 meses, para acertar a interdigitação em pacientes com Classe II já bem corrigida. Usá-los como método principal por longos períodos tem efeitos indesejáveis, como extrusão de molares inferiores e inclinação do plano oclusal.

Análise das alternativas

B) Errada: nas fases iniciais de alinhamento e nivelamento não se usam elásticos de Classe II, e 350 gF não é a indicação. C) Errada: não é essa a melhor indicação, e 9 a 12 meses é tempo excessivo. D) Errada: em dolicocefálicos a extrusão de molares é indesejável, e o aparelho não deve ficar restrito ao primeiro molar. E) Errada: usar 500 gF por 9 a 12 meses como método principal é inadequado e gera efeitos colaterais.

Referência: Proffit, Fields e Sarver. Ortodontia Contemporânea, 5ª ed., 2013.

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Ortodontia Ancoragem Esquelética — Dispositivos de Ancoragem Temporária

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Segundo Graber, Vanarsdall e Vig (2012), as mecânicas que utilizam dispositivos de ancoragem temporária (DATs) seguem os princípios biomecânicos gerais; mas, comparados à mecânica convencional, elas possuem vários aspectos característicos. No que diz respeito à mecânica com DATs empregada nos tratamentos com extração, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Os DATs, inseridos geralmente em posição apical, permitem regular a linha de ação da força e controlar inclinação e torque do canino.

Na mecânica de retração com DATs, os mini-implantes costumam ser colocados apicalmente (região de osso alveolar entre as raízes ou vestibular), o que permite escolher a altura do ponto de aplicação e, assim, regular a linha de ação da força. Isso possibilita controlar a inclinação e o torque do canino durante a retração.

Análise das alternativas

A) Errada: a retração de corpo exige avaliar previamente a quantidade de osso alveolar disponível. B) Errada: grandes retrações aumentam, e não diminuem, o risco de reabsorção radicular e perda de inserção periodontal. C) Errada: com ancoragem rígida é preciso cuidar para evitar retração e intrusão excessivas. E) Errada: o vetor intrusivo permite o controle vertical, mas mal controlado pode provocar inclinação do plano oclusal; a possibilidade não é eliminada.

Referência: Graber, Vanarsdall e Vig. Ortodontia: Princípios e Técnicas Atuais, 5ª ed., 2012 (capítulo sobre ancoragem esquelética).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Cefalometria — Posição dos Incisivos Inferiores

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Segundo Medeiros e Medeiros (2013), ao avaliar a radiografia cefalométrica de perfil em pacientes cirúrgicos com excesso vertical da maxila, nos quais a mandíbula está girada inferiormente, tem-se a leitura de que os incisivos inferiores encontram-se excessivamente projetados se utilizarmos apenas a relação do longo eixo do incisivo central inferior com a linha NB. Nesses casos, a avaliação da posição anteroposterior dos incisivos inferiores deve ser complementada de que forma?
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Resolução comentada

Complementa-se pela inclinação do incisivo inferior em relação ao plano mandibular (Tweed).

Quando a mandíbula está girada inferiormente, a medida em relação a NB superestima a protrusão. Por isso, avalia-se o ângulo IMPA, ou seja, a inclinação do incisivo em relação ao plano mandibular de Tweed.

Análise das alternativas

A: o ângulo interincisivo relaciona os dois incisivos, não a posição do inferior. B: a distância A-Pog também sofre influência da rotação. C: a exposição em repouso é medida estética. E: o ângulo GoGn.SN mostra o padrão vertical, não a posição do incisivo.

Referência: Medeiros e Medeiros (2013).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Biomecânica — Alinhamento e Nivelamento

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Durante a primeira fase do tratamento ortodôntico, para levar os dentes para o alinhamento, uma combinação de inclinação vestibulolingual e mesiodistal guiada por um arco ortodôntico é necessária e decorre de uma mecanoterapia ortodôntica específica. Assinale a opção que apresenta corretamente os princípios biomecânicos dessa fase do tratamento.
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Resolução comentada

O arco precisa ter folga mínima de 0,002" no bráquete para o deslizamento.

Para o alinhamento ocorrer com deslizamento mesiodistal, o arco deve se mover livremente no slot, com folga mínima de cerca de 0,002" entre o arco e o bráquete.

Análise das alternativas

A: a força leve ideal é menor que 150 gF no contexto citado. C: a fricção não é o principal componente em baixas forças. D: no apinhamento assimétrico, é preferível menor resiliência. E: no alinhamento inicial usam-se fios redondos finos, não retangulares 0,017"x0,025".

Referência: Proffit, Fields e Sarver (2013).

Resolução comentada do VaiConcursos.