Pular para o conteúdo

Provas

← Voltar para a lista de provas

Marinha do Brasil — CP-CSM-CD/2018 — Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia — Prova Amarela

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia

Diretoria de Ensino da Marinha2018Superior

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 49 com gabarito

Histologia e Embriologia Bucal Complexo Dentino-Pulpar — Tipos de Dentina

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

A relação íntima entre os odontoblastos e a dentina, algumas vezes referida como complexo dentino-pulpar, é uma das várias razões para que a dentina e a polpa sejam consideradas uma entidade funcional feita de elementos histológicos distintos. De acordo com Cohen e Hargreaves (2011), como se denomina a primeira camada de dentina a ser depositada, produzida por odontoblastos que ainda não se diferenciaram completamente e que é considerada, no dente adulto, a dentina mais antiga e produzida adjacente ao esmalte na coroa?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A dentina do manto é a primeira camada depositada, adjacente ao esmalte.

A dentina do manto é a primeira dentina formada, produzida por odontoblastos ainda não totalmente diferenciados. Fica junto ao esmalte na coroa, e é a dentina mais antiga no dente adulto.

Análise das alternativas

A) A pré-dentina é a matriz não mineralizada junto aos odontoblastos. C) A dentina primária é a formada até o término da raiz, e inclui a do manto e a circumpulpar. D) A circumpulpar forma a maior parte da dentina, depois do manto. E) A intratubular reveste internamente os túbulos dentinários e é hipermineralizada.

Referência: Cohen e Hargreaves, Caminhos da Polpa (2011), complexo dentino-pulpar.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Radiografia Panorâmica — Vantagens e Limitações

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

A radiografia panorâmica é uma técnica que produz apenas uma imagem das estruturas faciais que inclui os arcos dentários, maxilar e mandibular, e suas estruturas de suporte. De acordo com White e Pharoah (2015), são vantagens da radiografia panorâmica, EXCETO:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A radiografia panorâmica não facilita a captura de pacientes com discrepâncias maxilomandibulares graves.

A panorâmica tem como vantagens a ampla cobertura, a baixa dose, a rapidez, a conveniência, a utilidade em pacientes com trismo ou intolerância a técnicas intrabucais e o valor educativo. Em pacientes com discrepâncias maxilomandibulares graves, porém, o posicionamento é difícil e a imagem pode ficar distorcida ou fora de foco, o que é uma limitação. Por isso a afirmativa A é a exceção.

Análise das alternativas

B, C, D e E são vantagens reconhecidas da técnica. A é a única que descreve algo que a panorâmica não oferece.

Referência: White e Pharoah, Radiologia Oral (2015), radiografia panorâmica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Cemento Radicular

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Lindhe et al. (2010), o cemento radicular é um tecido mineralizado especializado que reveste as superfícies radiculares. Sobre esse tecido é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A fração mineral do cemento é de cerca de 65% do peso, em forma de hidroxiapatita.

Segundo Lindhe, o cemento contém cerca de 65% de hidroxiapatita em peso, valor próximo ao do osso e menor que o da dentina e do esmalte. Ele é avascular, não inervado e não sofre remodelação fisiológica contínua.

Análise das alternativas

A) O cemento não tem vasos nem inervação. B) Ao contrário do osso, não é remodelado nem reabsorvido fisiologicamente. D) No terço apical e nas furcas predomina o cemento celular de fibras mistas, não o de fibras intrínsecas. E) O cemento é mais espesso na região apical e nas furcas do que na cervical.

Referência: Lindhe, Tratado de Periodontia Clínica e Implantodontia Oral (2010), cemento radicular.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endodontia Diagnóstico Endodôntico — Dor Referida

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

O objetivo do diagnóstico em endodontia é determinar o problema do paciente e sua causa. Ao fim, isso estará relacionado diretamente com o tipo de tratamento a ser executado, caso seja realmente necessário um tratamento. Além disso, a percepção da dor, conhecida como dor referida pode tornar o diagnóstico um desafio. De acordo com Cohen e Hargreaves (2011), em relação a dor referida é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A dor referida do dente decorre de estimulação intensa de fibras C (alternativa C, conforme o gabarito).

Segundo o gabarito oficial, a alternativa correta é a C. A dor pulpar referida costuma resultar de estimulação intensa das fibras C, que conduzem lentamente e geram dor intensa, difusa e mal localizada. Por isso o paciente tem dificuldade de apontar o dente de origem.

Análise das alternativas

A) Contraria a descrição de Cohen: os dentes posteriores referem dor para o arco oposto ou para a região periauricular, e raramente para os dentes anteriores. B) Os posteroinferiores tendem a referir para a região periauricular com mais frequência que os posterossuperiores. D) Os dentes podem, sim, causar dor referida em outros dentes e áreas da cabeça e pescoço. E) Os dentes anteriores raramente induzem dor em outros dentes ou no arco oposto.

Referência: Cohen e Hargreaves, Caminhos da Polpa (2011), diagnóstico e dor referida.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Farmacologia Analgésicos na Gestação

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

De acordo com Andrade (2014), qual é o analgésico de escolha para qualquer período da gestação ?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O paracetamol é o analgésico de escolha em qualquer fase da gestação.

Segundo Andrade (2014), o paracetamol é o analgésico de escolha em qualquer período da gestação, por seu perfil de segurança favorável em doses terapêuticas. Os demais fármacos têm restrições ou riscos.

Análise das alternativas

A) A dipirona tem uso restrito e controverso na gestação. C) O ácido acetilsalicílico e outros AINEs podem causar fechamento precoce do ducto arterioso e sangramento, sobretudo no terceiro trimestre. D) A codeína, um opioide, traz risco de depressão respiratória e dependência neonatal. E) O tramadol, também opioide, só deve ser usado com restrição.

Referência: Andrade, Terapêutica Medicamentosa em Odontologia (2014).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Tumores Odontogênicos — Tumor Odontogênico Epitelial Calcificante

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Sook-Bin Woo (2013), que tumor odontogênico, na análise histopatológica, apresenta um material amiloide com afinidade pelo vermelho Congo e quantidade de calcificação variável, que, algumas vezes, toma a forma de anéis lamelares concêntricos (anéis de Liesegang)?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Tumor de Pindborg: material amiloide Congo-vermelho positivo e calcificações em anéis de Liesegang.

O tumor odontogênico epitelial calcificante (tumor de Pindborg) tem folhetos de células epiteliais poliédricas com pleomorfismo nuclear, material amiloide que cora com vermelho Congo e calcificações em anéis de Liesegang. Esse conjunto é característico do tumor de Pindborg.

Análise das alternativas

A) O carcinoma intraósseo primário de células escamosas é um carcinoma epidermoide sem amiloide nem anéis de Liesegang. C) O tumor odontogênico escamoso mostra ilhas de epitélio escamoso bem diferenciado. D) O carcinoma ameloblástico tem atipia, mitoses e necrose sobre fundo de ameloblastoma. E) O ameloblastoma plexiforme tem cordões anastomosados de epitélio com ameloblastos periféricos, sem amiloide.

Referência: Sook-Bin Woo, Oral Pathology (2013), tumor odontogênico epitelial calcificante.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Macroglossia — Causas

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Neville et al (2016), a Macroglossia, condição incomum caracterizada pelo aumento da língua, pode ser causada por diversas condições, incluindo malformações congênitas e doenças adquiridas. Sendo assim, assinale a opção que representa duas causas adquiridas da Macroglossia.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Carcinoma e angioedema são causas adquiridas de macroglossia.

Entre as causas adquiridas de macroglossia estão neoplasias, como o carcinoma, e o angioedema. As demais opções misturam causas congênitas ou do desenvolvimento com causas adquiridas.

Análise das alternativas

A) O linfangioma é congênito/do desenvolvimento, embora o mixedema seja adquirido. B) A amiloidose é adquirida, mas as mucopolissacaridoses são hereditárias. C) O hemangioma e o cretinismo (hipotireoidismo congênito) são causas congênitas. D) A miastenia grave não é causa clássica de macroglossia, e a neurofibromatose tipo I é hereditária.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016), macroglossia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Doenças das Glândulas Salivares — Queilite Glandular

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Neville et al (2016), que condição inflamatória rara das glândulas salivares menores ocorre frequentemente no vermelhão do lábio inferior, apresentando as aberturas dos ductos das glândulas salivares menores inflamadas e dilatadas, e cuja pressão nas glândulas pode levar à produção de secreções mucopurulentas das aberturas ductais, sendo mais relatada em homens de meia idade e idosos?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Queilite glandular: inflamação rara das glândulas salivares menores do lábio inferior.

A queilite glandular acomete as glândulas salivares menores do lábio, em geral o inferior, com aberturas ductais dilatadas e inflamadas. A pressão sobre as glândulas expele secreção mucopurulenta. É mais relatada em homens de meia-idade e idosos.

Análise das alternativas

A) A sialoadenite é inflamação de glândula salivar em geral, sem esse quadro labial específico. B) A sialoadenose é aumento glandular não inflamatório, comum na parótida. D) A síndrome de Sjögren é autoimune, com xerostomia e xeroftalmia. E) A hiperplasia adenomatoide é um aumento nodular do palato, não um quadro inflamatório dos ductos do lábio.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016), queilite glandular.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Estomatologia Doenças Dermatológicas — Gengivite Descamativa

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Neville et al (2016), todas as doenças descritas abaixo, quando apresentam envolvimento gengival, podem produzir um padrão de reação clínica denominado Gengivite Descamativa, EXCETO:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O eritema multiforme não é causa clássica de gengivite descamativa.

Gengivite descamativa é um padrão clínico de reação gengival que ocorre em doenças mucocutâneas autoimunes ou vesiculobolhosas crônicas, como líquen plano erosivo, penfigoide das membranas mucosas, pênfigo vulgar e estomatite ulcerativa crônica. O eritema multiforme é uma reação aguda, mediada por imunocomplexos, que causa erosões e úlceras com crostas nos lábios e na mucosa, sem o padrão gengival descamativo crônico.

Análise das alternativas

A, C, D e E são doenças que classicamente se manifestam como gengivite descamativa quando atingem a gengiva. Por isso não são a exceção pedida.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016), gengivite descamativa.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Doenças Periodontais — Periodontite

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Neville et al (2016), a Periodontite se refere a uma inflamação dos tecidos gengivais associada a alguma perda de inserção do ligamento periodontal e suporte ósseo. Coloque V (Verdadeiro) ou F (Falso) nas afirmativas abaixo, assinalando a seguir a opção correta.

( ) Uma maior prevalência de Periodontite Crônica está associada a tabagismo, diabetes melito e infecção por HIV.
( ) A Periodontite Ulcerativa Necrotizante (PUN) pode surgir dentro de uma zona de periodontite pré-existente ou pode representar uma seqüela de um único episódio, ou de vários episódios de Gengivite Ulcerativa Necrotizante (GUN).
( ) A doença periodontal destrutiva não responsiva à terapia normal nos pacientes disciplinados é denominada Periodontite Refratária.
( ) A perda prematura de inserção periodontal pode estar associada à presença de algum distúrbio sistêmico, incluindo entre eles a Hemocromatose e a Hipofosfatasia.
( ) O Eritema Linear Gengival é um padrão atípico de doença periodontal fortemente associado à infecção pelo HIV.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Todas as afirmativas sobre periodontites (Neville) são verdadeiras.

A periodontite crônica é mais prevalente em tabagistas, diabéticos e pacientes com HIV. A PUN pode surgir em área de periodontite pré-existente ou como sequela de episódios de GUN. A periodontite refratária é a doença destrutiva que não responde à terapia em pacientes colaboradores. Distúrbios sistêmicos como hemocromatose e hipofosfatasia associam-se à perda precoce de inserção. O eritema gengival linear é padrão atípico ligado ao HIV. Logo, todas são V.

Análise das alternativas

A, B, C e D contêm pelo menos um item marcado como falso, mas todos os itens estão corretos conforme o gabarito. Só a E (V V V V V) está certa.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016), capítulo de doenças periodontais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Tumores Odontogênicos — Tumor Odontogênico Adenomatoide

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Sook-Bin Woo (2013), que tumor odontogênico apresenta, como descrição histopatológica, proliferação densamente encapsulada de nódulos, redemoinhos e cordões de células epiteliais fusiformes, colunares e poligonais, frequentemente com citoplasma pálido ou claro, áreas sólidas ou reticulares presentes, estruturas semelhantes a ducto positivas para CK19 e gotículas basófilas de material enameloide, às vezes formando estruturas semelhantes a rosetas, com pouco estroma fibroso?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Tumor odontogênico adenomatoide: proliferação encapsulada de células fusiformes/colunares com estruturas tipo ducto e rosetas.

O quadro descrito é do tumor odontogênico adenomatoide (TOA): lesão densamente encapsulada, com nódulos, redemoinhos e cordões de células epiteliais fusiformes e colunares, estruturas semelhantes a ductos e gotículas eosinofílicas/basófilas de material enameloide, com pouco estroma. As estruturas tipo ducto e as rosetas são o achado marcante do TOA.

Análise das alternativas

A) O mixoma é formado por células fusiformes e estreladas em abundante matriz mixoide, sem estruturas ductiformes. B) O fibroma ameloblástico tem cordões epiteliais finos em ectomesênquima celular que lembra a papila dentária. C) O carcinoma de células claras é infiltrativo, sem cápsula densa e sem estruturas tipo ducto com material enameloide. D) O ameloblastoma desmoplásico tem ilhas epiteliais angulares em estroma colágeno denso e desmoplásico.

Referência: Sook-Bin Woo, Oral Pathology (2013), tumor odontogênico adenomatoide.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Estomatologia Doenças Vesiculobolhosas — Pênfigo Paraneoplásico

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

De acordo com Neville et al (2016), por vezes, erupções bucais e cutâneas semelhantes ao Pênfigo podem ocorrer em pacientes, que utilizam determinadas medicações ou em pacientes com neoplasias malignas, geralmente Linfoma ou Leucemia Linfocítica Crônica. Essa condição é denominada Pênfigo:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Erupções semelhantes ao pênfigo associadas a neoplasias (linfoma, LLC) caracterizam o pênfigo paraneoplásico.

O pênfigo paraneoplásico ocorre em pacientes com neoplasias malignas, em geral linfoma ou leucemia linfocítica crônica, com lesões mucocutâneas polimórficas.

Análise das alternativas

B) Eritematoso, D) foliáceo e E) vulgar são formas autoimunes sem relação obrigatória com neoplasia. C) Vegetante é variante do pênfigo vulgar.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Pênfigo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Histopatologia — Líquen Plano

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Epitélio hiperplásico ou atrófico, com cristas epiteliais semelhantes a serrote, exibindo degeneração e perda da camada basal e a presença de uma banda linfocítica de espessura variável na interface, podendo apresentar espongiose, exocitose leucocitária e formação de corpos coloides (de Civatte). Segundo Sook-Bin Woo (2013), essa descrição histopatológica representa o:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A descrição histopatológica corresponde ao líquen plano.

Cristas epiteliais em dente de serra, degeneração da camada basal, banda linfocítica na interface e corpos coloides (de Civatte) são achados clássicos do líquen plano.

Análise das alternativas

A) Granuloma de corpo estranho mostra células gigantes e material estranho. C) Pênfigo vulgar tem acantólise suprabasal. D) Melanoacantoma é proliferação de melanócitos dendríticos. E) Xantoma verruciforme tem células espumosas nas papilas.

Referência: Sook-Bin Woo (2013), Oral Pathology – Líquen plano.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Fibromatose Gengival

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Coloque V (Verdadeiro) ou F (Falso) nas afirmativas abaixo em relação à Fibromatose Gengival, segundo Neville et al (2016), assinalando a seguir a opção correta.

( ) Na maioria dos casos, atinge pacientes nas quarta e quinta décadas de vida.
( ) Ocasionalmente, são vistos com a fibromatose gengival, a hipertricose, periodontite agressiva generalizada e deficiência do hormônio do crescimento.
( ) Consiste em um rápido crescimento gengival e de forma localizada.
( ) Apresenta causa idiopática ou familiar.
( ) A maxila é afetada com mais frequência que a mandíbula.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Fibromatose gengival: idiopática ou familiar, associada a hipertricose e outras alterações, maior na maxila.

A fibromatose é de crescimento lento e generalizado, pode ser idiopática ou familiar e afeta mais a maxila. Associações ocasionais incluem hipertricose e deficiência do hormônio do crescimento. Em geral aparece na infância/adolescência, não na 4ª–5ª décadas. A sequência F-V-F-V-V corresponde à alternativa C.

Análise das alternativas

1ª F: não ocorre predominantemente na 4ª–5ª décadas. 2ª V: associações citadas. 3ª F: o crescimento é lento e generalizado. 4ª V: idiopática ou familiar. 5ª V: a maxila é mais afetada. As demais opções divergem nessa sequência.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Fibromatose gengival.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Cistos Não Odontogênicos — Cisto Linfoepitelial Oral

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Neville et al (2016), qual é a lesão rara que se desenvolve dentro do tecido linfoide oral e que microscopicamente é semelhante ao Cisto da Fenda Branquial?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O cisto linfoepitelial oral se desenvolve em tecido linfoide oral e é semelhante ao cisto da fenda branquial.

O cisto linfoepitelial oral é lesão rara que surge em tecido linfoide da boca, com aspecto microscópico similar ao do cisto da fenda branquial (cisto linfoepitelial cervical).

Análise das alternativas

B) Dermoide e C) teratoide contêm anexos cutâneos/tecidos variados. D) O do ducto tireoglosso se relaciona ao trajeto tireoglosso. E) O cisto palatino do recém-nascido é cisto de inclusão epitelial da mucosa palatina.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Cistos de tecidos moles.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Tumores Odontogênicos — Ameloblastoma Unicístico

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Núcleos de células basais em paliçada com polarização reversa, células que lembram retículo estrelado dentro do revestimento e células luminais eosinofílicas são características histopatológicas do Ameloblastoma Unicístico. Segundo Sook-Bin Woo (2013), essas características preenchem os critérios de:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os critérios de Vickers-Gorlin definem o ameloblastoma unicístico.

Os critérios de Vickers e Gorlin para o revestimento cístico ameloblástico incluem a polarização reversa dos núcleos basais em paliçada, células tipo retículo estrelado e células luminais eosinofílicas.

Análise das alternativas

A) Ollier e D) Maffucci referem-se à encondromatose. B) Malherbe é o calcificado (epitelioma de Malherbe/pilomatricoma). E) Hopf não corresponde ao critério.

Referência: Sook-Bin Woo (2013), Oral Pathology – Ameloblastoma unicístico.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Lesões Pigmentadas — Nevos Melanocíticos

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Os Nevos Melanocíticos adquiridos desenvolvem-se gradualmente por meio de vários estágios clínicos, que tendem a se correlacionar com características histopatológicas específicas. De acordo com Neville et al (2016), qual a classificação histopatológica do nevo que apresenta ninhos de células névicas presentes ao longo da área juncional e no interior do tecido conjuntivo subjacente?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O nevo composto tem ninhos de células névicas na junção e no tecido conjuntivo.

No nevo composto, os ninhos estão presentes tanto na área juncional quanto no tecido conjuntivo subjacente. Representa o estágio intermediário entre o juncional e o intradérmico.

Análise das alternativas

B) Juncional: ninhos apenas na junção. C) Intradérmico (ou intramucoso, D): ninhos apenas no tecido conjuntivo. E) Flâmeo é nevo vascular, não melanocítico.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Nevo melanocítico.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Tumores Odontogênicos — Variantes do Ameloblastoma

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

De acordo com Sook-Bin Woo (2013), que variante microscópica do ameloblastoma exibe grandes queratinócitos eosinofílicos ou queratinização, coexistindo frequentemente com o tipo clássico desse tumor?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A variante acantomatosa do ameloblastoma exibe queratinócitos eosinofílicos grandes ou queratinização.

No ameloblastoma acantomatoso há metaplasia escamosa com queratinização ou grandes queratinócitos eosinofílicos nas ilhas tumorais, geralmente junto ao padrão clássico.

Análise das alternativas

B) Células granulares têm citoplasma granular eosinofílico, não queratinização. C) “Células maduras” não é variante típica. D) Células basais apresenta células pequenas e escuras, sem queratinização. E) Fibroso não é a variante definida por queratina.

Referência: Sook-Bin Woo (2013), Oral Pathology – Ameloblastoma.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Síndromes — Papilomatose Oral

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Neville et al (2016), assinale a opção que apresenta a síndrome que pode estar associada ao aparecimento de lesões papilares coalescentes extensas (Papilomatose) da mucosa oral.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A síndrome de Goltz-Gorlin (hipoplasia dérmica focal) pode cursar com papilomatose oral.

A hipoplasia dérmica focal (Goltz-Gorlin) apresenta, entre as alterações bucais, lesões papilares múltiplas e coalescentes na mucosa oral.

Análise das alternativas

A) Ehlers-Danlos é distúrbio do colágeno. C) Cole-Engman não é a síndrome associada a papilomatose. D) Osler-Weber-Rendu é telangiectasia hemorrágica hereditária. E) Haim-Munk cursa com ceratodermia palmoplantar e periodontite grave.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Papiloma de células escamosas/papilomatose.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Medicina Oral Doenças Endócrinas — Tireotoxicose

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Little et al (2008), a Tireotoxicose pode ser causada por tecido tireoidiano ectópico, Doença de Graves, bócio multinodular, adenoma da tireoide, tireoidite subaguda, ingestão de hormônio tireoidiano, alimentos contendo hormônio tireoidiano ou doença na hipófise. Nessa condição, os testes laboratoriais apresentam:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Na tireotoxicose, T3 e T4 estão elevados e o TSH, ausente ou muito baixo.

O excesso de hormônio tireoidiano (T3 e T4 elevados) suprime a hipófise por feedback negativo, deixando o TSH indetectável ou muito diminuído. Isso corresponde à alternativa E.

Análise das alternativas

A e D) TSH elevado não ocorre quando há excesso de hormônio periférico (exceto em causa hipofisária, rara). B) T4 normal e TSH normal não caracterizam tireotoxicose. C) T3 normal não é o padrão geral esperado.

Referência: Little et al. (2008), Tratamento Odontológico do Paciente com Comprometimento Médico – Doenças da tireoide.

Resolução comentada do VaiConcursos.