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Marinha do Brasil — CP-CSM-CD/2018 — Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia — Prova Amarela

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia

Diretoria de Ensino da Marinha2018Superior

50 questões nesta prova · página 3 de 3 · 49 com gabarito

Estomatologia Manifestações Bucais de Doenças Sistêmicas — Granulomatose de Wegener

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia · Caderno Amarela

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Segundo Neville et al (2016), a doença cuja manifestação oral mais característica é a Gengivite Moriforme, que tem sido documentada antes do envolvimento renal na maioria dos casos, e na qual a gengiva acometida exibe hiperplasia florida e granular, com a superfície formando numerosas pequenas projeções bulbares hemorrágicas e friáveis, denomina-se:
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Resolução comentada

A gengivite moriforme (“em morango”) é a manifestação oral característica da granulomatose de Wegener.

Na granulomatose de Wegener (granulomatose com poliangiite), a gengiva apresenta hiperplasia granular, avermelhada e friável, o aspecto de morango, frequentemente antes do envolvimento renal.

Análise das alternativas

A) A hiperplasia medicamentosa é fibrosa e não tem esse aspecto hemorrágico granular. B) A paracoccidioidomicose causa estomatite moriforme, mas em mucosa e não nesse contexto de envolvimento renal. C) A mononucleose tem petéquias palatinas e linfadenopatia. E) A sífilis terciária causa goma e perfuração palatina.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Granulomatose de Wegener.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Neoplasias de Glândulas Salivares — Adenocarcinoma Polimorfo de Baixo Grau

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Segundo Neville et al (2016), o tumor quase que exclusivo de glândulas salivares menores, que ocorre em cerca de 65% dos casos no palato duro ou no palato mole, mais comum em idosos entre a sexta e oitava décadas de vida, com dois terços dos casos ocorrendo em mulheres, apresentando-se como um aumento de volume indolor com crescimento lento, podendo erodir ou infiltrar-se no osso subjacente, denomina-se:
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Resolução comentada

O adenocarcinoma polimorfo de baixo grau afeta quase exclusivamente glândulas salivares menores, sobretudo o palato.

O quadro descrito (≈65% no palato, idosos, 2/3 mulheres, aumento indolor e lento, possível infiltração óssea) é típico do adenocarcinoma polimorfo de baixo grau.

Análise das alternativas

A) O de células acinares ocorre principalmente na parótida. B) O mucoepidermoide acomete também glândulas maiores e é mais frequente em faixas etárias mais jovens. C) O carcinoma ex-adenoma pleomórfico surge de adenoma pleomórfico preexistente. E) O carcinoma adenoide cístico tem comportamento infiltrativo e dor/perineural, sem predileção tão exclusiva por glândulas menores.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Neoplasias de glândulas salivares.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Estomatologia Doenças Neurológicas — Paralisia de Bell

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Segundo Neville et al (2016), a Paralisia de Bell é uma debilidade ou paralisia aguda do nervo facial sem uma causa identificável. Embora a etiologia seja indefinida, as evidências sugerem que esse processo pode estar relacionado a uma infecção causada pelo herpes-vírus(herpes simples ou varicela-zóster) ou a uma reação autoimune mediada por células que resulta na desmielinização do nervo. Diversos fatores podem aumentar o risco para o desenvolvimento da Paralisia de Bell, EXCETO:
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Resolução comentada

Hipertireoidismo não é fator de risco listado para a paralisia de Bell.

Diabetes, obesidade, hipertensão e gravidez (sobretudo no terceiro trimestre) aumentam o risco de paralisia de Bell. O hipertireoidismo não consta entre esses fatores, sendo a exceção pedida.

Análise das alternativas

A, B, C e E) São fatores de risco descritos para a paralisia de Bell, portanto não são a exceção.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Paralisia de Bell.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Lesões Fibro-ósseas — Displasia Fibrosa Poliostótica

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Segundo Neville et al (2016), a Displasia Fibrosa Poliostótica pode ocorrer, em um pequeno subgrupo de pacientes, em associação com algumas síndromes. Em qual síndrome a Displasia Fibrosa Poliostótica se apresenta associada a múltiplas endocrinopatias?
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Resolução comentada

A síndrome de McCune-Albright associa displasia fibrosa poliostótica a endocrinopatias múltiplas.

A síndrome de McCune-Albright reúne displasia fibrosa poliostótica, manchas café com leite e endocrinopatias (como puberdade precoce), por mutação GNAS.

Análise das alternativas

A) Jaffe-Lichtenstein é displasia fibrosa poliostótica com manchas café com leite, sem endocrinopatias. B) Treacher Collins é disostose mandibulofacial. C) Ramsay Hunt é herpes-zóster do gânglio geniculado. E) Mazabraud associa displasia fibrosa a mixomas intramusculares.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Displasia fibrosa.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Carcinoma Epidermoide Oral — Estadiamento TNM

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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O sistema de classificação TNM (tumor-linfonodos-metástase) para Carcinomas orais é um protocolo de estadiamento de parâmetros clínicos. Nessa classificação, um tumor T2N1M1 caracteriza um tumor:
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Resolução comentada

T2N1M1 = tumor de 2 a 4 cm, um linfonodo ipsilateral ≤3 cm e metástase à distância.

Pela classificação adotada, T2 é tumor maior que 2 cm e até 4 cm; N1 é metástase em um único linfonodo ipsilateral ≤3 cm; M1 é metástase à distância. Isso corresponde à alternativa A.

Análise das alternativas

B e E) Erradas: T2 parte de 2 cm, não de 3 cm. C) Errada: descreve T1 (até 2 cm). D) Errada: linfonodo >3 cm e <6 cm corresponde a N2, não a N1.

Referência: Sistema TNM (UICC/AJCC) para carcinoma de cavidade oral, conforme Neville et al. (2016).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Medicina Oral Sífilis — Testes Sorológicos

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Segundo Little et al (2008), a Sífilis é tipicamente diagnosticada por meio de testes para pesquisa de anticorpos no sangue, também conhecidos como Testes Sorológicos para Sífilis (TSS). Dessa forma, pode-se afirmar que:
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Resolução comentada

Testes treponêmicos detectam anticorpos específicos contra treponemas da sífilis, bouba e pinta.

Os testes treponêmicos (FTA-Abs, TPHA etc.) detectam anticorpos contra antígenos de Treponema, e por isso reagem também em outras treponematoses, como bouba e pinta. Logo, D está correta.

Análise das alternativas

A) Errada: diferenciam-se pelo tipo de antígeno/anticorpo, não por tipo sanguíneo. B) Errada: os não treponêmicos detectam reaginas (anticorpos contra lipídeos), não treponemina. C) Errada: nessa fase os títulos são os mais altos, não os mais baixos. E) Errada: o prazo de negativação citado não corresponde ao texto, sendo que na primária ele costuma ocorrer em cerca de 1 ano.

Referência: Little et al. (2008), Tratamento Odontológico do Paciente com Comprometimento Médico – Sífilis.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Geral Neoplasias — Benignas e Malignas

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Segundo Robbins et al (2008), a categorização dos tumores em benignos ou malignos é baseada no julgamento do comportamento clínico potencial do neoplasma. Assinale a opção que apresenta um tumor classificado como benigno.
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Leiomioma é o tumor benigno de músculo liso.

O sufixo -oma com o tecido de origem (leio = músculo liso) designa neoplasia benigna. Os demais, apesar do sufixo -oma, são malignos.

Análise das alternativas

A) Mesotelioma é maligno. C) Linfoma é maligno. D) Melanoma é maligno. E) Seminoma é maligno (tumor de células germinativas).

Referência: Robbins et al. (2008), Patologia – Neoplasias.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Lesões Pigmentadas — Melanoma

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Segundo Neville et al (2016), os Melanomas tendem a exibir dois padrões direcionais de crescimento. Assinale o tipo clinicopatológico de melanoma que apresenta fase de crescimento radial muito curta ou inexistente e no qual predomina a fase de crescimento vertical.
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Resolução comentada

O melanoma nodular tem fase de crescimento radial curta ou ausente e predomínio do crescimento vertical.

O melanoma nodular surge como nódulo que invade precocemente em profundidade, com fase radial mínima ou inexistente. Isso lhe confere pior prognóstico em relação aos tipos com fase radial prolongada.

Análise das alternativas

A) Lentiginoso acral e D) lentigo maligno têm fase radial relativamente longa. E) O de disseminação superficial tem fase radial proeminente antes da vertical. B) O carcinoma de células de Merkel não é um tipo de melanoma.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Melanoma.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Doenças Ósseas — Doença de Paget

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Segundo Neville et al (2016), a Doença de Paget do osso é caracterizada por reabsorção e deposição óssea anárquicas e anormais, resultando em deformidade e enfraquecimento esquelético. O acometimento dos ossos gnáticos está presente em torno de 17% dos pacientes, com predileção pela maxila e o diagnóstico requer correlação entre os achados clínicos e radiográficos com os resultados laboratoriais. Em geral, testes laboratoriais apresentam:
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Resolução comentada

Na doença de Paget, a fosfatase alcalina sérica está elevada, com cálcio e fósforo normais.

A intensa atividade osteoblástica eleva a fosfatase alcalina sérica, enquanto cálcio e fósforo costumam permanecer dentro da normalidade. Esse perfil laboratorial, associado aos achados clínicos e radiográficos, sustenta o diagnóstico.

Análise das alternativas

B, E) Erradas: a fosfatase alcalina não está reduzida. C) Errada: cálcio e fósforo não estão reduzidos. D) Errada: a fosfatase alcalina não é normal e cálcio/fósforo não estão aumentados.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Doença de Paget do osso.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Estomatologia Infecções Fúngicas — Mucormicose

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018 Superior

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Segundo Neville et al (2016), com relação à Mucormicose, infecção fúngica oportunista, assinale a opção INCORRETA.
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Resolução comentada

Na mucormicose, o ferro favorece (e não inibe) o crescimento fúngico.

Os fungos da mucormicose proliferam em ambiente rico em ferro livre, o que ocorre na cetoacidose diabética (a acidose libera ferro das proteínas ligadoras). Assim, afirmar que o ferro inibe o crescimento é incorreto, e C é a alternativa a assinalar.

Análise das alternativas

A) Correta: a forma rinocerebral é a mais importante para o dentista. B) Correta: diabéticos descontrolados com cetoacidose são o grupo clássico. D) Correta: sem tratamento há ulceração palatina e destruição tecidual maciça. E) Correta: a invasão de pequenos vasos causa trombose e necrose.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial – Mucormicose.

Resolução comentada do VaiConcursos.