← Voltar para a lista de provas Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (SEED/SE) · Professor de Educação Básica – Área de Atuação: Grupo I – Ensino Fundamental e Ensino Médio – Disciplina: Filosofia 20 questões nesta prova · 20 com gabarito Gabarito disponível Na Ilíada, os deuses decidem o destino da guerra, o que reflete o pensamento mítico. No trecho, Zeus e os deuses deliberam entre si se haverá guerra ou paz, e isso determina o destino de Troia e de Helena. Os humanos não aparecem como responsáveis pelo próprio destino, o que caracteriza a visão mítica de mundo. A) Errada: trata-se de narrativa mítica e poética, não de modelo de discurso filosófico. B) Errada: o "nós" refere-se aos deuses, e os humanos não participam da decisão. C) Errada: o texto mostra a decisão divina, e não a ação humana, e não há base para ligá-lo à democracia. D) Errada: "todos" são os deuses reunidos. E) Correta. Referência: Homero, Ilíada. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os pré-socráticos buscam o princípio das coisas em elementos naturais, rompendo com a explicação mítica. Tales, Xenófanes e Anaximandro explicam a origem dos seres por princípios naturais (água, terra, ilimitado), sem recorrer a deuses que decidem e geram o mundo, como em Homero e Hesíodo. Isso marca uma forma de pensamento radicalmente distinta da tradição mítica, no contexto do surgimento da filosofia. B) Errada: eles rompem com a tradição mítica, e não a aprofundam. C) Errada: os princípios citados são naturais e impessoais, não antropomórficos. D) Errada: o texto não atribui divindade à água nem poderes comparáveis aos de Zeus. E) Errada: a Terra de Hesíodo é uma divindade (Gaia), e a de Xenófanes é elemento natural. Referência: Textos de Homero (Ilíada), Hesíodo (Teogonia) e fragmentos pré-socráticos (Coleção Os Pensadores). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Aristóteles, o logos permite partilhar noções de justo e injusto, fundando família e pólis. No trecho, a voz (phoné) apenas indica dor e prazer e é comum a outros animais, enquanto o logos, exclusivo do ser humano, expressa o conveniente e o nocivo, o justo e o injusto. É a comunidade desses sentimentos morais que constitui a família e a cidade. Logo, o logos define o humano e origina a vida política. A) Errada: a voz é insuficiente, pois só indica dor e prazer; a pólis exige o logos. B) Errada: o traço distintivo é o logos, não a voz, que outros animais também têm. C) Errada: a natureza política depende do logos e do senso moral, e não de uma suposta superioridade. D) Errada: para Aristóteles o logos é natural, pois a natureza nada faz sem propósito. E) Correta. Referência: Aristóteles, Política, Livro I. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Kant, a menoridade é culpa do indivíduo apenas quando ele tem entendimento e lhe faltam coragem e decisão. Kant diz que a menoridade é culpa do próprio indivíduo se a causa não estiver na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem. Logo, nem sempre há culpa; ela existe quando há entendimento e preguiça ou covardia (D). A) Há casos de falta de entendimento em que não há culpa. B) Kant não trata preguiça e covardia como imanentes, mas como causas contornáveis. C) Não se trata de menoridade legal. E) A saída da menoridade exige usar o próprio entendimento, sem tutores. Referência: Kant, Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Bacon é empirista e defende a ciência baseada em indução, observação e experiência. Francis Bacon, expoente do empirismo, propõe o método indutivo baseado na observação e na experimentação. Descartes é o racionalista da dúvida metódica e do cogito. A correta é a D. A) O cogito é de Descartes, e Bacon é empirista. B) A dúvida é central e método para Descartes. C) Descartes é racionalista e desconfia dos sentidos, não é empirista. E) Bacon enfatiza a indução, não a dedução. Referência: Bacon, Novum Organum; Descartes, Meditações. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Dewey critica a educação que impõe produtos acabados da ciência sem engajar os alunos na investigação. O texto afirma que a educação confunde os produtos finais da investigação com a matéria inicial e o método, ensinando soluções prontas em vez de envolver os alunos na investigação de problemas. Isso corresponde à alternativa C. A) Inverte a proposta de Dewey, que critica negligenciar o processo. B) Inverte a crítica: a educação falha por não priorizar a investigação. D) Acumular resultados é justamente o que Dewey critica. E) A "charada e arremedo" é a educação que ensina só resultados, não a que reproduz métodos científicos. Referência: Lipman, Thinking in education, p. 20, sobre Dewey. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Weil define implicitamente o belo como aquilo que apreciamos tal como é. Se o leitor não quer que o poema seja diferente, ele o aprecia tal como é. Essa é a definição implícita de belo, como na alternativa C. A) Não se conclui que o belo seja idêntico para todos. B) Contradiz o trecho, pois o leitor não deseja algo diferente. D) Não há necessidade de outros poemas ou emoções. E) Contradiz a ideia, pois o belo não faz sentir falta de outras coisas. Referência: Simone Weil, Espera de Deus. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível No Górgias, é pior cometer injustiça que sofrê-la; se tiver de escolher, deve-se sofrer. Sócrates diz que não quer nem cometer nem sofrer injustiça, mas, se a escolha for inevitável, prefere sofrê-la, pois cometê-la é pior para a alma. Isso corresponde à alternativa A. B) A tese é platônica, não mero artifício retórico. C) Cometer injustiça é um mal para quem a comete, não um benefício. D) Sofrer injustiça não garante a felicidade. E) Para Platão, a saúde da alma vale mais que o corpo e a reputação, e a punição cura a alma. Referência: Platão, Górgias. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Nietzsche, escolher o desvantajoso é corrupção e oposição à vida como vontade de poder. Nietzsche define a corrupção como perder os instintos e preferir o desvantajoso. A vida é instinto de crescimento e de acumulação de forças; onde falta vontade de poder, há declínio. Portanto, a corrupção se opõe ao crescimento vital (B). A) Para ele, os ideais superiores expressam declínio, não combatem o niilismo. C) Ele não celebra os valores niilistas; critica-os. D) Ele não exalta os sentimentos superiores. E) O declínio vem da falta de vontade de poder, não do excesso. Referência: Nietzsche, O anticristo, §§ 5-6. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Heidegger critica a visão antropocêntrica da técnica, que ignora o apelo do ser. O trecho diz que a representação do universo técnico reduz tudo ao ser humano e passa por alto o apelo do ser que fala na essência da técnica. Isso corresponde à alternativa B. A) Heidegger critica, não elogia, essa representação. C) A ética do universo técnico é mencionada como limite dessa visão, não como solução. D) Representar o técnico tecnicamente é o hábito de que ele quer se distanciar. E) Pensar a técnica como mero negócio humano é a convicção que o texto critica. Referência: Heidegger, O princípio da identidade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Crítica à indústria cultural: padronização e consumo. Para Adorno e Horkheimer, a indústria cultural padroniza a produção e promove o consumo massificado. Analisar a estrutura repetitiva e o apelo comercial de uma música desenvolve a capacidade de identificar esses mecanismos (E). A) A visão nietzschiana de celebração da vida não é o foco crítico da atividade. B) A leitura hegeliana do absoluto não se relaciona com a crítica proposta. C) A atividade é interdisciplinar, não restrita a Artes. D) A crítica é à padronização, não uma tese de que toda música popular seja de baixo valor estético. Referência: Adorno e Horkheimer, Dialética do Esclarecimento (indústria cultural); Benjamin. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Heidegger e Gadamer, a arte revela sentido e abre mundo, favorecendo interpretação e diálogo. Em Heidegger (A origem da obra de arte), a obra de arte põe em obra a verdade, abrindo um mundo. Em Gadamer, a experiência da arte é uma forma de compreensão e de diálogo hermenêutico. Assim, a arte revela modos de ser e de compreender o mundo (E). A) Reduz a arte à verdade científica. B) Reduz a arte a documento do passado. C) Reduz a arte a entretenimento. D) Reduz a arte à expressão psicológica do artista, visão subjetivista que ambos criticam. Referência: Heidegger, A origem da obra de arte; Gadamer, Verdade e método. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Formação crítica pede leituras filosóficas articuladas a questões sociais contemporâneas. O texto valoriza compreender criticamente o presente e se livrar do senso comum. O recurso adequado é articular leituras filosóficas à análise de questões sociais contemporâneas (E). A) Conceitos desconectados do cotidiano não ajudam a compreender o presente. B) Memorização repetitiva não forma criticidade. C) Opiniões pessoais sozinhas reproduzem o senso comum. D) Aulas sem participação do aluno não promovem autonomia. Referência: Chauí, A filosofia no ensino médio (texto-base). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Autonomia intelectual e argumentação se alinham à crítica do mundo social e cultural. A BNCC pede autonomia intelectual e argumentação, e o texto defende não se submeter às ideias dominantes e compreender criticamente o presente. Ambos propõem uma crítica do mundo social e cultural (E). A) Ambos reconhecem o papel ético e político da reflexão. B) O texto rejeita a submissão às ideias dominantes. C) A filosofia é útil também para compreender o presente. D) Ambos a veem como instrumento de interpretação da realidade. Referência: BNCC (Ensino Médio) e Chauí, texto-base. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Convergência: compreender o sentido das criações humanas e da ação social. A BNCC propõe compreender práticas sociais, valores e organização política, e o texto de Chauí defende compreender criticamente o presente. Ambos valorizam entender as criações humanas e a ação social (A). B) Nenhum dos dois defende o foco exclusivo em competências técnicas; o texto critica o modelo instrumental. C) Ambos vinculam a filosofia à realidade social. D) O texto não rejeita ética, política e cultura. E) Ambos consideram a dimensão histórica do conhecimento. Referência: BNCC (Ensino Médio) e Chauí, texto-base. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Competências da BNCC pedem leitura filosófica ligada à análise crítica do presente. Analisar argumentos, interpretar discursos e compreender contextos sociopolíticos exige articular textos filosóficos com fenômenos atuais, de acordo com o texto, que valoriza a compreensão crítica do presente (C). A) Excluir temas políticos e sociais impede a compreensão dos contextos sociopolíticos. B) Desvincular os autores do presente evita o debate crítico. D) Impressões subjetivas sozinhas não formam argumentação. E) Memorização sem diálogo não desenvolve análise. Referência: BNCC (Ensino Médio) e Chauí, texto-base. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Abandonar o senso comum exige análise racional e crítica de discursos e contextos. O texto de Chauí defende que a filosofia é útil por permitir abandonar ingenuidades e preconceitos e compreender criticamente o presente. Logo, o professor deve desenvolver práticas de análise racional e crítica de discursos e contextos (D). A) Repetir opiniões comuns mantém o senso comum. B) Aceitar ideias dominantes sem questionar contraria o texto. C) Desconsiderar a realidade atual contraria a compreensão crítica do presente. E) Memorização pura não forma o pensamento crítico. Referência: Marilena Chauí, A filosofia no ensino médio (texto-base). Resolução comentada do VaiConcursos.SEED/SE 2025 — Professor de Educação Básica — Cargo 5: Filosofia — Prova Objetiva — Conhecimentos Específicos
Em torno a Zeus, os deuses, no paço
assoalhado de ouro, vão deliberando.
E olham para Troia. Zeus fala:
“Cabe a nós decidir que curso dar às coisas.
Incitar a guerra cruel e a discórdia atroz,
ou, sobre os dois lados, fazer que a paz
impere? Se todos aprovarem esta última saída,
a cidade de Troia continuará a existir
e Menelau terá de volta Helena, sua mulher.”
Homero. Ilíada. Haroldo de Campos (Trad.). São Paulo: Editora Arx, 2008, p. 147 (com adaptações).
Com base na leitura do texto 5A1-I, assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Em torno a Zeus, os deuses, no paço
assoalhado de ouro, vão deliberando.
E olham para Troia. Zeus fala:
“Cabe a nós decidir que curso dar às coisas.
Incitar a guerra cruel e a discórdia atroz,
ou, sobre os dois lados, fazer que a paz
impere? Se todos aprovarem esta última saída,
a cidade de Troia continuará a existir
e Menelau terá de volta Helena, sua mulher.”
Homero. Ilíada. Haroldo de Campos (Trad.). São Paulo: Editora Arx, 2008, p. 147 (com adaptações).
Texto-base:
Bem primeiro nasceu Caos, depois Terra (Gaia), a
[origem de todos.
Terra pariu Céu (Urano) constelado, para cercá-la toda
[ao redor.
Pariu altas Montanhas, belos abrigos das Deusas ninfas.
E pariu a infecunda planície impetuosa de ondas: o
[Mar.
Hesíodo. Teogonia. Jaa Torrano (Trad.). São Paulo: Editora Iluminuras, 2006, p. 109 (com adaptações).
Texto-base:
Tales de Mileto: “A água é o princípio (arkhé).”
Xenófanes de Colofão: “Tudo vem da terra e na terra termina.”
Anaximandro de Mileto: “O princípio dos seres é o ilimitado.”
Os pré-socráticos. Seleção de textos e supervisão de José Cavalcante de Souza. Coleção Os Pensadores, v. 1. 1.ª ed., São Paulo: Abril Cultural, 1973 (com adaptações).
Considerando os textos 5A1-I, 5A1-II e 5A1-III, no contexto do surgimento da filosofia no mundo grego antigo, assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Aristóteles. Política. Mário da Gama Kury (Trad.). Brasília: UnB, 1997, p. 15 (com adaptações).
Com base no trecho precedente e na filosofia política de Aristóteles, assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma parte tão grande dos seres humanos, depois que a natureza os libertou há muito de uma direção alheia, no entanto, continuem de bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam por que é tão fácil que outros se tornem tutores deles. É tão cômodo ser menor.
Immanuel Kant. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Floriano de Sousa Fernandes (Trad.). In: Immanuel Kant. Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 100 (com adaptações).
A partir do trecho apresentado, assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
O caminho que Dewey propôs é que o processo educacional em sala de aula deve tomar como modelo o processo de investigação científica.
Matthew Lipman. Thinking in education [O pensar na educação]. Cambridge: Cambridge University Press, 2003, p. 20 (com adaptações).
Assinale a opção correta, a partir do texto apresentado.Resolução comentada
Análise das alternativas
Simone Weil. Espera de Deus. Karin Andrea de Guise (Trad.). Petrópolis: Vozes, 2019, p. 114.
Com base no trecho apresentado, da filósofa Simone Weil, assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
“Pelo menos eu não quereria nem um nem outro, mas se fosse necessário ou cometer injustiça ou sofrê-la, preferiria sofrer a cometer injustiça. Cometer injustiça é pior que sofrê-la.”
Considerando a declaração atribuída a Sócrates no diálogo Górgias, de Platão, assinale a opção correta acerca do pensamento platônico sobre a justiça e a injustiça.Resolução comentada
Análise das alternativas
A vida mesma é, para mim, instinto de crescimento, de duração, de acumulação de forças, de poder: onde falta a vontade de poder, há declínio. Meu argumento é que a todos os supremos valores da humanidade falta essa vontade — que valores de declínio, valores niilistas preponderam sob os nomes mais sagrados.
Friedrich Nietzsche. O anticristo. Paulo César de Souza (Trad.). São Paulo: Cia. das Letras, 2007, p. 6.
Considerando o trecho precedente e o lugar que ele ocupa na filosofia moral nietzschiana, assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Pela representação da totalidade do universo técnico, reduz-se tudo ao ser humano e chega-se, quando muito, a reivindicar uma ética para o universo da técnica. Cativos dessa representação, confirmamo-nos na convicção de que a técnica é apenas um negócio do ser humano. Passa-se por alto o apelo do ser, que fala na essência da técnica.
Distanciemo-nos, afinal, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.
Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Martin Heidegger. Conferências e escritos filosóficos. Coleção Os Pensadores, v. 45. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 381-382 (com adaptações).
Com base no excerto apresentado, assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
![]()
Vênus de Milo. Internet: <www.commons.wikimedia.org>
As tradições filosóficas oferecem diferentes caminhos interpretativos para as obras de arte: em Hegel, a arte expressa o absoluto e revela a historicidade das ideias; em Nietzsche, ela afirma a vida e as potências criadoras; Benjamin, Adorno e Horkheimer permitem compreender a relação entre arte, capitalismo e indústria cultural.
Tendo isso como premissa, considere a seguinte situação hipotética: um professor propõe que os alunos analisem uma imagem da escultura Vênus de Milo — uma célebre obra da antiguidade grega, ilustrada na figura acima —, discutindo como forma e conteúdo expressam ideias universais e culturais.
Nessa situação, a atividade em questão está adequadamente alinhada com a filosofia e a experiência estética de(a)![]()
Edvard Munch. O grito. Internet: <www.commons.wikimedia.org>
Durante uma aula, um professor mostra uma imagem da obra O grito (exibida acima), de Edvard Munch, e pede aos alunos que discutam como a arte pode afirmar a vida e expressar vitalidade. Assinale a opção que apresenta o teórico cuja perspectiva filosófica se aplica adequadamente à ideia de afirmação da vida expressa pela pintura.![]()
Cândido Portinari. O lavrador de café. Internet: <www.commons.wikimedia.org>
Em uma aula interdisciplinar, o professor utilizou uma imagem da pintura O lavrador de café, de Cândido Portinari, mostrada acima, para trabalhar simultaneamente conteúdos de filosofia e história. A atividade consistia na seguinte sequência.
1) Analisar a figura do trabalhador rural representado na obra, discutindo conceitos filosóficos como alienação, trabalho e dignidade humana (por exemplo, no pensamento de Marx e outras teorias críticas do trabalho).
2) Relacionar a imagem ao contexto histórico da economia cafeeira no Brasil, abordando desigualdade social, concentração fundiária e o papel do café no processo de modernização brasileira no início do século XX.
3) Debater como a arte pode funcionar como documento histórico e, ao mesmo tempo, como interpretação crítica da realidade social.
Assinale a opção que apresenta um motivo pelo qual essa proposta didática representa uma boa estratégia de seleção e articulação de conteúdos.
Assinale a opção que apresenta o objetivo filosófico da referida atividade.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
Com base no texto 5A2-I, assinale a opção que apresenta o recurso didático adequado ao processo de formação crítica dos alunos.Resolução comentada
Análise das alternativas
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
Segundo a BNCC, o ensino de filosofia deve promover autonomia intelectual e capacidade de argumentação. Essa afirmação se alinha ao exposto no texto 5A2-I porque ambosResolução comentada
Análise das alternativas
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
A BNCC propõe que a filosofia ajude os estudantes a compreender práticas sociais, valores e a organização política. Essa orientação converge com o apresentado no texto 5A2-I porqueResolução comentada
Análise das alternativas
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
A BNCC indica que o ensino de filosofia deve desenvolver a capacidade de analisar argumentos, interpretar discursos e compreender contextos sociopolíticos. De acordo com o texto 5A2-I, a abordagem pedagógica que atende adequadamente a tais competências seria(m)Resolução comentada
Análise das alternativas
“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram?
Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.
Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).
O texto 5A2-1 afirma que a filosofia é útil porque ajuda a abandonar ingenuidades e preconceitos do senso comum. No ensino de filosofia, isso significa que o professor deveResolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
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É evidente que o ser humano — muito mais do que a abelha ou do que qualquer outro animal gregário — é um animal político. A natureza nada faz sem um propósito e o ser humano é o único entre os animais que tem o dom da palavra (logos). Ora, a simples voz (phoné) pode indicar a dor e o prazer — e outros animais a possuem —, mas a palavra tem a finalidade de expressar o conveniente e o nocivo — e, portanto, também o justo e o injusto; a característica específica do ser humano em comparação com os outros animais é que somente ele tem o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e de outras qualidades morais, e é a comunidade de seres com tais sentimentos morais que constitui a família e a cidade (pólis).
Esclarecimento (aufklärung) é a saída do ser humano de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso do próprio entendimento sem a direção de outrem. O ser humano é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tenha coragem de fazer uso de seu próprio entendimento! Esse é o lema do esclarecimento.
Assinale a opção correta em relação à compreensão filosófica de Francis Bacon e René Descartes, expoentes de duas das principais correntes da filosofia moderna europeia.
John Dewey estava convencido de que a educação havia falhado porque ela era culpada de um tremendo erro de categoria: confundir os produtos finais da investigação — refinados e acabados — com a matéria inicial da investigação — crua e bruta —, tentando fazer com que os estudantes aprendessem as soluções em vez de investigar os problemas e se engajassem por si mesmos na investigação. Assim como os cientistas aplicam o método científico para explorar situações problemáticas, os estudantes também devem fazer o mesmo se quiserem aprender a pensar por si mesmos. Em vez disso, pedimos a eles que estudem os resultados finais daquilo que os cientistas descobriram; negligenciamos o processo e nos fixamos no produto. Quando os problemas não são explorados em primeira mão, nenhum interesse ou motivação é gerado — e o que continuamos chamando de educação é uma charada e um arremedo.
O poema é belo, ou seja, o leitor não quer que ele seja diferente.
Em seu célebre diálogo Górgias, Platão atribui a Sócrates a seguinte declaração:
Digo que um animal, uma espécie, um indivíduo está corrompido quando perde seus instintos, quando escolhe, prefere o que lhe é desvantajoso. Uma história dos “sentimentos superiores”, dos “ideais da humanidade” — e é possível que eu tenha de escrevê-la — também seria quase a explicação de por que o homem se acha tão corrompido.
O técnico, representado no sentido mais amplo e segundo suas múltiplas manifestações, é considerado como o plano que o ser humano projeta; este plano finalmente o força a decidir entre tornar-se escravo de seu plano ou permanecer senhor dele.
Considerando a perspectiva crítica de Benjamin, Adorno e Horkheimer sobre arte e capitalismo, um professor decidiu analisar com a turma uma música amplamente difundida pela indústria cultural, discutindo sua estrutura repetitiva, seu apelo comercial e a forma como é consumida pelos jovens.
Acerca do uso pedagógico de obras de arte no ensino médio, assinale a opção que apresenta a assertiva alinhada às perspectivas de Heidegger e Gadamer sobre arte e sentido.
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