← Voltar para a lista de provas Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (SEED/SE) · Professor de Educação Básica – Área de Atuação: Grupo I – Ensino Fundamental e Ensino Médio – Disciplina: Língua Portuguesa 20 questões nesta prova · 20 com gabarito Gabarito disponível Função de 'digo' no 2º período. Em 'Eu digo prosa fiada, como faz um cronista', o autor delimita a que tipo de prosa se refere, ou seja, esclarece o sentido de 'prosa' na frase anterior. O verbo 'dizer' tem função explicativa. B) Não há dúvida ou hesitação. C) Não relata vivência pessoal específica. D) Não há citação. E) Não confirma algo, esclarece. Referência: Cebraspe – Semântica e sentido contextual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sentido conotativo de 'coisa' em 'a coisa fia mais fino'. No contexto, o cronista precisa buscar um assunto, olhar em volta, esperar o processo associativo. 'A coisa' remete, em sentido conotativo, a esse processo criativo do cronista, que é mais difícil que o do ficcionista. A) A dificuldade é o que se afirma sobre a coisa, não o seu referente. B) O prosador é mencionado como 'com um prosador', não é a 'coisa'. C) e D) O ficcionista é contraposto, não é o referente. Referência: Cebraspe – Sentido conotativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Figuras de linguagem nos itens I, II e III. I: 'assunto da falta de assunto' une ideia contraditória (ter assunto sendo a falta dele), o que é paradoxo. II: 'afagam' x 'espicaçam' opõem ações contrárias, o que é antítese. III: 'a estes se lê' usa o autor/escritor pela obra (os cronistas pelos textos), configurando metonímia. Todos os itens estão certos. A, B, C e D omitem algum dos itens, que também são corretos. Referência: Cebraspe – Figuras de linguagem: paradoxo, antítese, metonímia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Julgamento de itens sobre pontuação. O item I é errado: a vírgula após 'qualquer' separa a oração adjetiva 'em que possa injetar um sangue novo', não uma oração adverbial. O item II é certo: a vírgula substituída por ponto e vírgula e a vírgula marcando a elipse do verbo ('aqueles, por puro vício') são corretas. O item III é certo: 'tacam peito' é gíria, e as aspas assinalam isso. Como I é errado e II e III são certos, a correta é D. As demais incluem o item I ou excluem II ou III. Referência: Cebraspe – Pontuação (vírgula, ponto e vírgula, aspas). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Trecho com linguagem informal. A expressão 'azar dele' é coloquial, própria da oralidade, e aparece no trecho 'situações que, azar dele, criou porque quis'. Isso configura linguagem informal. A) 'maneira simples e direta' é neutro. B) A comparação com mastigar chicletes é figurada, mas a construção é de registro padrão. C) 'fito exclusivo' e 'gentio' têm tom mais formal/culto. D) Frase em registro padrão, sem marcas de oralidade. Referência: Cebraspe – Níveis de linguagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Função de 'por assim dizer'. A expressão 'por assim dizer' é uma ressalva que atenua o termo 'marginais da imprensa', já entre aspas. O autor relativiza o uso dessa expressão, indicando que não a emprega em sentido literal. A) Não há condição para que cumpram o papel. C) Não há comparação. D) A justificativa é introduzida por 'Como se diz...', não pela expressão. E) A expressão não reforça, atenua. Referência: Cebraspe – Semântica e sentido contextual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Referente do pronome relativo 'do qual'. Em 'recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual... pode surgir o inesperado', o pronome relativo retoma o termo imediatamente anterior que designa o recurso a ser usado: 'o assunto da falta de assunto'. É dele que, ao escrever, pode surgir o inesperado. A) 'falta de assunto' é apenas parte do sintagma e o gênero (masculino, 'do qual') indica 'assunto'. B) 'ato de escrever' está dentro da oração relativa, não é o antecedente. C) 'o inesperado' é o sujeito de 'pode surgir'. D) 'gasto' é adjetivo/particípio, não pode ser antecedente. Referência: Cebraspe – Coesão referencial, pronomes relativos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Se como pronome reflexivo. Os vaidosos colocam-se como a personagem principal: eles próprios praticam e sofrem a ação, o que configura pronome reflexivo (colocam a si mesmos). B) Há sujeito determinado (os vaidosos), logo não é indeterminação. C) Não é partícula de realce, que seria dispensável, e aqui o se é necessário ao sentido. D) Não é apassivador, pois o sujeito pratica a ação e o verbo é transitivo direto com objeto reflexivo. E) Não há ideia de reciprocidade. A) Correta. Referência: Funções morfossintáticas da palavra se Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O verbo resta concorda com o sujeito recurso. Em resta-lhe o recurso de olhar em torno, o sujeito de resta é o recurso (o que resta). O lhe é objeto indireto. Como recurso é singular, o verbo fica na 3.ª pessoa do singular. A) Nada é o sujeito da oração Se nada houver, e não de resta. B) Cronista pertence a outro período. C) Ele refere-se ao prosador no período anterior, não ao sujeito de resta. E) Prosador também está em outro período. D) Correta. Referência: Concordância verbal: sujeito posposto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Próclise em oração subordinada com conectivo. Em Como se diz que..., o pronome se vem antes do verbo porque a oração é subordinada, introduzida por conectivo (como), que atrai o pronome. A alternativa A aponta essa justificativa. B) Em surja-lhe, a ênclise não é obrigatória só pelo subjuntivo. C) Os advérbios aqui e ali não impõem ênclise; em enfeitando-o, a ênclise ocorre com gerúndio. D) Em Senta-se ele, a ênclise vem do verbo no início da oração, e não do pronome ele. E) Em colocam-se, a oração coordenada não inicia com o verbo, pois o sujeito os vaidosos aparece antes. A) Correta. Referência: Colocação pronominal: próclise e ênclise Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Itens I e III corretos; II contradiz o texto. I) O texto usa exemplos (r em carta, porto; empréstimos), e a exemplificação é recurso da dissertação-argumentação. III) O texto diz que a variação é fruto da dinâmica populacional e do contato entre grupos. II) O texto afirma que o ensino da escrita busca neutralizar marcas de cada grupo, e não reproduzi-las. A) e C) consideram o item II certo, o que é falso. B) deixa de fora o item I, que é verdadeiro. E) inclui o item II, que é falso. D) Correta. Referência: Interpretação de texto; variação linguística Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Conviver bem com palavras = usá-las naturalmente. Na expressão figurada, conviver perfeitamente bem com palavras indica que os falantes usam os empréstimos sem estranhamento, de forma natural e espontânea. A) Anômala é irregular, o oposto do sentido. C) Restritiva e E) reservada indicam uso limitado, o contrário de conviver bem. D) Estigmatizada indica preconceito, que o texto não sugere. B) Correta. Referência: Semântica – sentido conotativo Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Primeira pessoa do plural inclui as autoras no grupo de falantes. Convivemos e temos de conviver mostram que as autoras se incluem entre os falantes de português que usam os empréstimos lexicais. Trata-se de um coletivo de falantes do qual elas fazem parte. A) O leitor não é necessariamente falante dessas línguas. B) O leitor compartilhar ideias é uma inferência que a forma verbal não indica. C) O texto não usa a pessoa verbal como recurso de autoridade. D) A forma não interpela o leitor, e sim inclui as autoras e os falantes. E) Correta. Referência: Pessoa gramatical e efeitos de sentido Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os três itens estão corretos. I) Os travessões isolam o trecho passado o instante de vastidão, anterior ao momento de levantar-se. II) Em quão poucos ela tomava, a elipse é de banhos, retomando tomar banho. III) Na última frase, o já marca o começo do momento de fruição da manhã, quando ela não se apressava mais. Logo, todos estão certos. A, B, C e D) Cada uma considera algum dos itens errado, mas os três estão corretos. E) Correta. Referência: Coesão textual: elipse, marcadores temporais e pontuação Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Atividade criativa: usar a palavra corrigida em novo enunciado. Criatividade exige produzir algo novo. Ao identificar as palavras com erro e criar um novo enunciado com uma delas, o aluno aplica a grafia correta em contexto e exerce a criatividade. A) Só copiar e circular é mecânico. B) Reproduzir a redação inteira é cópia, sem criação. D) Reescrever as palavras é reprodução. E) Transcrever cinco vezes é treino repetitivo. C) Correta. Referência: Metodologia do ensino de ortografia Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Leitura significativa: contextualizar a linguagem como marca de época. O texto reúne expressões e objetos de outra época, como canivete roscofe, o cometa (caixeiro-viajante) e a Corte do Rio de Janeiro. A expressão Antigamente situa o leitor, e chamar a atenção para ela ajuda a perceber que a linguagem caracteriza uma época. A) A ideia de registro individual essencialmente literário não é o foco, pois as expressões são coletivas e populares. C) O texto não opõe pessoas cultas de antigamente à linguagem empobrecida de hoje. D) Explicar prioritariamente todas as palavras empobrece a leitura. E) Realçar dificuldade e alertar contra arcaísmos distorce o texto. B) Correta. Referência: Ensino de leitura; BNCC – contextualização e fruição de textos literários Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Texto literário e habilidades de leitura/fruição estética a partir do 6.º ano. Na BNCC, o campo artístico-literário desenvolve a leitura de textos literários e a fruição estética de modo crescente nos anos finais do ensino fundamental, a partir do 6.º ano. A crônica de Drummond, com linguagem rica e expressões populares, é adequada a essa experiência estética, como diz B. A) O texto não trata de preconceito linguístico por grupo social, escolaridade ou idade. C) A leitura de textos literários complexos não exige objetos exclusivos do ensino médio. D) As expressões do texto são marcas de época, e não contraste regional cidade-interior. E) Embora o vocabulário possa ser ampliado, a alternativa fixa a série e o objeto de conhecimento de modo que não corresponde ao foco do texto. B) Correta. Referência: BNCC – Língua Portuguesa, campo artístico-literário Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Análise semiótica relaciona recursos expressivos dos signos e seus efeitos de sentido. A semiótica estuda como os signos materiais do texto, como som, ritmo, repetição e disposição, produzem significado. A alternativa B descreve exatamente isso, o que a torna a mais adequada ao poema. A) O poema não é predominantemente descritivo nem usa predominantemente adjetivos. C) Há ritmo e rimas parciais, e o foco da alternativa é estilístico, não semiótico. D) A vírgula em Foge, bicho é vocativo, e não desvio entre verbo e sujeito. E) Os finais dos versos não são todos paroxítonos (por exemplo, boi, ponte/poste, Oô). B) Correta. Referência: Semiótica aplicada à análise literária; Manuel Bandeira, Trem de ferro Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A BNCC prevê progressão gradual de complexidade nos conhecimentos linguísticos. O último período diz que a progressão vai das regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos habituais e mais complexos. Isso corresponde à introdução gradual de textos mais complexos, variações e exceções, como diz a alternativa E. A) Semioses são outros sistemas de signos, e não particularidades restritas da língua. B) Os eixos são leitura, escrita, oralidade e análise linguística/semiótica, e não análise sintática. C) O texto diz que as habilidades seguem progressão, e não que são desenvolvidas de forma aleatória. D) A norma é transversal, mas o texto rejeita tomá-la como lista de conteúdos dissociados das práticas, e não fala em domínio de todas as regras. E) Correta. Referência: BNCC – Língua Portuguesa, Ensino Fundamental Anos Finais Resolução comentada do VaiConcursos.SEED/SE 2025 — Professor de Educação Básica — Língua Portuguesa (Cargo 12) — Conhecimentos Específicos
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
No segundo período do primeiro parágrafo do texto 12A1-I, por meio da forma verbal “digo”, o autor do texto enunciaResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
No texto 12A1-I, o termo “coisa”, na expressão “a coisa fia mais fino” (terceiro período do primeiro parágrafo), remete, conotativamente,Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
Em relação ao emprego de figuras de linguagem no texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.
I No trecho “recorrer ao assunto da falta de assunto” (último período do primeiro parágrafo), observa-se o uso do paradoxo.
II O trecho “Uns afagam vaidades, outros as espicaçam” (penúltimo período do texto) apresenta antítese.
III Em “a estes se lê” (segundo período do segundo parágrafo), observa-se a ocorrência de metonímia.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
No que diz respeito ao emprego dos sinais de pontuação no texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.
I No quarto período do primeiro parágrafo, a vírgula empregada após “qualquer” separa a oração de função adverbial da oração a que ela se subordina.
II O trecho “estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício” (penúltimo período do texto) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual, da seguinte maneira: estes são lidos por puro deleite; aqueles, por puro vício.
III As aspas na expressão ‘tacam peito’ (terceiro período do segundo parágrafo) assinalam o emprego de gíria.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
A crônica é um gênero textual em que frequentemente é utilizada uma linguagem mais informal, próxima da oralidade. No texto 12A1-I, um exemplo do uso da linguagem informal está presente emResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
No antepenúltimo período do texto 12A1-I, ao empregar a expressão “por assim dizer”, o autorResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
No último período do primeiro parágrafo do texto 12A1-I, o pronome presente na expressão “do qual” tem como referenteResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
No texto 12A1-I, o vocábulo “se”, em “colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações” (quinto período do segundo parágrafo), caracteriza-se comoResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
No texto 12A1-I, a flexão da forma verbal “resta” (quinto período do primeiro parágrafo) na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância verbal com o termoResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).
Assinale a opção correta em relação à colocação pronominal no texto 12A1-I.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A2-I
A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).
Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações).
A partir do texto 12A2-I, julgue os itens subsequentes.
I O uso de exemplificação, conforme observado no texto, é uma das características da tipologia dissertativo-argumentativa.
II No ensino de língua portuguesa, deve-se incentivar que os alunos busquem reproduzir, na escrita, as características distintivas das variantes linguísticas por eles faladas.
III A dinâmica populacional e o contato social são fatores que propiciam o surgimento dos diversos falares.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A2-I
A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).
Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações).
No trecho “Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês” (penúltimo período do texto 12A2-I), o sentido produzido pela linguagem figurada na expressão “Convivemos perfeitamente bem com palavras” indica que os falantes usam essas palavras de formaResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A2-I
A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).
Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações).
Nos dois últimos períodos do texto 12A2-I, o uso da flexão verbal na primeira pessoa do plural, em “Convivemos” e “temos de conviver”, indica queResolução comentada
Análise das alternativas
Clarice Lispector. Preciosidade. In: Clarice Lispector.
Laços de família. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1983.
Considerando esse fragmento do conto Preciosidade, de Clarice Lispector, julgue os itens a seguir.
I No primeiro período, os travessões demarcam uma situação anterior ao momento aludido na oração que inicia o fragmento.
II As relações coesivas do fragmento permitem concluir que a palavra banhos está elíptica após o segmento “quão poucos” (primeiro período).
III No último período, o vocábulo “já” demarca temporalmente o início da experiência de “fruição da manhã”.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Na situação hipotética precedente, para a realização de uma atividade pedagógica que propicie o uso da criatividade, é adequado que a professora proponha aos alunos queResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A5-I
Antigamente, certos tipos faziam negócios e ficavam a ver navios; outros eram pegos com a boca na botija, contavam tudo tintim por tintim e iam comer o pão que o diabo amassou, lá onde Judas perdeu as botas. Uns raros amarravam cachorro com linguiça. E alguns ouviam cantar o galo, mas não sabiam onde.
As famílias faziam sortimento na venda, tinham conta no carniceiro e arrematavam qualquer quitanda que passasse à porta, desde que o moleque do tabuleiro, quase sempre um cabrito, não tivesse catinga. Acolhiam com satisfação a visita do cometa, que, andando por ceca e meca, trazia novidades de baixo, ou seja, da Corte do Rio de Janeiro. Ele vinha dar dois dedos de prosa e deixar de presente ao dono da casa um canivete roscofe. As donzelas punham carmim e chegavam à sacada para vê-lo apear do macho faceiro. Infelizmente, alguns eram mais do que velhacos: eram grandessíssimos tratantes.
Carlos Drummond Andrade. Quadrante (1962). In: Caminhos de João Brandão.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1970, p. 180.
Por meio do uso da linguagem em sua multimodalidade, o professor pode propiciar o surgimento de um ambiente que favoreça a leitura de forma dinâmica e significativa para os educandos. Assim, para estimular uma leitura significativa do texto 12A5-I, seria adequado que o docenteResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 12A5-I
Antigamente, certos tipos faziam negócios e ficavam a ver navios; outros eram pegos com a boca na botija, contavam tudo tintim por tintim e iam comer o pão que o diabo amassou, lá onde Judas perdeu as botas. Uns raros amarravam cachorro com linguiça. E alguns ouviam cantar o galo, mas não sabiam onde.
As famílias faziam sortimento na venda, tinham conta no carniceiro e arrematavam qualquer quitanda que passasse à porta, desde que o moleque do tabuleiro, quase sempre um cabrito, não tivesse catinga. Acolhiam com satisfação a visita do cometa, que, andando por ceca e meca, trazia novidades de baixo, ou seja, da Corte do Rio de Janeiro. Ele vinha dar dois dedos de prosa e deixar de presente ao dono da casa um canivete roscofe. As donzelas punham carmim e chegavam à sacada para vê-lo apear do macho faceiro. Infelizmente, alguns eram mais do que velhacos: eram grandessíssimos tratantes.
Carlos Drummond Andrade. Quadrante (1962). In: Caminhos de João Brandão.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1970, p. 180.
Considerando-se que, de acordo com as definições da BNCC, a fruição de cada configuração textual demanda competências específicas, é correto afirmar que a leitura do texto 12A5-I consiste em uma atividade adequada paraResolução comentada
Análise das alternativas
![]()
Internet: <encrypted-tbn0.gstatic.com/images>.
A BNCC prevê a seguinte habilidade: “identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários, relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a fomentar práticas de consumo conscientes”. Em conformidade com essa habilidade, é correto afirmar que a apreensão global da mensagem do texto anterior, criado para uma campanha de conscientização ambiental, requer do leitor
Manuel Bandeira
Café com pão
Café com pão
Café com pão
(...)
Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pato
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!
Manuel Bandeira. Manuel Bandeira – poesia completa e prosa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990, p. 236-7 (com adaptações).
Uma análise semiótica do poema apresentado deveResolução comentada
Análise das alternativas
Os conhecimentos sobre a língua, as demais semioses e a norma padrão não devem ser tomados como uma lista de conteúdos dissociados das práticas de linguagem, mas como propiciadores de reflexão a respeito do funcionamento da língua no contexto dessas práticas. A seleção de habilidades na BNCC está relacionada com aqueles conhecimentos fundamentais para que o estudante possa apropriar-se do sistema linguístico que organiza o português brasileiro.
Alguns desses objetivos, sobretudo aqueles que dizem respeito à norma, são transversais a toda a base de língua portuguesa. O conhecimento da ortografia, da pontuação, da acentuação, por exemplo, deve estar presente ao longo de toda escolaridade, abordado conforme o ano da escolaridade. Assume-se, na BNCC de língua portuguesa, uma perspectiva de progressão de conhecimentos que vai das regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos habituais e mais complexos.
Internet: <basenacionalcomum.mec.gov.br> (com adaptações).
Assinale a opção correta em relação a esse texto e aos princípios gerais da BNCC para o componente de língua portuguesa.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Quando de madrugada se levantava — passado o instante de vastidão em que se desenrolava toda — vestia-se correndo, mentia para si mesma que não havia tempo de tomar banho, e a família adormecida jamais adivinhara quão poucos ela tomava. Sob a luz acesa da sala de jantar, engolia o café. Mal tocava no pão que a manteiga não amolecia. Com a boca fresca de jejum, os livros embaixo do braço, abria enfim a porta, transpunha a mornidão insossa da casa, galgando-se para a gélida fruição da manhã. Então já não se apressava mais.
Após a correção das redações de seus alunos, uma professora reuniu, em uma lista A, as palavras produzidas com erros de grafia. Em seguida, elaborou uma lista B, com as mesmas palavras grafadas de acordo com a ortografia oficial. De posse das listas A e B, a professora pretende realizar uma atividade didático-pedagógica que propicie o uso da criatividade.
Texto-base:
Texto-base:
Trem de ferro
Também, como já mencionado, nos anos finais do ensino fundamental, os conhecimentos sobre a língua, sobre as demais semioses e sobre a norma padrão se articulam aos demais eixos em que se organizam os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de língua portuguesa. Dessa forma, as abordagens linguística, metalinguística e reflexiva ocorrem sempre a favor da prática de linguagem que está em evidência nos eixos de leitura, escrita ou oralidade.