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Marinha do Brasil — Concurso Público para Ingresso no Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T/2018) — Oceanografia — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) — Oceanografia

Diretoria de Ensino da Marinha2018

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 49 com gabarito

Oceanografia Física Correntes de Contorno Oeste

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

Marinha do Brasil · Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) — Oceanografia · Caderno Amarela

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Segundo Tomczak (1994), a Corrente do Golfo é mais intensa do que a Corrente do Brasil devido:
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Resolução comentada

Segundo Tomczak, a Corrente do Golfo é mais intensa porque recebe a contribuição da recirculação termohalina (Água Profunda do Atlântico Norte).

No Atlântico Norte há formação de Água Profunda e uma célula de circulação termohalina associada. Isso reforça o transporte para o norte na Corrente do Golfo, além do giro movido pelo vento. No Atlântico Sul, a Corrente do Brasil não tem esse reforço e por isso é mais fraca.

Análise das alternativas

B) O vento não é a explicação central apontada pelo autor. C) A bacia do Atlântico Norte não é a causa da diferença de intensidade. D) O rotacional do vento não é o fator decisivo apontado. E) A Corrente das Guianas contribui com volume, mas não é a razão principal indicada. A) Correta.

Referência: Tomczak & Godfrey (1994), Regional Oceanography: An Introduction.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Transporte de Calor

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Marque a opção que apresenta a fórmula que deve ser utilizada para calcular o transporte de calor através de uma seção transversal à costa.

Dados:
A: área da seção transversal
u: componente paralela à costa do vetor velocidade da corrente
v: componente transversal à costa do vetor velocidade da corrente
T: temperatura da água do mar
cₚ: calor específico da água do mar
ρ: densidade da água do mar
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Resolução comentada

O transporte de calor por uma seção usa a componente da velocidade normal a ela. Em seção transversal à costa, essa componente é a paralela à costa (u).

O fluxo de calor é Q = ρ·cₚ·T·V·A, em que V é a velocidade perpendicular à seção. Uma seção transversal à costa é perpendicular à linha de costa, então o fluxo que a atravessa é o da componente paralela à costa, u. Assim, Q = ρ·cₚ·T·u·A.

Análise das alternativas

A) Omite cₚ e A, logo não resulta em calor transportado. B) Usa v, que é transversal à costa e, portanto, paralela ao plano da seção. C) Omite ρ e cₚ e usa v. E) Omite ρ e a área A. D) Correta.

Referência: Pond & Pickard, Introductory Dynamical Oceanography; Stewart, Introduction to Physical Oceanography (transporte de calor).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Correntometria — Decomposição de Componentes

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Um ADCP foi fundeado nas proximidades do canal principal de navegação de um estuário cujo eixo longitudinal (abscissa) está orientado para sudeste no sentido positivo estuário abaixo. Em um dado instante, a intensidade da corrente superficial registrada foi de 0,8 m/s e direção de 135°. Sabendo que a declinação magnética local é de 30° oeste, assinale a opção que apresenta, aproximadamente, o valor da componente longitudinal de velocidade, em m/s.
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Resolução comentada

A componente longitudinal vale cerca de 0,7 m/s.

Com declinação de 30° W, a direção verdadeira é 135° − 30° = 105°. O eixo do estuário aponta para SE (135° verdadeiro), então o ângulo entre a corrente e o eixo é 30°. A componente longitudinal é 0,8·cos30° ≈ 0,69, aproximadamente 0,7 m/s, positiva por seguir estuário abaixo.

Análise das alternativas

A) e B) Sinal negativo não cabe, pois a corrente segue o sentido positivo do eixo. C) 0,4 seria 0,8·sen30°, a componente transversal. E) 0,8 supõe alinhamento total, sem a correção da declinação.

Referência: Correntometria (ADCP); decomposição vetorial e declinação magnética.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Sensoriamento Remoto Escaterometria e Radar — Estimativa de Ventos

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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É sabido que a partir de pulsos nas bandas C, X e Ku dos radares é possível estimar os ventos em um determinado local. Essa estimativa é feita a partir:
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A estimativa do vento vem da interação do pulso com a rugosidade do mar.

Escaterômetros e radares emitem pulsos em micro-ondas (bandas C, X e Ku). O retroespalhamento depende da rugosidade da superfície, ligada às ondas capilares geradas pelo vento. Dele se derivam a intensidade e a direção do vento.

Análise das alternativas

A) Não é o retroespalhamento com as ondas de gravidade que dá a estimativa, mas o das ondas de pequena escala (capilares), por ressonância de Bragg. B) Radares não medem a temperatura diretamente. D) e E) Referem-se à cor do oceano, no visível, e não a radares.

Referência: Escaterometria; sensoriamento remoto por radar.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Marés — Forças Geradoras

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Em relação às forças geradoras de maré pelos efeitos do Sol e da Lua é correto afirmar que:
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A Lua domina porque sua força de tração é cerca do dobro da solar.

A força geradora de maré depende de M/d³, e não só da atração gravitacional. A atração do Sol é cerca de 178 vezes maior que a da Lua, mas a Lua está muito mais perto. Com isso, a força de tração lunar é cerca de 2,2 vezes a solar, e a Lua é o principal astro gerador.

Análise das alternativas

A) e B) Misturam atração gravitacional com força geradora de maré, e o fator de 178 pertence à atração do Sol, não da Lua. C) A tração solar é menor que a lunar. E) As influências não são iguais.

Referência: Teoria do equilíbrio das marés; forças geradoras de maré.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Ressurgência Costeira — Cabo Frio

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Se,sobre a plataforma continental entre Cabo Frio e a Baía de Guanabara,soprar um vento oeste durante cinco dias, então pode-se afirmar que haverá:
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Resolução comentada

Vento de oeste ao longo da costa E–W empilha água e eleva o nível médio.

Entre Cabo Frio e a Baía de Guanabara a costa é aproximadamente leste–oeste. Um vento de oeste é paralelo à costa, e no Hemisfério Sul o transporte de Ekman vai à esquerda, para o norte, ou seja, em direção à costa. Há convergência junto à costa e elevação do nível médio do mar.

Análise das alternativas

A) Ressurgência exigiria vento de leste/nordeste. C) O transporte de Ekman é onshore, e não offshore. D) A corrente superficial seguiria o vento, para leste. E) A intrusão da ACAS está associada à ressurgência, que é inibida aqui.

Referência: Transporte de Ekman; ressurgência de Cabo Frio.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Acústica Submarina

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Em relação à trajetória de um feixe sonoro que se propaga no oceano, considerando que o eixo vertical é positivo para baixo a partir da superfície, é correto afirmar que:
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Com velocidade do som constante, o feixe sonoro segue em linha reta.

A refração do som ocorre por gradiente de velocidade. Se a velocidade é constante na coluna, não há gradiente e o feixe não se curva, propagando-se em linha reta.

Análise das alternativas

A) Se a velocidade diminui com a profundidade, o feixe se curva para baixo (em direção à menor velocidade). B) Zona de sombra é onde quase não chegam raios sonoros, e não onde eles se propagam sem serem identificados. C) Com gradiente positivo (velocidade aumentando com a profundidade), o feixe se curva para cima. E) O encurvamento é por refração, e não por reflexão.

Referência: Acústica submarina; lei de Snell e refração.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Ondas Oceânicas — Classificação por Período

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Considerando apenas o período de cada tipo de onda, assinale a opção que apresenta a sequência crescente correta.
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Ordem crescente de período: capilares, gravidade, Kelvin, Rossby.

As ondas capilares têm períodos inferiores a cerca de 0,1 s. As ondas de gravidade têm segundos a minutos. As ondas de Kelvin (como as de maré e as equatoriais) têm horas a semanas. As ondas de Rossby planetárias têm períodos ainda maiores, de meses a anos.

Análise das alternativas

A) Tsunamis (minutos a cerca de 1 hora) têm período menor que o das ondas de Kelvin de maré, então a ordem está errada. C) Coloca tsunamis antes das ondas de gravidade comuns. D) e E) Não respeitam a ordem crescente de período.

Referência: Oceanografia física; espectro de ondas oceânicas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Marés — Análise Harmônica

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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A determinação do nível de redução das sondagens na Baía de Guanabara depende das amplitudes e fases das seguintes componentes harmônicas: M2, S2, O1, P1 e K1. Com base nas frequências angulares dessas componentes, qual deve ser o período mínimo de observação da maré, em dia inteiros, a fim de se obter essas componentes harmônicas diretamente em uma análise harmônica?

Dados:

wM2 = 28,9841 °/h
wS2 = 30 °/h
wO1 = 13,9430 °/h
wP1 = 14,9589 °/h
wK1 = 15,0410 °/h
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Resolução comentada

O par de componentes mais próximas (K1 e P1) exige cerca de 183 dias.

Pelo critério de Rayleigh, o período mínimo é T = 360°/Δω para o par de frequências mais próximas. K1 e P1 diferem em 15,0410 − 14,9589 = 0,0821°/h, o que dá T ≈ 4385 h ≈ 183 dias. Esse valor supera o de M2–S2 (cerca de 15 dias), e os outros pares são ainda mais afastados.

Análise das alternativas

A) 220 dias não é o período mínimo. C), D) e E) São curtos demais, pois não resolvem K1 de P1 (seriam suficientes só para separar M2 de S2). Só 183 dias resolve todas as componentes.

Referência: Análise harmônica de marés; critério de Rayleigh.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Estuários — Amostragem com CTD

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Deseja-se estudar a extensão da influência da maré na estrutura termohalina de um estuário. Para isso a melhor estratégia é realizar amostras verticais com CTD da seguinte forma:
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Para ver a extensão da influência da maré, amostra-se ao longo de uma seção longitudinal.

A maré se propaga ao longo do eixo do estuário e modifica gradualmente a estrutura termohalina da boca até a cabeceira. Perfis verticais ao longo de uma seção longitudinal mostram essa variação e a extensão da intrusão salina.

Análise das alternativas

A, C e E) Um único ponto não mostra a variação espacial ao longo do estuário. B) Seções transversais mostram a estrutura lateral em uma posição, mas não o alcance da maré ao longo do eixo.

Referência: Oceanografia de estuários; amostragem com CTD.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Marés — Sizígia e Quadratura

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Nas marés de quadratura, os vetores das forças geradoras de maré lunar e solar formam um ângulo de:
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Na quadratura, as forças lunar e solar estão em oposição (gabarito: 180°).

Segundo o gabarito oficial, na quadratura os vetores das forças geradoras lunar e solar formam 180°, de modo que se opõem e a amplitude resultante é menor. O enunciado trata esses vetores como tendo sentidos opostos.

Análise das alternativas

A) 0° corresponderia à soma máxima das forças (sizígia). B) 90° é a separação angular Sol–Terra–Lua na quadratura, mas não o ângulo adotado pelo gabarito. C) e E) Não correspondem a nenhuma configuração típica Sol–Terra–Lua.

Referência: Marés; forças geradoras e fases da Lua.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Conservação de Volume — Transporte

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Observe a figura abaixo:

Canal que se alarga da esquerda para a direita, com seção transversal AA' à esquerda, onde a velocidade média é 0,6 m/s, e seção BB' à direita, mais larga, onde a velocidade média é 0,4 m/s; setas indicam o escoamento para a direita.

Os vetores na figura acima representam as velocidades médias nas seções transversais determinadas por AA'e BB'. Sabendo que a área da seção transversal BB' é de 42000 m², que não há afluxo nem efluxo de água no sistema e o fluido é incompressível, assinale a opção que apresenta, quais são, respectivamente, os valores da área da seção AA', em m², e do transporte de volume, em m³/s.
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Oceanografia Física Corrente Circumpolar Antártica

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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No Oceano Atlântico Sul, na região da Corrente Circumpolar Antártica as forças de gradiente de pressão apontam para o:
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Resolução comentada

Na CCA o fluxo é para leste e o gradiente de pressão aponta para o sul.

A Corrente Circumpolar Antártica flui para leste e é aproximadamente geostrófica. No Hemisfério Sul a força de Coriolis atua à esquerda do movimento, isto é, para o norte. O gradiente de pressão deve equilibrá-la e aponta para o sul.

Análise das alternativas

A) Norte é a direção de Coriolis, não do gradiente de pressão. C) e D) Leste e oeste são a direção do fluxo e o oposto dela, e não do gradiente, que é perpendicular ao fluxo. E) Nordeste não é perpendicular ao fluxo zonal.

Referência: Balanço geostrófico; Corrente Circumpolar Antártica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Força de Coriolis

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Em relação à força de Coriolis, pode-se afirmar que
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A força de Coriolis é perpendicular ao movimento.

A força de Coriolis é uma força aparente que atua perpendicularmente à velocidade. Ela desvia a trajetória, mas não realiza trabalho nem altera a rapidez da parcela.

Análise das alternativas

B) Não gera correntes, só desvia as já existentes. C) É aparente e existe em referencial não inercial. D) Depende da rotação e da esfericidade, pois a componente vertical da rotação varia com a latitude. E) Sua magnitude aumenta com a latitude, sendo proporcional ao seno dela.

Referência: Dinâmica oceânica; força de Coriolis.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Escoamento Geostrófico

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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Com relação ao escoamento geostrófico no oceano, assinale a afirmativa correta.
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Resolução comentada

O escoamento geostrófico segue os contornos de altura dinâmica.

No equilíbrio geostrófico o gradiente de pressão se equilibra com a força de Coriolis. O fluxo é então paralelo às isóbaras, ou seja, às linhas de altura dinâmica (isopícnicas e superfícies de mesmo geopotencial). É um fluxo permanente e não acelerado.

Análise das alternativas

A) Não é acelerado. B) Não cruza as isóbaras, mas segue ao longo delas. C) Não é gerado pelo cisalhamento do vento, e sim pelo balanço de pressão e Coriolis. E) O número de Rossby é muito menor que 1.

Referência: Dinâmica oceânica; balanço geostrófico.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Marés — Classificação

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2018

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De acordo com a classificação de maré proposta por Courtier, a maré pode ser:
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Courtier classifica a maré como diurna, semidiurna e mista.

A classificação de Courtier usa a razão entre as amplitudes das componentes diurnas e semidiurnas (o fator de forma). Ela define os tipos diurna, semidiurna e mista.

Análise das alternativas

B) Quadratura e sizígia são fases da maré ligadas às fases da Lua. C) Simétrica e assimétrica não é uma classificação de Courtier. D) Estacionária e progressiva classificam ondas de maré. E) Micro, meso e macro-maré classificam por amplitude (Davies).

Referência: Marés; classificação de Courtier.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Marés — Resíduo Meteorológico

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Sobre o resíduo meteorológico (surge), é correto afirmar que:
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Resíduo meteorológico é a diferença entre o nível observado e a maré prevista.

O resíduo (surge) é a parte do nível do mar não explicada pela maré astronômica prevista: nível observado menos maré prevista. Ele reflete efeitos meteorológicos, como vento e pressão atmosférica.

Análise das alternativas

A) Resíduo positivo aumenta a profundidade da água. B) Resíduo negativo indica, em geral, aumento da pressão atmosférica (efeito do barômetro invertido). D) A maré observada já inclui o resíduo, e o texto da banca usa a definição em termos de nível do mar. E) Por ser de origem meteorológica, não pode ser previsto harmonicamente.

Referência: Marés e nível do mar; resíduo meteorológico (storm surge).

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Sensoriamento Remoto Temperatura da Superfície do Mar por Satélite

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O uso de satélites para estimar a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) nas bandas do infravermelho e no microondas vem se tornando uma prática comum para o uso em assimilação de dados, análise direta e estudos climatológicos. Assinale a opção que apresenta o sensor microondas por meio do qual é possível se estimar a TSM.
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Resolução comentada

AMSR-E é o radiômetro de micro-ondas capaz de estimar a TSM.

O AMSR-E (Advanced Microwave Scanning Radiometer) opera em micro-ondas passivas e estima a TSM mesmo sob nuvens. Os demais sensores listados operam no infravermelho e/ou no visível.

Análise das alternativas

A) AVHRR/3 opera no visível e no infravermelho. C) MODIS opera no visível e no infravermelho. D) SEVIRI é um imageador geoestacionário do visível e infravermelho. E) ATSR-2 é um radiômetro de infravermelho.

Referência: Sensoriamento remoto da TSM; sensores orbitais.

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Oceanografia Física Propriedades Físicas da Água do Mar

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É correto afirmar que a temperatura pontecial da água do mar é:
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A temperatura potencial é conservativa em deslocamentos adiabáticos.

A temperatura potencial é a temperatura que a parcela teria se fosse levada adiabaticamente à pressão de referência (superfície). Ela remove o efeito da compressão adiabática e, por isso, se conserva em movimentos adiabáticos.

Análise das alternativas

B) Só coincide com a in situ perto da superfície, não na termoclina permanente. C) Em geral é menor ou igual à in situ, pois a compressão aquece a parcela em profundidade. D) O CTD mede a temperatura in situ, e a potencial é calculada. E) Sigma-T usa a temperatura in situ e a salinidade, à pressão atmosférica.

Referência: Oceanografia física descritiva; propriedades da água do mar.

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Oceanografia Geológica Margens Continentais

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São características das margens continentais do tipo Pacífico, EXCETO:
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Resolução comentada

Margens do tipo Pacífico (ativas) têm plataformas estreitas, não largas.

Margens ativas ocorrem em zonas de subducção. Têm fossa junto ao pé do talude, sismicidade intensa e, às vezes, arcos de ilhas. Suas plataformas continentais são estreitas, então a característica que não pertence a elas é a plataforma larga.

Análise das alternativas

A) Verdadeira: há fossa oceânica no pé do talude. B) Verdadeira: são sismicamente ativas. C) Verdadeira: ocorrem em subducção. D) Verdadeira: podem ocorrer próximas a arcos de ilhas. E) Falsa, por isso é a resposta do EXCETO: plataformas largas são típicas de margens passivas (tipo Atlântico).

Referência: Geologia marinha; classificação tectônica das margens continentais.

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