← Voltar para a lista de provas Superior Tribunal Militar (STM) · Técnico Judiciário – Área: Administrativa – Especialidade: Agente da Polícia Judicial 70 questões nesta prova · página 1 de 4 · 63 com gabarito Gabarito disponível Prazo penal: inclui-se o dia do começo e exclui-se o do vencimento. No Direito Penal, os prazos são penais e contam-se com o dia do começo incluído, sem prorrogação para dia útil. O item inverteu a regra, que difere da contagem do processo penal. A) Errada: aplica a regra do Direito Processual, não a penal. B) Correta. Referência: CP, art. 10 Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A abolitio criminis retroage e cessa os efeitos penais da condenação. A lei posterior que deixa de considerar o fato como crime retroage. Ela faz cessar a execução e os efeitos penais da sentença condenatória, mesmo com trânsito em julgado. Subsistem apenas os efeitos extrapenais, como a obrigação civil de reparar o dano. A) Correta. B) Errada: limitaria a retroatividade aos processos sem trânsito em julgado. Referência: CP, art. 2º, caput Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Lugar do crime: teoria da ubiquidade. O Código Penal adota a teoria mista ou da ubiquidade. O lugar do crime é onde ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. O item errou ao dizer que só vale o lugar da ação. A) Errada: considera apenas o lugar da conduta. B) Correta. Referência: CP, art. 6º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A lei excepcional ou temporária é ultrativa. A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. Isso é a ultratividade, que evita que o agente se beneficie do fim da vigência. A) Correta. B) Errada: negaria a ultratividade. Referência: CP, art. 3º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Tempo do crime: teoria da atividade. O Código Penal considera praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. É a teoria da atividade, que vale para condutas comissivas e omissivas. A) Correta. B) Errada: contraria o texto legal. Referência: CP, art. 4º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A perseguição (stalking) exige reiteração da conduta. O tipo exige perseguir alguém reiteradamente, por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade ou restringindo sua liberdade ou privacidade. Trata-se de crime habitual, e um ato isolado não o configura. A) Errada: dispensa a reiteração, que é elementar do tipo. B) Correta. Referência: CP, art. 147-A Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O homicídio privilegiado é causa de diminuição de pena. O homicídio cometido por relevante valor social ou moral, ou sob domínio de violenta emoção logo após injusta provocação, tem a pena reduzida de um sexto a um terço. Trata-se de causa especial de diminuição de pena, não de aumento. A) Errada: troca diminuição por aumento. B) Correta. Referência: CP, art. 121, § 1º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O homicídio culposo exige prova da culpa em sua modalidade. No homicídio culposo não há conduta dirigida ao resultado. A tipicidade depende de provar a inobservância do dever de cuidado, por imprudência, negligência ou imperícia, além do nexo com a morte. Sem prova da culpa, o fato é atípico. A) Correta, conforme o gabarito. B) Errada, pois a responsabilidade penal não é objetiva. Referência: CP, art. 121, § 3º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O cheque é equiparado a documento público para fins penais. O Código Penal equipara a documento público, para fins de falsificação, os títulos ao portador ou transmissíveis por endosso, entre outros. O cheque se enquadra nessa equiparação. Assim, sua falsificação é falsificação de documento público, com pena maior, e não de documento particular. A) Errada: nega a equiparação legal. B) Correta. Referência: CP, art. 297, § 2º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível No tráfico de influência, é irrelevante que o funcionário pratique o ato. O crime se consuma com a solicitação, exigência, cobrança ou obtenção da vantagem a pretexto de influir em ato de funcionário público. Não é preciso que o ato seja praticado nem que a influência seja real. O tipo protege a Administração Pública, e a prática do ato é irrelevante para a consumação. A) Correta, conforme o gabarito. B) Errada, pois exigiria ato do funcionário, o que o tipo não pede. Referência: CP, art. 332 Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Coisa abandonada (res derelicta) não pode ser objeto de furto. O furto exige coisa alheia móvel, isto é, que pertença a alguém. A coisa abandonada não tem dono e, por isso, não é objeto material do furto, qualquer que seja seu valor. A coisa perdida é diferente: seu achado e não restituição configuram apropriação de coisa achada, que é outro crime. A) Correta. B) Errada: o valor econômico não torna alheia a coisa sem dono. Referência: CP, art. 155 Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Corrupção ativa e passiva são crimes autônomos, sem bilateralidade necessária. A doutrina e a jurisprudência entendem que corrupção ativa e passiva são crimes autônomos e independentes, em exceção à teoria monista. Um pode existir sem o outro. Exemplo: o funcionário solicita a vantagem e o particular não a oferece nem a promete, ou o particular oferece e o funcionário recusa. A) Errada: exige bilateralidade, que não é necessária. B) Correta. Referência: CP, arts. 317 e 333 Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Receptação qualificada ocorre mesmo em atividade comercial lícita. A receptação qualificada pune quem, no exercício de atividade comercial ou industrial, utiliza em proveito próprio ou alheio coisa que deve saber ser produto de crime. O comerciante que usa em seu negócio o maquinário roubado, sabendo da origem, incorre no tipo. A licitude da atividade não afasta o crime, pois o tipo exige apenas o exercício de atividade comercial. A) Correta. B) Errada: a regularidade do comércio não exclui a qualificadora. Referência: CP, art. 180, §§ 1º e 2º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O condutor do flagrante pode ser agente público ou particular. Qualquer do povo pode prender em flagrante (flagrante facultativo) e conduzir o preso à autoridade. As autoridades policiais e seus agentes têm o dever de fazê-lo (flagrante obrigatório). Logo, o condutor pode ser agente público ou particular, conforme as circunstâncias. A) Correta. B) Errada: restringiria a condução a agentes públicos, contra o que a lei prevê. Referência: CPP, art. 301 Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em exame de corpo de delito, a perícia não pode ser negada. O CPP permite negar a perícia requerida pelas partes quando ela não é necessária ao esclarecimento da verdade. Essa regra tem uma ressalva expressa: o exame de corpo de delito, nos crimes que deixam vestígios, é obrigatório e não pode ser indeferido. Por isso o item está errado. A) Errada: ignora a exceção do corpo de delito. B) Correta: o indeferimento vale para as demais perícias, não para o corpo de delito. Referência: CPP, art. 184 Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A recusa de assinatura é suprida no próprio auto, não na audiência de custódia. Pelo art. 304, §3º, do CPP, se o acusado se recusar a assinar, não souber ou não puder fazê-lo, o auto será assinado por duas testemunhas que tenham ouvido sua leitura na presença dele. Assim, a questão se resolve na lavratura do auto, sem nulidade a ser sanada na audiência de custódia. Certo: errada, pois a solução legal é a assinatura de duas testemunhas de leitura, e não a sanação em audiência. Errado: correta. Referência: CPP, art. 304, §3º. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A mulher em violência doméstica e familiar tem prioridade no exame de corpo de delito. O CPP, no art. 158, parágrafo único, prevê prioridade na realização do exame de corpo de delito quando se tratar de crime que envolva violência doméstica e familiar contra mulher, conforme a Lei Maria da Penha e normas correlatas. Certo: correta. Errado: incorreta, pois a lei confere essa prioridade. Referência: CPP, art. 158, parágrafo único; Lei 11.340/2006. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A falta de testemunhas do crime não impede o flagrante. Pelo art. 304, §2º, do CPP, a falta de testemunhas da infração não impede o auto de prisão em flagrante, que deve ser assinado por duas pessoas que tenham testemunhado a apresentação do preso à autoridade. Elas são as chamadas testemunhas instrumentárias. Certo: errada, pois não se exige testemunha do crime. Errado: correta. Referência: CPP, art. 304, §2º. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Danos e perdas não se limitam a prejuízos físicos ao protegido. Na análise de riscos, os danos e perdas incluem, além da integridade física, prejuízos à imagem e reputação, ao patrimônio, à privacidade, a informações sensíveis e à continuidade das atividades. O termo 'exclusivamente' torna o item errado. Certo: errada, pois restringe indevidamente o conceito. Errado: correta. Referência: Doutrina de análise de riscos na segurança de dignitários. Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anuladaSTM 2025 — Técnico Judiciário — Área: Administrativa — Especialidade: Agente da Polícia Judicial (Cargo 9) — Conhecimentos Específicos
De acordo com a teoria que determina o tempo do crime, para efeitos penais, não se computa no prazo o dia em que este se inicia, incluindo-se, porém, o dia de seu vencimento.Resolução comentada
Análise das alternativas
Considere que uma nova lei penal que tenha sido publicada tenha deixado de considerar determinada conduta como crime. Nessa situação, a referida lei deverá ser aplicada a todos os fatos anteriores, mesmo que já tenham sido decididos por sentença condenatória já transitada em julgado.Resolução comentada
Análise das alternativas
No caso dos crimes “a distância”, em que a ação delituosa ocorre em determinado local, mas o resultado é produzido em localidade diversa, o lugar do crime, para efeitos penais, em regra, é aquele em que ocorreu a ação ou omissão, independentemente do resultado.Resolução comentada
Análise das alternativas
Se uma lei excepcional ou temporária estiver vigente no momento da prática de um crime, ela será aplicada ao fato, ainda que ela tenha perdido sua vigência no momento do julgamento.Resolução comentada
Análise das alternativas
O ordenamento penal brasileiro, em regra, adota a teoria da atividade para determinar o momento do crime, sendo considerado praticado o crime no instante da conduta, seja esta comissiva ou omissiva, independentemente do momento em que se verifica o resultado.Resolução comentada
Análise das alternativas
Para a configuração do crime de perseguição, é suficiente a demonstração da conduta e de sua autoria e materialidade por uma única vez, não sendo necessária a reiteração do comportamento do agente.Resolução comentada
Análise das alternativas
A forma privilegiada do homicídio tem por natureza jurídica causa especial de aumento de pena.Resolução comentada
Análise das alternativas
No caso do homicídio culposo, no qual não existe conduta dirigida ao resultado morte, exige-se, para a caracterização do tipo penal, a prova cabal da culpa, reputada imprudente, negligente ou imperita.Resolução comentada
Análise das alternativas
De regra, por ser um título ao portador, o cheque não é elencado como documento público para efeitos penais, sendo sua falsificação tipificada sob o título de falsificação de documento particular.Resolução comentada
Análise das alternativas
Em qualquer uma das ações nucleares do crime de tráfico de influência, dispensa-se a prática de qualquer ato de funcionário público, circunstância irrelevante para a configuração do injusto penal.Resolução comentada
Análise das alternativas
Um objeto abandonado, ainda que de expressivo valor econômico, não pode ser considerado objeto de furto, mesmo que o indivíduo que o encontre não o restitua a quem posteriormente o reivindique.Resolução comentada
Análise das alternativas
A bilateralidade é indispensável para a configuração do crime de corrupção ativa, ocorrendo, simultaneamente, com a prática de corrupção passiva.Resolução comentada
Análise das alternativas
Um comerciante que adquire maquinário proveniente de crime de roubo, estando ciente da origem ilícita do objeto, e o utiliza em seu próprio negócio incorre no crime de receptação qualificada, ainda que a atividade comercial por ele desenvolvida seja lícita e legalmente regulamentada.Resolução comentada
Análise das alternativas
Conforme as circunstâncias em que se der a prisão, o condutor da prisão em flagrante pode ser um agente público ou um particular.Resolução comentada
Análise das alternativas
O juiz ou a autoridade policial poderá negar perícia requerida pelo autor do delito, mesmo em se tratando de exame de corpo de delito, quando a perícia não for necessária ao esclarecimento da verdade.Resolução comentada
Análise das alternativas
A recusa de assinatura do acusado no auto de prisão em flagrante deverá ser sanada quando da apresentação do preso na audiência de custódia, sob pena de nulidade a ser decretada no âmbito da ação penal.Resolução comentada
Análise das alternativas
À mulher em situação de violência doméstica e familiar é legalmente conferida prioridade na realização do exame de corpo de delito.Resolução comentada
Análise das alternativas
A ausência de testemunhas do crime impede a autuação em flagrante do suspeito, sendo necessária pelo menos uma testemunha para a lavratura do respectivo auto de prisão.Resolução comentada
Análise das alternativas
Danos e perdas na segurança de dignitários abrangem exclusivamente os prejuízos físicos sofridos pelo protegido.Resolução comentada
Análise das alternativas
O diagnóstico da análise de risco deve ser construído a partir de um estudo criterioso do contexto, reunindo detalhes relevantes sobre os ambientes internos e externos frequentados pela pessoa, suas vulnerabilidades e potenciais ameaças; a ausência de informações suficientes compromete a validade de qualquer modelo de análise, tornando essencial o levantamento aprofundado de dados para a elaboração de um diagnóstico sólido e fundamentado.
Acerca da aplicação da lei penal, julgue os itens que se seguem.
Acerca da aplicação da lei penal, julgue os itens que se seguem.
Acerca da aplicação da lei penal, julgue os itens que se seguem.
Acerca da aplicação da lei penal, julgue os itens que se seguem.
Acerca da aplicação da lei penal, julgue os itens que se seguem.
Acerca dos crimes contra a pessoa, julgue os itens subsequentes.
Acerca dos crimes contra a pessoa, julgue os itens subsequentes.
Acerca dos crimes contra a pessoa, julgue os itens subsequentes.
Julgue os itens a seguir, referentes aos crimes contra a administração pública, contra o patrimônio e contra a fé pública.
Julgue os itens a seguir, referentes aos crimes contra a administração pública, contra o patrimônio e contra a fé pública.
Julgue os itens a seguir, referentes aos crimes contra a administração pública, contra o patrimônio e contra a fé pública.
Julgue os itens a seguir, referentes aos crimes contra a administração pública, contra o patrimônio e contra a fé pública.
Julgue os itens a seguir, referentes aos crimes contra a administração pública, contra o patrimônio e contra a fé pública.
No que se refere à prova penal e ao que dispõe a legislação adjetiva, julgue os itens seguintes.
No que se refere à prova penal e ao que dispõe a legislação adjetiva, julgue os itens seguintes.
No que se refere à prova penal e ao que dispõe a legislação adjetiva, julgue os itens seguintes.
No que se refere à prova penal e ao que dispõe a legislação adjetiva, julgue os itens seguintes.
No que se refere à prova penal e ao que dispõe a legislação adjetiva, julgue os itens seguintes.
Acerca da análise de riscos na segurança de dignitários, julgue os próximos itens.
Acerca da análise de riscos na segurança de dignitários, julgue os próximos itens.