← Voltar para a lista de provas Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6 50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 48 com gabarito Gabarito disponível O texto é predominantemente expositivo/informativo, não argumentativo. O texto é uma reportagem científica que informa e explica os critérios da IAU para definir planeta e a reclassificação de Plutão. Não há defesa de opinião pessoal do autor; predominam a exposição de fatos, datas e citações. Certo: incorreto, pois não há tese ou opinião do autor sendo defendida. Errado: correto, a tipologia predominante é expositiva/informativa. Referência: Tipologia textual: dissertação expositiva x argumentativa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Estar' e 'ter' após os dois-pontos estão no infinitivo, não no imperativo. As formas 'estar' e 'ter' estão no infinitivo impessoal, complementando 'obedecer a três condições' e enumerando-as. O imperativo exprimiria ordem ou pedido direto ao interlocutor (ex.: 'esteja', 'tenha'), o que não ocorre num texto informativo e expositivo. Certo: errado, pois confunde infinitivo com imperativo, apenas porque há ideia de obrigatoriedade no sentido do trecho. Errado: correto, as formas estão no infinitivo. Referência: Emprego dos modos e formas nominais do verbo (infinitivo). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A Lua é satélite natural e, pelo texto, não pode ser chamada de planeta. O texto afirma que, para merecer o status de planeta, o corpo celeste não pode ser um satélite natural, "como a Lua". Logo, é impróprio denominar a Lua de planeta, e o item está errado. A) Errada: contraria a definição apresentada no texto. B) Correta. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Éris não integra a "turma" dos planetas. No último período, a resolução da IAU "barrou sua entrada no clube planetário" de Éris e "expulsou Plutão da turma", reduzindo os membros a oito. Éris, portanto, nunca fez parte da "turma" dos planetas, e o item está certo. A) Correta. B) Errada: contraria o que o parágrafo informa. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Mas" é adversativa, não aditiva. Na frase, "mas" contrapõe a exigência das duas primeiras condições à dispensa da terceira ("não é necessário que sua órbita seja livre"). Tem, portanto, valor adversativo, e trocá-la por "e" alteraria o sentido original do texto. A) Errada: o valor não é aditivo. B) Correta. Referência: Conjunções coordenativas adversativas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As orações do último período não têm o mesmo sujeito. O sujeito de "chegou a ser anunciado" é Éris ("Com massa maior que a de Plutão, [Éris] chegou a ser anunciado"). Já "barrou", "expulsou" e "reduziu" têm como sujeito "a resolução da IAU". Assim, os sujeitos referenciais são distintos. A) Errada: há dois sujeitos diferentes. B) Correta. Referência: Sintaxe do período; identificação do sujeito. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A oração com "Se" expressa hipótese. "Se a mudança não tivesse sido adotada" é oração subordinada adverbial condicional, iniciada por "se" e com verbo no subjuntivo. Ela indica uma hipótese irreal, da qual depende o que se afirma na oração principal ("outros objetos teriam de ser considerados planetas"). A) Correta. B) Errada: a oração é condicional e exprime hipótese. Referência: Orações subordinadas adverbiais condicionais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O vocativo para ministro de tribunal superior é "Senhor Ministro". O Manual de Redação da Presidência da República indica o vocativo "Senhor Ministro," para ministros de tribunais superiores, com o pronome de tratamento "Vossa Excelência" no corpo do texto. A) Correta. B) Errada: contraria o Manual e o gabarito. Referência: Manual de Redação da Presidência da República, pronomes de tratamento e vocativos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Isenção" não consta entre os atributos da redação oficial do Manual. O Manual de Redação da Presidência da República elenca atributos como clareza e precisão, objetividade, concisão, coesão e coerência, impessoalidade, formalidade e padronização, e uso do padrão culto da língua. "Isenção" não é um deles, então o item está errado. A) Errada: inclui um atributo que o Manual não prevê. B) Correta. Referência: Manual de Redação da Presidência da República, capítulo sobre redação oficial. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Sábio" é predicativo do objeto, não adjunto adverbial. Em "podemos considerá-lo sábio", "-lo" (o príncipe) é o objeto direto do verbo "considerar". "Sábio" atribui uma qualidade a esse objeto, funcionando como predicativo do objeto. Não indica circunstância de modo. A) Errada: não é adjunto adverbial. B) Correta. Referência: Termos da oração: predicativo do objeto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A reescrita é equivalente em sentido. "Não é coisa somenos" significa "não é coisa de pouca importância". A ordem da frase muda, mas "para o príncipe" continua sendo o complemento, e "a escolha de seus ministros" continua sendo o sujeito. A ideia central é preservada. A) Correta. B) Errada: não há alteração de sentido. Referência: Reescrita de frases; equivalência semântica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto relaciona o juízo sobre o príncipe à prudência na escolha dos ministros, não a modificar a índole deles. Maquiavel afirma que o juízo sobre o príncipe depende de ele escolher bem os ministros, ou seja, de sua prudência. O texto não fala em capacidade de modificar a índole dos ministros, e o item é uma extrapolação indevida. A) Errada: atribui ao texto uma ideia que ele não traz. B) Correta. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "não o forem" substitui "não forem assim" corretamente. "Assim" equivale a "capazes e fiéis", que funciona como predicativo do sujeito. Esse predicativo pode ser retomado pelo pronome neutro "o" ("não o forem"), com a ênfase proclítica após o advérbio "não". A correção gramatical e o sentido se mantêm. A) Correta. B) Errada: a substituição é possível e mantém a coerência. Referência: Pronome "o" como retomada de predicativo; colocação pronominal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O "que" de "que se faz" é sujeito, mas o de "que comete" é objeto direto. Em "que se faz da mente", o "se" é partícula apassivadora, e o "que" é sujeito (o juízo é feito). Em "o erro que comete", o "que" retoma "erro" e funciona como objeto direto de "comete" (ele comete o erro), cujo sujeito é "o príncipe". Logo, o item, ao dizer que ambos são sujeito, está errado. A) Errada: apenas o primeiro "que" é sujeito. B) Correta. Referência: Sintaxe: funções do pronome relativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Súmula Vinculante 5: a falta de defesa técnica por advogado no PAD não ofende a Constituição. A Súmula Vinculante 5 do STF dispõe que a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. O servidor foi intimado e apresentou autodefesa, então não há nulidade por esse motivo. A) Correta. B) Errada: contraria a súmula vinculante. Referência: STF, Súmula Vinculante 5. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Defeito sanável, sem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, pode ser convalidado. O art. 55 da Lei n.º 9.784/1999 permite à Administração convalidar atos que apresentem defeitos sanáveis. Isso é possível quando não há lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. A falta de anuência formal do superior é vício sanável de forma, e o ato pode ser convalidado. A) Correta. B) Errada: o vício é sanável e preenche os requisitos do art. 55. Referência: Lei n.º 9.784/1999, art. 55. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A Lei n.º 9.784/1999 veda a delegação da decisão de recursos administrativos. O art. 13, II, da Lei n.º 9.784/1999 estabelece que não podem ser objeto de delegação a decisão de recursos administrativos. A validade da delegação, portanto, não depende de ela ser feita antes da interposição do recurso. O item está errado, conforme o gabarito. A) Errada: cria uma condição temporal que a lei não prevê, já que a delegação é vedada nesse caso. B) Correta. Referência: Lei n.º 9.784/1999, arts. 12 e 13. Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anulada Gabarito disponível A anulação de ato ilegal que gerou efeitos favoráveis a beneficiário de boa-fé tem prazo decadencial de 5 anos. A Lei n.º 9.784/1999, art. 54, fixa em cinco anos, contados da data em que o ato foi praticado, o prazo para a Administração anular atos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Isso vale salvo comprovada má-fé. Portanto, a anulação não pode ocorrer a qualquer tempo quando há beneficiário de boa-fé. A) Errada: ignora a decadência quinquenal. B) Correta: há prazo de 5 anos. Referência: Lei n.º 9.784/1999, art. 54. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível STJ admite gozar as férias seguintes no mesmo ano civil, sem esperar novo período aquisitivo. Para o STJ, cumprido o primeiro período aquisitivo de 12 meses e gozadas as férias, o servidor pode usufruir as férias do período seguinte no mesmo ano civil. Não é preciso completar o novo período aquisitivo para isso. O item está certo, conforme o gabarito. A) Correta. B) Errada: contraria o entendimento do STJ adotado no gabarito. Referência: Lei n.º 8.112/1990 (férias) e jurisprudência do STJ. Resolução comentada do VaiConcursos.STM 2025 — Analista Judiciário (Cargos 3 e 6) — Prova Objetiva — Conhecimentos Gerais
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).
Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.
O texto caracteriza-se como predominantemente argumentativo, uma vez que se baseia na expressão e na defesa de opiniões próprias de seu autor.Resolução comentada
Análise das alternativas
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).
Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.
No trecho subsequente aos dois-pontos no primeiro período do texto, as formas verbais “estar” e “ter” introduzem as condições obrigatórias para a classificação de um corpo celeste como planeta, por isso estão empregadas no modo imperativo.Resolução comentada
Análise das alternativas
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).
Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.
De acordo com o texto, não é impróprio denominar a Lua de planeta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).
Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.
Conclui-se da leitura do último parágrafo do texto que o objeto denominado Éris não faz parte da “turma” mencionada no último período do texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).
Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.
No segmento “mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes” (terceiro parágrafo), a conjunção “mas” está empregada com sentido aditivo, podendo, portanto, ser substituída, sem alteração do sentido original do texto, pela conjunção e.Resolução comentada
Análise das alternativas
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).
Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.
As quatro orações que compõem o último período do texto compartilham o mesmo sujeito referencial.Resolução comentada
Análise das alternativas
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).
Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.
A oração “Se a mudança não tivesse sido adotada” (segundo período do último parágrafo) expressa uma hipótese.Resolução comentada
Análise das alternativas
O vocativo adequado a ser empregado em comunicação oficial cujo destinatário seja ministro de tribunal superior é Senhor Ministro.Resolução comentada
Análise das alternativas
São atributos da redação oficial expressamente previstos no referido manual: clareza e precisão; objetividade; concisão e isenção.Resolução comentada
Análise das alternativas
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.
O termo “sábio” (terceiro período) exerce no texto a função sintática de adjunto adverbial, expressando o modo como se pode considerar o príncipe que escolhe bem os seus ministros.Resolução comentada
Análise das alternativas
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.
Sem prejuízo da ideia central do texto, a oração “Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros” (primeiro período) poderia ser assim reescrita: Não é de pouca importância para o príncipe a escolha de seus ministros.Resolução comentada
Análise das alternativas
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.
Entende-se da leitura do texto que o bom ou o mau juízo que se faz de um príncipe está relacionado à sua capacidade de modificar a índole de seus ministros.Resolução comentada
Análise das alternativas
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.
A substituição do trecho “não forem assim” (último período) por não o forem manteria a correção gramatical e a coerência do texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.
Nas orações “que se faz da mente de um príncipe” (segundo período) e “que comete” (último período), o vocábulo “que” desempenha a função sintática de sujeito.Resolução comentada
Análise das alternativas
Considere que, no âmbito de processo administrativo disciplinar contra determinado servidor da justiça militar, ele tenha sido devidamente intimado e apresentado autodefesa por escrito, sem apoio jurídico formalizado nos autos. Nessa situação, de acordo com o entendimento sumulado do STF, a falta de defesa técnica por advogado não configura, por si só, causa de nulidade do processo administrativo.Resolução comentada
Análise das alternativas
Suponha que, em determinado processo administrativo de fiscalização contratual, tenha sido verificado que o relatório juntado aos autos estava com a assinatura de uma pessoa assistente, mas sem a anuência formal de um superior responsável, a qual seria requisito formal para a constituição do ato. Nessa situação, se constatadas ausência de lesão ao interesse público e inexistência de prejuízo a terceiros, o ato poderá ser convalidado em momento posterior.Resolução comentada
Análise das alternativas
A delegação de competência a órgão hierarquicamente inferior para proferir decisão em recurso administrativo somente será válida se realizada em momento anterior à interposição do recurso.Resolução comentada
Análise das alternativas
A respeito da remoção de servidores no âmbito do Poder Judiciário da União, a legislação de regência considera como quadro a estrutura de cada justiça especializada — justiça federal, justiça do trabalho, justiça eleitoral e justiça militar —, admitindo o deslocamento funcional somente entre órgãos da mesma justiça especializada.
A administração pública tem o direito de anular ato administrativo comprovadamente ilegal e pode fazê-lo a qualquer tempo, mesmo que o ato tenha gerado efeito favorável a particular que dele se tenha beneficiado de boa-fé.Resolução comentada
Análise das alternativas
De acordo com o entendimento jurisprudencial do STJ, o servidor público federal que usufruiu o primeiro período de férias, após ter cumprido a exigência de doze meses de exercício, pode usufruir as férias seguintes no mesmo ano civil, sem necessidade de completar o período aquisitivo em curso.Resolução comentada
Análise das alternativas
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Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue os próximos itens.
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Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.
Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.
Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.
Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.
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Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.