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STM 2025 — Analista Judiciário (Cargos 3 e 6) — Prova Objetiva — Conhecimentos Gerais

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

Cebraspe2025

50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 48 com gabarito

Língua Portuguesa Tipologia Textual

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

Gabarito disponível

Texto-base:
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.

O texto caracteriza-se como predominantemente argumentativo, uma vez que se baseia na expressão e na defesa de opiniões próprias de seu autor.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto é predominantemente expositivo/informativo, não argumentativo.

O texto é uma reportagem científica que informa e explica os critérios da IAU para definir planeta e a reclassificação de Plutão. Não há defesa de opinião pessoal do autor; predominam a exposição de fatos, datas e citações.

Análise das alternativas

Certo: incorreto, pois não há tese ou opinião do autor sendo defendida. Errado: correto, a tipologia predominante é expositiva/informativa.

Referência: Tipologia textual: dissertação expositiva x argumentativa.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Modos Verbais

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

Gabarito disponível

Texto-base:
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.

No trecho subsequente aos dois-pontos no primeiro período do texto, as formas verbais “estar” e “ter” introduzem as condições obrigatórias para a classificação de um corpo celeste como planeta, por isso estão empregadas no modo imperativo.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Estar' e 'ter' após os dois-pontos estão no infinitivo, não no imperativo.

As formas 'estar' e 'ter' estão no infinitivo impessoal, complementando 'obedecer a três condições' e enumerando-as. O imperativo exprimiria ordem ou pedido direto ao interlocutor (ex.: 'esteja', 'tenha'), o que não ocorre num texto informativo e expositivo.

Análise das alternativas

Certo: errado, pois confunde infinitivo com imperativo, apenas porque há ideia de obrigatoriedade no sentido do trecho. Errado: correto, as formas estão no infinitivo.

Referência: Emprego dos modos e formas nominais do verbo (infinitivo).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Texto-base:
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.

De acordo com o texto, não é impróprio denominar a Lua de planeta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A Lua é satélite natural e, pelo texto, não pode ser chamada de planeta.

O texto afirma que, para merecer o status de planeta, o corpo celeste não pode ser um satélite natural, "como a Lua". Logo, é impróprio denominar a Lua de planeta, e o item está errado.

Análise das alternativas

A) Errada: contraria a definição apresentada no texto. B) Correta.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

Cebraspe 2025

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Texto-base:
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.

Conclui-se da leitura do último parágrafo do texto que o objeto denominado Éris não faz parte da “turma” mencionada no último período do texto.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Éris não integra a "turma" dos planetas.

No último período, a resolução da IAU "barrou sua entrada no clube planetário" de Éris e "expulsou Plutão da turma", reduzindo os membros a oito. Éris, portanto, nunca fez parte da "turma" dos planetas, e o item está certo.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: contraria o que o parágrafo informa.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Texto-base:
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.

No segmento “mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes” (terceiro parágrafo), a conjunção “mas” está empregada com sentido aditivo, podendo, portanto, ser substituída, sem alteração do sentido original do texto, pela conjunção e.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

"Mas" é adversativa, não aditiva.

Na frase, "mas" contrapõe a exigência das duas primeiras condições à dispensa da terceira ("não é necessário que sua órbita seja livre"). Tem, portanto, valor adversativo, e trocá-la por "e" alteraria o sentido original do texto.

Análise das alternativas

A) Errada: o valor não é aditivo. B) Correta.

Referência: Conjunções coordenativas adversativas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Sintaxe do Período — Sujeito

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Texto-base:
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.

As quatro orações que compõem o último período do texto compartilham o mesmo sujeito referencial.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

As orações do último período não têm o mesmo sujeito.

O sujeito de "chegou a ser anunciado" é Éris ("Com massa maior que a de Plutão, [Éris] chegou a ser anunciado"). Já "barrou", "expulsou" e "reduziu" têm como sujeito "a resolução da IAU". Assim, os sujeitos referenciais são distintos.

Análise das alternativas

A) Errada: há dois sujeitos diferentes. B) Correta.

Referência: Sintaxe do período; identificação do sujeito.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Orações Subordinadas Adverbiais

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Texto-base:
Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.
Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue os itens a seguir.

A oração “Se a mudança não tivesse sido adotada” (segundo período do último parágrafo) expressa uma hipótese.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A oração com "Se" expressa hipótese.

"Se a mudança não tivesse sido adotada" é oração subordinada adverbial condicional, iniciada por "se" e com verbo no subjuntivo. Ela indica uma hipótese irreal, da qual depende o que se afirma na oração principal ("outros objetos teriam de ser considerados planetas").

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: a oração é condicional e exprime hipótese.

Referência: Orações subordinadas adverbiais condicionais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Redação Oficial Manual de Redação da Presidência da República — Pronomes de Tratamento e Vocativos

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue os próximos itens.

O vocativo adequado a ser empregado em comunicação oficial cujo destinatário seja ministro de tribunal superior é Senhor Ministro.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O vocativo para ministro de tribunal superior é "Senhor Ministro".

O Manual de Redação da Presidência da República indica o vocativo "Senhor Ministro," para ministros de tribunais superiores, com o pronome de tratamento "Vossa Excelência" no corpo do texto.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: contraria o Manual e o gabarito.

Referência: Manual de Redação da Presidência da República, pronomes de tratamento e vocativos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Redação Oficial Manual de Redação da Presidência da República — Atributos da Redação Oficial

Cebraspe 2025

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Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue os próximos itens.

São atributos da redação oficial expressamente previstos no referido manual: clareza e precisão; objetividade; concisão e isenção.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

"Isenção" não consta entre os atributos da redação oficial do Manual.

O Manual de Redação da Presidência da República elenca atributos como clareza e precisão, objetividade, concisão, coesão e coerência, impessoalidade, formalidade e padronização, e uso do padrão culto da língua. "Isenção" não é um deles, então o item está errado.

Análise das alternativas

A) Errada: inclui um atributo que o Manual não prevê. B) Correta.

Referência: Manual de Redação da Presidência da República, capítulo sobre redação oficial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Termos da Oração — Predicativo

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Texto-base:
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).

Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.

O termo “sábio” (terceiro período) exerce no texto a função sintática de adjunto adverbial, expressando o modo como se pode considerar o príncipe que escolhe bem os seus ministros.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

"Sábio" é predicativo do objeto, não adjunto adverbial.

Em "podemos considerá-lo sábio", "-lo" (o príncipe) é o objeto direto do verbo "considerar". "Sábio" atribui uma qualidade a esse objeto, funcionando como predicativo do objeto. Não indica circunstância de modo.

Análise das alternativas

A) Errada: não é adjunto adverbial. B) Correta.

Referência: Termos da oração: predicativo do objeto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Reescrita de Frases

Cebraspe 2025

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Texto-base:
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).

Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.

Sem prejuízo da ideia central do texto, a oração “Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros” (primeiro período) poderia ser assim reescrita: Não é de pouca importância para o príncipe a escolha de seus ministros.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A reescrita é equivalente em sentido.

"Não é coisa somenos" significa "não é coisa de pouca importância". A ordem da frase muda, mas "para o príncipe" continua sendo o complemento, e "a escolha de seus ministros" continua sendo o sujeito. A ideia central é preservada.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: não há alteração de sentido.

Referência: Reescrita de frases; equivalência semântica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

Cebraspe 2025

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Texto-base:
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).

Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.

Entende-se da leitura do texto que o bom ou o mau juízo que se faz de um príncipe está relacionado à sua capacidade de modificar a índole de seus ministros.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto relaciona o juízo sobre o príncipe à prudência na escolha dos ministros, não a modificar a índole deles.

Maquiavel afirma que o juízo sobre o príncipe depende de ele escolher bem os ministros, ou seja, de sua prudência. O texto não fala em capacidade de modificar a índole dos ministros, e o item é uma extrapolação indevida.

Análise das alternativas

A) Errada: atribui ao texto uma ideia que ele não traz. B) Correta.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Reescrita de Frases

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Texto-base:
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).

Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.

A substituição do trecho “não forem assim” (último período) por não o forem manteria a correção gramatical e a coerência do texto.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

"não o forem" substitui "não forem assim" corretamente.

"Assim" equivale a "capazes e fiéis", que funciona como predicativo do sujeito. Esse predicativo pode ser retomado pelo pronome neutro "o" ("não o forem"), com a ênfase proclítica após o advérbio "não". A correção gramatical e o sentido se mantêm.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: a substituição é possível e mantém a coerência.

Referência: Pronome "o" como retomada de predicativo; colocação pronominal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pronomes Relativos — Função Sintática

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Texto-base:
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).

Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens.

Nas orações “que se faz da mente de um príncipe” (segundo período) e “que comete” (último período), o vocábulo “que” desempenha a função sintática de sujeito.
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Resolução comentada

O "que" de "que se faz" é sujeito, mas o de "que comete" é objeto direto.

Em "que se faz da mente", o "se" é partícula apassivadora, e o "que" é sujeito (o juízo é feito). Em "o erro que comete", o "que" retoma "erro" e funciona como objeto direto de "comete" (ele comete o erro), cujo sujeito é "o príncipe". Logo, o item, ao dizer que ambos são sujeito, está errado.

Análise das alternativas

A) Errada: apenas o primeiro "que" é sujeito. B) Correta.

Referência: Sintaxe: funções do pronome relativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Administrativo Processo Administrativo Disciplinar — Defesa Técnica (Súmula Vinculante 5)

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

Gabarito disponível

Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.

Considere que, no âmbito de processo administrativo disciplinar contra determinado servidor da justiça militar, ele tenha sido devidamente intimado e apresentado autodefesa por escrito, sem apoio jurídico formalizado nos autos. Nessa situação, de acordo com o entendimento sumulado do STF, a falta de defesa técnica por advogado não configura, por si só, causa de nulidade do processo administrativo.
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Resolução comentada

Súmula Vinculante 5: a falta de defesa técnica por advogado no PAD não ofende a Constituição.

A Súmula Vinculante 5 do STF dispõe que a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. O servidor foi intimado e apresentou autodefesa, então não há nulidade por esse motivo.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: contraria a súmula vinculante.

Referência: STF, Súmula Vinculante 5.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Administrativo Processo Administrativo Federal (Lei n.º 9.784/1999) — Convalidação

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

Gabarito disponível

Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.

Suponha que, em determinado processo administrativo de fiscalização contratual, tenha sido verificado que o relatório juntado aos autos estava com a assinatura de uma pessoa assistente, mas sem a anuência formal de um superior responsável, a qual seria requisito formal para a constituição do ato. Nessa situação, se constatadas ausência de lesão ao interesse público e inexistência de prejuízo a terceiros, o ato poderá ser convalidado em momento posterior.
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Resolução comentada

Defeito sanável, sem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, pode ser convalidado.

O art. 55 da Lei n.º 9.784/1999 permite à Administração convalidar atos que apresentem defeitos sanáveis. Isso é possível quando não há lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. A falta de anuência formal do superior é vício sanável de forma, e o ato pode ser convalidado.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: o vício é sanável e preenche os requisitos do art. 55.

Referência: Lei n.º 9.784/1999, art. 55.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Administrativo Processo Administrativo Federal (Lei n.º 9.784/1999) — Delegação de Competência

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.

A delegação de competência a órgão hierarquicamente inferior para proferir decisão em recurso administrativo somente será válida se realizada em momento anterior à interposição do recurso.
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Resolução comentada

A Lei n.º 9.784/1999 veda a delegação da decisão de recursos administrativos.

O art. 13, II, da Lei n.º 9.784/1999 estabelece que não podem ser objeto de delegação a decisão de recursos administrativos. A validade da delegação, portanto, não depende de ela ser feita antes da interposição do recurso. O item está errado, conforme o gabarito.

Análise das alternativas

A) Errada: cria uma condição temporal que a lei não prevê, já que a delegação é vedada nesse caso. B) Correta.

Referência: Lei n.º 9.784/1999, arts. 12 e 13.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação Específica do Poder Judiciário Carreiras dos Servidores do Poder Judiciário da União (Lei n.º 11.416/2006) — Remoção

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

Questão anulada

Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.

A respeito da remoção de servidores no âmbito do Poder Judiciário da União, a legislação de regência considera como quadro a estrutura de cada justiça especializada — justiça federal, justiça do trabalho, justiça eleitoral e justiça militar —, admitindo o deslocamento funcional somente entre órgãos da mesma justiça especializada.
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Direito Administrativo Processo Administrativo Federal (Lei n.º 9.784/1999) — Anulação e Decadência

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.

A administração pública tem o direito de anular ato administrativo comprovadamente ilegal e pode fazê-lo a qualquer tempo, mesmo que o ato tenha gerado efeito favorável a particular que dele se tenha beneficiado de boa-fé.
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Resolução comentada

A anulação de ato ilegal que gerou efeitos favoráveis a beneficiário de boa-fé tem prazo decadencial de 5 anos.

A Lei n.º 9.784/1999, art. 54, fixa em cinco anos, contados da data em que o ato foi praticado, o prazo para a Administração anular atos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Isso vale salvo comprovada má-fé. Portanto, a anulação não pode ocorrer a qualquer tempo quando há beneficiário de boa-fé.

Análise das alternativas

A) Errada: ignora a decadência quinquenal. B) Correta: há prazo de 5 anos.

Referência: Lei n.º 9.784/1999, art. 54.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Administrativo Regime Jurídico dos Servidores Públicos Federais (Lei n.º 8.112/1990) — Férias

Cebraspe 2025

Superior Tribunal Militar (STM) · Analista Judiciário — Cargos 3 e 6

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Julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n.º 8.112/1990) e às carreiras do Poder Judiciário da União.

De acordo com o entendimento jurisprudencial do STJ, o servidor público federal que usufruiu o primeiro período de férias, após ter cumprido a exigência de doze meses de exercício, pode usufruir as férias seguintes no mesmo ano civil, sem necessidade de completar o período aquisitivo em curso.
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Resolução comentada

STJ admite gozar as férias seguintes no mesmo ano civil, sem esperar novo período aquisitivo.

Para o STJ, cumprido o primeiro período aquisitivo de 12 meses e gozadas as férias, o servidor pode usufruir as férias do período seguinte no mesmo ano civil. Não é preciso completar o novo período aquisitivo para isso. O item está certo, conforme o gabarito.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: contraria o entendimento do STJ adotado no gabarito.

Referência: Lei n.º 8.112/1990 (férias) e jurisprudência do STJ.

Resolução comentada do VaiConcursos.