← Voltar para a lista de provas Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG) · Todos os cargos (Conhecimentos Gerais) 30 questões nesta prova · página 1 de 2 · 28 com gabarito Gabarito disponível Infere-se que os volumes consumidos voltam à natureza muito modificados, quase sem condições de uso. O texto diz que os volumes consumidos são devolvidos à natureza 'mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação'. A alternativa C expressa essa ideia, ainda que de forma ampliada. A: o texto não diz que a recuperação seja indesejável. B: o uso da água varia por atividade, mas o texto não o relaciona com capacidade de captação. D: não há informação sobre distribuição das águas pluviais. E: as indústrias de transformação e construção (8,4%) ficam abaixo da captação, do tratamento e da distribuição de água (27,9%). Referência: Interpretação de texto — inferência Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Itens I e III certos. No item I, nas duas ocorrências ('comemora-se', 'destaca-se') o 'se' é partícula apassivadora. No item III, o verbo 'destaca-se' concorda com o sujeito 'a importância', no singular. O item II é errado, porque a vírgula após 'junho' separa um adjunto adverbial deslocado, e não o sujeito do predicado. A: ignora o item III. B e D: consideram certo o item II, que é errado. E: inclui o item II. Referência: Pronome 'se' apassivador; concordância verbal; pontuação Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Apenas o item IV está certo. No item IV, 'quatorze' e 'catorze' são grafias corretas. O item I é errado, porque 'agência', 'indústria' e 'subterrânea' são paroxítonas terminadas em ditongo e seguem a mesma regra de acentuação. O item II é errado, porque a crase antes de 'natureza' é obrigatória, já que o verbo exige 'a' e o substantivo feminino pede artigo. O item III é errado, porque o trema foi abolido pelo Acordo Ortográfico. A, B, D e E: contêm itens que a análise acima mostra serem incorretos. Referência: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa; regras de acentuação e crase Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Apenas a primeira reescrita é gramatical e coerente. Em A, 'embora não a tenha consumido' emprega o subjuntivo exigido pela conjunção concessiva e mantém o sentido. A forma 'tendo-a devolvido à natureza' tem a ênclise correta, e o conjunto preserva as ideias do texto. B: 'atividade' é singular, e a concordância no plural ('foram', 'captaram') está incorreta. C: 'consumido-a' e 'utilizou-a' estão com ênclise inadequada (o 'não' atrai o pronome, e o particípio não aceita ênclise), e 'para a natureza' altera a regência. D: 'foi a atividade ... quem' é construção que força a correção; a regra tradicional pede 'foi a atividade ... que', então a estrutura é inadequada. E: 'conquanto' exige subjuntivo, e o texto usa o indicativo 'consumiu'. Referência: Reescrita — regência, concordância, colocação pronominal e modo verbal Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A vírgula pode ser inserida após 'modificados', antes da oração consecutiva. Em 'tão modificados que seu reúso depende de...', a vírgula antes de 'que' separa a oração subordinada consecutiva e não prejudica o sentido. A alternativa A é a única que preserva a correção gramatical e a coerência do texto. B: a vírgula após 'econômicas' separaria o substantivo do adjetivo que o completa. C: a vírgula após '2020' separaria o sujeito do verbo 'originou-se'. D: a vírgula após 'tampouco' o separaria do verbo que ele modifica. E: a vírgula após 'vezes' isolaria indevidamente o advérbio 'muitas vezes', que modifica 'tão modificados'. Referência: Pontuação — vírgula Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto conclui que a IA estabelece relação sem reciprocidade com o usuário. O texto cita a fala dos psicólogos sobre o risco de 'criar uma intimidade sem reciprocidade', com aparência de relação humana, o que apoia a C. A: o texto não diz que a IA usa algoritmos para simplificar as relações sociais. B: a IA é apresentada como melhor que nada onde falta médico, não como a melhor solução. D: não há ideia de ameaça à reputação dos profissionais. E: o texto diz que o melhor médico é melhor que o ChatGPT, mas não que a IA esteja ultrapassada, e compara com a falta de alternativa. Referência: Interpretação de texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Itens II e III certos. O item II é correto, pois o texto defende uma tese ('a IA precisa ser levada ao divã') com argumentos, o que o enquadra na tipologia dissertativa. O item III também é correto, pois os robôs 'já faziam parte do cotidiano das relações profissionais' e o ano de 2025 foi um salto, de onde se infere o uso profissional da IA. O item I é errado, porque o texto apenas cita o acesso a profissionais como argumento a favor da IA, sem afirmar que a IA tem ajudado a população pobre a obter atendimento. A, B, C e E: não correspondem à combinação de itens II e III corretos e I errado. Referência: Interpretação de texto — inferência e tipologia textual Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O segundo 'melhor' compara 'o melhor médico do mundo' e 'o ChatGPT'. Em 'seja muito melhor do que o ChatGPT', 'melhor' é comparativo e liga 'o melhor médico do mundo' ao 'ChatGPT'. A alternativa C aponta esse sentido. A: 'nada' é o termo de comparação do ChatGPT ou da IA como opção, e não de 'pagar por um médico'. B: o sujeito referencial de 'será muito melhor' é a IA ou a opção de usá-la, e não o médico. D: o segundo período introduz uma ressalva, com 'Mas', e não uma justificativa. E: é o segundo período que traz as condições, com as orações em 'se', e não o primeiro. Referência: Coesão e relações de sentido — comparação e oposição Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Quando delegamos a vida aos algoritmos' preserva o sentido e a correção. A expressão 'ao delegar' equivale a 'quando delegamos', pois o sujeito implícito é a primeira pessoa do plural, 'nós', que se confirma em 'perdemos'. A frase 'quando delegamos a vida aos algoritmos' mantém o sentido de que nós delegamos a vida a eles. A e E: a concordância e a estrutura ficam inadequadas ou mudam a ideia, e na E o verbo 'delegam' fica no plural diante do objeto 'a vida', no singular. B: inverte os papéis, delegando os algoritmos à vida. C: muda o agente, pois os algoritmos passariam a delegar a vida, o que contraria o sentido do texto. Referência: Reescrita de frases — reduzida de infinitivo e concordância Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Usuários' é objeto direto de 'afastar'. O verbo 'afastar' é transitivo direto, pois afasta alguém, e 'usuários' é seu complemento direto. 'De as complexidades' completa o sentido de 'afastar', como objeto indireto. A alternativa E está correta. A: 'confortável' é adjetivo que caracteriza 'proximidade', e não um advérbio de modo. B: 'trabalha' e 'carrega' estão no presente do indicativo. C: 'com uma proximidade confortável' funciona como adjunto adverbial de modo, e não como complemento verbal. D: 'das complexidades' completa o verbo 'afastar' e não o substantivo 'usuários'. Referência: Sintaxe — transitividade verbal e termos da oração Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Empresas públicas são criadas com autorização legal e têm personalidade jurídica de direito privado. Empresas públicas dependem de lei autorizativa e têm personalidade jurídica de direito privado, integrando a administração indireta. A alternativa B está correta. A: as autarquias e fundações públicas são da administração indireta, e não da direta. C: apenas a empresa pública tem capital integralmente público, enquanto a sociedade de economia mista tem capital misto, com maioria votante do Estado. D: a criação de ministério ou secretaria é desconcentração, que cria órgãos sem personalidade jurídica própria. E: autarquias são criadas diretamente por lei específica, e a lei apenas autoriza a criação de empresas públicas e sociedades de economia mista. Referência: CF/88, art. 37, XIX; Decreto-Lei 200/1967, art. 5º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Funções de confiança só podem ser exercidas por servidores ocupantes de cargo efetivo. O art. 37, V, da CF dispõe que as funções de confiança são exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, enquanto os cargos em comissão são preenchidos também por não concursados. Por isso a C está correta. A: há agentes políticos sem mandato eletivo, como ministros e secretários. B: a vedação de acumulação alcança empregos e funções em empresas públicas, sociedades de economia mista e suas subsidiárias. D: o servidor eleito prefeito é afastado do cargo e opta pela remuneração, sem continuar no exercício. E: a CF não prevê incorporação, após dez anos, de vantagens de função de confiança ou cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo. Referência: CF/88, arts. 37, V e XVII, e 38 Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A modalidade descrita é o diálogo competitivo. No diálogo competitivo a Administração conversa com licitantes previamente selecionados por critérios objetivos para desenvolver alternativas que atendam a suas necessidades, e depois pede a proposta final. A descrição do enunciado corresponde a essa modalidade da Lei 14.133/2021. B: o pregão serve a bens e serviços comuns, com julgamento por menor preço ou maior desconto. C: o concurso escolhe trabalho técnico, científico ou artístico, com prêmio ou remuneração. D: o leilão é para alienação de bens. E: a concorrência é a modalidade mais ampla, para obras, serviços especiais e de engenharia, sem a fase de diálogo. Referência: Lei 14.133/2021, art. 28, V e art. 32 Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O TC aprecia, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão, salvo cargos em comissão. O art. 71, III, da CF dá ao TC a competência de apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal na administração direta e indireta, incluídas as fundações, excetuadas as nomeações para cargo em comissão. A alternativa E reproduz o dispositivo. A: o TCU apenas aprecia as contas do Presidente, mediante parecer prévio, em 60 dias, e quem as julga é o Congresso. B: a fiscalização abrange recursos repassados por convênio a outros entes, e o texto não limita seu alcance como a alternativa afirma. C: o TC aplica sanções, mas a propositura de ação de improbidade não é sua competência. D: a sustação de contrato é ato do Congresso Nacional, e o TC sustará o ato impugnado, sem poder sustar o contrato por si. Referência: CF/88, art. 71, III, IX, X e §§ 1º e 2º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Teoria do dano direto e imediato: só se responde pelos efeitos diretos e imediatos da conduta. A teoria do dano direto e imediato, também chamada de interrupção do nexo causal, exige que o dano seja consequência direta e imediata da conduta do agente. É o requisito de nexo causal que sustenta a responsabilidade objetiva do Estado, o que torna a B correta. A: há responsabilidade por omissão, em regra subjetiva (culpa anônima). C: o Brasil adota o risco administrativo, não o risco integral nem a culpa integral. D: a culpa concorrente da vítima só atenua a indenização, e é a culpa exclusiva que exclui a responsabilidade. E: a culpa da vítima precisa ser analisada, pois pode excluir ou reduzir a responsabilidade, mesmo sendo a responsabilidade objetiva. Referência: CF/88, art. 37, §6º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A LAI permite ao órgão oferecer meios para o próprio requerente pesquisar a informação. A Lei de Acesso à Informação prevê que, sem prejuízo da segurança e da proteção das informações, o órgão pode oferecer meios para o requerente pesquisar por conta própria a informação de que necessita. É a regra da alternativa B. A: o compartilhamento nem sempre depende de consentimento, pois a LGPD admite hipóteses legais, e nem sempre há comunicação obrigatória à ANPD. C: informações sobre violação de direitos humanos por agentes públicos não podem ser objeto de restrição de acesso. D: dados manifestamente públicos pelo titular dispensam o consentimento. E: os serviços notariais e de registro têm o mesmo tratamento das pessoas jurídicas de direito público, e não das de direito privado. Referência: Lei 12.527/2011 (LAI), arts. 11 e 21; Lei 13.709/2018 (LGPD), arts. 7º, §4º e 23, §4º Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O TC julga as contas de gestão de prefeito ordenador de despesas, sem depender da Câmara. O STF distingue as contas de governo, em que o parecer prévio do TC é apreciado pela Câmara, das contas de gestão. Quando o prefeito atua como ordenador de despesas, o TC julga essas contas de gestão (art. 71, II) e pode imputar débito e multa, sem ratificação da Câmara. Os efeitos eleitorais ficam em esfera distinta, a da inelegibilidade, que depende da Câmara. B: o controle externo é do Legislativo com auxílio do TC e coexiste com o controle interno, não sendo exercido 'salvo' quando houver este. C: o aspecto descrito (menor recurso para o maior benefício) é economicidade, não legitimidade. D: o parecer prévio sobre as contas do governador é indispensável, mas não vincula a Assembleia, que pode rejeitá-lo por quórum qualificado. E: as vagas são divididas entre auditores, membros do MP de contas e livre escolha (indicação pelo Legislativo e pelo Executivo), mas a livre escolha do governador não substitui as reservadas. Referência: CF/88, arts. 31, 71, I e II e 73, §2º; STF, RE 848.826 Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anulada Gabarito disponível Associação, se expressamente autorizada, representa seus filiados judicial e extrajudicialmente. O art. 5º, XXI, da CF diz que as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. A alternativa B reproduz essa regra. A: a candidatura à UNESCO foi apresentada pelo IPHAN, e o fato de a iniciativa ter partido da associação não prova ausência de objetivo estatal. Proteger o patrimônio cultural é dever do Estado. C: a CF/MG não cria dever de subsidiar integralmente a produção de queijos em todas as regiões. D: ninguém é obrigado a associar-se ou a permanecer associado (art. 5º, XX). E: a reunião pacífica em local aberto independe de autorização e exige apenas aviso prévio à autoridade (art. 5º, XVI). Referência: CF/88, art. 5º, XVI, XX e XXI Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Independência funcional é garantida a defensores públicos e membros do MP. A CF assegura a independência funcional aos membros do Ministério Público (art. 127, §1º) e aos defensores públicos (art. 134, §4º, que remete ao art. 93 e ao art. 127, §§ 1º e 2º). Por isso a alternativa D está correta. A: o AGU é de livre nomeação pelo Presidente, entre cidadãos maiores de 35 anos com notável saber jurídico e reputação ilibada, e não precisa ser da carreira. B: a atuação do MP também é extrajudicial (inquérito civil, recomendações, TAC). C: a representação judicial e extrajudicial do Estado cabe à Procuradoria-Geral do Estado, e a defesa do Legislativo não é atribuição geral dela. E: os MPs junto aos tribunais de contas não têm autonomia administrativa própria, segundo o STF, mas seus membros têm independência funcional, que não é mitigada. Referência: CF/88, arts. 127, §1º, 131, §1º e 134, §4º Resolução comentada do VaiConcursos.TCE/MG — Concurso 2025 — Todos os cargos de nível superior — Conhecimentos Gerais
Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm³) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm³ diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
Da leitura do texto CG1A1-I infere-se queResolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm³) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm³ diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
Julgue os seguintes itens, que se referem a aspectos gramaticais do seguinte trecho do texto CG1A1-I: “Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira.” (primeiro e segundo períodos do primeiro parágrafo).
I O pronome “se” tem a mesma função gramatical em suas duas ocorrências no trecho.
II No primeiro período, a vírgula separa o sujeito do predicado.
III No segundo período, o verbo da oração estabelece concordância com o termo “importância”.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm³) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm³ diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
Julgue os itens a seguir, no que se refere à ortografia oficial e ao emprego do sinal indicativo de crase no texto CG1A1-I.
I Os vocábulos “agência”, “indústria” e “subterrânea” são acentuados graficamente de acordo com regras distintas de acentuação gráfica.
II No trecho “devolvidos à natureza” (último período do segundo parágrafo), o emprego do acento indicativo de crase é facultativo.
III De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “aquicultura” pode ser grafado também com trema — aqüicultura.
IV O numeral “14” pode ser corretamente grafado de duas formas: quatorze e catorze.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm³) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm³ diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do penúltimo período do primeiro parágrafo do texto CG1A1-I. Assinale a opção em que a proposta de reescrita é gramaticalmente correta e coerente com as ideias do texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1-I
Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm³) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.
Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.
No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm³ diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).
Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência do texto CG1A1-I caso fosse inserida uma vírgula imediatamente após o termoResolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1-II
No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.
Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações).
Da leitura do texto CG1A1-II conclui-se queResolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1-II
No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.
Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações).
Em relação às ideias e às características do texto CG1A1-II, julgue os itens a seguir.
I Conforme o texto, a IA tem ajudado a população que reside em regiões mais pobres a conseguir atendimento por profissionais de saúde.
II Das características discursivas do texto é correto concluir que ele se enquadra na tipologia dissertativa.
III É possível inferir do texto que a IA foi usada como ferramenta profissional no ano de 2025.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1-II
No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.
Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações).
Assinale a opção correta em relação ao seguinte trecho do texto CG1A1-II: ‘Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada’.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1-II
No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.
Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações).
No quarto período do texto CG1A1-II, a expressão “ao delegar a vida aos algoritmos” poderia ser substituída, preservados os sentidos do texto e a correção gramatical, porResolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1-II
No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.
Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações).
Assinale a opção correta acerca de aspectos linguísticos pertinentes ao seguinte trecho do texto CG1A1-II: “A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais”.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) apresentou a candidatura para a UNESCO em março de 2023, a partir de um requerimento da Associação Mineira de Produtores de Queijo Artesanal (AMIQUEIJO).
Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).
Tendo como referência o texto precedente, assinale a opção correta de acordo com o disposto na Constituição Federal de 1988 e na Constituição do Estado de Minas Gerais.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Em relação à organização administrativa, assinale a opção correta.
No que concerne aos agentes públicos, assinale a opção correta.
Assinale a opção em que é corretamente apresentada a modalidade de licitação adequada para a contratação de obras, serviços e compras em que a administração pública realiza conversas com licitantes previamente selecionados mediante critérios objetivos, com o intuito de desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender às suas necessidades, devendo os licitantes apresentar proposta final após o encerramento das conversas.
Acerca das competências do tribunal de contas, assinale a opção correta.
No que diz respeito à responsabilidade civil do Estado no direito brasileiro, assinale a opção correta.
Assinale a opção correta em relação à proteção de dados e ao acesso à informação.
Assinale a opção correta em relação à disciplina constitucional do Poder Legislativo e dos tribunais de contas estaduais.
Considerada a classificação da doutrina clássica quanto à eficácia e à aplicabilidade das normas constitucionais, é correto afirmar que o preceito constitucional segundo o qual “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer” (art. 5.º, XIII, da Constituição Federal de 1988) é considerado uma norma de eficácia
O modo de fazer queijo minas artesanal tornou-se patrimônio cultural imaterial da humanidade, título recentemente concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Assunção, no Paraguai. O preparo desse queijo já é reconhecido como patrimônio cultural do Brasil desde 2008.
No que diz respeito às funções essenciais à justiça, assinale a opção correta.