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Marinha do Brasil — CP-T/2019 — Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha — Oceanografia — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) — Oceanografia

Diretoria de Ensino da Marinha2019

50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 49 com gabarito

Sensoriamento Remoto Altimetria por Satélite

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

Marinha do Brasil · Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) — Oceanografia · Caderno Amarela

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A altimetria por satélite tem sido uma prática cada vez mais utilizada para quantificar variáveis oceanográficas como o nível do mar. Assinale a opção que apresenta o satélite relacionado com uma missão altimétrica.
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Resolução comentada

Topex/Poseidon é a missão altimétrica clássica para medir o nível do mar.

O Topex/Poseidon (NASA/CNES, lançado em 1992) foi projetado para altimetria por radar, medindo a topografia da superfície do mar e suas variações. Os demais são satélites de imageamento óptico/meteorológico, não missões altimétricas.

Análise das alternativas

A) Landsat 7: imageador multiespectral terrestre. B) CBERS 1: satélite sino-brasileiro de imageamento de recursos terrestres. C) Spot: imageamento óptico de alta resolução. E) NOAA 5: satélite meteorológico com radiômetros, sem altímetro como instrumento principal.

Referência: Fundamentos de sensoriamento remoto e altimetria por satélite (Topex/Poseidon, Jason).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Estatística Método dos Mínimos Quadrados

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Uma importante ferramenta de análise de ajuste de dados modelados e dados de referência é o método de mínimos quadrados. Sobre esse método, é correto afirmar que
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Resolução comentada

O coeficiente de determinação (r²) é a razão entre a variância explicada e a variância total.

No método dos mínimos quadrados, ajusta-se uma curva que minimiza a soma dos quadrados dos resíduos. A qualidade do ajuste é medida por r² = variância explicada / variância total, e r é a raiz desse valor. É o que diz a alternativa D.

Análise das alternativas

A) O método minimiza resíduos, e não reduz a correlação. B) Ele aproxima a curva dos dados, não os afasta. C e E) O coeficiente depende da proporção da variância explicada, e não do valor absoluto da soma dos quadrados totais ou da variância total.

Referência: Estatística: regressão por mínimos quadrados e coeficiente de determinação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geofísica Ondas Sísmicas — Refração

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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As ondas sísmicas ao longo de sua trajetória pelas camadas concêntricas do planeta Terra sofrem o processo de refração. Sobre esse processo pode-se afirmar que:
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Resolução comentada

Segundo o gabarito, ao passar de um meio de menor para um de maior densidade os raios se afastam da normal.

Na Terra, os meios mais densos têm em geral velocidade sísmica maior, e pela Lei de Snell a onda que acelera ao entrar nesse meio afasta o raio da normal (aumenta o ângulo). Por isso E está correta.

Análise das alternativas

A) No núcleo externo líquido as ondas S não se propagam. B) Entrar em meio mais lento (não mais denso) diminuiria a velocidade e o ângulo, e a afirmativa associa isso a meio mais denso. C) Ir de maior para menor densidade (menor velocidade) aproxima o raio da normal. D) A ida de menor para maior densidade afasta o raio da normal, não o aproxima.

Referência: Lei de Snell aplicada à propagação de ondas sísmicas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Geológica Tectônica de Placas — Anomalias Magnéticas do Assoalho Oceânico

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Observe a figura abaixo:

Mapa esquemático do assoalho oceânico entre a América do Sul (à esquerda) e a África (à direita), mostrando faixas escuras e claras alternadas dispostas de forma simétrica em relação ao eixo central do oceano.

A dinâmica tectônica é verificável por diversos fatores, entre eles a simetria de achados fósseis e padrões encontrados no leito oceânico. Na figura acima se verifica entre os continentes americano e africano a existência de _______ devido _______ e à _______das rochas causada pelo resfriamento do magma até temperaturas _______.

Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da setença.
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Oceanografia Física Marés — Teoria da Maré Estática

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Dentre as hipóteses fundamentais da maré estática, considera-se que:
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Resolução comentada

Uma hipótese da maré estática é que o sistema está em repouso antes da força perturbadora.

A teoria da maré estática (de equilíbrio) supõe uma Terra esférica, rígida, coberta por uma camada de água uniforme e sem continentes, inicialmente em repouso e sem forças de inércia ou atrito. A força geradora de maré é então a perturbação, e a água assume instantaneamente a forma de equilíbrio. A alternativa E enuncia essa hipótese.

Análise das alternativas

A) A Terra tem massa homogênea, não heterogênea. B) Desprezam-se as forças de inércia. C) A camada de água é ideal, não viscosa. D) Não há continentes na teoria.

Referência: Teoria da maré de equilíbrio (maré estática).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Ondas de Gravidade Superficiais

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, em relação às ondas de gravidade superficiais, assinalando a seguir a opção correta.

( ) Dois modelos físico-matemáticos de geração de ondas pelo vento são o de Ressonância e o de Cisalhamento do Fluxo.
( ) Em um marulho, as partículas individuais se movimentam com velocidade semelhante à da velocidade de fase da onda.
( ) A velocidade do vento, a sua duração, e a fase da Lua são os fatores que determinam a geração e o desenvolvimento das ondas no mar.
( ) Um trem de ondas em águas rasas, aproximando-se da costa, ao passar por um alto-fundo, tende a ter sua energia menos concentrada sobre o alto fundo.
( ) O atrito com o fundo é um fator essencial para que ocorra a arrebentação de ondas nas praias.
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Resolução comentada

Apenas a primeira afirmativa é verdadeira: V F F F F.

Os modelos de geração de ondas pelo vento são o de ressonância (Phillips) e o de cisalhamento do fluxo (Miles), então a 1ª é verdadeira. No marulho as partículas descrevem órbitas e não se deslocam na velocidade de fase da onda. A Lua não determina a geração (contam velocidade, duração e pista). Sobre um alto-fundo a energia se concentra por refração. A arrebentação ocorre pela diminuição da profundidade (empinamento), e o atrito com o fundo não é essencial.

Análise das alternativas

B, C, D e E marcam como verdadeiras afirmativas que são falsas (a 2ª, 4ª e 5ª). D também marca como verdadeira a 3ª, que é falsa pela fase da Lua.

Referência: Ondas de gravidade: geração pelo vento (Phillips, Miles), refração e arrebentação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Propriedades Físicas da Água do Mar

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Com relação às propriedades físicas da água do mar, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A equação de estado relaciona densidade com salinidade, temperatura e pressão.

A equação de estado da água do mar fornece a densidade em função de S, T e p, e a alternativa E afirma isso corretamente.

Análise das alternativas

A) O sigma-t considera salinidade e temperatura in situ, com pressão atmosférica (p = 0). B) A água do mar salgada tem máximo de densidade no ponto de congelamento, e os 4 °C valem para a água doce. C) Diminuir a salinidade reduz o sigma-t, e aumentar a pressão reduz o volume específico. D) A densidade potencial usa a temperatura potencial, com a pressão de referência, e não a temperatura in situ.

Referência: Equação de estado da água do mar (UNESCO/TEOS-10).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Marés — Classificação e Componentes de Águas Rasas

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Observe a figura abaixo:

Gráfico 'Registro de Nível do Mar - Estaleiro Base Naval': nível do mar em cm (eixo vertical de 150 a 400) entre 21/9/2015 00:00 e 28/9/2015 00:00 (eixo horizontal 'Datas'), com oscilações cuja amplitude cresce ao longo do período; no início há um trecho destacado com a anotação 'Preamares duplas'.

Na figura é apresentado o nível do mar no período entre quadratura e sizígia. Assinale a opção que caracteriza corretamente a maré do local e justifica a presença das preamares duplas.
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Oceanografia Física Marés — Análise Espectral

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Abaixo estão dois espectros de Fourier, sendo que no eixo vertical estão representadas as amplitudes, e no eixo horizontal, as frequências em ciclos por dia (cpd). Os valores nos eixos estão regularmente distribuídos.

Gráfico 'Espectro da mare - cavim': amplitude [Rn] no eixo vertical (0 a 40) versus frequência [cpd] no eixo horizontal (0 a 12), com picos próximos de 0, 1, 2 e 4 cpd, sendo o maior próximo de 2 cpd.

Gráfico 'Espectro da mare - EBN': amplitude [Rn] no eixo vertical (0 a 40) versus frequência [cpd] no eixo horizontal (0 a 12), com picos próximos de 0, 1, 2 e 4 cpd, sendo o maior próximo de 2 cpd.

Sabendo que as duas estações Cavim e EBN estão na mesma baía, assinale a opção correta.
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Oceanografia Física Temperatura Potencial e Aquecimento Adiabático

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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A grandes profundidades (aproximadamente 3 a 4 mil metros) nas bacias oceânicas, os perfis de CTD apresentam um aumento gradativo da temperatura in situ com a profundidade. Tal situação:
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Resolução comentada

O aumento da temperatura in situ no fundo vem do aquecimento adiabático por compressão.

Com o aumento da pressão, a água é comprimida adiabaticamente e a temperatura in situ sobe, embora a temperatura potencial continue estável ou decrescente. É por isso que se usa a temperatura potencial para comparar massas de água.

Análise das alternativas

A) Fontes termais são locais e não explicam o fenômeno nas bacias. B) A estratificação é estável, não há instabilidade. C) Os sensores são calibrados para pressão, não é erro instrumental. E) O atrito com a água não aquece o sensor de forma significativa.

Referência: Temperatura potencial e gradiente adiabático.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Acústica Submarina — Velocidade do Som

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Com relação à velocidade de propagação de ondas sonoras na água do mar, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

c = √(1/(κρ)): a velocidade do som varia inversamente com a compressibilidade e com a densidade.

A velocidade do som é c = √(K/ρ), com K o módulo de compressibilidade volumétrica (K = 1/κ). Logo c cai quando a compressibilidade κ aumenta e quando a densidade ρ aumenta, e a alternativa E descreve isso.

Análise das alternativas

A e B dizem que uma das grandezas não influi, o que é falso. C diz que c varia diretamente com a densidade. D diz que c varia diretamente com a compressibilidade. Ambas contrariam a fórmula.

Referência: Acústica: c = √(1/(κρ)).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Acústica Submarina — Impedância Acústica

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Se a razão entre as impedâncias da água de um rio e da água do mar com salinidade 35, a 15ºC, é 0,961, então qual é, aproximadamente, a razão entre as velocidade do som no rio e na água do mar, na mesma temperatura e salinidade?

Dados: densidade da água do mar: 1,026 x 10⁻³ Kg.m⁻³
densidade da água do rio: 0,993 x 10⁻³ Kg.m⁻³
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Resolução comentada

Impedância Z = ρc; logo c_rio/c_mar = (Z_rio/Z_mar)·(ρ_mar/ρ_rio).

Como Z = ρc, a razão das velocidades é c_r/c_m = 0,961 × (1,026/0,993) = 0,961 × 1,0332 ≈ 0,993. O valor aproximado é 0,99.

Análise das alternativas

A (0,93), B (0,94), C (0,96) e D (0,98) não resultam da conta. C (0,96) e A/B ignoram a razão das densidades, e D arredonda mal o resultado de 0,993.

Referência: Impedância acústica Z = ρc.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Acústica Submarina — Velocidade do Som

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Velocidades do som máximas no oceano podem estar associadas a águas:
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Resolução comentada

A velocidade do som aumenta com temperatura, salinidade e pressão, então é máxima em águas quentes superficiais e em altas pressões no fundo.

A velocidade do som cresce com a temperatura, a salinidade e a pressão (profundidade). Os máximos ocorrem na superfície quente, onde a temperatura domina, e nas camadas profundas, onde a pressão domina. Entre os dois fica o mínimo (canal SOFAR).

Análise das alternativas

B, C e D incluem águas frias de termoclina, que correspondem ao mínimo ou a baixas velocidades. E inclui águas frias de fundo, em que a pressão eleva a velocidade mas o frio a reduz, e o item não menciona a pressão.

Referência: Acústica submarina: perfil de velocidade do som e canal SOFAR.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Massas de Água — Água Central do Atlântico Sul

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Questão anulada

De acordo com Tomczak (1994), a Água Central do Atlântico Sul (ACAS) é formada em qual(is) Zona(s) de Convergência Tropical:
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Oceanografia Física Marés — Onda Progressiva e Onda Estacionária

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Observe a figura abaixo sobre as séries temporais da variação do nível do mar em centímetros (linha tracejada) e da corrente longitudinal (U) superficial em cm/s (linha contínua) na Baía de Sepetiba (RJ), nas proximidades da Ilha de Itacuruçá ao longo de um dia. Pode-se afirmar que a maré nessa região propaga-se como uma onda:

Gráfico de séries temporais ao longo de um dia: linha contínua da componente U superficial (cm/s) e linha tracejada do nível do mar (cm); eixo vertical de -80 a 120 e marcações horárias 1, 6, 11, 16 e 21. Os rótulos da legenda e dos eixos estão em fonte muito pequena na digitalização.
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Oceanografia Física Correntes Geostróficas — Componentes Barotrópica e Baroclínica

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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A corrente geostrófica em qualquer profundidade pode ser vista como uma combinação de componentes barotrópicas e baroclínicas. Sendo assim, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Em condições baroclínicas há cisalhamento vertical da corrente geostrófica.

Quando as isopicnais cruzam as isóbaras (baroclinia), o gradiente horizontal de pressão varia com a profundidade, o que produz cisalhamento vertical (vento térmico). Por isso C está correta.

Análise das alternativas

A) Na condição barotrópica a corrente não varia com a profundidade. B) A componente baroclínica ocorre quando isóbaras e isopicnais se cruzam, e não quando são paralelas. D) A componente barotrópica corresponde a isóbaras paralelas às isopicnais. E) A componente baroclínica depende da profundidade e das variações laterais de densidade.

Referência: Correntes geostróficas: relação do vento térmico.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Teoria de Ekman — Transporte de Ekman

Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) 2019

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Com relação à teoria de Ekman para correntes produzidas pelo vento, é correto afirmar que o transporte de Ekman:
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Resolução comentada

Perto da costa, o transporte de Ekman pode ter o mesmo sentido do vento.

Em geral o transporte de Ekman é 90° à direita (HN) ou à esquerda (HS) do vento. Próximo à costa, porém, a fronteira impõe a condição de transporte nulo perpendicular a ela, e o vento paralelo à costa pode gerar um transporte com componente no sentido do vento. A alternativa B afirma apenas que isso pode ocorrer.

Análise das alternativas

A) Os sentidos de superfície e de fundo não são os mesmos nos dois hemisférios, pois o desvio depende do hemisfério. C) Transporte divergente causa ressurgência, não afundamento (a convergência causa o afundamento). D) A espessura da camada de Ekman depende da latitude, via parâmetro de Coriolis. E) O módulo do transporte, τ/(ρf), varia inversamente com o parâmetro de Coriolis.

Referência: Teoria de Ekman (Pond & Pickard; Stewart).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Modelagem Numérica

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Com relação à modelagem numérica é INCORRETO afirmar que:
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Resolução comentada

Incluir as equações do movimento, da continuidade e de difusão é uma vantagem dos modelos numéricos, não uma desvantagem.

Os modelos numéricos resolvem as equações completas, sem as simplificações dos modelos analíticos. Isso permite geometria e forçantes realistas, o que é uma vantagem. Por isso a afirmativa C é incorreta.

Análise das alternativas

A é correta, pois diferenças finitas são muito usadas. B é correta: uma grade (x,y) serve quando se assume não haver variação vertical (modelos integrados na vertical). D é correta, porque no esquema explícito os novos valores vêm dos instantes anteriores. E é correta, pois no método implícito os novos valores dependem dos gradientes espaciais calculados no próprio novo passo de tempo.

Referência: Modelagem numérica em oceanografia: diferenças finitas, esquemas explícitos e implícitos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Amostragem — Frequência de Nyquist

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Suponha que estamos planejando medições de um determinado parâmetro oceanográfico, qual é a frequência máxima de variação desse parâmetro, em ciclos por hora, que é possível resolver, caso façamos uma medição a cada 10 horas ?
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Resolução comentada

A frequência de Nyquist é 1/(2Δt).

Com Δt = 10 h, a frequência de amostragem é 0,1 ciclo/h. A frequência de Nyquist é metade dela: f_N = 1/(2·10) = 0,05 ciclo/h. Frequências acima disso sofrem aliasing.

Análise das alternativas

B (0,1) é a própria frequência de amostragem, sem dividir por 2. C, D e E não decorrem de 1/(2Δt).

Referência: Análise de séries temporais: teorema da amostragem e frequência de Nyquist.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Física Massas de Água — Diagrama T-S e Triângulos de Mistura

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Em um diagrama T-S espalhado de verão, de uma região do Oceano Atlântico entre 20ºS e 30ºS, contendo pares (S,T) de estações costeiras e oceânicas até 4000 m de profundidade, quantos triângulos de mistura devem ser obtidos para estudar os processos de mistura e identificar as massas de água presentes na plataforma continental e na região oceânica?
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Resolução comentada

Para o Atlântico Sul entre 20°S e 30°S até 4000 m, usam-se três triângulos de mistura.

O gabarito indica 3 triângulos. A estrutura vertical da região (Água Tropical, ACAS, Água Intermediária Antártica, e abaixo as águas profundas) exige mais de um triângulo, encadeando as massas de água adjacentes entre si. Três triângulos cobrem a plataforma e a região oceânica até 4000 m.

Análise das alternativas

Um ou dois triângulos não cobrem a sequência de massas de água até 4000 m. Quatro ou cinco seriam excessivos para este estudo, já que cada triângulo envolve três tipos de água.

Referência: Diagrama T-S espalhado e triângulos de mistura (Mamayev; Miranda).

Resolução comentada do VaiConcursos.