← Voltar para a lista de provas Telecomunicações Brasileiras S.A. (TELEBRAS) · Especialista em Gestão de Telecomunicações – Analista Superior – Subatividade: Finanças 70 questões nesta prova · página 1 de 4 · 70 com gabarito Gabarito disponível Positivo explica; normativo prescreve com juízos de valor. A abordagem positiva descreve e explica o que é, sem juízos de valor. A normativa avalia o que deveria ser, usando critérios de bem-estar. O item os distingue corretamente. Errado: inverteria ou confundiria as abordagens. Referência: Economia do setor público: análise positiva e normativa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O perímetro do setor público varia e afeta comparações internacionais. O setor público pode ser definido por critérios institucionais, funcionais ou econômicos. Por exemplo, incluir ou não estatais, bancos públicos ou fundos de pensão muda os indicadores. Por isso as comparações internacionais exigem atenção ao perímetro estatístico. Errado: negaria que a definição de setor público varie conforme o critério. Referência: Estatísticas fiscais: governo geral, setor público não financeiro e metodologias (FMI/GFSM). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Cumprir metas fiscais não basta para garantir a sustentabilidade. A sustentabilidade intertemporal depende da trajetória da dívida em relação ao PIB. Esta depende dos juros, do crescimento e do resultado primário. Podem ser cumpridas as metas anuais e, ainda assim, haver dívida em trajetória explosiva se os juros superarem o crescimento. Por isso o termo 'suficiente, independentemente' torna o item errado. Certo está errado porque ignora a dinâmica da dívida, do crescimento e do custo de financiamento. Referência: Sustentabilidade fiscal e dinâmica da dívida pública. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A visão moderna incorpora distribuição e estabilização, com trade-offs. Desde Musgrave, as funções do Estado são alocativa, distributiva e estabilizadora. Isso afasta a ideia de neutralidade estatal. Perseguir equidade e estabilização pode gerar perdas de eficiência alocativa, o trade-off citado. Errado: sustentaria a neutralidade do Estado, o que contraria a visão moderna. Referência: Musgrave: funções alocativa, distributiva e estabilizadora do Estado. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível No ITR a progressividade (e não a regressividade) se baseia no grau de utilização da terra. O ITR tem alíquotas progressivas e que desestimulam propriedades improdutivas, conforme o tamanho da área e o grau de utilização (Lei 9.393/96). Não há regressividade baseada no grau de utilização. A CF prevê o ITR progressivo com finalidade extrafiscal. Certo está errado porque o ITR é progressivo, e não regressivo, em função do grau de utilização. Referência: CF/88, art. 153, §4º, I; Lei 9.393/1996. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A progressividade decorre da equidade e não viola a neutralidade. A neutralidade é um critério de eficiência, mas não é o único objetivo do sistema tributário. A progressividade busca a equidade vertical (capacidade de pagamento) e a função distributiva. Trata-se de um trade-off aceito, e não de uma 'violação' que a torne inadmissível. Certo está errado porque trata a progressividade como violação, quando ela é uma escolha legítima de equidade, embora com custos de eficiência. Referência: Princípios da tributação: equidade, capacidade contributiva e neutralidade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A regressividade exige comparar a carga com a renda ou o gasto. A regressividade é medida pela relação entre o tributo pago e a renda (ou o gasto) de cada faixa. Um tributo indireto só é regressivo se pesar proporcionalmente mais sobre quem tem menor renda. Isso depende da estrutura de consumo, como alíquotas seletivas e cesta básica, e não apenas de ser indireto. Errado: sustentaria que a natureza indireta bastaria para concluir pela regressividade. Referência: Teoria da tributação: incidência e equidade vertical. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A progressividade não se restringe a tributos pessoais. Embora a CF fale em caráter pessoal e graduação segundo a capacidade econômica, a progressividade também é admitida em tributos reais. Exemplos são o IPTU, o ITR e o ITCMD, com alíquotas progressivas. Logo, a vedação aos tributos reais não existe. Certo está errado porque há progressividade constitucionalmente admitida em impostos reais. Referência: CF/88, art. 145, §1º; arts. 153, §4º, I, e 156, §1º. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Tributos indiretos, e não os diretos, tendem a ser regressivos. Os tributos indiretos sobre consumo pesam proporcionalmente mais sobre as rendas menores, porque estas consomem maior parcela da renda. Os tributos diretos, como o imposto de renda, tendem a ser proporcionais ou progressivos. O item inverteu os conceitos. Certo está errado porque atribui aos tributos diretos a regressividade típica dos indiretos. Referência: Teoria da tributação: tributos diretos e indiretos, progressividade e regressividade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A CF admite a progressividade extrafiscal do IPTU. A Constituição prevê a progressividade do IPTU no tempo, para fazer cumprir a função social da propriedade (art. 182, §4º, II), de caráter extrafiscal. Também admite a progressividade fiscal em razão do valor do imóvel e alíquotas diferenciadas por localização e uso (art. 156, §1º). Logo, afirmar que ela não é admitida está errado. Certo está errado porque a CF expressamente admite a progressividade extrafiscal do IPTU. Referência: CF/88, arts. 156, §1º, e 182, §4º, II. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A descentralização é justificada pela eficiência alocativa, com possível desigualdade regional. No modelo clássico (Tiebout, Oates), a descentralização aproxima a oferta de bens públicos locais das preferências locais, ganhando eficiência alocativa. Em contrapartida, as diferenças de capacidade fiscal entre regiões podem aumentar a desigualdade. O item descreve corretamente esse trade-off. Errado: negaria o fundamento de eficiência da descentralização ou o risco de desigualdade regional. Referência: Teoria clássica do federalismo fiscal (Oates, Tiebout, Musgrave). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Resgates esperados geram risco moral (soft budget constraint). Se os entes subnacionais esperam que o governo central cubra seus déficits, têm incentivo a gastar e se endividar além do sustentável. Isso é o risco moral da restrição orçamentária branda. É por isso que existem regras fiscais e vedações a socorros. Errado: negaria o incentivo perverso criado pela expectativa de socorro. Referência: Federalismo fiscal; restrição orçamentária branda (soft budget constraint). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Transferências verticais não eliminam a repartição horizontal entre entes subnacionais. Transferências da União para estados e municípios corrigem desequilíbrio vertical. A repartição entre entes do mesmo nível (equalização horizontal, fundos de participação) trata das desigualdades regionais e continua necessária. Portanto, uma não elimina a outra. Certo está errado porque confunde o desequilíbrio vertical com o horizontal. Referência: Federalismo fiscal: desequilíbrios vertical e horizontal e transferências intergovernamentais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Estabilizadores automáticos pioram o resultado observado, não o estrutural. Na recessão, a arrecadação cai e gastos como o seguro-desemprego sobem automaticamente. Isso piora o resultado observado, mas é um componente cíclico. O resultado estrutural, ajustado ao ciclo, não muda por esse motivo. Errado: negaria a distinção entre resultado cíclico e estrutural, tratando a piora cíclica como deterioração estrutural. Referência: Teoria de finanças públicas: política fiscal, estabilizadores automáticos e resultado estrutural. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na inflação alta, o déficit nominal superestima a deterioração fiscal real. Os juros nominais embutem a correção monetária do principal, que é amortização real do estoque e não custo real. Por isso o déficit nominal exagera o desequilíbrio. O conceito operacional, que exclui a correção monetária, é mais adequado nesse ambiente. Errado: afirmar que o déficit nominal subestima ou é neutro à inflação, o que ignora a parcela inflacionária dos juros. Referência: Conceitos de resultado nominal e operacional; correção monetária da dívida. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Déficit econômico difere de insuficiência de caixa. O déficit público, em sentido econômico, compara despesas e receitas (ou o fluxo que eleva o endividamento). Já a insuficiência de caixa é um problema de liquidez. Por isso o déficit pode ocorrer mesmo com arrecadação nominal elevada, se as despesas crescerem mais, e pode haver caixa com déficit (financiado por dívida). Errado: confundir déficit econômico com falta de caixa, ou supor que alta arrecadação nominal impede déficit. Referência: Conceitos de déficit público (resultado primário, nominal, necessidades de financiamento). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Superávit primário não garante queda da dívida se os juros superam o crescimento e o superávit. Pela dinâmica da dívida, a relação dívida/PIB sobe quando os juros nominais incidentes sobre o estoque superam o crescimento nominal do PIB (efeito 'bola de neve') somado ao esforço primário. Assim, mesmo com superávit primário, os juros podem fazer a dívida bruta crescer. O item descreve isso de forma simplificada, e o gabarito o considera correto. Errado: negaria a possibilidade de o resultado nominal ser deficitário (juros acima do superávit primário) e a dívida aumentar mesmo com superávit primário. Referência: Dinâmica da dívida pública (restrição orçamentária intertemporal); conceitos de resultado primário e nominal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A emissão monetária para financiar déficit tende a gerar inflação, mesmo com BC independente. Financiar déficit com emissão de moeda aumenta a base monetária e tende a pressionar a inflação (senhoriagem e imposto inflacionário). Por isso bancos centrais independentes costumam ter vedação ou restrição ao financiamento monetário do Tesouro. A independência não torna a emissão neutra. A) Errada: supõe neutralidade inflacionária. B) Correta: nega essa neutralidade. Referência: Teoria monetária e finanças públicas; LRF, art. 34 Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O FMI usa a dívida do governo geral como indicador de sustentabilidade fiscal. O FMI e as estatísticas de finanças públicas adotam o conceito de governo geral, que consolida os entes federados e exclui as estatais. Assim, a dívida do governo geral serve para avaliar a sustentabilidade fiscal e permite comparar países. O item está correto. A) Correta: o FMI usa esse conceito. B) Errada: nega essa prática. Referência: FMI, Government Finance Statistics Manual Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O padrão internacional não recomenda usar exclusivamente a dívida líquida. Para comparações internacionais, as metodologias do FMI usam a dívida bruta do governo geral como principal referência, por ser mais comparável entre países. A dívida líquida é complementar, pois depende da definição de ativos e fica menos padronizada. Portanto, é incorreto recomendar o uso exclusivo da dívida líquida. A) Errada: atribui ao padrão internacional uma recomendação inexistente. B) Correta: a dívida bruta é a referência mais usada. Referência: FMI, Government Finance Statistics Manual Resolução comentada do VaiConcursos.TELEBRAS 2025 — Especialista em Gestão de Telecomunicações — Cargo 7: Analista Superior — Subatividade: Finanças — Conhecimentos Específicos
A abordagem positiva de finanças públicas busca explicar decisões e resultados sem prescrever o que deve ser feito; já a abordagem normativa incorpora juízos de valor e critérios de bem-estar para avaliar políticas.Resolução comentada
Análise das alternativas
A delimitação do que se entende por setor público para fins de análise da situação fiscal pode variar conforme o critério, seja ele institucional, funcional ou econômico, razão pela qual comparações internacionais de indicadores fiscais exigem atenção ao perímetro estatístico utilizado.Resolução comentada
Análise das alternativas
O cumprimento das metas fiscais, como as metas de resultado primário, resultado nominal e limites de despesa, é suficiente para assegurar a sustentabilidade fiscal intertemporal, independentemente do comportamento da dívida, do crescimento econômico e do custo de financiamento.Resolução comentada
Análise das alternativas
A definição moderna de finanças públicas afasta-se da ideia de neutralidade do Estado, sendo incorporados objetivos distributivos e de estabilização macroeconômica, ainda que isso implique trade-offs com a eficiência alocativa.Resolução comentada
Análise das alternativas
A regressividade do imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR) tem como base o grau de utilização da terra.Resolução comentada
Análise das alternativas
A progressividade tributária implica violação ao princípio da neutralidade econômica, segundo o qual o sistema tributário deve interferir o mínimo possível nas decisões econômicas dos agentes.Resolução comentada
Análise das alternativas
A aferição da regressividade de tributos indiretos sobre o consumo exige a comparação da carga tributária relativa à renda ou ao gasto, e não apenas a compreensão da natureza indireta do tributo.Resolução comentada
Análise das alternativas
A progressividade tributária somente é compatível com tributos pessoais ou subjetivos, sendo vedada sua aplicação aos tributos reais ou objetivos.Resolução comentada
Análise das alternativas
Tributos diretos tendem a ser regressivos por incidirem de forma proporcionalmente maior sobre rendas menores.Resolução comentada
Análise das alternativas
A progressividade extrafiscal do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) não é admitida no ordenamento constitucional brasileiro.Resolução comentada
Análise das alternativas
No modelo clássico de federalismo fiscal, a descentralização de competências tributárias é justificada, sobretudo, pela maior eficiência alocativa na provisão de bens públicos locais, ainda que possa ampliar desigualdades regionais.Resolução comentada
Análise das alternativas
Em contextos de federalismo fiscal, déficits subnacionais recorrentes podem gerar risco moral, especialmente quando há expectativa de resgate pelo governo central.Resolução comentada
Análise das alternativas
A existência de transferências intergovernamentais verticais elimina a necessidade de repartição fiscal entre entes subnacionais.Resolução comentada
Análise das alternativas
Se o déficit público aumenta durante uma recessão exclusivamente por ação dos estabilizadores automáticos, isso não implica, por si só, deterioração do resultado estrutural, embora implique piora do resultado observado.Resolução comentada
Análise das alternativas
Em ambiente de inflação elevada, o déficit nominal tende a superestimar a deterioração fiscal relevante para a solvência intertemporal, pois incorpora juros nominais que incluem a recomposição inflacionária do principal.Resolução comentada
Análise das alternativas
O déficit público, sob a ótica econômica, não se confunde com insuficiência de caixa, sendo possível sua ocorrência mesmo em contextos de elevada arrecadação nominal.Resolução comentada
Análise das alternativas
Um governo pode registrar superávit primário e, ainda assim, apresentar aumento da dívida bruta no período, caso a taxa nominal média de juros implícita supere a soma do crescimento nominal do PIB e do superávit primário proporcional ao PIB.Resolução comentada
Análise das alternativas
O financiamento do déficit público por emissão monetária tende a ser neutro em termos inflacionários quando realizado por bancos centrais independentes.Resolução comentada
Análise das alternativas
O Fundo Monetário Internacional utiliza o conceito de dívida do governo geral como indicador de sustentabilidade fiscal.Resolução comentada
Análise das alternativas
De acordo com o padrão internacional, recomenda-se a utilização exclusiva da dívida líquida para fins de comparação da situação fiscal de diferentes países.Resolução comentada
Análise das alternativas
As finanças públicas podem ser compreendidas como o campo de estudo que analisa a atuação do Estado na obtenção e na aplicação de recursos. A respeito das finanças públicas, julgue os itens a seguir.
As finanças públicas podem ser compreendidas como o campo de estudo que analisa a atuação do Estado na obtenção e na aplicação de recursos. A respeito das finanças públicas, julgue os itens a seguir.
As finanças públicas podem ser compreendidas como o campo de estudo que analisa a atuação do Estado na obtenção e na aplicação de recursos. A respeito das finanças públicas, julgue os itens a seguir.
As finanças públicas podem ser compreendidas como o campo de estudo que analisa a atuação do Estado na obtenção e na aplicação de recursos. A respeito das finanças públicas, julgue os itens a seguir.
À luz dos princípios da tributação e da teoria das finanças públicas, julgue os itens que se seguem.
À luz dos princípios da tributação e da teoria das finanças públicas, julgue os itens que se seguem.
À luz dos princípios da tributação e da teoria das finanças públicas, julgue os itens que se seguem.
À luz dos princípios da tributação e da teoria das finanças públicas, julgue os itens que se seguem.
À luz dos princípios da tributação e da teoria das finanças públicas, julgue os itens que se seguem.
À luz dos princípios da tributação e da teoria das finanças públicas, julgue os itens que se seguem.
Considerando a importância do federalismo fiscal e das questões relacionadas à coordenação dos entes federativos, julgue os itens a seguir.
Considerando a importância do federalismo fiscal e das questões relacionadas à coordenação dos entes federativos, julgue os itens a seguir.
Considerando a importância do federalismo fiscal e das questões relacionadas à coordenação dos entes federativos, julgue os itens a seguir.
No que concerne ao déficit público e aos indicadores financeiros, julgue os próximos itens.
No que concerne ao déficit público e aos indicadores financeiros, julgue os próximos itens.
No que concerne ao déficit público e aos indicadores financeiros, julgue os próximos itens.
No que concerne ao déficit público e aos indicadores financeiros, julgue os próximos itens.
No que concerne ao déficit público e aos indicadores financeiros, julgue os próximos itens.
No que concerne ao déficit público e aos indicadores financeiros, julgue os próximos itens.
No que concerne ao déficit público e aos indicadores financeiros, julgue os próximos itens.