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Marinha do Brasil — CPAEAM 2020 — Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros — Prova Amarela (Português, Inglês, Matemática e Ciências)

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (CPAEAM)

Diretoria de Ensino da Marinha2020

50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 48 com gabarito

Língua Portuguesa Modos e Tempos Verbais

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (CPAEAM) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

Enunciado: Na seguinte passagem do texto: “Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar.” (4º§), a forma verbal destacada exprime: — com a palavra “haja” sublinhada.
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Língua Portuguesa Pontuação — Uso da Vírgula

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (CPAEAM) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

Leia as afirmações abaixo sobre a pontuação no texto.

I- A vírgula em “Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos” [...] (1º§) é usada para separar termos de mesma função sintática.
II- A vírgula em “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...” (4º§) é usada para separar um vocativo.
III- A vírgula em “O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto” (7º§) é usada para separar orações coordenadas assindéticas.

Está correto o que se afirma em:
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Resolução comentada

Vírgulas: enumeração (I) e vocativo (II) corretas; III erra ao falar em orações coordenadas.

Em I, a vírgula separa os núcleos "tabelas, números complexos e logaritmos", que têm a mesma função sintática (enumeração). Em II, "meu chapa" é um vocativo, isolado por vírgulas. Em III, as vírgulas isolam o advérbio "principalmente", intercalado na oração. Não há orações coordenadas assindéticas ali.

Análise das alternativas

A) Omite o item II, que também está correto. C) e E) incluem o item III, que é falso. D) inclui o III e exclui o I, que é verdadeiro.

Referência: Gramática normativa: emprego da vírgula (enumeração, vocativo, termos intercalados).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (CPAEAM) · Caderno Amarela

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Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

Em: “O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina”. (4º§), infere-se que:
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Resolução comentada

Inferência sobre figuras de linguagem no 4º parágrafo.

No trecho, hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina tornam o quadro insustentável porque quem não sabe interpretar não as entende. Infere-se que quem tem dificuldade de interpretação tem dificuldade com figuras de linguagem.

Análise das alternativas

A) Liga amar a conhecer figuras, sem apoio no texto. B) Diz que as figuras são incompreensíveis, o que é exagero. C) Culpa as figuras pela dificuldade, invertendo a relação. E) Chama as figuras de pretextos para amar menos, o que o texto não diz.

Referência: Interpretação de texto: inferência e figuras de linguagem.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (CPAEAM) · Caderno Amarela

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Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

De acordo com o modo como a autora desenvolve o tema, pode-se dizer que:
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Resolução comentada

Modo como a autora desenvolve o tema.

A autora trata da incapacidade de compreender o que o outro diz, o que gera intolerância e conflito. Isso reflete uma deficiência no processo de reflexão que impede de compreender e aceitar o dito pelo outro.

Análise das alternativas

A) Ela não elogia a tecnologia. B) Não há crítica específica ao uso excessivo das mídias. C) 'Viralização' e ódio não são o foco do texto. D) A tese não é 'falta de tato', mas falta de compreensão.

Referência: Interpretação de texto: tema e desenvolvimento.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão e Coerência Textual

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (CPAEAM) · Caderno Amarela

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Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

Assinale a opção que CONTRARIA a coerência textual.
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Resolução comentada

Alternativa que contraria a coerência textual.

Em B, 'não ceder' (ser intransigente) é apresentado como recurso eficaz para a humanidade se tornar mais generosa. Isso contradiz a lógica do texto, que defende a compreensão e a tolerância.

Análise das alternativas

A, C, D e E dialogam com as ideias do texto (respeito, intolerância, tecnologia, dificuldade de interpretação) e são coerentes com ele.

Referência: Coerência textual.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Ortografia — Palavras Homônimas e Parônimas

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da sentença a seguir.

Segundo a autora, ____ vários ingredientes que tornaram o quadro insustentável, ____essa situação se resolveria se ______ fortes estudos e _______ interpretação de texto.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Há/a, mas/mais/más e verbo haver.

1ª lacuna: 'há' (verbo haver, existir). 2ª: 'mas' (conjunção adversativa). 3ª: 'houvesse' (haver no sentido de existir é impessoal e fica no singular). 4ª: 'mais' (advérbio de intensidade, oposto de 'menos'). Resultado: há / mas / houvesse / mais.

Análise das alternativas

B) 'a' e 'houvessem' estão errados. C) 'más' (adjetivo, plural de má) e 'mas' não cabem. D) 'a' e 'más' não cabem. E) 'houvessem' é errado, pois haver impessoal não vai ao plural.

Referência: Homônimos e parônimos; verbo haver impessoal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

Com o período final do texto, infere-se que:
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Resolução comentada

Inferência do último período do texto.

'Falarem a mesma língua' não é falar o mesmo idioma, mas se entender, compreender-se. Assim o período final infere que, se falante e ouvinte se compreenderem, o mundo pode melhorar.

Análise das alternativas

A) e B) generalizam de forma absoluta, sem apoio no texto. C) Compara o amor de quem fala a mesma língua ao de um estrangeiro, o que o texto não faz. D) 'Condição única' é exagero, pois o texto diz 'quem sabe... possa'. A correta é a E.

Referência: Interpretação de texto: inferência.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Acentuação Gráfica

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

Assinale a opção em que todos os vocábulos seguem, respectivamente, as mesmas regras de acentuação das seguintes palavras do texto: fenômeno, lá, além e insustentável.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Regras de acentuação das palavras do texto.

Fenômeno é proparoxítona, lá é oxítona terminada em 'a', além é oxítona terminada em 'em' e insustentável é paroxítona terminada em 'l'. Em C: mágica (proparoxítona), há (monossílabo tônico terminado em 'a'), entenderá (oxítona em 'a') e língua (paroxítona terminada em ditongo crescente).

Análise das alternativas

A) 'Próprios' é paroxítona terminada em ditongo, e 'já' não segue a mesma regra de 'além'. B) 'Vêm' e 'prêmio' não coincidem com a ordem pedida. D) 'Têm' é caso de plural diferencial e 'único' é paroxítona terminada em 'o' por ditongo. E) 'Também' é oxítona em 'em', mas 'está' e 'frenéticos' não seguem a correspondência pedida.

Referência: Regras de acentuação gráfica (proparoxítonas, oxítonas, paroxítonas).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

No primeiro parágrafo do texto é correto afirmar que, a autora:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Ideia do primeiro parágrafo do texto.

No 1º parágrafo a autora afirma que parte do desamor no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto, que torna as pessoas 'mais intolerantes, emburrecidas e loucas'. Isso corresponde à alternativa D.

Análise das alternativas

A) As mídias sociais só são tratadas depois, no 2º e 3º parágrafos. B) e C) Os dados sobre analfabetos funcionais aparecem no 5º parágrafo. E) 'Analistas de funções e tabelas' é só uma ressalva irônica, sem afirmar que não interpretam textos.

Referência: Interpretação de texto: compreensão de parágrafo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Referencial

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

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Em que opção o elemento coesivo destacado está corretamente relacionado a seu referente no texto?
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Língua Portuguesa Conjunções e Relações de Sentido

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Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

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Enunciado: Observe o período: “Normalmente, eles eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel”. (2º§) Assinale a opção em que a oração destacada estabelece o mesmo tipo de relação de sentido existente no período apresentado. — com o trecho “mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel” sublinhado.
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Língua Portuguesa Transitividade Verbal

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Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.

Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.

Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)

Enunciado: Em “Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos,” [...] (1º§), o verbo sublinhado é transitivo indireto. Assinale a opção na qual o verbo destacado tem essa mesma predicação. — com a palavra “perdoem” sublinhada.
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Língua Portuguesa Concordância Verbal

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Assinale a opção na qual a concordância verbal está correta.
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Resolução comentada

Concordância verbal conforme o gabarito.

Em D, 'o rico ou o pobre' é sujeito composto ligado por 'ou' de sentido não excludente, pois ambos devem participar. Nesse caso o verbo vai ao plural: 'devem participar'.

Análise das alternativas

A) 'Fazer' indicando tempo é impessoal: 'Faz cinco anos'. B) Com fração seguida de plural a concordância é discutível, mas o gabarito considera a D correta. C) Para indicar horas o verbo concorda com o numeral, e o enunciado não segue o padrão esperado ('É uma e quarenta'). E) Com 'mais de um' repetido o verbo vai ao plural: 'participaram'.

Referência: Concordância verbal: sujeito composto com 'ou', verbos impessoais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Crase

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Assinale a opção na qual o acento indicativo de crase foi utilizado de acordo com a modalidade padrão.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Uso correto da crase.

Em B, 'ir' pede a preposição 'a' e 'Terra do Sol Nascente' (o Japão) é um nome de lugar determinado por um complemento, que admite artigo. Por isso há crase: 'à Terra do Sol Nascente'.

Análise das alternativas

A) 'Bife a cavalo' é, na norma tradicional, locução sem crase, pois o substantivo é masculino. C) Antes de 'quem' não se usa crase: 'a quem interessar possa'. D) Antes de verbo não há crase: 'a dizer'. E) Antes de 'um' não há crase: 'a um marinheiro'.

Referência: Regras de crase: preposição 'a' + artigo 'a'.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Concordância Nominal

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Assinale a opção na qual a concordância nominal está correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Concordância nominal correta.

Em E, 'obrigadas' concorda com 'jogadoras', que são mulheres falantes e estão no plural feminino.

Análise das alternativas

A) Com um só artigo, 'a língua italiana e inglesa' fica incorreto. O certo seria 'a língua italiana e a inglesa'. B) Deveria ser 'o mais gelados possível' ou 'os mais gelados possíveis'. C) 'Meio-dia e meio' está errado, pois 'meia' é invariável com 'e': 'meio-dia e meia'. D) 'Bastante' é pronome adjetivo e deve ir ao plural: 'bastantes líquidos'.

Referência: Concordância nominal (adjetivos, pronomes indefinidos, expressões como 'o mais possível').

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Texto-base: Read the following text to answer questions 16 to 18.

The Baseball game

Dad took his son Chris to a baseball game. The Los Angeles Dodgers were playing the San Francisco Giants. The Dodgers were the home team. The Giants were the visiting team. Dad and Chris walked into Dodger Stadium. Many people were there. Most of them wanted to see the Dodgers win. They wanted to see the Giants lose. Dad and Chris found their seats. They sat down. Chris told his dad he was hungry. His dad bought two bags of peanuts for Chris. He bought two hot dogs for Chris. He bought a big soda for Chris. A foul ball came their way. People dived for the foul ball. They knocked Chris' soda over. His dad bought him another soda.

Adapted from:
<https://www.eslfast.com/supereasy/se/supereasy134.htm>

What did Chris and Dad do?
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Resolução comentada

Compreensão geral: o que Chris e o pai fizeram.

A primeira frase diz que o pai levou o filho Chris a um jogo de beisebol ('Dad took his son Chris to a baseball game'). Os dois foram ao Dodger Stadium.

Análise das alternativas

A) A compra de comida foi no estádio, não em supermercado. B) Não assistiram pela TV. C) Não jogaram futebol. D) O estádio era o Dodger Stadium, não o dos Giants. A correta é a E.

Referência: Interpretação de texto em inglês: ideia central.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Pronomes — Referência Pronominal

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Texto-base: Read the following text to answer questions 16 to 18.

The Baseball game

Dad took his son Chris to a baseball game. The Los Angeles Dodgers were playing the San Francisco Giants. The Dodgers were the home team. The Giants were the visiting team. Dad and Chris walked into Dodger Stadium. Many people were there. Most of them wanted to see the Dodgers win. They wanted to see the Giants lose. Dad and Chris found their seats. They sat down. Chris told his dad he was hungry. His dad bought two bags of peanuts for Chris. He bought two hot dogs for Chris. He bought a big soda for Chris. A foul ball came their way. People dived for the foul ball. They knocked Chris' soda over. His dad bought him another soda.

Adapted from:
<https://www.eslfast.com/supereasy/se/supereasy134.htm>

Read the following sentence.

“They wanted to see the Giants lose.” (line 6)

The pronoun THEY refers to:
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Resolução comentada

Referente do pronome 'They'.

A frase anterior diz 'Most of them wanted to see the Dodgers win', em que 'them' retoma 'Many people'. 'They' na frase seguinte retoma esse mesmo grupo, a torcida.

Análise das alternativas

Chris, Dad e 'Chris and Dad' não estão sendo apontados como quem queria ver o Giants perder. 'The Giants' é o time que perde, não quem deseja. A correta é a D.

Referência: Referência pronominal em inglês.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Texto-base: Read the following text to answer questions 16 to 18.

The Baseball game

Dad took his son Chris to a baseball game. The Los Angeles Dodgers were playing the San Francisco Giants. The Dodgers were the home team. The Giants were the visiting team. Dad and Chris walked into Dodger Stadium. Many people were there. Most of them wanted to see the Dodgers win. They wanted to see the Giants lose. Dad and Chris found their seats. They sat down. Chris told his dad he was hungry. His dad bought two bags of peanuts for Chris. He bought two hot dogs for Chris. He bought a big soda for Chris. A foul ball came their way. People dived for the foul ball. They knocked Chris' soda over. His dad bought him another soda.

Adapted from:
<https://www.eslfast.com/supereasy/se/supereasy134.htm>

How many sodas did Dad buy?
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Resolução comentada

Quantidade de refrigerantes comprados pelo pai.

O pai comprou um refrigerante grande para Chris. Depois que o refrigerante foi derrubado, comprou outro. Ao todo foram 2.

Análise das alternativas

A) 1 ignora a segunda compra ('another soda'). C, D e E não têm respaldo no texto. A correta é a B.

Referência: Interpretação de texto em inglês: informação explícita.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Tempos Verbais — Simple Present

Marinha do Brasil — Diretoria de Ensino da Marinha 2020

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Mark the option that completes the text with the right form of the verbs in parenthesis, respectively.

Betty's doctor told her to exercise more. So she began running. She ____________ (to enjoy) running. She ____________ (to run) almost every day. Betty will run in the marathon next week. A marathon ____________ (to be) 26 miles. She will run for three hours without stopping. She will try to finish it.
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Resolução comentada

Simple Present na 3ª pessoa do singular.

O texto descreve fatos e hábitos no presente. Com 'she', o verbo leva -s: enjoys e runs. 'A marathon is' é o verbo to be no presente.

Análise das alternativas

A) 'rans' não existe e 'was' é passado. B) falta o -s e 'be' está no infinitivo. D) 'enjoyes' e 'runes' são grafias inexistentes. E) usa passado e 'runned' é incorreto. A correta é a C.

Referência: Simple Present: 3ª pessoa do singular (he/she/it) + -s; verb to be.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Vocabulário — Esportes

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Gabarito disponível

What sports can you see in the pictures below?

Conjunto de figuras: três silhuetas de jogadores de beisebol (rebatedor, arremessador e rebatedor girando o taco); quatro jogadores de futebol com bola nos pés; três silhuetas de pessoas correndo.

Source: <https://www.istockphoto.com/>
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