← Voltar para a lista de provas Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (CPAEAM) 50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 48 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Vírgulas: enumeração (I) e vocativo (II) corretas; III erra ao falar em orações coordenadas. Em I, a vírgula separa os núcleos "tabelas, números complexos e logaritmos", que têm a mesma função sintática (enumeração). Em II, "meu chapa" é um vocativo, isolado por vírgulas. Em III, as vírgulas isolam o advérbio "principalmente", intercalado na oração. Não há orações coordenadas assindéticas ali. A) Omite o item II, que também está correto. C) e E) incluem o item III, que é falso. D) inclui o III e exclui o I, que é verdadeiro. Referência: Gramática normativa: emprego da vírgula (enumeração, vocativo, termos intercalados). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Inferência sobre figuras de linguagem no 4º parágrafo. No trecho, hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina tornam o quadro insustentável porque quem não sabe interpretar não as entende. Infere-se que quem tem dificuldade de interpretação tem dificuldade com figuras de linguagem. A) Liga amar a conhecer figuras, sem apoio no texto. B) Diz que as figuras são incompreensíveis, o que é exagero. C) Culpa as figuras pela dificuldade, invertendo a relação. E) Chama as figuras de pretextos para amar menos, o que o texto não diz. Referência: Interpretação de texto: inferência e figuras de linguagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Modo como a autora desenvolve o tema. A autora trata da incapacidade de compreender o que o outro diz, o que gera intolerância e conflito. Isso reflete uma deficiência no processo de reflexão que impede de compreender e aceitar o dito pelo outro. A) Ela não elogia a tecnologia. B) Não há crítica específica ao uso excessivo das mídias. C) 'Viralização' e ódio não são o foco do texto. D) A tese não é 'falta de tato', mas falta de compreensão. Referência: Interpretação de texto: tema e desenvolvimento. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Alternativa que contraria a coerência textual. Em B, 'não ceder' (ser intransigente) é apresentado como recurso eficaz para a humanidade se tornar mais generosa. Isso contradiz a lógica do texto, que defende a compreensão e a tolerância. A, C, D e E dialogam com as ideias do texto (respeito, intolerância, tecnologia, dificuldade de interpretação) e são coerentes com ele. Referência: Coerência textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Há/a, mas/mais/más e verbo haver. 1ª lacuna: 'há' (verbo haver, existir). 2ª: 'mas' (conjunção adversativa). 3ª: 'houvesse' (haver no sentido de existir é impessoal e fica no singular). 4ª: 'mais' (advérbio de intensidade, oposto de 'menos'). Resultado: há / mas / houvesse / mais. B) 'a' e 'houvessem' estão errados. C) 'más' (adjetivo, plural de má) e 'mas' não cabem. D) 'a' e 'más' não cabem. E) 'houvessem' é errado, pois haver impessoal não vai ao plural. Referência: Homônimos e parônimos; verbo haver impessoal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Inferência do último período do texto. 'Falarem a mesma língua' não é falar o mesmo idioma, mas se entender, compreender-se. Assim o período final infere que, se falante e ouvinte se compreenderem, o mundo pode melhorar. A) e B) generalizam de forma absoluta, sem apoio no texto. C) Compara o amor de quem fala a mesma língua ao de um estrangeiro, o que o texto não faz. D) 'Condição única' é exagero, pois o texto diz 'quem sabe... possa'. A correta é a E. Referência: Interpretação de texto: inferência. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Regras de acentuação das palavras do texto. Fenômeno é proparoxítona, lá é oxítona terminada em 'a', além é oxítona terminada em 'em' e insustentável é paroxítona terminada em 'l'. Em C: mágica (proparoxítona), há (monossílabo tônico terminado em 'a'), entenderá (oxítona em 'a') e língua (paroxítona terminada em ditongo crescente). A) 'Próprios' é paroxítona terminada em ditongo, e 'já' não segue a mesma regra de 'além'. B) 'Vêm' e 'prêmio' não coincidem com a ordem pedida. D) 'Têm' é caso de plural diferencial e 'único' é paroxítona terminada em 'o' por ditongo. E) 'Também' é oxítona em 'em', mas 'está' e 'frenéticos' não seguem a correspondência pedida. Referência: Regras de acentuação gráfica (proparoxítonas, oxítonas, paroxítonas). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ideia do primeiro parágrafo do texto. No 1º parágrafo a autora afirma que parte do desamor no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto, que torna as pessoas 'mais intolerantes, emburrecidas e loucas'. Isso corresponde à alternativa D. A) As mídias sociais só são tratadas depois, no 2º e 3º parágrafos. B) e C) Os dados sobre analfabetos funcionais aparecem no 5º parágrafo. E) 'Analistas de funções e tabelas' é só uma ressalva irônica, sem afirmar que não interpretam textos. Referência: Interpretação de texto: compreensão de parágrafo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Concordância verbal conforme o gabarito. Em D, 'o rico ou o pobre' é sujeito composto ligado por 'ou' de sentido não excludente, pois ambos devem participar. Nesse caso o verbo vai ao plural: 'devem participar'. A) 'Fazer' indicando tempo é impessoal: 'Faz cinco anos'. B) Com fração seguida de plural a concordância é discutível, mas o gabarito considera a D correta. C) Para indicar horas o verbo concorda com o numeral, e o enunciado não segue o padrão esperado ('É uma e quarenta'). E) Com 'mais de um' repetido o verbo vai ao plural: 'participaram'. Referência: Concordância verbal: sujeito composto com 'ou', verbos impessoais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Uso correto da crase. Em B, 'ir' pede a preposição 'a' e 'Terra do Sol Nascente' (o Japão) é um nome de lugar determinado por um complemento, que admite artigo. Por isso há crase: 'à Terra do Sol Nascente'. A) 'Bife a cavalo' é, na norma tradicional, locução sem crase, pois o substantivo é masculino. C) Antes de 'quem' não se usa crase: 'a quem interessar possa'. D) Antes de verbo não há crase: 'a dizer'. E) Antes de 'um' não há crase: 'a um marinheiro'. Referência: Regras de crase: preposição 'a' + artigo 'a'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Concordância nominal correta. Em E, 'obrigadas' concorda com 'jogadoras', que são mulheres falantes e estão no plural feminino. A) Com um só artigo, 'a língua italiana e inglesa' fica incorreto. O certo seria 'a língua italiana e a inglesa'. B) Deveria ser 'o mais gelados possível' ou 'os mais gelados possíveis'. C) 'Meio-dia e meio' está errado, pois 'meia' é invariável com 'e': 'meio-dia e meia'. D) 'Bastante' é pronome adjetivo e deve ir ao plural: 'bastantes líquidos'. Referência: Concordância nominal (adjetivos, pronomes indefinidos, expressões como 'o mais possível'). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Compreensão geral: o que Chris e o pai fizeram. A primeira frase diz que o pai levou o filho Chris a um jogo de beisebol ('Dad took his son Chris to a baseball game'). Os dois foram ao Dodger Stadium. A) A compra de comida foi no estádio, não em supermercado. B) Não assistiram pela TV. C) Não jogaram futebol. D) O estádio era o Dodger Stadium, não o dos Giants. A correta é a E. Referência: Interpretação de texto em inglês: ideia central. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Referente do pronome 'They'. A frase anterior diz 'Most of them wanted to see the Dodgers win', em que 'them' retoma 'Many people'. 'They' na frase seguinte retoma esse mesmo grupo, a torcida. Chris, Dad e 'Chris and Dad' não estão sendo apontados como quem queria ver o Giants perder. 'The Giants' é o time que perde, não quem deseja. A correta é a D. Referência: Referência pronominal em inglês. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Quantidade de refrigerantes comprados pelo pai. O pai comprou um refrigerante grande para Chris. Depois que o refrigerante foi derrubado, comprou outro. Ao todo foram 2. A) 1 ignora a segunda compra ('another soda'). C, D e E não têm respaldo no texto. A correta é a B. Referência: Interpretação de texto em inglês: informação explícita. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Simple Present na 3ª pessoa do singular. O texto descreve fatos e hábitos no presente. Com 'she', o verbo leva -s: enjoys e runs. 'A marathon is' é o verbo to be no presente. A) 'rans' não existe e 'was' é passado. B) falta o -s e 'be' está no infinitivo. D) 'enjoyes' e 'runes' são grafias inexistentes. E) usa passado e 'runned' é incorreto. A correta é a C. Referência: Simple Present: 3ª pessoa do singular (he/she/it) + -s; verb to be. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelMarinha do Brasil — CPAEAM 2020 — Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros — Prova Amarela (Português, Inglês, Matemática e Ciências)
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)
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Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)
Leia as afirmações abaixo sobre a pontuação no texto.
I- A vírgula em “Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos” [...] (1º§) é usada para separar termos de mesma função sintática.
II- A vírgula em “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...” (4º§) é usada para separar um vocativo.
III- A vírgula em “O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto” (7º§) é usada para separar orações coordenadas assindéticas.
Está correto o que se afirma em:Resolução comentada
Análise das alternativas
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)
Em: “O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina”. (4º§), infere-se que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)
De acordo com o modo como a autora desenvolve o tema, pode-se dizer que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
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Assinale a opção que CONTRARIA a coerência textual.Resolução comentada
Análise das alternativas
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da sentença a seguir.
Segundo a autora, ____ vários ingredientes que tornaram o quadro insustentável, ____essa situação se resolveria se ______ fortes estudos e _______ interpretação de texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)
Com o período final do texto, infere-se que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)
Assinale a opção em que todos os vocábulos seguem, respectivamente, as mesmas regras de acentuação das seguintes palavras do texto: fenômeno, lá, além e insustentável.Resolução comentada
Análise das alternativas
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)
No primeiro parágrafo do texto é correto afirmar que, a autora:Resolução comentada
Análise das alternativas
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
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Em que opção o elemento coesivo destacado está corretamente relacionado a seu referente no texto?
Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto*
Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
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Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.
Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!
Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender... palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram - sabe-se lá de que cartola mágica - uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.
Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse...”, “Você entendeu errado...”, “Não foi isso que eu quis dizer...” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.
É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.
“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que sofre as consequências. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.
Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta, principalmente, interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.
*Título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto.
Lara Brenner. https://www.revistabula.com/6691-falta-amor-no-mundo-mas-tambem-falta-interpretacao-de-texto/ (acesso em 21 de outubro de 2019 - adaptado)
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Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
The Baseball game
Dad took his son Chris to a baseball game. The Los Angeles Dodgers were playing the San Francisco Giants. The Dodgers were the home team. The Giants were the visiting team. Dad and Chris walked into Dodger Stadium. Many people were there. Most of them wanted to see the Dodgers win. They wanted to see the Giants lose. Dad and Chris found their seats. They sat down. Chris told his dad he was hungry. His dad bought two bags of peanuts for Chris. He bought two hot dogs for Chris. He bought a big soda for Chris. A foul ball came their way. People dived for the foul ball. They knocked Chris' soda over. His dad bought him another soda.
Adapted from:
<https://www.eslfast.com/supereasy/se/supereasy134.htm>
What did Chris and Dad do?Resolução comentada
Análise das alternativas
The Baseball game
Dad took his son Chris to a baseball game. The Los Angeles Dodgers were playing the San Francisco Giants. The Dodgers were the home team. The Giants were the visiting team. Dad and Chris walked into Dodger Stadium. Many people were there. Most of them wanted to see the Dodgers win. They wanted to see the Giants lose. Dad and Chris found their seats. They sat down. Chris told his dad he was hungry. His dad bought two bags of peanuts for Chris. He bought two hot dogs for Chris. He bought a big soda for Chris. A foul ball came their way. People dived for the foul ball. They knocked Chris' soda over. His dad bought him another soda.
Adapted from:
<https://www.eslfast.com/supereasy/se/supereasy134.htm>
Read the following sentence.
“They wanted to see the Giants lose.” (line 6)
The pronoun THEY refers to:Resolução comentada
Análise das alternativas
The Baseball game
Dad took his son Chris to a baseball game. The Los Angeles Dodgers were playing the San Francisco Giants. The Dodgers were the home team. The Giants were the visiting team. Dad and Chris walked into Dodger Stadium. Many people were there. Most of them wanted to see the Dodgers win. They wanted to see the Giants lose. Dad and Chris found their seats. They sat down. Chris told his dad he was hungry. His dad bought two bags of peanuts for Chris. He bought two hot dogs for Chris. He bought a big soda for Chris. A foul ball came their way. People dived for the foul ball. They knocked Chris' soda over. His dad bought him another soda.
Adapted from:
<https://www.eslfast.com/supereasy/se/supereasy134.htm>
How many sodas did Dad buy?Resolução comentada
Análise das alternativas
Betty's doctor told her to exercise more. So she began running. She ____________ (to enjoy) running. She ____________ (to run) almost every day. Betty will run in the marathon next week. A marathon ____________ (to be) 26 miles. She will run for three hours without stopping. She will try to finish it.Resolução comentada
Análise das alternativas
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Source: <https://www.istockphoto.com/>
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Texto-base: Texto referente às questões de 01 a 12.
Assinale a opção na qual a concordância verbal está correta.
Assinale a opção na qual o acento indicativo de crase foi utilizado de acordo com a modalidade padrão.
Assinale a opção na qual a concordância nominal está correta.
Texto-base: Read the following text to answer questions 16 to 18.
Texto-base: Read the following text to answer questions 16 to 18.
Texto-base: Read the following text to answer questions 16 to 18.
Mark the option that completes the text with the right form of the verbs in parenthesis, respectively.
What sports can you see in the pictures below?