← Voltar para a lista de provas Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) · Analista Judiciário – Especialidades: Análise de Sistemas e Análise de Suporte (Cargos 3 e 4) 50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível Infere-se que cérebros de quem lê funcionam de modo diferente dos de quem não lê. O texto diz que o cérebro não nasce com circuito para a leitura e que a leitura molda o cérebro e cria circuitos novos. Infere-se que quem aprendeu a ler tem circuitos cerebrais distintos dos de quem não aprendeu. Errado (B): negaria a diferença, que decorre do texto. Referência: Interpretação de texto (CG1A1). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Wolf diz que a leitura profunda está sob risco, não que deixará de existir. O texto afirma que a habilidade "está sob risco" por causa dos hábitos digitais. Isso não equivale a dizer que ela deixará de existir, o que seria uma conclusão categórica e exagerada em relação ao texto. Certo (A): errado, pois transforma um risco em previsão de extinção. Referência: Interpretação de texto (CG1A1). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto não afirma que a leitura reativa áreas cerebrais em desuso. O texto diz que a leitura ativa circuitos e áreas, inclusive amplas áreas da visão, e que os circuitos da leitura foram "reciclados" a partir dos usados para reconhecer objetos. Não diz que a leitura reativa áreas cerebrais em desuso. A ideia de áreas em desuso é extrapolação. Certo (A): errado, pois o texto não traz essa afirmação. Referência: Interpretação de texto (CG1A1). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A locução correta é "na medida em que"; "na medida que" é inadequada e tem outro valor. "No momento em que" tem valor temporal. "Na medida em que" (a forma correta, com "em") indica proporção ou causa, não tempo. A expressão "na medida que" ainda é inadequada por faltar a preposição, então há erro gramatical e alteração de sentido. Certo (A): errado, pela falta do "em" e pela mudança de valor semântico. Referência: Locuções conjuntivas; reescrita de frases. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A reescrita deslocaria a oração temporal e alteraria o sentido. No original, "quando a nossa espécie surgiu" situa no tempo o que "não existia". Na reescrita, a oração temporal passa a se referir ao ato de criar ("quando a espécie surgiu, criou algo"). O sentido muda, e a nova versão seria incoerente com o texto. Certo (A): errado, pois a mudança de posição altera o termo a que a oração temporal se liga. Referência: Reescrita de frases; orações subordinadas temporais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Mas" (adversativa) e "E" (aditiva) não são intercambiáveis sem prejuízo. "Mas" introduz oposição: a linguagem é natural, "mas" a escrita não é. "E" adiciona ideia: "E, quanto mais você lê...". Trocar uma pela outra quebraria a coerência do raciocínio do parágrafo, e não apenas mudaria o sentido. Certo (A): errado, pois a troca prejudica a coerência das ideias. Referência: Conjunções; valor semântico. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Você" tem valor indeterminado, referindo-se a qualquer pessoa. Na fala de Wolf, "quanto mais você lê" é uma generalização, e não se dirige a um interlocutor específico. O pronome tem valor genérico, abrangendo as pessoas em geral ou um indivíduo inespecífico. Errado (B): suporia uma referência a pessoa determinada, o que não ocorre. Referência: Pronomes; referência e indeterminação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Adverte" (alerta sobre risco) não equivale a "ensina". "Adverte que a habilidade está sob risco" traz sentido de alertar. "Ensina" mudaria o sentido, tornando a afirmação um ensinamento e não um alerta. A substituição também enfraquece a ideia de ameaça presente no texto. Certo (A): errado, pois o sentido original não se mantém. Referência: Significação das palavras. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Processo" retoma o processo de mudança dos circuitos cerebrais que permitiu a leitura. O parágrafo anterior diz que o cérebro não nasce com circuito para leitura e que os circuitos foram desenvolvidos ao longo de milhares de anos. O quarto parágrafo diz que "o processo" provavelmente começou com os sumérios. A palavra retoma, portanto, o processo de adaptação cerebral que possibilitou ler. Errado (B): negaria essa retomada coesiva, que o texto sustenta. Referência: Coesão referencial. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Haver" no sentido de existir é impessoal; "hajam" seria incorreto. O verbo "haver" com sentido de existir é impessoal e fica na 3.ª pessoa do singular ("haja debates"). Usar "hajam" no plural é erro de concordância. "Existam" concorda com o sujeito "debates", por isso está correto. Certo (A): errado, pois a troca causaria erro gramatical. Referência: Concordância verbal; verbo haver impessoal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Hieróglifo" admite as pronúncias proparoxítona e paroxítona, logo a retirada do acento não gera erro. A palavra admite duas prosódias: hieróglifo (proparoxítona, acentuada) e hieroglifo (paroxítona terminada em -o, sem acento). Como ambas as formas são aceitas, eliminar o acento não gera incorreção. Errado (B): ignoraria a dupla prosódia aceita. Referência: Acentuação gráfica; VOLP. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Tenham reciclado" (presente do subjuntivo) é compatível com "acreditam que". O verbo "acreditam" pede subjuntivo na oração subordinada, de modo que "os nossos ancestrais tenham reciclado" é gramatical. O sentido de ação passada, anterior ao momento da crença, é mantido. Não há prejuízo à coerência. Errado (B): negaria a correção da locução, mas ela é adequada ao verbo "acreditam". Referência: Tempos e modos verbais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Aleatórios" não equivale a "sem sentido"; a troca altera o sentido e gera redundância. "Aleatórios" significa ao acaso, sem critério, e não é sinônimo de "sem sentido". Além disso, o trecho seguinte, "que não significavam nada", ficaria redundante. A substituição altera o sentido original e prejudica o texto. Certo (A): errado, pois o sentido não se mantém. Referência: Significação das palavras; reescrita. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A expressão é o sujeito de "ativavam-se". Em "ativavam-se áreas muito mais amplas da visão", o verbo está na voz passiva sintética, com o pronome apassivador "se". O sujeito paciente é "áreas muito mais amplas da visão", o que explica a concordância no plural (ativavam-se). Errado (B): negaria a função de sujeito, mas o verbo concorda justamente com esse termo. Referência: Sintaxe do período; voz passiva sintética. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A censura aplicada pela comissão de ética exige parecer fundamentado. Pelo Decreto 1.171/1994, a pena aplicável ao servidor pela Comissão de Ética é a censura. A comissão deve fundamentar o parecer que a orienta, pois o ato precisa ser motivado. Dispensar a fundamentação contraria o dever de motivação. Certo (A): errado, pois a fundamentação do parecer é obrigatória. Referência: Decreto 1.171/1994, Código de Ética, Seção da Comissão de Ética, inciso XXII. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O Código de Ética do TJPA busca reduzir a subjetividade das interpretações pessoais sobre as normas éticas. Entre os objetivos do Código está tornar as normas éticas mais objetivas, reduzindo a subjetividade das interpretações pessoais. Com isso, compatibiliza-se os valores individuais do servidor com os valores do órgão. O item reproduz esse objetivo. Errado (B): negaria um objetivo que consta expressamente do Código. Referência: Resolução TJPA 14/2016, objetivos do Código de Ética. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Certidão de penalidade ética não é franqueada a qualquer interessado. As informações sobre penalidades éticas têm acesso restrito. A certidão é fornecida ao próprio servidor interessado (e a quem a norma autorizar), não a qualquer pessoa. O dever de publicidade não alcança livremente esse tipo de dado. Certo (A): errado, porque a norma não franqueia a certidão a qualquer interessado. Referência: Resolução TJPA 14/2016 (Código de Ética dos Servidores); Decreto 1.171/1994. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Como regra, é vedada a acumulação de cargos em comissão. A regra constitucional e do art. 118 da Lei 8.112/1990 é a vedação de acumular cargos públicos, com exceções restritas (por exemplo, dois cargos de professor ou um de professor e um técnico ou científico, e os de profissionais de saúde). Cargo em comissão exige dedicação integral e, em regra, não pode ser exercido cumulativamente, ainda que haja compatibilidade de horários. A compatibilidade de horários só é requisito nas exceções permitidas. Certo (A): errado, pois inverte a regra, que é a vedação. Referência: CF/1988, art. 37, XVI; Lei 8.112/1990, arts. 118 a 120. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Registro de advertência é cancelado após 3 anos de efetivo exercício sem nova infração. Pelo art. 131 da Lei 8.112/1990, o registro da advertência é cancelado após 3 anos de efetivo exercício, desde que o servidor não pratique nova infração disciplinar. Para a suspensão o prazo é de 5 anos. O gabarito oficial considera o item correto. Atenção: o parágrafo único do mesmo artigo diz que o cancelamento não surte efeitos retroativos, o que gera tensão com a redação do item. Errado (B): seria a opção coerente com o parágrafo único do art. 131, mas o gabarito oficial é Certo. Referência: Lei 8.112/1990, art. 131. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Autotutela permite anular ato inconstitucional mesmo após os 5 anos da Lei 9.784/1999. A Administração pode anular seus atos ilegais (autotutela, Súmulas 346 e 473 do STF). O prazo decadencial de 5 anos do art. 54 da Lei 9.784/1999 protege a boa-fé e a segurança jurídica. Segundo a jurisprudência do STF, ele não impede a anulação de ato que viola diretamente a Constituição, pois um ato manifestamente inconstitucional não se convalida com o tempo. Errado (B): ignora que, para atos em afronta direta à Constituição, o STF afasta a decadência do art. 54. Referência: Lei 9.784/1999, art. 54; Súmulas 346 e 473 do STF; CF/1988. Resolução comentada do VaiConcursos.TJPA 2025 — Analista Judiciário — Cargos 3 e 4 (Análise de Sistemas e Análise de Suporte) — Conhecimentos Gerais
Texto CG1A1
No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu.
De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.”
Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura.
O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos.
De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos.
Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto).
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Com base nas ideias do texto CG1A1, julgue os seguintes itens.
Infere-se do texto que circuitos cerebrais de uma pessoa que sabe ler funcionam de maneira diferente dos de uma pessoa que não desenvolveu esse aprendizado.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1
No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu.
De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.”
Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura.
O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos.
De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos.
Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto).
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Com base nas ideias do texto CG1A1, julgue os seguintes itens.
De acordo com a pesquisadora mencionada no texto, a habilidade de leitura profunda deixará de existir, pois as pessoas estão desenvolvendo o hábito de se limitar a leituras fragmentadas e rápidas de textos online.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto CG1A1
No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu.
De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.”
Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura.
O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos.
De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos.
Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto).
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Com base nas ideias do texto CG1A1, julgue os seguintes itens.
Segundo o texto, o ato de ler possibilita que áreas cerebrais em desuso voltem a ser utilizadas.Resolução comentada
Análise das alternativas
No início do primeiro parágrafo, a expressão “No momento em que” poderia ser substituída por Na medida que, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
No final do primeiro parágrafo, o trecho “e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu” poderia ser reescrito, sem alteração do sentido do texto e sem prejuízo da sua correção gramatical, da seguinte forma: e quando a nossa espécie surgiu, criou algo que não existia.Resolução comentada
Análise das alternativas
No segundo parágrafo, as conjunções ‘Mas’ (segundo período) e ‘E’ (terceiro período) são intercambiáveis, de forma que a substituição de uma pela outra, embora alterasse o sentido do texto, não prejudicaria nem a sua correção gramatical nem a coerência das suas ideias.Resolução comentada
Análise das alternativas
No terceiro período do segundo parágrafo, o pronome ‘você’ faz referência à coletividade, de maneira geral, ou, ainda, a um indivíduo inespecífico.Resolução comentada
Análise das alternativas
A forma verbal “adverte” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser substituída por ensina, mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
Entende-se da leitura do texto que o “processo” mencionado no primeiro período do quarto parágrafo é o processo de mudança dos circuitos cerebrais que possibilitou ao ser humano a capacidade de ler.Resolução comentada
Análise das alternativas
A correção gramatical do texto seria mantida caso se substituísse “existam” (segundo período do quarto parágrafo) por hajam.Resolução comentada
Análise das alternativas
A eliminação do acento gráfico na palavra “hieróglifos” (final do quarto parágrafo) não geraria incorreção no texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
Estaria mantida a coerência das ideias do texto caso a forma verbal ‘reciclaram’ (último período do quinto parágrafo) fosse substituída pela locução tenham reciclado.Resolução comentada
Análise das alternativas
A correção gramatical do texto e o seu sentido original seriam mantidos caso o vocábulo “aleatórios” (primeiro período do último parágrafo) fosse substituído pela expressão sem sentido.Resolução comentada
Análise das alternativas
No segundo período do último parágrafo, a expressão “áreas muito mais amplas da visão” integra o sujeito da oração expressa pela forma verbal “ativavam-se”.Resolução comentada
Análise das alternativas
Conforme o Decreto n.º 1.171/1994, a aplicação da pena de censura ao servidor público pela comissão de ética dispensa a exposição de fundamentação no parecer que tenha orientado a imposição de tal penalidade.Resolução comentada
Análise das alternativas
O Código de Ética dos Servidores do TJPA contempla, entre seus objetivos, a redução da subjetividade das interpretações pessoais sobre os princípios e normas éticos adotados no TJPA, de modo a compatibilizar valores individuais de cada servidor com os valores do órgão.Resolução comentada
Análise das alternativas
A expedição de certidão de penalidade aplicada a servidor público em decorrência de violação ao Código de Ética dos Servidores do TJPA é franqueada a qualquer interessado, em atenção ao dever de publicidade que norteia as informações produzidas no âmbito da administração pública.Resolução comentada
Análise das alternativas
Como regra, admite-se o exercício cumulativo de cargos em comissão pelo servidor público, desde que haja compatibilidade de horários.Resolução comentada
Análise das alternativas
O registro funcional da penalidade de advertência é passível de cancelamento, com efeitos retroativos, se o servidor público sancionado não praticar nova infração disciplinar no período de três anos.Resolução comentada
Análise das alternativas
Segundo a jurisprudência do STF, a administração pública, no exercício do poder de autotutela, pode anular ato administrativo editado em descompasso com os requisitos jurídicos constitucionais, ainda que transcorrido o prazo decadencial de cinco anos previsto na Lei n.º 9.784/1999.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
A respeito da ética no serviço público, julgue os itens a seguir, de acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto n.º 1.171/1994) e com o Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Pará (Resolução TJPA n.º 14/2016).
A respeito da ética no serviço público, julgue os itens a seguir, de acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto n.º 1.171/1994) e com o Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Pará (Resolução TJPA n.º 14/2016).
A respeito da ética no serviço público, julgue os itens a seguir, de acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto n.º 1.171/1994) e com o Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Pará (Resolução TJPA n.º 14/2016).
Acerca do regime disciplinar do servidor público e de aspectos atinentes ao processo administrativo, julgue os seguintes itens, considerando o disposto nas Leis n.º 8.112/1990 e n.º 9.784/1999.
Acerca do regime disciplinar do servidor público e de aspectos atinentes ao processo administrativo, julgue os seguintes itens, considerando o disposto nas Leis n.º 8.112/1990 e n.º 9.784/1999.
Acerca do regime disciplinar do servidor público e de aspectos atinentes ao processo administrativo, julgue os seguintes itens, considerando o disposto nas Leis n.º 8.112/1990 e n.º 9.784/1999.