← Voltar para a lista de provas Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP) · Supervisor Pedagógico — Área de Atuação 8: Letras, Linguística e Áreas de Língua Portuguesa 25 questões nesta prova · página 1 de 2 · 24 com gabarito Gabarito disponível A intenção precípua é estimular a reflexão do leitor. O narrador apresenta uma teoria sobre a alma e a identidade social, convidando o leitor a refletir sobre a natureza humana. A) A linguagem não é o foco. B) Não há intenção principal de persuadir. D) Exercitar a criatividade não é a finalidade do narrador. E) Entreter é secundário. Referência: Interpretação de texto — intenção comunicativa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os três itens sobre coerência estão corretos. A coerência depende da escolha de elementos narrativos (I), da relação com o contexto e a realidade (II) e da organização dos fatos e detalhes (III). As demais alternativas excluem algum item correto, por isso estão erradas. Referência: Linguística textual — coerência. Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anulada Gabarito disponível 'Alma exterior' remete à busca de aprovação social. No conto, a 'alma exterior' é a patente, a cortesia e os rapapés, ou seja, o reconhecimento social. Ela passa a definir a identidade do personagem, criticando a vaidade e a busca por aprovação externa. A) 'a primitiva' refere-se à natureza original do personagem. C) 'coisas metafísicas' trata de temas filosóficos. D) 'problemas do universo' tem ironia sobre os debates, sem foco no egoísmo. E) 'este casmurro' caracteriza Jacobina como calado, sem a crítica indicada. Referência: Machado de Assis, O espelho. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Além' e 'também' são encadeadores discursivo-argumentativos. 'Além (deles)' e 'também' são operadores que somam argumentos ou informações, encadeando enunciados no discurso. A) 'deles' é pronome e 'através' preposição. B) 'noite' é substantivo e 'límpida' adjetivo. C) 'conjetura' e 'dissentimento' são substantivos. E) 'polida' e 'bestial' são adjetivos, sem função encadeadora. Referência: Linguística textual — articuladores/operadores argumentativos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Todos os itens são objetos de estudo da linguística textual. A linguística textual analisa o texto considerando intenções e processos pragmáticos, progressão temática e organização tópica, raciocínio e argumentação e processos semânticos. A, B, C e D omitem algum dos itens, mas todos (I, II, III e IV) fazem parte do campo de estudo, por isso só a E está correta. Referência: Linguística textual — objeto de estudo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Apenas I, II e III estão corretos. I, II e III descrevem corretamente sociolinguística/funcionalismo, estruturalismo e gerativismo. IV está errado: analisar a linguagem em contextos discursivos é próprio da análise do discurso/pragmática; a linguística cognitiva relaciona linguagem e cognição. V está errado: a relação entre linguagem, cognição e experiência é da linguística cognitiva; a textual estuda o texto. Referência: Correntes da Linguística. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A função poética destaca a forma da mensagem, com efeito estético. A função poética centra-se na mensagem, no modo como é construída, visando efeito estético ou emocional. A) Foco no contexto e objetividade é função referencial. B) Falar do próprio código é função metalinguística. D) Foco no emissor é emotiva, mas a alternativa descreve a conativa/referencial (influenciar o receptor). E) Manter o canal aberto é função fática. Referência: Jakobson — funções da linguagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A gramática estrutural analisa a língua como sistema organizado. A abordagem estrutural, de herança saussuriana, concebe a língua como um sistema de elementos inter-relacionados. A) Estudar a evolução das línguas é próprio da histórico-comparativa, não da gerativa. B) Modelo universal de linguagem é da gerativa, não da cognitivo-funcional. C) Gramática tradicional é prescritiva-normativa; a alternativa a descreve como descritiva, e o gabarito considera correta a E. D) Relação linguagem-cognição-contexto é da cognitivo-funcional. Referência: Concepções de gramática; Saussure. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto mistura tipos textuais: injuntivo e argumentativo. O texto apresenta trechos argumentativos (defesa de que ninguém é isolado) e um trecho injuntivo ('não procures saber...'), com ordem dirigida ao leitor. Logo, há mais de um tipo textual. A) A frase é metáfora (o homem como pedaço do continente), não metonímia. B) 'como se tivesse perdido um promontório' é comparação, não metáfora. C) Não é resenha; é meditação/texto reflexivo-argumentativo. E) Dirigir-se ao leitor é apóstrofe; personificação seria atribuir ações humanas a seres inanimados. Referência: Tipologia textual e figuras de linguagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Deslocar 'dobram' para depois de 'quem' preserva os sintagmas. Em 'por quem dobram os sinos', o sujeito 'os sinos' continua sendo sintagma nominal íntegro e o verbo se mantém, com inversão sujeito-verbo comum no português. As relações entre constituintes não se alteram. A) Deslocar 'de cada homem' para após 'humanidade' o vincularia a outro nome, quebrando o sintagma 'a morte de cada homem'. B) Suprimir a vírgula após 'ilha' altera a relação de 'completa' (passa a ser adjunto de 'ilha'). C) Deslocar 'perdido' para junto de 'promontório' separaria o particípio de 'tivesse', rompendo o tempo composto. D) 'de terra' após 'mar' deixaria de complementar 'torrão', alterando o sintagma. Referência: Sintaxe — sintagmas e constituintes. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Apenas o item I está certo. No último período, 'dobram' (os sinos dobram) é usado sem complemento, portanto intransitivo. Os demais itens trazem classificações incorretas. II) 'diminui a mim' tem complemento (objeto indireto 'a mim'), então é transitivo indireto (ou transitivo), não intransitivo. III) 'tivesse perdido' é tempo composto (ativa) com particípio, não voz passiva analítica. IV) 'procures saber' é verbo com complemento oracional (saber...), logo transitivo direto, não intransitivo. Referência: Transitividade verbal; vozes verbais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em 'pedaço', o plural é marcado por morfema zero (singular). Em português, o singular é marcado pela ausência de morfema de número (morfema zero ou Ø), em oposição ao plural em -s. Assim, 'pedaço' exprime número por morfema zero. A) 'encontro' é forma verbal: encontr- + vogal temática -a + desinência -o (número-pessoal); aqui -o não é vogal temática. C) Em 'completa', -a é desinência de gênero feminino (adjetivo), não vogal temática. D) 'humanidade' vem de humano + -idade: radical human-, sufixo -idade, e 'huma-' não é morfema lexical. E) 'amigos' é flexão, não derivação; -s é desinência de número, não sufixo. Referência: Morfologia — estrutura e formação de palavras. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Procures' está na 2.ª pessoa do singular, com sujeito oculto (tu). 'Procures' é presente do subjuntivo (imperativo negativo) de 2.ª pessoa do singular, concordando com o sujeito desinencial 'tu', que está elíptico (sujeito oculto/determinado). A) 'mim' é objeto indireto de 'diminui', mas 'me' em 'me encontro' é pronome reflexivo (parte do verbo pronominal/objeto direto reflexivo), não objeto indireto. B) 'por quem os sinos dobram' é interrogativa indireta introduzida por pronome interrogativo (quem), não por conjunção integrante. C) 'um pedaço do continente' é predicativo do sujeito, não sujeito. E) 'em si mesma' é adjunto adverbial/complemento do adjetivo 'completa', não objeto indireto. Referência: Sintaxe do período simples e composto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Nenhum' e 'todo' são pronomes indefinidos. No texto, 'Nenhum' (Nenhum homem) e 'todo' (todo homem) acompanham substantivos e indicam quantidade indeterminada, sendo ambos pronomes indefinidos. Por isso pertencem à mesma classe. A) 'Se' é conjunção condicional; 'si' é pronome reflexivo. B) 'porque' é conjunção; 'quem' é pronome relativo/interrogativo. C) 'completa' é adjetivo; 'encontro' é verbo. D) 'promontório' é substantivo; 'próprio' é pronome substantivado/adjetivo (o teu próprio [solar]), classe diferente. Referência: Gramática normativa — classes de palavras (pronomes indefinidos). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A alternância vocálica submorfêmica reforça o morfema de plural, como em povo/povos. Segundo Mattoso Câmara, em povo/povos a alternância (ô → ó) acompanha o morfema de plural -s. Ela atua como reforço e não é a marca única do plural. Em pôde/pode a alternância é a única marca da distinção entre passado e presente, como em fiz/faz. Em estorvo, bolso e barroco, o plural não vem acompanhado de alternância na vogal tônica. Por isso apenas povo/povos serve de exemplo. Referência: Mattoso Câmara Jr., Estrutura da língua portuguesa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A didática voltada à aprendizagem significativa enfatiza as características das pessoas envolvidas. Na aprendizagem significativa, o foco está no aprendiz e em seus conhecimentos prévios e características. O ensino é, assim, pensado a partir das pessoas envolvidas no processo. A, D e E remetem a um ensino rígido, centrado em disciplinas, horários e currículos prefixados. C não é característica dessa abordagem, que valoriza o atendimento a necessidades individuais. Referência: Teoria da aprendizagem significativa (Ausubel). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Recursos educacionais abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte, em domínio público. Segundo a definição da UNESCO, REA são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, em domínio público ou sob licença aberta que permita acesso e adaptação. A, B, C e E descrevem tipos de materiais da UNIVESP (livros, slides, videoaulas, textos próprios), mas não a característica de abertura e domínio público. Referência: Definição de REA (UNESCO). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A educação a distância hoje está alicerçada em práticas da cultura digital (cibercultura). A EaD contemporânea se apoia nas práticas da cultura digital ou cibercultura, com o uso de redes e ambientes virtuais de aprendizagem. A: a EaD não abarca toda aprendizagem não presencial fora da escola. B: a EaD é modalidade de educação formal. C e D: a EaD não é a única forma de uso das tecnologias educacionais, nem se reduz ao uso de tecnologias digitais como ferramentas. Referência: Literatura de EaD e cibercultura. Resolução comentada do VaiConcursos.UNIVESP 2025 — PSS Supervisores Pedagógicos — Área de Atuação 8: Letras, Linguística e Áreas de Língua Portuguesa — Conhecimentos Específicos
Texto 8A1-I
Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência. (...)
Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo.
Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinquenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial.
Como desse esta mesma resposta naquela noite, contestou-lha um dos presentes, e desafiou-o a demonstrar o que dizia, se era capaz. Jacobina (assim se chamava ele) refletiu um instante, e respondeu:
— Pensando bem, talvez o senhor tenha razão.
Vai senão quando, no meio da noite, sucedeu que este casmurro usou da palavra, e não dois ou três minutos, mas trinta ou quarenta. A conversa, em seus meandros, veio a cair na natureza da alma, ponto que dividiu radicalmente os quatro amigos. Cada cabeça, cada sentença; não só o acordo, mas a mesma discussão tornou-se difícil... Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião, uma conjetura, ao menos.
— Nem conjetura, nem opinião, redarguiu ele; uma ou outra pode dar lugar a dissentimento, e, como sabem, eu não discuto. Mas, se querem ouvir-me calados, posso contar-lhes um caso de minha vida, em que ressalta a mais clara demonstração acerca da matéria de que se trata. Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas...
— Duas?
— Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira.
E assim outros mais casos. Eu mesmo tenho experimentado dessas trocas. Não as relato, porque iria longe; restrinjo-me ao episódio de que lhes falei.
Eis aqui como ele começou a narração:
— Tinha vinte e cinco anos, era pobre, e acabava de ser nomeado alferes da Guarda Nacional. Não imaginam o acontecimento que isto foi em nossa casa. Vai, então, uma das minhas tias, D. Marcolina, que morava a muitas léguas da vila, desejou ver-me, e pediu que fosse ter com ela e levasse a farda. Fui, acompanhado de um pajem, que daí a dias tornou à vila, porque a tia Marcolina, apenas me pilhou no sítio, escreveu a minha mãe dizendo que não me soltava antes de um mês, pelo menos. E abraçava-me! Chamava-me também o seu alferes... Se lhes disser que o entusiasmo da tia Marcolina chegou ao ponto de mandar pôr no meu quarto um grande espelho, obra rica e magnífica, que lhe dera a madrinha, e que esta herdara da mãe, que o comprara a uma das fidalgas vindas em 1808 com a corte de D. João VI. Não sei o que havia nisso de verdade; era a tradição. O espelho estava naturalmente muito velho; mas se via nele ainda o ouro, comido em parte pelo tempo, uns delfins esculpidos nos ângulos superiores da moldura, uns enfeites de madrepérola e outros caprichos do artista. Tudo velho, mas bom...
O certo é que todas essas coisas, carinhos, atenções, obséquios, fizeram em mim uma transformação, que o natural sentimento da mocidade ajudou e completou. O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias, as duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de humanidade. Aconteceu, então, que a alma exterior mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os rapapés da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me falava do homem. A única parte do cidadão que ficou comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente; a outra dispersou-se no ar e no passado.
Machado de Assis. O espelho. Esboço de uma nova teoria da alma humana. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (com adaptações).
No texto 8A1-I, a intenção precípua do narrador éResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8A1-I
Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência. (...)
Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo.
Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinquenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial.
Como desse esta mesma resposta naquela noite, contestou-lha um dos presentes, e desafiou-o a demonstrar o que dizia, se era capaz. Jacobina (assim se chamava ele) refletiu um instante, e respondeu:
— Pensando bem, talvez o senhor tenha razão.
Vai senão quando, no meio da noite, sucedeu que este casmurro usou da palavra, e não dois ou três minutos, mas trinta ou quarenta. A conversa, em seus meandros, veio a cair na natureza da alma, ponto que dividiu radicalmente os quatro amigos. Cada cabeça, cada sentença; não só o acordo, mas a mesma discussão tornou-se difícil... Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião, uma conjetura, ao menos.
— Nem conjetura, nem opinião, redarguiu ele; uma ou outra pode dar lugar a dissentimento, e, como sabem, eu não discuto. Mas, se querem ouvir-me calados, posso contar-lhes um caso de minha vida, em que ressalta a mais clara demonstração acerca da matéria de que se trata. Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas...
— Duas?
— Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira.
E assim outros mais casos. Eu mesmo tenho experimentado dessas trocas. Não as relato, porque iria longe; restrinjo-me ao episódio de que lhes falei.
Eis aqui como ele começou a narração:
— Tinha vinte e cinco anos, era pobre, e acabava de ser nomeado alferes da Guarda Nacional. Não imaginam o acontecimento que isto foi em nossa casa. Vai, então, uma das minhas tias, D. Marcolina, que morava a muitas léguas da vila, desejou ver-me, e pediu que fosse ter com ela e levasse a farda. Fui, acompanhado de um pajem, que daí a dias tornou à vila, porque a tia Marcolina, apenas me pilhou no sítio, escreveu a minha mãe dizendo que não me soltava antes de um mês, pelo menos. E abraçava-me! Chamava-me também o seu alferes... Se lhes disser que o entusiasmo da tia Marcolina chegou ao ponto de mandar pôr no meu quarto um grande espelho, obra rica e magnífica, que lhe dera a madrinha, e que esta herdara da mãe, que o comprara a uma das fidalgas vindas em 1808 com a corte de D. João VI. Não sei o que havia nisso de verdade; era a tradição. O espelho estava naturalmente muito velho; mas se via nele ainda o ouro, comido em parte pelo tempo, uns delfins esculpidos nos ângulos superiores da moldura, uns enfeites de madrepérola e outros caprichos do artista. Tudo velho, mas bom...
O certo é que todas essas coisas, carinhos, atenções, obséquios, fizeram em mim uma transformação, que o natural sentimento da mocidade ajudou e completou. O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias, as duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de humanidade. Aconteceu, então, que a alma exterior mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os rapapés da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me falava do homem. A única parte do cidadão que ficou comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente; a outra dispersou-se no ar e no passado.
Machado de Assis. O espelho. Esboço de uma nova teoria da alma humana. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (com adaptações).
Considerando os critérios de textualização no texto 8A1-I, julgue os itens seguintes, relacionados aos elementos de coerência.
I A seleção cuidadosa dos elementos narrativos, como a escolha dos personagens, do cenário, do tempo e da atmosfera da narrativa, contribui para a coerência temática e contextual.
II A narrativa reflete a sociedade e as preocupações da época, o que contribui para a coerência do texto com a realidade.
III A forma como os acontecimentos são apresentados, a estrutura da narrativa e a seleção de detalhes são fatores que influenciam a coerência lógica e a compreensão da história.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8A1-I
Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência. (...)
Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo.
Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinquenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial.
Como desse esta mesma resposta naquela noite, contestou-lha um dos presentes, e desafiou-o a demonstrar o que dizia, se era capaz. Jacobina (assim se chamava ele) refletiu um instante, e respondeu:
— Pensando bem, talvez o senhor tenha razão.
Vai senão quando, no meio da noite, sucedeu que este casmurro usou da palavra, e não dois ou três minutos, mas trinta ou quarenta. A conversa, em seus meandros, veio a cair na natureza da alma, ponto que dividiu radicalmente os quatro amigos. Cada cabeça, cada sentença; não só o acordo, mas a mesma discussão tornou-se difícil... Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião, uma conjetura, ao menos.
— Nem conjetura, nem opinião, redarguiu ele; uma ou outra pode dar lugar a dissentimento, e, como sabem, eu não discuto. Mas, se querem ouvir-me calados, posso contar-lhes um caso de minha vida, em que ressalta a mais clara demonstração acerca da matéria de que se trata. Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas...
— Duas?
— Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira.
E assim outros mais casos. Eu mesmo tenho experimentado dessas trocas. Não as relato, porque iria longe; restrinjo-me ao episódio de que lhes falei.
Eis aqui como ele começou a narração:
— Tinha vinte e cinco anos, era pobre, e acabava de ser nomeado alferes da Guarda Nacional. Não imaginam o acontecimento que isto foi em nossa casa. Vai, então, uma das minhas tias, D. Marcolina, que morava a muitas léguas da vila, desejou ver-me, e pediu que fosse ter com ela e levasse a farda. Fui, acompanhado de um pajem, que daí a dias tornou à vila, porque a tia Marcolina, apenas me pilhou no sítio, escreveu a minha mãe dizendo que não me soltava antes de um mês, pelo menos. E abraçava-me! Chamava-me também o seu alferes... Se lhes disser que o entusiasmo da tia Marcolina chegou ao ponto de mandar pôr no meu quarto um grande espelho, obra rica e magnífica, que lhe dera a madrinha, e que esta herdara da mãe, que o comprara a uma das fidalgas vindas em 1808 com a corte de D. João VI. Não sei o que havia nisso de verdade; era a tradição. O espelho estava naturalmente muito velho; mas se via nele ainda o ouro, comido em parte pelo tempo, uns delfins esculpidos nos ângulos superiores da moldura, uns enfeites de madrepérola e outros caprichos do artista. Tudo velho, mas bom...
O certo é que todas essas coisas, carinhos, atenções, obséquios, fizeram em mim uma transformação, que o natural sentimento da mocidade ajudou e completou. O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias, as duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de humanidade. Aconteceu, então, que a alma exterior mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os rapapés da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me falava do homem. A única parte do cidadão que ficou comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente; a outra dispersou-se no ar e no passado.
Machado de Assis. O espelho. Esboço de uma nova teoria da alma humana. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (com adaptações).
Assinale a opção correta em relação à ideia principal do texto 8A1-I, que garante a sua inteligibilidade.
Texto 8A1-I
Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência. (...)
Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo.
Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinquenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial.
Como desse esta mesma resposta naquela noite, contestou-lha um dos presentes, e desafiou-o a demonstrar o que dizia, se era capaz. Jacobina (assim se chamava ele) refletiu um instante, e respondeu:
— Pensando bem, talvez o senhor tenha razão.
Vai senão quando, no meio da noite, sucedeu que este casmurro usou da palavra, e não dois ou três minutos, mas trinta ou quarenta. A conversa, em seus meandros, veio a cair na natureza da alma, ponto que dividiu radicalmente os quatro amigos. Cada cabeça, cada sentença; não só o acordo, mas a mesma discussão tornou-se difícil... Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião, uma conjetura, ao menos.
— Nem conjetura, nem opinião, redarguiu ele; uma ou outra pode dar lugar a dissentimento, e, como sabem, eu não discuto. Mas, se querem ouvir-me calados, posso contar-lhes um caso de minha vida, em que ressalta a mais clara demonstração acerca da matéria de que se trata. Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas...
— Duas?
— Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira.
E assim outros mais casos. Eu mesmo tenho experimentado dessas trocas. Não as relato, porque iria longe; restrinjo-me ao episódio de que lhes falei.
Eis aqui como ele começou a narração:
— Tinha vinte e cinco anos, era pobre, e acabava de ser nomeado alferes da Guarda Nacional. Não imaginam o acontecimento que isto foi em nossa casa. Vai, então, uma das minhas tias, D. Marcolina, que morava a muitas léguas da vila, desejou ver-me, e pediu que fosse ter com ela e levasse a farda. Fui, acompanhado de um pajem, que daí a dias tornou à vila, porque a tia Marcolina, apenas me pilhou no sítio, escreveu a minha mãe dizendo que não me soltava antes de um mês, pelo menos. E abraçava-me! Chamava-me também o seu alferes... Se lhes disser que o entusiasmo da tia Marcolina chegou ao ponto de mandar pôr no meu quarto um grande espelho, obra rica e magnífica, que lhe dera a madrinha, e que esta herdara da mãe, que o comprara a uma das fidalgas vindas em 1808 com a corte de D. João VI. Não sei o que havia nisso de verdade; era a tradição. O espelho estava naturalmente muito velho; mas se via nele ainda o ouro, comido em parte pelo tempo, uns delfins esculpidos nos ângulos superiores da moldura, uns enfeites de madrepérola e outros caprichos do artista. Tudo velho, mas bom...
O certo é que todas essas coisas, carinhos, atenções, obséquios, fizeram em mim uma transformação, que o natural sentimento da mocidade ajudou e completou. O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias, as duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de humanidade. Aconteceu, então, que a alma exterior mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os rapapés da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me falava do homem. A única parte do cidadão que ficou comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente; a outra dispersou-se no ar e no passado.
Machado de Assis. O espelho. Esboço de uma nova teoria da alma humana. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (com adaptações).
Assinale a opção em que o grupo nominal destacado do texto 8A1-I evidencia a crítica ao egoísmo humano e à busca por aprovação social.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8A1-I
Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência. (...)
Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo.
Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinquenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial.
Como desse esta mesma resposta naquela noite, contestou-lha um dos presentes, e desafiou-o a demonstrar o que dizia, se era capaz. Jacobina (assim se chamava ele) refletiu um instante, e respondeu:
— Pensando bem, talvez o senhor tenha razão.
Vai senão quando, no meio da noite, sucedeu que este casmurro usou da palavra, e não dois ou três minutos, mas trinta ou quarenta. A conversa, em seus meandros, veio a cair na natureza da alma, ponto que dividiu radicalmente os quatro amigos. Cada cabeça, cada sentença; não só o acordo, mas a mesma discussão tornou-se difícil... Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião, uma conjetura, ao menos.
— Nem conjetura, nem opinião, redarguiu ele; uma ou outra pode dar lugar a dissentimento, e, como sabem, eu não discuto. Mas, se querem ouvir-me calados, posso contar-lhes um caso de minha vida, em que ressalta a mais clara demonstração acerca da matéria de que se trata. Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas...
— Duas?
— Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira.
E assim outros mais casos. Eu mesmo tenho experimentado dessas trocas. Não as relato, porque iria longe; restrinjo-me ao episódio de que lhes falei.
Eis aqui como ele começou a narração:
— Tinha vinte e cinco anos, era pobre, e acabava de ser nomeado alferes da Guarda Nacional. Não imaginam o acontecimento que isto foi em nossa casa. Vai, então, uma das minhas tias, D. Marcolina, que morava a muitas léguas da vila, desejou ver-me, e pediu que fosse ter com ela e levasse a farda. Fui, acompanhado de um pajem, que daí a dias tornou à vila, porque a tia Marcolina, apenas me pilhou no sítio, escreveu a minha mãe dizendo que não me soltava antes de um mês, pelo menos. E abraçava-me! Chamava-me também o seu alferes... Se lhes disser que o entusiasmo da tia Marcolina chegou ao ponto de mandar pôr no meu quarto um grande espelho, obra rica e magnífica, que lhe dera a madrinha, e que esta herdara da mãe, que o comprara a uma das fidalgas vindas em 1808 com a corte de D. João VI. Não sei o que havia nisso de verdade; era a tradição. O espelho estava naturalmente muito velho; mas se via nele ainda o ouro, comido em parte pelo tempo, uns delfins esculpidos nos ângulos superiores da moldura, uns enfeites de madrepérola e outros caprichos do artista. Tudo velho, mas bom...
O certo é que todas essas coisas, carinhos, atenções, obséquios, fizeram em mim uma transformação, que o natural sentimento da mocidade ajudou e completou. O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias, as duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de humanidade. Aconteceu, então, que a alma exterior mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os rapapés da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me falava do homem. A única parte do cidadão que ficou comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente; a outra dispersou-se no ar e no passado.
Machado de Assis. O espelho. Esboço de uma nova teoria da alma humana. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (com adaptações).
Os articuladores enunciativos ou discursivo-argumentativos marcam as relações discursivas ou argumentativas, que são obtidas pelos encadeamentos de tipo discursivo. No texto 8A1-I, são exemplos de elementos encadeadores os vocábulosResolução comentada
Análise das alternativas
I organização das intenções e processos pragmáticos;
II progressão temática e organização tópica;
III raciocínio e argumentação;
IV funcionamento dos processos semânticos da língua.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
I A sociolinguística investiga a relação entre linguagem e sociedade, ao passo que o funcionalismo enfatiza a linguagem como ferramenta de interação social.
II O estruturalismo, influenciado pelas ideias de Saussure, enfoca a língua como um sistema de signos e regras.
III O gerativismo, liderado por Noam Chomsky, destaca a capacidade inata do ser humano para aprender a linguagem.
IV A linguística cognitiva analisa a linguagem em contextos discursivos.
V A linguística textual investiga a relação entre linguagem, cognição e experiência do mundo físico.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8A2-I
Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino. São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).
Assinale a opção correta acerca de gênero textual, tipo textual e figuras de linguagem, em relação ao texto 8A2-I.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8A2-I
Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino. São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).
As relações sintáticas originalmente estabelecidas no texto 8A2-I, no que diz respeito à formação de sintagmas (constituintes), seriam mantidas casoResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8A2-I
Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino. São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).
Considerando as relações estabelecidas entre o significado dos vocábulos e sua configuração sintática no texto 8A2-I, julgue os itens a seguir.
I No último período do texto, o verbo dobrar, em suas duas ocorrências, pode ser classificado como intransitivo.
II Em “A morte de cada homem diminui a mim” (terceiro período), o verbo diminuir está empregado na forma intransitiva.
III O vocábulo “perdido” (segundo período) é a forma participial do verbo perder, o que indica que a oração em que se insere esse termo está na voz passiva analítica.
IV Na primeira oração do último período, o verbo procurar é empregado como intransitivo, e o sujeito da oração desempenha papel semântico de agente.
Assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8A2-I
Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino. São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).
Considerando os aspectos morfológicos dos vocábulos que compõem o texto 8A2-I, assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8A2-I
Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino. São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).
A respeito das relações de predicação estabelecidas no texto 8A2-I, assinale a opção correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8A2-I
Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino. São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).
No texto 8A2-I, pertencem à mesma classe de palavras os vocábulosResolução comentada
Análise das alternativas
Joaquim Mattoso Câmara Jr. Estrutura da língua portuguesa. 44. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011 (com adaptações).
O tipo de alternância vocálica referido no texto precedente é evidenciado no parResolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
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Conforme os estudiosos da linguística textual, a análise da língua deve ser feita com base na produção textual, pelo estudo, a partir do texto, oral ou escrito, dos seguintes elementos, entre outros:
Julgue os itens que se seguem, relativos a abordagens linguísticas.
Sabendo que cada função da linguagem destaca um elemento específico da comunicação, cujo objetivo principal é direcionar o foco da comunicação para esse elemento, assinale a opção correta.
Considerando-se que os conceitos de gramática representam abordagens diferentes para o estudo da linguagem, cada uma com seus objetivos e métodos, assinale a opção correta.
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No que se refere à noção semântica de acarretamento, assinale a opção correta, considerando a interpretação dos conteúdos das sentenças em um mesmo mundo e a partir de um mesmo referencial temporal.
Acrescentemos que, em português, a alternância vocálica pode ser o que podemos chamar submorfêmica. Isto acontece quando não é ela (como, ao contrário, sucede em fiz, em face de faz + er) a marca única da noção gramatical por expressar. Ela entra no vocábulo formal como um reforço, por assim dizer, de um morfema gramatical.
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Entre os recursos didáticos utilizados no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) da UNIVESP, estão os recursos educacionais abertos, que são
Na atualidade, a educação a distância, considerando os campos e as terminologias utilizadas nos processos de formação,