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Marinha do Brasil — CP-CSM-CD 2020 — Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia — Prova Amarela

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2020Superior

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 49 com gabarito

Odontopediatria Terapia Pulpar em Dentes Decíduos

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2020 Superior

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Segundo Dean et. al (2011), no processo de diagnóstico para seleção de dentes decíduos em crianças que sejam candidatas adequadas à execução da terapia pulpar em dente vital, os seguintes fatores devem ser considerados, EXCETO:
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Fatores de seleção para terapia pulpar vital em decíduos; o levante de mordida não é fator.

A seleção do caso considera cooperação do paciente e dos pais, estágio de desenvolvimento dental, dificuldade técnica prevista e condições do dente. A obtenção do primeiro levante de mordida do desenvolvimento oclusal não é critério de diagnóstico para esta terapia.

Análise das alternativas

A, B e C são fatores considerados na seleção do caso. E) Considerada: a extrusão excessiva do dente por perda de antagonistas é uma condição clínica avaliada. D) É a exceção.

Referência: Dean et al. (2011), McDonald e Avery Odontopediatria para a Criança e o Adolescente.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortodontia Desenvolvimento da Oclusão — Desvantagem Incisiva

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Segundo Proffit (2012), no arco dental inferior, quando os incisivos laterais permanentes erupcionam, há, em média, 1,6 mm a menos de espaço disponível para o alinhamento dos quatro incisivos permanentes. Essa diferença entre a quantidade de espaço necessário para os incisivos e a quantidade disponível para eles é chamada Desvantagem Incisiva. Assinale a opção que apresenta corretamente os mecanismos fisiológicos do desenvolvimento da oclusão, que permitem ao organismo obter o espaço adicional para alinhar os incisivos inferiores permanentes, após o período de apinhamento normal suave.
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Mecanismo que fornece espaço extra aos incisivos inferiores: movimento distal dos caninos.

Para compensar a desvantagem incisiva, o organismo se vale de mecanismos como o reposicionamento distal dos caninos decíduos e permanentes, no espaço disponível nos arcos. Esse reposicionamento aumenta o espaço para o alinhamento dos incisivos.

Análise das alternativas

A) Errada: o posicionamento lingual da coroa dos incisivos permanentes em relação aos decíduos agrava o apinhamento. C) Errada: o crescimento anterior da mandíbula é mínimo. D) Errada: os molares decíduos são maiores que os pré-molares, e não menores (é o espaço de Leeway). E) Errada: o comprimento e a circunferência do arco tendem a diminuir na transição.

Referência: Proffit (2012), Ortodontia Contemporânea.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Dentística Mock-up — Planejamento Estético

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Segundo Baratieri et al (2017), as referências e princípios estéticos norteiam a elaboração do planejamento individualizado. A respeito do mock-up, é correto afirmar que:
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Mock-up: desgaste prévio em dentes muito vestibularizados ou apinhados.

Em dentes com apinhamento grave ou muito vestibularizados, o ensaio restaurador sobrecontornaria o dente. Por isso é preciso desgastar previamente, para que o mock-up tenha volume adequado.

Análise das alternativas

A) Errada: o conhecimento das dimensões ideais dos dentes anteriores é sempre necessário. B) Errada: o mock-up permite prever e guiar a necessidade de cirurgia periodontal. C) Errada: o mock-up é uma simulação provisória, e a microestética é definida na restauração final. D) Errada: regiões com resina espessa e opaca indicam excesso de volume, e a conduta é ajustar o planejamento. A necessidade de preparo é avaliada pelo desgaste prévio ao ensaio, como na E.

Referência: Baratieri et al. (2017), Odontologia Restauradora: Fundamentos e Possibilidades.

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Farmacologia Sedação Mínima Inalatória com Óxido Nitroso

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Segundo Andrade & Ranali (2011), os métodos de controle da ansiedade podem ser farmacológicos ou não farmacológicos. Dentre os farmacológicos, destaca-se a sedação mínima por via inalatória. Assim, assinale a opção que NÃO apresenta uma vantagem dessa técnica em relação a que emprega a via oral.
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Resolução comentada

Vantagens da sedação inalatória com óxido nitroso versus via oral; a alternativa que não é vantagem é a dose única.

A sedação inalatória é titulada: o gás é administrado de forma gradual e ajustada à resposta do paciente até o nível desejado. Não se usa dose única, ao contrário da via oral, em que a dose é fixa e difícil de ajustar. Por isso B não é vantagem.

Análise das alternativas

A) Vantagem: há analgesia relativa. C) Vantagem: o N2O tem baixa toxicidade sobre fígado, pulmões, rins e sistemas cardiovascular e respiratório. D) Vantagem: o profissional controla a duração e a intensidade a qualquer momento. E) Vantagem: início e recuperação rápidos.

Referência: Andrade & Ranali (2011), Sedação consciente em Odontologia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Odontologia em Pacientes Sistemicamente Comprometidos Diabetes Mellitus

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De acordo com Little, Falace & Rhodus (2009), sobre o tratamento odontológico do paciente com Diabetes, é correto afirmar que:
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No diabético em uso de insulina, deve-se ter fonte de glicose à mão para tratar hipoglicemia.

Pacientes que usam insulina podem sofrer hipoglicemia, então suco, refrigerante ou Glucola devem estar disponíveis para administrar ao primeiro sintoma. Esse é o cuidado preconizado, e a alternativa C o descreve.

Análise das alternativas

A) A profilaxia antibiótica não é sempre recomendada. B) As consultas devem ser matutinas, não vespertinas. D) O paciente deve manter a dieta normal e a dose habitual, não pular refeições. E) Com diabetes controlado, a maioria dos procedimentos pode ser feita sem precauções adicionais.

Referência: Little, Falace, Miller, Rhodus — Manejo Odontológico do Paciente Clinicamente Comprometido (2009) — diabetes melito.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Odontologia em Pacientes Sistemicamente Comprometidos Quimioterapia — Contagem de Leucócitos e Plaquetas

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Segundo Little, Falace & Rhodus (2009), se o paciente estiver recebendo quimioterapia tanto em ambiente hospitalar quanto ambulatorial, o dentista deve estar ciente da contagem de leucócitos do paciente antes de executar os cuidados odontológicos. Em geral, os procedimentos odontológicos podem ser realizados com as seguintes contagens:
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Resolução comentada

Procedimentos odontológicos com granulócitos > 2.000/mm³ e plaquetas > 50.000/mm³.

Segundo Little e Falace, em pacientes em quimioterapia os procedimentos podem ser feitos com granulócitos acima de 2.000 células/mm³ e plaquetas acima de 50.000 células/mm³. Abaixo disso há risco de infecção e sangramento, e é preciso consultar o oncologista.

Análise das alternativas

B, C, D e E apresentam valores diferentes dos limiares citados pela referência, seja para granulócitos, seja para plaquetas.

Referência: Little, Falace, Miller, Rhodus — Manejo Odontológico do Paciente Clinicamente Comprometido (2009) — câncer.

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Estomatologia Doenças Vesiculobolhosas Autoimunes

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De acordo com Sook-Bin Woo (2013), assinale a opção que apresenta a doença autoimune que acomete a mucosa oral, frequentemente na ausência de lesões cutâneas, cuja característica histopatológica é a formação de fendas subepiteliais com preservação de células da camada basal e cujos estudos de imunofluorescência direta exibem depósitos lineares de IgG, C3 e/ou IgA na zona da membrana basal do epitélio.
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Resolução comentada

Fenda subepitelial e depósito linear na membrana basal indicam penfigoide das membranas mucosas.

O penfigoide das membranas mucosas acomete a mucosa oral, muitas vezes sem lesão cutânea. Mostra clivagem subepitelial com basais preservadas e imunofluorescência direta com depósito linear de IgG, C3 e/ou IgA na membrana basal.

Análise das alternativas

A) O pênfigo vulgar tem fenda suprabasal e depósito intercelular. C) No lúpus há depósitos granulares ou em banda lúpica, com outro quadro clínico. D) A doença do enxerto contra hospedeiro tem aspecto liquenoide. E) O líquen plano tem infiltrado em faixa e fibrinogênio na membrana basal.

Referência: Sook-Bin Woo, Oral Pathology: A Comprehensive Atlas and Text (2013) — doenças vesiculobolhosas.

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Estomatologia Sífilis

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Segundo Neville et al (2016), com relação à Sífilis, coloque V (verdadeiro) ou F (falso) e marque a opção que apresenta a sequência correta.

( ) A Sífilis primária é caracterizada pelo cancro.
( ) Placas mucosas e a condição chamada glossite luética podem ser vistas na Sífilis secundária.
( ) Lesões chamadas de condiloma lata podem estar presentes na sífilis terciária.
( ) O teste sorológico VDRL é mais específico e sensível do que o FTA-ABS.
( ) A ceratite ocular intersticial faz parte da tríade de Hutchinson encontrada na Sífilis congênita.
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Resolução comentada

Sequência V-F-F-F-V.

A sífilis primária se caracteriza pelo cancro (V). Placas mucosas ocorrem na secundária, mas a glossite luética é tardia (terciária), então o item é falso conforme o gabarito (F). O condiloma lata é da secundária (F). O VDRL é menos específico que o FTA-ABS (F). A ceratite intersticial faz parte da tríade de Hutchinson (V).

Análise das alternativas

As alternativas A, B, D e E marcam como verdadeiros itens falsos (VDRL mais específico, condiloma lata na terciária) ou como falso o cancro na primária.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016) — Sífilis.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Farmacologia Antibióticos — Mecanismos de Ação

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De acordo com Yagiela et al (2011), os antibióticos afetam a viabilidade dos microorganismos através de cinco mecanismos de ação. Assim, assinale a opção que apresenta o mecanismo de ação do metronidazol.
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Resolução comentada

O metronidazol inibe a síntese de ácido nucleico.

O metronidazol é reduzido em anaeróbios, formando metabólitos que danificam o DNA e inibem a síntese de ácidos nucleicos. Por isso, entre as opções, é classificado nesse mecanismo.

Análise das alternativas

A) Atuam na parede celular os beta-lactâmicos e a vancomicina. B) Atuam na membrana as polimixinas. D) Atuam na síntese proteica ribossomal macrolídeos, tetraciclinas e clindamicina. E) Atuam na síntese de ácido fólico sulfonamidas e trimetoprima.

Referência: Yagiela et al., Farmacologia e Terapêutica para Dentistas (2011) — antibióticos.

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Imunologia Imunidade Inata e Adaptativa

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A função fisiológica do Sistema Imunológico é a defesa contra microorganismos infecciosos. Segundo Kumar et al (2008), coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo e assinale a seguir a opção correta.

( ) Os mecanismos de imunidade natural incluem as barreiras epiteliais, células fagocitárias, células natural killer e proteínas plasmáticas, como as do sistema complemento.
( ) As reações de defesa da imunidade adquirida se desenvolvem rapidamente, entretanto não são potentes e especializadas.
( ) A imunidade celular é a reação dos linfócitos B, desenvolvida para combater os patógenos associados às células, como os microorganismos fagocitados e os presentes no citoplasma das células infectadas.
( ) A imunidade humoral é mediada pelos anticorpos, sendo eficaz contra patógenos extracelulares, na circulação ou na superfície das mucosas.
( ) Os linfócitos T citotóxicos CD8+ destroem as células que expressam antígenos no citoplasma reconhecidos como estranhos, por exemplo, células infectadas por vírus ou células tumorais.
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Resolução comentada

Sequência V-F-F-V-V.

A imunidade natural inclui barreiras epiteliais, fagócitos, células NK e complemento (V). A imunidade adquirida se desenvolve lentamente, mas é potente e especializada (F). A imunidade celular é mediada por linfócitos T, não B (F). A imunidade humoral é mediada por anticorpos contra patógenos extracelulares (V). Os linfócitos T CD8+ destroem células infectadas e tumorais (V).

Análise das alternativas

As demais alternativas erram ao tornar verdadeira a rapidez da imunidade adquirida ou ao atribuir a imunidade celular aos linfócitos B, ou ao negar o papel dos CD8+.

Referência: Kumar, Abbas, Fausto — Robbins, Patologia Básica (2008) — doenças do sistema imune.

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Estomatologia Estomatite Aftosa Recorrente

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A Estomatite Aftosa Recorrente é uma das doenças mais comuns da mucosa oral, com uma prevalência média de 20% na população em geral. Coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo, segundo Neville et al (2016), assinalando a seguir a opção correta.

( ) A destruição da mucosa parece representar uma reação imunológica mediada por células B, com produção do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa).
( ) A barreira mucosa parece ser importante na prevenção da estomatite aftosa e pode explicar a quase exclusiva presença de estomatite aftosa na mucosa não queratinizada.
( ) As Síndromes de Sweet, MAGIC, e de Behçet são desordens sistêmicas que podem apresentar uma prevalência aumentada de ulcerações semelhantes às aftas.
( ) A variante clínica da estomatite aftosa mais comum são as ulcerações aftosas herpetiformes.
( ) As características histopatológicas da estomatite aftosa não são específicas, profundamente à área de ulceração, o tecido conjuntivo exibe um aumento na vascularização e um infiltrado inflamatório celular misto, que consiste em linfócitos, histiócitos e polimorfonucleares.
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Resolução comentada

Sequência F-V-V-F-V.

A destruição da mucosa é mediada por linfócitos T (com TNF-alfa), não por células B, então o item 1 é falso. A doença ocorre quase só em mucosa não queratinizada (V). Sweet, MAGIC e Behçet cursam com úlceras aftosas (V). A variante mais comum é a menor, não a herpetiforme (F). A histopatologia é inespecífica (V).

Análise das alternativas

A, B, C e D contêm itens trocados: dão como verdadeira a mediação por células B, como falsa a associação com síndromes sistêmicas, ou como verdadeira a herpetiforme como mais comum.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016) — Estomatite aftosa recorrente.

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Patologia Bucal Osteonecrose dos Maxilares Relacionada a Medicamentos

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Segundo Neville et al (2016), em 2014 a American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS) adicionou as terapias antiangiogênicas às terapias antirreabsortivas e alterou a nomenclatura “Osteonecrose dos ossos gnáticos” para “Osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos (MRONJ)”. São agentes antiangiogênicos e antirreabsortivos, relacionados à MRONJ, respectivamente:
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Resolução comentada

Sunitinib é antiangiogênico e denosumabe é antirreabsortivo.

O sunitinib é um inibidor de tirosina quinase antiangiogênico. O denosumabe é um anticorpo anti-RANKL antirreabsortivo. Os dois estão associados à MRONJ, na ordem pedida.

Análise das alternativas

A) O alendronato é antirreabsortivo e o bevacizumabe é antiangiogênico, ordem invertida. C) Os dois são bifosfonatos antirreabsortivos. D) Os dois são antirreabsortivos. E) O sorafenibe é antiangiogênico, mas "tirosinato de sódio" não é um antirreabsortivo.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016) — Osteonecrose relacionada a medicamentos.

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Estomatologia Candidíase Mucocutânea

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Segundo Neville et al (2016), a infecção pelo fungo de levedura Candida albicans é denominada Candidíase e é a infecção fúngica oral mais comum com uma série de manifestações clínicas. Sobre a Candidíase mucocutânea, assinale a opção INCORRETA.
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Resolução comentada

A incorreta é a C: na candidíase mucocutânea as placas são espessas e não removíveis à raspagem.

Na candidíase mucocutânea crônica, as lesões orais são placas brancas espessas e aderidas, que não se removem à raspagem, como na candidíase hiperplásica. A afirmação de que são removíveis é a incorreta. As demais alternativas estão corretas.

Análise das alternativas

A, B, D e E descrevem corretamente a herança, o papel da IL-17 e as alterações endócrinas associadas.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016) — Candidíase.

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Estomatologia Distúrbios do Paladar

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Segundo Neville et al (2016), a disgeusia ou hipogeusia apresentam-se associadas aos seguintes fatores locais e sistêmicos, respectivamente:
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Resolução comentada

Disgeusia associa-se a xerostomia (fator local) e hipogeusia à deficiência de zinco (fator sistêmico).

A xerostomia é fator local que prejudica a percepção do sabor. A deficiência de zinco é fator sistêmico clássico de hipogeusia. A alternativa D traz as duas associações.

Análise das alternativas

A, B, C e E misturam fatores sem a associação descrita, como vitaminas E, B12, C e A em fatores sistêmicos, ou candidíase, alcoolismo, clorexidina e cárie como fatores locais fora do padrão.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016) — distúrbios do paladar.

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Odontologia em Pacientes Sistemicamente Comprometidos Insuficiência Renal Crônica — Manifestações Orais

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Segundo Little, Fallace & Rhodus (2009), várias alterações orais são observadas em pacientes que apresentam insuficiência renal crônica. Assim, assinale a opção que NÃO apresenta uma manifestação oral da insuficiência renal crônica.
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Resolução comentada

A estomatite aftosa não é manifestação típica da insuficiência renal crônica.

Na IRC são comuns petéquias e equimoses (disfunção plaquetária), pigmentação, disgeusia (hálito urêmico) e candidíase pela imunossupressão. A estomatite aftosa não está entre as manifestações orais clássicas.

Análise das alternativas

A, B, C e D são manifestações descritas na IRC, por distúrbios de coagulação, deposição de pigmentos, gosto metálico/amônia e imunossupressão.

Referência: Little, Falace, Miller, Rhodus — Manejo Odontológico do Paciente Clinicamente Comprometido (2009) — doença renal.

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Patologia Bucal Histiocitose de Células de Langerhans

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Segundo Neville et al (2016), na Histiocitose das células de Langerhans (Histiocitose X), a identificação das células de Langerhans é necessária para confirmar o diagnóstico e, para isso, métodos adicionais de diagnósticos são requeridos. A microscopia eletrônica tem sido padrão ouro por muitos anos porque, ultraestruturalmente, as células de Langerhans contêm estruturas citoplasmáticas em forma de bastonetes, conhecidas como:
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Resolução comentada

Os grânulos de Birbeck são marca ultraestrutural das células de Langerhans.

Os grânulos de Birbeck são estruturas citoplasmáticas em forma de bastonete (raquete de tênis) vistas à microscopia eletrônica. Eles caracterizam as células de Langerhans. Hoje a imuno-histoquímica (CD1a, S-100, langerina) também é usada.

Análise das alternativas

A) Os grânulos de Verocay estão ligados ao schwannoma (corpos de Verocay). C) As células de Tzanck são acantolíticas, do pênfigo. D) Os grânulos de Fordyce são glândulas sebáceas ectópicas. E) Grânulos sulfúricos são típicos da actinomicose.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016) — Histiocitose de células de Langerhans.

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Patologia Bucal Genodermatoses com Manifestações Bucais

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Segundo Neville et al (2016), a Síndrome cuja patogênese está relacionada a uma mutação no gene homólogo da fosfatase e tensina deletado no cromossomo 10 (PTEN) e que pode apresentar como aspectos clínicos múltiplas pápulas pequenas na pele da face que representam microscopicamente folículos hamartomatosos denominados triquilemomas, múltiplas pápulas bucais afetando a gengiva, o dorso de língua e a mucosa jugal e lesões de pele, como a queratose acral e queratose palmo plantar, é a Síndrome de:
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Resolução comentada

Mutação no PTEN com triquilemomas e pápulas orais é a síndrome de Cowden.

A síndrome de Cowden (síndrome do hamartoma múltiplo) decorre de mutação no gene PTEN. Cursa com triquilemomas faciais, pápulas orais papilomatosas, ceratoses acrais e palmoplantares, além de risco aumentado de câncer de mama e tireoide.

Análise das alternativas

A) A síndrome de Kindler é uma genodermatose bolhosa. B) A síndrome de Gilbert é um distúrbio do metabolismo da bilirrubina. D) A síndrome de Gardner tem mutação no gene APC, com polipose e osteomas. E) A síndrome de Reiter é artrite reativa.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016) — Síndrome de Cowden.

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Estomatologia Manifestações Orais de Doenças Sistêmicas

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Segundo Neville et al (2016), a doença cujas manifestações orais incluem a queilite angular e glossite atrófica, ou atrofia generalizada da mucosa oral, e que é observada em associação com disfagia na Síndrome de Plummer-Vinson é a:
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Resolução comentada

Queilite angular, glossite atrófica e disfagia (Plummer-Vinson) são da anemia ferropriva.

A síndrome de Plummer-Vinson (Paterson-Kelly) associa anemia ferropriva crônica, disfagia por membranas esofágicas, atrofia da mucosa oral, glossite atrófica e queilite angular. Há risco aumentado de carcinoma espinocelular.

Análise das alternativas

A) A tireotoxicose não causa esse quadro. B) O mixedema causa macroglossia e outras alterações, não a síndrome. C) A anemia perniciosa causa glossite, mas não se associa à Plummer-Vinson. E) A estomatite urêmica é lesão inflamatória da insuficiência renal.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016) — doenças hematológicas.

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Estomatologia Infecções Bacterianas, Fúngicas e Virais

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Segundo Neville et al (2016), são infecções bacterianas, fúngicas e virais, respectivamente:
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Resolução comentada

Hanseníase (bacteriana), histoplasmose (fúngica) e caxumba (viral).

A hanseníase é causada por Mycobacterium leprae, a histoplasmose por Histoplasma capsulatum e a caxumba pelo paramixovírus. Só a alternativa E segue a ordem bacteriana, fúngica e viral.

Análise das alternativas

A) O citomegalovírus é viral, mas impetigo e actinomicose são ambos bacterianos. B) A escarlatina é bacteriana, não viral. C) A mononucleose é viral e a erisipela e a blastomicose não seguem a ordem pedida. D) A noma é bacteriana, não viral.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2016) — doenças bacterianas, fúngicas e virais.

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Estomatologia Complicações Orais da Terapia Antineoplásica

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De acordo com Yagiela et al (2011), as complicações orais da terapia antineoplásica podem resultar dos efeitos citotóxicos dos fármacos nos tecidos orais ou resultar da terapia que envolve tecidos distantes. Assim, assinale a opção que apresenta a complicação oral da Quimioterapia para o Câncer e que representa uma toxicidade indireta.
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Resolução comentada

A anemia é toxicidade indireta da quimioterapia, por mielossupressão.

As toxicidades diretas atingem os tecidos orais, como mucosite e disfunção das glândulas salivares. As indiretas decorrem de efeitos sistêmicos, como mielossupressão, que causa anemia, infecção e sangramento. Pelo gabarito, a anemia é a opção que representa toxicidade indireta.

Análise das alternativas

A) A mucosite é toxicidade direta sobre a mucosa. C) A disfagia é consequência local da mucosite. D) A neuropatia do trigêmeo é toxicidade neurológica de certos fármacos. E) A disfunção das glândulas salivares é efeito direto sobre os tecidos orais.

Referência: Yagiela et al., Farmacologia e Terapêutica para Dentistas (2011) — fármacos antineoplásicos.

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