← Voltar para a lista de provas Marinha do Brasil · Capelão Naval — Sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana 50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível A morte de Cristo é expiatória por ser vitória sobre o pecado, a morte e o demônio. Para Bettencourt, a morte de Cristo é expiatória por ser sua vitória sobre o pecado, a morte e o demônio, restaurando a comunhão do homem com Deus. A, B e C trazem motivos sem base na doutrina da redenção. D é erro cristológico, pois a natureza humana de Cristo não é absorvida pela divina (Calcedônia). Referência: BETTENCOURT, Estêvão. Curso de Cristologia (2013). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A pessoa é corpórea e espiritual vivendo a dualidade na unidade fundamental. Rubio apresenta a antropologia cristã que afirma a unidade da pessoa, que é corpórea e espiritual ao mesmo tempo. A dualidade é vivida na unidade fundamental, sem separação. B e D descrevem dualismos (platônico e cartesiano) rejeitados. C nega a inter-relação entre corpo e alma. E nega a existência de aspectos distintos, o que contradiz 'corpórea e espiritual'. Referência: RUBIO, Afonso G. Unidade na pluralidade (2006). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os seguidores de Jesus foram chamados cristãos pela primeira vez em Antioquia. Atos 11,26 narra que foi em Antioquia que os discípulos receberam pela primeira vez o nome de cristãos, o que Bettencourt também registra. Jerusalém, Roma, as ilhas gregas e a Palestina não são citadas por Atos como o lugar onde o nome surgiu. Referência: Atos dos Apóstolos 11,26; BETTENCOURT, Estêvão. História da Igreja (2012). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A leitura fundamentalista interpreta a Bíblia literalmente em todos os seus detalhes. A Pontifícia Comissão Bíblica descreve a leitura fundamentalista como a que parte da Bíblia inspirada e sem erro e a toma literalmente em todos os seus detalhes, ignorando o contexto histórico e os gêneros literários. A, B e D não correspondem ao princípio descrito. E é o oposto: a leitura fundamentalista desconsidera o contexto histórico. Referência: Pontifícia Comissão Bíblica, A Interpretação da Bíblia na Igreja (1993), I.F. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Parentes legais em linha reta ou no 2º grau colateral não podem se casar entre si. O cân. 1094 estabelece impedimento dirimente: não podem contrair matrimônio validamente entre si os que estão ligados por parentesco legal surgido de adoção em linha reta ou no segundo grau da linha colateral. A e C preveem processos que não afastam o impedimento. B e E criam restrições (batizados, cristãos) inexistentes no cânon. Referência: Código de Direito Canônico, cân. 1094. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A visão do homem como pessoa tem fundamento no cristianismo. Para Rubio, o conceito de pessoa, com dignidade, singularidade e relação, nasce da reflexão cristã sobre a Trindade e a Encarnação. A filosofia grega conhecia o 'indivíduo', mas não a pessoa nesse sentido. A e E: a filosofia moderna e a grega não são o fundamento originário. B e D não desenvolveram esse conceito. Referência: RUBIO, Afonso G. Unidade na pluralidade (2006). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Orígenes vê a salvação como tríplice presença de Deus e Cristo na Escritura, na Igreja e no fiel. Orígenes de Alexandria afirma que a economia da salvação se resume na presença tríplice de Cristo e de Deus na Escritura, na Igreja e na alma de cada fiel, base de sua leitura espiritual da Bíblia. Cirilo, Tomás, Duns Scoto e Agostinho não são associados a essa síntese; Tomás e Scoto sequer são pensadores da era patrística. Referência: Orígenes; cf. Henri de Lubac, História e Espírito. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em Agostinho, o Espírito é caracterizado como communio, caritas e donum. Segundo Schneider, em Agostinho o Espírito Santo é visto, no contexto da eclesiologia e da graça, como comunhão (communio) do Pai e do Filho, amor (caritas) e dom (donum). Essa tríade sustenta sua pneumatologia. A remete à analogia psicológica (memória, inteligência, vontade), mas não à caracterização do Espírito. B, D e E misturam termos que não pertencem a essa caracterização. Referência: SCHNEIDER, Theodor (org.). Manual de Dogmática (2012) – Pneumatologia; Agostinho, De Trinitate. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O Vaticano II redescobre Jesus como revelador do Pai e sua revelação definitiva. Para Fisichella, a Dei Verbum recentra a revelação em Cristo, que revela o Pai e é a plenitude definitiva da revelação. O Concílio redescobre Jesus nessa condição. A e C apresentam títulos messiânicos/proféticos não destacados como a redescoberta conciliar. D inverte o sentido, pois Cristo revela o Pai, não a Igreja. E é afirmação cristológica geral, não o enfoque revelacional. Referência: FISICHELLA, Rino. Introdução à Teologia Fundamental (2000); Dei Verbum, n. 2 e 4. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Teilhard de Chardin foi o primeiro a tentar uma recepção abrangente do evolucionismo na teologia. Schneider destaca Pierre Teilhard de Chardin como autor da primeira tentativa mais abrangente de integrar o pensamento evolucionista à teologia, com sua visão de Cristo como ponto ômega da evolução cósmica. Rahner, Ratzinger e Forte são teólogos posteriores e não foram os pioneiros dessa recepção ampla. 'John Sobrinho' é distrator (o nome correto seria Jon Sobrino, da teologia da libertação). Referência: SCHNEIDER, Theodor (org.). Manual de Dogmática (2012) – Teologia da Criação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Theotókos significa verdadeiramente Mãe de Deus. O termo grego 'Theotókos' ('aquela que deu à luz Deus'), proclamado em Éfeso (431), afirma que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois Jesus é uma só pessoa, divina. É afirmação cristológica antes de mariológica. A: não é título dogmático. B: refere-se a Auxiliadora. D: corredentora é outro título. E: 'cheia de graça' é o termo kecharitoméne, não Theotókos. Referência: Concílio de Éfeso (431); Catecismo da Igreja Católica, nn. 466 e 495. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A doutrina bíblica da criação é testemunho de fé na ação de Deus como criador. Para Schneider, os textos bíblicos sobre a criação não são relato científico, mas testemunho de fé na ação de Deus no mundo e dentro do mundo como criador. Respondem ao 'quem' e ao 'porquê', não ao 'como'. A, D e E atribuem à Bíblia caráter científico (como, etapas da evolução, história natural), o que ela não tem. B reduz o texto a figuras de linguagem, esvaziando seu testemunho de fé. Referência: SCHNEIDER, Theodor (org.). Manual de Dogmática (2012) – Teologia da Criação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Paulo usa as categorias 'mistério' e 'Evangelho' para a revelação. Segundo Latourelle, Paulo expressa a revelação por meio de mistério (o plano oculto de Deus, manifestado em Cristo) e Evangelho (a proclamação desse mistério). Essas são as duas categorias paulinas centrais. B, C, D e E combinam termos que não formam o par destacado por Latourelle (cosmogonia, teofania, conhecimento e plenitude não são as duas categorias). Referência: LATOURELLE, René. Teologia da Revelação (1992). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Duas naturezas em uma só pessoa' é a união hipostática. A união hipostática designa a união da natureza divina e da humana na única pessoa (hypostasis) do Verbo, definida em Calcedônia. Trese usa esse termo para a fórmula. A: Encarnação é o fato de o Verbo assumir a carne, não a fórmula das duas naturezas. C: Mediação refere-se à função de Cristo. D: Comunhão é termo genérico. E: União trinitária não é termo cristológico. Referência: TRESE, Leo J. A Fé Explicada (1999); Concílio de Calcedônia (451). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O Vaticano II concebe a doutrina como algo que se desenvolve na vida da Igreja. A convicção central do Vaticano II (Dei Verbum 8) é que a Tradição apostólica progride na Igreja, com crescimento da compreensão das coisas e palavras transmitidas. Assim, a doutrina se desenvolve na vida eclesial, base do método teológico. A: a Tradição não é a única chave, pois há Escritura e Magistério. C: a fé não deve ser 'sempre questionada'. D: o diálogo com a vida social é aspecto secundário. E: não é a declaração principal sobre o método. Referência: Concílio Vaticano II, Dei Verbum, n. 8. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As afirmações sobre o inferno são um apelo à responsabilidade no uso da liberdade. O Catecismo da Igreja Católica ensina que as afirmações da Escritura e da Igreja sobre o inferno são um apelo à responsabilidade com que o homem deve usar sua liberdade em vista de seu destino eterno, e um chamado urgente à conversão. A: o Catecismo não propõe o medo como finalidade. B: puritanismo não é conceito do Catecismo. D: o foco não é a questão social. E: o inferno não é 'superado' no aquém; o apelo é à responsabilidade e à conversão. Referência: Catecismo da Igreja Católica, nº 1036. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Schneider, o Espírito do amor de Deus cria vida, testemunha a verdade e fundamenta a liberdade. Na pneumatologia de Schneider, o Espírito Santo é o Espírito do amor de Deus que cria vida, dá testemunho da verdade e fundamenta a liberdade. Esses três aspectos (vida, verdade, liberdade) resumem a ação do Espírito na criação e na redenção, conforme o gabarito. A, B, C e E trazem expressões (ponte, laços sociais, paz mundial, justiça social) que não correspondem à tríade vida–verdade–liberdade apresentada pelo autor. Referência: SCHNEIDER, Theodor (org.). Manual de Dogmática (2012) – Pneumatologia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Latourelle, o AT revela o próprio Javé e seu desígnio de salvação. Latourelle sintetiza o objeto da revelação veterotestamentária em duas dimensões: a revelação do próprio Javé, Deus vivo e pessoal, e a revelação de seu desígnio de salvação para o povo. A e D) A negação da idolatria é consequência, não objeto central. B) As teofanias não se reduzem à revelação da lei. E) O caráter histórico de Javé não resume o objeto da revelação. Referência: Latourelle (1992), Teologia da Revelação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A Igreja venera a Escritura como norma suprema de sua fé. A Dei Verbum, n. 21, diz que a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras e as considera, junto com a Tradição, como regra suprema de sua fé. B) Não são apenas livros históricos. C) A Escritura é revelação sobrenatural, não natural. D e E) Não são caracterizações da Dei Verbum. Referência: Concílio Vaticano II, Dei Verbum, n. 21. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível No AT, participam da criação a Palavra, a sabedoria e o espírito de Deus. Os livros do Antigo Testamento descrevem a criação como obra de Deus mediante sua Palavra (Gn 1; Sl 33), sua Sabedoria (Pr 8; Sb 9) e seu Espírito (Gn 1,2; Sl 104,30). A, C, D e E) Combinam elementos incorretos, como potência divina e comunhão trinitária, que não são as mediações veterotestamentárias da criação indicadas pelo autor, sendo a comunhão trinitária uma formulação do NT e da teologia posterior. Referência: Schneider (2012), Teologia Dogmática. Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — CP-CapNav/2021 — Sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana — Prova Amarela
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Análise das alternativas
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Segundo Bettencourt (2013), por que a morte de Cristo é expiatória?
Para Rubio (2006), a pessoa humana “é una e simultaneamente corpórea e espiritual”; essa concepção sintetiza uma antropologia em que:
Segundo Bettencourt (2012), em qual localidade, pela primeira vez, os galileus ou nazarenos receberam o nome de cristãos?
A Pontifícia Comissão Bíblica afirma que a leitura fundamentalista parte do princípio de que a Bíblia, sendo Palavra de Deus inspirada e isenta de erro, deve ser lida e interpretada literalmente:
Segundo o Cân. 1094, do Código de Direito Canônico, aqueles que estão ligados por parentesco legal, surgido de adoção em linha reta ou no segundo grau da linha colateral:
Para Rubio (2006), a visão do homem como pessoa está fundamentada:
Que pensador da tradição cristã antiga afirma que a economia da salvação se resume na tríplice presença de Deus e de Cristo na Escritura, na Igreja e no fiel?
Segundo Schneider (2012), na concepção de Santo Agostinho, a caracterização do Espírito deve ser vista no contexto da eclesiologia e da doutrina da graça como:
Segundo Fisichella (2000), o Concílio Vaticano II redescobre a pessoa de Jesus enquanto:
Schneider (2012), destaca que a primeira tentativa mais abrangente para a recepção do pensamento evolucionista na esfera teológica foi do teólogo:
De acordo com a Doutrina Católica, a palavra grega “Theotókos”, aplicada à Maria, significa que ela é:
Segundo Schneider (2012), a doutrina bíblica da criação oferece:
O teólogo Latourelle (1992), destaca que o apóstolo Paulo “para penetrar no âmago da ideia da revelação, utiliza-se de dois termos ou categorias”, são eles:
Segundo Trese (1999), como é denominada a terminologia cristológica: “Há duas naturezas em uma só pessoa”?
A principal declaração do Concílio Vaticano II sobre o método na teologia sistemática baseia-se na convicção de que:
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “as afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja acerca do inferno” constituem um chamado:
Segundo Schneider (2012), o Espírito Santo é compreendido como Espírito do amor de Deus que cria:
De que modo Latourelle (1992) sintetiza o objeto da revelação veterotestamentária?
De acordo com a Dei Verbum, n. 21, como a Igreja Católica considera a Bíblia?
Segundo Schneider (2012), os livros veterotestamentários descrevem a ação criadora de Deus como um processo do qual participam: