← Voltar para a lista de provas Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (pré-requisito em Cirurgia Vascular) 50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível As perfurantes de Cockett ligam as veias tibiais posteriores ao ramo posterior da safena magna (arco de Leonardo). As perfurantes de Cockett ficam na face medial da perna, em sua porção inferior. Elas conectam as veias tibiais posteriores à veia arqueada posterior (de Leonardo), tributária da safena magna. A) A comunicação entre as safenas é feita por outras veias, como a de Giacomini. B) A ligação entre gemelares e soleares são outras perfurantes. C e D) Não correspondem à anatomia das perfurantes de Cockett. E) Correta. Referência: Anatomia venosa dos membros inferiores. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A aterosclerose é a causa mais frequente de AIT e AVC por lesão extracraniana. A principal causa de AIT e AVC isquêmico em lesões extracranianas é a placa aterosclerótica da bifurcação carotídea. Ela causa embolização artério-arterial e, menos comumente, hipoperfusão. A) A arterite de Takayasu é rara. C) A displasia fibromuscular é menos comum e acomete pessoas mais jovens. D) Aneurismas carotídeos extracranianos são raros. E) A embolia é o mecanismo, que em geral parte da placa aterosclerótica; a causa de base é a aterosclerose. B) Correta. Referência: Doença cerebrovascular extracraniana (Rutherford). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O Staphylococcus aureus é o agente mais associado à infecção de endopróteses aórticas. Infecções de enxertos e endopróteses vasculares são causadas principalmente por estafilococos, com destaque para o S. aureus (incluindo MRSA) e os estafilococos coagulase-negativos. A) O pneumococo é raro. C) Pseudomonas e E. coli (D) ocorrem, sobretudo em infecções inguinais e enterais, mas são menos frequentes. E) Candida é pouco comum. B) Correta. Referência: Infecção de enxertos e endopróteses (Rutherford). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O hiato adutor separa a artéria femoral superficial da poplítea. A artéria femoral superficial passa pelo hiato do músculo adutor magno e, a partir daí, passa a se chamar artéria poplítea. A) A transição entre femoral comum e superficial é a bifurcação femoral. B) Poplítea e tibial anterior se separam no nível do músculo poplíteo. C) Tronco tibiofibular e tibial posterior se relacionam na perna. E) Ilíaca externa e femoral comum se dividem no ligamento inguinal. D) Correta. Referência: Anatomia arterial do membro inferior. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Dor e peso no membro inferior esquerdo, varizes e TVP de repetição à esquerda sugerem May-Thurner. Na síndrome de May-Thurner, a artéria ilíaca comum direita comprime a veia ilíaca comum esquerda. O resultado é estase e TVP recorrente no membro inferior esquerdo, com edema e varizes secundárias. Esse é o quadro de uma mulher com dois episódios de TVP à esquerda. A) A TVP é a complicação, não a causa anatômica. B) O quebra-nozes é a compressão da veia renal esquerda. D) A trombofilia não explicaria a lateralidade. E) A doença de Mondor é tromboflebite superficial da parede torácica. Referência: Síndrome de May-Thurner (Rutherford). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Não há benefício comprovado que justifique preferir prótese não aramada à aramada; a assertiva C é a incorreta. A assertiva C afirma haver benefício comprovado do uso de prótese não aramada em detrimento da aramada, e isso é falso. Por isso é a INCORRETA. As demais assertivas descrevem princípios aceitos para o acesso com prótese. A) Correta: sem veia adequada, usa-se prótese. B) Correta: o PTFE é o material mais usado. D) Correta: as configurações são reta, em alça ou em curva. E) Correta: a localização depende da anatomia, da experiência do cirurgião e do tempo previsto de diálise. C) Incorreta, como pede o enunciado. Referência: Acessos vasculares para hemodiálise (SBACV/KDOQI). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Déficit sensitivo além dos dedos e déficit motor leve a moderado configuram Rutherford IIb. O paciente tem isquemia aguda de origem embólica (arritmia), com perda sensitiva que ultrapassa os pododáctilos (antepé e pé), dificuldade de movimento e empastamento muscular discreto. Isso caracteriza ameaça imediata ao membro, ou seja, Rutherford IIb, que exige revascularização urgente. A cianose é não fixa, o que afasta a categoria III. A) I: viável, sem déficit sensitivo ou motor. B) IIa: ameaça marginal, com perda sensitiva restrita aos dedos e sem déficit motor. D) III: irreversível, com cianose fixa, anestesia e paralisia. E) Não existe categoria IV. Referência: Classificação de Rutherford para isquemia aguda de membros. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O aneurisma de poplítea é o aneurisma periférico verdadeiro mais frequente. Entre os aneurismas periféricos verdadeiros, o de artéria poplítea é o mais comum. Entre todos os aneurismas verdadeiros, o mais frequente é o de aorta abdominal. Ele é mais comum em homens e muitas vezes bilateral. A) Errada: o mais frequente entre todos é o de aorta abdominal. C) Errada: a arteriografia mostra só a luz pérvia e subestima o tamanho em caso de trombo mural. Ultrassom, TC ou RM avaliam melhor. D) Errada: o cisto de Baker é diagnóstico diferencial de massa poplítea pulsátil. E) Errada: é bem mais comum em homens. Referência: Aneurismas periféricos (Rutherford, Cirurgia Vascular). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O músculo escaleno anterior não é referência para a incisão da endarterectomia carotídea. A incisão carotídea usa como referências o bordo anterior do esternocleidomastoideo, o ângulo da mandíbula, o processo mastoideo e a fúrcula esternal. O escaleno anterior fica profundo, na região do desfiladeiro cervical, e não orienta o acesso à bifurcação. A, B, D e E) São referências superficiais usadas para localizar a bifurcação e planejar a incisão. C) Correta como exceção: o escaleno anterior não é referência para esse acesso. Referência: Técnica cirúrgica da endarterectomia carotídea (Rutherford). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Dissecção distal à subclávia esquerda até as ilíacas: DeBakey III b e Stanford B. Na classificação de Stanford, o tipo B poupa a aorta ascendente e começa após a subclávia esquerda. Em DeBakey, o tipo III começa após a subclávia esquerda. O subtipo III b se estende abaixo do diafragma, até as ilíacas. A, B, C e D) Os tipos I e II de DeBakey envolvem a aorta ascendente, o que corresponde a Stanford A. Não existe 'II a'. E) Correta: III b / B. Referência: Classificações de DeBakey e Stanford para dissecção aórtica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A heparina causa hiperpotassemia (e não hipopotassemia) por inibir a aldosterona. A heparina suprime a síntese de aldosterona e pode causar hiperpotassemia. Hipopotassemia, portanto, não é complicação esperada. As demais são efeitos descritos da heparina. A) Reações alérgicas e anafiláticas são descritas, sobretudo com heparina de origem animal. C) Alopecia ocorre com uso prolongado. D) Trombocitopenia induzida por heparina (TIH) é a complicação clássica. E) Osteoporose ocorre com uso prolongado. B) Correta, por ser a menos associada: o efeito é o oposto, hiperpotassemia. Referência: Farmacologia da heparina (Goodman & Gilman; Rutherford, Cirurgia Vascular). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A síndrome do aprisionamento da poplítea é a causa mais frequente de claudicação em jovens, segundo o gabarito. Nos pacientes jovens, a claudicação sem fatores de risco deve fazer pensar em aprisionamento da artéria poplítea pelo músculo gastrocnêmio ou por faixa fibrosa. A compressão intermitente causa dor ao esforço. Segundo o gabarito oficial, é a causa mais frequente. A: a degeneração cística da adventícia é rara. C: a aterosclerose precoce é possível, mas menos relacionada a jovens sem fatores de risco. D: as doenças hematológicas são menos frequentes. E: a persistência da artéria ciática é rara. B é a correta. Referência: Rutherford, Vascular Surgery; Tratado de Cirurgia Vascular (SBACV). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível No diabético, a doença arterial predomina no território femoropoplíteo-tibial. No diabetes, a aterosclerose acomete preferencialmente as artérias infrapatelares e femoropoplíteas, com envolvimento distal, multissegmentar e pouco comprometimento aortoilíaco. Isso torna a revascularização mais difícil. A e E: o território proximal é menos acometido. C e D: ocorrem, mas não são a sede mais frequente. B é a correta. Referência: Tratado de Cirurgia Vascular (SBACV); Rutherford, Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A insuficiência respiratória é a complicação mais frequente após cirurgia de AAA roto. Após cirurgia de urgência de aneurisma roto, há choque, transfusão maciça e síndrome de resposta inflamatória, o que leva com frequência a insuficiência respiratória e necessidade de ventilação prolongada. As demais complicações ocorrem, porém menos vezes. A: a insuficiência renal é grave, mas menos frequente. B: a isquemia intestinal é menos comum. D: o ateroembolismo é menos comum. E: a paraplegia é rara na cirurgia infrarrenal. C é a correta. Referência: Rutherford, Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A radioterapia não está entre os fatores de risco adquiridos listados pela banca. Imobilidade prolongada, gravidez, síndrome nefrótica (perda de antitrombina) e anticoncepcionais orais são fatores de risco adquiridos clássicos para tromboembolismo venoso. Por isso a exceção do gabarito é a radioterapia. A, B, D e E são fatores de risco bem estabelecidos. C é a exceção segundo o gabarito oficial. Referência: Tratado de Cirurgia Vascular e Endovascular (SBACV); Diretriz de TEV. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Massa pulsátil na nádega, pulso femoral ausente e pulsos distais presentes sugerem aneurisma da artéria isquiática persistente. A artéria isquiática persistente é uma variante embrionária que supre o membro inferior pela nádega. É sujeita a trauma, o que favorece aneurisma e embolização distal. O pulso femoral ausente com pulsos poplíteo e distais presentes é característico, pois o fluxo vem pela isquiática. A, B, C e E não explicam a dissociação entre pulso femoral ausente e pulsos distais presentes. D é a correta. Referência: Rutherford, Vascular Surgery; Tratado de Cirurgia Vascular (SBACV). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A manipulação do seio carotídeo causa hipotensão e bradicardia. O seio carotídeo contém barorreceptores. Sua estimulação mecânica provoca reflexo vagal, com bradicardia e queda da pressão arterial. A infiltração com anestésico local previne a resposta. B, C, D e E descrevem respostas simpáticas (hipertensão e/ou taquicardia), contrárias ao reflexo do barorreceptor. A é a correta. Referência: Fisiologia do barorreflexo; Rutherford, Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Perda de 5 cm da femoral em trauma por arma de fogo exige interposição de enxerto de veia. Em lesão arterial extensa não permite anastomose terminoterminal sem tensão. O enxerto autólogo de veia safena (do membro contralateral) é o conduto preferencial em trauma, pela melhor resistência à infecção e melhor perviedade. A: a anastomose termino-terminal ficaria sob tensão com 5 cm perdidos. B: o sintético é menos indicado em campo contaminado. C: o enxerto de artéria não é rotineiro. E: a ligadura causaria isquemia grave do membro. D é a correta. Referência: ATLS; Rutherford, Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A dissecção tipo A crônica assintomática com dilatação de 5,5 cm em Marfan não consta como indicação no gabarito. O gabarito aponta a alternativa E como a exceção, ou seja, a que não representa indicação cirúrgica nos termos da diretriz usada pela banca. As demais situações (tipo B aguda complicada, tipo B crônica com dilatação acima de 6,5 cm, tipo A aguda sempre e tipo A crônica com aneurisma) são indicações reconhecidas. A, B, C e D descrevem indicações aceitas de tratamento cirúrgico. E é a exceção segundo o gabarito oficial. Referência: Tratado de Cirurgia Vascular e Endovascular (SBACV). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A epigástrica superficial é tributária da croça da safena magna. Os afluentes da croça são: pudenda externa, epigástrica superficial e circunflexa ilíaca superficial, além das safenas acessória e anterior. A epigástrica superficial drena a parede abdominal inferior para a croça. A: a safena parva desemboca na veia poplítea. B: a epigástrica inferior drena para a ilíaca externa. D: a circunflexa ilíaca (profunda) também é tributária da ilíaca externa. E: a hipogástrica é a ilíaca interna, fora do sistema da croça. C é a correta. Referência: Anatomia venosa dos membros inferiores; Tratado de Cirurgia Vascular (SBACV). Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — SSPM — PRM/2021 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-Requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia E…
Resolução comentada
Análise das alternativas
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De acordo com a Classificação de DeBakey e Stanford, para dissecção aórtica, categoriza-se uma dissecção que se origina após a subclávia esquerda estendendo-se até as artérias ilíacas como: DeBakey tipo _____ e Stanford tipo _____.Resolução comentada
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As veias perfurantes de Cockett são veias que:
A causa mais frequente de ataque isquêmico transitório (AIT) e acidente vascular cerebral (AVC) em doentes com lesões extracranianas é:
Qual microoganismo está mais associado às infecções de endopróteses aórticas?
Qual dos segmentos arteriais abaixo tem como limite anatômico o hiato adutor?
Durante uma consulta no ambulatório de Cirurgia Vascular, uma paciente do sexo feminino relata dor e sensação de peso em membro inferior esquerdo. No exame físico, foi observado uma predominância de varizes no membro sintomático, assim como um aumento de seu diâmetro. A paciente ainda relatou, após o exame físico, que já havia apresentado dois episódios de trombose venosa profunda no membro inferior esquerdo. O diagnóstico mais provável é:
Sobre a confecção de acesso vascular com prótese, assinale a opção INCORRETA.
Paciente de 48 anos de idade deu entrada no serviço de emergência com quadro de dor em membro inferior direito há 4 horas. Relata dificuldade de movimentação, dor constante e alteração da sensibilidade dos pododáctilos e antepé. No exame físico, apresenta pulso arrítmico e frequência cardíaca de 104 bpm. Todos os pulsos são palpáveis à esquerda e há ausência de pulsos poplíteo e distais à direita. Palidez, cianose não fixa e hipotermia de todo o pé, com enchimento capilar lentificado, e discreto empastamento muscular. Considerando a classificação clínica da isquemia aguda proposta por Rutherford, como graduaríamos esse paciente?
Em relação ao aneurisma de artéria poplítea, assinale a opção correta.
No acesso à carótida e sua bifurcação, é necessário o conhecimento dos planos anatômicos da região cervical. São pontos de referência que indicam os locais da dissecção e auxiliam na incisão, EXCETO:
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da sentença abaixo.
Com relação às complicações associadas ao uso da heparina, a menos associada ao seu uso é:
A causa mais frequente de claudicação intermitente em pacientes jovens é a:
Nos diabéticos, qual a sede mais frequente das lesões estenosantes ou oclusivas arteriais?
A complicação mais frequente nos pacientes submetidos à cirurgia por aneurisma de aorta abdominal roto é:
Podem ser considerados fatores de risco adquiridos para tromboembolismo venoso, EXCETO:
Mulher, 26 anos, dá entrada no consultório com queixa de dor no pé direito, massa pulsátil dolorosa na nádega e claudicação. Exame vascular: pulso femoral ausente, pulsos poplíteo e distais presentes. O diagnóstico mais provável é aneurisma de artéria:
Durante a cirurgia de carótida, a manipulação do seio carotídeo produz quais das manifestações abaixo?
Um homem de 26 anos apresenta uma ferida por arma de fogo na coxa esquerda. A exploração cirúrgica revela que os 5cm iniciais da artéria femoral estão destruídos. A conduta correta seria:
O tratamento cirúrgico das dissecções aórticas está indicado nas seguintes situações, EXCETO, dissecção tipo:
Qual veia faz parte dos ramos tributários da croça da veia safena magna?