← Voltar para a lista de provas Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (pré-requisito em Cirurgia Vascular) 50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível O aneurisma de artéria esplênica é o mais prevalente entre os viscerais. Entre os aneurismas viscerais, o da artéria esplênica responde por cerca de 60% dos casos, com predomínio em mulheres e associação com gestação e hipertensão portal. Em seguida vêm o hepático, o da mesentérica superior e outros. A, B, D e E ocorrem com menor frequência. C é a correta. Referência: Rutherford, Vascular Surgery; Tratado de Cirurgia Vascular (SBACV). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Massa cervical pulsátil com sinal de Fontaine positivo e fluxo de baixa resistência indica paraganglioma carotídeo. O tumor do corpo carotídeo é uma massa cervical lateral, de crescimento lento, pulsátil, móvel no sentido lateral e imóvel no vertical (sinal de Fontaine). É hipervascularizado, com fluxo de baixa resistência ao Doppler, e pode causar disfonia por compressão do vago ou do recorrente. A: o aneurisma teria fluxo laminar no saco, e não lesão sólida vascularizada. B, D e E não explicam a combinação de pulsatilidade, sinal de Fontaine e vascularização intensa. C é a correta. Referência: Classificação de Shamblin; Rutherford, Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O tipo IV de Crawford vai do 12º espaço intercostal à bifurcação aórtica. Na classificação de Crawford, o tipo IV é o aneurisma toracoabdominal que começa no nível do diafragma (12º espaço intercostal) e se estende por toda a aorta abdominal até a bifurcação. Os outros tipos têm outras extensões. A: o tipo I vai da subclávia esquerda até acima das renais. B: o tipo II vai da subclávia esquerda até abaixo das renais. C: o tipo III começa no segmento torácico inferior (a partir da 6ª costela) e vai até abaixo das renais. E: o tipo V (Safi) começa na aorta torácica distal e termina acima das renais. D é a correta. Referência: Crawford (1986), com modificação de Safi; Rutherford, Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O nervo vago é a única estrutura listada que não cruza a face anterior da carótida. O vago segue posteriormente, no interior da bainha carotídea, entre a carótida e a jugular interna, sem cruzá-la anteriormente. Já o tronco tirolinguofacial, o hipoglosso, o glossofaríngeo e a artéria occipital cruzam a face anterior da carótida em níveis variados. B, C, D e E cruzam anteriormente a carótida na região cervical alta. A é a única que não cruza (permanece posterior). Referência: Anatomia cirúrgica cervical; Rutherford, Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Dor em repouso corresponde ao estágio III de Fontaine. Fontaine: I é assintomático; IIa é claudicação leve (a mais de 200 m); IIb é claudicação moderada a grave (a menos de 200 m); III é dor isquêmica em repouso; IV é lesão trófica (úlcera ou gangrena). Logo, dor em repouso é estágio III. A e B correspondem à claudicação. D corresponde à lesão trófica. E não existe na classificação de Fontaine. C é a correta. Referência: Classificação de Fontaine; Tratado de Cirurgia Vascular (SBACV). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A isquemia miocárdica (infarto) é a principal causa de morte após endarterectomia carotídea. Os pacientes com doença carotídea têm aterosclerose coronariana associada com frequência. Por isso, o infarto do miocárdio é a principal causa de óbito no pós-operatório, superando o AVE. A: infecção é rara. B e D: o AVE, hemorrágico ou isquêmico, é uma complicação importante, mas causa menos mortes que a doença coronariana. E: tromboembolismo venoso é pouco frequente. C é a correta. Referência: Rutherford, Vascular Surgery; Tratado de Cirurgia Vascular (SBACV). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O tratamento precoce da arterite temporal visa evitar a cegueira. A arterite de células gigantes pode comprometer a artéria oftálmica e as ciliares posteriores, causando neuropatia óptica isquêmica anterior e perda visual irreversível. Por isso, o diagnóstico e a corticoterapia precoces são urgentes para prevenir a perda da visão. Infarto cerebral, perda auditiva, paralisia facial e necrose lingual podem ocorrer, mas são raros. A complicação temida e mais frequente é a cegueira (C). Referência: Harrison, Medicina Interna; Diretrizes do ACR para arterite de células gigantes. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A arteriografia é o padrão-ouro para o diagnóstico anatômico da lesão arterial renal. A arteriografia renal define com precisão o local, o grau e a extensão da estenose, sendo o padrão-ouro anatômico na hipertensão renovascular. Os demais métodos são menos invasivos, mas têm limitações de sensibilidade ou de acesso. A: o dúplex é triagem dependente do operador. B: o renograma com captopril é teste funcional, não anatômico. C e D: ressonância e tomografia são alternativas não invasivas, mas não são o padrão-ouro. E é a correta. Referência: Tratado de Cirurgia Vascular e Endovascular (SBACV). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A revascularização da subclávia é indicada quando há mamária interna usada em ponte coronariana. Ao cobrir a origem da subclávia esquerda, o fluxo para a artéria mamária interna enxertada no coração pode ser interrompido, causando isquemia miocárdica. Por isso, nesse caso a revascularização carotídeo-subclávia é indicada. Outras indicações incluem vertebral esquerda dominante ou única, e fístula arteriovenosa para hemodiálise no braço. B: a vertebral dominante seria indicação se fosse a esquerda dominante, mas a alternativa como escrita não é a indicação clássica de gabarito. C: paciente que não usa os membros superiores tolera a oclusão. D: tronco braquiocefálico prévio não é indicação. E: a ausência de free-flow não é critério para a ponte. Referência: Diretrizes SVS sobre TEVAR e cobertura da subclávia esquerda; Rutherford, Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A complicação mais frequente da linfangite é o linfedema pós-inflamatório. Os surtos repetidos de linfangite lesam os vasos linfáticos e causam fibrose e obstrução. Isso leva ao linfedema pós-inflamatório, que é a sequela crônica mais comum e favorece novos episódios. Abscesso, gangrena, trombose venosa e septicemia são complicações possíveis, mas bem menos frequentes. A alternativa E é a correta. Referência: Tratado de Cirurgia Vascular e Endovascular (SBACV). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Safena in situ preserva a veia no leito, mas exige devalvulação; esta não é uma vantagem. Na técnica in situ a veia permanece no leito, mantendo a vascularização da parede e o endotélio vivo. Seu calibre se adapta naturalmente ao das artérias doadora e receptora, com afunilamento gradual, e dispensa preparo em bancada. Porém, as válvulas continuam presentes e precisam ser lisadas com valvulótomo, ou seja, a devalvulação é necessária. Por isso 'desnecessário realizar devalvulação' não é vantagem, e sim uma afirmação falsa. A, B, C e D são vantagens reconhecidas da técnica in situ (compatibilidade de calibre, afunilamento, ausência de preparo em bancada, endotélio preservado). E é incorreta, pois a devalvulação é obrigatória na técnica in situ. Referência: Tratado de Cirurgia Vascular e Endovascular (Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular); Rutherford, Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Indicação absoluta do filtro de VCI: TEP recorrente apesar de anticoagulação adequada. Entre as indicações absolutas, estão contraindicação à anticoagulação com TVP/TEP e falha da anticoagulação, ou seja, recorrência de TEP mesmo com anticoagulação correta. Entre as alternativas, E é a que representa esse critério. A) A embolia pulmonar crônica com hipertensão pulmonar é indicação relativa. B) A embolia séptica não é indicação absoluta. C) A propagação independente de anticoagulação é indicação relativa. D) O trombo flutuante em paciente de alto risco é indicação relativa/profilática. Referência: Diretrizes de filtro de veia cava (SVS/SIR). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Pirogoff: preserva parte do calcâneo com retalho plantar. A amputação de Pirogoff mantém a porção posterior do calcâneo com seu retalho plantar, que é unida à tíbia. Com isso, preserva-se mais comprimento do que na amputação de Syme. A) Syme é desarticulação do tornozelo, mantendo apenas o coxim do calcanhar. B) Chopart é desarticulação mediotársica. C) Lisfranc é desarticulação tarsometatársica. E) A transmetatársica seciona os metatarsos. Referência: Amputações do pé. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Debranching dos troncos esquerdos com origem da carótida acometida: zona 1. Pela classificação de Criado/Ishimaru, a zona 0 se estende até a origem do tronco braquiocefálico, a zona 1 entre este e a carótida esquerda, e a zona 2 entre a carótida esquerda e a subclávia esquerda. Se foram feitas derivações para a carótida e a subclávia esquerdas, a endoprótese cobre ambas e se apoia na zona 1. A) A zona 0 exigiria derivação do tronco braquiocefálico. C) Na zona 2 só se revasculariza a subclávia. D) Na zona 3 não há necessidade de debranching. E) A zona 4 é a aorta descendente distal. Referência: Classificação de Criado/Ishimaru para TEVAR. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Congestão pélvica: tratamento por embolização da veia ovariana. O tratamento endovascular de escolha para varizes pélvicas sintomáticas é a embolização das veias ovarianas e/ou ilíacas internas incompetentes, guiada por flebografia. A) Endometriose, infecções e varizes ovarianas fazem parte do diagnóstico diferencial/quadro. B) A embolização da artéria uterina não trata o refluxo venoso. C) É de evolução crônica, com sintomas por mais de 6 meses. D) A flebografia confirma o refluxo e orienta a conduta. Referência: Síndrome de congestão pélvica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O arco aórtico inicia-se atrás da metade direita do manúbrio, na 2ª cartilagem costal esquerda. Classicamente, a aorta ascendente termina e o arco começa posteriormente à metade direita do manúbrio esternal, no nível da borda superior da segunda cartilagem costal esquerda. A) A relação com a veia cava superior refere-se à aorta ascendente. B) A borda inferior da terceira cartilagem costal esquerda corresponde ao início da aorta ascendente. D) O nível da borda inferior de T4 corresponde ao fim do arco (ângulo esternal). E) A prega de Rindfleisch é pericárdica, não marco do arco. Referência: Anatomia da aorta torácica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sinal da cimitarra: doença cística da adventícia poplítea. Na doença cística da adventícia, o cisto comprime a luz arterial de modo excêntrico, produzindo na arteriografia estreitamento em forma de lâmina curva, o sinal da cimitarra (ou ampulheta). A) O aprisionamento mostra desvio medial e oclusão com a flexão plantar. C) Tromboangeíte mostra sinal em saca-rolhas. D) Aneurisma mostra dilatação. E) Embolia mostra falha de enchimento em menisco. Referência: Doença cística adventicial da poplítea. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A veia ázigo drena na veia cava superior. A veia ázigo ascende pelo mediastino posterior à direita, arqueia sobre o hilo pulmonar direito e desemboca na veia cava superior. B) A cava inferior não recebe a ázigo, apesar da origem lombar. C) A subclávia não recebe a ázigo. D) A hemiázigo é tributária da ázigo, não o contrário. E) A jugular interna direita não recebe a ázigo. Referência: Anatomia do sistema ázigo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Lesão do hipoglosso não afeta o orbicular da boca. O nervo hipoglosso inerva a musculatura da língua, e sua lesão causa desvio da língua para o lado lesado. O orbicular da boca é inervado pelo nervo facial (ramo marginal da mandíbula), de modo que E é a incorreta. A) Correta: estimular o seio carotídeo causa bradicardia e hipotensão reflexas. B) Correta: descreve a técnica de exposição alta da carótida interna. C) Correta: lesão do vago/laríngeo recorrente causa paralisia da corda vocal e rouquidão. D) Correta: lista os ramos da carótida externa. Referência: Anatomia cirúrgica da carótida (Rutherford). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível DeBakey I: origem na aorta ascendente, estendendo-se por toda a aorta. Na classificação de DeBakey, o tipo I origina-se na aorta ascendente e se estende até o arco e a aorta descendente. Está correta a alternativa D. A) Ocorre mais em homens, na 6ª–7ª década. B) A causa mais frequente é a hipertensão arterial, não Behçet. C) O tipo III começa após a subclávia esquerda e a definição apresentada é mais pertinente ao tipo III em geral. E) O tipo II é limitado à aorta ascendente, não à descendente. Referência: Classificação de DeBakey para dissecção aórtica. Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — SSPM — PRM/2021 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-Requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia E…
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
O tipo de aneurisma das artérias viscerais mais prevalente é o da artéria:
Mulher, 35 anos, refere surgimento de massa cervical há aproximadamente 02 anos, com crescimento progressivo. Relata disfonia nos últimos 03 meses. Nega perda ponderal. Ao exame: massa cervical à esquerda, pulsátil, sinal de Fontaine positivo. Ecocolor-Doppler: massa sólida, bem definida e vascularizada, com ondas de fluxo turbulento e de baixa resistência no interior da lesão. O diagnóstico correto é:
Com relação à classificação dos aneurismas toracoabdominais, podemos afirmar que:
Na complexa anatomia cirúrgica do território carotídeo, qual a única estrutura apresentada nas opções abaixo que NÃO cruza anteriormente a carótida?
Considerando a Classificação de Fontaine para os estágios clínicos da Aterosclerose Obliterante Periférica, em qual categoria enquadra-se um paciente com dor em repouso?
Qual a causa mais comum de óbito no pós-operatório de endarterectomia carotídea?
Na arterite temporal ou doença de Horton, o diagnóstico e o tratamento precoces visam a evitar:
Sobre a hipertensão renovascular, o método padrão-ouro no diagnóstico anatômico da lesão arterial renal é:
No tratamento endovascular dos aneurismas de aorta torácica, pode ser necessário ocluir a artéria subclávia, mas nem sempre sua revascularização é mandatória. Quando está indicada a revascularização com uma ponte carotídeo-subclávia?
A complicação mais frequente da linfangite é:
São vantagens da revascularização com veia safena in situ sobre a revascularização com veia safena ex vivo, EXCETO:
A única indicação absoluta para o implante de filtro de veia cava inferior é:
A amputação do pé, em que se preserva a tuberosidade do calcâneo juntamente com o retalho plantar é denominada:
Um paciente portador de aneurisma de aorta torácica, em decorrência do acometimento da origem da artéria carótida comum esquerda, foi submetido previamente à liberação da endoprótese, a um enxerto aorta ascendente/carótida esquerda e aorta ascendente/subclávia esquerda. De acordo com a padronização proposta por Criado, em que zona, provavelmente, se apoiou proximalmente a endoprótese na aorta torácica do paciente do caso?
Mulher de meia idade, queixas de dispareúnia, dor pélvica crônica e com diagnóstico de varizes pélvicas. Em relação a essa síndrome de congestão venosa crônica, podemos afirmar que:
O arco da aorta inicia-se:
O sinal conhecido como Cimitarra é um sinal arteriográfico característico de qual patologia?
A veia ázigo desemboca na veia:
Considerando-se a anatomia complexa da região para acesso cirúrgico à artéria Carótida (Endarterectomia), é INCORRETO afirmar que:
Diante de um paciente com quadro de dissecção aguda da aorta, é correto afirmar que: