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Marinha do Brasil — SSPM — PRM/2021 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-Requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia E…

Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (pré-requisito em Cirurgia Vascular)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2021Superior

50 questões nesta prova · página 3 de 3 · 50 com gabarito

Cirurgia Vascular Doença Arterial Obstrutiva Periférica — Classificação TASC

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2021 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (pré-requisito em Cirurgia Vascular) · Caderno Amarela

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Com a intenção de ajudar na escolha do tratamento cirúrgico na Doença Arterial Obstrutiva do segmento femoropoplíteo, endovascular ou cirurgia direta, desenvolveu-se a classificação TransAtlantic InterSociety Consensus (TASC). De acordo com o TASC, uma oclusão aterosclerótica isolada que acomete a artéria femoral com 3 cm de extensão em seu terço médio é classificada como lesão tipo:
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Resolução comentada

Oclusão femoral única ≤ 5 cm: TASC A.

No TASC II femoropoplíteo, a lesão tipo A inclui estenose única ≤ 10 cm ou oclusão única ≤ 5 cm. Oclusão de 3 cm se enquadra nesse tipo, com indicação preferencial de tratamento endovascular.

Análise das alternativas

B) Inclui múltiplas lesões ou oclusões de até 15 cm sem envolver a poplítea infragenicular. C) Inclui lesões múltiplas ou recorrentes com maior extensão. D) Inclui oclusões totais da femoral comum/superficial ou da poplítea e trifurcação. E) Não existe tipo E no TASC.

Referência: TASC II – segmento femoropoplíteo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Farmacologia Antiagregantes Plaquetários — Mecanismo de Ação

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2021 Superior

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Dos antiagregantes plaquetários amplamente usados no tratamento clínico da doença aterosclerótica nas extremidades, o ácido acetilsalicílico (AAS) tem sua ação:
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AAS inibe irreversivelmente a COX plaquetária.

O AAS acetila a cicloxigenase-1 das plaquetas de forma irreversível, reduzindo a síntese de tromboxano A2 por toda a vida da plaqueta.

Análise das alternativas

B) Descreve tienopiridinas (clopidogrel, ticlopidina). C) Descreve cilostazol/dipiridamol (inibição de fosfodiesterase). D) Descreve dipiridamol (adenosina). E) Remete à pentoxifilina.

Referência: Farmacologia dos antiagregantes plaquetários.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2021 Superior

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O aprisionamento poplíteo causado pelo fascículo acessório do músculo gastrocnêmio é classificado anatomicamento tipo:
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Fascículo acessório do gastrocnêmio: aprisionamento tipo III.

Na classificação anatômica do aprisionamento poplíteo, o tipo III envolve a artéria em posição normal comprimida por fascículo muscular acessório da cabeça medial do gastrocnêmio.

Análise das alternativas

A) Tipo I: artéria com desvio medial à cabeça medial do gastrocnêmio. C) Tipo IV: compressão pelo músculo poplíteo ou banda fibrosa. D) Tipo V: envolvimento também da veia poplítea. E) Tipo VI: funcional, com artéria normal e músculo hipertrofiado.

Referência: Classificação de Delaney/Insua/Rich para aprisionamento poplíteo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença Arterial Obstrutiva Periférica — Classificação de Rutherford

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2021 Superior

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Considerando a classificação de Rutherford para estágios clínicos da aterosclerose obliterante periférica, em qual categoria enquadra-se um paciente com dor em repouso?
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Dor em repouso corresponde à categoria 4 de Rutherford.

Na classificação de Rutherford: categoria 0 assintomático, 1 claudicação leve, 2 moderada, 3 grave, 4 dor isquêmica em repouso, 5 perda tecidual menor, 6 perda tecidual maior (úlcera/gangrena extensa).

Análise das alternativas

A) 2 é claudicação moderada. B) 3 é claudicação grave. D) 5 é lesão trófica menor. E) 6 é lesão tecidual maior.

Referência: Classificação de Rutherford (SVS/ISCVS).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Farmacologia Antiagregantes Plaquetários — Efeitos Adversos

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Qual antiagregante plaquetário está mais relacionado ao quadro de neutropenia?
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Neutropenia: ticlopidina.

A ticlopidina está associada a neutropenia (e raramente agranulocitose e PTT), exigindo monitorização hematológica, razão pela qual caiu em desuso.

Análise das alternativas

A) AAS causa sangramento e irritação gástrica. C) Dextrana pode causar reações anafilactoides e efeito antiplaquetário. D) Clopidogrel tem risco muito menor de neutropenia (raramente PTT). E) Abciximabe causa trombocitopenia, não neutropenia.

Referência: Farmacologia dos antiagregantes plaquetários.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Trombose Venosa Profunda — Diagnóstico por Eco-Doppler

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Para o diagnóstico de Trombose Venosa Profunda Aguda com a utilização do Eco doppler, qual é o achado fundamental para confirmação diagnóstica?
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Resolução comentada

Critério fundamental da TVP ao eco-Doppler: incompressibilidade venosa.

A falta de colabamento da veia à compressão com o transdutor é o critério diagnóstico mais sensível e específico da TVP aguda, pois indica trombo ocupando a luz.

Análise das alternativas

A) Aumento de diâmetro é achado auxiliar, inespecífico. C) Presença de fluxo contraria o diagnóstico (ou indica recanalização). D) Visualização do trombo ajuda, mas pode ser difícil e não é o critério fundamental. E) Redução de fluxo é inespecífica.

Referência: Diagnóstico ultrassonográfico da TVP (compressão venosa).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Reumatologia Vasculites — Granulomatose com Poliangiite (Wegener)

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A vasculite necrosante que afeta os vasos de diâmetro pequeno a médio e que acomete classicamente o rim, junto com o trato respiratório superior e inferior, é encontrada na:
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Vasculite de pequenos/médios vasos com rim e trato respiratório: Wegener.

A granulomatose de Wegener (com poliangiite) é vasculite necrosante granulomatosa, ANCA-c, com a tríade clássica de vias aéreas superiores, pulmões e rim (glomerulonefrite).

Análise das alternativas

B) Kawasaki acomete vasos de médio calibre em crianças, com envolvimento coronariano. C) Behçet tem úlceras e uveíte. D) Ergotismo é vasoespasmo por ergot, não vasculite. E) Poliarterite nodosa poupa pulmão e geralmente não tem glomerulonefrite.

Referência: Reumatologia – Vasculites ANCA-associadas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Síndrome de Isquemia e Reperfusão

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Na síndrome de isquemia e reperfusão, a insuficiência renal após oclusão arterial aguda está intrinsecamente relacionada a:
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IRA da reperfusão: mioglobinúria com obstrução tubular.

A rabdomiólise após reperfusão libera mioglobina, que precipita nos túbulos renais, causando necrose tubular aguda. Essa é a síndrome mionefropático-metabólica.

Análise das alternativas

A) Trombose arterial renal não é o mecanismo da síndrome. C) Trombose venosa renal também não. D) Hipotensão pode contribuir, mas não é o elo intrínseco da síndrome. E) Não são enzimas nefrotóxicas o mecanismo central; é o pigmento mioglobina.

Referência: Síndrome mionefropático-metabólica (Haimovici).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Tratamento Endovascular da Aorta — Endoleaks

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Durante o tratamento endovascular com utilização de endopróteses revestidas, principalmente, no território aórtico, podem ocorrer vazamentos ou endoleaks imediatos ou tardios. É correto afirmar que o tipo:
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Endoleak tipo III: desconexão/falha entre componentes do enxerto.

O tipo III resulta de falha do próprio dispositivo: desconexão entre módulos da endoprótese ou rotura do tecido, com fluxo para o saco aneurismático.

Análise das alternativas

A) Tipo I é vedação inadequada nas extremidades (proximal ou distal), não fluxo de vasos viscerais. B) Tipo II é fluxo retrógrado por ramos (lombares, mesentérica inferior), não vedação distal. D) Tipo IV é porosidade do tecido do enxerto, não oclusor ilíaco. E) Tipo V (endotensão) é aumento do saco sem vazamento identificável, não porosidade.

Referência: Classificação de White e cols. dos endoleaks (SVS).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Reumatologia Vasculites — Doença de Behçet

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Paciente com quadro de vasculite, oclusões venosas, aneurismas e cursando com úlceras em cavidade oral, genitais e uveíte sugere diagnóstico de:
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Resolução comentada

Vasculite com úlceras orais e genitais, uveíte e aneurismas: Behçet.

A tríade clássica de úlceras orais, úlceras genitais e uveíte, associada a vasculite de vasos de qualquer calibre, trombose venosa e aneurismas, caracteriza a doença de Behçet.

Análise das alternativas

A) Poliarterite nodosa acomete artérias de médio calibre, sem aftas e uveíte típicas. B) Takayasu é arterite de grandes vasos em mulheres jovens, sem úlceras mucosas. C) Wegener tem comprometimento de vias aéreas e rim. E) Marfan é doença do tecido conjuntivo, não vasculite.

Referência: Reumatologia – Vasculites (Behçet).

Resolução comentada do VaiConcursos.