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Marinha do Brasil — CP-CEM/2022 — Prova Escrita Objetiva Comum a Todas as Profissões de Engenharia — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Corpo de Engenheiros da Marinha (CP-CEM) — Prova comum a todas as profissões de engenharia

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2022Superior

20 questões nesta prova · 16 com gabarito

Física Dinâmica — Força de Resistência Proporcional à Velocidade e Velocidade Limite

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Questão anulada

Um foguete de 54.000 toneladas inicia seu deslocamento com o empuxo de 100.000N do seu sistema propulsor. Sabendo que a resistência ao seu movimento, em N, é sempre igual a 1200v, sendo v a velocidade em m/s, calcule a velocidade máxima (a velocidade quando o tempo t → ∞) em Km/h e assinale a opção correta.
Dado: g=10m/s²
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Cálculo Diferencial e Integral Séries de Fourier

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Seja a função f definida por f(x)=x². Assinale a opção que apresenta a série de Fourier da função em −π ≤ x ≤ π.
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Cálculo Diferencial e Integral Funções Hiperbólicas — Cálculo de Áreas por Integração

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Seja o gráfico de x² - y² = 1 e a reta AO com A(cosh(2);senh(2)) apresentados abaixo. Assinale a opção que apresenta a área da região hachurada.
Gráfico da hipérbole x² − y² = 1 com seus dois ramos e as assíntotas, eixos cartesianos e a reta que liga a origem O ao ponto A no ramo direito; está hachurada a região entre o eixo x, o segmento OA e o ramo direito da hipérbole.
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Cálculo Diferencial e Integral Séries de Potências — Convergência

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Assinale a opção que apresenta um valor para x que torne a série Série: somatório, de i=0 a +∞, de i.xⁱ. convergente.
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Cálculo Diferencial e Integral Teorema do Valor Médio — Estimativa de Valores de Função

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Seja a função f definida e derivável nos reais. Sabendo que f(1)= -1 e que f '(x) - π ≤ 0, qual é o valor máximo de f(π /2)?
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Resolução comentada

Pelo Teorema do Valor Médio, f' ≤ π implica f(π/2) ≤ f(1) + π(π/2 − 1).

Pelo TVM, f(π/2) − f(1) = f'(c)(π/2 − 1) para algum c. Como f'(c) ≤ π e π/2 − 1 > 0, f(π/2) ≤ −1 + π(π/2 − 1) = π²/2 − π − 1. O valor máximo é obtido com f' = π.

Análise das alternativas

A) e B) não vêm dessa estimativa. D) erra o sinal ao somar 1 em vez de subtrair 1. E) esquece o f(1) = −1.

Referência: Teorema do Valor Médio.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Álgebra Linear Autovalores — Determinante e Traço

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Questão anulada

Seja a matriz Matriz A 4×4 com linhas: (2, −1, 1, 1); (−1, 2, 0, 3); (−2, 2, 0, −1); (4, 0, 0, 6). e sejam x e y o produto dos autovalores e a soma dos autovalores, respectivamente. O valor de x + y é igual a:
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Cálculo Diferencial e Integral Integral de Linha de Campo Vetorial

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Seja a função F definida por F(x,y,z)=xz i + yx j + zy k e seja a cúbica C dada por x=t, y=t³ e z=t² no intervalo 0 ≤ t ≤ 2. Assinale a opção que apresenta o valor da integral de linha ao longo de C, isto é, Expressão: integral sobre C de F · dr.
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Cálculo Numérico Interpolação Polinomial de Lagrange

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Sejam os valores tabelados da função f
Tabela com linhas i: 0, 1, 2, 3, 4; xi: −1, 0, 1, 2, 4; f(xi): 0, −1, 2, 1, −1.
Sabendo que o polinômio de Lagrange, de grau 4, que interpola os pontos descritos na tabela acima possui a forma Expressão: p(x) = somatório, de i=0 a 4, de f(xi) · Li(x)., assinale a opção que apresenta o valor de L₂(3).
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Cálculo Diferencial e Integral Área de Superfície — Integral de Superfície

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Questão anulada

A área, em unidades de área, da superfície da curva definida por z = x²+y² abaixo do plano z = 2 é igual a:
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Equações Diferenciais Equações Diferenciais Lineares de Primeira Ordem

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Observe a equação diferencial abaixo:
x.ln(x) dy + (y − ln(x))dx = 0.
A solução da equação acima, considerando C uma constante, é igual a:
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Resolução comentada

A equação é linear em y, com fator integrante ln x, e a solução é 2y ln x = ln²x + C.

Dividindo por x ln x dx, obtém-se y' + y/(x ln x) = 1/x. O fator integrante é exp(∫dx/(x ln x)) = ln x. Então (y·ln x)' = ln x/x, e integrando, y ln x = ln²x/2 + C. Multiplicando por 2, 2y ln x = ln²x + C.

Análise das alternativas

A) e C) misturam ln y, que não aparece na solução. D) esquece o fator 2 do termo ln²x/2. E) troca ln x por ln y no lado esquerdo.

Referência: EDO linear de 1ª ordem; fator integrante.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Termodinâmica — Variação de Entropia de Gás Ideal

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Durante o ciclo em uma máquina térmica, a substância de trabalho (N mols de um gás ideal diatômico, que permanece constante) passa por uma expansão isobárica entre os estados A (pA, VA, TA) e B (pB, VB, TB), cujas unidades estão em Pa, m³ e Kelvin, respectivamente. Qual é a variação da entropia (ΔS=SB-SA) que ocorre no gás entre os estados A e B, em Joules por Kelvin?
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Resolução comentada

ΔS = nC_v ln(T_B/T_A) + nR ln(V_B/V_A), com C_v = 5R/2 para gás diatômico.

Para um gás ideal, ΔS = nC_v ln(T_B/T_A) + nR ln(V_B/V_A). Num gás diatômico, C_v = 5R/2 = 2,5R, o que dá a expressão da alternativa D. Ela equivale a nC_p ln(T_B/T_A), pois na isobárica T_B/T_A = V_B/V_A.

Análise das alternativas

A) A entropia aumenta na expansão isobárica, então ΔS não é zero. B) e E) usam 1,5R, que é o C_v de gás monoatômico. C) subtrai o termo de volume em vez de somá-lo.

Referência: Entropia de gás ideal: ΔS = nC_v ln(T₂/T₁) + nR ln(V₂/V₁).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Dinâmica de Rotação — Momento Angular

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Questão anulada

Um galpão possui uma esteira para transporte de caixas. Essa esteira é uma correia dentada na face interna e está esticada e vinculada a um sistema de 10 cilindros, também dentados, na superfície externa, de modo a evitar deslizamentos entre a esteira e os cilindros. Todos os cilindros possuem o mesmo raio R = 20 cm, seus centros estão alinhados, e, quando o sistema é ligado, todos rotacionam com a mesma velocidade angular ω (em rad/s), de modo que objetos que estão sobre a esteira se movem com velocidade horizontal e constante. O momento de inércia de cada cilindro devido à rotação é de 20 kg·m². Se uma caixa de massa m = 5,0 kg é transportada, sem deslizar pela esteira, com momento linear igual a 10 kg·m/s, qual será o momento angular total referente à rotação dos 10 cilindros?
Dado: desconsidere o momento angular da rotação da esteira.
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Física Termodinâmica — Bomba de Calor e Coeficiente de Desempenho

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Gabarito disponível

Bombas térmicas são projetadas com a finalidade de aquecer um corpo ou uma região de interesse (por exemplo, um quarto durante o inverno). A finalidade da bomba de calor é retirar uma quantidade de calor Qf do meio externo (que está a uma temperatura Tf e funciona como reservatório térmico) e fornecer um calor Qq para um reservatório térmico do sistema de aquecimento que está a uma temperatura Tq. O coeficiente de rendimento da bomba térmica em cada ciclo é, portanto, igual à razão Qq/W, onde W é o trabalho realizado sobre a substância de trabalho da máquina térmica e tanto o Qq quanto W são dados em Joules. O rendimento da bomba térmica será maior quanto maior for o calor cedido ao reservatório térmico do sistema de aquecimento. Considerando que, em um inverno rigoroso, a temperatura externa é de -10° Celsius e a temperatura do reservatório térmico do sistema de aquecimento é de 80° Celsius, e considerando que 0° Celsius corresponde a 273,2 K, qual o rendimento máximo que poderia ser obtido por uma bomba térmica operando nessas condições climáticas, utilizando gás ideal como substância de trabalho (cujo número de mols permanece constante)?
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Resolução comentada

O rendimento máximo de uma bomba de calor é o de Carnot: COP = Tq/(Tq − Tf).

Tq = 80 + 273,2 = 353,2 K e Tf = −10 + 273,2 = 263,2 K. Então COP_máx = Tq/(Tq − Tf) = 353,2/90 ≈ 3,9. Esse é o limite teórico, atingido por um ciclo reversível de Carnot.

Análise das alternativas

A) é negativo, o que é impossível. B) e C) são menores que ou iguais a 1, enquanto bombas de calor têm COP > 1. D) 2,9 é a razão Tf/(Tq − Tf), que corresponde ao refrigerador, não à bomba de calor.

Referência: Segunda lei da Termodinâmica; ciclo de Carnot invertido.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Eletromagnetismo — Movimento de Carga em Campos Elétrico e Magnético

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Gabarito disponível

Um feixe de elétrons incide dentro de uma câmara retangular, cuja largura, comprimento e altura são medidas sob as coordenadas x, y e z, respectivamente. No referencial adotado no experimento, o feixe é lançado a partir do ponto (0,0) de um plano horizontal em z = 0, com uma velocidade inicial v₀ = (v₀x i + v₀y j) m/s, onde i e j são os vetores unitários nas direções x e y, respectivamente, e com componentes v₀x e v₀y positivas. Dentro da câmara, o feixe está sujeito à interação com um campo elétrico e um campo magnético, representado pelos vetores E = (E₁ i - E₂ j) N/C e B = (-B₁ i + B₂ j) T, sendo os subíndices 1 e 2 associados às componentes vetoriais dos campos nas direções x e y do referencial do experimento e os sinais relacionados à orientação dos campos. A intensidade e a orientação dos campos E e B é invariável dentro da câmara, e ao longo do plano xy o objeto está sujeito apenas às forças que decorrem da interação da carga com esses campos (a força gravitacional é desprezível sobre a massa do elétron me). Assinale a opção que apresenta a largura mínima da câmara Δxmin (medida em relação ao eixo x), em metros, para evitar que ocorra colisão entre o feixe de elétrons e as laterais da câmara que são perpendiculares ao eixo x.
Dado: |e| é o módulo da carga do elétron.
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Resolução comentada

Ao longo de x, só a força elétrica −eE₁ desacelera o elétron, e a largura mínima vem de v₀x² = 2a·Δx.

O elétron tem carga −|e|, então a força elétrica em x é −|e|E₁, contrária a v₀x. A desaceleração é a = |e|E₁/mₑ. Segundo o enunciado, o movimento no plano xy é determinado pelos campos como descrito, e o termo magnético não contribui em x nessa análise. Pela equação de Torricelli, 0 = v₀x² − 2aΔx, o que dá Δx_min = v₀x²·mₑ/(2|e|E₁).

Análise das alternativas

B) e D) somam ou subtraem v₀xB₁ ao campo elétrico, o que supõe uma força magnética em x que não existe no plano. C) e E) usam v₀ e |E|, |B| totais, ignorando que só a componente x importa.

Referência: Movimento de carga em campos E e B; força de Lorentz F = q(E + v×B).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Eletricidade — Descarga de Capacitor em Circuito RC

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Gabarito disponível

Suponha que você está num laboratório e dispõe de dois capacitores A e B de mesmas capacitâncias nominais. Sabe-se que um deles está íntegro e outro está danificado (transmitindo corrente entre as placas, cujo material entre elas opera como um resistor no circuito). Você não tem à mão nenhum instrumento de medida que permita obter a capacitância, mas dispõe de um amperímetro e materiais que permitem construir um circuito simples composto por uma fonte de corrente contínua (cc), uma lâmpada de resistência R (despreze as resistências dos fios e a resistência interna da fonte cc) e uma chave liga-desliga que permite que os capacitores (já carregados) sejam descarregados através do resistor (apenas um por vez), inserindo o amperímetro em série no circuito RC, para aferir a corrente durante a descarga do capacitor. Com relação à corrente i₀ registrada no amperímetro assim que é iniciada a descarga do capacitor e aos materiais disponíveis no laboratório, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

O capacitor danificado tem resistência de fuga e carrega com tensão menor, então a corrente inicial de descarga é menor.

O capacitor danificado conduz corrente entre as placas, o que equivale a um resistor em paralelo com ele. Carregado por uma fonte cc, ele atinge tensão final menor que a do capacitor íntegro, que fica com a tensão plena. Como i₀ = V₀/R, a maior corrente inicial na descarga indica o capacitor íntegro. Se B dá corrente maior, B é o íntegro.

Análise das alternativas

A) e D) estão erradas porque há diferença mensurável em i₀. B) inverte a conclusão. E) afirma que a corrente menor indica o íntegro, o que também inverte a relação.

Referência: Circuito RC; descarga com i₀ = V₀/R.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Hidrodinâmica — Equação de Bernoulli e Medidor de Vazão

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Em um determinado sistema de geração de energia provocada pela queda de um fluido de uma altura H, é necessário que o fluido, de densidade ρ, escoe com uma vazão volumétrica mínima de Rmín. Uma das formas de aferir se essa vazão mínima está sendo mantida é por meio do monitoramento da diferença de pressão entre dois pontos de duas seções retas de áreas A₁ e A₂, cujas pressões de escoamento são P₁ e P₂, respectivamente. Os centros das seções retas estão a uma mesma altura y em relação ao solo (y₁ = y₂). Quando a vazão volumétrica diminui e se iguala ao valor mínimo, a diferença de pressão atinge o seu valor crítico (ΔPC=P₁-P₂) e soa um sistema de alarme. Considere que o escoamento desse sistema é laminar e que o fluido é ideal e incompressível. Se as áreas A₁ e A₂ estão em metros quadrados (m²), a densidade do fluido ρ está em kg por metro cúbico (kg/m³) e Rmín está em metros cúbicos por segundo (m³/s), é correto afirmar que o valor ΔPC, em Pascal, é igual a:
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Resolução comentada

Bernoulli com y₁ = y₂ e continuidade v = R/A dão ΔP = (ρR²/2)(A₁² − A₂²)/(A₁A₂)².

Com alturas iguais, P₁ − P₂ = ½ρ(v₂² − v₁²). Pela continuidade, v₁ = R/A₁ e v₂ = R/A₂. Então ΔP = ½ρR²(1/A₂² − 1/A₁²) = (ρR²/2)(A₁² − A₂²)/(A₁A₂)². As unidades já são SI, então não há fator de conversão.

Análise das alternativas

A) e D) usam (A₁ − A₂) sem o quadrado, o que é dimensionalmente incorreto. B) e C) incluem fatores 10⁻³ ou 10⁻⁶ indevidos, pois as unidades já estão em SI.

Referência: Equação de Bernoulli e equação da continuidade (tubo de Venturi).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Eletromagnetismo — Transformadores e Relação de Espiras

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Transformadores são importantes para reduzir ou amplificar a tensão em circuitos ou quadros de distribuição de energia elétrica. Em um determinado quadro de distribuição elétrica, deseja-se reduzir a tensão alternada de 440 V (root mean square - rms) para uma tensão que esteja entre um valor mínimo de 120 V (rms) e um valor máximo de 150 V (rms). Estão à disposição três transformadores TA, TB, TC, cujas razões entre os números de enrolamentos são, respectivamente, 30/60, 60/20 e 60/90. Considere que as perdas no transformador são desprezíveis e que as correntes de magnetização são praticamente nulas. Para que a tensão de saída (rms) esteja dentro da faixa desejada, a tensão alternada de 440 V (rms) deve ser conectada ao enrolamento de:
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Resolução comentada

Para reduzir 440 V a 120–150 V, a razão Vs/Vp deve estar entre 0,27 e 0,34.

Vs/Vp = Ns/Np, e o resultado precisa estar entre 120 e 150 V. Ligando a fonte nas 60 voltas de TB (TB tem 60 e 20 espiras), o secundário tem 20 espiras. Então Vs = 440 × 20/60 ≈ 146,7 V, dentro da faixa.

Análise das alternativas

B) Ligar nas 20 voltas de TB dá 440 × 60/20 = 1320 V. C) Ligar nas 30 voltas de TA dá 880 V. D) Ligar nas 90 voltas de TC dá 440 × 60/90 ≈ 293 V. E) Ligar nas 60 voltas de TA dá 220 V. Todos estão fora da faixa.

Referência: Transformador ideal: Vp/Vs = Np/Ns.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Movimento Harmônico Simples — Sistema Massa-Mola

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Um sistema massa-mola é composto por um bloco de massa m = 250 g que está acoplado a uma mola ideal que sofre uma deformação de 2,0 cm quando está sujeita à ação de uma força de 2,0 N na direção do seu eixo central. Num aparato experimental, que possui uma régua fixa, a interface bloco-mola está na posição x₀ = 10 cm quando a mola está no seu comprimento natural (condição de equilíbrio da mola não comprimida). Suponha que o bloco foi movimentado do ponto de equilíbrio até que a interface alcançou a posição x₁ = 15 cm e, no instante t₀ = 0,0s, o bloco foi liberado. Considere que, quando posto para oscilar ao longo do eixo x, o bloco executa um movimento harmônico simples não amortecido, pois nesse sistema atuam somente forças conservativas e não existe trabalho realizado por nenhuma força externa. Assim, assinale a opção que apresenta a velocidade máxima do bloco, em m/s.
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Resolução comentada

Velocidade máxima no MHS: v = A·√(k/m), com k = F/x e A = 5 cm.

A constante da mola é k = F/x = 2,0/0,02 = 100 N/m. A amplitude é a distância entre o equilíbrio (10 cm) e o ponto de liberação (15 cm), ou seja, A = 5 cm = 0,05 m. Com m = 0,25 kg, ω = √(k/m) = √(100/0,25) = 20 rad/s. Logo v_máx = ω·A = 20 × 0,05 = 1,0 m/s.

Análise das alternativas

A) 0,1 m/s resulta de erro de potência de 10 nas unidades. C), D) e E) são valores muito altos, que vêm de usar a amplitude em cm ou de errar ω.

Referência: MHS massa-mola: ω = √(k/m); v_máx = ωA.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Ondulatória — Batimento de Ondas Sonoras

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O fenômeno do batimento é decorrente da interferência de duas ondas sonoras cujas frequências de oscilação são ligeiramente diferentes e possuem a mesma amplitude de pressão p₀. Considerando que, no instante t = 0s, as duas ondas chegam em fase num receptor, a equação que descreve a variação da pressão provocada pela onda sonora resultante dessa interferência tem a forma 2p₀·cos(π·fbat·t)·sen(2π·fméd·t), onde fbat é a frequência de batimentos, que é a frequência com que o aparelho receptor (ou ouvinte humano) percebe a variação da intensidade da onda sonora resultante. Sendo fméd a média da frequência das duas ondas que se somam, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A intensidade do batimento varia periodicamente com o tempo.

A amplitude resultante, 2p₀·cos(π·fbat·t), varia no tempo. Portanto, a intensidade percebida é periódica e dependente do tempo, com máximos e mínimos alternados.

Análise das alternativas

A) A intensidade não é constante, pois a amplitude oscila. C) A intensidade máxima ocorre com frequência igual a fbat, e não ao dobro dela. D) Imáx depende da amplitude p₀ e não da frequência de batimentos. E) A frequência de ocorrência de Imáx é fbat, e não metade de fméd.

Referência: Halliday e Resnick, Fundamentos de Física, ondas sonoras e batimentos.

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Física Circuitos de Corrente Alternada — Circuito RLC em Ressonância e Potência Média

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Um circuito RLC série é alimentado por um gerador de tensão alternada, cuja tensão máxima ocorre a uma frequência ω=(1/LC)^(1/2). Após atingir o regime estacionário (em que a energia média armazenada no indutor e a armazenada no capacitor permanecem constantes), as amplitudes de tensão e corrente no circuito são, respectivamente, 80 V e 0,8 A. Considerando que a frequência ω está em unidades do SI, qual será a taxa média de fornecimento de energia pelo gerador para o circuito, em Joules por segundo?
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Resolução comentada

Na ressonância, a potência média é VI/2 = 32 W.

Na frequência de ressonância (ω = 1/√LC) a reatância se anula e a impedância é R, com tensão e corrente em fase. A potência média é P = (1/2)·V₀·I₀ = 0,5 × 80 × 0,8 = 32 J/s.

Análise das alternativas

A) 0,01 é um valor incompatível com os dados. C) 51,2 e D) 64 resultam de erros de fator, como P = V·I = 64 sem o fator 1/2. E) 100 é o valor de V²/R sem sentido físico aqui.

Referência: Halliday e Resnick, Fundamentos de Física, circuitos de corrente alternada.

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