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Marinha do Brasil — CP-CSM-CD 2022 — Cirurgião-Dentista — Patologia Bucal e Estomatologia — Prova Amarela

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas) — Patologia Bucal e Estomatologia

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2022Superior

50 questões nesta prova · página 3 de 3 · 50 com gabarito

Patologia Bucal Cistos Odontogênicos

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Gabarito disponível

Neville et al.(2016) descreve um cisto odontogênico que pode ocorrer em associação a qualquer dente incluso, com cerca de 65% dos casos acometendo os terceiros molares inferiores, podendo produzir expansão óssea dolorosa na região acometida. O revestimento epitelial desse cisto consiste em duas a quatro camadas de células achatadas não queratinizadas com interface entre o epitélio e o tecido conjuntivo plana, podendo sofrer transformação neoplásica para um ameloblastoma. Assim, assinale a opção que apresenta o nome do cisto supracitado.
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Resolução comentada

Cisto dentígero.

O cisto dentígero se associa a dentes inclusos, com cerca de 65% dos casos nos terceiros molares inferiores. Seu epitélio tem 2 a 4 camadas de células achatadas não queratinizadas, com interface plana, e pode sofrer transformação para ameloblastoma.

Análise das alternativas

A) O cisto de erupção é a forma de tecido mole do cisto dentígero, sobre dente em erupção. B) O cisto odontogênico calcificante tem células fantasmas. C) O cisto odontogênico glandular tem células mucosas e estruturas glandulares. E) O queratocisto tem epitélio paraqueratinizado com camada basal em paliçada.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Doenças das Glândulas Salivares — Doença Relacionada com IgG4

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Assinale a opção que, de acordo com Neville et al.(2016), apresenta a doença que ocorre principalmente em adultos de meia idade e idosos, que envolve com maior frequência a glândula submandibular, causando sialoadenite que pode simular um processo neoplásico, e apresenta um padrão histopatológico que, por vezes, têm sido denominado de tumor de Küttner:
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Resolução comentada

Doença relacionada com IgG4 pode simular neoplasia e corresponde ao tumor de Küttner.

A doença relacionada com IgG4 afeta adultos de meia idade e idosos, geralmente a glândula submandibular, e causa sialoadenite que simula neoplasia. O padrão histopatológico é por vezes chamado de tumor de Küttner.

Análise das alternativas

A) O cistoadenoma papilar linfomatoso (tumor de Warthin) é neoplasia benigna da parótida. C) A sialoadenite mioepitelial está ligada à síndrome de Sjögren e à parótida. D) A queilite glandular afeta glândulas salivares menores do lábio inferior. E) A oncocitose é proliferação de células oncocíticas, sem esse quadro.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Manifestações Orais de Doenças Endócrinas — Sinal de Chvostek

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Segundo Neville et al. (2016), o sinal de Chvostek é um achado oral significativo caracterizado por uma contração muscular do lábio superior quando o nervo facial é tocado logo abaixo do processo zigomático. Uma resposta positiva sugere um grau latente de tetania, podendo ser encontrado em pacientes com:
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Resolução comentada

O sinal de Chvostek aparece no hipoparatireoidismo, por hipocalcemia.

No hipoparatireoidismo há hipocalcemia, que causa hiperexcitabilidade neuromuscular e tetania latente. O sinal de Chvostek é um indicador dessa condição.

Análise das alternativas

A) A doença de Graves é hipertireoidismo. B) O hipoadrenocorticismo (Addison) causa hiperpigmentação, entre outros achados. C) O hipercortisolismo (Cushing) não causa tetania. E) O hiperparatireoidismo cursa com hipercalcemia, o oposto.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Neuralgia do Trigêmeo

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Segundo Neville et al.(2016), a nevralgia clássica do trigêmeo não apresenta etiologia definida, embora, com frequência, seja relacionada à compressão do nervo trigêmeo pelo envelhecimento dos vasos sanguíneos. Já a nevralgia sintomática ou secundária do trigêmeo pode ocorrer após a compressão do nervo por neoplasias ou malformações arteriovenosas ou desenvolver-se em pacientes portadores da seguinte doença\condição desmielinizante:
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Resolução comentada

A neuralgia secundária do trigêmeo ocorre na esclerose múltipla.

A esclerose múltipla é doença desmielinizante do sistema nervoso central e pode causar neuralgia do trigêmeo sintomática. As demais condições não são desmielinizantes.

Análise das alternativas

A) A febre uveoparotídea (síndrome de Heerfordt) é manifestação da sarcoidose. B) A doença de Lyme é infecciosa. D) A histiocitose X é uma proliferação de células de Langerhans. E) A toxoplasmose é infecção parasitária.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Melanoma

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Baseado nas descrições de Neville et al.(2016), coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, em relação ao melanoma, e assinale a opção correta.

( ) A exposição à radiação ultravioleta da luz solar é um importante fator etiológico das lesões de melanoma de pele.
( ) Entre melanomas de mucosa, alterações genéticas foram identificadas no gene KIT.
( ) No sistema de avaliação clínica ABCDE do melanoma, a letra D representa lesões com diâmetro maior que 3 mm.
( ) O melanoma lentigo maligno é a forma clínico-patológica mais comum de melanoma, representando 70% das lesões cutâneas.
( ) O melanoma lentiginoso acral é a forma mais comum de melanoma em melanodermas e também é a forma mais comum de melanoma oral.
( ) No melanoma de disseminação superficial, a disseminação pagetoide é frequentemente observada, grandes células neoplásicas infiltram o epitélio de superfície de forma isolada ou em tecas.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sequência V, V, F, F, V, V.

A radiação UV é fator etiológico importante do melanoma cutâneo (V). Em melanomas de mucosa há alterações no gene KIT (V). Na regra ABCDE, o D é diâmetro maior que 6 mm (F). O tipo mais comum é o de disseminação superficial, e não o lentigo maligno (F). O lentiginoso acral é o mais comum em melanodermas e o tipo mais comum de melanoma oral (V). A disseminação pagetoide é típica do melanoma de disseminação superficial (V).

Análise das alternativas

As demais opções erram ao marcar o diâmetro de 3 mm como verdadeiro, ou ao marcar o lentigo maligno como a forma mais comum, ou ao negar o KIT.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Geral Carcinogênese Viral — Vírus Oncogênicos

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Segundo Almeida (2016), vários tipos de vírus (DNA ou RNA) têm mostrado potencial para induzir a transformação maligna. Estima-se que aproximadamente 20% das neoplasias malignas conhecidas estejam associadas à infecção viral. Assim, correlacione os vírus oncogênicos humanos aos seus tumores associados e assinale a opção correta:

VÍRUS ONCOGÊNICOS HUMANOS
I- HHV-8
II- EBV
III- HBV
IV- HPVs de alto risco
V- HTLV1

TUMORES ASSOCIADOS
( ) Carcinoma hepatocelular
( ) Sarcoma de Kaposi
( ) Carcinomas de orofaringe
( ) Leucemia\Linfoma de células T do adulto
( ) Linfoma de Burkitt
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Resolução comentada

Correlação: HBV–hepatocarcinoma; HHV-8–Kaposi; HPV–orofaringe; HTLV1–leucemia/linfoma de células T; EBV–Burkitt.

Na ordem da coluna de tumores: carcinoma hepatocelular está ligado ao HBV (III); sarcoma de Kaposi ao HHV-8 (I); carcinoma de orofaringe aos HPVs de alto risco (IV); leucemia/linfoma de células T do adulto ao HTLV1 (V); e linfoma de Burkitt ao EBV (II). A sequência é III, I, IV, V, II.

Análise das alternativas

B, C, D e E trocam ao menos uma associação, como ligar EBV ao carcinoma hepatocelular ou HTLV1 ao Kaposi.

Referência: Almeida (2016), Patologia Geral.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Pseudocistos Ósseos

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Segundo Neville et al.(2016), como é denominada a lesão que se apresenta como uma cavidade óssea vazia ou com conteúdo fluido, representando um pseudocisto por causa da ausência de revestimento epitelial?
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Resolução comentada

Cisto ósseo simples é um pseudocisto sem revestimento epitelial.

O cisto ósseo simples é uma cavidade óssea vazia ou com líquido, sem revestimento epitelial, por isso é um pseudocisto.

Análise das alternativas

A) O cisto da bifurcação vestibular é inflamatório e tem revestimento epitelial. C) O cisto do ducto nasopalatino é epitelial. D) O cisto dentígero é epitelial. E) O cisto ósseo aneurismático também é um pseudocisto, mas tem espaços sanguíneos, não cavidade vazia ou com líquido seroso.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Carcinogênese — Oncogenes e Genes Supressores de Tumor

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Segundo Neville et al.(2016), as bases moleculares da carcinogênese envolvem o acúmulo de mutações ou alterações epigenéticas em duas grandes classes de genes: proto-oncogenes e genes supressores de tumores. Os proto-oncogenes podem ser transformados em oncogenes ativados por agentes ambientais ou alterações hereditárias. Esses oncogenes ativados promovem a divisão celular descontrolada e estão envolvidos na iniciação e progressão de uma grande variedade de neoplasias. Assim, assinale a opção que apresenta um exemplo de oncogene comumente identificado no Carcinoma epidermoide oral.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

EGFR é um oncogene comum no carcinoma epidermoide oral.

O EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico) é um proto-oncogene frequentemente superexpresso no carcinoma epidermoide oral. Quando ativado, funciona como oncogene.

Análise das alternativas

B) TP53 é gene supressor de tumor. C) p16 é supressor de tumor. D) pRb é supressor de tumor. E) A E-caderina é molécula de adesão cuja perda favorece a invasão, e não é oncogene.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Tumores Odontogênicos — Ameloblastoma

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Segundo Neville et al.(2016), como é denominado o padrão histopatológico do Ameloblastoma que contém pequenas ilhas e cordões de epitélio odontogênico em um estroma densamente colagenizado?
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Resolução comentada

Ameloblastoma desmoplásico: pequenas ilhas e cordões em estroma densamente colagenizado.

O padrão desmoplásico apresenta ilhas e cordões de epitélio odontogênico em estroma muito colagenizado (desmoplásico). Por isso é o padrão descrito.

Análise das alternativas

A) O padrão de células basais tem células basaloides, sem estroma desmoplásico. C) O acantomatoso mostra metaplasia escamosa. D) O de células granulares tem células com citoplasma granular eosinofílico. E) O plexiforme tem cordões anastomosados em estroma frouxo.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Lesão Central de Células Gigantes

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Segundo Neville et al.(2016), sobre a Lesão central de células gigantes, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Lesão central de células gigantes: mais de 60% dos casos ocorrem antes dos 30 anos.

A lesão central de células gigantes tem ampla faixa etária, mas mais de 60% dos casos ocorrem antes dos 30 anos. Há predileção pelo sexo feminino e pela mandíbula.

Análise das alternativas

B) Predomina no sexo feminino. C) A maioria das lesões é não agressiva. D) Cerca de 70% ocorrem na mandíbula, e cruzam a linha média com frequência. E) Radiograficamente é uni ou multilocular, mas em geral bem delimitada, com bordas corticais.

Referência: Neville et al. (2016), Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.