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Marinha do Brasil — SSPM — Processo Seletivo PRM/2022 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular — Prova Amarela

Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2022Superior

50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito

Cirurgia Vascular Angiografia com dióxido de carbono (CO2)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

O gás carbônico vem sendo utilizado como alternativa ao contraste iodado. Com relação ao seu uso em procedimentos endovasculares marque a afirmativa correta.
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Resolução comentada

O CO2 não deve ser usado acima do diafragma nem com a cabeça elevada, pelo risco neurológico.

O CO2 é uma alternativa não nefrotóxica e não alergênica ao contraste iodado. Acima do diafragma, há risco de embolia gasosa cerebral, por isso se evita o seu uso, sobretudo com a cabeça elevada. Ele é eliminado pelos pulmões.

Análise das alternativas

A) Errada: o CO2 não causa reações alérgicas. B) Errada: o CO2 não é nefrotóxico. C) Errada: a eliminação é pulmonar. E) Errada: o limite de 300 ml não corresponde à recomendação, que varia com o território e a técnica.

Referência: Literatura de angiografia com CO2 (SBACV; Rutherford's).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Tromboembolismo venoso na gestação e puerpério

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Gabarito disponível

Dentre os fatores a seguir, qual está relacionado à fisiopatologia do tromboembolismo venoso no puerpério?
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Resolução comentada

No puerpério há diminuição da atividade fibrinolítica, que contribui para o TEV.

O estado de hipercoagulabilidade da gestação e do puerpério envolve aumento de fatores de coagulação, redução de proteína S e diminuição da atividade fibrinolítica, que se mantém no pós-parto. Esse último é o fator ligado à fisiopatologia do puerpério na questão.

Análise das alternativas

A) Errada: o diabetes gestacional não é fator fisiopatológico direto do TEV. B) Errada: a hiperêmese gravídica é fator de risco associado à desidratação, não fisiopatologia puerperal. D) Errada: as varizes são fator de risco, não mecanismo fisiopatológico do puerpério. E) Errada: o hiperestrogenismo é típico da gestação, e cai muito no puerpério.

Referência: Diretrizes de TEV na gestação e puerpério.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Aneurismas da aorta torácica — isquemia medular

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Gabarito disponível

Nas cirurgias de aneurismas torácicos, a artéria que se associa à isquemia medular é a:
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Resolução comentada

A artéria de Adamkiewicz está ligada à isquemia medular nas cirurgias de aorta torácica.

A artéria radicular magna (de Adamkiewicz) é o principal suprimento da medula espinhal torácica baixa e lombar, e costuma nascer entre T9 e L2. Sua exclusão ou interrupção nas cirurgias da aorta torácica e toracoabdominal pode causar paraplegia por isquemia medular.

Análise das alternativas

A) Errada: a torácica interna irriga a parede torácica. C) Errada: a subclávia esquerda pode ter papel colateral, mas não é a classicamente associada. D) Errada: a mesentérica superior irriga o intestino. E) Errada: a frênica irriga o diafragma.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery – prevenção de isquemia medular.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anatomia Polígono de Willis

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Gabarito disponível

O polígono de Willis, circuito arterial ímpar destinado à irrigação cerebral situado na base do encéfalo é composto por quais artérias:
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Resolução comentada

O polígono de Willis é formado pelas cerebrais anteriores, comunicante anterior, cerebrais posteriores, comunicantes posteriores e pelo tronco basilar, segundo o gabarito.

O gabarito considera a alternativa A. Classicamente, o círculo se forma por duas cerebrais anteriores, comunicante anterior, duas carótidas internas (porção terminal), comunicantes posteriores e cerebrais posteriores, na extremidade do tronco basilar. As cerebrais médias não fazem parte do círculo.

Análise das alternativas

B) Errada: inclui as cerebrais médias, que não integram o polígono. C) Errada: não existe comunicante lateral. D) Errada: não existe tronco cavernoso. E) Errada: não existe comunicante anteromedial.

Referência: Moore – Anatomia Orientada para a Clínica; Gray's Anatomy.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Cilostazol

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Gabarito disponível

Sobre o cilostazol, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

O cilostazol é contraindicado em insuficiência cardíaca congestiva.

O cilostazol é inibidor da fosfodiesterase III e tem ação antiagregante e vasodilatadora. Por causa do risco de efeitos cardiovasculares, é contraindicado em qualquer grau de insuficiência cardíaca.

Análise das alternativas

A) Errada: promove vasodilatação. B) Errada: os efeitos frequentes são cefaleia, diarreia e palpitações, não câimbra. C) Errada: a função plaquetária se normaliza em cerca de 96 horas, ou seja, 4 dias, não em 5 dias. D) Errada: a alimentação, em especial com gordura, aumenta a absorção.

Referência: Bula do cilostazol; diretrizes de DAOP.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Pé diabético — neuro-osteoartropatia de Charcot

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Gabarito disponível

Sobre a neuro-osteoartropatia de Charcot aguda, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

O gabarito é E, mas isso contraria a fisiologia da fase aguda do pé de Charcot, que cursa com edema.

Na fase aguda do pé de Charcot, o pé está quente, edemaciado, hiperemiado e, muitas vezes, indolor ou pouco doloroso. Por isso, a afirmação oficial de que o edema é incomum nessa fase não se sustenta fisiologicamente. Como o gabarito oficial é E, o item foi tratado como correto pela banca, mas há grande chance de erro de gabarito.

Análise das alternativas

A) Errada: a neuropatia autonômica causa anidrose, não hiperidrose. B) Errada: o tratamento é imobilização e descarga, não medicamentoso. C) Errada: subluxações e fraturas são comuns. D) Errada: a temperatura está aumentada, mas há dor leve em parte dos casos.

Referência: Diretrizes de pé diabético (IWGDF; SBACV).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Persistência da artéria isquiática

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Gabarito disponível

A persistência da artéria isquiática é uma anomalia rara, porém potencialmente grave. Sobre essa anomalia é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Quando a artéria isquiática é a principal fonte de suprimento, o bypass é necessário após exclusão do aneurisma.

A persistência da artéria isquiática (axial) ocorre por falha de involução. Quando ela é o principal suprimento do membro, a exclusão de seu aneurisma exige revascularização para preservar a perfusão, segundo o gabarito.

Análise das alternativas

A) Errada: a involução ocorre ainda na vida intrauterina. C) Errada: o papel é assumido pela artéria femoral superficial. D) Errada: os valores dessa alternativa não correspondem à literatura. E) Errada: o sinal de Cowie é a ausência de pulso femoral com pulsos distais presentes, não o descrito.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery – anomalias arteriais congênitas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença arterial obstrutiva periférica — enxertos de veia safena

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Gabarito disponível

Na abordagem da doença aterosclerótica infrainguinal uma das opões do arsenal terapêutico é o uso da veia safena magna como enxerto. Sobre esse fato, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

O acesso escalonado à safena tem melhor resultado estético, mas dificulta o controle total da veia.

Na técnica escalonada, com incisões curtas intercaladas, a estética é melhor. Em contrapartida, a visualização contínua da veia é menor, o que dificulta o controle completo de ramos e lesões. É o que afirma a alternativa A.

Análise das alternativas

B) Errada: a avaliação da viabilidade da veia é feita por mapeamento com duplex, não por exploração cirúrgica. C) Errada: a incisão deve ser feita sobre o trajeto da veia, e não medial a ele. D) Errada: a veia é irrigada com solução heparinizada e papaverina, em geral não com custodiol, na preservação do endotélio. E) Errada: a veia safena magna ipsilateral é o melhor conduíto.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery – técnicas de obtenção da veia safena.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Aneurismas de artérias viscerais

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Gabarito disponível

A maioria dos aneurismas das artérias viscerais (AAV) se apresenta como lesões assintomáticas e diagnosticada incidentalmente por métodos de imagem. Sobre o tema é INCORRETO afirmar que:
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Resolução comentada

A artéria esplênica é a mais acometida, seguida da hepática, mesentérica superior, celíaca e renal. A ordem apresentada está errada.

A afirmação A é a incorreta. A ordem decrescente de incidência dos aneurismas viscerais é: esplênica (cerca de 60%), hepática (20%), mesentérica superior (5 a 8%), tronco celíaco, e as demais. A ordem citada, com as renais em segundo lugar, não corresponde a isso. As demais alternativas são as dadas como corretas pelo gabarito.

Análise das alternativas

B) Considerada correta pelo gabarito, ainda que a principal etiologia seja a aterosclerose na maioria das séries. C) Correta: é a tríade de Quincke na ruptura para as vias biliares. D) Correta: gestantes e transplantados hepáticos têm risco aumentado de ruptura esplênica. E) Correta: os aneurismas infecciosos (micóticos) acometem classicamente a mesentérica superior.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery – aneurismas de artérias viscerais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença arterial obstrutiva periférica — falência de enxertos

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Gabarito disponível

Quando realizada uma derivação fêmoro-poplítea e esta ocluiu em 9 meses, qual a causa mais provável?
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Resolução comentada

A oclusão de enxerto entre 2 e 24 meses é causada principalmente por hiperplasia intimal.

A falência de enxertos infrainguinais tem causas típicas por período. Em até 30 dias predominam falhas técnicas, de 2 a 24 meses a hiperplasia intimal e depois disso a progressão da doença aterosclerótica. Aos 9 meses, a causa mais provável é a hiperplasia intimal.

Análise das alternativas

A) Errada: é causa de falência tardia, após 2 anos. C) Errada: a falha técnica ocorre no período precoce. D) Errada: a má qualidade do material é causa menos frequente. E) Errada: a trombofilia é causa menos comum.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery – falência de enxertos de bypass.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anatomia Trígono femoral

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Gabarito disponível

Sobre o trígono femoral ou triângulo de Scarpa é correto afirmar que:
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Resolução comentada

O assoalho do trígono femoral é formado por iliopsoas e pectíneo.

O trígono femoral é limitado pelo ligamento inguinal (superior), pelo sartório (lateral) e pelo adutor longo (medial). Seu assoalho é formado pelos músculos iliopsoas e pectíneo, e ele é subfascial.

Análise das alternativas

B) Errada: o espaço é subfascial, abaixo da fáscia lata. C) Errada: contém o nervo femoral, além da artéria e da veia. D) Errada: o limite superior é o ligamento inguinal. E) Errada: o adutor longo é o limite medial, e o lateral é o sartório.

Referência: Moore – Anatomia Orientada para a Clínica (trígono femoral).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Antibioticoprofilaxia cirúrgica

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Gabarito disponível

Acerca da escolha do antibiótico utilizado na profilaxia de infecções associadas ao procedimento cirúrgico, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Segundo o gabarito, a dose na profilaxia deve ser máxima por peso, para garantir níveis teciduais adequados.

O gabarito oficial é A. Na profilaxia, a dose deve ser plena, em geral a máxima por peso, para atingir concentração tecidual eficaz na incisão. Há ressalvas: em ajustes por obesidade e na prática comum, outras alternativas também têm pontos corretos, como a D.

Análise das alternativas

B) Errada: nas cirurgias limpas, o agente mais frequente é o cocos gram-positivo (Staphylococcus), não bacilos. C) Errada: a gentamicina não é a alternativa padrão na alergia a cefalosporinas, e se usa clindamicina ou vancomicina. D) Questionável: faz sentido, mas o gabarito oficial é A. E) Errada: a profilaxia deve ser feita antes da incisão (até 60 minutos) e mantida por no máximo 24 horas.

Referência: Diretrizes de antibioticoprofilaxia cirúrgica (ANVISA/CDC).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Síndromes aórticas agudas

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Gabarito disponível

É considerada uma síndrome aórtica aguda:
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Resolução comentada

O hematoma intramural é uma síndrome aórtica aguda.

As síndromes aórticas agudas incluem a dissecção aórtica aguda, o hematoma intramural, a úlcera aterosclerótica penetrante e a ruptura aórtica contida. O hematoma intramural é a única opção da lista que pertence a esse grupo.

Análise das alternativas

A) Errada: o divertículo de Kommerell é uma anomalia do arco aórtico, não uma síndrome aguda. B) Errada: o aneurisma em crescimento é uma doença crônica. C) Errada: a aterosclerose difusa é crônica. E) Errada: a trombose arterial não é síndrome aórtica aguda.

Referência: Diretrizes de doenças da aorta (ESC/ACC/SBACV).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anatomia Canal dos adutores

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Gabarito disponível

O canal de Hunter ou canal dos adutores é formado pelos músculos:
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Resolução comentada

O canal dos adutores é limitado por sartório, vasto medial, adutor longo e adutor magno.

O canal de Hunter fica no terço médio da coxa. Seu teto é o músculo sartório (com a lâmina vastoadutora), a parede anterolateral é o vasto medial e a posteromedial é formada pelos adutores longo e magno. Ele dá passagem à artéria e à veia femorais.

Análise das alternativas

A, C, D, E) Erradas: incluem músculos que não formam o canal, como quadrado femoral, gastrocnêmio, sóleo, pectíneo e vasto lateral.

Referência: Anatomia da coxa – canal dos adutores (Moore; Gray).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Anticoagulação — heparinas

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O tratamento das tromboses venosas profundas em pacientes internados é realizado, geralmente com algum heparinóide. sobre esse assunto é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A heparina inibe o fator Xa e a trombina e libera TFPI.

Os heparinoides atuam principalmente potencializando a antitrombina, o que inibe o fator Xa e a trombina. Eles também aumentam a liberação do inibidor da via do fator tecidual (TFPI). A alternativa A é a que o gabarito oficial aponta como correta.

Análise das alternativas

B) Errada: na TIH, as HBPM têm reação cruzada alta e não devem ser usadas. C) Errada: a TIH tipo II é imunomediada e grave, com risco trombótico, e exige suspensão da heparina. D) Errada: existem contraindicações absolutas, como TIH prévia e sangramento ativo grave. E) Errada: a HBPM é obtida por despolimerização da heparina não fracionada, e não o contrário.

Referência: Diretrizes de tromboembolismo venoso e farmacologia das heparinas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Tumores do corpo carotídeo

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Gabarito disponível

Os tumores do corpo carotídeo podem ser suspeitados pela história e exame clínico, mas a confirmação diagnóstica depende de métodos de imagem. Os métodos de imagem podem demonstrar a multiplicidade de tumores, o estado da circulação extra e intracraniana e a graduação do tumor pela classificação. Os tumores que envolvem amplamente a bifurcação, aderem às estruturas vizinhas e associam-se a uma maior incidência de lesão de pares cranianos são classificados como:
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Resolução comentada

Shamblin III: tumor que envolve a bifurcação por completo, aderido a estruturas vizinhas, com mais lesão de nervos cranianos.

A classificação de Shamblin gradua os tumores do corpo carotídeo. O grupo III engloba a bifurcação e as carótidas interna e externa, com forte aderência e maior risco de lesão de pares cranianos. A classificação de Netterville se aplica aos paragangliomas do forame jugular (glomus jugulare), não ao corpo carotídeo.

Análise das alternativas

A) Errada: Shamblin II adere parcialmente aos vasos, com ressecção mais difícil, mas sem envolvimento circunferencial total. B) Errada: Shamblin I é pequeno e pouco aderido, de fácil ressecção. D) Errada: Netterville é classificação de glomus jugulare. E) Errada: pelo mesmo motivo de D.

Referência: Classificação de Shamblin (paragangliomas do corpo carotídeo).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença arterial obstrutiva periférica — profundoplastia

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Gabarito disponível

A profundoplastia como uma revascularização isolada é considerada uma alternativa para um bypass distal em qual dos seguintes casos?
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Resolução comentada

Profundoplastia isolada é opção ao bypass distal em pacientes com claudicação, sem lesão tecidual extensa.

A profundoplastia isolada melhora o fluxo colateral pela femoral profunda e pode aliviar sintomas em quadros menos graves, como a claudicação intermitente, substituindo um bypass distal de maior morbidade. Em isquemia crítica com grande perda tecidual, ela costuma ser insuficiente.

Análise das alternativas

A) Errada: gangrena extensa exige revascularização distal efetiva, e a profundoplastia isolada não basta. B) Errada: neuropatia diabética não é indicação para a técnica. C) Errada: o texto da questão aponta a claudicação como o cenário, e o gabarito é D. A perda tecidual mínima seria, no máximo, um cenário limítrofe. E) Errada: sepse do pé exige controle do foco e, em geral, amputação, não revascularização isolada.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy – revascularização femoral profunda.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Índice tornozelo-braço

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Em relação ao índice tornozelo-braço medido com o ultrassom doppler de onda contínua, assinale a opção INCORRETA.
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Resolução comentada

O ITB não é confiável em diabéticos, por calcificação arterial.

Em diabéticos a calcificação da média torna as artérias incompressíveis e o ITB é falsamente elevado. Por isso a afirmação B é incorreta e o índice pododáctilo/braço é preferido.

Análise das alternativas

A) Correta: em dor isquêmica de repouso o ITB costuma ser menor que 0,4. C) Correta: o teste padrão usa 3,2 km/h e inclinação de 10 a 12º. D) Correta: o índice dedo/braço é o método mais adequado em diabéticos e é anormal abaixo de 0,70. E) Correta: na claudicação o ITB costuma ser maior que 0,5.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; avaliação hemodinâmica da doença arterial periférica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Isquemia arterial aguda — classificação de Rutherford

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Paciente de 48 anos de idade deu entrada no serviço de emergência com quadro de dor em membro inferior direito há 4 horas. O paciente relata dificuldade de movimentação, dor constante e alteração da sensibilidade dos pododáctilos e antepé. No exame físico, apresenta pulso arrítmico e frequência cardíaca de 104 bpm. Todos os pulsos são palpáveis à esquerda e há ausência de pulsos poplíteo e distais à direita. Palidez, cianose não fixa e hipotermia de todo o pé, com enchimento capilar lentificado, e discreto empastamento muscular. Considerando a classificação clínica da isquemia aguda proposta por Rutherford, como graduaríamos esse paciente?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Rutherford IIb: déficit sensitivo além dos dedos, déficit motor leve e ameaça imediata ao membro.

O paciente tem dor há 4 horas, alteração sensitiva em dedos e antepé e dificuldade de movimentação, com cianose não fixa. Isso indica membro ameaçado de forma imediata, IIb, que exige revascularização urgente, e o pulso arrítmico sugere êmbolo cardíaco.

Análise das alternativas

A) Errada: na classe I não há déficit sensitivo nem motor. B) Errada: na IIa a perda sensitiva é mínima, limitada aos dedos, e sem déficit motor. D) Errada: na classe III há déficit sensitivo profundo, paralisia e lesão irreversível. E) Errada: essa classificação vai até III.

Referência: Classificação de Rutherford para isquemia aguda (SVS/ISCVS).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Fístulas arteriovenosas para hemodiálise

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Assinale a opção que apresenta a complicação tardia mais frequente no período pós-operatório, após a confecção de uma fístula arteriovenosa para hemodiálise.
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Resolução comentada

A trombose é a complicação tardia mais frequente da fístula arteriovenosa.

A trombose, em geral por estenose da anastomose ou da veia de drenagem, é a causa mais comum de perda da fístula no período tardio.

Análise das alternativas

B) Errada: a linfocele é rara. C) Errada: o pseudoaneurisma é menos frequente. D) Errada: o sangramento é mais comum no pós-operatório imediato. E) Errada: a síndrome do roubo é pouco comum.

Referência: Diretrizes de acesso vascular para hemodiálise.

Resolução comentada do VaiConcursos.