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Marinha do Brasil — SSPM — Processo Seletivo PRM/2022 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular — Prova Amarela

Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2022Superior

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito

Cirurgia Vascular Síndrome de quebra-nozes

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Em relação à síndrome de quebra nozes, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

Pelo gabarito oficial, o ângulo aortomesentérico menor que 35º é suficiente para definir a síndrome de quebra-nozes.

A síndrome de quebra-nozes envolve compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a artéria mesentérica superior, com redução do ângulo aortomesentérico. O gabarito oficial foi dado como E, mas a alternativa A, que descreve a compressão, também parece correta. Na prática, o diagnóstico exige clínica e achados hemodinâmicos, não só o ângulo.

Análise das alternativas

A) Descreve a compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a artéria mesentérica superior, embora cite a veia mesentérica em vez da artéria. B) Errada: há risco de doença renal crônica. C) Errada: a veia cruza anteriormente à aorta. D) Errada: é uma condição rara. A questão tem inconsistência, e por isso a confiança é baixa.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; síndrome de quebra-nozes.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Reumatologia Arterite temporal

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Gabarito disponível

Paciente de 57 anos, do sexo feminino, passou em consulta com neurologista devido quadro de cefaléia , alteração da visão e dores nos músculos do pescoço e da cintura escapular acompanhado de rigidez matinal de início recente. Após investigação completa, e suspeita de arterite temporal, foi solicitada uma biópsia da artéria temporal. De acordo com os dados, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Na arterite temporal, a manutenção é feita com corticoide em doses baixas.

O tratamento da arterite de células gigantes é com corticoide em dose alta no início, reduzida gradualmente até manutenção em dose baixa. Pelo gabarito, essa dose baixa de corticoide é a opção correta.

Análise das alternativas

A) Errada: recomenda-se biópsia de segmento longo, pela doença segmentar (skip lesions). B) Errada: a biópsia é padrão para confirmação. D) Errada: o tratamento não deve ser adiado, por causa do risco de cegueira. E) Errada: o corticoide é a base do tratamento.

Referência: Diretrizes de arterite de células gigantes (ACR/EULAR).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia do Trauma Trauma vascular abdominal

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Gabarito disponível

Trauma abdominal com sangramento atrás ou abaixo do fígado que não para com manobra de Pringle corresponde a lesão de:
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Resolução comentada

Sangramento retro-hepático que persiste após Pringle indica lesão de veia cava retro-hepática.

A manobra de Pringle clampeia o pedículo hepático e controla o sangramento arterial e portal. Se o sangramento continua, a origem é venosa, a veia cava inferior retro-hepática ou as veias hepáticas.

Análise das alternativas

A) Errada: lesões de veias hepáticas são possíveis, mas a questão aponta a retro-hepática por localização. B) Errada: a cava superior é torácica. D) Errada: a cava infrarrenal fica abaixo do fígado e não é afetada pela manobra. E) Errada: a veia porta é controlada pelo Pringle.

Referência: ATLS; trauma hepático.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Aneurismas toracoabdominais — classificação de Crawford

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Gabarito disponível

Crawford desenvolveu, em 1986, um sistema de classificação para os aneurismas de aorta tóraco-abdominal, baseado em critérios anátomo-cirúrgicos. Segundo esse sistema de classificação, o tipo II é o que acomete:
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Resolução comentada

Crawford II vai da subclávia esquerda até abaixo das renais.

No Crawford tipo II o aneurisma começa próximo à artéria subclávia esquerda e se estende até abaixo das artérias renais, às vezes até a bifurcação. É o tipo de maior risco de paraplegia.

Análise das alternativas

A) Errada: descreve o aneurisma toracoabdominal tipo V, do celíaco à bifurcação. B) Errada: descreve parte do tipo III. C) Errada: descreve o tipo I, que termina acima das renais. E) Errada: descreve o tipo III.

Referência: Classificação de Crawford, Rutherford's Vascular Surgery.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anatomia Artérias carótidas comuns

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Gabarito disponível

Assinale a opção que apresenta a diferença anatômica mais prevalente entre as artérias carótida comum direita (ACCD) e artéria carótida comum esquerda (ACCE).
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Resolução comentada

A carótida comum esquerda tem segmento intratorácico, e a direita não.

A ACCE nasce diretamente do arco aórtico e por isso percorre um trecho dentro do tórax antes de chegar ao pescoço. A ACCD nasce do tronco braquiocefálico, no nível cervical, e não tem segmento intratorácico.

Análise das alternativas

A) Errada: a ACCE é a mais longa. B) Errada: a origem comum da ACCE com o tronco braquiocefálico é variação anatômica (bovine arch) e não é o dado dessa alternativa. C) Errada: a angulação da bifurcação não é a diferença mais prevalente. E) Errada: ela só surge do tronco braquiocefálico na variante (bovine arch).

Referência: Anatomia vascular cervical.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Persistência da artéria isquiática

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Gabarito disponível

Qual a apresentação da forma completa da persistência da artéria isquiática?
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Resolução comentada

Na forma completa, a ilíaca interna se continua com a poplítea pela artéria isquiática.

A artéria isquiática persistente é remanescente embrionária que sai da ilíaca interna, passa pelo forame isquiático maior e segue pela coxa posterior. Na forma completa ela se continua até a poplítea, ligando as artérias ilíaca e poplítea, e a femoral superficial costuma ser hipoplásica.

Análise das alternativas

A) Errada: descreve uma situação sem poplítea, o que não é a forma completa. B) Errada: a conexão se faz pela isquiática, não pela femoral. C) Errada: na forma completa há conexão direta. E) Errada: a veia safena magna não participa da definição.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; anomalias arteriais congênitas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Síndrome de isquemia e reperfusão

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

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Gabarito disponível

Na síndrome de isquemia e reperfusão, a insuficiência renal após oclusão arterial aguda está intrinsecamente relacionada a:
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Resolução comentada

A insuficiência renal na síndrome de reperfusão decorre da obstrução tubular por mioglobina.

A rabdomiólise pela isquemia libera mioglobina na reperfusão. Ela precipita nos túbulos renais e causa necrose tubular aguda, o que caracteriza a síndrome mionefropática-metabólica.

Análise das alternativas

A e C) Erradas: não há trombose renal arterial ou venosa nesse mecanismo. D) Errada: a hipotensão pode contribuir, mas não é a causa intrínseca. E) Errada: não há enzimas nefrotóxicas específicas envolvidas.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; síndrome mionefropática-metabólica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anatomia Bainha femoral

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Gabarito disponível

Quais as estruturas que compõem a bainha femoral?
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Resolução comentada

A bainha femoral contém artéria, veia e o canal femoral com o linfonodo de Cloquet.

A bainha femoral, prolongamento das fáscias transversal e ilíaca, tem três compartimentos: lateral (artéria), intermediário (veia) e medial (canal femoral). O canal femoral contém vasos linfáticos e o linfonodo de Cloquet.

Análise das alternativas

A) Errada: o nervo femoral fica fora da bainha, lateralmente. B) Errada: fala em linfonodos femorais de forma inespecífica, sem o linfonodo de Cloquet. C) Errada: o nervo obturador não está na bainha. E) Errada: o ramo genital do nervo genitofemoral não está dentro dela.

Referência: Anatomia do trígono femoral.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Trombose venosa profunda — diagnóstico por ecodoppler

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Gabarito disponível

Qual critério ao exame de Ecodoppler é o mais fidedigno para diagnóstico de Trombose Venosa aguda (TVP)?
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Resolução comentada

A incompressibilidade venosa é o critério mais fidedigno para TVP aguda ao ecodoppler.

No modo B com compressão, a veia normal colapsa. Se a veia não se deixa comprimir, há trombo intraluminal, e esse é o critério mais sensível e específico para TVP aguda.

Análise das alternativas

A) Errada: o aumento de diâmetro é sinal de apoio e inespecífico. C) Errada: a resposta ao Valsalva é um achado auxiliar. D) Errada: o enchimento colorido ausente ou incompleto é confirmatório, mas menos fidedigno que a compressão. E) Errada: a perda de fasicidade respiratória sugere obstrução proximal, mas não é diagnóstica de TVP.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; diagnóstico de TVP por duplex.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Hipertensão renovascular

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Gabarito disponível

Assinale a opção que apresenta uma causa importante de hipertensão renovascular em jovens.
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Resolução comentada

A síndrome da aorta média é causa importante de hipertensão renovascular em jovens.

A síndrome da aorta média é uma estenose segmentar da aorta toracoabdominal, muitas vezes com acometimento das artérias renais, e provoca hipertensão grave em crianças e adultos jovens.

Análise das alternativas

A) Errada: a esclerodermia causa crise renal esclerodérmica, que é microvascular. B) Errada: o aneurisma não é causa típica de hipertensão renovascular. C) Errada: a poliarterite nodosa causa lesão de vasos de médio calibre, mas não é a causa mais citada em jovens. E) Errada: a doença de Buerger acomete extremidades.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; hipertensão renovascular.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Anticoagulação — heparinas

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Gabarito disponível

Qual a dose de protamina preconizada para reversão do efeito da heparina não fracionada?
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Resolução comentada

A protamina é dada na proporção de 1 mg para 100 UI de heparina, ou seja, 10 mg por 1000 UI.

A dose clássica de protamina é 1 mg para cada 100 UI de heparina não fracionada recente. Isso equivale a 10 mg para cada 1000 UI, alternativa C.

Análise das alternativas

A e B) Erradas: são doses insuficientes. D e E) Erradas: são doses excessivas, e o excesso de protamina tem efeito anticoagulante e causa reações adversas.

Referência: Farmacologia da heparina; Rutherford's Vascular Surgery.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Pé diabético — neuropatia diabética

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Gabarito disponível

É considerado sinal clínico compatível com a neuropatia motora decorrente do desenvolvimento de diabetes mellitus:
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Resolução comentada

A neuropatia motora diabética causa deformidades como o dedo em martelo.

A neuropatia motora leva à atrofia dos músculos intrínsecos do pé. Isso desequilibra flexores e extensores e produz dedos em martelo ou em garra, com proeminência das cabeças dos metatarsianos.

Análise das alternativas

B) Errada: fraturas cominutivas do hálux não são sinal típico. C) Errada: polidactilia é malformação congênita. D) Errada: as cabeças dos metatarsianos ficam proeminentes e não hipoplásicas. E) Errada: o coxim plantar sofre atrofia e deslocamento, não hipertrofia.

Referência: Consenso internacional sobre pé diabético (IWGDF).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Pseudoaneurismas

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Gabarito disponível

São fatores de risco para evoluir com complicação de pseudoaneurisma, EXCETO:
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Resolução comentada

A trombose venosa local não é fator de risco para complicação de pseudoaneurisma.

Anticoagulação, obesidade, punção em local inadequado e compressão inadequada dificultam a hemostasia do ponto de punção e favorecem o pseudoaneurisma. A trombose venosa local não faz parte desses fatores.

Análise das alternativas

A) Errada: o anticoagulante favorece o sangramento e a formação do pseudoaneurisma. B) Errada: a obesidade dificulta a compressão e a punção. C) Errada: punção fora da artéria femoral comum, em local baixo ou alto, aumenta o risco. D) Errada: a compressão inadequada leva a extravasamento persistente.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; complicações de acesso arterial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Disfunção erétil vasculogênica

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Gabarito disponível

Sobre a disfunção erétil vasculogênica é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A dissecção ampla da ilíaca comum pode lesar o plexo hipogástrico superior e causar disfunção sexual.

O plexo hipogástrico superior passa à frente da bifurcação aórtica e das ilíacas comuns. A dissecção ampla dessa região, comum em cirurgia aortoilíaca, pode lesá-lo e causar disfunção erétil e ejaculatória.

Análise das alternativas

A) Errada: a detumescência envolve ação simpática e queda do óxido nítrico, e não aumento dele. C) Errada: há forte relação entre doença coronariana e disfunção erétil, que pode ser marcador precoce. D) Errada: a tríade de Leriche está presente em uma minoria dos pacientes com disfunção erétil. E) Errada: o TEFI avalia a resposta vascular, mas não conclui o diagnóstico em definitivo.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; disfunção erétil vasculogênica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Síndrome compartimental

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Gabarito disponível

Após revascularização dos membros inferiores por isquemia intensa e prolongada, houve edema grave e aumento da pressão nos compartimentos musculares. Nesse caso, está indicado:
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Resolução comentada

Edema grave e hipertensão compartimental após revascularização indicam fasciotomia.

A reperfusão após isquemia prolongada causa edema muscular e síndrome compartimental. O tratamento é a fasciotomia descompressiva, que deve ser precoce para evitar necrose muscular e nervosa.

Análise das alternativas

A) Errada: a amputação não é o tratamento inicial. B) Errada: a arteriografia não resolve a hipertensão compartimental. C) Errada: diurético não descomprime os compartimentos. D) Errada: o problema é a pressão tecidual, não a anastomose.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; síndrome compartimental e reperfusão.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anatomia Ossos do pé

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Gabarito disponível

Sobre a anatomia dos ossos do pé, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

O tarso é formado por tálus, calcâneo, navicular, cuboide e três cuneiformes.

Os ossos do tarso são sete: tálus, calcâneo, navicular, cuboide e os cuneiformes medial, intermédio e lateral. A alternativa C os lista pelo nome, pelo gabarito oficial, embora cite 'cuneiforme' no singular.

Análise das alternativas

A) Errada: os metatarsos também se articulam com o cuboide. B) Errada: há apenas um cuboide e três cuneiformes. D) Errada: não existem vários cuboides. E) Errada: o calcâneo articula-se com o tálus e o cuboide, não com os cuneiformes.

Referência: Anatomia humana (ossos do pé).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Aneurismas da aorta torácica — isquemia medular

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Gabarito disponível

Uma das complicações mais temidas pelos cirurgiões vasculares após a correção do aneurisma de aorta é a paraplegia. O conhecimento da irrigação da medula espinal é de fundamental importância. Sobre a artéria radicular magna, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A artéria radicular magna (Adamkiewicz) costuma nascer de uma intercostal ou lombar alta entre T9 e T12.

A artéria radicular magna é o principal reforço da artéria espinal anterior no segmento toracolombar. Em geral ela se origina de uma intercostal entre T9 e T12, e por isso a cobertura de aorta torácica distal e toracoabdominal traz risco de paraplegia.

Análise das alternativas

A) Errada: ela supre a artéria espinal anterior, não a posterior. B) Errada: a faixa T6-T10 não é a mais frequente. C) Errada: pode variar, então 'sempre' e L1-L3 não se sustentam. D) Errada: a oclusão pode ocorrer em reparos que cobrem a aorta toracoabdominal ou a aorta abdominal alta, e a isquemia medular é descrita também após correção abdominal.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery; anatomia da irrigação medular (artéria de Adamkiewicz).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença arterial obstrutiva periférica — fatores de risco

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Gabarito disponível

Os efeitos do tabagismo, com relação à doença arterial obstrutiva periférica são, EXCETO:
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Resolução comentada

O tabagismo aumenta a agregação plaquetária, não a diminui.

O tabagismo agrava a DAOP por vários mecanismos. Aumenta a agregação plaquetária, eleva os marcadores inflamatórios, o tônus simpático e a endotelina-1, e altera o perfil lipídico. Dizer que diminui a agregação plaquetária é, portanto, o contrário do real.

Análise das alternativas

A, B, C e E são efeitos reconhecidos do tabagismo, por isso não são a exceção pedida.

Referência: Fatores de risco para doença arterial obstrutiva periférica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Aneurismas da aorta abdominal — isquemia colônica

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Gabarito disponível

Após tratamento convencional de aneurisma de aorta abdominal uma das principais causas de morte nos primeiros 30 dias é a isquemia colônica. Sobre ela, marque a opção correta.
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Resolução comentada

A isquemia colônica pode ocorrer por embolização via artéria mesentérica inferior pérvia durante a manipulação do aneurisma.

As causas de isquemia colônica após correção de aneurisma incluem ligadura ou oclusão da AMI, hipotensão, doença das ilíacas internas e embolização do trombo e de placas pela AMI pérvia durante a manipulação do aneurisma.

Análise das alternativas

A) Ocorre mais após correção de aneurisma do que após cirurgia por doença oclusiva. B) A doença das ilíacas internas e da femoral profunda reduz a circulação colateral e aumenta a incidência. C) A diarreia, em geral sanguinolenta, é sinal comum. D) A retossigmoidoscopia é o método diagnóstico de escolha.

Referência: Complicações da cirurgia convencional do aneurisma de aorta abdominal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença arterial obstrutiva periférica — classificação TASC

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Gabarito disponível

Com a intenção de ajudar na escolha do tratamento endovascular ou cirurgia direta na Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), no segmento femoropoplíteo, desenvolveu-se a classificação TransAtlantic InterSociety Consensus (TASC). De acordo com o TASC, uma oclusão aterosclerótica isolada que acomete a artéria femoral com 3 cm de extensão em seu terço médio é uma lesão do tipo:
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Resolução comentada

Oclusão isolada de femoral com 3 cm é lesão TASC A.

Na classificação TASC para o segmento femoropoplíteo, o tipo A inclui estenose única com até 10 cm ou oclusão única com até 5 cm. Uma oclusão de 3 cm se enquadra nesse tipo.

Análise das alternativas

B, C e D) São tipos que envolvem lesões mais longas ou múltiplas, com doença mais extensa. E) O TASC original dessa região não tem tipo E.

Referência: TASC II: DAOP femoropoplítea.

Resolução comentada do VaiConcursos.