← Voltar para a lista de provas Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) 50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível Pelo gabarito oficial, o ângulo aortomesentérico menor que 35º é suficiente para definir a síndrome de quebra-nozes. A síndrome de quebra-nozes envolve compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a artéria mesentérica superior, com redução do ângulo aortomesentérico. O gabarito oficial foi dado como E, mas a alternativa A, que descreve a compressão, também parece correta. Na prática, o diagnóstico exige clínica e achados hemodinâmicos, não só o ângulo. A) Descreve a compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a artéria mesentérica superior, embora cite a veia mesentérica em vez da artéria. B) Errada: há risco de doença renal crônica. C) Errada: a veia cruza anteriormente à aorta. D) Errada: é uma condição rara. A questão tem inconsistência, e por isso a confiança é baixa. Referência: Rutherford's Vascular Surgery; síndrome de quebra-nozes. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na arterite temporal, a manutenção é feita com corticoide em doses baixas. O tratamento da arterite de células gigantes é com corticoide em dose alta no início, reduzida gradualmente até manutenção em dose baixa. Pelo gabarito, essa dose baixa de corticoide é a opção correta. A) Errada: recomenda-se biópsia de segmento longo, pela doença segmentar (skip lesions). B) Errada: a biópsia é padrão para confirmação. D) Errada: o tratamento não deve ser adiado, por causa do risco de cegueira. E) Errada: o corticoide é a base do tratamento. Referência: Diretrizes de arterite de células gigantes (ACR/EULAR). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sangramento retro-hepático que persiste após Pringle indica lesão de veia cava retro-hepática. A manobra de Pringle clampeia o pedículo hepático e controla o sangramento arterial e portal. Se o sangramento continua, a origem é venosa, a veia cava inferior retro-hepática ou as veias hepáticas. A) Errada: lesões de veias hepáticas são possíveis, mas a questão aponta a retro-hepática por localização. B) Errada: a cava superior é torácica. D) Errada: a cava infrarrenal fica abaixo do fígado e não é afetada pela manobra. E) Errada: a veia porta é controlada pelo Pringle. Referência: ATLS; trauma hepático. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Crawford II vai da subclávia esquerda até abaixo das renais. No Crawford tipo II o aneurisma começa próximo à artéria subclávia esquerda e se estende até abaixo das artérias renais, às vezes até a bifurcação. É o tipo de maior risco de paraplegia. A) Errada: descreve o aneurisma toracoabdominal tipo V, do celíaco à bifurcação. B) Errada: descreve parte do tipo III. C) Errada: descreve o tipo I, que termina acima das renais. E) Errada: descreve o tipo III. Referência: Classificação de Crawford, Rutherford's Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A carótida comum esquerda tem segmento intratorácico, e a direita não. A ACCE nasce diretamente do arco aórtico e por isso percorre um trecho dentro do tórax antes de chegar ao pescoço. A ACCD nasce do tronco braquiocefálico, no nível cervical, e não tem segmento intratorácico. A) Errada: a ACCE é a mais longa. B) Errada: a origem comum da ACCE com o tronco braquiocefálico é variação anatômica (bovine arch) e não é o dado dessa alternativa. C) Errada: a angulação da bifurcação não é a diferença mais prevalente. E) Errada: ela só surge do tronco braquiocefálico na variante (bovine arch). Referência: Anatomia vascular cervical. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na forma completa, a ilíaca interna se continua com a poplítea pela artéria isquiática. A artéria isquiática persistente é remanescente embrionária que sai da ilíaca interna, passa pelo forame isquiático maior e segue pela coxa posterior. Na forma completa ela se continua até a poplítea, ligando as artérias ilíaca e poplítea, e a femoral superficial costuma ser hipoplásica. A) Errada: descreve uma situação sem poplítea, o que não é a forma completa. B) Errada: a conexão se faz pela isquiática, não pela femoral. C) Errada: na forma completa há conexão direta. E) Errada: a veia safena magna não participa da definição. Referência: Rutherford's Vascular Surgery; anomalias arteriais congênitas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A insuficiência renal na síndrome de reperfusão decorre da obstrução tubular por mioglobina. A rabdomiólise pela isquemia libera mioglobina na reperfusão. Ela precipita nos túbulos renais e causa necrose tubular aguda, o que caracteriza a síndrome mionefropática-metabólica. A e C) Erradas: não há trombose renal arterial ou venosa nesse mecanismo. D) Errada: a hipotensão pode contribuir, mas não é a causa intrínseca. E) Errada: não há enzimas nefrotóxicas específicas envolvidas. Referência: Rutherford's Vascular Surgery; síndrome mionefropática-metabólica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A bainha femoral contém artéria, veia e o canal femoral com o linfonodo de Cloquet. A bainha femoral, prolongamento das fáscias transversal e ilíaca, tem três compartimentos: lateral (artéria), intermediário (veia) e medial (canal femoral). O canal femoral contém vasos linfáticos e o linfonodo de Cloquet. A) Errada: o nervo femoral fica fora da bainha, lateralmente. B) Errada: fala em linfonodos femorais de forma inespecífica, sem o linfonodo de Cloquet. C) Errada: o nervo obturador não está na bainha. E) Errada: o ramo genital do nervo genitofemoral não está dentro dela. Referência: Anatomia do trígono femoral. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A incompressibilidade venosa é o critério mais fidedigno para TVP aguda ao ecodoppler. No modo B com compressão, a veia normal colapsa. Se a veia não se deixa comprimir, há trombo intraluminal, e esse é o critério mais sensível e específico para TVP aguda. A) Errada: o aumento de diâmetro é sinal de apoio e inespecífico. C) Errada: a resposta ao Valsalva é um achado auxiliar. D) Errada: o enchimento colorido ausente ou incompleto é confirmatório, mas menos fidedigno que a compressão. E) Errada: a perda de fasicidade respiratória sugere obstrução proximal, mas não é diagnóstica de TVP. Referência: Rutherford's Vascular Surgery; diagnóstico de TVP por duplex. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A síndrome da aorta média é causa importante de hipertensão renovascular em jovens. A síndrome da aorta média é uma estenose segmentar da aorta toracoabdominal, muitas vezes com acometimento das artérias renais, e provoca hipertensão grave em crianças e adultos jovens. A) Errada: a esclerodermia causa crise renal esclerodérmica, que é microvascular. B) Errada: o aneurisma não é causa típica de hipertensão renovascular. C) Errada: a poliarterite nodosa causa lesão de vasos de médio calibre, mas não é a causa mais citada em jovens. E) Errada: a doença de Buerger acomete extremidades. Referência: Rutherford's Vascular Surgery; hipertensão renovascular. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A protamina é dada na proporção de 1 mg para 100 UI de heparina, ou seja, 10 mg por 1000 UI. A dose clássica de protamina é 1 mg para cada 100 UI de heparina não fracionada recente. Isso equivale a 10 mg para cada 1000 UI, alternativa C. A e B) Erradas: são doses insuficientes. D e E) Erradas: são doses excessivas, e o excesso de protamina tem efeito anticoagulante e causa reações adversas. Referência: Farmacologia da heparina; Rutherford's Vascular Surgery. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A neuropatia motora diabética causa deformidades como o dedo em martelo. A neuropatia motora leva à atrofia dos músculos intrínsecos do pé. Isso desequilibra flexores e extensores e produz dedos em martelo ou em garra, com proeminência das cabeças dos metatarsianos. B) Errada: fraturas cominutivas do hálux não são sinal típico. C) Errada: polidactilia é malformação congênita. D) Errada: as cabeças dos metatarsianos ficam proeminentes e não hipoplásicas. E) Errada: o coxim plantar sofre atrofia e deslocamento, não hipertrofia. Referência: Consenso internacional sobre pé diabético (IWGDF). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A trombose venosa local não é fator de risco para complicação de pseudoaneurisma. Anticoagulação, obesidade, punção em local inadequado e compressão inadequada dificultam a hemostasia do ponto de punção e favorecem o pseudoaneurisma. A trombose venosa local não faz parte desses fatores. A) Errada: o anticoagulante favorece o sangramento e a formação do pseudoaneurisma. B) Errada: a obesidade dificulta a compressão e a punção. C) Errada: punção fora da artéria femoral comum, em local baixo ou alto, aumenta o risco. D) Errada: a compressão inadequada leva a extravasamento persistente. Referência: Rutherford's Vascular Surgery; complicações de acesso arterial. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A dissecção ampla da ilíaca comum pode lesar o plexo hipogástrico superior e causar disfunção sexual. O plexo hipogástrico superior passa à frente da bifurcação aórtica e das ilíacas comuns. A dissecção ampla dessa região, comum em cirurgia aortoilíaca, pode lesá-lo e causar disfunção erétil e ejaculatória. A) Errada: a detumescência envolve ação simpática e queda do óxido nítrico, e não aumento dele. C) Errada: há forte relação entre doença coronariana e disfunção erétil, que pode ser marcador precoce. D) Errada: a tríade de Leriche está presente em uma minoria dos pacientes com disfunção erétil. E) Errada: o TEFI avalia a resposta vascular, mas não conclui o diagnóstico em definitivo. Referência: Rutherford's Vascular Surgery; disfunção erétil vasculogênica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Edema grave e hipertensão compartimental após revascularização indicam fasciotomia. A reperfusão após isquemia prolongada causa edema muscular e síndrome compartimental. O tratamento é a fasciotomia descompressiva, que deve ser precoce para evitar necrose muscular e nervosa. A) Errada: a amputação não é o tratamento inicial. B) Errada: a arteriografia não resolve a hipertensão compartimental. C) Errada: diurético não descomprime os compartimentos. D) Errada: o problema é a pressão tecidual, não a anastomose. Referência: Rutherford's Vascular Surgery; síndrome compartimental e reperfusão. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O tarso é formado por tálus, calcâneo, navicular, cuboide e três cuneiformes. Os ossos do tarso são sete: tálus, calcâneo, navicular, cuboide e os cuneiformes medial, intermédio e lateral. A alternativa C os lista pelo nome, pelo gabarito oficial, embora cite 'cuneiforme' no singular. A) Errada: os metatarsos também se articulam com o cuboide. B) Errada: há apenas um cuboide e três cuneiformes. D) Errada: não existem vários cuboides. E) Errada: o calcâneo articula-se com o tálus e o cuboide, não com os cuneiformes. Referência: Anatomia humana (ossos do pé). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A artéria radicular magna (Adamkiewicz) costuma nascer de uma intercostal ou lombar alta entre T9 e T12. A artéria radicular magna é o principal reforço da artéria espinal anterior no segmento toracolombar. Em geral ela se origina de uma intercostal entre T9 e T12, e por isso a cobertura de aorta torácica distal e toracoabdominal traz risco de paraplegia. A) Errada: ela supre a artéria espinal anterior, não a posterior. B) Errada: a faixa T6-T10 não é a mais frequente. C) Errada: pode variar, então 'sempre' e L1-L3 não se sustentam. D) Errada: a oclusão pode ocorrer em reparos que cobrem a aorta toracoabdominal ou a aorta abdominal alta, e a isquemia medular é descrita também após correção abdominal. Referência: Rutherford's Vascular Surgery; anatomia da irrigação medular (artéria de Adamkiewicz). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O tabagismo aumenta a agregação plaquetária, não a diminui. O tabagismo agrava a DAOP por vários mecanismos. Aumenta a agregação plaquetária, eleva os marcadores inflamatórios, o tônus simpático e a endotelina-1, e altera o perfil lipídico. Dizer que diminui a agregação plaquetária é, portanto, o contrário do real. A, B, C e E são efeitos reconhecidos do tabagismo, por isso não são a exceção pedida. Referência: Fatores de risco para doença arterial obstrutiva periférica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A isquemia colônica pode ocorrer por embolização via artéria mesentérica inferior pérvia durante a manipulação do aneurisma. As causas de isquemia colônica após correção de aneurisma incluem ligadura ou oclusão da AMI, hipotensão, doença das ilíacas internas e embolização do trombo e de placas pela AMI pérvia durante a manipulação do aneurisma. A) Ocorre mais após correção de aneurisma do que após cirurgia por doença oclusiva. B) A doença das ilíacas internas e da femoral profunda reduz a circulação colateral e aumenta a incidência. C) A diarreia, em geral sanguinolenta, é sinal comum. D) A retossigmoidoscopia é o método diagnóstico de escolha. Referência: Complicações da cirurgia convencional do aneurisma de aorta abdominal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Oclusão isolada de femoral com 3 cm é lesão TASC A. Na classificação TASC para o segmento femoropoplíteo, o tipo A inclui estenose única com até 10 cm ou oclusão única com até 5 cm. Uma oclusão de 3 cm se enquadra nesse tipo. B, C e D) São tipos que envolvem lesões mais longas ou múltiplas, com doença mais extensa. E) O TASC original dessa região não tem tipo E. Referência: TASC II: DAOP femoropoplítea. Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — SSPM — Processo Seletivo PRM/2022 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular — Prova Amarela
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Em relação à síndrome de quebra nozes, assinale a opção correta.
Paciente de 57 anos, do sexo feminino, passou em consulta com neurologista devido quadro de cefaléia , alteração da visão e dores nos músculos do pescoço e da cintura escapular acompanhado de rigidez matinal de início recente. Após investigação completa, e suspeita de arterite temporal, foi solicitada uma biópsia da artéria temporal. De acordo com os dados, é correto afirmar que:
Trauma abdominal com sangramento atrás ou abaixo do fígado que não para com manobra de Pringle corresponde a lesão de:
Crawford desenvolveu, em 1986, um sistema de classificação para os aneurismas de aorta tóraco-abdominal, baseado em critérios anátomo-cirúrgicos. Segundo esse sistema de classificação, o tipo II é o que acomete:
Assinale a opção que apresenta a diferença anatômica mais prevalente entre as artérias carótida comum direita (ACCD) e artéria carótida comum esquerda (ACCE).
Qual a apresentação da forma completa da persistência da artéria isquiática?
Na síndrome de isquemia e reperfusão, a insuficiência renal após oclusão arterial aguda está intrinsecamente relacionada a:
Quais as estruturas que compõem a bainha femoral?
Qual critério ao exame de Ecodoppler é o mais fidedigno para diagnóstico de Trombose Venosa aguda (TVP)?
Assinale a opção que apresenta uma causa importante de hipertensão renovascular em jovens.
Qual a dose de protamina preconizada para reversão do efeito da heparina não fracionada?
É considerado sinal clínico compatível com a neuropatia motora decorrente do desenvolvimento de diabetes mellitus:
São fatores de risco para evoluir com complicação de pseudoaneurisma, EXCETO:
Sobre a disfunção erétil vasculogênica é correto afirmar que:
Após revascularização dos membros inferiores por isquemia intensa e prolongada, houve edema grave e aumento da pressão nos compartimentos musculares. Nesse caso, está indicado:
Sobre a anatomia dos ossos do pé, assinale a opção correta.
Uma das complicações mais temidas pelos cirurgiões vasculares após a correção do aneurisma de aorta é a paraplegia. O conhecimento da irrigação da medula espinal é de fundamental importância. Sobre a artéria radicular magna, é correto afirmar que:
Os efeitos do tabagismo, com relação à doença arterial obstrutiva periférica são, EXCETO:
Após tratamento convencional de aneurisma de aorta abdominal uma das principais causas de morte nos primeiros 30 dias é a isquemia colônica. Sobre ela, marque a opção correta.
Com a intenção de ajudar na escolha do tratamento endovascular ou cirurgia direta na Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), no segmento femoropoplíteo, desenvolveu-se a classificação TransAtlantic InterSociety Consensus (TASC). De acordo com o TASC, uma oclusão aterosclerótica isolada que acomete a artéria femoral com 3 cm de extensão em seu terço médio é uma lesão do tipo: