Pular para o conteúdo

Provas

← Voltar para a lista de provas

Marinha do Brasil — SSPM — Processo Seletivo PRM/2022 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular — Prova Amarela

Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2022Superior

50 questões nesta prova · página 3 de 3 · 50 com gabarito

Cirurgia Vascular Tromboangeíte obliterante

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

A tromboangeíte obliterante é uma doença vascular inflamatória que afeta principalmente artérias e veias de pequeno e médio calibres. Sobre esse assunto, é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Na tromboangeíte obliterante, a camada média é pouco alterada e a lâmina elástica interna é preservada.

A doença de Buerger é uma vasculite segmentar trombótica que preserva a arquitetura da parede do vaso. A camada média é quase normal e a lâmina elástica interna é pouco lesada, o que a diferencia da aterosclerose.

Análise das alternativas

A) Pode acometer também vasos capilares. C) Os vasos mais acometidos são os distais e periféricos, não os da região central. D) A tromboflebite superficial migratória é a base das nodulações, não uma trombose profunda. E) O diagnóstico é clínico, sem exame laboratorial confirmatório.

Referência: Tromboangeíte obliterante (doença de Buerger).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Fisiologia venosa — bomba muscular da panturrilha

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

São funções da bomba muscular da panturrilha, EXCETO:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A prevenção do refluxo é função das válvulas venosas, não da bomba muscular.

A bomba muscular da panturrilha reduz a pressão venosa em ortostatismo, reduz o volume venoso do membro exercitado, aumenta o retorno ao coração direito e minimiza o edema. Evitar o refluxo cabe às válvulas, que atuam em conjunto com a bomba.

Análise das alternativas

A, B, D e E descrevem funções reais da bomba muscular, por isso não são a exceção pedida.

Referência: Fisiologia do retorno venoso dos membros inferiores.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Isquemia arterial aguda — tratamento

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Paciente de 52 anos, sem antecedente de doença vascular, internado em vigência de fibrilação atrial, com oclusão arterial aguda de artéria femoral superficial em toda sua extensão e reenchimento de artéria poplítea, classificação de Rutherford IIa, qual o tratamento pode ser realizado?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Isquemia aguda por embolia com Rutherford IIa tem como tratamento a tromboembolectomia.

Paciente com fibrilação atrial e membro viável porém ameaçado (IIa) tem causa embólica provável. Está indicada revascularização rápida, e a tromboembolectomia com cateter de Fogarty é o tratamento clássico.

Análise das alternativas

A) A amputação primária é reservada ao membro irrecuperável (III). B) A trombólise sistêmica não é a abordagem apropriada. D) Não há doença ilíaca. E) Venotônicos não tratam isquemia arterial.

Referência: Isquemia arterial aguda: classificação de Rutherford e tratamento.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Varizes dos membros inferiores — ultrassonografia vascular

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Na avaliação ao ultrassom vascular das varizes de membros inferiores, considera-se refluxo significativo na veia safena, somente quando a duração do refluxo é:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Considera-se refluxo significativo na safena aquele que dura mais de 0,5 segundo.

Ao Doppler, o refluxo patológico nas safenas é definido por duração superior a 0,5 segundo após manobra de compressão e liberação. Em veias profundas e femoral comum, o critério costuma ser de 1 segundo.

Análise das alternativas

A e D) Durações inferiores são fisiológicas. B e C) São limiares mais altos que o adotado para as safenas.

Referência: Consenso de ultrassonografia vascular em varizes.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Aneurismas da aorta torácica — zonas de Criado

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Um paciente portador de aneurisma de aorta torácica, em decorrência do acometimento da origem da artéria carótida comum esquerda, foi submetido, previamente à liberação da endoprótese, a um enxerto aorta ascendente/carótida esquerda eaorta ascendente/subclávia esquerda. De acordo com a padronização proposta por Criado, em que zona, provavelmente, se apoiou proximalmente a endoprótese na aorta torácica do paciente?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Com origem da carótida esquerda acometida e debranching para carótida e subclávia, a endoprótese apoia-se na zona 1 de Criado.

Na classificação de Criado, a zona 0 vai da valva aórtica até a origem do tronco braquiocefálico e a zona 1 fica entre o tronco e a carótida esquerda. A zona 2 fica entre a carótida esquerda e a subclávia esquerda, e a zona 3 é distal à subclávia. Se a carótida esquerda está acometida e foi feito o bypass dela e da subclávia, a endoprótese cobre ambas e se ancora na zona 1.

Análise das alternativas

A) Zona 0 exigiria revascularizar também o tronco braquiocefálico. C) Na zona 2 só se cobriria a subclávia, e a carótida não precisaria de bypass. D) A zona 3 dispensa os debranchings. E) A zona 4 é na aorta abdominal alta e distal.

Referência: Classificação de Criado das zonas de ancoragem da aorta torácica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anatomia Veia safena magna

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Qual veia faz parte dos ramos tributários da croça da veia safena magna?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A veia epigástrica superficial é tributária da croça da safena magna.

Os ramos tributários da croça da safena magna são a pudenda externa, a epigástrica superficial, a circunflexa ilíaca superficial e as safenas acessórias.

Análise das alternativas

A) A safena parva drena para a veia poplítea. B) A epigástrica inferior é ramo da veia ilíaca externa. D) O nome correto é circunflexa ilíaca superficial, não interna. E) A hipogástrica (ilíaca interna) é uma veia pélvica.

Referência: Anatomia venosa dos membros inferiores.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Oclusão da veia cava inferior

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Sobre às múltiplas causas de oclusão da veia cava inferior (VCI), com implicações prognósticas e terapêuticas diversas, é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O leiomiossarcoma é o tumor maligno primário mais comum da veia cava inferior.

O leiomiossarcoma, originado da musculatura lisa da parede venosa, é o tumor maligno primário mais comum da VCI.

Análise das alternativas

B) A oclusão aguda costuma ser sintomática, com edema maciço e dor. C) Em crianças, iatrogenia e cateteres venosos centrais são causas frequentes. D) A trombose da VCI sem causa aparente exige investigação, como trombofilias, neoplasias e compressões. E) O tratamento de primeira linha costuma ser anticoagulação e/ou abordagem endovascular, não bypass com enxerto de Dacron.

Referência: Oclusão da veia cava inferior: etiologia e tratamento.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Isquemia crônica crítica — classificação WIfI

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

A classificação SVS-WIFI pode avaliar o risco de amputação que aumenta conforme a progressão dos estágios clínicos (de muito baixo a alto). De maneira similar, a predição do benefício de revascularização também é derivada da gravidade da isquemia e sua relação com o estágio clínico. Assim, em qual das situações abaixo podemos aplicar essa classificação?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A classificação WIfI aplica-se à isquemia crônica ameaçadora do membro, como no pé com gangrena.

A SVS-WIfI (Wound, Ischemia, foot Infection) estratifica pacientes com isquemia crônica ameaçadora do membro (dor em repouso, úlcera ou gangrena). A gangrena no pé se encaixa no componente W da classificação.

Análise das alternativas

A) Úlceras venosas têm outra fisiopatologia. B) A isquemia aguda usa a classificação de Rutherford para isquemia aguda. C) A síndrome do dedo azul é embólica. E) Trauma e esmagamento não são isquemia crônica.

Referência: SVS Lower Extremity Threatened Limb Classification System (WIfI).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anatomia Sistema ázigo

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

A veia ázigo desemboca na veia:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A veia ázigo desemboca na veia cava superior.

A veia ázigo ascende pelo mediastino posterior, forma um arco sobre o hilo pulmonar direito e desemboca na veia cava superior.

Análise das alternativas

A) A jugular interna direita não recebe a ázigo. B) A cava inferior não é o destino dela. C) A subclávia não recebe a ázigo. D) A hemiázigo é tributária da ázigo, e não o contrário.

Referência: Anatomia do sistema ázigo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença de Behçet

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias — Marinha do Brasil · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Cirurgia Vascular (R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Qual das seguintes características NÃO é própria da doença de Behçet?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Não existe exame laboratorial específico para a doença de Behçet.

O diagnóstico de Behçet é clínico, com úlceras orais recorrentes, úlceras genitais, uveíte e teste de patergia positivo. Não há exame laboratorial específico. O HLA-B51 associa-se à doença, mas não a diagnostica.

Análise das alternativas

A) Úlceras orais, uveíte e patergia são típicos. B) A predisposição a trombose venosa é característica. C) Aneurismas arteriais múltiplos podem ocorrer. D) Aneurisma de artéria pulmonar é uma complicação grave e característica.

Referência: Doença de Behçet: critérios diagnósticos.

Resolução comentada do VaiConcursos.