← Voltar para a lista de provas Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Ombro e Cotovelo (pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia) 50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível Neer-Horwitz tipo II: desvio maior que 5 mm e menor que 1/3 da metáfise. Na classificação de Neer e Horwitz, o tipo I tem desvio menor que 5 mm, o tipo II tem desvio maior que 5 mm até 1/3 da largura da metáfise, o tipo III de 1/3 a 2/3, e o tipo IV mais de 2/3. A: é o tipo I. B e C: não são limites da classificação (o tipo III vai até 2/3). E: é o tipo IV. Referência: Neer e Horwitz, fraturas fisárias do úmero proximal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Perda óssea anteroinferior de 1,5 mm equivale em média a cerca de 5% da glenoide. Estudos biomecânicos indicam que cada milímetro de perda óssea na glenoide inferior corresponde a cerca de 3 a 4% da largura da glenoide, e assim 1,5 mm representa em média cerca de 5%. O gabarito indica 5%. A: valor baixo demais. C, D e E: valores muito altos para 1,5 mm de perda. Referência: Perda óssea da glenoide na instabilidade (Itoi; Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A AP verdadeira da glenoumeral usa feixe angulado em 45°. A incidência AP verdadeira (Grashey) é obtida com o paciente rodado cerca de 35 a 45° ou com o feixe angulado em 45°, para ficar perpendicular ao plano da glenoide. Isso mostra o espaço articular sem sobreposição. A, C, D e E: os ângulos 40°, 50°, 55° e 60° não correspondem ao valor padrão de 45° aceito pelo gabarito. Referência: Incidências radiográficas do ombro (Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A flange anterior do componente umeral reduz a soltura. Na artroplastia de cotovelo, a flange do componente umeral fica apoiada sobre o osso, o que ajuda a resistir às forças de rotação e deslocamento posterior. Com isso, reduz a soltura (loosening) do componente. O gabarito confirma a soltura. A: a estabilidade vem do desenho e dos ligamentos. B: a constrição depende do tipo de articulação. C: a flange não tem papel contra infecção. E: a dor é consequência, não objetivo direto. Referência: Artroplastia total do cotovelo (Morrey; Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A técnica de paraquedas é usada no reparo do manguito rotador. A técnica de "paraquedas" (parachute) é um método artroscópico de sutura do manguito rotador, usado em roturas grandes e retraídas. A sutura é guiada para trazer o tendão ao leito ósseo. A, B, D e E: não usam essa técnica, pois as instabilidades e as lesões acromioclaviculares têm outros procedimentos específicos. Referência: Reparo artroscópico do manguito rotador (Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na luxação posterior o braço está em adução e rotação interna. O trauma longitudinal com o braço aduzido e em rotação interna (e flexão) empurra a cabeça para trás. Esse mecanismo é típico de crises convulsivas e choques elétricos, por exemplo. A e B: abdução com rotação externa é o mecanismo da luxação anterior. D: adução com rotação externa não leva à luxação posterior. E: abdução e neutro não é o mecanismo típico. Referência: Luxação glenoumeral posterior (Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Neer estágio II: fibrose e tendinite. Pela classificação de Neer, o estágio I é edema e hemorragia, o II é fibrose e tendinite (em pacientes de 25 a 40 anos) e o III é osteófitos e ruptura tendínea. B: é o estágio I. C: é o estágio III. D e E: não correspondem à classificação de Neer. Referência: Neer, estágios da síndrome do impacto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O efeito sling é obtido pela cirurgia de Latarjet. Na cirurgia de Latarjet, o tendão conjunto e o coracoide transferidos passam à frente da glenoide e do subescapular. Isso cria uma barreira dinâmica (efeito sling) que sustenta a cabeça umeral em abdução e rotação externa. A: Putti-Platt encurta e sobrepõe o subescapular. C: Saha é transferência muscular para ombro paralítico. D: Boytchev é a técnica de transferência do coracoide anterior. E: Judet é técnica de descorticação/decorticação, e não o efeito sling. Referência: Instabilidade glenoumeral anterior (Latarjet; Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A luxação esternoclavicular pode ser avaliada com as incidências de Hobbs e Serendipity. A radiografia simples é difícil de interpretar nessa região. Usam-se a incidência de Hobbs (visão lateral) e a Serendipity (inclinação cefálica de 40°), além da TC. A e B: Bernageau é incidência da glenoide (instabilidade do ombro). B e D: Basamania não é a incidência indicada para a articulação esternoclavicular (a técnica de Basamania é citada para clavícula). E: Zanca avalia a articulação acromioclavicular e Velpeau é a incidência axilar do ombro. Referência: Luxação esternoclavicular (Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A instabilidade multidirecional é mais frequente em mulheres jovens. A instabilidade multidirecional está associada a frouxidão ligamentar generalizada e predomina em mulheres jovens, abaixo de 25 anos. A, B e E: o predomínio não é masculino. C: embora seja em mulheres, a incidência é maior nas mais jovens (abaixo de 25 anos). Referência: Instabilidade multidirecional do ombro (Neer e Foster; Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Tratamento médico precoce é prevenção secundária. A prevenção secundária busca detectar e tratar precocemente a doença já instalada, para limitar sua evolução. O tratamento médico precoce se enquadra nesse nível. B, C, D e E: ergonomia do ambiente, EPI, seleção do trabalhador e treinamento são medidas primárias, que atuam antes do adoecimento. Referência: Níveis de prevenção (Leavell e Clark) em Medicina do Trabalho. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A fusão da fise da clavícula medial ocorre a partir dos 25 anos. A epífise medial da clavícula é a última a se fundir, entre cerca de 22 e 25 anos. O gabarito indica 25 anos como início da fusão. A e B: a fusão ainda não ocorreu. D e E: a fusão já está completa nessa idade, e a fusão da epífise medial é tardia mas não chega a 30-35 anos. Referência: Ossificação da clavícula (Gray; Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A parte mais proximal da prótese deve ficar alinhada com a incisura sigmoide menor da ulna. Na artroplastia da cabeça do rádio, a altura é avaliada comparando a borda proximal da prótese com a incisura sigmoide menor (radioulnar proximal) da ulna. Implante muito alto ("overstuffing") causa sobrecarga e dor no capítulo. A, B, D e E: não são as referências padrão para a altura do implante. O processo coronoide e o tubérculo sublime ficam na ulna, e o estiloide radial é distal. Referência: Artroplastia da cabeça do rádio (Campbell; Morrey). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A osteólise é desvantagem da fixação com parafuso de interferência. No reparo do bíceps distal, o parafuso de interferência fixa o coto na tuberosidade radial, mas pode causar osteólise, além de risco de lesão do nervo interósseo posterior e de fratura. O enunciado atribui essa desvantagem a esse método, conforme o gabarito. A, B, D e E: as desvantagens habituais dessas técnicas são outras, como a migração do botão (endobutton), o arrancamento da âncora, a abordagem mais extensa (sutura transóssea) e a menor resistência (fio). Referência: Reparo do tendão distal do bíceps (Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A artéria radial segue entre o pronador redondo e o braquiorradial. A artéria braquial se bifurca na fossa cubital em radial e ulnar. A radial desce no antebraço entre o pronador redondo (medial) e o braquiorradial (lateral), que formam os limites da fossa. A: o bíceps é limite proximal do tendão e não é a relação da radial. B e E: o flexor radial do carpo é medial ao trajeto na parte distal. D: pronador e bíceps delimitam a região por onde passa a braquial, não a radial. Referência: Anatomia da fossa cubital (Gray; Netter). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A transferência do trapézio inferior restaura principalmente a rotação externa do ombro. A transferência do trapézio inferior, geralmente com enxerto (p. ex. tendão de Aquiles), é indicada em roturas irreparáveis posterossuperiores do manguito. Ela reproduz a ação dos rotadores externos (supraespinal, infraespinal) e restaura principalmente a rotação externa. A, B, C e E: não são o principal ganho funcional dessa transferência. A rotação interna é restaurada por outras transferências, como a do peitoral maior ou a do grande dorsal para o subescapular. Referência: Transferências tendíneas para o ombro (Elhassan; Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O ligamento transverso não compõe o complexo ligamentar lateral do cotovelo. O complexo colateral lateral é formado pelo colateral radial, pelo colateral ulnar lateral, pelo anular e pelo colateral lateral acessório. O ligamento transverso (banda transversa do ligamento colateral medial) pertence ao complexo medial, por isso é a exceção. B, C, D e E: todos são componentes do complexo lateral. A (transverso): faz parte do complexo medial, portanto é a resposta do EXCETO. Referência: Anatomia ligamentar do cotovelo (tratados de Ortopedia, p. ex. Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O teste de Abbott e Saunders avalia a instabilidade do tendão do bíceps. O teste de Abbott e Saunders avalia a subluxação ou luxação do tendão da cabeça longa do bíceps na goteira bicipital durante a rotação externa em abdução. Alternativa B. A) Ludington: avalia a ruptura da cabeça longa do bíceps. C) Speed: avalia tendinite bicipital. D) Lippmann: avalia dor na goteira bicipital. E) Fukuda: avaliação vestibular, não do bíceps. Referência: Exame físico do ombro – instabilidade do bíceps. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O arco funcional é de 30 a 130° de flexo-extensão e 50° de pronação e 50° de supinação. Morrey descreveu o arco funcional do cotovelo como 30–130° de flexo-extensão e 50° de pronação e 50° de supinação. Alternativa D. A e E: 15–145° não é o arco funcional. B: 80–85° é maior do que o funcional. C: 0–120° e 40° não correspondem ao descrito. Referência: Morrey et al. – arco funcional do cotovelo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O corpo da escápula é o segmento mais acometido nas fraturas escapulares (~70%). As fraturas do corpo da escápula são as mais frequentes, representando cerca de 70% dos casos. Alternativa D. A) Acrômio e B) coracoide: menos frequentes. C e E) Fraturas da glenoide: menos frequentes. Referência: Fraturas da escápula – epidemiologia. Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — PRM/2022 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-Requisito em Ortopedia e Traumatologia — Ombro e Cotovelo — Prova Amarela
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Análise das alternativas
Na classificação de Neer and Horwitz para fraturas fisárias do úmero proximal, o tipo II corresponde a:
Na instabilidade do ombro, uma lesão anteroinferior óssea de 1,5 mm na glenoide, corresponde, em média, a:
Para obter uma visão radiográfica anteroposterior (AP) verdadeira da articulação glenoumeral, o feixe deve ser angulado em:
Na artroplastia de cotovelo, a flange do componente umeral tem o objetivo de reduzir a:
A técnica de “paraquedas” pode ser utilizada no tratamento cirúrgico da:
Na luxação glenoumeral posterior, no momento do trauma longitudinal, o braço está em:
Nos estágios de evolução da síndrome do impacto, modificada por Neer, o tipo II é caracterizado por:
No tratamento da instabilidade glenoumeral, o efeito sling é obtido pela cirurgia de:
Para a avaliação radiográfica da luxação esternoclavicular, podem-se utilizar as incidências de:
A instabilidade multidirecional do ombro é mais frequente em:
Qual das opções é um exemplo de estratégia secundária para prevenção de doenças ocupacionais?
A fusão da placa epifisária da clavícula ocorre a partir de quantos anos?
Para um correto posicionamento do implante na artroplastia da cabeça do rádio, a região mais proximal da prótese, deve estar alinhada com:
No reparo do tendão do bíceps distal, a osteólise é uma desvantagem da técnica de fixação do coto do tendão na tuberosidade do rádio com:
A artéria radial emerge na topografia da fossa cubital entre quais músculos?
A transposição da porção inferior do trapézio restaura, principalmente, no ombro a:
Fazem parte do complexo ligamentar lateral do cotovelo os seguintes ligamentos, EXCETO:
Qual o teste utilizado para diagnóstico de instabilidade do bíceps?
Qual o arco de movimento funcional de flexo-extensão e prono-supinação do cotovelo respectivamente?
Na fratura da escápula o segmento mais acometido, cerca de 70%, é: