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Marinha do Brasil — CP-CSM-CD 2023 — Cirurgião-Dentista — Periodontia — Prova Amarela

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Periodontia (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2023Superior

50 questões nesta prova · página 3 de 3 · 50 com gabarito

Periodontia Patogênese da doença periodontal

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Periodontia (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

De acordo com Carranza et al. (2020), para compreender melhor a patogênese periodontal é essencial conhecer a histologia dos tecidos clinicamente saudáveis e também dos tecidos gengivais e periodontais inflamados. Sendo assim, coloque V (Verdadeiro) ou F (Falso) nas afirmativas abaixo sobre patogênese periodontal, assinalando a seguir a opção correta:

( ) A junção dentogengival é uma característica anatômica que funciona na inserção da gengiva no dente e que compreende uma parte epitelial e uma parte de tecido conjuntivo.
( ) Os espaços intercelulares ampliados no epitélio juncional permitem a migração de neutrófilos e possibilitam que macrófagos dos tecidos conjuntivos gengivais entrem no sulco para fagocitar bactérias.
( ) Os principais mediadores inflamatórios derivados do hospedeiro presentes na resposta inflamatória no periodonto são: citocinas, lipopolissacarídeos, prostaglandinas e metaloproteinases de matriz.
( ) A ação das forças de cisalhamento associadas ao fluxo de saliva é importante para prevenir a adesão das bactérias à dentição e às superfícies das mucosas orais.
( ) A imunidade adaptativa é mais lenta e dependente das interações entre as células apresentadoras de antígenos e as células de Langerhans.
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Resolução comentada

Sequência V-V-F-V-F.

A junção dentogengival tem parte epitelial e conjuntiva; os espaços intercelulares do epitélio juncional permitem migração de neutrófilos; e o fluxo salivar com forças de cisalhamento ajuda a impedir a adesão bacteriana. A 3ª é falsa, pois lipopolissacarídeos são fatores bacterianos, não mediadores derivados do hospedeiro. A 5ª é falsa, pois a imunidade adaptativa depende de células apresentadoras e linfócitos, não apenas das células de Langerhans como descrito.

Análise das alternativas

B e D: marcam a 1ª como falsa. C: marca a 3ª como verdadeira. E: marca a 3ª e a 5ª como verdadeiras e a 2ª e 4ª como falsas, incorretamente.

Referência: Newman MG et al. Carranza Periodontia Clínica, 13ª ed., 2020.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Tecidos peri-implantares — Anatomia e biologia

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023 Superior

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Gabarito disponível

De acordo com Carranza et al. (2020), com relação à anatomia, biologia e função peri-implantares, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

Micromovimentos acima de 150 µm levam à formação de tecido fibroso em vez de osseointegração.

Segundo Carranza, micromovimentos acima de ~150 µm prejudicam a diferenciação osteoblástica e formam tecido cicatricial fibroso na interface osso-implante, levando à falha. As outras alternativas contêm erros.

Análise das alternativas

B: os pré-osteoblastos dependem de potencial redox favorável. C: o limite crítico é 47 °C por 1 minuto, não 55 °C. D: a mucosa queratinizada é mais firmemente ancorada, mas a descrição das fibras da não queratinizada está distorcida (tem fibras mais elásticas e é móvel; o erro está no restante da formulação). E: o epitélio juncional peri-implantar é maior (~2 mm) que o periodontal, não menor.

Referência: Newman MG et al. Carranza Periodontia Clínica, 13ª ed., 2020 – Peri-implantar.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Osteonecrose dos maxilares associada a bifosfonatos

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Com relação à osteonecrose dos maxilares relacionada ao uso de bifosfonatos, de acordo com o descrito em Carranza et al. (2020), é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A suspensão de bifosfonatos é pouco útil pois permanecem muito tempo no osso.

Segundo Carranza, os bifosfonatos ficam no osso por períodos muito longos (anos), de modo que a interrupção do medicamento não traz benefício claro na prevenção/reversão da osteonecrose.

Análise das alternativas

A: ocorre mais na mandíbula. B: cerca de 60% dos casos ocorrem após procedimento invasivo, não 40%. C: é mais frequente em pacientes oncológicos com bifosfonatos intravenosos, não em osteoporose por via oral. E: a radiografia não é conclusiva para lesões precoces.

Referência: Newman MG et al. Carranza Periodontia Clínica, 13ª ed., 2020.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Microbiologia periodontal

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Considerando os aspectos microbiológicos e as diferenças nos perfis bacterianos na saúde e na doença periodontal, e de acordo com Kahn et al. (2019), quais micro-organismos foram identificados e considerados como compatíveis com hospedeiro e como patogênico, respectivamente?
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Resolução comentada

Capnocytophaga sp é compatível com hospedeiro e Eubacterium nodatum é patogênico.

Segundo o gabarito, o par correto é Capnocytophaga sp (espécie associada à saúde/compatível com hospedeiro) e Eubacterium nodatum (associado à doença). As demais combinações não correspondem à classificação do texto.

Análise das alternativas

A: V. parvula e A. odontolyticus não formam o par saúde/patógeno do texto na ordem apresentada. C: ambos não correspondem. D: E. nodatum é o patogênico, mas aparece como compatível. E: S. constellatus e T. forsythia não seguem o par da fonte.

Referência: Kahn S, Fischer RG, Dias AT. Periodontia, 2019 – Microbiologia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Gengivectomia — Angulação da incisão

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Conforme preconizado por Passanezi et al. (2011) e descrito por Kahn, Fischer e Dias (2019), é importante analisar a espessura do tecido gengival para definir a angulação do gengivótomo no momento da incisão durante uma gengivectomia. É correto afirmar que em tecidos com espessura gengival acima de 3mm até 5mm:
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Resolução comentada

Gengiva de 3 a 5 mm: incisão 3–6 mm apical ao ponto sangrante, com ângulo de ~60º.

Pela técnica de Passanezi, quanto mais espesso o tecido gengival, maior a distância apical do ponto sangrante e maior a angulação do gengivótomo. Para espessuras de 3 a 5 mm preconiza-se incisão 3 a 6 mm apical ao ponto sangrante, com angulação de ~60º.

Análise das alternativas

A: em tecidos espessos a gengivectomia interna (retalho) é indicada para espessuras acima de 5 mm, não o contexto citado. B, C e E: correspondem a faixas de espessura menores, com menor angulação e menor distância apical.

Referência: Kahn S, Fischer RG, Dias AT. Periodontia, 2019; Passanezi et al., 2011.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Instrumentos periodontais

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Os instrumentos periodontais são projetados para finalidades específicas, como a remoção de cálculo, remoção de placa e alisamento radicular. De acordo com Carranza et al. (2020), com relação aos instrumentos periodontais, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

Pós de glicina ou eritritol são seguros e eficazes para remover biofilme de implantes e restaurações.

Segundo Carranza, os pós de baixa abrasividade (glicina, eritritol) em jato de ar são seguros e eficazes para remover biofilme de implantes de titânio e materiais restauradores. As demais alternativas contêm erros nos conceitos de instrumentação.

Análise das alternativas

A: curetas de Gracey têm lâmina com ângulo de ~60–70° (offset) e são de face única; as universais têm 90° em relação à haste inferior. B: no ultrassom, usa-se toque leve e a remoção é de coronal para apical. C: a enxada tem ângulo de lâmina de 99° e bisel de 45°; os valores citados estão alterados. D: diabetes não controlado não é contraindicação absoluta do uso de instrumentos mecanizados.

Referência: Newman MG et al. Carranza Periodontia Clínica, 13ª ed., 2020 – Instrumentação periodontal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Medicina periodontal — Aterosclerose

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Aterosclerose é uma doença inflamatória crônica, lenta e progressiva, que apresenta etiologia multifatorial, caracterizada pelo acúmulo de lipídios e elementos fibrosos nas grandes artérias. Kahn et al. (2019) descreve que uma característica histológica da lesão arterial é a ocorrência de células espumosas, que são originadas a partir de:
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Resolução comentada

Células espumosas derivam de macrófagos que internalizam LDL oxidada.

Na aterosclerose, o LDL oxidado na íntima arterial é fagocitado por macrófagos, que se transformam em células espumosas, componente central da estria gordurosa e da placa ateromatosa.

Análise das alternativas

A e E: o HDL não é a lipoproteína aterogênica oxidada nesse processo (HDL é protetor). C e D: neutrófilos e linfócitos T não originam as células espumosas; são os macrófagos.

Referência: Kahn S, Fischer RG, Dias AT. Periodontia, 2019 – Medicina periodontal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Doença periodontal em pacientes HIV positivos

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Com relação à doença periodontal em pacientes infectados pelo HIV-1 coloque V (Verdadeiro) ou F (Falso) nas afirmativas abaixo de acordo com Kahn et al. (2019), assinalando a seguir a opção correta.

( ) Pacientes infectados pelo HIV-1 e portadores de periodontite parecem ter maior risco de agravamento da periodontite.
( ) O HIV-1 pode ser detectado e quantificado no biofilme subgengival.
( ) A infecção pelo HIV-1 atua como fator modificador e está frequentemente associado a ocorrência de doenças periodontais crônicas, como a periodontite necrosante.
( ) A zidovudina, um inibidor de transcriptase reversa análogo de nucleosídeos, tem atividade bactericida contra determinadas bactérias Gram-negativas e pode influenciar positivamente no controle de patógenos periodontais envolvidos na destruição periodontal.
( ) O tratamento periodontal não cirúrgico causa bacteremia transitória e parece ser um problema associado aos pacientes infectados pelo HIV-1 submetidos à terapia antirretroviral.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sequência V-V-F-V-F.

Pacientes HIV-1 com periodontite têm maior risco de agravamento, e o HIV-1 pode ser detectado e quantificado no biofilme subgengival. A zidovudina tem ação contra alguns Gram-negativos, podendo ajudar no controle de patógenos. A terceira é falsa porque a periodontite necrosante não é doença crônica, mas aguda. A última é falsa, pois a bacteremia transitória não parece ser problema nesses pacientes sob terapia antirretroviral.

Análise das alternativas

A, C e D: marcam como verdadeira a 3ª afirmativa (periodontite necrosante tratada como doença crônica) ou falsas as demais corretas. B: marca falsa a 2ª e verdadeira a 5ª, o que é incorreto. E: coincide com o gabarito.

Referência: Kahn S, Fischer RG, Dias AT. Periodontia, 2019.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Cálculo dental

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Segundo Carranza et al. (2019) sobre o cálculo dental é INCORRETO afirmar que:
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Resolução comentada

A brushita ocorre mais em região posterior/mandibular anterior, não maxilar anterior; a alternativa A é a incorreta.

Segundo Carranza, a brushita é mais comum no cálculo da região anterior mandibular (e menos frequente em outros locais), e não no anterior maxilar, tornando a afirmação A incorreta. As demais refletem o texto: cálculo subgengival detectado por tato, 70–90% inorgânico, fixação por adaptação às irregularidades do cemento e mineralização iniciando entre 1 e 14 dias.

Análise das alternativas

B, C, D e E: são afirmações corretas conforme Carranza. A: a localização atribuída à brushita está errada, sendo a única incorreta.

Referência: Newman MG et al. Carranza Periodontia Clínica, 13ª ed. – Cálculo dental.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Cirurgia plástica periodontal — Fenótipos periodontais

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A fim de aprimorar o diagnóstico e os objetivos terapêuticos da cirurgia plástica periodontal, muitos autores classificaram os periodontos em diferentes tipos. Segundo Borghetti et al (2011) existem tipos de periodontos envolvidos nos problemas mucogengivais e considerados de risco. Assinale a opção que apresenta corretamente um periodonto de risco:
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Resolução comentada

O fenótipo A de Müller e Eger (gengiva fina, 1 mm) é o descrito como periodonto de risco.

Na classificação de Müller e Eger (1997), o fenótipo A apresenta gengiva fina (cerca de 1 mm), altura de cerca de 4 mm e coroas mais alongadas, sendo um periodonto de risco para problemas mucogengivais. Segundo o gabarito, a alternativa B reproduz corretamente esses dados.

Análise das alternativas

A e E: as descrições dos tipos C e D de Korbendau e Guyomard não correspondem às características descritas na fonte (valores trocados/incorretos). C: a classe III de Maynard e Wilson é descrita de forma diferente. D: periodonto plano e espesso é o de baixo risco, não de risco.

Referência: Borghetti A, Monnet-Corti V. Cirurgia Plástica Periodontal, 2ª ed., 2011.

Resolução comentada do VaiConcursos.