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Marinha do Brasil — CP-T/2023 (Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha) — Arqueologia — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) — Arqueologia

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2023

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito

Arqueologia Náutica Metodologia de Registro de Embarcações (Lipke et al.)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

Marinha do Brasil · Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) — Arqueologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Lipke et al (1993) apud Borrero et al (2022), no livro intitulado Boats, A Manual for their Documentation, propõem uma metodologia para registrar a forma das embarcações, as características construtivas e culturais. Essa metodologia está sequenciada em tarefas, sendo elas ordenadamente da seguinte maneira:
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Resolução comentada

A ordem das tarefas de Lipke et al. começa pela descrição básica e dimensões.

A metodologia segue do geral ao detalhado: 1) descrição básica e dimensões; 2) fotografia, esboços, delineamento e desenhos básicos; 3) desenhos precisos de forma e construção; 4) estudo analítico da forma e replicação; 5) estudo contextual detalhado; 6) estudo físico e cultural comparativo.

Análise das alternativas

A, B, C e E trazem outras ordens, como começar por fotografia, por estudo contextual ou por desenhos precisos. C ainda repete uma tarefa.

Referência: LIPKE et al. (1993), Boats: A Manual for their Documentation, apud BORRERO et al. (2022).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural Instrução Normativa Iphan nº 001/2015 — Conservação dos Bens Arqueológicos

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

Marinha do Brasil · Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) — Arqueologia · Caderno Amarela

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Com base na Instrução Normativa nº 001 de 25 de março de 2015, que estabelece procedimentos administrativos a serem observados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nos processos de licenciamento ambiental dos quais participe, no que se refere o capítulo V "Da responsabilidade pela Conservação dos Bens Arqueológicos", assinale a opção INCORRETA.
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Resolução comentada

A IN Iphan 001/2015 não prevê relatórios semestrais da Instituição de Guarda e Pesquisa.

A alternativa E é a incorreta, pois a IN 001/2015 não impõe à Instituição de Guarda e Pesquisa relatórios semestrais ao CNA sobre os bens sob sua responsabilidade. As demais opções reproduzem a lógica do capítulo V: responsabilidade do arqueólogo coordenador em campo e da instituição depois, guarda na unidade federativa da pesquisa, termo de recebimento ao CNA e aprovação do CNA para análise fora da instituição.

Análise das alternativas

A, B, C e D descrevem corretamente a responsabilidade pela conservação, a guarda definitiva, o termo de recebimento e a análise externa autorizada pelo CNA.

Referência: IN Iphan nº 001/2015, cap. V.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural Lei nº 7.542/1986 — Turismo Subaquático em Sítios Arqueológicos

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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De acordo com lei nº 7.542/1986, alterada pela lei nº 10.166/2000, a realização de excursões de turismo submarino, com turistas mergulhadores nacionais e estrangeiros, em sítios arqueológicos já incorporados ao domínio da União é livre, sendo vedada aos mergulhadores a remoção de qualquer bem ou parte deste. Para a realização dessa atividade, as empresas devem estar cadastradas em quais instituições?
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Resolução comentada

As empresas de turismo submarino devem estar cadastradas na Marinha do Brasil e no Instituto Brasileiro de Turismo.

A Lei 7.542/1986, com a redação da Lei 10.166/2000, exige que as empresas que promovam excursões de turismo submarino estejam cadastradas na Marinha do Brasil e no Instituto Brasileiro de Turismo.

Análise das alternativas

As demais opções trazem órgãos como DPC, CNA, EMA, Iphan, Ibram, DPHDM e DPMF, que não são os do cadastro previsto na lei.

Referência: Lei nº 7.542/1986, alterada pela Lei nº 10.166/2000.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Subaquática Museus de Arqueologia Naval in situ

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

Marinha do Brasil · Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) — Arqueologia · Caderno Amarela

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Conforme Amaral et al. (2018), museus de arqueologia naval in situ são necessários e ações conjuntas entre instituições devem se fazer presentes, ainda mais sob a ótica da arqueologia subaquática que requer conhecimentos específicos. Segundo os autores, a criação desses museus deve considerar a interação entre:
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Resolução comentada

Museus de arqueologia naval in situ devem articular conhecimento científico e sociedade.

Para Amaral et al., a criação desses museus deve considerar a interação entre o conhecimento científico e a sociedade, já que o público é parte da preservação do patrimônio.

Análise das alternativas

As demais opções contrapõem Estado, mercado ou retorno financeiro, ou tratam de causas do naufrágio, o que foge da proposta de interação ciência-sociedade.

Referência: AMARAL et al. (2018).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Subaquática Carta Internacional sobre Proteção e Gestão do Patrimônio Cultural Subaquático (ICOMOS, 1996)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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De acordo com Rambelli (2002) a Carta Internacional sobre Proteção e Gestão do Patrimônio Cultural Subaquático (SOFIA, 1996) define Patrimônio Cultural Subaquático. Assim, assinale a opção que apresenta a definição correta trazida pela Carta.
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Resolução comentada

A Carta de Sofia (1996) inclui os bens que tenham sido removidos do meio subaquático.

A Carta define o patrimônio cultural subaquático como o patrimônio arqueológico que se encontra em meio subaquático ou que tenha sido removido dele, inclusive os sítios e estruturas submersas, zonas de naufrágios e seu contexto arqueológico e natural.

Análise das alternativas

B exclui sítios e estruturas, o que contraria a definição. C exclui materiais retirados ilegalmente. D cria comissão de peritos e exige estar parcialmente submerso. E impõe um corte temporal (antes da Segunda Guerra) que a Carta não prevê.

Referência: Carta Internacional ICOMOS (Sofia, 1996), apud RAMBELLI (2002).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria Arqueológica Arqueologia Pós-Processual ou Contextual — Cultura Material

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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A obra "História do Pensamento Arqueológico", escrita por Bruce G. Trigger (2011), traz reflexões e exemplos de práticas arqueológicas nas suas variadas vertentes teóricas. Uma dessas correntes teóricas foi denominada "Arqueologia Pós-Processual ou Contextual". Assim, assinale a opção que apresenta a tese básica dessa corrente teórica sobre a ideia de cultura material.
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Resolução comentada

Para a arqueologia pós-processual, a cultura material é elemento ativo nas relações sociais.

A tese pós-processual, apresentada por Trigger, é que a cultura material não é mero reflexo passivo da adaptação ecológica ou da organização sociopolítica. Ela é ativa e pode tanto disfarçar quanto refletir relações sociais, sendo usada para marcar diferenças ou legitimar autoridade.

Análise das alternativas

B apresenta a cultura material como reflexo passivo. C defende uma visão positivista de autossuficiência. D foge da teoria e trata de sociedade de consumo. E afirma uma explicação global plenamente satisfatória e inventa o procedimento 'arqueologia teórica'.

Referência: TRIGGER, B. G. História do Pensamento Arqueológico (2011).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Direito Constitucional Proteção do Patrimônio Cultural — Art. 216, § 1º, da Constituição Federal

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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Assinale a opção que apresenta as formas de proteção cultural previstas no parágrafo 1º do artigo 216 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
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Resolução comentada

O art. 216, § 1º, prevê inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação.

O § 1º do art. 216 da CF/88 diz que o Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação. A alternativa A reúne esses cinco instrumentos.

Análise das alternativas

B, C, D e E misturam termos como valoração, educação, projeção, conservação, restauração e manutenção, que não são as formas nomeadas no parágrafo.

Referência: CF/88, art. 216, § 1º.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural Portaria Iphan nº 196/2016 — Instituições de Guarda e Pesquisa

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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Considerando que as Instituições de Guarda e Pesquisa são espaços para o desenvolvimento de ações de interação com o patrimônio cultural arqueológico, qual trinômio estabelecido na portaria nº 196 de 18 de maio de 2016 do Iphan essas instituições devem atender?
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Resolução comentada

As Instituições de Guarda e Pesquisa devem atender ao trinômio pesquisa, conservação e socialização.

A Portaria Iphan 196/2016 estabelece que essas instituições devem cumprir o trinômio pesquisa, conservação e socialização do patrimônio arqueológico.

Análise das alternativas

As demais combinações (envolvimento, interação, proteção, manutenção, educação, impacto e divulgação) não correspondem ao trinômio da portaria.

Referência: Portaria Iphan nº 196/2016.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Conservação de Bens Arqueológicos Portaria Iphan nº 196/2016 — Recomendações para Conservação de Bens Arqueológicos Móveis

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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Com base no Anexo I, "Recomendações para a Conservação de Bens Arqueológicos Móveis", da portaria nº 196, de 18 de maio de 2016 do IPHAN, analise as afirmativas abaixo e assinale a opção correta.

I- No caso de lavagem dos bens, deve-se optar pelo uso de água destilada ou deionizada, além de secá-los em superfícies limpas e inertes, priorizando o uso de ar quente.
II- Caso para a análise se faça necessária a limpeza total do bem, sugere-se que uma amostra dos seus depósitos seja acondicionada em saco plástico, etiquetada e armazenada junto dele. Sugere-se, também, que uma amostra dos fragmentos seja selecionada para não ser limpa.
III- Recomenda-se que seja planejado um local apropriado para montar um laboratório de campo, preferencialmente fechado, para realizar os procedimentos de conservação e de acondicionamento, visando minimizar deteriorações advindas das mudanças bruscas de temperatura e umidade sofridas a partir da extração do bem.
IV- Recomenda-se, a fim de evitar degradações futuras, que os bens sejam higienizados com pincéis, escovas e trinchas macias e, sempre que possível, lavados em água corrente ou tratados com solventes específicos.
V- Os bens coletados deverão ser inventariados pelo arqueólogo antes de serem entregues à Instituição de Guarda e Pesquisa.
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Resolução comentada

Estão corretas as afirmativas II, III e V.

II é correta: guarda-se amostra dos depósitos junto ao bem e reserva-se uma amostra de fragmentos sem limpar. III é correta: o laboratório de campo deve ser preferencialmente fechado, para reduzir as mudanças bruscas de temperatura e umidade. V é correta: o arqueólogo deve inventariar os bens antes de entregá-los à instituição de guarda.

Análise das alternativas

I é falsa: a secagem deve evitar o ar quente, sob risco de danos. IV é falsa: a lavagem em água corrente e os solventes não são recomendados de forma geral, e a higienização deve ser a mínima necessária. Por isso A, B, D e E, que incluem I ou IV, estão erradas.

Referência: Portaria Iphan nº 196/2016, Anexo I.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Subaquática Maritime Garbology — Arqueologia do Descarte em Ambientes Aquáticos

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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Segundo Arnshav (2014) apud Duran e Rambelli (2019), a chamada maritime garbology, prática de pesquisa que pode ser traduzida como estudo arqueológico dos dejetos modernos presentes em ambientes marítimos submersos, quebra a perspectiva de que os sítios submersos são estanques e se mantêm alheios aos acontecimentos contemporâneos. Os autores exemplificam algumas publicações que trabalham o tema de maneira insipiente e citam um trabalho publicado em 2009 ao qual consideram como sendo o primeiro esforço acadêmico de inclusão desse tipo de pensamento no âmbito nacional, levantando uma reflexão sobre comportamentos culturais de descarte em ambientes aquáticos. O trabalho supracitado foi escrito por:
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Resolução comentada

O primeiro trabalho nacional sobre maritime garbology (2009) é de Ricardo dos Santos Guimarães.

Duran e Rambelli, citando Arnshav, apontam o trabalho de Ricardo dos Santos Guimarães, de 2009, como o primeiro esforço acadêmico nacional de inclusão desse pensamento, refletindo sobre comportamentos de descarte em ambientes aquáticos.

Análise das alternativas

Rios e Souza, Funari, Rambelli e Tania Andrade Lima são nomes ligados à arqueologia brasileira, mas não são os autores do trabalho citado.

Referência: DURAN, L.; RAMBELLI, G. (2019), apud ARNSHAV (2014).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural NORMAM-10/DPC — Competência para Autorizar Pesquisa de Bens Submersos

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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De acordo com a Norma da Autoridade Marítima (NORMAM-10/DPC-2022), relativa à assistência e salvamento e às atividades de pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas e bens afundados, submersos, encalhados e perdidos, de quem é a competência para autorizar a pesquisa de coisas ou bens afundados, submersos, encalhados e perdidos em águas jurisdicionais brasileiras, em terreno de Marinha e seus acrescidos e em terrenos marginais, em decorrência de sinistro, alijamento ou fortuna do mar?
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Resolução comentada

A DPC autoriza a pesquisa de bens afundados por sinistro, alijamento ou fortuna do mar.

Pela NORMAM-10, a autorização para pesquisar coisas ou bens afundados em decorrência de sinistro, alijamento ou fortuna do mar compete ao Diretor de Portos e Costas.

Análise das alternativas

O CEMA, o ComDN, o CNA e a DAS-MB não têm essa competência na norma. O CNA é do Iphan, e o patrimônio arqueológico é tratado em outra via.

Referência: NORMAM-10/DPC (2022).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Conservação de Bens Arqueológicos Registro Arqueológico — Plano de Conservação

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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De acordo Scatamacchia (2015), o registro arqueológico é o testemunho material das variadas atividades do homem e do seu processo histórico e, em muitos casos, representa o único documento sobre um determinado fato ou período. Conforme a autora, para uma recuperação efetiva dos dados, esse registro deve ser conservado e estudado tendo como base um:
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Resolução comentada

O registro arqueológico deve ser conservado e estudado com base em um projeto de pesquisa científica.

Para Scatamacchia, a recuperação efetiva dos dados do registro arqueológico depende de que ele seja conservado e estudado dentro de um projeto de pesquisa científica.

Análise das alternativas

Memorial descritivo da faina, plano de conservação, plano museológico e relatório de exploração são instrumentos ou documentos específicos. Nenhum deles é a base geral de estudo e conservação segundo a autora.

Referência: SCATAMACCHIA, M. C. M. (2015).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural NORMAM-10/DPC — Análise Técnica e Parecer sobre Bens da União

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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De acordo com a Norma da Autoridade Marítima (NORMAM-10/DPC-2022), relativa à assistência e salvamento e às atividades de pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas e bens afundados, submersos, encalhados e perdidos, a quem compete realizar análise técnica e emitir parecer referente à exploração de coisas ou bens de valor artístico, de interesse histórico, cultural ou arqueológico pertencentes à União?
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Resolução comentada

A DPHDM emite parecer técnico sobre bens de valor histórico, cultural ou arqueológico da União.

Pela NORMAM-10, cabe à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha realizar a análise técnica e emitir parecer sobre a exploração de coisas ou bens de valor artístico, interesse histórico, cultural ou arqueológico pertencentes à União.

Análise das alternativas

EMA, ComDN e DPC têm outras atribuições no processo, mas não são o órgão técnico para o patrimônio histórico. O CNA é órgão do Iphan, não da Marinha.

Referência: NORMAM-10/DPC (2022).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural Convenção da UNESCO sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático (2001)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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Conforme o texto da Convenção da Unesco sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático de 2001, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

A Convenção da UNESCO 2001 prioriza a preservação in situ.

As regras do Anexo e o art. 2º da Convenção estabelecem que a preservação in situ deve ser considerada a opção prioritária antes de qualquer intervenção.

Análise das alternativas

A está errada: as técnicas devem ser não destrutivas e a recuperação de objetos não é prioridade. B está errada: o acesso responsável do público in situ deve ser incentivado. D está errada: o programa de preservação deve prever o tratamento dos vestígios durante a intervenção. E está errada: a exigência é de profissional qualificado em arqueologia subaquática, não de mergulhador profissional.

Referência: Convenção da UNESCO sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático (2001), art. 2º e Anexo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Teoria Arqueológica Histórico-Culturalismo — Métodos Arqueológicos

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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A obra "História do Pensamento Arqueológico", escrita por Bruce G. Trigger (2011), traz reflexões e exemplos de práticas arqueológicas nas suas variadas vertentes teóricas. Dentre elas está a concepção histórica cultural, que resultou em significativos aperfeiçoamentos dos métodos arqueológicos, sendo esses mais evidentes, sobretudo no tocante a:
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Resolução comentada

O histórico-culturalismo aperfeiçoou seriação, estratigrafia e classificação.

Segundo Trigger, a abordagem histórico-cultural, ao buscar sequências cronológicas e áreas culturais, refinou técnicas como a seriação, a estratigrafia e a classificação tipológica. Esses são os avanços mais evidentes de método nessa corrente.

Análise das alternativas

'Processo de formação' pertence à arqueologia processual e à Schiffer, não ao histórico-culturalismo (A e B). 'Interpretação' e 'organização' são genéricas (C). 'Arqueometria' e 'percolação' não caracterizam o período (E).

Referência: TRIGGER, B. G. História do Pensamento Arqueológico (2011).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural NORMAM-10/DPC — Conceitos e Definições

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De acordo com a Norma da Autoridade Marítima (NORMAM-10/DPC-2022), relativa à assistência e salvamento e às atividades de pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas e bens afundados, submersos, encalhados e perdidos, correlacione os conceitos apresentados na norma às suas definições a primeira coluna às suas definições apresentadas abaixo e assinale a opção correta.

CONCEITOS
I- Coisas ou Bens Perdidos
II- Pesquisa
III- Exploração
IV- Remoção

DEFINIÇÕES
( ) Ação desenvolvida para resgate de cascos soçobrados, sua carga ou pertences.
( ) Retirada de bens soçobradas do local onde se encontram para outro, a fim de evitar riscos para a navegação ou danos ao meio ambiente.
( ) Atividade desenvolvida em águas jurisdicionais brasileiras para localização de bens afundados ou soçobrados e avaliação do achado quanto à viabilidade de sua exploração econômica.
( ) Espaços marítimos, nos quais o Brasil exerce jurisdição sobre atividades, pessoas, instalações, embarcações e recursos naturais vivos e não vivos.
( ) Qualquer material, equipamento ou embarcação que sofreu acidente nas águas jurisdicionais brasileiras e que seu paradeiro é incerto ou desconhecido.
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Resolução comentada

Correlação dos conceitos da NORMAM-10: exploração, remoção, pesquisa e bens perdidos.

Resgatar cascos soçobrados, sua carga ou pertences é a Exploração (III). Retirar os bens do local para evitar riscos à navegação ou ao meio ambiente é a Remoção (IV). Localizar bens e avaliar a viabilidade de explorá-los é a Pesquisa (II). Material ou embarcação acidentada com paradeiro incerto é Coisa ou Bem Perdido (I). A definição de espaços marítimos sob jurisdição brasileira corresponde a 'águas jurisdicionais', que não está entre os conceitos listados, e por isso fica sem número.

Análise das alternativas

B inverte a ordem das duas últimas lacunas, pondo (I) na definição de águas jurisdicionais. C troca Pesquisa (II) e Exploração (III). D e E trocam a posição de Remoção, Exploração e Pesquisa, ou deixam de alinhar Exploração com o resgate de cascos.

Referência: NORMAM-10/DPC (2022), conceitos e definições.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Arqueologia Subaquática Arqueologia Marítima Histórica no Brasil — Panorama da Produção Científica

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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Oliveira Torres e Farherr (2018) apresentaram um panorama geral da Arqueologia Marítima Histórica (AMH) no Brasil, desde o ponto de vista histórico de seu desenvolvimento, principais temas abordados, contribuições e lacunas na produção científica nacional. Com base na visão de conjunto, os autores observaram que:
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Resolução comentada

A produção nacional em AMH concentra-se em estudos de sítios de naufrágio.

Oliveira Torres e Farherr (2018) observaram que as maiores contribuições da produção acadêmica nacional em Arqueologia Marítima Histórica tratam de sítios de naufrágios, conforme o gabarito oficial.

Análise das alternativas

B é falsa, pois os trabalhos teóricos ainda são poucos. C e D são afirmações contrárias ao panorama traçado pelos autores. E está errada, pois a maior produção é bem posterior à década de 1970.

Referência: Oliveira Torres, M.; Farherr, L. (2018).

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Teoria Arqueológica Nova Arqueologia (Arqueologia Processual) — Expoentes

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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A obra "História do Pensamento Arqueológico", escrita por Bruce G. Trigger (2011), traz reflexões e exemplos de práticas arqueológicas nas suas variadas vertentes teóricas. Uma dessas correntes teóricas foi denominada "Nova Arqueologia". Assim, assinale a opção que apresenta um dos principais expoentes dessa linha teórica.
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Resolução comentada

Lewis Binford é o principal expoente da Nova Arqueologia.

Lewis Binford foi o principal nome da Nova Arqueologia (processual), defendendo uma arqueologia científica, hipotético-dedutiva e voltada à explicação dos processos culturais.

Análise das alternativas

Leakey é associado à paleoantropologia. Schiffer, embora ligado à vertente processual, é conhecido pelos processos de formação do registro arqueológico. Klindt-Jensen foi historiador da arqueologia. Hodder é expoente da arqueologia pós-processual, crítica à Nova Arqueologia.

Referência: Trigger, B. G. (2011), História do Pensamento Arqueológico.

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Arqueologia Subaquática História da Arqueologia Subaquática — Equipamento de Mergulho Autônomo

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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De acordo com Rambelli (2002), as primeiras tentativas de sistematizar a pesquisa arqueológica do universo subaquático só foi possível com a criação de um equipamento que permitiu uma maior facilidade de movimento e se revelou de imediato perfeitamente capaz de satisfazer às exigências da exploração no ambiente aquático. Assim, assinale a opção que apresenta o equipamento ao qual o autor se refere.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O equipamento que viabilizou a pesquisa subaquática sistemática foi o aqualung.

Segundo Rambelli (2002), o aqualung, equipamento de mergulho autônomo desenvolvido por Cousteau e Gagnan, deu liberdade de movimento e permitiu a sistematização da pesquisa arqueológica subaquática.

Análise das alternativas

Bússola, propulsor, mosquetão e boia são acessórios auxiliares, e nenhum deles foi o que possibilitou o início da pesquisa sistemática.

Referência: Rambelli, G. (2002), Arqueologia até debaixo d'água.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação do Patrimônio Cultural Convenção da UNESCO sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático (2001) — Objetivos e Princípios Gerais

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2023

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A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reunida em Paris no ano de 2001, reconhece a importância do Patrimônio Cultural Subaquático enquanto parte integrante do patrimônio cultural da humanidade e elemento particularmente importante na história dos povos, das nações e das suas relações mútuas no que concerne ao patrimônio comum. A convenção estabelece em seu Artigo 2º objetivos e princípios gerais. Nesse contexto, assinale a opção que NÃO faz parte do rol apresentado na publicação.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A alternativa A inverte o princípio da preservação in situ como opção prioritária.

O art. 2º da Convenção de 2001 estabelece que a preservação in situ será considerada a opção prioritária antes de se autorizar ou iniciar qualquer intervenção. A alternativa A diz o contrário, por isso não faz parte do rol.

Análise das alternativas

B, C, D e E reproduzem objetivos e princípios do art. 2º: garantir a proteção, adotar medidas apropriadas, vedar a exploração comercial e encorajar o acesso responsável e não intrusivo.

Referência: UNESCO (2001), Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático, art. 2º.

Resolução comentada do VaiConcursos.