← Voltar para a lista de provas Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Especialidades com pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia (Ombro e Cotovelo) 50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível Na luxação posterior, o braço está em adução e rotação interna no trauma. A luxação posterior ocorre com carga axial sobre o braço em adução, flexão e rotação interna, como em crises convulsivas e choque elétrico. A rotação interna é o elemento marcante e o que a questão pede. A: flexão acompanha o mecanismo, mas o gabarito destaca a rotação interna. B: extensão não corresponde ao mecanismo. D: rotação externa ocorre na luxação anterior. E: o braço neutro não descreve o mecanismo. Referência: Rockwood & Matsen, The Shoulder. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Mayo: fratura de olecrano instável e cominuta é do tipo IIIB. Na classificação de Mayo, o tipo I é não deslocado, o II é deslocado e estável e o III é deslocado e instável. O subtipo A é não cominuto e o B é cominuto. Logo, o instável e cominuto é o IIIB. A e B: IIB e IIC não existem como instáveis. IIB seria estável cominuto. C: IIIA é instável não cominuto. E: o subtipo C não faz parte desse sistema. Referência: Morrey BF, classificação de Mayo para fraturas do olecrano. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O arco coracoacromial se forma por volta da 13ª semana de gestação. Na embriologia do ombro, o desenvolvimento da articulação glenoumeral e das estruturas ligamentares ocorre entre a 7ª e a 13ª semana. O arco coracoacromial se completa por volta da 13ª semana. A: 3 semanas é cedo demais, a fase é de formação inicial do broto do membro. C, D e E: 23, 33 e 38 semanas são tardias demais para a formação do arco. Referência: Texto-base de embriologia do ombro adotado pela banca. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O centro de ossificação do olecrano surge entre 6 e 8 anos. Pela cronologia de ossificação do cotovelo, o olecrano aparece entre 6 e 10 anos conforme a fonte. A banca adotou 6 a 8 anos. A fusão ocorre por volta dos 14 a 16 anos. A, C, D e E: as faixas de 5-7, 7-9, 8-10 e 9-11 anos não correspondem ao gabarito oficial adotado. Referência: Texto-base de ortopedia pediátrica/cotovelo adotado pela banca. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A manobra da ordenha testa a instabilidade em valgo do cotovelo. No "milking maneuver", com o cotovelo flexionado e o antebraço supinado, o examinador traciona o polegar do paciente para gerar estresse em valgo. Avalia a competência do ligamento colateral medial (banda anterior), em especial em atletas arremessadores. A: o varo é testado pelo estresse em varo, para o ligamento colateral lateral. B, C e D: instabilidades posterior/anterior e rotatória (pivot-shift lateral) usam outros testes, como o pivot-shift lateral e o teste da gaveta. E: correta. Referência: O'Driscoll; Veltri, exame físico do cotovelo do atleta. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A crioterapia pós-atividade não é medida preventiva consagrada nas lesões da cabeça longa do bíceps. A prevenção inclui aquecimento, alongamento, fortalecimento e afastamento das atividades enquanto houver sintomas. A crioterapia é medida de tratamento sintomático, não de prevenção, o que a torna a exceção. A, B e C: são medidas preventivas clássicas (aquecimento, alongamento, fortalecimento). E: evitar atividade enquanto sintomático previne a progressão da lesão. D: é a exceção. Referência: Texto-base de ortopedia do ombro (cabeça longa do bíceps). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ideberg tipo II: fratura da fossa glenoide com fragmento inferior. Na classificação de Ideberg, o tipo II é a fratura da fossa glenoide com um fragmento inferior que sai pela borda lateral. Corresponde ao fragmento inferior isolado. A: tipo I é fratura da borda anterior (avulsão). C: tipo III é fratura da porção superior da glenoide. D: tipo IV é fratura transversa até a borda medial da escápula. E: tipo V combina os tipos II, III ou IV, com o IV. Referência: Ideberg R; Goss TP, classificação das fraturas da glenoide. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A cominuição das tuberosidades favorece a prótese reversa na fratura do úmero proximal. Na hemiartroplastia, a consolidação das tuberosidades é crucial para a função. Quando elas estão cominutas ou não são reparáveis, a prótese reversa é preferível, pois depende do deltoide e não do manguito. Isso vale sobretudo em idosos. A: a fratura em 4 partes é indicação de ambas, não discrimina. B: a fratura-luxação anterior não é motivo específico para a reversa. D: idade abaixo de 70 anos favorece a hemiartroplastia. E: manguito íntegro favorece a hemiartroplastia. Referência: Rockwood & Matsen, The Shoulder; Campbell's Operative Orthopaedics. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A incidência de Alexander avalia o deslocamento posterior da clavícula. A incidência de Alexander é uma lateral da escápula com os ombros em adução e projetados anteriormente. Ela avalia o deslocamento anteroposterior da clavícula distal em relação ao acrômio, permitindo identificar a posteriorização (lesão Rockwood IV). A e C: o plano medial-lateral não é avaliado nessa incidência. B e D: o deslocamento superior/inferior é avaliado na incidência AP, com ou sem estresse. E: correta. Referência: Rockwood & Green, Fractures in Adults; Alexander OM (1949). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Cofield: lesão de 1 a 3 cm é média. A classificação de Cofield define pequena como menor que 1 cm, média de 1 a 3 cm, grande de 3 a 5 cm e maciça maior que 5 cm. A lesão de 1 a 3 cm é, portanto, média. A: pequena é menor que 1 cm. C: grande é de 3 a 5 cm. D: maciça é maior que 5 cm. E: extensa não é categoria da classificação de Cofield. Referência: Cofield RH. Rotator cuff disease of the shoulder. J Bone Joint Surg Am 1985. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Condroblastoma e tumor de células gigantes são tumores epifisários. O condroblastoma ocorre na epífise de ossos longos imaturos, com predileção pelo úmero proximal. O tumor de células gigantes é epifisário (epimetafisário) em esqueleto maduro. Ambos são típicos da epífise. A, C e D: a displasia fibrosa é tipicamente metafisária ou diafisária. B e D: o osteoma osteoide é tipicamente cortical diafisário ou metafisário, não epifisário. Referência: Tumores ósseos: localização típica (Campanacci; Enneking). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O portal do recesso axilar auxilia a colocar âncora na glenoide posteroinferior. O portal do recesso axilar (de Davidson-Tibone, em posição 7 horas) permite um ângulo favorável para âncoras na região posteroinferior da glenoide. É útil em reparos de Bankart posteroinferiores e em instabilidades multidirecionais. A: a região anteroinferior é abordada pelos portais anteriores (por exemplo, anteroinferior 5 horas). C: a tenotomia do bíceps usa portais anterior e anterossuperior. D: o intervalo dos rotadores é acessado por portais anteriores. E: a pequena tuberosidade é abordada por portais anteriores/anterolaterais. Referência: Artroscopia do ombro, portais acessórios (Davidson e Tibone). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Altura da prótese na hemiartroplastia: cerca de 5,6 cm acima da borda proximal do tendão do peitoral maior. Na hemiartroplastia (principalmente em fraturas), o tendão do peitoral maior é a referência para a altura. O topo da superfície articular da cabeça fica cerca de 5,6 cm acima da borda proximal desse tendão, descrito em estudos de Murachovsky e colaboradores. Isso restaura a altura e a tensão das partes moles. As distâncias de 2,6, 3,6, 4,6 e 6,6 cm não correspondem à medida descrita na literatura e deixariam a prótese baixa ou alta demais. Referência: Murachovsky J et al., J Shoulder Elbow Surg 2006 (referência do peitoral maior). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Escape anterossuperior da cabeça umeral ocorre com insuficiência do arco coracoacromial. Nas lesões maciças do manguito rotador, a cabeça umeral perde o efeito depressor e migra superiormente. Se o arco coracoacromial (ligamento coracoacromial) também está lesado ou foi seccionado, a cabeça escapa anterossuperiormente, pois esse arco é a última contenção superior. A, B e C: ligamentos glenoumerais estabilizam a articulação contra translações anterior e inferior, não contêm a migração anterossuperior. D: o coracoumeral atua no intervalo dos rotadores, limitando a rotação externa e a translação inferior. E: correta, o arco coracoacromial é a contenção anterossuperior. Referência: Rockwood & Matsen, The Shoulder; Campbell's Operative Orthopaedics (ombro). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Fuchs, grau 2: menos gordura que músculo. Na modificação de Fuchs, o grau 0 é normal, o 1 tem algumas estrias de gordura e o 2 tem menos gordura que músculo. O grau 3 tem quantidades iguais e o 4 mais gordura que músculo. A alternativa C é a que se aproxima da classificação (o enunciado fala em tendão, mas a comparação é feita com o músculo). A) Errada: o grau 0 é normal, sem gordura. B) Errada: o grau 1 tem apenas algumas estrias de gordura. D) Errada: o grau 3 tem gordura igual ao músculo. E) Errada: o grau 4 tem mais gordura que músculo, e não ausência de estrias. Referência: Fuchs B et al. Fatty degeneration of the muscles of the rotator cuff. J Shoulder Elbow Surg, 1999 (modificação de Goutallier). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As lesões fisárias do úmero proximal mais comuns são Salter-Harris I e II. No úmero proximal da criança, as lesões fisárias mais comuns são os tipos I e II de Salter-Harris. Os tipos III, IV e V são raros nessa região. B, C, D e E) Erradas: incluem tipos III, IV ou V, que são raros no úmero proximal. Referência: Fraturas do úmero proximal na criança (Rockwood). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A banda anterior do LCU é melhor vista na RM em corte coronal. O feixe anterior do ligamento colateral ulnar, da face medial do úmero ao tubérculo sublime da ulna, é bem visto em cortes coronais. A aquisição coronal mostra o ligamento em sua extensão longitudinal. A) Errada: o corte axial mostra o ligamento em seção transversa. B) Errada: o sagital não acompanha o trajeto do ligamento. D) Errada: o oblíquo não é o plano padrão para esse feixe. E) Errada: "lateral" não é um plano de aquisição padrão da RM. Referência: Imagem do cotovelo por ressonância magnética. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A camada mais superficial de Clark e Harryman é formada por fibras do ligamento coracoumeral. Clark e Harryman descreveram cinco camadas do manguito. A primeira, mais superficial, tem cerca de 1 mm e é formada por fibras do ligamento coracoumeral, de orientação oblíqua, no intervalo entre o subescapular e o supraespinhal. A) Errada: o tecido conjuntivo frouxo corresponde à camada 5 (cápsula), ou às camadas profundas. B) Errada: fascículos de orientação mal definida lembram a camada 4. C) Errada: as fibras agrupadas entre o supraespinhal e o bíceps lembram a camada 2. E) Errada: não há cartilagem hialina nas camadas do manguito. Referência: Clark JM, Harryman DT. Tendons, ligaments, and capsule of the rotator cuff. J Bone Joint Surg Am, 1992. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A posição preferida para artrodese do cotovelo é 90 graus de flexão. A artrodese do cotovelo é feita classicamente em flexão de cerca de 90 graus. Essa posição permite as atividades de higiene e de alimentação, embora haja variações conforme o caso (por exemplo, menos flexão se houver artrodese contralateral). A, B, C e D) Erradas: flexões de 50 a 80 graus são menos funcionais para levar a mão à boca e à face segundo o gabarito. Referência: Artrodese do cotovelo (Campbell). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A fratura do úmero distal ocorre com o cotovelo flexionado a partir de 110 graus. Segundo o gabarito, as fraturas do úmero distal ocorrem com o cotovelo em flexão acima de cerca de 110 graus. A força axial transmitida pela ulna age então sobre a tróclea e as colunas do úmero distal. A, B, D e E) Erradas: são valores de flexão diferentes do adotado pelo gabarito para esse mecanismo. Referência: Fraturas do úmero distal (Rockwood/Green). Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — SSPM — PRM/2023 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia (Ombro e Cotovelo) — Prova A…
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Análise das alternativas
Na luxação glenoumeral posterior, no momento do trauma longitudinal, o braço está em adução e:
Uma fratura do olecrano instável e cominuta corresponde a que tipo de fratura segundo a classificação de Mayo?
O arco coracoacromial é formado a partir de quantas semanas de gestação?
O centro de ossificação do olecrano se forma entre:
O teste da ordenha ("milking maneuver") é realizado para testar qual tipo de instabilidade?
São medidas conhecidas para prevenção de lesões da cabeça longa do bíceps braquial, EXCETO:
De acordo com a classificação de Ideberg, o tipo de fratura que representa um fragmento inferior isolado da glenoide é a do tipo:
Na fratura do úmero proximal, a prótese reversa pode ser escolhida ao invés da hemiartroplastia na presença de:
Na luxação acromioclavicular, a incidência radiográfica Alexander view auxilia na avaliação do deslocamento da clavícula distal no sentido:
Pela classificação de Cofield, a lesão de 1 a 3 cm é considerada:
São tumores que tipicamente se localizam na epífise proximal do úmero:
Na artroscopia do ombro, o portal do recesso axilar pode auxiliar:
Na hemiartroplastia de ombro o tendão do músculo peitoral maior serve de referência para definir a altura da prótese, devendo a região superior da superfície articular da cabeça umeral estar em relação à borda proximal do tendão do peitoral maior, a uma distância de:
O escape anterosuperior da cabeça umeral pode ocorrer na presença de lesão do ligamento:
Segundo a modificação de Fuchs para a classificação de infiltração gordurosa por ressonância do supraespinhal, é correto afirmar que no grau:
Nas fraturas / lesões fisárias do úmero proximal em crianças, os tipos mais comuns são:
A banda anterior do ligamento colateral ulnar do cotovelo é melhor visualizada na ressonância magnética na aquisição:
O estudo histológico descrito por Clark e Harryman descreveu cinco camadas distintas do manguito rotador, sendo a mais superficial formada por:
Na artrodese do cotovelo, a posição preferida é em flexão de:
A fratura do úmero distal ocorre com o cotovelo em flexão a partir de: