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Marinha do Brasil — DEnsM — Concurso Público Professor do Magistério Superior (CP-PMS/2013) — Oceanografia — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior

Diretoria de Ensino da Marinha2013Superior

30 questões nesta prova · página 1 de 2 · 30 com gabarito

Oceanografia Marés — Cartas Cotidais

Diretoria de Ensino da Marinha 2013 Superior

Marinha do Brasil · Professor do Magistério Superior · Caderno Amarela

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Assinale a opção que apresenta os elementos principais que descrevem uma carta cotidal.
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A carta cotidal é descrita por linhas cotidais, linhas de co-amplitude e pontos anfidrômicos.

A carta cotidal representa a propagação da onda de maré. Seus elementos principais são as linhas cotidais (mesma hora ou fase da maré), as linhas de co-amplitude (mesma amplitude) e os pontos anfidrômicos, onde a amplitude é nula e em torno dos quais as linhas cotidais giram. A alternativa D reúne esses três elementos.

Análise das alternativas

A) Omite a linha de co-amplitude e fala em 'linha de mesma fase', que é a própria cotidal. B) Correntes de maré não são elemento principal da carta cotidal. C) Mistura o ponto anfidrômico com a corrente máxima, que não faz parte dos elementos principais. E) Baixa-mar constante e corrente máxima não são elementos da carta cotidal.

Referência: Oceanografia / Marés — Cartas cotidais (DHN).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Marés — Classificação

Diretoria de Ensino da Marinha 2013 Superior

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Segundo o critério de COURTIER, a classificação da maré é função da razão entre as somas das amplitudes das componentes harmônicas diurnas (O1 e K1) e semidiurnas (M2 e S2). De acordo com este critério, quando esta razão for menor que 0,25 a maré é classificada como
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Critério de Courtier: razão (O1+K1)/(M2+S2) < 0,25 indica maré semidiurna.

No critério de Courtier, F = (O1+K1)/(M2+S2). Valores de F até 0,25 correspondem à maré semidiurna, em que predominam as componentes semidiurnas. Como a razão é menor que 0,25, a maré é semidiurna.

Análise das alternativas

A) Diurna exige razão muito alta, acima de 3. B) 'Mista' é uma classe genérica e não é a faixa abaixo de 0,25. C) Semidiurna com desigualdade diurna não é a classe de F < 0,25 no critério apresentado. D) Mista com influência semidiurna corresponde a faixas intermediárias, entre 0,25 e 1,5. E) Correta.

Referência: Critério de Courtier (número de forma F); Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), Oceanografia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Acústica Submarina — Transdutores

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Como é o índice de diretividade de um transdutor acústico plano e circular?
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O índice de diretividade de um transdutor circular plano cresce com a frequência.

Para um pistão circular, DI = 20·log(πD/λ). Como λ = c/f, o DI aumenta com a frequência e com o diâmetro. Portanto, é diretamente proporcional à frequência.

Análise das alternativas

A) Depende da frequência (e do período). B) É inversamente proporcional ao comprimento de onda. D) Aumenta com o diâmetro. E) Varia com o diâmetro.

Referência: Acústica submarina: transdutores e diretividade.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Dinâmica Oceânica — Força de Gradiente de Pressão

Diretoria de Ensino da Marinha 2013 Superior

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Com relação às componentes barotrópicas e baroclínicas das forças de gradiente de pressão, é correto afirmar que:
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A componente baroclínica depende da inclinação das isopicnais e varia com a profundidade.

A componente barotrópica vem da inclinação da superfície do mar e é a mesma em todas as profundidades. A baroclínica vem da inclinação das isopicnais (superfícies de densidade constante) e varia com a profundidade.

Análise das alternativas

A) A barotrópica não varia com a profundidade. B) A baroclínica varia com a profundidade. D) A barotrópica depende da inclinação da superfície, não das isopicnais. E) A baroclínica depende das isopicnais, não da superfície do mar.

Referência: Dinâmica oceânica: gradiente de pressão.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Marés — Análise Harmônica

Diretoria de Ensino da Marinha 2013 Superior

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Deseja-se realizar a análise harmônica da maré de um local, a fim de separar as componentes com frequências de 24cpd. Nestas condições, o intervalo de amostragem máximo, em minutos, que se deve observar a maré é
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Para resolver 24 cpd, a amostragem máxima pelo critério de Nyquist é de 30 minutos.

O intervalo máximo é Δt = 1/(2f). Com f = 24 cpd, Δt = 1/48 dia = 30 minutos.

Análise das alternativas

A, B) 10 e 20 min satisfazem o critério, mas não são o máximo. D, E) 40 e 60 min violam o critério de Nyquist.

Referência: Processamento de sinais e análise harmônica da maré (frequência de Nyquist).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Transporte de Sedimentos

Diretoria de Ensino da Marinha 2013 Superior

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Analise os dados a seguir:

eixo x - transversal a costa
eixo y - paralelo a costa
eixo z - relativo à profundidade
u - componente transversal da corrente
v - componente longitudinal da corrente
c - concentração de sedimentos em suspensão.

Considerando as informações acima, é correto afirmar que o transporte de sedimentos através de uma seção transversal a costa, é determinado a partir da seguinte expressão:
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Resolução comentada

O transporte através de seção transversal à costa usa a corrente longitudinal v e a área Δx·Δz.

A seção transversal à costa é um plano contendo as direções x e z. O fluxo que a atravessa é o da componente perpendicular a esse plano, que é v (paralela à costa). O transporte é então v·c·Δx·Δz.

Análise das alternativas

B) Usa v com a área Δy·Δz, que pertence a um plano paralelo à costa. C) Não inclui a área. D e E) Usam u, que atravessa planos paralelos à costa.

Referência: Transporte de sedimentos: fluxo de massa através de uma seção.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Salinidade — Escala Prática de Salinidade

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Considerando a Escala Prática de Salinidade, gradientes verticais de salinidade são expressos em:
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A salinidade prática é adimensional, então seu gradiente vertical tem unidade m⁻¹.

A Escala Prática de Salinidade é baseada em razão de condutividades e não tem unidade. O gradiente vertical é a variação adimensional dividida pela profundidade, resultando em m⁻¹.

Análise das alternativas

B e C) Usam g/kg, que se aplicaria à salinidade absoluta, não à prática. D e E) Não representam um gradiente com unidade correta.

Referência: Oceanografia física: PSS-78.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Dinâmica Oceânica — Movimento Inercial

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Em relação ao movimento inercial no oceano aberto e sem influência da viscosidade, é INCORRETO afirmar que:
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O movimento inercial é anti-horário no Hemisfério Sul e horário no Norte, portanto B é a incorreta.

Sem outras forças, a Coriolis age como força centrípeta e gera círculos inerciais. No Hemisfério Norte o giro é horário, e no Sul, anti-horário. A alternativa B inverte isso.

Análise das alternativas

A) Correta. C) Correta: Coriolis é a única força horizontal. D) Correta. E) Correta: o período é 2π/f e aumenta dos polos para o Equador.

Referência: Dinâmica oceânica: oscilações inerciais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Dinâmica Oceânica — Teoria de Ekman e Ressurgência

Diretoria de Ensino da Marinha 2013 Superior

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Supondo-se que no hemisfério sul, sobre a plataforma continental, durante cinco dias está soprando um vento paralelo à costa, a qual está localizada a esquerda desse vento. Sendo assim, de acordo com as teorias de EKMAN e de geostrofia, é correto afirmar que
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No Hemisfério Sul, com a costa à esquerda do vento, pode se desenvolver uma corrente geostrófica no sentido do vento.

No Hemisfério Sul o transporte de Ekman é 90° à esquerda do vento, isto é, em direção à costa. Isso causa empilhamento de água e afundamento, não ressurgência. A inclinação da superfície cria um gradiente de pressão para o largo. Em balanço geostrófico, a força de Coriolis aponta para a costa, o que gera corrente no mesmo sentido do vento.

Análise das alternativas

A) O gradiente de pressão aponta da costa para o largo. B) O transporte de Ekman é perpendicular ao vento, e só é perpendicular à costa porque o vento é paralelo a ela. D) Ocorre afundamento, não ressurgência. C) Após cinco dias não há apenas balanço de Ekman, pois há ajuste geostrófico.

Referência: Teoria de Ekman e geostrofia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Dinâmica Costeira — Deriva Litorânea

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Em relação ao processo conhecido como deriva litorânea é INCORRETO afirmar que:
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É falso que a estimativa da deriva independa da velocidade de grupo.

A deriva litorânea é estimada pelo fluxo de energia da onda na arrebentação (Cg·E). Esse fluxo depende da altura e da velocidade de grupo. Portanto, a alternativa E é a incorreta.

Análise das alternativas

A) Correta: a deriva ocorre por correntes paralelas à costa entre a praia e a arrebentação. B) Correta: espigões retêm sedimento a montante e causam déficit a jusante. C) Correta: costas longas e retilíneas favorecem a deriva. D) Correta: a estimativa depende da altura de onda na quebra.

Referência: Dinâmica costeira: transporte litorâneo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Marés — Análise Harmônica

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Para obter as constantes harmônicas da maré, o método da análise harmônica baseia-se nas
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A análise harmônica se baseia nas variações de fase entre componentes de frequências angulares diferentes.

O método separa as componentes harmônicas porque suas frequências angulares distintas fazem as fases evoluírem de modo diferente ao longo do tempo. Isso permite isolar amplitude e fase de cada uma.

Análise das alternativas

B) A diferença entre as componentes vem das frequências, não do período de observação. C) Não é preciso um período 'superior a 32 dias' como regra do método. D) As variações sazonais não são a base do método. E) Não se baseia só em oscilações diurnas e semidiurnas.

Referência: Marés: análise harmônica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Marés — Movimentos da Lua

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O intervalo de tempo para que ocorra a repetição de fase da Lua é denominado de revolução
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A repetição de fase da Lua define a revolução sinódica.

O mês sinódico (lunação, ~29,53 dias) é o intervalo entre duas fases iguais consecutivas, por exemplo entre duas luas novas. Ele depende da posição relativa Sol–Terra–Lua.

Análise das alternativas

A) Anomalística é o intervalo entre dois perigeus. B) Nodal (ou dracônica) é o intervalo entre duas passagens pelo mesmo nodo. C) Tropical é o intervalo entre duas passagens pelo mesmo equinócio. D) Sideral é o intervalo para a Lua retornar à mesma posição em relação às estrelas.

Referência: Movimentos da Lua e astronomia das marés.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Ondas de Gravidade — Empinamento (Shoaling)

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Considere uma onda de gravidade se aproximando da zona de arrebentação. Devido ao efeito da diminuição da profundidade ("SHOALING EFFECT"), a onda
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No empinamento a altura aumenta e o comprimento diminui, logo a esbeltez aumenta.

Com a diminuição da profundidade, a celeridade e o comprimento de onda diminuem, e o período se conserva. A altura aumenta. A esbeltez (H/L) aumenta, até a onda arrebentar.

Análise das alternativas

A) A altura aumenta. B) A celeridade diminui. D) O período se conserva. E) A celeridade não se conserva, pois diminui.

Referência: Ondas de gravidade: empinamento (shoaling).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Marés — Nível de Redução

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A diferença vertical entre os níveis médio do mar e de redução é uma constante da maré de um lugar. O valor desta é proporcional
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A diferença entre o nível médio e o nível de redução (Z0) é proporcional à amplitude da maré.

O nível de redução é definido a partir das componentes harmônicas, tipicamente por uma soma de amplitudes delas. Assim, Z0 é proporcional à amplitude de maré do lugar. Locais com marés maiores têm Z0 maior.

Análise das alternativas

A) Atrito de fundo não define Z0 diretamente. C) O atraso de fase não determina Z0. D) A profundidade não define Z0. E) A velocidade de propagação não define Z0.

Referência: Marés: nível médio, nível de redução e constantes harmônicas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Acústica Submarina — Traçado de Raios

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No cálculo do traçado de raios sonoros, quando se assume que o gradiente vertical de velocidade do som é constante, os raios sonoros descrevem
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Com gradiente de velocidade do som constante, os raios descrevem arcos de círculo.

Pela lei de Snell, com gradiente vertical constante de velocidade a curvatura do raio é constante. A trajetória é um arco de círculo, com raio de curvatura R = c0/(g·cosθ0).

Análise das alternativas

A) Senóides não resultam de gradiente constante. B) Hipérboles também não. C) Linhas retas só ocorrem com gradiente nulo. E) Parábolas não são a trajetória exata nesse caso.

Referência: Acústica submarina: propagação por traçado de raios.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geologia Marinha Tectônica de Placas — Limites de Placas

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Em relação aos limites das placas litosféricas, é correto afirmar que:
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Nas falhas transformantes não há criação nem destruição de litosfera.

Em limites transformantes as placas deslizam lateralmente uma em relação à outra, sem gerar crosta nova nem consumir crosta antiga. Por isso a alternativa C está correta.

Análise das alternativas

A) Cordilheiras mesoceânicas são limites divergentes. B) Fossas oceânicas marcam limites convergentes. D) Limites divergentes formam margens construtivas. E) Limites convergentes formam margens destrutivas.

Referência: Tectônica de placas: tipos de limites.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geofísica Ondas Sísmicas — Ondas P e S

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Como se propagam as ondas acústicas do tipo P e do tipo S?
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A onda P é longitudinal e mais rápida; a S é transversal.

As ondas P são de compressão: as partículas vibram na mesma direção da propagação. As ondas S são de cisalhamento: o movimento das partículas é transversal à propagação. As P são mais rápidas e chegam primeiro.

Análise das alternativas

A) A onda S não vibra na mesma direção da propagação e não é a mais rápida. B) A onda P não é transversal. C) Inverte os tipos de onda, e a S não é a mais rápida. E) A descrição das direções está correta, mas a S não é a mais rápida.

Referência: Sismologia: ondas de volume P e S.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Ondas de Gravidade — Teoria Linear

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Considere que o comprimento de uma onda de gravidade (L), em águas profundas, possa ser calculado pela expressão L(m)=1,56 T²(s), onde T é o período da onda. Sendo assim, é correto afirmar que se o período for igual a 10 segundos,
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Resolução comentada

Com T = 10 s, L0 = 156 m. A 50 m de profundidade a onda é de águas intermediárias e sofre refração ao incidir obliquamente.

Em águas profundas L0 = 1,56·100 = 156 m. Em 50 m de profundidade, h/L0 ≈ 0,32, ou seja, entre 0,05 e 0,5, o que caracteriza águas intermediárias. Nessa faixa a celeridade depende da profundidade, então uma onda que incide obliquamente sofre refração.

Análise das alternativas

B) Em 50 m o comprimento é menor que 156 m, pois a onda já sente o fundo. C) 78 m é metade de L0 e não corresponde ao cálculo. D) 15,6 m/s é a celeridade em águas profundas (L/T); em 50 m ela é menor. E) Em águas intermediárias o comprimento diminui com a profundidade.

Referência: Teoria linear de ondas: dispersão e refração.

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Oceanografia Marés — Força Geradora de Maré

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Sabe-se que a influência da Lua na formação das marés é maior do a do Sol. A razão pela qual este fato acontece é por que a
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Resolução comentada

A força geradora de maré varia com o inverso do cubo da distância, o que dá à Lua maior influência.

A força geradora de maré é a diferença entre a atração gravitacional no ponto e no centro da Terra. Ela é proporcional a M/d³. Como a Lua está muito mais próxima, o efeito do cubo da distância supera a enorme massa do Sol, e a Lua tem cerca de 2,2 vezes mais influência.

Análise das alternativas

A) A menor distância é parte da razão, mas o fator decisivo é a dependência com d³. B) A componente tangencial é a que gera as marés, mas isso não explica a diferença entre Lua e Sol. D) A massa do Sol é muito maior que a da Lua, então a relação de massas não explica. E) A atração gravitacional direta do Sol sobre a Terra é maior que a da Lua.

Referência: Teoria do equilíbrio das marés.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Oceanografia Ondas de Gravidade — Propagação em Direção à Costa

Diretoria de Ensino da Marinha 2013 Superior

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Considere que uma onda de gravidade superficial se propaga em águas intermediárias perpendicularmente a uma costa retilínea em uma região sem obstáculos e com isobatimétricas retas e paralelas à costa. Aproximando-se da linha de arrebentação o que ocorre com a altura, o período e a celeridade de fase, respectivamente?
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Resolução comentada

Ao se aproximar da arrebentação, a altura aumenta, o período se mantém e a celeridade diminui.

O período da onda é conservado, pois depende da fonte e a frequência não muda ao longo da propagação. Em águas rasas, a celeridade diminui com a profundidade. Para conservar o fluxo de energia, a altura aumenta (empinamento). Isso corresponde à alternativa E.

Análise das alternativas

A) O período não diminui e a celeridade não permanece constante. B) A altura aumenta e a celeridade diminui. C) A celeridade não permanece constante. D) A altura não permanece constante e o período não diminui.

Referência: Teoria linear de ondas de gravidade: empinamento (shoaling).

Resolução comentada do VaiConcursos.