← Voltar para a lista de provas Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Ortopedia e Traumatologia (Ombro e Cotovelo), com pré-requisito 50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível No tipo III de Neer e Horwitz, o desvio é de até 2/3 da largura da metáfise. Na classificação de Neer e Horwitz, o tipo I tem desvio menor que 5 mm, o tipo II chega a 1/3 da metáfise, o tipo III vai até 2/3 e o tipo IV passa de 2/3. Por isso, o tipo III corresponde a desvio de até 2/3 do diâmetro da metáfise, alternativa C. A) Errada: desvio menor que 5 mm é o tipo I. B) Errada: o desvio de até 50% não é um grau dessa classificação. D) Errada: essa faixa, de cerca de 1/3, corresponde ao tipo II. E) Errada: desvio maior que 2/3 é o tipo IV. Referência: Neer CS, Horwitz BS (1965); Rockwood and Wilkins, fraturas em crianças. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A articulação esternoclavicular tem rotação de 45 a 50 graus em torno do próprio eixo. A articulação esternoclavicular permite elevação de cerca de 35 graus, movimento anteroposterior de cerca de 35 graus e rotação axial de 45 a 50 graus. Por isso, a alternativa C está correta. A) e D) Errada: a elevação é de cerca de 35 graus, e não 45–55 nem 20–25. B) Errada: o movimento anteroposterior combinado é cerca de 35 graus, e não 55. E) Errada: a rotação é de 45 a 50 graus, não de 35 a 40. Referência: Rockwood and Green; biomecânica da articulação esternoclavicular. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A osteotomia extra-articular do olécrano foi descrita por Muller. A osteotomia extra-articular do olécrano, feita na base do olécrano sem atravessar a cartilagem articular, é atribuída a Muller (grupo AO). Assim, a alternativa B está correta. Ela dá exposição ampla do úmero distal em fraturas complexas. A) Errada: a osteotomia em chevron é intra-articular. C) Errada: MacAusland descreveu um acesso posterior com desinserção do tríceps e elevação do olécrano. D) Errada: Campbell descreveu o acesso posterior com divisão do tríceps. E) Errada: o nome não corresponde à osteotomia extra-articular do olécrano. Referência: Rockwood and Green; técnicas AO para o úmero distal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na posição supina, a anatomia intra-articular fica mais familiar ao cirurgião. A posição supina mantém o cotovelo em orientação anatômica mais familiar. Isso facilita a conceituação da anatomia intra-articular, por isso a alternativa A é o gabarito oficial. B) Errada: o decúbito lateral dá bom acesso ao compartimento posterior. C) Errada: o acesso melhorado ao compartimento posterior é vantagem do decúbito lateral e da posição prona, e não da supina. D) Errada: o problema com as vias aéreas é mais típico da posição prona e do decúbito lateral. E) Errada: na posição prona, a gravidade afasta as estruturas neurovasculares da articulação. Referência: Texto de artroscopia do cotovelo (Miller's Review of Orthopaedics; Morrey). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O conceito da ponte pênsil de Burkhart se aplica às lesões do manguito rotador. Burkhart descreveu o 'suspension bridge' para reparo de lesões do manguito rotador. Nele, âncoras mediais e laterais formam uma construção em ponte que distribui a tensão sobre o tendão. Assim, a alternativa D está correta. A) e B) Erradas: a instabilidade glenoumeral não se relaciona a esse conceito. C) Errada: a lesão SLAP tem outros conceitos descritos por Burkhart, como o peel-back. E) Errada: a capsulite adesiva é tratada de outra forma e não usa esse conceito. Referência: Burkhart SS, conceito de suspension bridge no reparo do manguito rotador. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A luxação esternoclavicular anterior crônica dolorosa é reconstruída com os tendões do subclávio e do esternocleidomastóideo. Nos casos crônicos e dolorosos, a reconstrução ligamentar pode usar tendões locais. A técnica descrita usa o tendão do subclávio e o do esternocleidomastóideo (ou uma tira dele) para estabilizar a articulação. Portanto, a alternativa D está correta. A, B, C e E) Erradas: cada uma combina o homo-hióideo ou o trapézio, que não são os tendões locais clássicos dessa reconstrução. Apenas a combinação subclávio e esternocleidomastóideo corresponde à técnica descrita. Referência: Rockwood and Green, lesões da articulação esternoclavicular. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A dupla incisão de Boyd-Anderson é a técnica com maior risco de ossificação heterotópica. Na técnica clássica de dupla incisão de Boyd-Anderson, há dissecção do antebraço proximal e exposição do rádio com o músculo supinador. Isso aumenta o risco de ossificação heterotópica e de sinostose radioulnar. A modificação da Mayo Clinic reduziu essa exposição. Assim, a alternativa C está correta. A) Errada: a incisão única tem menor risco de ossificação, mas maior risco de lesão do nervo cutâneo lateral do antebraço. B) Errada: as âncoras são usadas em técnica de incisão única, com menos dissecção. D) Errada: a modificação da Mayo Clinic reduz a exposição óssea e o risco de ossificação. E) Errada: a técnica artroscópica, menos invasiva, não é a de maior risco. Referência: Boyd e Anderson (1961); revisões sobre reparo distal do bíceps. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O comma sign é formado pelo ligamento glenoumeral superior e pelo ligamento coracoumeral. O comma sign é uma estrutura em forma de vírgula vista na artroscopia na borda superolateral do subescapular. Ela é formada pelo ligamento glenoumeral superior junto com o ligamento coracoumeral e ajuda a localizar o tendão retraído. Por isso, a alternativa D está correta. O enunciado fala em tendão e ligamento, mas o gabarito oficial é D. A) Errada: o glenoumeral médio e a cápsula anterior não formam o sinal. B) Errada: o coracoumeral isolado, com o cabo longo do bíceps, não compõe o comma sign. C) Errada: o ligamento coracoacromial não faz parte dele. E) Errada: os glenoumerais superior e médio juntos não formam a vírgula. Referência: Lo e Burkhart, técnica artroscópica de reparo do subescapular (comma sign). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A anastomose de Martin-Gruber liga o nervo interósseo anterior (do mediano) ao nervo ulnar no antebraço. A anastomose de Martin-Gruber é uma comunicação no antebraço entre o nervo mediano, ou seu ramo interósseo anterior, e o nervo ulnar. Ela leva fibras motoras do mediano ao ulnar. É a variação neural mais comum do membro superior e pode confundir o diagnóstico eletroneuromiográfico. A alternativa B é a que traz essa conexão. A) Errada: o ramo profundo do radial não participa dessa anastomose. C) Errada: a anastomose é neural, e não arterial. D) Errada: a comunicação entre musculocutâneo e mediano é outra variação, no braço. E) Errada: radial e mediano não formam a Martin-Gruber. Referência: Anatomia e eletroneuromiografia do antebraço; Hoppenfeld. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O espaço quadrangular é atravessado pelo nervo axilar e pela artéria circunflexa posterior do úmero. O espaço quadrangular (quadrilátero) é limitado pelo redondo menor (superior), redondo maior (inferior), cabo longo do tríceps (medial) e colo cirúrgico do úmero (lateral). Por ele passam o nervo axilar e a artéria circunflexa posterior do úmero. Logo, a alternativa B está correta. A) Errada: a circunflexa anterior não passa pelo espaço e o nervo radial passa pelo triângulo umerotricipital. C) Errada: o nervo radial não atravessa o espaço quadrangular. D) Errada: a circunflexa anterior contorna o colo cirúrgico pela frente, sem passar pelo espaço. E) Errada: braquial e musculocutâneo seguem na região anterior do braço. Referência: Anatomia do ombro (Gray; Netter; Rockwood and Matsen). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A fratura em três partes mais comum envolve o tubérculo maior. A fratura em três partes mais comum do úmero proximal é a do colo cirúrgico com o tubérculo maior, devido à tração dos músculos do manguito rotador. A) O tubérculo menor é menos comum. C) O colo cirúrgico está presente, mas o que define o tipo é o tubérculo. D) O colo anatômico é raro. E) O sulco bicipital não é um segmento da classificação de Neer. Referência: Classificação de Neer. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A fratura-luxação radiocárpica é o tipo IV de Fernandez. Pela classificação de Fernandez, o tipo IV corresponde à fratura-luxação radiocárpica, por lesões de alta energia. A) a C) Correspondem a outros mecanismos: flexão, cisalhamento e compressão. E) O tipo V é de alta energia com avulsão. Referência: Classificação de Fernandez — fraturas do rádio distal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A instabilidade posterolateral rotatória resulta de supinação, valgo e carga axial. O mecanismo descrito por O'Driscoll é uma combinação de supinação, valgo e carga axial, com o antebraço supinado e o cotovelo em extensão parcial, causando rotação posterolateral do rádio e da ulna. B) e D) O varo não faz parte do mecanismo típico. C) A pronação não é o movimento. E) O valgo é essencial. Referência: O'Driscoll — pivot shift do cotovelo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A incidência de Alexander é usada para avaliar a articulação acromioclavicular. A incidência de Alexander é uma radiografia em perfil da escápula com os ombros em adução forçada, útil para avaliar a instabilidade acromioclavicular. A) O Hill-Sachs é visto na incidência de Stryker Notch. B) A base do coracoide não é o objetivo. C) As lesões glenoidais são vistas em outras incidências. E) O impacto interno é visto em outras incidências ou em RM. Referência: Radiologia do ombro. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A cabeça umeral é irrigada principalmente pela artéria circunflexa posterior. Estudos mais recentes mostram que a artéria circunflexa posterior do úmero é a principal fonte de irrigação da cabeça umeral, mais do que o ramo anterolateral da circunflexa anterior, como se pensava. A) A circunflexa anterior contribui, mas menos. C) e D) Denominações incorretas ou não padronizadas. E) Foveal não se aplica ao úmero. Referência: Hettrich et al.; anatomia vascular do úmero proximal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O musculocutâneo passa a nervo cutâneo lateral do antebraço. Após emergir lateralmente ao tendão do bíceps e atravessar a fáscia braquial, o nervo musculocutâneo torna-se o nervo cutâneo lateral do antebraço, sensitivo. B) e E) Termos que não correspondem à nomenclatura clássica. C) O interósseo anterior é ramo do mediano. D) 'Ramo superficial do musculocutâneo' não é a denominação padrão. Referência: Anatomia do membro superior. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A cabeça do rádio forma cerca de 15 graus com a diáfise. A cabeça radial é angulada em relação ao colo e à diáfise, com cerca de 15 graus, conforme o gabarito oficial. A) a D) Valores menores que o descrito. E) Correta. Referência: Anatomia do rádio proximal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na ATC por fratura distal do úmero, geralmente não se fazem cortes ósseos adicionais. Após remover os fragmentos fraturados, em geral não são necessários cortes ósseos adicionais, o que preserva a inserção dos músculos e a força do antebraço e do punho. Esse é o gabarito A. B) Fresar mais o canal não resolve a falha de assentamento. C) A haste usual é mais longa, e uma haste curta de 8 cm não é o ponto da questão. D) O flange deve ficar ao nível da base do coronoide é uma afirmação duvidosa e o gabarito não a considera. E) A ponta do coronoide não é ressecada de rotina. Referência: Artroplastia total do cotovelo — úmero distal (Morrey). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Mayo tipo 2a: olécrano deslocado, não cominutivo e estável. Na classificação de Mayo, o tipo 1 é não deslocado, o tipo 2 é deslocado e estável, e o tipo 3 é instável. O subtipo 'a' é não cominutivo e o 'b' é cominutivo. A fratura descrita é a 2a. A) e B) O tipo 1 é não deslocado. D) O tipo 2b é cominutivo. E) O tipo 3 é instável. Referência: Classificação de Mayo — fraturas do olécrano. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ruptura maciça retraída do manguito pode comprimir o nervo supraescapular. A retração do tendão do supraespinhal e do infraespinhal traciona o nervo supraescapular, que fica fixo na incisura supraescapular e na espinoglenoidal, causando neuropatia por tração/compressão. A) O nervo axilar está no espaço quadrangular. B) O nervo radial não tem relação com o manguito. C) O musculocutâneo está no braço anterior. D) 'Subescapular' não é o nervo comprimido aqui, e os nervos subescapulares são outros. E) Correta. Referência: Neuropatias do ombro. Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — PRM/2024 (HNMD) — Pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia: Ombro e Cotovelo — Prova Amarela
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
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Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Na classificação de Neer and Horwitz para fraturas fisárias do úmero proximal, o tipo III corresponde a um desvio:
Sobre o arco de movimento da articulação esternoclavicular podemos dizer que realiza:
Nos acessos posteriores para tratamento cirúrgico de fraturas complexas da extremidade distal do úmero, a osteotomia extra-articular do olécrano foi descrita por:
Em relação às vantagens e desvantagens no posicionamento do paciente para realização da artroscopia do cotovelo, pode-se afirmar que:
O conceito da "ponte pênsil", publicado por Burkhart, aplica-se no diagnóstico e tratamento de qual lesão do ombro?
Uma luxação esternoclavicular anterior crônica dolorosa é melhor tratada com reconstrução utilizando quais tendões locais?
No tratamento cirúrgico da ruptura distal do tendão do bíceps braquial, dentre as técnicas cirúrgicas abaixo descritas, a que apresenta o maior risco de ossificação heterotópica é a técnica:
O Comma Sign, muito utilizado para auxilio nos reparos das lesões do músculo subescapular, é composto pela conjunção de qual tendão com qual ligamento?
A anastomose de Martin-Gruber se dá entre as seguintes estruturas:
Assinale a alternativa que indica as estruturas de artéria e nervo que passam pelo espaço quadrangular do ombro.
A fratura em três partes mais comum, envolve:
A fratura-luxação radiocárpica é classificada por Fernandez como tipo:
A instabilidade póstero lateral rotatória decorre de quais movimentos em combinação com a carga axial?
A incidência radiográfica conhecida como Alexander View, serve para:
A vascularização da cabeça umeral se dá, principalmente, pela artéria:
O nervo musculocutâneo, após atravessar a fáscia braquial, passando lateralmente ao tendão do bíceps braquial, passa a ser denominado:
A cabeça e a diáfise do rádio apresentam um ângulo de aproximadamente:
Nas fraturas do úmero distal com indicação de artroplastia total do cotovelo, durante a preparação umeral:
Uma fratura do olecrano não cominuta e com desvio, porém estável, é classificada por Mayo como sendo do tipo:
O diagnóstico de ruptura maciça e retraída do manguito rotador pode cursar com efeito compressivo de qual nervo?