← Voltar para a lista de provas Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Cirurgia de Mão (pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia ou Cirurgia Plástica) 50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível Neurotmese: secção completa do nervo, sem recuperação espontânea. Na classificação de Seddon, neurotmese é a lesão mais grave, com desorganização estrutural interna completa (axônio, endoneuro e perineuro rompidos). Não há recuperação funcional espontânea, exigindo reparo ou enxerto cirúrgico. O gabarito B é o oficial; a menção a tronco nervoso 'intacto' é compatível com a ideia de que a continuidade externa (epineuro) pode ser mantida. A: descreve axonotmese (endoneuro/perineuro preservados). C: descreve lesão de grau intermediário (Sunderland III), com cicatriz e regeneração incompleta. D: é a neuropraxia, bloqueio fisiológico com recuperação completa. E: descreve axonotmese (lâmina basal preservada, degeneração walleriana) com boa recuperação. Referência: Classificação de Seddon das lesões nervosas periféricas; Sunderland. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O retalho de Kite é suprido pela artéria radial dorsal do indicador (metacarpiana dorsal). O retalho de Kite (retalho em ilha do dorso do indicador) é baseado na primeira artéria metacarpiana dorsal, que fornece o ramo radial dorsal do indicador. Esse é seu suprimento arterial principal. A) e D) as artérias volares (palmares) não são o suprimento do retalho dorsal. B) O ramo ulnar dorsal não é o pedículo principal. C) A artéria radial dorsal do polegar não é o suprimento do retalho de Kite. Referência: Retalhos na mão: retalho de Kite (primeira artéria metacarpiana dorsal). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Bayne tipo I é a hipoplasia ulnar. Na classificação de Bayne para a deficiência longitudinal ulnar, o tipo I é a hipoplasia da ulna, com presença das epífises proximal e distal. O tipo II é a aplasia parcial, o III a aplasia total e o IV a sinostose radioumeral. B) tipo II é aplasia parcial. C) tipo III é ausência total da ulna. D) tipo IV é sinostose radioumeral. E) tipo V é um tipo ainda mais grave, de ausência. Referência: Classificação de Bayne da deficiência longitudinal ulnar. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A segunda lesão mais comum na paralisia obstétrica é C5-C6-C7 pós-ganglionar. A lesão mais comum na paralisia obstétrica é a de C5-C6 (Erb). A segunda mais comum, segundo o gabarito, é a de C5-C6-C7, de natureza pós-ganglionar, que costuma ser uma lesão extraforaminal. A) e B) C5-C6 é a mais frequente, não a segunda. C) Lesão C5-C6-C7 pré-ganglionar é menos comum. E) A lesão total é menos frequente. Referência: Paralisia obstétrica do plexo braquial. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na parte superior do braço, o ulnar é posteromedial à artéria braquial, posterior ao septo e anterior à cabeça medial do tríceps. Pelo gabarito, na parte superior do braço o nervo ulnar fica posteromedial à artéria braquial, posterior ao septo intermuscular medial e anterior à cabeça medial do tríceps. Mais distalmente ele perfura o septo e segue posteriormente em direção ao túnel cubital. B) e D) o posicionam anteromedial, o que é incorreto. C) e E) o colocam posterior à cabeça medial do tríceps, o que é incorreto; E ainda cita a artéria braquial profunda, em vez da artéria braquial. Referência: Anatomia do nervo ulnar no braço. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O nervo torácico longo origina-se diretamente das raízes C5-C7. O nervo torácico longo (de Bell) nasce diretamente das raízes C5, C6 e C7, antes da formação dos troncos. Os outros nervos listados saem de troncos ou cordões do plexo braquial. A) O supraescapular vem do tronco superior. B) O subclávio vem do tronco superior. C) O peitoral lateral vem do cordão lateral. D) O peitoral medial vem do cordão medial. Referência: Anatomia do plexo braquial. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Lesão do extensor na IFD com flexão da falange distal: dedo em martelo (Mallet). A lesão do aparato extensor ao nível da interfalangeana distal causa a deformidade em martelo (mallet finger), com flexão persistente da falange distal e incapacidade de extensão ativa. B) Doyle refere-se à zona de lesão de flexores. C) Kleinert é protocolo de reabilitação de tendões flexores. D) Scheker é associado a outro tema da cirurgia da mão. E) Mergele não corresponde a essa lesão. Referência: Lesões dos tendões extensores, zona I. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A lesão de Stener é a ruptura completa do LCU com interposição da aponeurose do adutor. A lesão de Stener é a ruptura completa do ligamento colateral ulnar do polegar na articulação MCF. O ligamento retrai proximalmente e a aponeurose do adutor se interpõe entre ele e o sítio de avulsão na base da falange proximal. Isso impede a cicatrização e exige reparo cirúrgico. A) Cita o ligamento radial e a falange distal, o que está incorreto. B) A lesão ocorre em rupturas completas, não em incompletas. C) Em geral exige cirurgia. E) É característica do ligamento colateral ulnar, não do radial. Referência: Lesões ligamentares do polegar (MCF). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Schinzel: deficiência ulnar com CIV, estenose pilórica, estenose anal e sudorese reduzida. A síndrome de Schinzel (ulnar-mamária) associa deficiência longitudinal ulnar a comunicação interventricular, estenose pilórica, estenose anal e sudorese reduzida. Isso corresponde à alternativa A. B) descreve outra associação, com microcefalia e fenda labial. C) descreve outra síndrome, com anomalias de linha média e renais. D) e E) listam hipoplasia da fíbula e estatura baixa, o que não é a associação da síndrome de Schinzel. Referência: Deficiência longitudinal ulnar e síndromes associadas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Paley-Herzenberg tipo V (sinostose radioumeral): osteotomia do cotovelo e do antebraço. No tipo V, o tratamento completo consiste em osteotomia do cotovelo para melhorar sua posição e osteotomia do antebraço para melhorar a rotação. Assim se corrige a posição funcional do membro superior. A) O transporte ósseo da ulna para sustentar o carpo é conduta de outros tipos da classificação. C) Osteotomia radial isolada não resolve a sinostose. D) Criar antebraço de um osso é uma alternativa de salvamento, não o tratamento completo. E) Osteotomia ulnar com encurtamento ou alongamento radial é conduta de outros tipos. Referência: Classificação de Paley e Herzenberg (deficiência longitudinal ulnar). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A osteomielite tuberculosa infantil da mão é mais comum na falange proximal. Pelo gabarito, a osteomielite tuberculosa (dactilite tuberculosa, ou spina ventosa) acomete mais frequentemente a falange proximal em crianças. Também são comuns os metacarpos, e o comprometimento do carpo é menos frequente. B) A falange média é menos acometida. C) A falange distal é menos acometida. D) O metacarpo pode ser acometido, mas é menos frequente que a falange proximal segundo o gabarito. E) O carpo é menos comum. Referência: Infecções da mão: tuberculose osteoarticular. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O osteocondroma surge na adolescência e cresce na puberdade. O osteocondroma é o tumor ósseo benigno mais comum. Ele se desenvolve na infância ou adolescência e cresce até o fechamento das fises, geralmente aumentando durante a puberdade. B) O enxerto ósseo pode ser usado na correção de deformidades angulares. C) Pode causar bloqueio mecânico e limitar o movimento. D) A degeneração maligna é rara (cerca de 1% ou menos), não de 40 a 55%. E) É um tumor frequente, não raro. Referência: Tumores ósseos benignos da mão. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sequência: IV, I, III, II. A primeira sentença (clinodactilia com encurtamento da falange média e artelho desviado) corresponde a Mohr-Wriedt (IV). A segunda (fenda palatina, micrognatismo, polegares na palma) corresponde a Pierre-Robin (I). A terceira (acrocefalossindactilia) é Apert (III). A quarta (ausência do peitoral maior e simbraquidactilia) é Poland (II). A sequência é, portanto, (IV)(I)(III)(II). As demais sequências trocam as síndromes. Por exemplo, a acrocefalossindactilia é sempre Apert e a ausência do peitoral com simbraquidactilia é sempre Poland. Referência: Síndromes com anomalias da mão. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Contratura em flexão da IFP: acesso volar ou medioaxial. A literatura preconiza para a liberação da contratura em flexão da interfalangeana proximal (IFP) os acessos volar (em zigue-zague ou Bruner) e medioaxial. Eles dão boa exposição das estruturas que bloqueiam a extensão, como a placa volar, os ligamentos colaterais acessórios e a bainha flexora. As outras opções incluem acesso dorsal ou longitudinal puro, que não são os preconizados para essa liberação. O acesso dorsal expõe o aparato extensor, que não é a estrutura que limita a extensão. Referência: Cirurgia da mão: contraturas da IFP. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O tumor maligno mais comum na mão é o carcinoma espinocelular. O carcinoma espinocelular (epidermoide) é o tumor maligno mais frequente na mão, ligado principalmente à exposição solar crônica. O carcinoma basocelular é comum no corpo em geral, mas na mão o espinocelular predomina. A) O melanoma é menos frequente na mão. B) O basocelular é raro em mãos, que têm menos pelos e glândulas. D) O rabdomiossarcoma é raro. E) O angiossarcoma é raro. Referência: Tumores de partes moles e pele da mão. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na AR, a sinovite da MCF causa desvio ulnar e subluxação volar. A sinovite da articulação metacarpofalangeana (MCF) enfraquece a cápsula dorsorradial e o aparato de sustentação radial. Isso favorece o desvio ulnar dos dedos e a subluxação volar das falanges proximais. B) As enzimas do pannus destroem a cartilagem, o osso e os tecidos moles, não os protegem. C) O pescoço de cisne é mais comum que a botoeira, ao contrário do afirmado. D) A AR acomete principalmente MCF, IFP e punho, poupando relativamente as IFD. E) O desvio radial do punho agrava o desvio ulnar dos dedos, por alterar o alinhamento dos extensores, e não o corrige. Referência: Artrite reumatoide da mão e do punho. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sinal de Wartenberg: abdução do dedo mínimo na disfunção do nervo ulnar. No sinal de Wartenberg, a fraqueza do 3º interósseo palmar deixa o extensor do dedo mínimo agir sem oposição. O dedo mínimo então fica abduzido, afastado do anular, o que indica disfunção do nervo ulnar. A) Finkelstein testa o 1º compartimento extensor (abdutor longo e extensor curto do polegar), não o segundo. B) Eichhoff é o desvio ulnar do punho com o polegar fechado na palma, para tenossinovite de De Quervain, e não avalia o nervo radial. C) Tinel é um sinal sensitivo de percussão sobre o nervo, não avalia função motora. D) Phalen é feito com flexão palmar máxima do punho por até 1 minuto. Referência: Exame físico da mão e do punho. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Slade e Geissler: união fibrosa com linha de fratura mínima é o tipo 2. Pelo gabarito, na classificação artroscópica de Slade e Geissler para pseudartrose do escafoide o tipo 2 é a união fibrosa com linha de fratura mínima. Os demais tipos descrevem graus progressivos de instabilidade e de deformidade. Os outros tipos não correspondem a essa descrição. O tipo 1 é a união fibrosa sem fratura evidente, e os tipos 3, 4 e 5 representam pseudartrose cada vez mais evidente, com gap e falha na integridade óssea. Referência: Classificação artroscópica de Slade e Geissler para pseudartrose do escafoide. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Amputação no nível do eponíquio: zona II de Tamai e IV de Allen. Segundo o gabarito, a amputação ao nível do eponíquio corresponde à zona II de Tamai e à zona IV de Allen. Em ambas as classificações, essa é a região proximal da lúnula ou da matriz ungueal. As demais alternativas combinam zonas incompatíveis com esse nível. As zonas I e II de Allen são mais distais (polpa e leito ungueal), e a zona I de Tamai é a mais distal. Referência: Classificações de Allen e de Tamai para amputações digitais distais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sindactilia com ausência do peitoral maior e hipoplasia do membro: síndrome de Poland. A síndrome de Poland é a associação de ausência da porção esternocostal do peitoral maior, hipoplasia do membro superior e da mão, e sindactilia (simbraquidactilia). Pode haver alterações de costelas, mamilo, escoliose e, raramente, dextrocardia. A) Apert causa acrocefalossindactilia, sem ausência de peitoral. C) Crouzon é uma craniossinostose sem sindactilia. D) Cornelia de Lange cursa com déficit de crescimento e malformações de membros, sem ausência do peitoral. E) Klippel-Feil é a fusão de vértebras cervicais. Referência: Tratados de Cirurgia da Mão (anomalias congênitas). Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — SSPM — Processo Seletivo PRM/2024 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia ou Cirurgi…
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
I- Síndrome de Pierre-Robin.
II- Síndrome de Poland.
III- Síndrome de Apert.
IV- Síndrome de Mohr-Wriedt.
( ) Manifesta-se inicialmente por anormalidades da mão e do pé. O encurtamento da falange média e as superfícies articulares concomitantemente enviesadas produzem uma clinodactilia. No pé, o segundo artelho se mostra frequentemente encurtado e desviado em direção ao hálux.
( ) Manifesta-se inicialmente por anomalias maxilofaciais graves, com palato fendido, lábio leporino, micrognatismo e polegares agarrados à palma da mão. Por vezes estão presentes outras anormalidades da mão.
( ) Também designada acrocefalossindactilia, manisfesta-se inicialmente por deformidades faciais e craniomaxilares, discondroplasia e sindactilia complexa.
( ) Há ausência total ou parcial do músculo peitoral maior, juntamente a uma anormalidade da mão. Pode haver a coexistência de problemas cardíacos congênitos. A anomalia da mão mais comumente associada é a simbraquidactilia.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Qual das alternativas abaixo descreve corretamente a condição associada à Neurotmese?
Qual é o principal suprimento arterial no retalho de Kite?
De acordo com a Classificação de Bayne para deficiência longitudinal ulnar, um paciente com hipoplasia ulnar é classificado como tipo:
Qual é a segunda lesão mais comum na paralisia obstétrica?
O nervo ulnar, derivado das raízes de C8 a T1, é um ramo terminal do cordão medial. Na parte superior do braço, o nervo ulnar é:
Dentre os nervos abaixo, qual origina-se diretamente de raiz cervical?
Durante a realização de um teste de aptidão física, um militar apresentou um trauma em sua mão direita, gerando uma flexão persistente da falange distal do indicador. Após avaliação médica no Hospital Naval Marcílio Dias, foi considerada hipótese diagnóstica de uma lesão do aparato extensor ao nível da articulação interfalangiana distal, que é conhecida como:
Sobre a lesão de Stener, marque a alternativa correta.
A síndrome de Schinzel apresenta, além da deficiência longitudinal ulnar, as seguintes características:
De acordo com a classificação de Paley e Herzenberg, o tratamento completo para o tipo V, onde existe a Sinostose radioumeral, consiste em:
A osteomielite por tuberculose infantil é mais comum:
O Osteocondroma representa o tumor ósseo benigno mais comum. Em relação a essa patologia podemos afirmar que:
Relacione as síndromes listadas às respectivas sentenças e assinale a opção que apresenta a sequência correta.
Quais são as vias de acesso preconizadas na literatura para correção da contratura em flexão da interfalangeana proximal?
Qual é o tumor maligno mais comum na mão?
A artrite reumatóide é uma patologia inflamatória autoimune sistêmica que afeta as articulações da mão e do punho. Com base nas características típicas desta doença, qual das alternativas está correta?
Assinale a alternativa correta sobre os testes clínicos para avaliação nervosa e de tendinites na mão.
Na classificação artroscópica de Slade e Geissler para pseudartrose do escafoide, observamos uma união fibrosa com uma linha de fratura mínima no tipo:
As amputações das extremidades dos dedos ao nível do eponíquio correspondem à zona:
Como é chamada a síndrome que cursa com sindactilia associada à ausência da parte esternocostal do músculo peitoral maior, hipoplasia do braço e hipoplasia da mão, em cujas deformidades torácicas podem variar da ausência clássica a hipoplasia completa da cintura escapular, com envolvimento de costelas e do mamilo, escoliose e, em raras ocasiões, dextrocardia?