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Marinha do Brasil — CP-CSM-CD 2025 — Cirurgião-Dentista — Implantodontia — Prova Amarela

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha · Cirurgião-Dentista — Implantodontia

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2025Superior

51 questões nesta prova · página 2 de 3 · 49 com gabarito

Cirurgia Bucomaxilofacial Osteonecrose dos Maxilares Associada a Bisfosfonatos

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

Marinha do Brasil — Corpo de Saúde da Marinha (Quadro de Cirurgiões-Dentistas) · Cirurgião-Dentista — Implantodontia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Os bisfosfonatos eram usados para tratamento das sequelas ósseas das doenças malignas, como o mieloma múltiplo, doença metastática, como em câncer de mama além da doença de Paget no osso e a osteogênese imperfeita. Com a excelente resposta vista pela comunidade médica, o uso dos bisfosfonatos tornou-se mais comum. No início dos anos 2000, uma nova entidade patológica foi descoberta, quando clínicos notaram aumento da incidência de exposição de osso alveolar e de osteomielite refratária. De acordo com Miloro (2016), a respeito da osteonecrose dos maxilares associada ao uso de bisfosfonatos, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

Uso oral por mais de 3 anos: considerar suspensão por 3 meses, com comunicação médico-dentista.

Para pacientes em bisfosfonato oral há mais de 3 anos, considera-se suspender o fármaco por cerca de 3 meses antes de cirurgia dentoalveolar, com comunicação entre dentista e médico. É o que traz a alternativa D, indicada no gabarito.

Análise das alternativas

A) Errada: o diagnóstico exige ausência de radioterapia prévia, mas o tempo de exposição é de 8 semanas, não 4. B) Errada: a incidência é maior com a via intravenosa. C) Errada: a comunicação entre dentista e médico é necessária. E) Errada: o Estágio 2 da AAOMS é osso exposto com dor e infecção; fratura patológica e fístula extraoral caracterizam o Estágio 3.

Referência: Miloro M et al. Princípios de Cirurgia Bucomaxilofacial de Peterson (2016).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Bucomaxilofacial Exodontia — Contraindicações Sistêmicas

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Gabarito disponível

Mesmo que um determinado dente apresente um dos requisitos para remoção, em algumas situações ele não deve ser removido, seja por outros fatores ou por contraindicações para a extração. Esses fatores, assim como as indicações, são relativos. Em certas situações, a contraindicação pode ser modificada pelo emprego de cuidados ou tratamentos adicionais; assim, a extração indicada pode ser feita. Em outras situações, entretanto, a contraindicação pode ser tão significativa que o dente não deve ser removido sem que se tomem precauções especiais. Em geral, as contraindicações são divididas em dois grupos: sistêmica e local. De acordo com Hupp (2021), assinale a opção que apresenta contraindicações sistêmicas em que a cirurgia eletiva deva ser adiada.
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Resolução comentada

Hipertensão grave, infecção respiratória/chiado e angina instável exigem adiar a cirurgia eletiva.

Segundo Hupp, a cirurgia eletiva deve ser adiada em hipertensão com PAS ≥ 200 mmHg ou PAD ≥ 110 mmHg, infecção respiratória ou chiado e angina instável. Nesses casos, o paciente precisa de controle clínico antes do procedimento.

Análise das alternativas

A) Errada: pericoronarite e dente em área de tumor maligno não são contraindicações sistêmicas para adiar. B) Errada: marcapasso e história de radioterapia não são motivo de adiamento por si (radioterapia exige cuidados). D) Errada: idade avançada não é razão para adiamento. E) Errada: o abscesso dentoalveolar agudo com trismo é condição local e requer tratamento, não adiamento.

Referência: Hupp JR et al. Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea (2021).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Oral Neoplasias Malignas dos Ossos Gnáticos

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Gabarito disponível

De acordo com Neville et al (2016), é uma neoplasia maligna composta de células indiferenciadas pequenas e redondas. Radiograficamente, as lesões ósseas mais comuns apresentam radiolucências mal definidas, apesar de haver a mistura do padrão radiopaco e radiolúcido também. A destruição ou expansão da cortical pode ou não estar presente. A reação periosteal característica "em casca de cebola", comumente observada nos ossos longos, é vista de forma rara nas lesões dos ossos gnáticos. Histologicamente, é composto de grandes lençóis contínuos de pequenas células arredondadas com limites nucleares bem delimitados e margens celulares mal definidas. Assim, assinale a opção que apresenta a denominação da neoplasia supradescrita.
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Resolução comentada

Células pequenas, redondas e indiferenciadas em osso: sarcoma de Ewing.

O sarcoma de Ewing é neoplasia maligna de pequenas células redondas indiferenciadas, com radiolucências mal definidas e raramente a reação periosteal em casca de cebola nos maxilares. Histologicamente, mostra lençóis de células pequenas e arredondadas.

Análise das alternativas

B) Errada: o condrossarcoma mesenquimal tem componente cartilaginoso associado às pequenas células. C) Errada: o osteossarcoma periférico produz osso/osteoide e forma-se na superfície do osso. D) Errada: o fibroma desmoplásico é benigno. E) Errada: o querubismo é doença fibro-óssea benigna hereditária.

Referência: Neville BW et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2016).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Materiais Dentários Materiais Liberadores de Flúor

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Gabarito disponível

Conforme Anusavise (2016), qual material tem benefício preventivo potencial por ser um material liberador de flúor?
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Resolução comentada

O silicofosfato de zinco libera flúor.

O cimento de silicofosfato de zinco contém fluoreto no pó (vidro de silicato) e libera flúor, com potencial efeito preventivo de cárie. Esse é o material da lista com essa propriedade segundo o gabarito.

Análise das alternativas

B) Errada: cerâmicas não liberam flúor. C) Errada: o amálgama não libera flúor. D) Errada: o óxido de zinco e eugenol tem ação sedativa/antibacteriana, mas não é o liberador de flúor citado. E) Errada: resina acrílica provisória não libera flúor.

Referência: Anusavise – Phillips Materiais Dentários (2016).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Oral Distúrbios Neurológicos Orofaciais

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Gabarito disponível

Analise o texto a seguir.

"Caracteriza-se por ruborização facial e sudorese ao longo da distribuição do nervo auriculotemporal, que, além de fornecer fibras sensoriais às regiões pré-auricular e temporal, transporta fibras parassimpáticas para a glândula parótida e fibras vasomotoras e sudomotoras (estimulantes da transpiração) para a pele pré-auricular. Após abscesso da parótida, trauma, cirurgia mandibular ou parotidectomia, as fibras do nervo parassimpático podem ser rompidas. Na tentativa de restabelecer a inervação, essas fibras ocasionalmente tornam-se mal orientadas e se regeneram ao longo da via do nervo simpático, estabelecendo comunicação com as fibras nervosas simpáticas das glândulas sudoríparas e os vasos sanguíneos da pele da face."
De acordo com Neville et al. (2016), assinale a opção que apresenta a denominação da lesão descrita no texto acima.
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Resolução comentada

Ruborização e sudorese no território do auriculotemporal descrevem a síndrome de Frey.

A síndrome de Frey (sudorese gustativa) resulta de lesão do nervo auriculotemporal, geralmente após parotidectomia ou trauma. As fibras parassimpáticas regeneram-se de forma aberrante pelas vias simpáticas, causando rubor e sudorese ao estímulo salivar.

Análise das alternativas

A) Errada: a paralisia de Bell é paralisia facial periférica (nervo facial). B) Errada: a nevralgia do trigêmio causa dor lancinante paroxística. D) Errada: a nevralgia glossofaríngea causa dor em orofaringe/língua. E) Errada: a arterite de células gigantes é vasculite inflamatória, com cefaleia temporal.

Referência: Neville BW et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2016).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Biomecânica — Implantes Esplintados

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Gabarito disponível

Segundo Misch (2008), em relação aos implantes esplintados, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

A esplintagem distribui menos força a cada corpo de implante.

Ao esplintar implantes, a carga é compartilhada entre eles, reduzindo a força transmitida a cada implante. Também aumenta a área de superfície funcional de suporte e diminui o risco de afrouxamento de parafuso, de fratura de componentes e de perda óssea marginal.

Análise das alternativas

A) Errada: a esplintagem aumenta a área de superfície funcional. B) Errada: diminui o risco de afrouxamento do parafuso. C) Errada: reduz, não aumenta, o risco de perda óssea marginal. D) Errada: reduz o risco de fratura dos componentes.

Referência: Misch CE. Implantes Dentários Contemporâneos (2008) – biomecânica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Anatomia do Seio Maxilar

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Gabarito disponível

Segundo Misch (2008), a respeito da anatomia do seio maxilar, qual das paredes abaixo guarda uma anastomose endóssea da artéria alveolar póstero-superior e da artéria infraorbitária?
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Resolução comentada

A parede lateral abriga a anastomose da artéria alveolar póstero-superior com a infraorbitária.

Na parede lateral do seio maxilar há uma anastomose intraóssea entre a artéria alveolar póstero-superior e a infraorbitária. Ela é relevante na janela lateral do levantamento de seio, pois pode sangrar na osteotomia.

Análise das alternativas

A) Errada: a parede superior (assoalho da órbita) contém o canal infraorbitário. C) Errada: a parede medial é a parede nasal, com o óstio. D) Errada: a parede posterior relaciona-se à fossa infratemporal e à tuberosidade. E) Errada: a parede anterior (face facial) relaciona-se à fossa canina.

Referência: Misch CE. Implantes Dentários Contemporâneos (2008).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Implantes em Alvéolos Pós-Extração — Momento de Instalação

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Gabarito disponível

Segundo Buser (2010), em relação às opções de tratamento para colocação do implante em sítios pós-extração, qual opção abaixo está correta?
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Resolução comentada

Instalação precoce com cicatrização óssea parcial ocorre em 12 a 16 semanas.

Na classificação de Buser, a instalação tipo 1 é imediata, a tipo 2 é precoce com cicatrização de tecido mole (4 a 8 semanas), a tipo 3 é precoce com cicatrização óssea parcial (12 a 16 semanas) e a tipo 4 é tardia, após cicatrização óssea completa (6 meses ou mais).

Análise das alternativas

A e B) Erradas: a cicatrização de tecido mole corresponde a cerca de 4 a 8 semanas, não a 1 ou 2 semanas. C) Errada: 4 a 8 semanas corresponde à cicatrização de tecido mole, não óssea parcial. E) Errada: a colocação tardia ocorre após 6 meses ou mais, não até 5 meses.

Referência: Buser D. (2010); Hämmerle et al., classificação de instalação pós-extração.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Enxertos Ósseos — Osso Autógeno

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Gabarito disponível

Segundo Buser (2010), sobre o osso autógeno, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A fração orgânica do osso autógeno inclui proteínas não colagenosas como osteocalcina e osteopontina.

O osso é composto por fase inorgânica (hidroxiapatita) e orgânica (colágeno tipo I e proteínas não colagenosas). Entre as proteínas não colagenosas estão osteocalcina, osteopontina e sialoproteínas, conforme a alternativa B, que é o gabarito.

Análise das alternativas

A) Errada: o componente inorgânico representa cerca de 60% apenas em algumas descrições, mas aqui a afirmação não é a considerada correta pelo gabarito. C) Errada: o colágeno tipo I representa cerca de 90% da matriz orgânica, não 70%. D) Errada: a hidroxiapatita cristalina é o componente inorgânico, não o orgânico. E) Errada: o osso esponjoso se revasculariza e reabsorve mais rapidamente, liberando fatores de crescimento mais rápido que o cortical.

Referência: Buser D. (2010) – osso autógeno.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Biomateriais para Aumento Ósseo — Classificação

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Gabarito disponível

Segundo Buser (2010), dos materiais abaixo para aumento ósseo, qual é classificado como Xenoenxerto?
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Resolução comentada

Algas calcificadas são classificadas como xenoenxerto.

Xenoenxertos são materiais de origem não humana, como osso bovino e derivados de algas calcificadas (hidroxiapatita de algas). Na classificação de Buser, a opção de algas é a que se enquadra como xenoenxerto.

Análise das alternativas

B) Errada: FDBA é aloenxerto (osso humano de doador). C) Errada: vidros bioativos são aloplásticos. D) Errada: polímeros são aloplásticos. E) Errada: fosfatos de cálcio sintéticos são aloplásticos.

Referência: Buser D. 20 Anos de Regeneração Óssea Guiada em Implantodontia (2010).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Periodontia Regeneração Tecidual Guiada — Membranas

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Gabarito disponível

Segundo Carranza (2016), é vantagem das membranas reabsorvíveis:
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Resolução comentada

Membranas reabsorvíveis têm menor propensão a exposição.

Entre as vantagens das membranas reabsorvíveis estão dispensar nova cirurgia de remoção e ter menor tendência à exposição, o que reduz o risco de contaminação do sítio. Conforme o gabarito, a opção correta é a que cita a menor propensão a se expor.

Análise das alternativas

A) Errada: exigir nova cirurgia é desvantagem das não reabsorvíveis. B) Errada: inflamação durante a degradação é desvantagem. C) Errada: degradar antes da formação óssea completa é desvantagem. D) Errada: a maleabilidade não é a vantagem apontada; o enunciado pede a vantagem que o gabarito indica, que é a menor exposição.

Referência: Carranza – Periodontia Clínica (2016), regeneração tecidual guiada.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Farmacologia Odontológica Anestésicos Locais — Biotransformação

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Gabarito disponível

Segundo Malamed (2021), qual é o único anestésico local classificado como amida, amplamente usado, que também contém um grupo éster e sua biotransformação ocorre tanto no plasma (hidrólise pela esterase plasmática - similar a outros anestésicos locais ésteres) quanto no fígado (enzimas microssomais hepáticas - como outros anestésicos amida)?
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Resolução comentada

A articaína é amida com grupo éster (anel tiofeno), biotransformada no plasma e no fígado.

A articaína é o único anestésico local amídico de uso comum que possui também um grupo éster em sua molécula. Por isso é hidrolisada pela esterase plasmática e também sofre biotransformação hepática, o que reduz sua meia-vida.

Análise das alternativas

B) Errada: a prilocaína é amida, metabolizada no fígado (e também em pulmões/rins), sem grupo éster. C) Errada: a mepivacaína é amida de metabolismo hepático. D) Errada: a lidocaína é amida de metabolismo hepático. E) Errada: a bupivacaína é amida de metabolismo hepático.

Referência: Malamed SF. Manual de Anestesia Local (2021).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Exodontia Atraumática

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Gabarito disponível

Segundo Misch (2008), sobre o procedimento de exodontia atraumática, assinale a opção correta.
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Resolução comentada

Periótomos servem tanto para dentes íntegros quanto para fragmentos radiculares retidos.

Na exodontia atraumática, o periótomo é uma lâmina fina inserida no espaço do ligamento periodontal para seccioná-lo e expandir o alvéolo. Segundo o gabarito, o uso é semelhante tanto em dentes intactos quanto em fragmentos radiculares retidos.

Análise das alternativas

A) Errada: se for necessária remoção óssea, deve-se preservar o osso vestibular e priorizar outras regiões. B) Errada: o periótomo é empurrado para dentro do espaço do ligamento periodontal, não para fora. D) Errada: os periótomos são finos e delgados, não cunhas grossas. E) Errada: são usados desde o início para desinserir as fibras, não apenas para finalizar.

Referência: Misch CE. Implantes Dentários Contemporâneos (2008) – exodontia atraumática.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Maxila Posterior — Opções Subantrais de Misch

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Gabarito disponível

Em 1984, Misch organizou uma abordagem de tratamento para região posterior da maxila baseada na quantidade de osso abaixo do antro. Qual das opções abaixo se refere à opção subantral indicada quando restam menos de 5 mm entre a crista óssea residual e o assoalho de seio maxilar?
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Resolução comentada

Menos de 5 mm de osso subantral: opção subantral quatro.

Na classificação de Misch, a opção SA-4 corresponde a menos de 5 mm de osso subantral e indica enxerto sinusal em duas etapas, com implantes após a cicatrização do enxerto.

Análise das alternativas

A) SA-1 tem 12 mm ou mais de osso. B) SA-2 tem de 10 a 12 mm, com possível elevação por osteótomo e implante. C) SA-3 tem de 5 a 10 mm, com enxerto sinusal e implante simultâneo. E) Não há opção subantral cinco na classificação original de 1984.

Referência: Misch CE. Implantes Dentários Contemporâneos, 3ª ed., 2008.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Biomecânica — Microdeformação Óssea

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Gabarito disponível

Segundo Misch (2008), qual das opções abaixo apresenta de 1500 a 3000 unidades de microdeformação, microfratura por fadiga, aumento da taxa de renovação celular do osso e descrição histológica em geral de osso reticular ou de reparo?
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Resolução comentada

Zona de sobrecarga branda: 1500 a 3000 microdeformações.

Na teoria de Frost adaptada por Misch, a faixa de 1500 a 3000 microdeformações é a zona de sobrecarga branda, com microfraturas por fadiga, maior renovação celular e osso reticular ou de reparo.

Análise das alternativas

B) A janela adaptada fica em torno de 200 a 1500 microdeformações. C) A janela de desuso agudo ocorre abaixo de 200, com perda óssea por falta de estímulo. D) A zona patológica de sobrecarga fica acima de 3000, com reabsorção. E) A fratura espontânea ocorre em níveis acima de ~25.000.

Referência: Misch CE. Implantes Dentários Contemporâneos, 3ª ed., 2008.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Implantodontia Enxertos Ósseos e Substitutos Ósseos

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Segundo Lindhe, Lang e Karring (2018), sobre os enxertos ósseos e substitutos ósseos, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Xenoenxertos têm reabsorção lenta e garantem estabilidade a longo prazo.

Segundo o gabarito oficial, os enxertos xenogênicos, de origem animal, têm ritmo de reabsorção muito lento, o que assegura a estabilidade volumétrica a longo prazo.

Análise das alternativas

B) A morbidade da coleta limita o uso dos autoenxertos, mas eles têm alto índice de reabsorção, e não baixo. C) Os autoenxertos possuem propriedades osteogênicas e osteoindutivas. D) A descrição corresponde aos aloenxertos, e não aos aloplásticos, que são sintéticos. E) A descrição corresponde aos xenoenxertos, e não aos aloenxertos, que são de origem humana.

Referência: Lindhe, Lang e Karring. Tratado de Periodontia Clínica e Implantologia Oral, 6ª ed., 2018.

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Farmacologia Odontológica Medicamentos Antirreabsortivos — Osteonecrose dos Maxilares

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Segundo Andrade (2014), qual medicamento antirreabsortivo não pertence à classe dos bisfosfonatos, porém existe relato de causar osteonecrose dos maxilares?
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Resolução comentada

Denosumab é antirreabsortivo não bisfosfonato associado a osteonecrose.

O denosumab é um anticorpo monoclonal anti-RANKL que inibe os osteoclastos, usado como antirreabsortivo, e não pertence aos bisfosfonatos. Há relatos de osteonecrose dos maxilares associada a ele.

Análise das alternativas

A) Etidronato é bisfosfonato. C) Tiludronato é bisfosfonato. D) Dipiridamol é antiagregante plaquetário. E) Ciprofloxacina é antibiótico e não é antirreabsortivo.

Referência: Andrade ED. Terapêutica Medicamentosa em Odontologia, 3ª ed., 2014.

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Implantodontia Reabertura de Implantes — Técnicas Cirúrgicas

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Segundo Cardoso (2005), qual técnica de reabertura de implantes que, entre outras incisões, por vestibular realiza incisões semilunares para mesial e distal, criando pedículos, e é indicada com o objetivo de aumentar a faixa de gengiva queratinizada por vestibular e oferecer a formação de papilas interproximais?
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Resolução comentada

Técnica do pedículo proximal usa incisões semilunares e forma papilas.

Na técnica do pedículo proximal, incisões semilunares para mesial e distal criam pedículos que são deslocados, aumentando a faixa de gengiva queratinizada vestibular e formando as papilas interproximais.

Análise das alternativas

A) A incisão palatal com retalho deslocado para vestibular desloca o tecido queratinizado palatino. B) A incisão em H é feita sobre o implante com retalhos laterais. D) A técnica de manutenção da papila incisiva é aplicada à região anterior da maxila. E) A incisão linear é a mais simples, sem criação de pedículos.

Referência: Cardoso AC. O Passo a Passo da Prótese sobre Implante, 2005.

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Implantodontia Prótese sobre Implantes — Sistemas CAD/CAM

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Gabarito disponível

Segundo De Pádua e Teles (2017), em relação à restauração de implantes com sistemas CAD/CAM, marque a opção INCORRETA.
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Resolução comentada

Incorreta: dificuldade de escaneamento é falsa desvantagem do TiBase.

O TiBase é um componente de titânio com indexador de posição única que permite digitalizar a posição do implante e é assentado na plataforma do implante ou do análogo. O conjunto TiBase mais blocos perfurados permite perfil de emergência otimizado, e a afirmativa de que há dificuldade de escaneamento mesmo em áreas subgengivais é a incorreta, conforme o gabarito.

Análise das alternativas

A), B), C) e E) descrevem corretamente o TiBase, seu assentamento, a vantagem do perfil de emergência e os blocos pré-perfurados. D) está errada, pois a desvantagem real do sistema não é a dificuldade de escaneamento.

Referência: De Pádua JM, Teles R. (2017), obra sobre prótese sobre implantes e CAD/CAM.

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Implantodontia Regeneração Óssea Alveolar — Princípios

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Segundo Lindhe, Lang e Karring (2018), sobre os princípios na regeneração do osso alveolar, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Fontes de células osteogênicas: periósteo, endósteo e células mesenquimais.

Na regeneração óssea, as células osteogênicas provêm do periósteo, do endósteo (medula óssea) e de células mesenquimais multipotentes indiferenciadas. As demais alternativas contrariam os princípios básicos da regeneração.

Análise das alternativas

B) Quando há déficit de tecido mole, recomenda-se aumentá-lo antes ou junto do aumento ósseo. C) O fechamento deve ser passivo e sem tensão. D) A suficiência de tecido mole deve ser avaliada antes da cirurgia. E) O fechamento primário passivo reduz o risco de exposição da membrana.

Referência: Lindhe, Lang e Karring. Tratado de Periodontia Clínica e Implantologia Oral, 6ª ed., 2018.

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