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Marinha do Brasil — CP-CSM-Md 2025 — Quadro de Médicos — Área Médica — Prova Rosa

Marinha do Brasil · Quadro de Médicos do Corpo de Saúde da Marinha (CP-CSM-Md) — Área Médica

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2025Superior

51 questões nesta prova · página 2 de 3 · 45 com gabarito

Cirurgia Geral Trauma Cervical — Zonas do Pescoço

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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As lesões cervicais podem muitas vezes precisar de intervenção rápida devido à vulnerabilidade das estruturas vitais ali contidas. Sobre o trauma cervical, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A zona II do pescoço vai da cricoide ao ângulo da mandíbula e é a mais acessível cirurgicamente.

A zona II se estende da cartilagem cricoide ao ângulo da mandíbula. É a mais exposta e a mais acessível cirurgicamente, e contém as artérias carótidas e vertebrais, as veias jugulares e o trato aerodigestivo, conforme o enunciado da alternativa B.

Análise das alternativas

A) A zona I vai do opérculo torácico à cartilagem cricoide, e não à tireoide. C) Os vasos da zona III são de difícil exposição cirúrgica. D) Lesões estáveis, sem sinais de gravidade, são avaliadas com exames de imagem e observação, e não com exploração obrigatória. E) O trato aerodigestivo deve ser avaliado nas lesões cervicais penetrantes. B) Correta.

Referência: Sabiston Tratado de Cirurgia – Trauma cervical; ATLS.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Epidemiologia Vieses em Estudos Transversais

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De acordo com Almeida Filho (2021), os dois determinantes mais importantes de vieses em estudos transversais são:
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Resolução comentada

Em estudos transversais, os principais vieses são o de prevalência e a causalidade reversa.

Os estudos transversais medem casos prevalentes, e não incidentes, o que gera o viés de prevalência (de sobrevivência): fatores ligados à duração da doença distorcem a associação. Como exposição e desfecho são aferidos no mesmo momento, a sequência temporal é incerta, o que gera a causalidade reversa. Esses são os dois determinantes mais importantes citados pelo autor.

Análise das alternativas

A) Viés de erro não é categoria específica. B) Aferição pode ocorrer, mas não é o principal destacado. C) Inferência causal é um problema, não um tipo de viés. E) Erro sistemático é o conceito geral de viés. D) Correta.

Referência: Almeida Filho, Epidemiologia sem Segredos / Epidemiologia Básica – Estudos transversais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Hérnia Inguinal — Classificação de Nyhus

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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Paciente, 73 anos, masculino, queixa-se de abaulamento em região inguinal direita, que piora ao esforço físico e melhora ao repouso e é indolor. Ao exame físico da região inguinal, diagnosticado com hérnia inguinal, a qual o anel inguinal interno da região encontra-se dilatado, mas parede inguinal posterior intacta. De acordo com a Classificação de Nyhus, pode-se classificar o caso acima descrito como hérnia tipo:
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Resolução comentada

Hérnia inguinal indireta com anel interno dilatado e parede posterior intacta é Nyhus tipo II.

Na classificação de Nyhus, o tipo I é a hérnia indireta com anel interno normal. O tipo II é a indireta com anel interno dilatado e parede posterior preservada, como no caso descrito. O tipo III abrange os defeitos da parede posterior e o tipo IV, as hérnias recidivadas.

Análise das alternativas

A) Tipo I tem anel interno normal. C) Tipo III tem defeito de parede posterior (IIIA direta, IIIB indireta que invade a parede, IIIC femoral). D) Tipo IV é recidivada. E) Não existe tipo V na classificação de Nyhus. B) Correta.

Referência: Classificação de Nyhus para hérnias inguinais; Sabiston.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Obstetrícia Gravidez Ectópica — Fatores de Risco

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De acordo com Rezende (2018), são considerados fatores de risco para gravidez ectópica, EXCETO:
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Resolução comentada

A síndrome dos ovários policísticos não é fator de risco clássico para gravidez ectópica.

Os principais fatores de risco para gravidez ectópica são os que lesam a trompa ou alteram sua motilidade: ectópica prévia, doença inflamatória pélvica, cirurgia tubária, infertilidade e uso de DIU, entre outros. A síndrome dos ovários policísticos não consta entre esses fatores.

Análise das alternativas

A) Ectópica anterior é um dos fatores de maior risco. B) A DIP causa lesão tubária. C) A infertilidade se associa a patologia tubária. E) Cirurgia tubária prévia aumenta o risco. D) Correta como exceção.

Referência: Rezende, Obstetrícia, 2018 – Gravidez ectópica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Síndrome Compartimental dos Membros

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De acordo com Sabiston (2019), sobre a síndrome compartimental dos membros, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Dor desproporcional e refratária à analgesia deve levantar suspeita de síndrome compartimental.

O diagnóstico da síndrome compartimental é fundamentalmente clínico. O sinal mais precoce e sensível é a dor desproporcional ao quadro, que não melhora com analgésicos e piora com o estiramento passivo. Por isso essa dor deve levar à suspeição diagnóstica.

Análise das alternativas

A) Os pulsos costumam estar presentes, pois a pressão do compartimento raramente supera a pressão arterial, e a perda de pulso é tardia. B) Pode ocorrer em traumas de menor energia, em reperfusão e por curativos ou gessos apertados. D) O diagnóstico é clínico, podendo ser complementado pela medida de pressão, e não por imagem. E) Pode ocorrer no tratamento conservador, por exemplo com gesso apertado. C) Correta.

Referência: Sabiston Tratado de Cirurgia, 2019 – Síndrome compartimental.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia Osteocondroses da Infância e Adolescência

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Paciente de 11 anos refere dor em joelho direito. Ao ser questionado sobre a localização da dor, aponta para topografia de tuberosidade anterior da tíbia direita, onde é referida dor à palpação durante o exame físico. Relata que pratica futebol de segunda a sexta-feira. Com base nessas informações, qual o diagnóstico?
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Resolução comentada

Dor na tuberosidade anterior da tíbia em adolescente que pratica futebol sugere doença de Osgood-Schlatter.

A doença de Osgood-Schlatter é uma apofisite de tração da tuberosidade anterior da tíbia, comum em pré-adolescentes e adolescentes que praticam esportes com saltos e corrida, como o futebol. Cursa com dor e sensibilidade à palpação local, agravadas pela atividade.

Análise das alternativas

A) Epifisiólise femoral afeta o quadril do adolescente, com dor no quadril ou referida no joelho, não na tuberosidade tibial. B) Legg-Calvé-Perthes é a necrose avascular da cabeça femoral. C) Sever é apofisite do calcâneo. D) Correta. E) Sinovite transitória é afecção do quadril.

Referência: Campbell Cirurgia Ortopédica – Osteocondroses e apofisites.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia Artrite Séptica do Quadril — Critérios de Kocher

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Mãe traz filho de 6 anos com quadro de dor em perna direita associada à dificuldade de deambular iniciado nas últimas 24 horas. Ao exame, apresenta dor e limitação a mobilização do quadril direito. O médico da emergência aventou a possibilidade de artrite séptica de quadril ou sinovite transitória de quadril. Para essa diferenciação, utilizam-se os critérios de Kocher que determinam a maior possibilidade do diagnóstico ser artrite séptica. Assim, assinale a opção que apresenta todos os critérios de Kocher.
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Resolução comentada

Os critérios de Kocher são febre >38,5°C, não apoio do membro, VHS >40 mm/h e leucócitos >12.000.

Os quatro critérios de Kocher para diferenciar artrite séptica de sinovite transitória do quadril em crianças são: incapacidade de apoiar o membro, febre >38,5°C, VHS >40 mm/h e leucometria >12.000/mm³. Quanto mais critérios presentes, maior a probabilidade de artrite séptica. A alternativa B reúne exatamente esses quatro.

Análise das alternativas

A) Sinovite em imagem e PCR não são critérios de Kocher. C) Exige febre, não ausência dela, e leucopenia não é critério. D) Sinovite em imagem não é critério, e falta o não apoio. E) Ausência de febre e leucopenia contrariam os critérios. B) Correta.

Referência: Kocher MS et al., J Bone Joint Surg Am, 1999; Campbell Cirurgia Ortopédica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Trauma Raquimedular — Critérios NEXUS

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O protocolo NEXUS é utilizado no contexto do trauma raquimedular para decisão sobre a realização de exames de imagem. Assim, assinale a opção que NÃO indicaria a manutenção do uso das imobilizações e a realização dos exames de imagem.
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Resolução comentada

No NEXUS, a presença de lesão distrativa, e não sua ausência, mantém a indicação de imagem.

Os critérios NEXUS para a coluna cervical são: déficit neurológico focal, dor à palpação da linha média posterior, alteração do nível de consciência, sinais de intoxicação e lesão dolorosa distrativa. O paciente só dispensa imagem se não apresentar nenhum deles. A ausência de lesão distrativa é, portanto, um achado de baixo risco e não indica imobilização nem exame de imagem.

Análise das alternativas

A) Nível de consciência alterado é critério positivo. B) Dor à palpação da linha média é critério positivo. C) Déficit neurológico focal é critério positivo. D) Intoxicação é critério positivo. E) Correta: a ausência de lesão distrativa não mantém a indicação; o que a mantém é a presença dela.

Referência: Critérios NEXUS (National Emergency X-Radiography Utilization Study) para trauma cervical; ATLS.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Colangite Aguda — Tríade de Charcot

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De acordo com Sabiston (2019), quais são os sintomas que compõem a tríade de Charcot?
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Resolução comentada

A tríade de Charcot da colangite aguda é icterícia, dor em hipocôndrio direito e febre.

A tríade de Charcot, clássica da colangite aguda, é composta por febre (geralmente com calafrios), icterícia e dor abdominal no quadrante superior direito. Ela reflete a obstrução biliar com infecção da via biliar. Quando se somam hipotensão e confusão mental, tem-se a pêntade de Reynolds.

Análise das alternativas

A) Colúria não faz parte da tríade e falta a febre. B) Acolia fecal não compõe a tríade. C) Hipotensão e confusão mental fazem parte da pêntade de Reynolds, não da tríade. D) Confusão mental também pertence à pêntade de Reynolds, e falta a febre. E) Correta: icterícia, dor em QSD e febre.

Referência: Sabiston Tratado de Cirurgia, 2019 – Colangite aguda (tríade de Charcot e pêntade de Reynolds).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cardiologia Choque Cardiogênico — Apresentação Clínica

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Assinale a opção que faz parte da apresentação clínica do choque cardiogênico.
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Resolução comentada

O choque cardiogênico cursa com PAM < 60-65 mmHg apesar de reposição volêmica.

O choque cardiogênico é hipoperfusão por disfunção cardíaca. Pelos critérios do enunciado, caracteriza-se por hipotensão persistente com PAM abaixo de 60 a 65 mmHg mesmo após reposição volêmica adequada, com sinais de má perfusão e lactato elevado.

Análise das alternativas

A) O limiar clássico é PAS < 90 mmHg, não < 95. B) A saturação < 92% não é critério diagnóstico do choque cardiogênico. C) O lactato está elevado, não baixo. E) PAM < 80-90 mmHg não define choque.

Referência: Diretriz Brasileira de Choque Cardiogênico/Infarto Agudo do Miocárdio (SBC).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Abdome Agudo — Causas Não Cirúrgicas

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Questão anulada

Assinale a opção que NÃO apresenta uma causa não cirúrgica de abdome agudo.
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Pediatria Intoxicação por Benzodiazepínicos — Antídoto

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Paciente de 5 anos deu entrada em serviço de emergência pediátrica com quadro de sonolência apresentando miose ao exame físico. Mãe refere que é usuária de medicamento benzodiazepínico e reparou que o frasco estava vazio ao sair de casa. Após as medidas iniciais de suporte (ABCDE), qual antídoto deve ser realizado?
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Resolução comentada

Para intoxicação por benzodiazepínico, o antídoto é o flumazenil, após suporte ABCDE.

O gabarito considera a ingestão acidental de benzodiazepínico com sonolência. O antídoto específico é o flumazenil, antagonista competitivo do receptor GABA-A, usado após suporte ABCDE e com cautela por risco de convulsões.

Análise das alternativas

A) A naloxona é o antídoto dos opioides, que causariam miose, mas o dado de história aponta para benzodiazepínico. B) A acetilcisteína é o antídoto do paracetamol. D) O octreotide é usado em intoxicação por sulfonilureias. E) O bicarbonato de sódio é usado em intoxicação por antidepressivos tricíclicos.

Referência: Tratados de Pediatria e Toxicologia (antídotos).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Neurologia Demências — Epidemiologia

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De acordo com Harrison (2024), qual é a causa mais comum de demência?
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Resolução comentada

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência.

Segundo Harrison, a doença de Alzheimer responde pela maior parte dos casos de demência, como forma isolada ou em associação, e sua prevalência aumenta com a idade.

Análise das alternativas

A) A demência mista é frequente, mas menos que o Alzheimer. B) A demência vascular é a segunda causa mais citada. D) A demência da doença de Parkinson é menos comum. E) A esclerose múltipla é doença desmielinizante e não é causa comum de demência.

Referência: Harrison – Medicina Interna (2024), demências.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Obstetrícia Descolamento Prematuro de Placenta

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Assinale a opção que se relaciona com o descolamento prematuro de placenta.
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Resolução comentada

No descolamento prematuro de placenta, a hemorragia é, na maioria das vezes, única.

O DPP tem início abrupto, com sangramento vaginal escuro, dor abdominal e hipertonia uterina. A hemorragia costuma ser única, ao contrário da placenta prévia, em que o sangramento é de repetição. A alternativa C é a correta.

Análise das alternativas

A) O DPP é doloroso; a hemorragia indolor é da placenta prévia. B) O tônus uterino está aumentado (hipertonia). D) A instalação é súbita, não insidiosa. E) A hemorragia de repetição é característica da placenta prévia.

Referência: Williams – Obstetrícia; Febrasgo (DPP).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Neurologia Cefaleias Primárias — Diagnóstico

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Paciente do sexo feminino, 33 anos, admitida no pronto-socorro com quadro de cefaleia de forte intensidade associada à lacrimejamento e congestão nasal. Além disso, refere que, quando apresenta a cefaleia, ela ocorre na mesma hora todos os dias. Com base nessas informações, qual é o diagnóstico?
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Resolução comentada

Cefaleia intensa com sintomas autonômicos e periodicidade horária: cefaleia em salvas.

Dor intensa com lacrimejamento e congestão nasal (sintomas autonômicos trigeminais) e ocorrência sempre no mesmo horário do dia é típica da cefaleia em salvas. Os ataques são de curta duração e têm ritmo circadiano.

Análise das alternativas

A e B) A migrânea tem náuseas, fotofobia e fonofobia, sem periodicidade horária rígida. D) A SUNCT tem ataques muito breves (segundos a minutos) e muito frequentes, com hiperemia conjuntival. E) A hemicrania paroxística tem ataques mais curtos e mais numerosos, com resposta absoluta à indometacina.

Referência: Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3); Harrison.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Avaliação e Rastreio Nutricional

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Questão anulada

Uma avaliação nutricional contínua é o ponto de partida para qualquer terapia nutricional. Sobre a avaliação global e rastreio de risco nutricional, assinale a opção correta.
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Psiquiatria Transtornos de Ansiedade — Diagnóstico

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Paciente do sexo feminino, 24 anos, com queixas de episódios súbitos de taquicardia, medo intenso, tremores e dispneia, que começam repentinamente e que cessam entre 5 a 10 minutos depois, sem nenhum tipo de intervenção. Esses episódios ocorrem de 3 a 4 vezes por semana. Com base nessas informações, qual é o diagnóstico mais provável?
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Resolução comentada

Episódios súbitos, breves e recorrentes de medo intenso com sintomas autonômicos: ataque de pânico.

Início súbito, pico em minutos, cessação espontânea em 5 a 10 minutos, com taquicardia, tremores, dispneia e medo intenso, de forma recorrente, caracterizam o ataque de pânico. Com a frequência de 3 a 4 vezes por semana, o quadro é compatível com transtorno de pânico.

Análise das alternativas

A) O hipertireoidismo causa sintomas persistentes, não paroxísticos. B) A agorafobia é o medo de situações das quais é difícil escapar, e não se descreve esse contexto. C) O TAG tem preocupação excessiva e persistente, sem crises abruptas. D) O IAM provoca dor torácica prolongada e não resolve espontaneamente em minutos.

Referência: DSM-5 – Transtorno de pânico.

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Obstetrícia Distocia de Ombros — Fatores de Risco

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Assinale a opção que apresenta um fator de risco associado à distocia de ombros anteparto.
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Resolução comentada

A macrossomia fetal é o fator de risco anteparto para distocia de ombros.

Os fatores de risco anteparto para distocia de ombros incluem macrossomia fetal, diabetes, obesidade materna, ganho de peso excessivo, gestação prolongada e história de distocia prévia. Dos itens listados, apenas a macrossomia é fator anteparto.

Análise das alternativas

A e B) Os períodos prolongados do trabalho de parto são fatores intraparto. C) A estimulação com ocitocina é fator intraparto. D) O parto vaginal instrumentalizado com fórceps também é fator intraparto.

Referência: Williams – Obstetrícia; ACOG (distocia de ombros).

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Ginecologia Miomas Uterinos

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De acordo com Berek e Novak (2021), sobre os miomas uterinos é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Segundo Berek e Novak, não há relação definida entre contraceptivos orais e miomas.

Berek e Novak indicam que não há relação definida entre o uso de contraceptivos orais e o desenvolvimento de miomas, e que o uso atual não está associado a aumento do risco. Essa é a afirmativa considerada correta pelo gabarito oficial.

Análise das alternativas

A) A maioria dos miomas é assintomática e não exige cirurgia. C) Durante a gravidez, a maioria dos miomas não muda de tamanho; apenas uma parte cresce. D) Miomas subserosos são tratados por laparoscopia ou laparotomia; a histeroscopia é para os submucosos. E) O risco é maior em mulheres afro-americanas (cerca de 2,9 vezes), não em brancas.

Referência: Berek & Novak – Tratado de Ginecologia (2021), leiomiomas uterinos.

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Cardiologia Fibrilação Atrial — Tratamento

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A fibrilação atrial é uma arritmia cardíaca caracterizada por uma ativação elétrica atrial irregular, rápida e aparentemente desorganizada, que resulta na perda da contração atrial mecânica organizada. Para pacientes com comprometimento hemodinâmico, nas primeiras 48 horas de duração da fibrilação atrial, qual é o melhor tratamento?
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Resolução comentada

FA com instabilidade hemodinâmica e menos de 48 h: cardioversão elétrica imediata.

Na fibrilação atrial com comprometimento hemodinâmico (hipotensão, edema agudo de pulmão, angina, alteração do nível de consciência), a conduta é a cardioversão elétrica sincronizada imediata. Com duração inferior a 48 h, o risco tromboembólico permite a cardioversão sem anticoagulação prévia prolongada.

Análise das alternativas

B, D e E) Betabloqueadores IV ou VO servem para controle de frequência em pacientes estáveis, e o VO é de ação lenta, inadequado para instabilidade. C) A adenosina é indicada para taquicardias supraventriculares por reentrada e não trata a FA.

Referência: Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial; ACLS.

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