← Voltar para a lista de provas Marinha do Brasil · Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) — História 51 questões nesta prova · página 1 de 3 · 49 com gabarito Gabarito disponível Comando da Força Naval na Guerra contra Oribe e Rosas: Grenfell. Na campanha de 1851-1852 contra Oribe e Rosas, o comando da Força Naval do Império coube ao Chefe-de-Esquadra John Pascoe Grenfell. Ele liderou a esquadra que forçou a passagem de Tonelero, em 1851. A) Errada: John Taylor atuou em outros períodos, como a Guerra da Independência e a Cisplatina. B) Errada: Joaquim José Inácio não comandou essa força. D) Errada: Joaquim Marques Lisboa, o futuro Tamandaré, comandava um navio, não a Força Naval. E) Errada: Frederico Mariath não comandou nessa guerra. C) Correta (gabarito). Referência: História Naval Brasileira, Guerra contra Oribe e Rosas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Falcon: duas maneiras de ver história e poder, a presença do poder na história e na produção do conhecimento. Segundo Falcon, as relações entre história e poder podem ser vistas pela presença do poder na própria história, como objeto, e na produção do conhecimento histórico, como instituição e prática. Daí a imagem dos irmãos siameses. A) Errada: trata de subjetividade e escolha de objetos, não da relação com o poder. B) Errada: objetividade e distanciamento não são as duas vias. D) Errada: refere-se a transformações historiográficas, não ao poder. E) Errada: foca o declínio da história metódica. C) Correta (gabarito). Referência: FALCON, Francisco. História e Poder. In: CARDOSO, Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História, 1997. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Braudel e a concepção de múltiplos tempos históricos (longa duração). Na obra sobre o Mediterrâneo, Braudel problematizou a relação entre espaço e tempo, propondo que diversos tempos (longa, média e curta duração) cruzam a história. Isso influenciou profundamente a historiografia. A) Errada: não defende um determinismo materialista como categoria fundamental. C) Errada: a história das mentalidades e o foco no indivíduo não são sua preocupação. D) Errada: não privilegia o indivíduo, e sim estruturas e longa duração. E) Errada: a distinção entre passado e presente como fundamento da consciência histórica não é a contribuição apontada. B) Correta (gabarito). Referência: VAINFAS, Ronaldo. História das Mentalidades e História Cultural. In: Domínios da História, 1997, p. 133-134. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Guerra da Cisplatina: a Marinha não invadiu Buenos Aires. A Marinha do Brasil defendeu linhas de comunicação, combateu corsários, abasteceu tropas, bloqueou Buenos Aires e enfrentou a esquadra argentina. Nunca realizou invasão do território argentino com desembarque direto em Buenos Aires, tarefa que não consta entre as desenvolvidas. A) Correta como tarefa realizada: combate a corsários. C) Correta como tarefa realizada: apoio e operações no Prata. D) Correta como tarefa realizada: bloqueio de Buenos Aires. E) Correta como tarefa realizada: combate à esquadra argentina. B) Não foi tarefa realizada, logo é a resposta (gabarito). Referência: História Naval Brasileira, Guerra da Cisplatina. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Tese do autor: o Atlântico imaginado como mundo invertido, não helênico, que valorizava o helenismo. Segundo o autor, o fantasioso em torno do Atlântico o retratava como um mundo de cabeça para baixo, possível apenas fora do mundo helênico. Quanto menos helenizado o oceano parecia, mais helenizada e especial a paisagem conhecida se tornava. Era, portanto, uma construção identitária grega. A) Errada: reduz o imaginário a um desmerecimento dos cartagineses. B) Errada: a ideia de apreço pela barbárie não é a tese. D) Errada: a ideia de que depreciar o oceano diminuía o papel fenício não é a tese. E) Errada: fala em um Atlântico maquiavélico e em Roma, o que é anacrônico. C) Correta (gabarito). Referência: NETO, José Maria G. S. Para além das colunas de Hércules: o Atlântico na Antiguidade. In: Atlântico: a história de um oceano, 2013. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Batalha do Atlântico: expansão dos submarinos alemães após a ocupação do litoral francês. Entre junho de 1940 e fevereiro de 1941, com a ocupação do litoral francês, os U-boots passaram a operar em larga escala no Atlântico. Começaram também operações conjuntas com os italianos e a entrada de U-boots no Mediterrâneo. A) Errada: a Royal Navy não lutou contra as Panzerdivisionen em solo europeu, e não houve declaração de neutralidade. C) Errada: afirma, entre outros pontos, que o submarino operava sem necessidade de reabastecimento, o que é falso. D) Errada: a Grécia e a Iugoslávia não são o foco, e o enunciado traz imprecisões. E) Errada: Cairo não era porto entregue por Vichy, e a narrativa está incorreta. B) Correta (gabarito). Referência: TEIXEIRA DA SILVA, Francisco C. A Batalha do Atlântico. In: Guerra no mar. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Definição de modelo em Virgínia Fontes: operação conceitual que representa relações entre unidades de um sistema. Para a autora, o modelo é uma operação conceitual que representa relações ou funções que ligam unidades de um sistema, entrelaçando os elementos de um conjunto. Ele não é a realidade nem um padrão que a realidade deva seguir. A) Errada: trata o modelo como guia ou maquete da realidade. B) Errada: modelo não é idêntico à realidade. C) Errada: modelo não é padrão ao qual o real deva se moldar. E) Errada: descreve outra operação historiográfica, não a definição de modelo. D) Correta (gabarito). Referência: FONTES, Virgínia. História e modelos. In: Domínios da História, 1997. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Governo JK: crescimento com mercado interno, capacidade instalada e investimento estrangeiro. Para Skidmore, o crescimento resultou de um amplo mercado interno, de maior capacidade instalada em áreas-chave como aço e ferro e da disposição de empresários estrangeiros em investir no Brasil. Isso sustentou as taxas de cerca de 7% ao ano. B) Errada: não houve privatização de estatais, e o Estado teve papel ativo. C) Errada: não foi estratégia de crédito ao consumidor com empréstimos do FMI e BID. D) Errada: o nacional-desenvolvimentismo não é explicado por rede de ensino público. E) Errada: a inflação cresceu e não houve congelamento de preços. A) Correta (gabarito). Referência: SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Getúlio a Castelo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Causa da Revolta da Armada: ressentimento da Marinha diante do autoritarismo do Exército. Segundo o gabarito oficial, o autoritarismo do Exército, personificado em Floriano, despertava na Armada um sentimento de inferioridade. Esse quadro, nascido no processo de instalação da República, contribuiu para a revolta de 1893. A) Errada: não houve forte inclinação política pela nova forma de governo. B) Errada: não se trata de expurgo de segmentos militares. D) Errada: o foco não está em setores civis contrários a um governo provisório militar. E) Errada: não há dissidência quanto à formação do Governo Provisório. C) Correta (gabarito). Referência: MARTINS, Hélio Leôncio. A Revolta da Armada - 1893. In: História Naval Brasileira, v. 5, t. I A. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Revoltas regenciais: a Cabanagem teve ação de mestiços, indígenas e escravizados. A Cabanagem, no Pará, foi marcada pela atuação de mestiços livres, indígenas e escravizados, que tomaram o quartel e o palácio do governo e chegaram a nomear um novo presidente. O movimento foi violentamente reprimido, também pelo medo da haitianização da Amazônia. A) Errada: a Balaiada ocorreu a partir de 1838, não em 1822, e os profissionais do jornal Bem-te-vi não eram o fator da derrota. C) Errada: o Levante dos Malês foi liderado por nagôs e muçulmanos, não por haussás, e não previa expansão para Pernambuco. D) Errada: a Sabinada proclamou uma república temporária da Bahia, não um Reino Unido da Bahia. E) Errada: a Cisplatina corresponde ao atual Uruguai, não Paraguai, e a Farroupilha uniu Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Referência: SCHWARCZ, Lilia; STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível História do cotidiano e da vida privada segundo Mary Del Priore. Para Del Priore, a história do cotidiano é a história dos anti-heróis, das criaturas ordinárias, dos pequenos prazeres, dos detalhes quase invisíveis, dos dramas abafados e do banal. Isso exemplifica a definição de cotidiano como vida privada, familiar e doméstica. A) Errada: reduz a abordagem à história econômica e social. B) Errada: associação exclusiva à antropologia histórica não exemplifica a afirmação. C) Errada: cotidiano e história não são noções contraditórias. E) Errada: restringe o cotidiano à vida do trabalhador. D) Correta (gabarito). Referência: DEL PRIORE, Mary. História do Cotidiano e da Vida Privada. In: Domínios da História, 1997. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível História da família: fontes paroquiais e demografia histórica. A renovação nos estudos da família veio com novas fontes, principalmente a documentação produzida pela Igreja, como registros de batismo, casamento e óbito. Eles serviram de base para a demografia histórica, com técnicas e metodologias bem delimitadas. A) Errada: remete às fontes arqueológicas e à Antiguidade, fora do contexto do texto. C) Errada: restringe a pesquisa às elites. D) Errada: diz que a demografia deixou de lado as elites, o que é exagero. E) Errada: restringe a família ao campo da religião. B) Correta (gabarito). Referência: FARIA, Sheila de Castro. História da Família e demografia histórica. In: Domínios da História, 1997. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Passagem de Humaitá (19/02/1868): navios em três pares, encouraçado com monitor ao contrabordo. A Divisão Avançada tinha seis navios: três encouraçados e três monitores. Eles acometeram a passagem em três pares, cada encouraçado levando um monitor amarrado ao seu contrabordo, o que protegia os monitores de menor autonomia e mobilidade. A) Errada: houve avarias consideráveis nos navios. B) Correta (gabarito). C) Errada: Lopez não assumiu postura ofensiva contornando pelo sul do Chaco. D) Errada: as correntes ficavam no rio Paraguai, não Paraná. E) Errada: a resistência paraguaia foi intensa, e a fortaleza só foi abandonada depois, após cerco. Referência: BITTENCOURT, A. de S. Introdução à História Marítima Brasileira, 2006. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Reformulação do Programa Naval de 1904 a partir de 1906: três dreadnoughts, sem novo arsenal. A reformulação de 1906 previu três encouraçados do tipo dreadnought, abandonou o projeto de novo arsenal e optou por modernizar as instalações da Ilha das Cobras. Previu ainda bases secundárias em Belém e Natal e um pequeno porto militar em Santa Catarina. A) Errada: não trata da reformulação de 1906. B) Errada: fala em quatro encouraçados e novo arsenal, o que contraria o cancelamento do arsenal. C) Errada: o foco foi em grandes encouraçados e não em navios de pequeno porte. D) Errada: afirma reformar arsenais de Salvador e Belém. E) Correta (gabarito). Referência: História Naval Brasileira; Programa Naval de 1906 (Ministro Alexandrino de Alencar). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Disciplina que contribuiu para os avanços da história no século XX segundo Le Goff: Filosofia. Pelo gabarito oficial, a disciplina apontada é a Filosofia, que forneceu a reflexão teórica e epistemológica necessária ao trabalho do historiador. Isso conecta-se à afirmação de Le Goff de que o historiador não deve evitar a reflexão teórica. A) Antropologia: contribuiu para a história, mas não é a apontada no texto. B) Psicologia: idem. D) Geografia: idem. E) Literatura: idem. C) Correta (gabarito): Filosofia. Referência: LE GOFF, Jacques. A História Nova / História e Memória. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Superação das críticas à história das mentalidades: abertura a diversas dimensões da experiência humana. Segundo Vainfas, a história das mentalidades evoluiu para um campo mais aberto, sem excluir o individual e o irracional. Passou a resgatar os padrões menos mutáveis da vida cotidiana, como crenças ligadas ao nascimento, à morte, aos ritos de passagem, ao corpo, aos espaços e ao tempo. Isso responde à crítica de ser periférica e sem contradições. A) Errada: descreve justamente o defeito criticado, a coerência fictícia e estável. B) Errada: fala em refúgio em outros campos, não em superação da crítica. C) Errada: afirma que o conceito ganhou espaço definitivo, o que é exagero. D) Errada: afirmação sobre adesão de historiadores americanos não é uma superação. E) Correta (gabarito). Referência: VAINFAS, Ronaldo. História das Mentalidades e História Cultural. In: Domínios da História, 1997. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Vitória inglesa sobre a Armada Espanhola em 1588: artilharia naval e navios manobráveis. A Inglaterra apostou numa guerra naval baseada na artilharia, com navios mais ágeis e tripulações capazes de manobrar e disparar canhões em combate à distância. Os espanhóis, ao contrário, buscavam o abordamento e o combate de infantaria. Isso explica a vantagem inglesa. A) Errada: a Armada não fustigou portos ingleses, escoceses, galeses e irlandeses. Seu objetivo era escoltar o exército de Parma. B) Correta (gabarito). C) Errada: galeões de costado alto não são a razão central da vitória inglesa, e a ênfase inglesa era a artilharia. D) Errada: atribui o problema da artilharia de carretas aos espanhóis como razão principal, e o alcance citado não é o ponto. E) Errada: o apoio logístico neerlandês não foi a principal razão da vitória. Referência: Historiografia sobre a Armada Espanhola de 1588 (Geoffrey Parker). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Razões da decadência da Marinha pós-Paraguai: a alternativa E traz fato inexistente. As causas apontadas são o endividamento do Império, a economia agroexportadora sem base industrial e a falta de mão de obra qualificada para construir navios a vapor, motores e canhões. A alternativa E é a incorreta: não houve venda das jazidas de carvão ao Reino Unido por opção política da Armada em troca de capital para reparos. A dependência brasileira era, na verdade, da importação de carvão e tecnologia britânicos. A) Correta: o endividamento pós-guerra limitou investimentos navais. B) Correta: a economia agroexportadora dificultou a industrialização. C) Correta: sem indústria, faltava mão de obra para construir grandes navios a vapor. D) Correta: sem mão de obra qualificada, não havia produção nacional de motores e canhões. E) Incorreta (gabarito): afirma uma má gestão e venda de carvão que não condizem com o argumento do autor. Referência: VIDIGAL, Armando A. F. A evolução tecnológica no setor naval na segunda metade do século XIX e as consequências para a Marinha do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A queixa de tratamento desigual em relação ao Exército não foi uma influência externa citada. O enunciado pede o que NÃO foi influência externa. Troca de ideias com marinheiros argentinos, a Revolução Portuguesa de 1910, o motim do Potemkin e as campanhas da imprensa inglesa são influências externas. O tratamento desigual em relação ao Exército é queixa interna, não influência externa. A) Influência externa: confraternização com marinheiros argentinos. B) Influência externa: a Revolução Portuguesa em Lisboa. D) Influência externa: o motim do Potemkin (1905). E) Influência externa: a campanha da imprensa inglesa e o estágio na Marinha inglesa. Referência: MARTINS, Hélio Leôncio. A Revolta dos Marinheiros – 1910. In: História Naval Brasileira, v. 5, t. I-B. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A História Social se construiu em oposição à historiografia rankiana, priorizando o coletivo e o longo prazo. Para Hebe Castro, a História Social se definiu em oposição à historiografia rankiana, afirmando a prioridade dos fenômenos coletivos sobre os indivíduos e das tendências de longo prazo sobre os eventos na explicação histórica. A) e D) Errada: atribuem ênfase em costumes e tradições nacionais à margem da academia, que não delimita o campo. C) Errada: afirma incorporação do rankismo, quando houve oposição. E) Errada: os Annales não se opuseram à História Social por causa das ideias socialistas. Referência: CASTRO, Hebe. História Social. In: CARDOSO; VAINFAS (orgs.). Domínios da História. Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — SSPM — Concurso Público para ingresso no Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T/2025) — História — Prova Amarela
Resolução comentada
Análise das alternativas
O historiador Francisco Falcon afirmou que “História e poder são como irmãos siameses - separá-los é difícil; olhar para um sem perceber a presença do outro é quase impossível.” (Cardoso; Vainfas: 1997, p. 61).
Segundo o historiador, existem duas maneiras de enxergar a questão das relações entre a história e o poder. Assim, assinale a opção que apresenta essas duas maneiras.Resolução comentada
Análise das alternativas
(VAINFAS, Ronaldo. História das Mentalidades e História Cultural. In: CARDOSO, Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.p. 133-134).
Com base no texto de Ronaldo Vainfas, assinale a opção que apresenta a preocupação em que Fernand Brudel se debruçou em sua obra influenciando as pesquisas historiográficas.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
"Os gregos conferiam a esse ponto extremo o nome de Colunas de Hércules, em memória às aventuras mitológicas do seu conhecido herói, o qual, num dos seus 12 trabalhos super-humanos, teria aberto à força o contato entre o Atlântico e o Mediterrâneo empurrando as montanhas para que pudesse passar. Aquém desse ponto era o mundo conhecido; para além dele, raras as informações nutriam histórias fantásticas e temores atávicos.” (NETO, José Maria. G. S.; Para além das colunas de Hércules: o Atlântico na Antiguidade. In. Teixeira da Silva, F. C.; Leão, K. S. S.; & Alves de Almeida, F. E. Atlântico: a história de um oceano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2013. p. 24.)
Essa imagem do Atlântico como um misto de temor e pânico, mas também, fascínio e maravilhoso que flertava com o absurdo e o irreal tem uma longa história nas narrativas do Ocidente. O seu nascimento está conectado a uma série de questões e contextos desenvolvidos pelas civilizações da Antiguidade clássica, em particular, a grega. Nesse sentido, assinale corretamente a opção que apresenta corretamente a tese defendida pelo autor em seu texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Sobre a construção de um modelo explicativo, Virginia Fontes sugere que, para “construir um modelo supõe uma generalização prévia (formulação clara de hipótese ou problema, condição para sua própria elaboração) e, num segundo momento, o de sua aplicação, ele deve permitir um explicação abrangente de um fenômeno ou grupo de fenômeno.”
(FONTES, Virgínia. História e modelos. In: CARDOSO, Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 356).
Com base na autora, assinale a opção que apresenta a definição de um modelo.Resolução comentada
Análise das alternativas
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Análise das alternativas
(MARTINS, Hélio Leôncio. A Revolta da Armada - 1893. In: BRASIL. Ministério da Marinha. História Naval Brasileira. 5º Vol. Tomo I A. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 1995. p. 29)
Segundo Martins, as causas da Revolta da Armada de 1893 podem ser encontradas no processo de instalação do novo regime político no Brasil em 1890. Assim é correto afirmar que uma das causas daquela Revolta foi:Resolução comentada
Análise das alternativas
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Análise das alternativas
(DEL PRIORE, Mary. História do Cotidiano e da Vida Privada. In: CARDOSO, Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 259-274)
Com base nessa autora, assinale a opção que exemplifica corretamente a afirmação apresentada acima.Resolução comentada
Análise das alternativas
Foi a partir de 1960 que estudos sobre a família ocidental se constituíram como área da pesquisa histórica. Para Sheila de Castro Faria, o lugar privilegiado de exploração foi a Europa, principalmente Inglaterra e França a partir do século XVI. Segundo a autora, as transformações ocorridas nos estudos sobre a família aconteceram, sobretudo a partir do momento em que novas fontes surgiam e foram sendo introduzidas nos corpus documentais das pesquisas.
(FARIA, Sheila de Castro. História da Família e demografia histórica. In: CARDOSO, Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.p. 243).
Com bases nas informações, assinale a opção que apresenta tais transformações e consequentemente as fontes que as possibilitaram.Resolução comentada
Análise das alternativas
“Na madrugada de 19 de fevereiro de 1868, iniciou-se a Passagem de Humaitá. A Força Naval de Inhaúma intensificou o bombardeio e a Divisão Avançada, comandada pelo Capitão de Mar e Guerra Delfim Carlos de Carvalho, depois Almirante e Barão da Passagem, avançou rio acima. Essa divisão era formada por seis navios: os Encouraçados Barroso, Tamandaré e Bahia e os Monitores Rio Grande, Pará e Alagoas”.
(BITTENCOURT, A. de S. Introdução à História Marítima Brasileira. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2006, p. 117).
Sobre a Passagem de Humaitá, levada a efeito durante a Guerra da Tríplice Aliança contra o Governo do Paraguai, é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
A crítica do historiador francês remonta uma discussão que, desde seu reconhecimento enquanto ciência no século XIX, a história passou por renovação se desligando de suas origens no historicismo para chegar à segunda metade do século XX com novas propostas epistemológicas. Assim, assinale a opção que apresenta a disciplina que, segundo o autor, contribuiu para os avanços da história no século XX.Resolução comentada
Análise das alternativas
(VAIFAS, Ronaldo. A História das Mentalidades e História Cultural. In: CARDOSO, Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 128).
A partir da crítica de Ciro Flamarion Cardoso, assinale a opção que apresenta corretamente uma superação em relação às criticas que o campo do saber das mentalidades recebeu.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
“Nós marinheiros cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha Brasileira (sic) a falta de proteção que a pátria nos dar e até então não nos chegou; rompemos o negro véo (sic) que nos cobria aos olhos do patriótico e enganado povo.”
(Memorial-ultimatum enviado no dia 23/11/1910 pelos marinheiros revoltados ao presidente da República. Martins,Helio Leôncio. A revolta dos Marinheiros - 1910 in:BRASIL. Ministério da Marinha. História Naval Brasileira. 5º Vol. Tomo I B. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 1997.p. 111-112.)
O trecho acima é retirado da carta encaminhada ao Presidente da República pelos líderes da Revolta dos Marinheiros de 1910. Segundo Martins, o movimento sofreu influências externas que estão presentes na carta dos marinheiros encaminhada ao Presidente da República. Assim, assinale a opção que NÃO apresenta as influências sofridas pela revolta dos marinheiros de 1910.Resolução comentada
Análise das alternativas
A História Social passou por algumas fases durante o século XX e, segundo Hebe Mattos, a escola dos Annales foi precursora das mudanças que a promoveram a um novo Campo Historiográfico. Segundo a autora “a história social passa a ser encarada como perspectiva de síntese como reafirmação do princípio de que, em história, todos os níveis de abordagem estão inscritos no social e se interligam.”
(CASTRO, Hebe. História Social. História Social. In: CARDOSO, Ciro F.; (VAINFAS, Ronaldo (org.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 46).
Com base no trecho acima, assinale a opção que apresenta a delimitação do campo historiográfico da História Social, segundo a autora.Resolução comentada
Análise das alternativas
Terminada a revolta que sublevou as Províncias do Rio Grande e de Santa Catarina, o Império Brasileiro pôde retomar a vigilância na fronteira sul e ater-se ao conflito que crescia na área do Rio da Prata. Em 1851, o Governo brasileiro procedeu uma aliança com o governo uruguaio e com um oposicionista de Rosas, o governador da Província argentina de Entre Ríos, Justo José de Urquiza, para defender o Uruguai do ataque das forças de Rosas e Oribe. Assim sendo, na Guerra contra Oribe e Rosas, o comando da Força Naval do Império do Brasil foi entregue ao:
Analise o trecho abaixo.
A obra clássica de Fernand Braudel, O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrânico na época de Felipe II, surgiu originalmente como tese doutoral defendida em 1947 e publicada em 1949, apresentando em particular sua concepção de história que problematizou a relação espaço e tempos históricos. Na obra, o historiador francês se dedicou a algumas preocupações, entre elas estava o estudo sobre as relações entre meio ambiente e a vida material.
Entre 1825 e 1828, o recém-independente Império do Brasil envolveu-se em seu primeiro conflito internacional. No embate conhecido como Guerra da Cisplatina, estiveram em confronto o Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata, os quais lutaram pela posse do atual território uruguaio, ainda não independente e então pertencente ao Império do Brasil. Nessa guerra, a Marinha Brasileira lutou longe de sua base principal, o Rio de Janeiro, contra uma marinha que, embora menor, atuava perto de sua principal base de apoio, Buenos Aires, e que, ao mesmo tempo, detinha um melhor conhecimento daquele teatro de operações repleto de obstáculos à navegação. Nesse sentido, assinale a opção que NÃO apresenta uma tarefa desenvolvida pela Marinha Brasileira na Guerra da Cisplatina.
Analise o trecho abaixo.
A Segunda Guerra Mundial contou com uma eficiente, próspera e importante participação da Marinha do Brasil, em particular, no teatro de operações marítimas do Oceano Atlântico. No livro “Guerra no mar: batalhas e campanhas navais que mudaram a história”, no capítulo intitulado “A Batalha do Atlântico. A luta pelo domínio dos mares durante a Segunda Guerra Mundial", o historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva demonstra que a Batalha do Atlântico não foi uma consequência natural dos eventos militares, mas o efeito de uma série de decisões estratégicas tensas vindas de Alemanha e Reino Unido. Diante de tal contexto histórico, assinale a alternativa correta.
Analise o trecho abaixo.
Thomas Skidmore na obra “Brasil: de Getúlio a Castelo” define a presidência de Juscelino Kubtischek (1956-1960) como os “anos de confiança” devido as suas realizações econômicas que possibilitaram taxas de crescimento de 7% ao ano durante a sua gestão. Desse modo, assinale a opção correta.
Apesar desta aparente prova de confiança no Governo Provisório, os desmandos que se notavam na administração, nos Estados, na disciplina militar, principalmente, na vida financeira do país, impopularizaram-no, e criou-se no seio da Assembléia Constituinte forte movimento de oposição, o qual, para nossa história, tem importância especial, por ter trazido em seu bojo a primeira manifestação política naval que, anos depois, iria desembocar na Revolta de 1893.”
Durante as Regências, segundo Lilia Schawrcz e Heloísa Starling, no livro “Brasil: uma biografia”, a crise geral foi marcada pela eclosão de uma série de revoltas com participações de diferentes agentes sociais da sociedade oitocentista. Diante de tal constatação, assinale a opção correta.
As transformações no campo da ciência história, no que diz respeito aos seus objetos de análise, ganhou notoriedade o estudo sobre o cotidiano que, para Mary Del Priore, corresponde “à vida privada e familiar, às atividades ligadas à manutenção aos laços sociais, ao trabalho doméstico e às práticas de consumo.”
Analise o trecho abaixo:
Analise o trecho abaixo.
A Marinha Brasileira buscava obter apoio para o desenvolvimento de um necessário reaparelhamento naval no início do século XX. O Programa de 1904, de autoria de Júlio de Noronha, apresentava a vantagem de ser um plano de conjunto, ou seja, incluía a criação de um moderno arsenal e um porto militar, que juntamente com os navios formaria um tripé de sustentação da Marinha. Nesse sentido, a reformulação do programa de 1904, que ganhou impulso a partir de 1906, incluía:
Segundo Jacques Le Goff (2003), “O historiador não pode concluir que deve evitar uma reflexão teórica, necessária ao trabalho do historiador.”
Ciro Flamarion Cardoso foi um dos críticos mais ferozes do campo historiográfico da história das mentalidades, segundo o autor, “os historiadores das mentalidades se dedicavam ao estudo do periférico, de iluminar fantasmas e, sobretudo, de negar as totalidades sintéticas da história, renunciando a posturas explicativas e propagandeando uma história “reacionária” desprovida de contradições.”
A Armada Espanhola liderada por Medina-Sidonia zarpou de Lisboa em 30 de maio de 1588 e enfrentou a força naval inglesa, naquele mesmo ano, sob o comando do lorde Thomas Howard of Effingham. De acordo com esse contexto, assinale a opção correta que apresenta a principal razão da vitória do Reino da Inglaterra sobre a monarquia compósita de Espanha.
Em um artigo intitulado “A Evolução tecnológica no setor naval na segunda metade do século XIX e as consequências para a Marinha do Brasil”, Armando Amorim Ferreira Vidigal aponta uma série de razões que levaram à decadência da Marinha de Guerra brasileira após o fim do ciclo das guerras realizadas na bacia do rio Paraná envolvendo as nações platinas, em particular, o Brasil, o Uruguai, a Argentina e o Paraguai. Desse modo, assinale a opção INCORRETA.
Analise o trecho abaixo.
Analise o trecho abaixo.