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Marinha do Brasil — CPAEAM/2025 — Português, Matemática, Ciências e Inglês — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2025

50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito

Língua Portuguesa Preposição — Valor Semântico

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha 2025

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1 (questões de 01 a 11)

Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

No trecho “Menos um nariz em pé no mundo.” (2º §), é possível identificar a presença da preposição “em” e do artigo “o” na formação da palavra em destaque. É correto afirmar que, nesse contexto, a preposição "em" possui valor semântico de:

Enunciado da questão 1 conforme impresso: no trecho “Menos um nariz em pé no mundo.”, a palavra “no” aparece sublinhada (em destaque).Enunciado conforme impresso, com o destaque sublinhado.
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Língua Portuguesa Funções da Linguagem

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha 2025

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros) · Caderno Amarela

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Texto-base:
Texto 1 (questões de 01 a 11)

Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

Que função da linguagem predomina em “[...] doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas [...].” (6º §)?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Verbos no imperativo caracterizam a função apelativa.

'Doem livros', 'comprem livros' e 'ajudem' são imperativos dirigidos ao leitor, com a intenção de convencê-lo a agir. Isso caracteriza a função apelativa (conativa), centrada no receptor.

Análise das alternativas

A (emotiva) centra-se no emissor e em suas emoções. B (poética) foca na elaboração da mensagem. D (referencial) apenas informa sobre o contexto. E (metalinguística) trata do próprio código. Nenhuma predomina no trecho.

Referência: Funções da linguagem (Jakobson).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Acentuação Gráfica

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha 2025

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Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

No trecho “Livro combate a arrogância, um dos males do século” (2º §), a palavra em destaque está acentuada de acordo com a norma culta. Nas opções abaixo, todas as palavras também receberam o acento gráfico corretamente, EXCETO:

Enunciado da questão 3 conforme impresso: no trecho “Livro combate a arrogância, um dos males do século”, a palavra “arrogância” aparece sublinhada (em destaque).Enunciado conforme impresso, com o destaque sublinhado.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Reescrita de Frases

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Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

Assinale a opção em que a reescritura do período “Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno.” (6º §) está em conformidade com a norma culta e mantém o sentido original do texto.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Reescrita mantendo sentido e norma culta.

'Faz anos, foi notícia no Jornal Nacional que um cidadão escapou de um tiro [...], visto que carregava um exemplar [...]' preserva a relação de causa (visto que = por carregar). Usa corretamente 'faz' (verbo impessoal, indicando tempo decorrido) e mantém a informação original.

Análise das alternativas

A usa 'ainda que', concessão que inverte o sentido. B usa 'fazem alguns anos', erro de concordância, pois 'fazer' indicando tempo é impessoal. C usa 'escaparia' (futuro do pretérito) e 'faz anos atrás', redundância. E usa 'fazem alguns anos' e 'quando', ideia temporal em lugar de causa.

Referência: Reescrita de frases; concordância do verbo fazer; conectivos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Aposto

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Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

Sobre o termo destacado em “Conheci a expressão ‘literacura’ através do professor Sílvio Volpato, [...].” (1º §), é correto afirmar que:

Enunciado da questão 5 conforme impresso: no trecho “Conheci a expressão ‘literacura’ através do professor Sílvio Volpato, [...].”, o termo “Sílvio Volpato” aparece sublinhado (destacado).Enunciado conforme impresso, com o destaque sublinhado.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Pronomes — Coesão Referencial

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha 2025

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros) · Caderno Amarela

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Texto 1 (questões de 01 a 11)

Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

Assinale a opção na qual o termo a que o pronome destacado remete foi corretamente identificado.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Denotação e Conotação

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha 2025

Marinha do Brasil · Aprendiz-Marinheiro (Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros) · Caderno Amarela

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Texto 1 (questões de 01 a 11)

Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

Assinale a opção em que, no contexto, a linguagem é eminentemente denotativa.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Linguagem denotativa é a de sentido literal.

'Comprem livros das editoras gaúchas' usa as palavras em sentido literal e objetivo: trata-se de comprar livros de editoras do Rio Grande do Sul. É a linguagem denotativa.

Análise das alternativas

A: 'povaréu nos habita' é metáfora. B: 'pérola' designa figuradamente o trocadilho. C: 'nariz em pé' é metonímia/expressão figurada para arrogância. D: 'vacina' é metáfora para a literatura. Todas são conotativas.

Referência: Denotação e conotação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto 1 (questões de 01 a 11)

Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

Analise as afirmativas abaixo acerca do Texto 1.

I- O trocadilho presente no título - Literacura - é explicado em diferentes parágrafos do texto.
II- Ao afirmar que “Enquanto lemos, um povaréu nos habita.” (5º §), a autora faz menção às pessoas com as quais convivemos em nosso dia a dia e que leem os mesmos textos que nós.
III- Ao longo do texto, a autora utiliza diversas argumentações para comprovar a importância do livro e, consequentemente, da leitura.
IV- As frases “Menos um nariz em pé no mundo” (2º §) e “Bendito hábito silencioso” (3º §) fazem alusão direta à perda da arrogância e ao “tagarelar sobre si mesmo”, respectivamente.

Assinale a opção correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Interpretação: o título é explicado e o texto argumenta a favor da leitura.

I está certa: o trocadilho (literatura + cura) é explicado no 1º parágrafo e em passagens sobre saúde, depressão e vacina. III está certa: a autora enumera vários argumentos sobre o poder do livro. Logo, só I e III são verdadeiras.

Análise das alternativas

II é falsa: 'povaréu' são os personagens e vozes que habitam o leitor, não as pessoas do dia a dia que leem os mesmos textos. IV é falsa: 'Bendito hábito silencioso' refere-se ao silêncio da leitura, não ao 'tagarelar'. Assim A, C, D e E erram.

Referência: Crônica 'Literacura', de Martha Medeiros.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha 2025

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Texto 1 (questões de 01 a 11)

Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

Assinale a opção em que a ideia expressa pelo termo destacado foi corretamente identificada no contexto.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Crase

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Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

No trecho “[...] ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.” (6º §), o acento grave foi empregado corretamente. Assinale a opção em que esse acento também é utilizado em conformidade com a norma culta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Crase antes de nome próprio de cidade determinado por adjunto.

Em 'viagem à Paris do século XIX', Paris está determinada pelo adjunto 'do século XIX'. Nesse caso o nome da cidade admite artigo, e a crase é correta (a + a). Sem o adjunto, 'viagem a Paris' não teria crase.

Análise das alternativas

A: 'ir à casa' sem determinação não leva crase (ir a casa). B: 'terra firme', em oposição a bordo, dispensa crase (chegar a terra firme). C: 'à qualquer' — antes de pronome indefinido não há crase, e o 'a' de 'afetar a' é preposição. D: 'perante' já é preposição, então 'perante à' é incorreto.

Referência: Regras de crase.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Orações Subordinadas Substantivas

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Texto 1 (questões de 01 a 11)

Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

Em "O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto." (2º §), a oração destacada exerce, em relação ao núcleo verbal da oração principal, a mesma função sintática do termo destacado em:

Enunciado da questão 11 conforme impresso: no trecho citado, a oração “que é tão miserável quanto” aparece sublinhada (destacada).Enunciado conforme impresso, com o destaque sublinhado.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Intertextualidade

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Texto-base:
Texto 1 (questões de 01 a 11)

Literacura

Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura” através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.
Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável quanto. Menos um nariz em pé no mundo.
Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.
Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade.
[...]
Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita.
Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.

MEDEIROS, Martha. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2024/06/literacura.ghtml> - Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.

Texto-base:
Texto 2 (questões 12 e 13)

Tirinha em três quadrinhos com um menino: 1º “PARA AVENTURAS EM LUGARES DISTANTES... DESCOBRIR NOVOS PAÍSES, CULTURAS DIFERENTES...”; 2º “CONHECER UM POUCO DAS OUTRAS PESSOAS... ...E MUITO DE NÓS MESMOS...”; 3º, o menino lendo um livro: “...CONSULTE SEU BIBLIOTECÁRIO!”.

<https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2016/01/20-tirinhas-sobre-paixao-por-livros.html>

Assinale a opção que apresenta a passagem do Texto 1 que dialoga com o segundo quadrinho do Texto 2, no que se refere ao autoconhecimento.
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Língua Portuguesa Dígrafos

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Texto-base:
Texto 2 (questões 12 e 13)

Tirinha em três quadrinhos com um menino: 1º “PARA AVENTURAS EM LUGARES DISTANTES... DESCOBRIR NOVOS PAÍSES, CULTURAS DIFERENTES...”; 2º “CONHECER UM POUCO DAS OUTRAS PESSOAS... ...E MUITO DE NÓS MESMOS...”; 3º, o menino lendo um livro: “...CONSULTE SEU BIBLIOTECÁRIO!”.

<https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2016/01/20-tirinhas-sobre-paixao-por-livros.html>

Assinale a opção em que a palavra destacada apresenta um dígrafo.
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Língua Portuguesa Discurso Direto e Indireto

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Texto 3 (questões 14 e 15)

Tirinha em três quadrinhos com um gato e um rato: 1º, o gato diz “EU ODEIO MACHADO DE ASSIS! ODEIO LIVROS CLÁSSICOS!!” e “ARGH! É TUDO MUITO CHATO!”; 2º, o rato diz “BEM, RECOMENDO ENTÃO VOCÊ TROCAR POR LIVROS QUE TENHAM GUERRAS, HUMOR, ROMANCE, SARCASMO, TRAIÇÃO...”; 3º, o gato pergunta “AGORA SIM! QUAIS LIVROS TEM TUDO ISSO?” e o rato responde “MACHADO DE ASSIS E LIVROS CLÁSSICOS!”.

Fonte: https://tirasdidaticas.wordpress.com/2015/03/30/odeio-machado-de-assis/

Assinale a opção em que a transposição para o discurso indireto das falas do 1º quadrinho do Texto 3 está correta, conforme a modalidade culta da língua.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem

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Texto-base:
Texto 3 (questões 14 e 15)

Tirinha em três quadrinhos com um gato e um rato: 1º, o gato diz “EU ODEIO MACHADO DE ASSIS! ODEIO LIVROS CLÁSSICOS!!” e “ARGH! É TUDO MUITO CHATO!”; 2º, o rato diz “BEM, RECOMENDO ENTÃO VOCÊ TROCAR POR LIVROS QUE TENHAM GUERRAS, HUMOR, ROMANCE, SARCASMO, TRAIÇÃO...”; 3º, o gato pergunta “AGORA SIM! QUAIS LIVROS TEM TUDO ISSO?” e o rato responde “MACHADO DE ASSIS E LIVROS CLÁSSICOS!”.

Fonte: https://tirasdidaticas.wordpress.com/2015/03/30/odeio-machado-de-assis/

Na oração "Eu odeio Machado de Assis!", identifica-se a presença de:
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Matemática Equações Logarítmicas

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Seja f(x) = log₃(4x - 7/3) e g(x) = log₃(2x-1). É correto afirmar que o conjunto solução da equação f(x)-g(x) = 1 é:
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Resolução comentada

Equação logarítmica com condição de existência não satisfeita.

f(x)−g(x)=1 equivale a log₃[(4x−7/3)/(2x−1)]=1, ou seja, 4x−7/3=3(2x−1)=6x−3, o que dá x=1/3. Mas a condição de existência exige 2x−1>0, isto é, x>1/2. Como 1/3 não atende, a equação não tem solução: S=∅.

Análise das alternativas

A (1/3) é a raiz algébrica, mas viola o domínio. B, D e E não resolvem a equação. Logo só C está correta.

Referência: Equações logarítmicas; condição de existência do logaritmo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Função Quadrática

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Observe o gráfico abaixo.

Gráfico de uma parábola com eixo vertical em decímetros e eixo horizontal t (segundos); a curva parte de 0, passa pela altura 2 em t = 1 (linhas tracejadas) e volta a zero em t = 3.

O gráfico acima representa o pulo de uma pulga cuja trajetória é uma parábola . Se adotarmos como objeto de comparação uma régua de 22cm, é correto afirmar que a altura máxima :
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Matemática Relações Métricas no Triângulo Retângulo

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Observe a figura abaixo.

Triângulo OEA com ângulo reto em E; altura tracejada de E até E' sobre o lado OA, com ângulo reto em E'; medida OE' = 2 e lado EA = 4√3.

Ao calcular o perímetro p e a área S do triângulo EAE' da figura acima, a razão p/S obtida é igual a:
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Matemática Probabilidade

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Em um concurso cada candidato faz uma prova de Língua Portuguesa e uma de Matemática. Para ser aprovado o candidato precisa passar nas duas provas. Na estatística desse concurso verificou-se que:

I- o número de candidatos que passaram em Língua Portuguesa é o quádruplo do número de aprovados no concurso.
II- o número de candidatos que passaram em Matemática é o triplo do número de aprovados no concurso.
III- o número de candidatos que não passaram em ambas as provas é a metade do número de aprovados no concurso.
IV- o número de candidatos que fizeram as duas provas é 390 .

Escolhendo-se um candidato ao acaso, é correto afirmar que a probabilidade de que ele tenha sido aprovado é igual a:
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Resolução comentada

Diagrama de conjuntos: aprovados = interseção; P(aprovado)=A/total.

Seja A o número de aprovados. Passaram em Português 4A e em Matemática 3A. A união é 4A+3A−A=6A. Os que não passaram em nenhuma prova são A/2. O total é 6,5A=390, logo A=60. A probabilidade é 60/390 = 2/13.

Análise das alternativas

4/15, 3/13, 2/15 e 5/12 não decorrem de A=60 e total=390; apenas 2/13 (E) está correto.

Referência: Teoria dos conjuntos e probabilidade.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Sistemas Lineares

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Suponha que o orçamento de uma confeitaria foi passado a um comprador do seguinte modo:

I- 4 balas, 8 bombons e 12 chocolates custam R$ 36,00;
II- 10 balas, 5 bombons e 5 chocolates custam R$ 25,00; e
III- 12 balas, 3 bombons e 6 chocolates custam R$ 27,00.

Sabendo que todas as balas, bombons e chocolates são do mesmo tipo, é correto afirmar que o preço de um chocolate é igual a:
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Resolução comentada

Sistema linear 3×3 com balas (b), bombons (m) e chocolates (c).

Simplificando: b+2m+3c=9; 2b+m+c=5; 4b+m+2c=9. Da segunda, m=5−2b−c. Substituindo na terceira: 2b+c=4. Na primeira: −3b+c=−1. Resolvendo, b=1 e c=2, com m=1. O chocolate custa R$ 2,00.

Análise das alternativas

R$ 0,50, 1,00, 1,50 e 2,50 não satisfazem o sistema. Apenas R$ 2,00 (D) o satisfaz.

Referência: Sistemas lineares: substituição/escalonamento.

Resolução comentada do VaiConcursos.