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Marinha do Brasil — Hospital Naval Marcílio Dias — Processo Seletivo de Admissão aos Programas de Residência Médica (PRM/2025) — Acesso Direto — Prova Amarela

Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Especialidades com Acesso Direto

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2025Superior

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 47 com gabarito

Hematologia Coagulação intravascular disseminada

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias (Marinha do Brasil) · Residência Médica — Especialidades com Acesso Direto · Caderno Amarela

Gabarito disponível

O diagnóstico de coagulação intravascular disseminada (CIVD) é baseado nos achados clínicos em combinação com parâmetros laboratoriais e somente pode ser feito se houver uma condição primária sabidamente associada a CVID. Dentre os achados laboratoriais, qual NÃO está associado ao CIVD?
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Resolução comentada

Na CIVD o D-dímero aumenta, e não diminui.

Na CIVD há consumo de plaquetas e de fatores de coagulação, com fibrinólise secundária. Isso leva a trombocitopenia, queda do fibrinogênio, TP e TTPa prolongados e aumento de D-dímero e produtos de degradação da fibrina. A diminuição do D-dímero, portanto, não faz parte do quadro.

Análise das alternativas

A) Associada: o fibrinogênio cai por consumo. B) Associada: a trombocitopenia é achado clássico. C) Associada: o TP fica prolongado. D) Correta como exceção: o D-dímero se eleva. E) Associada: o TTPa fica prolongado.

Referência: Escore da ISTH para CIVD.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ginecologia Câncer de mama — Fatores de risco

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

Hospital Naval Marcílio Dias (Marinha do Brasil) · Residência Médica — Especialidades com Acesso Direto · Caderno Amarela

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Uma mulher de 68 anos, nulípara, com menarca aos 11 anos e menopausa aos 55, com mãe que teve câncer de mama aos 59 anos, procura atendimento para rastreamento de câncer de mama. Apresenta índice de massa corporal (IMC) de 32 kg/m², não usa terapia hormonal e nunca realizou mamografia. Diante do cenário clínico e com base nos dados estatísticos consolidados, qual das alternativas abaixo expressa corretamente os principais fatores de risco epidemiológicos para o desenvolvimento do câncer de mama?
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Resolução comentada

Nuliparidade, obesidade pós-menopausa, menopausa tardia, menarca precoce e história familiar de primeiro grau aumentam o risco.

Todos os fatores da paciente (nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, obesidade pós-menopausa e mãe com câncer de mama) aumentam o risco. A história familiar em parente de primeiro grau cerca de duplica o risco relativo. A alternativa C descreve isso corretamente.

Análise das alternativas

A) Errada: o contraceptivo oral não é o fator mais relevante, e seu aumento de risco é pequeno. B) Errada: o tabagismo não supera a densidade mamária, que é fator de risco importante. C) Correta. D) Errada: exagera o risco absoluto da reposição hormonal e despreza os demais fatores. E) Errada: a densidade reduzida e a menopausa precoce são protetoras ou não aumentam o risco.

Referência: INCA — Câncer de mama, fatores de risco; Diretrizes de rastreamento.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Pediatria Suplementação de vitamina D

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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A prevenção de deficiência de vitamina D, conforme o Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, é realizada para todas as crianças:
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Resolução comentada

A SBP recomenda vitamina D desde a primeira semana de vida.

O Departamento Científico de Nutrologia da SBP recomenda suplementar vitamina D (400 UI/dia) em todas as crianças a partir do 7º dia de vida, inclusive as em aleitamento exclusivo. A recomendação vai até os 12 meses e depois continua até os 24 meses.

Análise das alternativas

A) Errada: não se espera o 6º mês. B) Errada: não se espera após o 1º ano. C) Errada: a criança em aleitamento exclusivo deve receber a suplementação, pois o leite materno é pobre em vitamina D. D) Correta. E) Errada: a recomendação é a partir do 7º dia, e não ao nascimento.

Referência: SBP — Departamento Científico de Nutrologia, prevenção da deficiência de vitamina D.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cardiologia Arritmias — Fibrilação atrial

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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Um homem de 70 anos, obeso e hipertenso, procura pronto-socorro por sensação de “batedeira” há 2 dias. Ao solicitar um eletrocardiograma (ECG), observa-se um ritmo irregular, frequência cardíaca em torno de 120 bpm, ausência de onda P, QRS estreito, sem sinais de sobrecarga ou isquemia. Somente pela descrição, é possível concluir que esse paciente possui:
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Resolução comentada

Ritmo irregular, sem onda P e QRS estreito caracterizam fibrilação atrial.

A fibrilação atrial se define pela irregularidade dos intervalos RR e pela ausência de ondas P, com QRS estreito e frequência elevada, como na descrição. O perfil do paciente (70 anos, obeso, hipertenso) reforça o diagnóstico.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: as extrassístoles são batimentos isolados, e não um ritmo irregular sustentado sem onda P. C) Errada: a taquicardia sinusal é regular e tem onda P. D) Errada: a taquicardia ventricular tem QRS largo e costuma ser regular. E) Errada: o flutter atrial mostra ondas F em dente de serra e geralmente é regular.

Referência: Diretriz brasileira de fibrilação atrial (SBC).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Apendicite aguda

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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No fluxograma de abordagem do paciente com suspeita de apendicite, um paciente do sexo masculino com menos de 48 horas de sintomas, peritonite localizada e apresentação clínica clássica deve ser inicialmente submetido a:
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Resolução comentada

Quadro clássico e precoce de apendicite vai direto à apendicectomia laparoscópica.

No paciente do sexo masculino com apresentação clássica e menos de 48 horas, o diagnóstico é clínico. Não há necessidade de imagem, e a conduta é a apendicectomia, de preferência laparoscópica. A imagem é reservada aos casos duvidosos.

Análise das alternativas

A) Correta. B) Errada: a tomografia é para casos duvidosos ou atípicos. C) Errada: a ultrassonografia seriada é desnecessária quando o quadro é claro. D) Errada: a observação com antibiótico é exceção em casos selecionados, e aqui a cirurgia é a conduta padrão. E) Errada: a lavagem peritoneal diagnóstica não é usada de rotina para apendicite.

Referência: Diretrizes de apendicite aguda (WSES / Jerusalem Guidelines).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Diverticulite — Classificação de Hinchey

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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Segundo a classificação de Hinchey, qual o achado característico do Estágio III da diverticulite complicada?
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Resolução comentada

Hinchey III é peritonite purulenta generalizada.

A classificação de Hinchey tem os estágios: I abscesso pericólico, II abscesso pélvico, III peritonite purulenta generalizada e IV peritonite fecal generalizada. O estágio III corresponde à ruptura de um abscesso na cavidade livre, com pus.

Análise das alternativas

A) Errada: o abscesso pericólico pequeno e confinado é o estágio I. B) Correta. C) Errada: o abscesso pélvico, grande e bloqueado, é o estágio II. D) Errada: a peritonite fecal generalizada é o estágio IV. E) Errada: a fístula colovesical é uma complicação crônica e não é um estágio de Hinchey.

Referência: Classificação de Hinchey (modificada) para diverticulite.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Obstetrícia Pré-eclâmpsia — Prevenção com cálcio

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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Uma gestante de 24 anos, primigesta, 14 semanas, tem dieta pobre em laticínios, e não aparenta comorbidades. Durante consulta de pré-natal, a médica assistente propõe o uso profilático de carbonato de cálcio. Qual é a justificativa mais adequada?
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Resolução comentada

Cálcio em gestantes com baixa ingesta previne pré-eclâmpsia.

A suplementação de cálcio em gestantes com dieta pobre em cálcio reduz o risco de pré-eclâmpsia e é recomendada pela OMS e pela FEBRASGO. Essa é a justificativa para a profilaxia na gestante do caso, com dieta pobre em laticínios.

Análise das alternativas

A) Errada: o cálcio não previne anemia ferropriva, e o ferro é que o faz. B) Errada: não há benefício comprovado do cálcio sobre a restrição de crescimento fetal. C) Correta. D) Errada: o cálcio não é usado para elevar a vitamina D. E) Errada: não há hipocalcemia fisiológica que justifique reposição; a queda do cálcio total reflete a hipoalbuminemia.

Referência: OMS — suplementação de cálcio na gestação; FEBRASGO, pré-eclâmpsia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ginecologia Climatério — Tratamento dos sintomas vasomotores

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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Uma paciente climatérica de 50 anos procura alívio para fogachos, sem histórico de doença tromboembólica, mas com história prévia de câncer de mama. Qual a melhor abordagem?
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Resolução comentada

Após câncer de mama, a terapia hormonal é contraindicada e usa-se alternativa não hormonal.

A história de câncer de mama contraindica terapia hormonal com estrogênio, com ou sem progestagênio, e também a tibolona. Para os fogachos, a opção é um tratamento não hormonal, como os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (venlafaxina). O gabarito aponta a alternativa C.

Análise das alternativas

A) Errada: a TH combinada é contraindicada em quem teve câncer de mama. B) Errada: a tibolona também é contraindicada, pois tem ação hormonal. C) Correta. D) Errada: o estrogênio isolado é contraindicado. E) Errada: os fitoestrógenos têm eficácia pouco comprovada e não são a melhor abordagem.

Referência: Consenso brasileiro de terapia hormonal da menopausa (FEBRASGO); North American Menopause Society.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Pediatria Pneumonia comunitária — Etiologia por faixa etária

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Qual agente etiológico mais comum até os 2 meses de idade para pneumonia comunitária?
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Resolução comentada

Até 2 meses, um dos agentes mais comuns de pneumonia comunitária é Chlamydia trachomatis.

Nos lactentes jovens, até cerca de 2–3 meses, as pneumonias atípicas afebris por Chlamydia trachomatis (transmissão vertical) são típicas, junto com bactérias como estreptococo do grupo B e enterobactérias. Conforme o gabarito, o agente é a C. trachomatis.

Análise das alternativas

A) Errada: o pneumococo domina após os 2 meses. B) Errada: a tuberculose não é a causa mais comum nessa idade. C) Errada: a C. pneumoniae é mais comum em escolares. D) Errada: o Mycoplasma é mais frequente em escolares e adolescentes. E) Correta.

Referência: Pneumonia comunitária na infância — etiologia por faixa etária (SBP).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Pediatria Traumatismo cranioencefálico — Escala de Coma de Glasgow

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O traumatismo cranioencefálico (TCE) é um dos acidentes mais frequentes em pediatria. Os TCEs classificados como grave são aqueles onde a Escala de Coma de Glasgow (ECG) é menor ou igual a 8. O paciente que sofreu um acidente automobilístico e no momento do seu exame físico abre o olho em reposta a dor, apresenta-se falando sons incompreensíveis e com movimentos de decorticação, possui qual valor na ECG?
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Resolução comentada

ECG = 2 (olhos) + 2 (verbal) + 3 (motor) = 7.

Abertura ocular à dor vale 2. Sons incompreensíveis valem 2 na resposta verbal. Decorticação (flexão anormal) vale 3 na resposta motora. A soma é 7, o que classifica o TCE como grave (≤ 8).

Análise das alternativas

A) Errada: 8 seria obtido, por exemplo, se a decorticação valesse 4 (retirada ao estímulo). C) Errada: 6 subestima a pontuação. D) Errada: 5 está abaixo da soma correta. E) Errada: 4 está bem abaixo da soma correta. B) Correta.

Referência: Escala de Coma de Glasgow (ATLS/PALS).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Geral Cirurgia bariátrica — Complicações do bypass gástrico

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Qual das complicações abaixo está entre as mais graves e precoces após o bypass gástrico em Y de Roux laparoscópico, tendo a expertise do cirurgião uma influência significativa?
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Resolução comentada

A fístula da anastomose gastrojejunal é a complicação precoce e grave mais dependente da técnica.

A fístula da anastomose proximal (gastrojejunal) é uma das complicações mais graves e precoces do bypass em Y de Roux. Sua incidência depende muito da técnica e da experiência do cirurgião. Pode causar peritonite e sepse.

Análise das alternativas

A) Errada: a estenose da enteroanastomose distal é rara e não é a mais grave nem a mais precoce. B) Errada: a colelitíase é tardia e metabólica, ligada à perda de peso. C) Errada: a úlcera marginal é mais tardia, e o tabagismo e os AINEs pesam mais que a técnica. D) Correta. E) Errada: a obstrução por corpo estranho é incomum e não é a mais grave.

Referência: Complicações da cirurgia bariátrica — bypass gástrico em Y de Roux.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Epidemiologia Modos de transmissão de doenças

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Questão anulada

São exemplos de doenças de transmissão direta mediata, EXCETO:
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Cirurgia Geral Queimaduras — Regra dos nove

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Segundo, a 'regra dos noves' aplicada na avaliação de queimaduras, qual é a estimativa da porcentagem da área de superfície corporal total (ASCT) correspondente à face anterior do tronco de uma criança?
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Resolução comentada

Na criança, o tronco anterior corresponde a 18% da ASCT.

Na regra dos nove da criança, o tronco anterior vale 18% e o posterior 18%, o que dá 36% ao tronco inteiro. A cabeça vale proporcionalmente mais e os membros inferiores menos do que no adulto. A face anterior do tronco do adulto também vale 18%.

Análise das alternativas

A) Errada: 9% corresponde, por exemplo, a um membro superior. B) Errada: 14% é aproximadamente o valor de cada membro inferior na criança pequena. C) Correta. D) Errada: 27% não corresponde a nenhum segmento isolado. E) Errada: 36% é o tronco inteiro (anterior + posterior).

Referência: ATLS / Regra dos nove adaptada para crianças (Lund-Browder).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Pediatria Ventilação mecânica — Oxigenação

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Um paciente de 2 anos, foi internado em unidade de terapia intensiva (UTI) Pediátrica com quadro de pneumonia comunitária há 2 dias, em ventilação mecânica invasiva. Os parâmetros ventilatórios são: pressão inspiratória 16 cmH2O (acima da PEEP) x PEEP 8 cmH2O x FR 25 irpm x tempo inspiratório 0,7 x FiO2 100%, gerando volume corrente de 7,5 mL/kg. Colhida a gasometria arterial: pH 7,30, pO2 90, pCO2 45, bicarbonato 18 mEq/L, Sat. O2 90%. Qual parâmetro ventilatório pode ser alterado para melhorar a oxigenação do paciente?
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Resolução comentada

Para melhorar a oxigenação, aumenta-se a PEEP.

A oxigenação depende da FiO2 e da pressão média de vias aéreas, determinada principalmente pela PEEP. Aqui a FiO2 já está em 100% e há hipoxemia (SatO2 90%), então o recurso é aumentar a PEEP, que recruta alvéolos. A ventilação (pCO2 45) está aceitável.

Análise das alternativas

A) Errada: reduzir a FR afeta a ventilação (CO2), não a oxigenação, e pioraria a acidose. B) Errada: o volume corrente já está adequado (7,5 mL/kg), e aumentá-lo causaria volutrauma. C) Correta. D) Errada: aumentar a pressão inspiratória aumentaria o volume corrente, com risco de lesão, e agiria sobretudo na ventilação. E) Errada: o tempo expiratório influencia a ventilação e o auto-PEEP, não a oxigenação.

Referência: Ventilação mecânica pediátrica — princípios de oxigenação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Epidemiologia Doenças emergentes e reemergentes

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São fatores que favorecem o aparecimento de doenças emergentes, EXCETO:
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Resolução comentada

Desflorestamento distante de áreas urbanas não é o fator típico de emergência de doenças.

Entre os fatores de emergência de doenças estão a industrialização de alimentos, sistemas de climatização, transporte, migração, urbanização e hábitos culturais. A alternativa E é a única que foge do padrão, pois o desflorestamento favorece a emergência de doenças quando acontece em contato com populações humanas (vetores e reservatórios). Por isso foi o item tomado como exceção pelo gabarito.

Análise das alternativas

A) Fator válido: o processamento em massa dissemina contaminantes, como a E. coli O157. B) Fator válido: biofilmes em reservatórios de ar condicionado explicam a legionelose. C) Fator válido: são fatores clássicos de emergência. D) Fator válido: hábitos e costumes culturais expõem as pessoas a agentes. E) Correta como exceção, conforme o gabarito oficial.

Referência: Epidemiologia — fatores de emergência de doenças infecciosas (Institute of Medicine).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia do Trauma Trauma esplênico

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Em relação à abordagem do trauma esplênico, assinale a alternativa correta.
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Resolução comentada

Paciente instável com lesão esplênica vai direto à laparotomia.

No trauma abdominal com instabilidade hemodinâmica e suspeita de lesão esplênica, não se perde tempo com exames de imagem. A conduta é levar o paciente ao centro cirúrgico para controle do sangramento. O tratamento não operatório fica reservado a pacientes estáveis.

Análise das alternativas

A) Errada: no paciente estável, o líquido livre ao FAST não indica laparotomia automática, e a tomografia define a conduta. B) Errada: o baço é frequentemente lesado em traumas penetrantes, sobretudo os de abdome superior esquerdo e de tórax baixo. C) Errada: o tratamento não operatório e as técnicas de preservação esplênica (esplenorrafia) são preferidos quando possível. D) Correta. E) Errada: a classificação por tomografia só se aplica ao paciente estável, e o instável vai à cirurgia sem ela.

Referência: ATLS / Diretrizes de trauma abdominal (WSES, AAST).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Epidemiologia Estudos caso-controle — Vieses

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Em relação aos estudos de caso controle, os principais vieses são:
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Resolução comentada

Os principais vieses do estudo caso-controle são o de seleção e o de memória.

Nos estudos caso-controle, a exposição é investigada de forma retrospectiva, então o viés de memória (recordação) é um dos principais, assim como o viés de seleção de casos e controles. Esta é a combinação que o gabarito adota.

Análise das alternativas

A) O viés de verificação não é o típico dessa modalidade. B), C) e D) O viés de confusão pode ocorrer em qualquer estudo observacional e é controlado na análise, não sendo o mais característico do caso-controle. Por isso o par seleção e memória é o escolhido.

Referência: Tratados de epidemiologia (Gordis; Medronho).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Gastroenterologia Hemorragia digestiva baixa

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Qual é a causa mais comum de hemorragia gastrointestinal baixa em adultos?
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Resolução comentada

A doença diverticular é a causa mais comum de hemorragia digestiva baixa.

Nos adultos, a doença diverticular dos cólons é a principal causa de hemorragia digestiva baixa, em geral indolor e volumosa, com tendência a cessar espontaneamente.

Análise das alternativas

B) A angiodisplasia é mais comum em idosos, mas é menos frequente que a doença diverticular. C) As neoplasias causam sangramento crônico e oculto. D) As hemorroidas são causa comum de sangramento de pequena monta, mas a principal causa de hemorragia significativa é a diverticular. E) A colite isquêmica é menos frequente.

Referência: Tratados de gastroenterologia; diretrizes de hemorragia digestiva baixa.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endocrinologia Diabetes mellitus — Diagnóstico

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Sobre o diabetes mellitus, assinale a alternativa correta.
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Resolução comentada

Glicemia de jejum ≥126 mg/dL em duas ocasiões confirma o diabetes.

Na ausência de sintomas, o diagnóstico exige confirmação por um segundo teste alterado. Glicemia de jejum ≥126 mg/dL em duas aferições em dias distintos confirma o diabetes.

Análise das alternativas

A) A glicemia aleatória ≥200 só vale com sintomas clássicos. B) A glicemia de 1 h após sobrecarga não é critério diagnóstico. C) O TOTG de 2 h com valor ≥200 em assintomático exige confirmação. D) A hemoglobina glicada diagnóstica é ≥6,5%, e não ≥6%.

Referência: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes; ADA.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Reumatologia Artrite reumatoide — Metotrexato

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O metotrexate é um dos fármacos para tratamento da artrite reumatoide. Os efeitos adversos mais frequentemente observados são anemia, neutropenia, náuseas e vômitos, mucosite e elevação de enzimas hepáticas. A fim de minimizar efeitos adversos, sugere-se associação do metotrexate com:
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Resolução comentada

O ácido fólico reduz os efeitos adversos do metotrexato.

O metotrexato é antagonista do folato. A suplementação com ácido fólico (ou folínico) reduz a toxicidade gastrintestinal, hepática e hematológica, sem prejuízo importante da eficácia.

Análise das alternativas

B, C, D e E) Vitamina C, carbonato de cálcio, vitamina D e magnésio não protegem contra a toxicidade do metotrexato. A vitamina D e o cálcio podem ser úteis na prevenção da osteoporose, não nos efeitos adversos do fármaco.

Referência: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia para artrite reumatoide.

Resolução comentada do VaiConcursos.