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SSPM — PRM/2025 Hospital Naval Marcílio Dias — Pré-requisito em Cirurgia Vascular — R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular — Prova Amarela

Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (pré-requisito em Cirurgia Vascular)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2025Superior

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito

Farmacologia Antiagregantes Plaquetários — Mecanismo de Ação

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

Marinha do Brasil — Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — R3 em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (pré-requisito em Cirurgia Vascular) · Caderno Amarela

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Os trombos arteriais são constituídos geralmente por agregados plaquetários com pequenas quantidades de fibrina. Portanto, a terapia antiagregante plaquetária tem grande importância na doença arterial. Qual das afirmativas abaixo apresenta o mecanismo de ação correto para o tipo de antiagregante citado?
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Resolução comentada

O clopidogrel bloqueia o receptor P2Y12 do ADP, reduzindo a ativação plaquetária.

O clopidogrel, uma tienopiridina, inibe de forma irreversível o receptor P2Y12 do difosfato de adenosina (ADP) nas plaquetas, reduzindo ativação e agregação. A alternativa B reflete esse mecanismo, segundo o gabarito.

Análise das alternativas

A) Errada: o AAS bloqueia a ciclo-oxigenase de forma irreversível, não temporária. C) Errada: o cilostazol inibe a fosfodiesterase III e também tem ação antiagregante. D) Errada: o clopidogrel, e não o AAS, é pró-droga ativada pelo citocromo P450. E) Errada: as tienopiridinas bloqueiam o receptor P2Y12, e a inibição da fosfodiesterase é de outros fármacos.

Referência: Farmacologia dos antiagregantes plaquetários.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Síndrome da Veia Cava Superior

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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São sinais e sintomas de Síndrome da Veia Cava Superior, EXCETO:
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Resolução comentada

Plegia e paresia bilateral não fazem parte da síndrome da veia cava superior.

A síndrome da veia cava superior resulta de obstrução do retorno venoso da cabeça, pescoço e membros superiores, causando edema facial e cervical, circulação colateral e sintomas respiratórios por compressão ou edema de vias aéreas. Déficit motor bilateral não é manifestação típica.

Análise das alternativas

A) Correta como achado: o edema de face e pescoço é clássico. C) Correta como achado: dispneia, rouquidão, tosse e estridor ocorrem por congestão e compressão. D) Correta como achado: a ingurgitação de veias superficiais indica circulação colateral. E) Correta como achado: o edema de vias aéreas pode levar a insuficiência respiratória aguda.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy; síndrome da veia cava superior.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença Arterial Obstrutiva Periférica — Classificação de Rutherford

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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Considerando a classificação de Rutherford para estágios clínicos da aterosclerose obliterante periférica, em qual categoria se enquadra um paciente com dor em repouso?
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Resolução comentada

Dor em repouso é Rutherford categoria 4.

Na classificação de Rutherford, a categoria 0 é assintomática, 1 a 3 são claudicação leve, moderada e grave, 4 é dor isquêmica em repouso, 5 é perda tecidual menor e 6 é perda tecidual maior (úlcera ou gangrena extensa).

Análise das alternativas

A) Errada: a categoria 2 é claudicação moderada. B) Errada: a categoria 3 é claudicação grave. D) Errada: a categoria 5 é perda tecidual menor. E) Errada: a categoria 6 é perda tecidual maior.

Referência: Classificação de Rutherford para isquemia crônica de membros inferiores.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Síndrome de Isquemia e Reperfusão

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Na síndrome de isquemia e reperfusão, a insuficiência renal após oclusão arterial aguda está intrinsecamente relacionada a:
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Resolução comentada

A insuficiência renal na síndrome de isquemia e reperfusão decorre da obstrução tubular por mioglobina.

A rabdomiólise na reperfusão libera mioglobina, que precipita nos túbulos renais, em especial com urina ácida e hipovolemia, causando necrose tubular aguda. Essa é a base da mioglobinúria e da insuficiência renal na síndrome mionefropática metabólica.

Análise das alternativas

A) Errada: a trombose arterial renal não é o mecanismo característico. C) Errada: a trombose venosa renal não está ligada à síndrome. D) Errada: a hipotensão pode contribuir, mas o mecanismo intrínseco é a mioglobina. E) Errada: não há enzimas nefrotóxicas como mecanismo central, sendo a mioglobina o agente principal.

Referência: Síndrome de isquemia e reperfusão (síndrome mionefropática metabólica); Rutherford's Vascular Surgery.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Aneurisma de Aorta Inflamatório — Tomografia

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A tomografia computadorizada é o método mais utilizado no estudo dos aneurismas de aorta inflamatórios. Assinale a alternativa que apresenta o achado específico na tomografia de abdome.
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Resolução comentada

O achado específico do aneurisma inflamatório é o espessamento parietal em halo periaórtico com realce pelo contraste.

O aneurisma inflamatório tem parede espessada e fibrose periaórtica que realça com contraste endovenoso, formando um halo ao redor da aorta. Esse é o achado tomográfico característico.

Análise das alternativas

A) Errada: gás no retroperitônio sugere infecção ou perfuração. B) Errada: o apagamento do psoas sugere hematoma de rotura, não é específico. C) Errada: pneumatose é gás na parede intestinal, sem relação com o aneurisma. E) Errada: a perda dos limites aórticos aparece em rotura ou processos agudos, e não é específica do inflamatório.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy; aneurisma inflamatório da aorta.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Dissecção Aórtica — Classificações de DeBakey e Stanford

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De acordo com a Classificação de DeBakey e Stanford para dissecção aórtica. Quais tipos categorizam uma dissecção originada após a subclávia esquerda estendendo-se até as artérias ilíacas, de acordo com a classificação de DeBakey e a de Stanford, respectivamente?
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Resolução comentada

Dissecção distal à subclávia esquerda até as ilíacas é DeBakey IIIb e Stanford B.

Na classificação de DeBakey, o tipo III origina-se após a subclávia esquerda; o IIIb se estende abaixo do diafragma, até as ilíacas. Em Stanford, qualquer dissecção que não envolve a aorta ascendente é tipo B.

Análise das alternativas

A) Errada: o tipo I de DeBakey e Stanford A envolvem a aorta ascendente. B) Errada: o tipo II de DeBakey se limita à aorta ascendente, e Stanford A envolve a ascendente. C) Errada: o tipo II de DeBakey é restrito à ascendente, não corresponde à origem distal. D) Errada: 'IIa' não é categoria da classificação de DeBakey, e a origem não é na ascendente.

Referência: Classificações de DeBakey e Stanford para dissecção aórtica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Endovascular Angiografia — Técnica e Incidências

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Gabarito disponível

A angiografia é um método diagnóstico invasivo que permitiu avanços no manejo das doenças vasculares em todos os territórios. Cada território arterial possui características diferentes quanto aos materiais utilizados, incidências necessárias e marcos anatômicos para tais estudos. Qual das alternativas abaixo está correta?
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Resolução comentada

Carótidas extracranianas: incidências oblíqua anterior esquerda e perfil para a carótida esquerda, conforme o gabarito.

Conforme o gabarito, o estudo das carótidas extracranianas inclui oblíqua anterior esquerda e perfil para a carótida esquerda. Isso permite avaliar a bifurcação carotídea em projeções que separam as artérias interna e externa.

Análise das alternativas

A) Errada: vasos intracranianos exigem cateterização seletiva das carótidas internas e vertebrais, não da carótida comum. B) Errada: o arco aórtico é estudado em oblíqua anterior esquerda, com o pigtail na aorta ascendente, não em oblíqua direita. C) Errada: a combinação de oblíqua anterior direita e perfil para a carótida esquerda não é a descrita pelo gabarito. E) Errada: os segmentos cervical, petroso, cavernoso e supraclinoideo são da carótida interna, não da externa.

Referência: Técnicas de angiografia diagnóstica; Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Tumor do Corpo Carotídeo — Classificação de Shamblin

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Shamblin e Cols introduziram um sistema de classificação de acordo com a relação com as artérias carótidas para determinar a ressecabilidade destes tumores. Tumores grandes, que envolvem os vasos e, portanto, mais difícil de tentar a ressecção, são classificados como tipo Shamblin:
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Resolução comentada

Shamblin III: tumor grande que envolve completamente as carótidas.

Na classificação de Shamblin, o tipo I é pequeno e pouco aderido aos vasos, o tipo II adere parcialmente e envolve os vasos de forma parcial, e o tipo III é grande e envolve circunferencialmente as carótidas, sendo o de ressecção mais difícil. Daí a resposta III.

Análise das alternativas

A) Errada: o tipo I é pequeno, bem delimitado e de ressecção simples. B) Errada: o tipo II adere parcialmente aos vasos, com ressecção moderadamente difícil. D) Errada: a classificação original de Shamblin vai só até o tipo III. E) Errada: não existe tipo V.

Referência: Classificação de Shamblin para paragangliomas carotídeos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Hematoma Periaórtico — Risco de Rotura

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A presença de hematoma peri-aórtico pode ser um marcador de risco aumentado de rotura. A espessura que é preditor de eventos adversos, independente do diâmetro da aorta é de:
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Resolução comentada

Hematoma periaórtico de 11 mm é preditor de eventos adversos independentemente do diâmetro.

Conforme o gabarito, uma espessura de hematoma periaórtico de 11 mm está associada a pior evolução e maior risco de rotura, independentemente do diâmetro aórtico. Valores menores não alcançam esse poder preditivo.

Análise das alternativas

A) Errada: 3 mm é espessura pequena, sem valor preditivo independente. B) Errada: 5 mm não é o ponto de corte descrito. C) Errada: 6 mm não é o ponto de corte descrito. D) Errada: 8 mm não é o ponto de corte descrito.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy; literatura sobre hematoma periaórtico e rotura.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Farmacologia Protamina — Reversão da Heparina

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A Protamina é o antídoto da Heparina não fracionada, podendo ser utilizada na reversão dos seus efeitos.Sobre seu uso é INCORRETO afirmar que :
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Resolução comentada

A protamina não deve ser feita em bolus rápido, e sim em infusão lenta.

A protamina deve ser administrada lentamente (cerca de 10 minutos, no máximo 5 mg/min), pois a injeção rápida causa hipotensão, bradicardia, vasodilatação e reações anafilactoides. Por isso a afirmação de que deve ser feita em bolus é a incorreta.

Análise das alternativas

A) Correta: pode causar bradicardia, sobretudo com infusão rápida. B) Correta: pode causar hipotensão. C) Correta: em excesso, a protamina tem efeito anticoagulante próprio. E) Correta: reverte apenas parcialmente as heparinas de baixo peso molecular e não reverte anticoagulantes orais.

Referência: Farmacologia da protamina; Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença Arterial Obstrutiva Femoropoplítea — Classificação TASC

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Com a intenção de ajudar na escolha do tratamento cirúrgico na doença arterial obstrutiva do segmento femoropoplíteo, endovascular ou cirurgia direta, desenvolveu-se a classificação Trans Atlantic Inter Society Consensus (TASC). De acordo com o TASC, uma oclusão aterosclerótica isolada que acomete a artéria femoral com 3 cm de extensão em seu terço médio é classificada como lesão do tipo:
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Resolução comentada

Oclusão isolada de artéria femoral com 3 cm é TASC A.

Pelo TASC II, lesões tipo A no segmento femoropoplíteo incluem estenose única com até 10 cm ou oclusão única com até 5 cm. Uma oclusão de 3 cm é, portanto, tipo A, para a qual o tratamento endovascular é preferido.

Análise das alternativas

B) Errada: o tipo B inclui múltiplas lesões, cada uma com até 5 cm, ou estenose/oclusão única com até 15 cm sem envolver a poplítea infragenicular. C) Errada: o tipo C envolve lesões mais extensas, como múltiplas estenoses ou oclusões somando mais de 15 cm. D) Errada: o tipo D inclui oclusões totais crônicas da femoral comum ou superficial com mais de 20 cm, ou envolvimento da poplítea. E) Errada: não existe tipo E na classificação TASC.

Referência: TASC II – Inter-Society Consensus for the Management of Peripheral Arterial Disease.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Doença Venosa Crônica — Classificação CEAP

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O termo "varizes" é utilizado para definir as veias que se tornam dilatadas, alongadas e tortuosas. As úlceras de estase representam a forma mais grave da doença venosa crônica, sendo classificada como CEAP classe:
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Resolução comentada

Úlcera venosa ativa corresponde à classe C6 da CEAP.

Na classificação CEAP clínica, C0 é ausência de sinais, C2 varizes, C4 alterações de pele (pigmentação, eczema, lipodermatoesclerose), C5 úlcera cicatrizada e C6 úlcera ativa. Assim, a úlcera de estase ativa, forma mais grave, é a classe 6.

Análise das alternativas

A) Errada: C0 não tem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa. B) Errada: C2 corresponde às veias varicosas. C) Errada: C4 corresponde a alterações cutâneas sem úlcera. D) Errada: C5 é úlcera venosa já cicatrizada.

Referência: Classificação CEAP; diretrizes de doença venosa crônica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Proteção Radiológica — Cálculo de Barreiras

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Assinale a alternativa que apresenta um parâmetro incluído para o cálculo e otimização das barreiras de proteção contra raios X.
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Resolução comentada

A radiação de fuga é um dos parâmetros considerados no cálculo de barreiras de proteção.

No cálculo de blindagens para raios X consideram-se a radiação primária, a radiação espalhada e a radiação de fuga do cabeçote, além de carga de trabalho, fator de uso e de ocupação. Por isso a radiação de fuga é o parâmetro correto.

Análise das alternativas

B) Errada: luminescência é um efeito da radiação, não parâmetro de cálculo de barreiras. C) Errada: a carga elétrica do elétron é uma constante física, não um parâmetro de blindagem. D) Errada: o calor produzido é efeito no tubo, não entra no dimensionamento de barreiras. E) Errada: alteração química é um efeito da radiação, não parâmetro de cálculo.

Referência: Normas de proteção radiológica em radiodiagnóstico (NCRP 147; Portaria SVS/MS 453/98).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Endovascular Doença Carotídea — Planejamento da Revascularização Endovascular

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São considerações pré-operatórias importantes na revascularização endovascular da doença endovascular catotídea, EXCETO que:
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Resolução comentada

Na lesão concomitante carotídea e vertebral, não se trata primeiro a vertebral; costuma-se tratar primeiro a carótida.

As demais alternativas são regras de planejamento: tratar lesões proximais antes das distais no mesmo território, a sintomática primeiro, as mais graves primeiro nos assintomáticos e, em lesões equivalentes, a do hemisfério não dominante. Na associação carótida-vertebral, a conduta habitual é tratar primeiro a carótida, que é a mais relevante para o fluxo cerebral e mais associada a eventos embólicos, por isso E é a exceção.

Análise das alternativas

A) Correta como regra: tratar proximal antes de distal no mesmo território. B) Correta como regra: trata-se primeiro a lesão sintomática. C) Correta como regra: nos assintomáticos prioriza-se a estenose mais grave. D) Correta como regra: com gravidade similar, trata-se primeiro o hemisfério não dominante. E) É a exceção pedida, pois inverte a prioridade habitual.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy; princípios de revascularização endovascular supra-aórtica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Aneurisma de Artérias Ilíacas — Indicação de Tratamento

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A abordagem endovascular do aneurisma das artérias ilíacas, presente em 20% dos aneurismas aórticos tem se mostrado um grande avanço no tratamento desta doença. Quanto ao diâmetro para indicação de tratamento cirúrgico, qual é a principal indicação?
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Resolução comentada

A principal indicação de tratamento do aneurisma de ilíacas é o diâmetro de 3,5 cm, conforme o gabarito.

Segundo o gabarito, o limiar principal para tratar aneurismas isolados das artérias ilíacas comuns é 3,5 cm. Abaixo disso o risco de rotura é baixo e o paciente é mantido em vigilância; a partir desse diâmetro a intervenção, preferencialmente endovascular, é considerada.

Análise das alternativas

A) Errada: 1,5 a 2 cm é diâmetro pequeno, sem indicação cirúrgica. C) Errada: a faixa de 3,5 a 4 cm não é o limiar proposto pelo gabarito, que indica o valor único de 3,5 cm. D) Errada: 5 a 5,5 cm é o limiar da aorta abdominal, não das ilíacas. E) Errada: acima de 6 cm seria tardio demais, com risco de rotura já elevado.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy; diretrizes de aneurismas ilíacos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Vascular Aneurismas Viscerais

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Aneurismas viscerais são doenças raras, sendo os aneurismas das artérias esplênica, hepática e renais os de maior incidência. Possui indicação de abordagem invasiva dos aneurismas da artéria esplênica casos de aneurisma:
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Resolução comentada

Aneurismas esplênicos devem ser tratados em qualquer tamanho em mulheres em idade fértil.

Em mulheres em idade fértil ou gestantes, o aneurisma da artéria esplênica tem alto risco de rotura, com mortalidade materna e fetal elevada, por isso a indicação de tratamento vale para qualquer tamanho. Nos demais pacientes, a intervenção se reserva a sintomáticos, de maior diâmetro ou com crescimento.

Análise das alternativas

B) Errada: o limiar habitual de tratamento é de cerca de 2 cm, não 1,5 cm. C) Errada: o critério de crescimento descrito costuma ser maior (por exemplo, 0,5 cm/ano), não 3 mm em 12 meses. D) Errada: a calcificação sugere menor risco de rotura e não é indicação isolada. E) Errada: ser assintomático, isoladamente, não indica intervenção, e a conduta depende do tamanho e do grupo de risco.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy; diretrizes de aneurismas viscerais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia Endovascular Dispositivos de Fechamento Arterial Percutâneo

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A compressão manual do sítio de punção consome tempo dos profissionais habilitados, além de requerer imobilização do membro de 4 a 8 horas após intervenção. Sobre os vários dispositivos pode-se afirmar que:
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Resolução comentada

Para introdutores acima de 8Fr, preconiza-se o uso de dois dispositivos Perclose (técnica pré-fechamento).

O Perclose ProGlide é um dispositivo de sutura; em bainhas grandes (acima de 8Fr, p.ex. EVAR/TEVAR percutâneo) usa-se a técnica de pré-fechamento com no mínimo dois dispositivos, posicionados em ângulos diferentes (ex.: 10 e 2 horas). Assim obtém-se hemostasia adequada em orifícios de grande calibre.

Análise das alternativas

A) Errada: o Perclose pode ser usado em acesso venoso femoral, inclusive com técnica de pré-fechamento. B) Errada: o Angio-Seal é indicado para bainhas de 6 a 8Fr, não até 12Fr. C) Errada: o Angio-Seal tem âncora intraluminal, selo de colágeno extraluminal e sutura, não sendo totalmente extraluminal. E) Errada: as taxas de complicações são bem menores (cerca de 1 a 5%) e a falha de liberação não chega a 20% dos casos.

Referência: Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy; literatura sobre dispositivos de fechamento arterial percutâneo.

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Cirurgia Vascular Doença Oclusiva Aortoilíaca — Síndrome de Leriche

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A doença oclusiva aorto ilíaca é uma causa comum de claudicação. A clássica síndrome de Leriche se caracteriza por:
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Resolução comentada

A síndrome de Leriche é a tríade de claudicação glútea/coxa, pulsos femorais diminuídos e disfunção erétil.

A síndrome de Leriche, causada pela oclusão aortoilíaca, caracteriza-se pela tríade: claudicação de nádegas e coxas, ausência ou diminuição dos pulsos femorais e impotência (disfunção erétil).

Análise das alternativas

A) Errada: a claudicação é de nádegas/coxas, e não de panturrilha, e não há incontinência urinária. C) Errada: parestesia e claudicação de panturrilha não compõem a tríade. D) Errada: fluxo monofásico e neuropatia não fazem parte da tríade. E) Errada: angina mesentérica não faz parte da síndrome.

Referência: Rutherford, Cirurgia Vascular e Endovascular.

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Cirurgia Endovascular Dispositivos de Fechamento Arterial Percutâneo

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Gabarito disponível

Hoje em dia temos dispositivos disponíveis para fechamento dos acessos arteriais. Sobre esses sistemas (Perclose/Proglide®), pode-se afirmar que:
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Resolução comentada

Para introdutores acima de 8F recomenda-se usar dois dispositivos de sutura (pré-fechamento).

Os dispositivos Perclose/ProGlide são sistemas de sutura. Para introdutores acima de 8F, utiliza-se a técnica de pré-fechamento com dois dispositivos, de acordo com o gabarito.

Análise das alternativas

A) e E) Erradas: as faixas de calibre citadas não correspondem às da bula/gabarito. B) Errada: o limiar de 6F está incorreto para duplo dispositivo. C) Errada: o mecanismo é a sutura percutânea, e o tampão bioabsorvível é de outros dispositivos, como o Angio-Seal.

Referência: Rutherford, Cirurgia Vascular e Endovascular; instruções de uso do Perclose ProGlide.

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Cirurgia Vascular Tromboembolismo Pulmonar — Estratificação de Risco

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Gabarito disponível

A apresentação clínica do tromboembolismo pulmonar (TEP) varia desde assintomática até quadros de morte súbita. A base do tratamento dessa doença é a anticoagulação sistêmica, entretanto, os pacientes com TEP maciço ou de alto risco podem necessitar de opções terapêuticas mais agressivas, sejam elas cirúrgicas ou farmacológicas. Assinale a alternativa com característica de TEP de alto risco.
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Resolução comentada

TEP de alto risco: disfunção do VD com PAS <90 mmHg.

O TEP de alto risco (maciço) caracteriza-se por instabilidade hemodinâmica, definida por hipotensão (PAS <90 mmHg ou queda ≥40 mmHg por mais de 15 minutos), choque ou parada. Associada à sobrecarga do VD, indica terapias mais agressivas.

Análise das alternativas

A) Errada: o limiar de 100 mmHg não define alto risco. B) Errada: troponina elevada com PA normal define risco intermediário. C) Errada: a bilateralidade, por si, não define a gravidade. D) Errada: a extensão da obstrução não define alto risco por si só.

Referência: Diretriz de TEP da ESC; Diretriz Brasileira de TEP.

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