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Marinha do Brasil — SSPM — PRM/2025 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Especialidades com Pré-requisito em Clínica Médica — Prova Amarela

Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Especialidades com Pré-requisito em Clínica Médica (Cardiologia, Gastroenterologia, Pneumologia, Geriatria e Gerontologia, Endocrinologia)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2025Superior

50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito

Cardiologia Fibrilação Atrial — Anticoagulação

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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Gabarito disponível

Um homem de 72 anos apresenta-se com fibrilação atrial permanente de etiologia não valvar CHADSVASC score 2. Qual é a terapêutica oral preferida na atualidade?
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Resolução comentada

Na FA não valvar com CHA2DS2-VASc 2, preferem-se anticoagulantes diretos.

Homem de 72 anos com FA não valvar e CHA2DS2-VASc 2 (idade 65–74 e mais um ponto) tem indicação de anticoagulação oral. Atualmente se preferem os DOACs, como a rivaroxabana, à varfarina.

Análise das alternativas

A) Errada: a varfarina é alternativa, reservada para valvopatia mitral reumática moderada/grave ou prótese mecânica. C) Errada: o clopidogrel isolado não previne AVC de forma adequada na FA. D) Errada: a aspirina é ineficaz e não recomendada. E) Errada: a dupla antiagregação é inferior à anticoagulação e eleva o sangramento.

Referência: Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial; ESC/AHA.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endocrinologia Hipertireoidismo — Diagnóstico Diferencial

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Gabarito disponível

Uma mulher de 45 anos apresenta rubor facial, sudorese noturna, palpitações e queda de peso. Os exames laboratoriais revelam hormônio estimulante da tireoide (TSH) suprimido e T4 livre elevado. Qual é o diagnóstico mais provável?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

TSH suprimido com T4 livre elevado em mulher de 45 anos: doença de Graves.

O quadro de tireotoxicose (rubor, sudorese, palpitações, perda de peso) com TSH suprimido e T4L alto, em mulher de meia-idade, tem como causa mais frequente a doença de Graves, a principal causa de hipertireoidismo.

Análise das alternativas

A) Menos provável: o bócio multinodular tóxico é mais comum em idosos. C) Errada: a tireoidite subaguda cursa com dor cervical e fase inicial transitória. D) Errada: o adenoma tóxico é menos comum e há nódulo único. E) Errada: sem história de uso de hormônio tireoidiano, é menos provável.

Referência: Diretrizes da ATA/SBEM para hipertireoidismo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Nefrologia Proteinúria — Métodos de Detecção

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Gabarito disponível

Um paciente apresenta proteinúria significativa em coleta de 24 horas, mas teste com tira reagente para proteína (dipstick) é negativo. Qual é a explicação mais provável?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A proteína de Bence-Jones não é detectada pela fita reagente.

O dipstick detecta principalmente albumina. Cadeias leves de imunoglobulina (proteína de Bence-Jones), como no mieloma múltiplo, não são detectadas, mas aparecem na proteinúria de 24 horas, causando a discrepância.

Análise das alternativas

A) Errada: proteinúria mínima não seria significativa na coleta de 24 h. B) Errada: a desidratação concentra a urina e tenderia a positivar o teste. D) Errada: não é a explicação mais provável. E) Errada: albuminúria leve seria o caso de microalbuminúria, que a fita comum pode não detectar, mas a questão fala em proteinúria significativa.

Referência: Harrison, Medicina Interna; Diretrizes KDIGO.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endocrinologia Osteoporose — Rastreamento

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Gabarito disponível

Qual é o exame de escolha para triagem de osteoporose em mulheres acima de 65 anos?
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Resolução comentada

A triagem de osteoporose em mulheres ≥65 anos é feita por densitometria óssea (DXA).

A DXA com T-score é o exame padrão para rastreamento e diagnóstico de osteoporose, sendo recomendada para todas as mulheres com 65 anos ou mais.

Análise das alternativas

B) Errada: o cálcio urinário de 24 h avalia causas secundárias, não faz triagem. C) Errada: a cintilografia óssea detecta metástases, infecção e fraturas, não mede densidade. D) Errada: o PTH é usado para investigar hiperparatireoidismo. E) Errada: a vitamina D avalia deficiência, não a massa óssea.

Referência: Diretrizes de osteoporose (SBEM, USPSTF).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia Sífilis

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Gabarito disponível

A sífilis é uma infecção ainda muito prevalente no nosso meio. Sobre a sífilis, assinale a alternativa INCORRETA.
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Resolução comentada

O cancro primário persistindo na sífilis secundária em 40% dos casos é a alternativa incorreta.

Na sífilis secundária, o cancro primário só está presente em uma minoria dos casos (cerca de 15%, podendo ser mais frequente em coinfectados pelo HIV). O valor de 40% e a atribuição principal ao HIV tornam a alternativa C a incorreta, de acordo com o gabarito.

Análise das alternativas

A) Correta: o agente é o T. pallidum subsp. pallidum. B) Correta: a lesão primária é uma pápula indolor que ulcera e cicatriza em 4 a 6 semanas. D) Correta: a sífilis cardiovascular é tardia, surge 10 a 40 anos depois, por endarterite obliterante dos vasa vasorum. E) Correta: a penicilina é o fármaco de escolha.

Referência: Harrison, Medicina Interna; Protocolo Clínico do Ministério da Saúde (IST).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Reumatologia Doença Mista do Tecido Conjuntivo

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Gabarito disponível

Sobre a doença mista do tecido conjuntivo podemos afirmar que:
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Resolução comentada

DMTC é síndrome de superposição associada a altos títulos de anti-U1RNP.

A doença mista do tecido conjuntivo é definida pela presença de títulos elevados de anticorpos anti-U1RNP, com características sobrepostas de LES, esclerose sistêmica e polimiosite. É a alternativa que descreve corretamente o conceito da doença segundo o gabarito.

Análise das alternativas

A) Imprecisa: a descrição inclui osteoartrite, que não faz parte do espectro de superposição (o correto seria artrite inflamatória). C) A apresentação inicial costuma incluir Raynaud, mas a banca considerou a B como correta. D) Errada: podem ocorrer lesões de dermatomiosite, como heliotropo e pápulas de Gottron. E) Errada: o acometimento pulmonar, incluindo fibrose/doença intersticial e hipertensão pulmonar, é frequente.

Referência: Harrison, Medicina Interna; Goldman-Cecil.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cardiologia Fibrilação Atrial

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Gabarito disponível

A fibrilação atrial é a arritmia mais comum na atualidade. Sobre ela podemos afirmar que:
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Resolução comentada

A apneia obstrutiva do sono é fator predisponente de FA.

A SAOS é fator de risco reconhecido para FA, por hipóxia intermitente, aumento do tônus simpático, variações da pressão intratorácica e remodelamento atrial. Seu tratamento (CPAP) ajuda no controle do ritmo.

Análise das alternativas

A) Errada: a indicação de anticoagulação depende do risco (CHA2DS2-VASc), não é para todos. B) Errada: o controle de frequência pode ser leniente (FC <110 bpm em repouso); alvo <60 não é recomendado. C) Errada: nos casos de FA não valvar, os anticoagulantes diretos (DOACs) são preferidos à varfarina. E) Errada: o diltiazem (não di-hidropiridínico) é contraindicado na IC com fração de ejeção reduzida por seu efeito inotrópico negativo.

Referência: Diretrizes de Fibrilação Atrial (SBC/ESC/AHA).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cardiologia Emergência Hipertensiva

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Um paciente de 52 anos, previamente hipertenso, apresenta cefaleia intensa, associado a escotomas e mal estar. Trazido por familiares, está agitado e desorientado. Ao exame físico, apresenta confusão mental, pressão arterial 240x130 mmHg e papiledema, sem déficits motores aparentes. Qual é o tratamento inicial?
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Resolução comentada

Emergência hipertensiva com encefalopatia: nitroprussiato de sódio IV.

PA de 240x130 mmHg com confusão mental e papiledema caracteriza emergência hipertensiva com encefalopatia hipertensiva. O tratamento é a redução controlada da PA com anti-hipertensivo IV de ação rápida e titulável, como o nitroprussiato de sódio.

Análise das alternativas

B) O captopril sublingual causa queda errática e não é recomendado. C) A furosemida em bomba não é o tratamento inicial, pois o paciente não tem sobrecarga volêmica. D e E) Losartana e hidroclorotiazida orais não são adequadas para emergência hipertensiva.

Referência: Diretriz brasileira de hipertensão arterial: emergências hipertensivas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Neurologia Esclerose Múltipla — Diagnóstico

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Uma mulher de 32 anos apresenta episódios de neurite óptica e parestesias com remissão parcial espontânea. A ressonância magnética do crânio mostra lesões periventriculares e em corpo caloso. Qual marcador laboratorial mais reforça o diagnóstico?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A pesquisa de bandas oligoclonais no LCR reforça o diagnóstico de esclerose múltipla.

Os episódios com remissão parcial e as lesões periventriculares e em corpo caloso sugerem esclerose múltipla. A presença de bandas oligoclonais no líquor reflete síntese intratecal de IgG e reforça o diagnóstico.

Análise das alternativas

B) O anti-AQP4 caracteriza a neuromielite óptica. C) O PCR para herpes simples indicaria encefalite herpética. D) A proteína GFAP se associa a astrocitopatias. E) O FAN pontilhado fino não é marcador da doença.

Referência: Neurologia: critérios de McDonald para esclerose múltipla.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Medicina Intensiva Sepse e Choque Séptico — Abordagem Inicial

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No quadro de choque séptico, qual combinação de condutas deve ser instituída imediatamente?
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Resolução comentada

No choque séptico: ressuscitação volêmica, culturas e antibiótico empírico imediatos.

O pacote inicial da sepse inclui coletar culturas, iniciar antibiótico empírico de amplo espectro na primeira hora e repor volume, com vasopressor se houver hipotensão persistente. Não se espera o resultado das culturas para tratar.

Análise das alternativas

B) Esperar a cultura atrasa o antibiótico. C) Corticoide e sonda vesical não são as condutas imediatas. D) Vasopressor isolado é insuficiente. E) O antibiótico não deve ser guiado por cultura no início, e sim empírico.

Referência: Campanha Sobrevivendo à Sepse (Surviving Sepsis Campaign).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Neurologia Encefalopatia de Wernicke

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Um homem de 50 anos com história de etilismo crônico apresenta encefalopatia com confusão mental, tremor e ataxia. Qual é o tratamento emergencial?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Suspeita de encefalopatia de Wernicke: tiamina em alta dose, de forma emergencial.

Etilista com confusão, ataxia e alterações neurológicas sugere encefalopatia de Wernicke, causada por deficiência de tiamina. O tratamento emergencial é a tiamina parenteral, que deve ser iniciada antes da glicose.

Análise das alternativas

A) A vitamina B12 trata outras deficiências. B) O magnésio é adjuvante. C) A metilprednisolona não tem papel. D) A glicose isolada pode precipitar ou piorar a encefalopatia se dada antes da tiamina.

Referência: Neurologia: encefalopatia de Wernicke.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cardiologia Pericardite Aguda

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Um homem de 38 anos apresenta dor torácica à inspiração profunda, dispneia e mal estar. Relato de dor de início há dois dias com piora nas últimas horas. Eletrocardiograma em ritmo sinusal, frequência cardíaca 106bpm, supradesnivelamento difuso do segmento ST. Qual é o diagnóstico mais provável?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Dor pleurítica e supra de ST difuso sugerem pericardite aguda.

A dor torácica que piora à inspiração, associada a supradesnivelamento difuso do ST em paciente jovem, caracteriza a pericardite aguda. No IAM o supra é regional, com alteração recíproca.

Análise das alternativas

A) No IAMCSST o supra é localizado, com imagem em espelho. B) O TEP costuma ter taquicardia e alterações inespecíficas, sem supra difuso. C) A dissecção de aorta causa dor lancinante. E) A pneumonia teria febre, tosse e infiltrado.

Referência: Cardiologia: pericardite aguda.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Hematologia Mieloma Múltiplo — Diagnóstico

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Um homem de 62 anos, ex-tabagista, com dor óssea difusa, fadiga e cálcio sérico de 13,5 mg/dL, apresenta proteinúria e anemia. Qual é o exame inicial mais apropriado?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Suspeita de mieloma múltiplo: iniciar com eletroforese de proteínas séricas.

Dor óssea, anemia, hipercalcemia e proteinúria em paciente idoso sugerem mieloma múltiplo. O exame inicial recomendado é a eletroforese de proteínas séricas, em busca do pico monoclonal, com imunofixação e dosagem de cadeias leves.

Análise das alternativas

A) O PTH ajudaria na hipercalcemia de origem paratireoidiana, que é menos provável aqui. B) A urina de 24 h é complementar. C) A cintilografia é pouco sensível para lesões líticas. E) A tomografia para metástases não é o exame inicial.

Referência: Hematologia: diagnóstico de mieloma múltiplo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Hematologia Anemia de Doença Crônica

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Uma mulher de 56 anos, com histórico de artrite reumatóide, apresenta anemia microcítica e hipoferremia. Ferritina elevada e capacidade total de ligação de ferro reduzida. O diagnóstico mais provável é:
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Resolução comentada

Ferro sérico baixo com ferritina elevada e TIBC reduzida indica anemia de doença crônica.

Na inflamação crônica a hepcidina aumenta e retém ferro nos macrófagos, o que reduz o ferro sérico e a TIBC, com ferritina normal ou elevada. Na anemia ferropriva a ferritina é baixa e a TIBC é alta.

Análise das alternativas

A) A ferropenia tem ferritina baixa e TIBC aumentada. B) A talassemia tem ferro normal ou alto. C e D) A anemia falciforme e a hemoglobinopatia S são anemias hemolíticas, sem esse perfil de ferro.

Referência: Hematologia: anemias microcíticas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endocrinologia Insuficiência Adrenal

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Uma mulher de 70 anos apresenta quadro de hipotensão, bradicardia, sonolência e hiponatremia. Laboratorialmente apresenta hipercalemia. Qual é a hipótese diagnóstica?
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Resolução comentada

Hipotensão, hiponatremia e hipercalemia sugerem insuficiência adrenal primária.

A deficiência de cortisol e aldosterona causa hipotensão, hiponatremia e hipercalemia. A hipercalemia aponta para a falta de mineralocorticoide, que ocorre na forma primária (doença de Addison).

Análise das alternativas

A) A síndrome nefrótica cursa com edema e proteinúria. C) O hipotireoidismo causa bradicardia e hiponatremia, mas em geral sem hipercalemia. D) O diabetes insipidus causa hipernatremia. E) A septicemia exigiria febre e foco infeccioso, e não explica o conjunto de achados.

Referência: Endocrinologia: doença de Addison.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cardiologia Insuficiência Cardíaca — Tratamento

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Sobre a insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, são drogas redutoras de mortalidade, EXCETO:
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Resolução comentada

A digoxina não reduz mortalidade na IC com fração de ejeção reduzida.

IECA, betabloqueadores, antagonistas de mineralocorticoide e iSGLT2 (além de ARNI e BRA) reduzem mortalidade na ICFEr. A digoxina reduz sintomas e hospitalizações, mas não tem efeito comprovado sobre a mortalidade.

Análise das alternativas

A, B, C e D são terapias que reduzem mortalidade. E é a exceção.

Referência: Diretriz brasileira de insuficiência cardíaca crônica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endocrinologia Resistência à Insulina — Fisiopatologia

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Em um paciente com resistência à insulina, qual alteração compensatória ocorre inicialmente nas células beta pancreáticas?
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Resolução comentada

Na resistência à insulina, as células beta compensam inicialmente aumentando a secreção de insulina.

Para vencer a resistência periférica, as células beta aumentam a secreção de insulina, o que gera hiperinsulinemia compensatória e mantém a glicemia normal por um tempo. Com a falência progressiva das células beta, surge o diabetes tipo 2.

Análise das alternativas

A) A resistência periférica é a causa do problema, não uma compensação. C) O glucagon tende a estar inadequadamente elevado ou não suprimido. D e E) Acidose e cetose ocorrem na deficiência grave de insulina, como na cetoacidose.

Referência: Endocrinologia: fisiopatologia do diabetes tipo 2.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Neurologia Acidente Vascular Cerebral Isquêmico — Tratamento Agudo

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Um homem de 68 anos chega ao pronto-socorro após instalação abrupta de hemiparesia direita e disartria há aproximadamente 1 hora e 30 minutos. Tomografia computadorizada de crânio não evidencia hemorragia. Qual é a conduta inicial correta considerando o protocolo de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo?
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Resolução comentada

AVC isquêmico dentro da janela de 4,5 h: trombólise IV após checar contraindicações.

O paciente está com 1h30 de sintomas, dentro da janela de 4,5 horas, e a tomografia afasta hemorragia. A conduta é a trombólise com alteplase após confirmar a ausência de contraindicações, com PA <185/110 mmHg.

Análise das alternativas

B) Antiagregante imediato atrasaria a trombólise indicada. C) Não se exige PAS <140, apenas <185/110 antes da trombólise. D) A trombectomia exige oclusão de grande vaso e não substitui a trombólise quando esta está indicada. E) A dupla antiagregação é usada em AIT ou AVC menor sem trombólise, com dose de ataque de AAS 300 mg e clopidogrel 300 mg.

Referência: Diretrizes de AVC isquêmico agudo (AHA/ASA e Ministério da Saúde).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Infectologia Osteomielite Vertebral — Diagnóstico

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Um homem de 70 anos, diabético, apresenta febre, dor lombar e dificuldade para deambular. Suspeita-se de osteomielite vertebral. O exame inicial mais indicado é:
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Resolução comentada

A ressonância magnética é o exame de imagem de escolha na osteomielite vertebral.

A ressonância tem alta sensibilidade e especificidade, detecta alterações precoces, avalia abscesso epidural e compressão medular. Por isso é o exame mais indicado diante de febre, lombalgia e déficit funcional em diabético.

Análise das alternativas

A) A radiografia é pouco sensível nas fases iniciais. B) A cintilografia é sensível, mas pouco específica. C) A tomografia é menos sensível para partes moles e medula. E) A procalcitonina não é exame de imagem nem localiza a lesão.

Referência: Infectologia: espondilodiscite e osteomielite vertebral.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Nefrologia Nefrolitíase

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Preencha as lacunas abaixo, em seguida assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
O tipo mais comum de cálculo renal (nefrolitíase) na população geral é o de ________, e a sua formação está associada à ________.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O cálculo mais comum é de oxalato de cálcio, associado à hipercalciúria.

Cerca de 70 a 80% dos cálculos são de oxalato de cálcio. A hipercalciúria idiopática é o distúrbio metabólico mais frequente associado a eles.

Análise das alternativas

A) O ácido úrico forma cálculos em urina ácida, não alcalina. C) A estruvita se associa a infecção por bactérias produtoras de urease, não a acidose tubular. D) A cistina se associa à cistinúria. E) O fosfato de cálcio é menos comum, embora o hiperparatireoidismo seja uma causa.

Referência: Nefrologia: nefrolitíase.

Resolução comentada do VaiConcursos.