← Voltar para a lista de provas Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Ombro e Cotovelo (pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia) 50 questões nesta prova · página 1 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível Lesão do tríceps: desaceleração no braço durante extensão com tríceps contraindo. O mecanismo mais comum é uma força de desaceleração transmitida ao braço durante a extensão, enquanto o tríceps se contrai (contração excêntrica), o que leva à avulsão do tendão do olécrano. A) Relaxando não condiz com o mecanismo excêntrico. B e D) Aceleração não é o mecanismo descrito. C) O antebraço não é a estrutura onde a força é transmitida segundo o gabarito. Referência: Campbell – Cirurgia Ortopédica (ruptura do tríceps) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Complexo de Buford: LGUM em corda e ausência do labrum anterossuperior. O complexo de Buford é uma variante anatômica em que o ligamento glenoumeral médio é espessado, em forma de corda, inserindo-se no labrum superior, com ausência do labrum anterossuperior. Não deve ser confundido com lesão de Bankart. B) LGUM não traciona o subescapular nessa definição. C) O forame sublabral é variante diferente. D) Redundância do recesso axilar não é Buford. E) Bíceps em ampulheta é outra condição. Referência: Williams et al. – variantes do labrum anterossuperior Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sem cura, o manejo da AR visa reduzir inflamação e preservar a função. A AR é doença inflamatória crônica sem cura; o tratamento (tratar até o alvo, com DMARDs) busca controlar a inflamação, prevenir/retardar a progressão e preservar a função articular. A) A apresentação clínica varia bastante. B) Sintomas sistêmicos não tornam o diagnóstico mais assertivo. C) A maioria tem curso crônico progressivo; as porcentagens citadas estão invertidas/incorretas. D) Os critérios ACR são de classificação, não devem ser usados isoladamente para diagnóstico individual. Referência: Diretrizes de AR – Sociedade Brasileira de Reumatologia / ACR Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Fratura em três partes mais comum envolve o tubérculo maior. Na classificação de Neer, a fratura em três partes mais frequente é a do colo cirúrgico associada ao tubérculo maior (com cabeça e diáfise, além do tubérculo maior). Por isso a questão aponta o tubérculo maior como o envolvido. A) A variante com tubérculo menor é menos comum. C) O colo cirúrgico está presente em ambas, mas o diferencial é o tubérculo. D) Colo anatômico é raro. E) Sulco bicipital não define a fratura em três partes. Referência: Neer – classificação das fraturas do úmero proximal Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na epicondilite lateral, acometem-se o extensor radial curto do carpo e o extensor dos dedos. Na epicondilite lateral, a lesão ocorre classicamente na origem do extensor radial curto do carpo (principal), com envolvimento frequente do extensor comum dos dedos. Por isso a combinação ECRC e extensor dos dedos é a mais frequente. A) O ERLC é menos acometido que o ERCC. B) Envolve o ERLC, menos frequente que o ERCC. D) Extensor ulnar do carpo é raramente envolvido. E) Combina o ERLC com o ulnar, incorreto. Referência: Campbell – Cirurgia Ortopédica (epicondilite lateral) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sinostose é anormalidade óssea e articular, mais comum proximalmente. A sinostose radioulnar congênita é classificada como uma anormalidade óssea e articular (falha de separação), sendo mais comum na região proximal do antebraço, entre rádio e ulna. B e D) A localização distal é rara. C) Não é classificada como combinada. E) Não é anormalidade de tecidos moles. Referência: Cleary & Omer; Campbell – Cirurgia Ortopédica Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A OCD do capitelo é mais frequente de 10 a 15 anos. A osteocondrite dissecante do capitelo acomete adolescentes atletas, geralmente entre 10 e 15 anos, associada a microtraumas repetitivos de valgo e compressão em esportes de arremesso e ginástica. A) e B) são faixas muito jovens; a doença é rara nelas (ao contrário da doença de Panner, em 5–10 anos). D) e E) correspondem a faixas mais velhas, menos típicas. Referência: Campbell – Cirurgia Ortopédica pediátrica Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A incidência de Alexander avalia instabilidade acromioclavicular. A incidência de Alexander (escapulolateral com os ombros em adução cruzada/ombros projetados anteriormente) é usada para avaliar a instabilidade acromioclavicular, mostrando o deslocamento posterior da clavícula em relação ao acrômio. A) Hill-Sachs: incidências de Stryker/West Point. B) Base do coracoide: axilar/Stryker. C) Lesões glenoidais: West Point, Bernageau. E) Impacto interno: avaliado por RM/artroscopia. Referência: Alexander – incidência radiográfica para articulação acromioclavicular Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ideberg tipo II: fragmento inferior da glenoide. Na classificação de Ideberg, o tipo I é a avulsão do rebordo anterior; o tipo II é a fratura transversa pela fossa glenoidal com fragmento inferior; o tipo III, a fratura oblíqua pela glenoide superior; o tipo IV, a transversa até a borda medial da escápula; o tipo V, a combinação IV com II ou III. Conforme o gabarito, é o tipo II. A) I: avulsão do bordo anterior. C) III: fratura superior com acrômio/coracoide. D) IV: fratura horizontal até a borda medial. E) V: combinações. Referência: Ideberg – classificação das fraturas da glenoide Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sulco não corrigido pela rotação lateral indica lesão do intervalo rotador: suturá-lo. O sinal do sulco que persiste na rotação lateral indica insuficiência do intervalo rotador (ligamento glenoumeral superior/coracoumeral). Por isso, no tratamento da instabilidade anterior deve-se associar a sutura (plicatura) do intervalo rotador. A) Latarjet trata perda óssea glenoidal. C) Remplissage trata lesão de Hill-Sachs engajante. D) Mumford é ressecção da clavícula distal. E) Tenodese do bíceps não trata a insuficiência do intervalo. Referência: Rockwood & Matsen – The Shoulder; Campbell Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Portal de 5 horas: âncora inferior no reparo de Bankart. O portal de 5 horas é um portal anteroinferior, posicionado logo acima do tendão do subescapular e lateral ao coracoide, que permite o ângulo adequado para a âncora inferior na glenoide durante o reparo de Bankart. A) A excisão distal da clavícula (Mumford) usa portais anterossuperiores/acromiais. B) Lesões do infraespinhal retraídas usam portais laterais/posteriores. C) Âncoras anteriores de SLAP usam portal anterossuperior. D) Instabilidade posterior usa portais posteriores/portal de 7 horas. Referência: Artroscopia do ombro – portais anteroinferiores Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O tipo mais comum de Monteggia na criança é o tipo 1 de Bado. Na classificação de Bado, o tipo 1 é a luxação anterior da cabeça do rádio com fratura diafisária da ulna angulada anteriormente. É o padrão mais comum em crianças (cerca de 70%). B) 1a não é subtipo usual como mais comum. C) O tipo 2 (posterior) é mais comum em adultos idosos. D) 2a é subtipo do tipo 2. E) O tipo 3 (lateral) é menos frequente. Referência: Bado – classificação de Monteggia Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A osteotomia extra-articular do olécrano foi descrita por Muller. Nos acessos posteriores ao úmero distal, a osteotomia intra-articular em chevron é a mais usada, enquanto a osteotomia extra-articular do olécrano é atribuída a Muller (grupo AO). Conforme o gabarito, a resposta é Muller. A) Chevron é osteotomia intra-articular em V. C) MacAusland descreveu acesso com ressecção/desinserção do tríceps com osteotomia de olécrano em outro contexto. D) Campbell descreveu acesso com divisão do tríceps. E) Alonso não corresponde à técnica. Referência: Campbell – Cirurgia Ortopédica; técnica AO Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Desvio angular de 42° em fratura de escápula é significativo. Considera-se desvio significativo do corpo/colo da escápula o desvio angular > 40° (também translação > 1 cm, ângulo glenopolar < 20–22°, etc.). O desvio angular de 42° ultrapassa o limiar, sendo a opção correta segundo o gabarito.
A) Ângulo glenopolar de 25° está acima do limiar de desvio (normal ~30–45°; crítico 3–4 mm, instabilidade), não descritos aqui como desvio significativo. Referência: Cole et al. – critérios de desvio significativo em fraturas da escápula Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ossificação heterotópica distal à tuberosidade bicipital: tipo 3a de Jupiter e Ring. A classificação de Jupiter e Ring para sinostose/ossificação ectópica do antebraço (pós-traumática) divide em tipo 1 (extra-óssea, sem ligação rádio-ulnar), tipo 2 (proximal, subdividida) e tipo 3 (distal à tuberosidade bicipital). Conforme o gabarito, a localização distal à tuberosidade é o tipo 3a. A e B (2a, 2b) referem-se a localizações diferentes, não distais à tuberosidade. D) 3b é outra subdivisão do tipo 3. E) Tipo 4 não corresponde à descrição. Referência: Jupiter & Ring – classificação de sinostose radioulnar pós-traumática Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Hemartrose não é um estágio artroscópico de Neviaser. Os quatro estágios de Neviaser na capsulite adesiva são: 1) sinovite eritematosa; 2) sinovite aguda com adesões; 3) maturação das adesões com sinovite leve; 4) adesão crônica sem sinovite. Hemartrose não faz parte da classificação. A, B, C e D correspondem exatamente aos estágios 1 a 4 descritos. E) Hemartrose não é estágio da classificação, sendo a exceção. Referência: Neviaser – classificação artroscópica da capsulite adesiva Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Depósito que migra lateralmente na rotação interna indica infraespinhal. Na radiografia AP, a rotação interna leva o tendão do infraespinhal (inserção posterior no tubérculo maior) para uma posição mais lateral/em perfil, enquanto o do subescapular se projeta medialmente. Assim, depósitos que migram lateralmente na rotação interna sugerem acometimento do infraespinhal (e redondo menor), conforme o gabarito. A) O supraespinhal tende a ser visto superiormente e se projeta melhor em rotação neutra/externa. C) O subescapular é anterior e se desloca medialmente na rotação interna. D) Redondo menor é pouco acometido; o gabarito aponta o infraespinhal. E) Redondo maior não se insere no tubérculo maior e não é sede típica de tendinite calcária. Referência: Rockwood & Green – Fraturas em Adultos / Campbell – Cirurgia Ortopédica (tendinite calcária) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em atletas, a lesão mais comum do manguito rotador é a parcial articular. Em atletas de arremesso, a lesão parcial articular do supraespinal e do infraespinal é a mais comum. Ela decorre de tração e de impacto interno posterossuperior. A e E) As lesões completas ou transfixantes são menos comuns em atletas jovens. C) A parcial bursal é mais associada ao impacto subacromial em pessoas mais velhas. D) A lesão intrassubstancial é menos frequente. Referência: Rockwood & Green; Campbell's Operative Orthopaedics. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A calcinose tumoral é a única doença metabólica reconhecida por predileção pelo cotovelo ou arredores. Conforme o gabarito, a calcinose tumoral é a única doença metabólica com predileção reconhecida por afetar o cotovelo ou a região ao redor dele. A informação sobre doenças metabólicas no cotovelo é limitada. B) A causa mais comum de raquitismo por deficiência de vitamina D no esqueleto maduro não é a alegada. C) A calcinose tumoral é periarticular, não intra-articular. D) Ocorre com cálcio sérico normal, mais comumente com fósforo elevado. E) A origem familiar e a ancestralidade são mais associadas a indivíduos de origem africana, não a caucasianos. Referência: Morrey, The Elbow and Its Disorders. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na classificação de Neer e Horwitz, o tipo III corresponde a desvio de até 2/3 da metáfise. Na classificação de Neer e Horwitz, o tipo I tem desvio menor que 5 mm, o tipo II tem desvio até 1/3 da largura da metáfise, o tipo III tem desvio de 1/3 a 2/3, e o tipo IV tem desvio maior que 2/3. A) Menor que 5 mm é o tipo I. B) 50% não corresponde a um tipo. D) O desvio acima de 5 mm e menor que 1/3 é o tipo II. E) O desvio maior que 2/3 é o tipo IV. Referência: Neer & Horwitz, 1965; Rockwood & Wilkins, fraturas em crianças. Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — SSPM — PRM/2025 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia: Ombro e Cotovelo — Prova Amarela
O mecanismo mais comum na lesão do tendão do tríceps é uma força de __________ transmitida ao __________ durante a extensão à medida em que o músculo do tríceps está se __________.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Em relação à anormalidade congênita do tipo sinostose, pode-se afirmar que é classificada como uma anormalidade __________, sendo mais comum entre o rádio e a ulna __________ no antebraço.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Complete as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a opção que apresenta a sequência correta.
O complexo de Buford caracteriza-se por:
Sobre a artrite reumatóide (AR), uma doença inflamatória de etiologia desconhecida, assinale a alternativa correta.
A fratura em três partes mais comum, envolve o:
Na epicondilite lateral do cotovelo, as estruturas mais frequentemente acometidas são os extensores:
Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Na Osteocondrite Dissecante do Capitelo, a faixa etária mais frequentemente acometida é:
A incidência radiográfica conhecida como “Alexander View”, serve para melhor:
De acordo com a classificação de Ideberg, o tipo de fratura que representa um fragmento inferior isolado da glenóide, é a do tipo:
Em um paciente com instabilidade glenoumeral anterior traumática, cujo sinal do sulco não é reduzido pela rotação lateral do braço, deve-se associar a:
O portal de “5 horas” é tradicionalmente utilizado para:
O tipo mais comum das fraturas de Monteggia, na criança, é o:
Nos acessos posteriores para tratamento cirúrgico de fraturas complexas da extremidade distal do úmero, a osteotomia extra-articular do olécrano foi descrita por:
É considerada com desvio significativo, a fratura de escápula que apresenta:
Uma ossificação ectópica localizada distal a tuberosidade biciptal é classificada por Jupiter e Ring como sendo tipo:
Neviaser descreveu quatro estágios artroscópicos da capsulite adesiva, são eles, EXCETO:
Na radiografia anteroposterior do ombro, os depósitos de cálcio que migram lateralmente quando o braço é colocado em rotação interna, provavelmente acometem o tendão do músculo:
Em atletas, a lesão mais comum do manguito rotador é a do tipo:
As informações sobre os efeitos da doença óssea metabólica da articulação do cotovelo são bastante limitadas. No entanto, pode-se afirmar que:
Na classificação de Neer and Horwitz para fraturas fisárias do úmero proximal, o tipo III corresponde a desvio: