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Marinha do Brasil — SSPM — PRM/2025 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia: Ombro e Cotovelo — Prova Amarela

Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Ombro e Cotovelo (pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia)

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM)2025Superior

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito

Ortopedia e Traumatologia Ombro — Ombro do Arremessador

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

Marinha do Brasil — Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Ombro e Cotovelo (pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia) · Caderno Amarela

Gabarito disponível

A lesão de Bennett, no ombro do arremessador, corresponde à:
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A lesão de Bennett corresponde à mineralização posteroinferior da glenóide.

A lesão de Bennett é uma ossificação extra-articular na região posteroinferior da glenóide, relacionada à tração do tríceps e da cápsula posterior no ombro do arremessador. É um achado radiográfico associado a dor posterior no arremesso.

Análise das alternativas

A e B) O impacto interno foi descrito por Walch (e também Jobe), e não é a lesão de Bennett. D) A frouxidão capsular posterior não define a lesão de Bennett. E) A contratura superior não é o achado; o descrito é a contratura posteroinferior.

Referência: Rockwood & Green; Campbell's Operative Orthopaedics (ombro do arremessador).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Artroplastia Total do Cotovelo

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A complicação mais frequente da artroplastia total do cotovelo é a:
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A complicação mais frequente da artroplastia total do cotovelo é a soltura asséptica.

Segundo o gabarito, a soltura asséptica é a complicação mais frequente a longo prazo. Ela decorre do desgaste do polietileno e do estresse mecânico sobre os componentes, e é a principal causa de revisão.

Análise das alternativas

B) A fratura intraoperatória é menos frequente. C) A infecção é grave, mas ocorre em menor proporção. D) A instabilidade é mais comum nos modelos não vinculados. E) A lesão do nervo ulnar ocorre, mas é menos frequente.

Referência: Campbell's Operative Orthopaedics, artroplastia do cotovelo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Fraturas do Olécrano

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Uma fratura do olecrano não cominuta e com desvio, porém estável, é classificada por Mayo como sendo do tipo:
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A fratura do olécrano sem cominuição, desviada e estável é Mayo tipo 2A.

Na classificação de Mayo, o tipo 1 é não desviado, o tipo 2 é desviado e estável (2A não cominutiva e 2B cominutiva), e o tipo 3 é instável, com luxação do cotovelo. Portanto a fratura desviada, estável e sem cominuição é 2A.

Análise das alternativas

A e B) O tipo 1 é não desviado (1A não cominutiva, 1B cominutiva). D) O tipo 2B é desviado, estável e cominutivo. E) O tipo 3 é instável, com luxação.

Referência: Morrey, classificação de Mayo para fraturas do olécrano.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Ombro — Técnicas de Sutura Artroscópica

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2025 Superior

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Usa-se, preferencialmente, a sutura tipo Mason Allen em:
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A sutura de Mason-Allen é preferida no reparo de lesões maciças do manguito rotador.

A sutura de Mason-Allen é uma sutura em ponto modificado que oferece maior resistência à tração e menor risco de rasgar o tendão. Por isso é preferida em tendões de qualidade ruim, como nas lesões grandes e maciças do manguito rotador.

Análise das alternativas

B) A instabilidade multidirecional utiliza plicatura capsular. C) O Remplissage usa suturas que fixam o infraespinal e a cápsula no defeito de Hill-Sachs. D) A técnica de Munford não é a indicação usual dessa sutura. E) A tenodese do cabo longo usa outras fixações, como parafusos de interferência.

Referência: Gerber et al.; Rockwood & Green.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Ombro — Portais Artroscópicos

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Usa-se, preferencialmente, o portal modificado de Neviaser em procedimentos como:
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O portal modificado de Neviaser é usado preferencialmente no reparo de lesões do manguito rotador.

O portal de Neviaser, na fossa supraespinal, permite acesso e passagem de suturas ao manguito rotador, especialmente ao supraespinal. É útil para o reparo e a passagem de pontos nesse tendão.

Análise das alternativas

A) A instabilidade multidirecional usa portais anteriores e posteriores, sobretudo para plicatura capsular. B) A tenodese do cabo longo usa outros portais, em geral anteriores. C) A técnica de Munford é outra técnica distinta, e não se baseia nesse portal. E) O Remplissage usa portais posteriores e anteriores, não o de Neviaser.

Referência: Rockwood & Green; Campbell's Operative Orthopaedics (artroscopia do ombro).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Ombro — Articulação Esternoclavicular

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Sobre o arco de movimento da articulação esternoclavicular, podemos dizer que realiza:
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A articulação esternoclavicular roda cerca de 45 a 50 graus em torno do próprio eixo.

A articulação esternoclavicular tem movimento em três planos. Os valores clássicos são elevação de cerca de 35 graus, movimento anteroposterior combinado de aproximadamente 35 graus e rotação axial de 45 a 50 graus, conforme o gabarito oficial.

Análise das alternativas

A e C) Os valores de elevação indicados não correspondem ao descrito. B) O movimento anteroposterior combinado é menor que 55 graus. E) O valor de rotação de 35 a 40 graus é inferior ao descrito.

Referência: Rockwood & Green, articulação esternoclavicular.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Instabilidade Posterolateral Rotatória

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A instabilidade póstero lateral rotatória decorre da combinação da carga axial com os movimentos de:
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A instabilidade posterolateral rotatória decorre de carga axial com supinação e valgo.

No mecanismo descrito por O'Driscoll, a queda sobre a mão estendida com carga axial, valgo e supinação provoca lesão do complexo ligamentar colateral lateral (ulnar). O antebraço e o rádio se deslocam em rotação posterolateral em relação ao úmero.

Análise das alternativas

B) O varo não faz parte do mecanismo, e sim o valgo. C e D) A pronação não é o componente do mecanismo. E) A posição neutra não produz esse padrão.

Referência: O'Driscoll et al., 1991; Rockwood & Green.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Ombro — Escápula Alada

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A escápula alada é uma deformidade que pode gerar repercussões estéticas e biomecânicas no ombro. Sobre esse tema, marque a opção que melhor preenche as lacunas da seguinte frase:
O nervo torácico longo tem origem nas raízes de __________ após cruzar a primeira costela ele percorre entre 10 e 20 cm até seu ramo motor inervar o músculo __________, que realiza a __________ e rotação __________ da escápula durante a elevação frontal do ombro.
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Resolução comentada

O nervo torácico longo nasce de C5, C6 e C7 e inerva o serrátil anterior, que faz protração e rotação superior da escápula.

O nervo torácico longo origina-se das raízes C5, C6 e C7 e inerva o serrátil anterior. Esse músculo realiza a protração da escápula e sua rotação superior durante a elevação do braço. A lesão do nervo leva à escápula alada medial.

Análise das alternativas

A e D) A origem em C4, C5 e C6 está incorreta. C) O romboide maior é inervado pelo nervo dorsal da escápula e faz retração. E) O coracobraquial não é inervado por esse nervo e não é o músculo envolvido.

Referência: Rockwood & Green; Gray's Anatomy.

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Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Epicondilite Medial

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Na epicondilite medial o acometimento mais comum é dos músculos:
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Na epicondilite medial, os músculos mais acometidos são o pronador redondo e o flexor radial do carpo.

A epicondilite medial (cotovelo do golfista) afeta a origem comum dos flexores-pronadores. O pronador redondo e o flexor radial do carpo são os mais comumente acometidos.

Análise das alternativas

B) O flexor ulnar do carpo é menos envolvido. C e D) O flexor comum dos dedos (flexor superficial) é menos acometido que os dois citados na alternativa A. E) O flexor ulnar do carpo é o menos frequente dos envolvidos.

Referência: Campbell's Operative Orthopaedics; Rockwood & Green.

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Ortopedia e Traumatologia Ombro — Instabilidade Glenoumeral Anterior

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A existência de "pera invertida" na glenóide decorre de perda óssea maior que um determinado percentual e indica uma técnica para tratamento cirúrgico, são eles:
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A 'pera invertida' surge com perda óssea glenoidal acima de 25% e indica a cirurgia de Latarjet.

Na perda óssea glenoidal anterior importante, em torno de 25% ou mais, a glenóide perde o formato de pera e passa a se parecer com uma pera invertida. Nesse caso o reparo de partes moles (Bankart) tem alta taxa de falha, e se indica um procedimento de bloqueio ósseo como o Latarjet.

Análise das alternativas

A, B e C) O valor de 12% não corresponde à pera invertida e é insuficiente para indicar bloqueio ósseo isolado, e Bankart, Bristow e McLaughlin não são o tratamento indicado nesse contexto. E) O Remplissage trata a lesão de Hill-Sachs, não a perda óssea glenoidal.

Referência: Burkhart & De Beer, Arthroscopy 2000; Rockwood & Green.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Ombro — Vascularização da Cabeça Umeral

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A vascularização da cabeça umeral se dá, principalmente pela artéria:
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A vascularização principal da cabeça umeral vem da artéria circunflexa posterior.

Estudos de Hettrich e colaboradores mostraram que a artéria circunflexa posterior contribui com a maior parte da perfusão da cabeça umeral, mais do que a circunflexa anterior, antes considerada a principal. A anterior, pelo ramo ascendente, tinha sido vista como dominante por Laing e Gerber.

Análise das alternativas

A) A circunflexa anterior era tida como a principal, mas estudos recentes mostram contribuição menor. C e D) Os termos 'circunflexa medial' e 'lateral' não designam as artérias usuais da cabeça umeral. E) A artéria foveal irriga a cabeça do fêmur, não a do úmero.

Referência: Hettrich et al., J Bone Joint Surg Am 2010; Rockwood & Green.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Fraturas da Cabeça do Rádio

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No tratamento conservador da fratura da cabeça do rádio, a principal complicação é:
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A principal complicação do tratamento conservador da fratura da cabeça do rádio é a perda da extensão.

Após o tratamento não cirúrgico, a perda de extensão do cotovelo é a sequela mais frequente, em geral de poucos graus. A perda de movimento costuma ser mais evidente na extensão do que na flexão ou na rotação do antebraço.

Análise das alternativas

B) A flexão geralmente se preserva melhor que a extensão. C e D) A rotação do antebraço pode diminuir quando há bloqueio mecânico, mas isso é menos comum. E) A dor residual ocorre, mas não é a complicação principal citada pelo gabarito.

Referência: Rockwood & Green; Campbell's Operative Orthopaedics, fraturas da cabeça do rádio.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Ruptura Distal do Bíceps

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No tratamento cirúrgico da ruptura distal do tendão do bíceps braquial, dentre as técnicas cirúrgicas abaixo descritas, qual apresenta o maior risco de ossificação heterotópica?
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A técnica de dupla incisão de Boyd-Anderson é a que mais se associa à ossificação heterotópica.

Na técnica original de Boyd-Anderson, a exposição ampla do rádio proximal, com dissecção subperiosteal da ulna, causa mais trauma ósseo e favorece a sinostose radioulnar e a ossificação heterotópica. A modificação da Mayo Clinic procurou reduzir esse risco.

Análise das alternativas

A) A incisão única tem menor risco de ossificação heterotópica, mas maior risco de lesão neural, em especial do nervo cutâneo lateral do antebraço e do interósseo posterior. B) A fixação por âncoras usa abordagem anterior, com menos dissecção óssea. D) A modificação da Mayo Clinic, sem exposição ulnar subperiosteal, reduziu o risco, mas não o aumentou. E) A técnica artroscópica é pouco invasiva e ainda não é padrão para esse problema.

Referência: Campbell's Operative Orthopaedics, ruptura distal do bíceps.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Ruptura Distal do Bíceps

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Para melhor estudar as lesões distais do bíceps, deve-se solicitar a ressonância magnética com o paciente deitado em:
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A RM do bíceps distal é feita com o paciente em prono, cotovelo fletido sobre a cabeça e antebraço supinado (posição FABS).

A posição FABS (flexed, abducted, supinated) coloca o ombro em abdução, o cotovelo fletido e o antebraço supinado, com o paciente em decúbito ventral. Assim o tendão do bíceps se estende em linha reta até a tuberosidade bicipital, o que melhora sua visualização em um único plano.

Análise das alternativas

A) Supino e antebraço pronado não são a posição de estudo. C) A posição supina não é a posição FABS. B) O cotovelo estendido não é a posição de estudo, e a pronação esconde o tendão. E) O antebraço estendido junto ao corpo, em supino, é a posição de rotina e não mostra bem o tendão.

Referência: Giuffrè & Moss, AJR, RM do bíceps distal (posição FABS).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ortopedia e Traumatologia Ombro — Fraturas do Úmero Proximal

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Na fratura do úmero proximal, a prótese reversa pode ser escolhida ao invés da hemiartroplastia na presença de:
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A prótese reversa é preferida na fratura do úmero proximal com cominuição das tuberosidades.

Quando as tuberosidades estão cominutivas, a consolidação delas é improvável, o que compromete o resultado da hemiartroplastia, que depende dessa consolidação para a função do manguito. A prótese reversa não depende das tuberosidades para a elevação, que é feita pelo deltoide. Por isso ela é uma opção nessa situação.

Análise das alternativas

A) A fratura em 4 partes, isoladamente, pode ser tratada com hemiartroplastia. B) A fratura-luxação anterior não é, por si, indicação de prótese reversa. D) A prótese reversa se indica em pacientes mais idosos, em geral acima de 70 anos, e não abaixo. E) O manguito íntegro favorece a hemiartroplastia. A reversa se indica com manguito deficiente.

Referência: Rockwood & Green, fraturas do úmero proximal.

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Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Artroplastia Total do Cotovelo

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Nas fraturas do úmero distal com indicação de artroplastia total do cotovelo, durante a preparação umeral:
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Na preparação umeral da artroplastia total do cotovelo em fratura, geralmente não são necessários cortes ósseos adicionais.

Nas fraturas do úmero distal tratadas com artroplastia, os fragmentos fraturados já deixam o espaço necessário. Por isso, em geral não se fazem cortes adicionais após remover os fragmentos, e a força do antebraço e do punho não é prejudicada, porque as origens musculares epicondilares são preservadas.

Análise das alternativas

B) Se o implante de teste não assenta, não se deve fresar mais o canal. A causa costuma ser a falta de espaço distal ou o posicionamento incorreto. C) Hastes umerais longas não se relacionam a uma possível prótese de ombro futura, e o valor de 8 cm é inventado. D) O flange anterior deve assentar na altura da base do coronóide? O correto é que o flange fique sobre o osso cortical anterior, com enxerto sob ele, e o enunciado distorce essa descrição. E) A ponta do coronóide não é comumente ressecada. Se isso fosse necessário, comprometeria a estabilidade.

Referência: Campbell's Operative Orthopaedics, capítulo de artroplastia do cotovelo.

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Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Neuropatia Compressiva do Nervo Ulnar

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O principal sítio de compressão do nervo ulnar no cotovelo para pacientes com sintomas compressivos primários é:
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Resolução comentada

O principal sítio de compressão do nervo ulnar no cotovelo é o retináculo do túnel cubital.

Na neuropatia ulnar primária no cotovelo, o local de compressão mais comum é o túnel cubital, cujo teto é o retináculo do túnel cubital (ligamento de Osborne). O nervo é comprimido ali, sobretudo na flexão, quando o retináculo se tensiona.

Análise das alternativas

A) A arcada de Frohse é sítio de compressão do nervo interósseo posterior (radial), não do ulnar. B) O lacertus fibrosus comprime o nervo mediano (síndrome do pronador). C) O plexo vascular de Henry é o leque de vasos recorrentes radiais, ligado ao nervo radial. E) O ligamento de Struthers comprime o nervo mediano no úmero distal, quando há processo supracondilar.

Referência: Rockwood & Green; Campbell's Operative Orthopaedics (nervo ulnar no cotovelo).

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Ortopedia e Traumatologia Ombro — Síndrome do Desfiladeiro Torácico

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O teste utilizado para diagnosticar a síndrome do desfiladeiro torácico é o:
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Resolução comentada

O teste de Adson é usado para diagnosticar a síndrome do desfiladeiro torácico.

O teste de Adson avalia a compressão neurovascular por escaleno anterior, observando o pulso radial com rotação da cabeça, inspiração profunda e extensão do pescoço. É um dos testes clássicos da síndrome do desfiladeiro torácico.

Análise das alternativas

A) Errada: o teste de Jobe avalia o supraespinal. C) Errada: o teste de Patte avalia o infraespinal. D) Errada: o teste de Neer avalia o impacto subacromial. E) Errada: o teste de Fukuda é do sistema vestibular, não do ombro.

Referência: Semiologia do desfiladeiro torácico.

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Ortopedia e Traumatologia Cotovelo — Lesão do Tendão do Tríceps

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Na ruptura espontânea completa do tríceps, o local mais comum de ruptura ocorre na:
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A ruptura do tríceps ocorre mais comumente na inserção no olécrano.

A ruptura espontânea completa do tendão tríceps ocorre mais frequentemente no ponto de inserção no olécrano, como avulsão tendínea, geralmente com um pequeno fragmento ósseo.

Análise das alternativas

B) Errada: a porção tendinosa isolada é menos comum. C) Errada: a junção miotendínea é rara. D) Errada: a porção muscular é rara. E) Errada: a origem proximal da cabeça longa não é o local típico.

Referência: Lesões do tendão do tríceps.

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Ortopedia e Traumatologia Ombro — Exame Físico do Manguito Rotador

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Para as lesões do terço superior do músculo subescapular, o teste de exame físico mais sensível é o:
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Resolução comentada

O teste mais sensível para o terço superior do subescapular é o Bear Hug.

O Bear Hug (Barth) é mais sensível para lesões do terço superior do subescapular, que o lift-off e o Napoleon avaliam menos bem.

Análise das alternativas

A) Errada: o Napoleon avalia principalmente a porção média/inferior. B) Errada: o teste de Gerber é o lift-off. C) Errada: o teste de Patte avalia o infraespinal/redondo menor. D) Errada: o lift-off avalia a porção inferior do subescapular.

Referência: Barth et al., 2006 – Bear Hug test.

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