← Voltar para a lista de provas Hospital Naval Marcílio Dias · Residência Médica — Ombro e Cotovelo (pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia) 50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 50 com gabarito Gabarito disponível A lesão de Bennett corresponde à mineralização posteroinferior da glenóide. A lesão de Bennett é uma ossificação extra-articular na região posteroinferior da glenóide, relacionada à tração do tríceps e da cápsula posterior no ombro do arremessador. É um achado radiográfico associado a dor posterior no arremesso. A e B) O impacto interno foi descrito por Walch (e também Jobe), e não é a lesão de Bennett. D) A frouxidão capsular posterior não define a lesão de Bennett. E) A contratura superior não é o achado; o descrito é a contratura posteroinferior. Referência: Rockwood & Green; Campbell's Operative Orthopaedics (ombro do arremessador). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A complicação mais frequente da artroplastia total do cotovelo é a soltura asséptica. Segundo o gabarito, a soltura asséptica é a complicação mais frequente a longo prazo. Ela decorre do desgaste do polietileno e do estresse mecânico sobre os componentes, e é a principal causa de revisão. B) A fratura intraoperatória é menos frequente. C) A infecção é grave, mas ocorre em menor proporção. D) A instabilidade é mais comum nos modelos não vinculados. E) A lesão do nervo ulnar ocorre, mas é menos frequente. Referência: Campbell's Operative Orthopaedics, artroplastia do cotovelo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A fratura do olécrano sem cominuição, desviada e estável é Mayo tipo 2A. Na classificação de Mayo, o tipo 1 é não desviado, o tipo 2 é desviado e estável (2A não cominutiva e 2B cominutiva), e o tipo 3 é instável, com luxação do cotovelo. Portanto a fratura desviada, estável e sem cominuição é 2A. A e B) O tipo 1 é não desviado (1A não cominutiva, 1B cominutiva). D) O tipo 2B é desviado, estável e cominutivo. E) O tipo 3 é instável, com luxação. Referência: Morrey, classificação de Mayo para fraturas do olécrano. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A sutura de Mason-Allen é preferida no reparo de lesões maciças do manguito rotador. A sutura de Mason-Allen é uma sutura em ponto modificado que oferece maior resistência à tração e menor risco de rasgar o tendão. Por isso é preferida em tendões de qualidade ruim, como nas lesões grandes e maciças do manguito rotador. B) A instabilidade multidirecional utiliza plicatura capsular. C) O Remplissage usa suturas que fixam o infraespinal e a cápsula no defeito de Hill-Sachs. D) A técnica de Munford não é a indicação usual dessa sutura. E) A tenodese do cabo longo usa outras fixações, como parafusos de interferência. Referência: Gerber et al.; Rockwood & Green. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O portal modificado de Neviaser é usado preferencialmente no reparo de lesões do manguito rotador. O portal de Neviaser, na fossa supraespinal, permite acesso e passagem de suturas ao manguito rotador, especialmente ao supraespinal. É útil para o reparo e a passagem de pontos nesse tendão. A) A instabilidade multidirecional usa portais anteriores e posteriores, sobretudo para plicatura capsular. B) A tenodese do cabo longo usa outros portais, em geral anteriores. C) A técnica de Munford é outra técnica distinta, e não se baseia nesse portal. E) O Remplissage usa portais posteriores e anteriores, não o de Neviaser. Referência: Rockwood & Green; Campbell's Operative Orthopaedics (artroscopia do ombro). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A articulação esternoclavicular roda cerca de 45 a 50 graus em torno do próprio eixo. A articulação esternoclavicular tem movimento em três planos. Os valores clássicos são elevação de cerca de 35 graus, movimento anteroposterior combinado de aproximadamente 35 graus e rotação axial de 45 a 50 graus, conforme o gabarito oficial. A e C) Os valores de elevação indicados não correspondem ao descrito. B) O movimento anteroposterior combinado é menor que 55 graus. E) O valor de rotação de 35 a 40 graus é inferior ao descrito. Referência: Rockwood & Green, articulação esternoclavicular. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A instabilidade posterolateral rotatória decorre de carga axial com supinação e valgo. No mecanismo descrito por O'Driscoll, a queda sobre a mão estendida com carga axial, valgo e supinação provoca lesão do complexo ligamentar colateral lateral (ulnar). O antebraço e o rádio se deslocam em rotação posterolateral em relação ao úmero. B) O varo não faz parte do mecanismo, e sim o valgo. C e D) A pronação não é o componente do mecanismo. E) A posição neutra não produz esse padrão. Referência: O'Driscoll et al., 1991; Rockwood & Green. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O nervo torácico longo nasce de C5, C6 e C7 e inerva o serrátil anterior, que faz protração e rotação superior da escápula. O nervo torácico longo origina-se das raízes C5, C6 e C7 e inerva o serrátil anterior. Esse músculo realiza a protração da escápula e sua rotação superior durante a elevação do braço. A lesão do nervo leva à escápula alada medial. A e D) A origem em C4, C5 e C6 está incorreta. C) O romboide maior é inervado pelo nervo dorsal da escápula e faz retração. E) O coracobraquial não é inervado por esse nervo e não é o músculo envolvido. Referência: Rockwood & Green; Gray's Anatomy. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na epicondilite medial, os músculos mais acometidos são o pronador redondo e o flexor radial do carpo. A epicondilite medial (cotovelo do golfista) afeta a origem comum dos flexores-pronadores. O pronador redondo e o flexor radial do carpo são os mais comumente acometidos. B) O flexor ulnar do carpo é menos envolvido. C e D) O flexor comum dos dedos (flexor superficial) é menos acometido que os dois citados na alternativa A. E) O flexor ulnar do carpo é o menos frequente dos envolvidos. Referência: Campbell's Operative Orthopaedics; Rockwood & Green. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A 'pera invertida' surge com perda óssea glenoidal acima de 25% e indica a cirurgia de Latarjet. Na perda óssea glenoidal anterior importante, em torno de 25% ou mais, a glenóide perde o formato de pera e passa a se parecer com uma pera invertida. Nesse caso o reparo de partes moles (Bankart) tem alta taxa de falha, e se indica um procedimento de bloqueio ósseo como o Latarjet. A, B e C) O valor de 12% não corresponde à pera invertida e é insuficiente para indicar bloqueio ósseo isolado, e Bankart, Bristow e McLaughlin não são o tratamento indicado nesse contexto. E) O Remplissage trata a lesão de Hill-Sachs, não a perda óssea glenoidal. Referência: Burkhart & De Beer, Arthroscopy 2000; Rockwood & Green. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A vascularização principal da cabeça umeral vem da artéria circunflexa posterior. Estudos de Hettrich e colaboradores mostraram que a artéria circunflexa posterior contribui com a maior parte da perfusão da cabeça umeral, mais do que a circunflexa anterior, antes considerada a principal. A anterior, pelo ramo ascendente, tinha sido vista como dominante por Laing e Gerber. A) A circunflexa anterior era tida como a principal, mas estudos recentes mostram contribuição menor. C e D) Os termos 'circunflexa medial' e 'lateral' não designam as artérias usuais da cabeça umeral. E) A artéria foveal irriga a cabeça do fêmur, não a do úmero. Referência: Hettrich et al., J Bone Joint Surg Am 2010; Rockwood & Green. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A principal complicação do tratamento conservador da fratura da cabeça do rádio é a perda da extensão. Após o tratamento não cirúrgico, a perda de extensão do cotovelo é a sequela mais frequente, em geral de poucos graus. A perda de movimento costuma ser mais evidente na extensão do que na flexão ou na rotação do antebraço. B) A flexão geralmente se preserva melhor que a extensão. C e D) A rotação do antebraço pode diminuir quando há bloqueio mecânico, mas isso é menos comum. E) A dor residual ocorre, mas não é a complicação principal citada pelo gabarito. Referência: Rockwood & Green; Campbell's Operative Orthopaedics, fraturas da cabeça do rádio. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A técnica de dupla incisão de Boyd-Anderson é a que mais se associa à ossificação heterotópica. Na técnica original de Boyd-Anderson, a exposição ampla do rádio proximal, com dissecção subperiosteal da ulna, causa mais trauma ósseo e favorece a sinostose radioulnar e a ossificação heterotópica. A modificação da Mayo Clinic procurou reduzir esse risco. A) A incisão única tem menor risco de ossificação heterotópica, mas maior risco de lesão neural, em especial do nervo cutâneo lateral do antebraço e do interósseo posterior. B) A fixação por âncoras usa abordagem anterior, com menos dissecção óssea. D) A modificação da Mayo Clinic, sem exposição ulnar subperiosteal, reduziu o risco, mas não o aumentou. E) A técnica artroscópica é pouco invasiva e ainda não é padrão para esse problema. Referência: Campbell's Operative Orthopaedics, ruptura distal do bíceps. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A RM do bíceps distal é feita com o paciente em prono, cotovelo fletido sobre a cabeça e antebraço supinado (posição FABS). A posição FABS (flexed, abducted, supinated) coloca o ombro em abdução, o cotovelo fletido e o antebraço supinado, com o paciente em decúbito ventral. Assim o tendão do bíceps se estende em linha reta até a tuberosidade bicipital, o que melhora sua visualização em um único plano. A) Supino e antebraço pronado não são a posição de estudo. C) A posição supina não é a posição FABS. B) O cotovelo estendido não é a posição de estudo, e a pronação esconde o tendão. E) O antebraço estendido junto ao corpo, em supino, é a posição de rotina e não mostra bem o tendão. Referência: Giuffrè & Moss, AJR, RM do bíceps distal (posição FABS). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A prótese reversa é preferida na fratura do úmero proximal com cominuição das tuberosidades. Quando as tuberosidades estão cominutivas, a consolidação delas é improvável, o que compromete o resultado da hemiartroplastia, que depende dessa consolidação para a função do manguito. A prótese reversa não depende das tuberosidades para a elevação, que é feita pelo deltoide. Por isso ela é uma opção nessa situação. A) A fratura em 4 partes, isoladamente, pode ser tratada com hemiartroplastia. B) A fratura-luxação anterior não é, por si, indicação de prótese reversa. D) A prótese reversa se indica em pacientes mais idosos, em geral acima de 70 anos, e não abaixo. E) O manguito íntegro favorece a hemiartroplastia. A reversa se indica com manguito deficiente. Referência: Rockwood & Green, fraturas do úmero proximal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na preparação umeral da artroplastia total do cotovelo em fratura, geralmente não são necessários cortes ósseos adicionais. Nas fraturas do úmero distal tratadas com artroplastia, os fragmentos fraturados já deixam o espaço necessário. Por isso, em geral não se fazem cortes adicionais após remover os fragmentos, e a força do antebraço e do punho não é prejudicada, porque as origens musculares epicondilares são preservadas. B) Se o implante de teste não assenta, não se deve fresar mais o canal. A causa costuma ser a falta de espaço distal ou o posicionamento incorreto. C) Hastes umerais longas não se relacionam a uma possível prótese de ombro futura, e o valor de 8 cm é inventado. D) O flange anterior deve assentar na altura da base do coronóide? O correto é que o flange fique sobre o osso cortical anterior, com enxerto sob ele, e o enunciado distorce essa descrição. E) A ponta do coronóide não é comumente ressecada. Se isso fosse necessário, comprometeria a estabilidade. Referência: Campbell's Operative Orthopaedics, capítulo de artroplastia do cotovelo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O principal sítio de compressão do nervo ulnar no cotovelo é o retináculo do túnel cubital. Na neuropatia ulnar primária no cotovelo, o local de compressão mais comum é o túnel cubital, cujo teto é o retináculo do túnel cubital (ligamento de Osborne). O nervo é comprimido ali, sobretudo na flexão, quando o retináculo se tensiona. A) A arcada de Frohse é sítio de compressão do nervo interósseo posterior (radial), não do ulnar. B) O lacertus fibrosus comprime o nervo mediano (síndrome do pronador). C) O plexo vascular de Henry é o leque de vasos recorrentes radiais, ligado ao nervo radial. E) O ligamento de Struthers comprime o nervo mediano no úmero distal, quando há processo supracondilar. Referência: Rockwood & Green; Campbell's Operative Orthopaedics (nervo ulnar no cotovelo). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O teste de Adson é usado para diagnosticar a síndrome do desfiladeiro torácico. O teste de Adson avalia a compressão neurovascular por escaleno anterior, observando o pulso radial com rotação da cabeça, inspiração profunda e extensão do pescoço. É um dos testes clássicos da síndrome do desfiladeiro torácico. A) Errada: o teste de Jobe avalia o supraespinal. C) Errada: o teste de Patte avalia o infraespinal. D) Errada: o teste de Neer avalia o impacto subacromial. E) Errada: o teste de Fukuda é do sistema vestibular, não do ombro. Referência: Semiologia do desfiladeiro torácico. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A ruptura do tríceps ocorre mais comumente na inserção no olécrano. A ruptura espontânea completa do tendão tríceps ocorre mais frequentemente no ponto de inserção no olécrano, como avulsão tendínea, geralmente com um pequeno fragmento ósseo. B) Errada: a porção tendinosa isolada é menos comum. C) Errada: a junção miotendínea é rara. D) Errada: a porção muscular é rara. E) Errada: a origem proximal da cabeça longa não é o local típico. Referência: Lesões do tendão do tríceps. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O teste mais sensível para o terço superior do subescapular é o Bear Hug. O Bear Hug (Barth) é mais sensível para lesões do terço superior do subescapular, que o lift-off e o Napoleon avaliam menos bem. A) Errada: o Napoleon avalia principalmente a porção média/inferior. B) Errada: o teste de Gerber é o lift-off. C) Errada: o teste de Patte avalia o infraespinal/redondo menor. D) Errada: o lift-off avalia a porção inferior do subescapular. Referência: Barth et al., 2006 – Bear Hug test. Resolução comentada do VaiConcursos.Marinha do Brasil — SSPM — PRM/2025 (Hospital Naval Marcílio Dias) — Pré-requisito em Ortopedia e Traumatologia: Ombro e Cotovelo — Prova Amarela
Resolução comentada
Análise das alternativas
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O nervo torácico longo tem origem nas raízes de __________ após cruzar a primeira costela ele percorre entre 10 e 20 cm até seu ramo motor inervar o músculo __________, que realiza a __________ e rotação __________ da escápula durante a elevação frontal do ombro.Resolução comentada
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A lesão de Bennett, no ombro do arremessador, corresponde à:
A complicação mais frequente da artroplastia total do cotovelo é a:
Uma fratura do olecrano não cominuta e com desvio, porém estável, é classificada por Mayo como sendo do tipo:
Usa-se, preferencialmente, a sutura tipo Mason Allen em:
Usa-se, preferencialmente, o portal modificado de Neviaser em procedimentos como:
Sobre o arco de movimento da articulação esternoclavicular, podemos dizer que realiza:
A instabilidade póstero lateral rotatória decorre da combinação da carga axial com os movimentos de:
A escápula alada é uma deformidade que pode gerar repercussões estéticas e biomecânicas no ombro. Sobre esse tema, marque a opção que melhor preenche as lacunas da seguinte frase:
Na epicondilite medial o acometimento mais comum é dos músculos:
A existência de "pera invertida" na glenóide decorre de perda óssea maior que um determinado percentual e indica uma técnica para tratamento cirúrgico, são eles:
A vascularização da cabeça umeral se dá, principalmente pela artéria:
No tratamento conservador da fratura da cabeça do rádio, a principal complicação é:
No tratamento cirúrgico da ruptura distal do tendão do bíceps braquial, dentre as técnicas cirúrgicas abaixo descritas, qual apresenta o maior risco de ossificação heterotópica?
Para melhor estudar as lesões distais do bíceps, deve-se solicitar a ressonância magnética com o paciente deitado em:
Na fratura do úmero proximal, a prótese reversa pode ser escolhida ao invés da hemiartroplastia na presença de:
Nas fraturas do úmero distal com indicação de artroplastia total do cotovelo, durante a preparação umeral:
O principal sítio de compressão do nervo ulnar no cotovelo para pacientes com sintomas compressivos primários é:
O teste utilizado para diagnosticar a síndrome do desfiladeiro torácico é o:
Na ruptura espontânea completa do tríceps, o local mais comum de ruptura ocorre na:
Para as lesões do terço superior do músculo subescapular, o teste de exame físico mais sensível é o: