Pular para o conteúdo

Provas

← Voltar para a lista de provas

AFA — Exame de Admissão ao CFOAV/CFOINT/CFOINF 2014 — Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa, Física e Redação — Versão A

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF)

Academia da Força Aérea (AFA)2013Médio

65 questões nesta prova · página 1 de 4 · 64 com gabarito

Língua Portuguesa Variação Linguística — Linguagem Formal e Informal

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
A MOÇA E A CALÇA
Foi no Cinema Pax, em Ipanema. O filme em
exibição é ruim: “O menino mágico”. Se mágico adulto
geralmente é chato, imaginem menino. Mas isso não
vem ao caso. O que vem ao caso é a mocinha muito da
5 redondinha, condição que seu traje apertadinho deixava
sobejamente clara. A mocinha chegou, comprou a
entrada, apanhou, foi até a porta, mas aí o porteiro olhou
pra ela e disse que ela não podia entrar:
_ Não posso por quê?
10 _ A senhora está de “Saint-Tropez”.
_ E daí?
Daí o porteiro olhou pras exuberâncias físicas
dela, sorriu e foi um bocado sincero: _ Por mim a
senhora entrava. (Provavelmente completou baixinho... e
15 entrava bem.) Mas o gerente tinha dado ordem de que
não podia com aquela calça bossa-nova e, sabe como
é... ele tinha que obedecer, de maneira que sentia muito,
mas com aquela calça não.
_ O senhor não vai querer que eu tire a calça.
20 Nós, que estávamos perto, quase respondemos
por ele: _ Como não, dona! _ Mas ela não queria
resposta. Queria era discutir a legitimidade de suas
apertadas calças “Saint-Tropez”. Disse então que suas
calças eram tão compridas como outras quaisquer. O
25 cinema Pax é dos padres e talvez por causa desse
detalhe é que não pode “Saint-Tropez”. A calça, de fato,
era comprida como as outras, mas embaixo. Em cima
era curta demais. O umbigo ficava ali, isolado,
parecendo até o representante de Cuba em conferências
30 panamericanas.
_ Quer dizer que com minhas calças eu não
entro? _ Quis ela saber ainda mais uma vez. E vendo o
porteiro balançar a cabeça em sinal negativo, tornou a
perguntar: _ E de saia?
35 De saia podia. Ela então abriu a bolsa, tirou
uma saia que estava dentro, toda embrulhadinha (devia
ser pra presente). Desembrulhou e vestiu ali mesmo, por
cima do pomo da discórdia. No caso, a calça “Saint-
Tropez”. Depois, calmamente, afrouxou a calça e deixou
40 que a dita escorresse saia abaixo. Apanhou, guardou na
bolsa e entrou com uma altivez que só vendo.
Enquanto rasgava o bilhete, o porteiro
comentou:
_ Faço votos que ela tenha outra por baixo.
45 Outra calça, naturalmente.
(Stanislaw Ponte Preta)

O texto, embora escrito seguindo as regras da norma padrão culta da língua, apresenta, em várias momentos, estruturas com características de informalidade e coloquialismo. Assinale a alternativa em que o trecho NÃO está de acordo com a afirmativa acima.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Trecho que não apresenta informalidade ou coloquialismo.

"Pomo da discórdia" é uma expressão culta, de origem mitológica, que não tem tom coloquial. Por isso o trecho B não está de acordo com a afirmativa.

Análise das alternativas

A) Informal: "pra ela", "aí". C) Coloca marcas de oralidade: "não podia com", "sabe como é...". D) Coloquial: "uma altivez que só vendo".

Referência: Variação linguística: registro formal e informal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
A MOÇA E A CALÇA
Foi no Cinema Pax, em Ipanema. O filme em
exibição é ruim: “O menino mágico”. Se mágico adulto
geralmente é chato, imaginem menino. Mas isso não
vem ao caso. O que vem ao caso é a mocinha muito da
5 redondinha, condição que seu traje apertadinho deixava
sobejamente clara. A mocinha chegou, comprou a
entrada, apanhou, foi até a porta, mas aí o porteiro olhou
pra ela e disse que ela não podia entrar:
_ Não posso por quê?
10 _ A senhora está de “Saint-Tropez”.
_ E daí?
Daí o porteiro olhou pras exuberâncias físicas
dela, sorriu e foi um bocado sincero: _ Por mim a
senhora entrava. (Provavelmente completou baixinho... e
15 entrava bem.) Mas o gerente tinha dado ordem de que
não podia com aquela calça bossa-nova e, sabe como
é... ele tinha que obedecer, de maneira que sentia muito,
mas com aquela calça não.
_ O senhor não vai querer que eu tire a calça.
20 Nós, que estávamos perto, quase respondemos
por ele: _ Como não, dona! _ Mas ela não queria
resposta. Queria era discutir a legitimidade de suas
apertadas calças “Saint-Tropez”. Disse então que suas
calças eram tão compridas como outras quaisquer. O
25 cinema Pax é dos padres e talvez por causa desse
detalhe é que não pode “Saint-Tropez”. A calça, de fato,
era comprida como as outras, mas embaixo. Em cima
era curta demais. O umbigo ficava ali, isolado,
parecendo até o representante de Cuba em conferências
30 panamericanas.
_ Quer dizer que com minhas calças eu não
entro? _ Quis ela saber ainda mais uma vez. E vendo o
porteiro balançar a cabeça em sinal negativo, tornou a
perguntar: _ E de saia?
35 De saia podia. Ela então abriu a bolsa, tirou
uma saia que estava dentro, toda embrulhadinha (devia
ser pra presente). Desembrulhou e vestiu ali mesmo, por
cima do pomo da discórdia. No caso, a calça “Saint-
Tropez”. Depois, calmamente, afrouxou a calça e deixou
40 que a dita escorresse saia abaixo. Apanhou, guardou na
bolsa e entrou com uma altivez que só vendo.
Enquanto rasgava o bilhete, o porteiro
comentou:
_ Faço votos que ela tenha outra por baixo.
45 Outra calça, naturalmente.
(Stanislaw Ponte Preta)

O termo sublinhado nos trechos retirados do texto, pode ser substituído pelo que está entre parênteses sem que haja prejuízo do sentido original, nas alternativas abaixo, EXCETO em
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Inferência

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
A MOÇA E A CALÇA
Foi no Cinema Pax, em Ipanema. O filme em
exibição é ruim: “O menino mágico”. Se mágico adulto
geralmente é chato, imaginem menino. Mas isso não
vem ao caso. O que vem ao caso é a mocinha muito da
5 redondinha, condição que seu traje apertadinho deixava
sobejamente clara. A mocinha chegou, comprou a
entrada, apanhou, foi até a porta, mas aí o porteiro olhou
pra ela e disse que ela não podia entrar:
_ Não posso por quê?
10 _ A senhora está de “Saint-Tropez”.
_ E daí?
Daí o porteiro olhou pras exuberâncias físicas
dela, sorriu e foi um bocado sincero: _ Por mim a
senhora entrava. (Provavelmente completou baixinho... e
15 entrava bem.) Mas o gerente tinha dado ordem de que
não podia com aquela calça bossa-nova e, sabe como
é... ele tinha que obedecer, de maneira que sentia muito,
mas com aquela calça não.
_ O senhor não vai querer que eu tire a calça.
20 Nós, que estávamos perto, quase respondemos
por ele: _ Como não, dona! _ Mas ela não queria
resposta. Queria era discutir a legitimidade de suas
apertadas calças “Saint-Tropez”. Disse então que suas
calças eram tão compridas como outras quaisquer. O
25 cinema Pax é dos padres e talvez por causa desse
detalhe é que não pode “Saint-Tropez”. A calça, de fato,
era comprida como as outras, mas embaixo. Em cima
era curta demais. O umbigo ficava ali, isolado,
parecendo até o representante de Cuba em conferências
30 panamericanas.
_ Quer dizer que com minhas calças eu não
entro? _ Quis ela saber ainda mais uma vez. E vendo o
porteiro balançar a cabeça em sinal negativo, tornou a
perguntar: _ E de saia?
35 De saia podia. Ela então abriu a bolsa, tirou
uma saia que estava dentro, toda embrulhadinha (devia
ser pra presente). Desembrulhou e vestiu ali mesmo, por
cima do pomo da discórdia. No caso, a calça “Saint-
Tropez”. Depois, calmamente, afrouxou a calça e deixou
40 que a dita escorresse saia abaixo. Apanhou, guardou na
bolsa e entrou com uma altivez que só vendo.
Enquanto rasgava o bilhete, o porteiro
comentou:
_ Faço votos que ela tenha outra por baixo.
45 Outra calça, naturalmente.
(Stanislaw Ponte Preta)

A partir da leitura do texto pode-se inferir que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Inferência: o rigor do porteiro se explica por o cinema ser dos padres.

O narrador observa que o cinema Pax é dos padres e que "talvez por causa desse detalhe é que não pode Saint-Tropez". Isso permite inferir que a proibição e o cumprimento da ordem pelo porteiro decorrem de o cinema pertencer a padres.

Análise das alternativas

A) Distorce a comparação do umbigo isolado com o representante de Cuba, que é humorística e não trata de estética. C) O texto não diz que ela foi propositalmente para legitimar a moda. D) O texto afirma que a calça era comprida; o problema era a calça justa e curta, e não a proibição de calças em geral.

Referência: Interpretação de texto: inferência.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Morfologia — Grau do Substantivo e do Adjetivo (Valor Semântico do Diminutivo)

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
A MOÇA E A CALÇA
Foi no Cinema Pax, em Ipanema. O filme em
exibição é ruim: “O menino mágico”. Se mágico adulto
geralmente é chato, imaginem menino. Mas isso não
vem ao caso. O que vem ao caso é a mocinha muito da
5 redondinha, condição que seu traje apertadinho deixava
sobejamente clara. A mocinha chegou, comprou a
entrada, apanhou, foi até a porta, mas aí o porteiro olhou
pra ela e disse que ela não podia entrar:
_ Não posso por quê?
10 _ A senhora está de “Saint-Tropez”.
_ E daí?
Daí o porteiro olhou pras exuberâncias físicas
dela, sorriu e foi um bocado sincero: _ Por mim a
senhora entrava. (Provavelmente completou baixinho... e
15 entrava bem.) Mas o gerente tinha dado ordem de que
não podia com aquela calça bossa-nova e, sabe como
é... ele tinha que obedecer, de maneira que sentia muito,
mas com aquela calça não.
_ O senhor não vai querer que eu tire a calça.
20 Nós, que estávamos perto, quase respondemos
por ele: _ Como não, dona! _ Mas ela não queria
resposta. Queria era discutir a legitimidade de suas
apertadas calças “Saint-Tropez”. Disse então que suas
calças eram tão compridas como outras quaisquer. O
25 cinema Pax é dos padres e talvez por causa desse
detalhe é que não pode “Saint-Tropez”. A calça, de fato,
era comprida como as outras, mas embaixo. Em cima
era curta demais. O umbigo ficava ali, isolado,
parecendo até o representante de Cuba em conferências
30 panamericanas.
_ Quer dizer que com minhas calças eu não
entro? _ Quis ela saber ainda mais uma vez. E vendo o
porteiro balançar a cabeça em sinal negativo, tornou a
perguntar: _ E de saia?
35 De saia podia. Ela então abriu a bolsa, tirou
uma saia que estava dentro, toda embrulhadinha (devia
ser pra presente). Desembrulhou e vestiu ali mesmo, por
cima do pomo da discórdia. No caso, a calça “Saint-
Tropez”. Depois, calmamente, afrouxou a calça e deixou
40 que a dita escorresse saia abaixo. Apanhou, guardou na
bolsa e entrou com uma altivez que só vendo.
Enquanto rasgava o bilhete, o porteiro
comentou:
_ Faço votos que ela tenha outra por baixo.
45 Outra calça, naturalmente.
(Stanislaw Ponte Preta)

A variação de grau das palavras é, muitas vezes, utilizada para expressar outras ideias que não o aumento ou diminuição das proporções. Assim, elas são utilizadas para expressar depreciação, carinho, simpatia, intensificação, etc.

Assinale a alternativa em que o diminutivo expressa uma ideia DIFERENTE das demais.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Diminutivo com valor diferente dos demais.

Em "embrulhadinha", "baixinho" e "apertadinho", o diminutivo expressa afetividade, ironia ou intensificação, com tom informal. Em "mocinha", o diminutivo indica sobretudo a ideia de jovem, de moça pouco crescida, sentido mais ligado à idade. Por isso C é a diferente.

Análise das alternativas

A, B e D empregam o diminutivo com valor afetivo, expressivo ou intensificador, em tom coloquial e humorístico, e por isso formam o grupo igual.

Referência: Morfologia: grau do substantivo e do adjetivo; valor expressivo do diminutivo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Norma Padrão — Identificação de Desvios Gramaticais e Ortográficos

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Assinale a alternativa que apresenta apenas uma infração à norma padrão da língua.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Alternativa com apenas um desvio da norma padrão.

Em D o único desvio é a ausência de crase: o correto é "discordância às ordens moralistas", pois discordar exige a preposição a somada ao artigo as. Não há outro desvio na frase.

Análise das alternativas

A) Tem mais de um erro: "porquê" (sem acento, por ser substantivo? o correto é "o porquê") e "abisurda" (abs-). B) "Obedecer o gerente" deveria ser "ao gerente", além de outros problemas de estruturação. C) "Chegou na porta" (coloquial) e "exceço" (excesso) são dois desvios.

Referência: Crase; regência nominal; ortografia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Inferência

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
A FAVOR DA DIFERENÇA, CONTRA TODA DESIGUALDADE *
A maioria das pessoas acredita que está isenta
de preconceitos. No entanto até sua linguagem contradiz
esta crença. De modo especial, o corpo, que deveria ser
um elemento de agregação e de comunicação, se torna
5 elemento de discriminação.
Coube-me fazer uma pesquisa com dez
adolescentes sobre a presença da violência na escola
através da palavra. Todos afirmaram que já agrediram e
foram agredidos com palavras. Surpreende que os
10 adolescentes veem no corpo um elemento de
discriminação. A obesidade, a altura, pequenos defeitos
físicos são motivos de preconceito.
Acontece que nossa sociedade seleciona um
determinado corpo como modelo e quem não obedece a
15 este padrão está fora de cogitação. Num país de pobres
que não conseguem ter uma alimentação equilibrada e
nem os cuidados mínimos com a saúde, a consequência
é a marginalização.
As pessoas com necessidades especiais
20 também são consideradas anormais. É muito comum
agredir verbalmente as pessoas chamando-as de
retardadas. Até os pobres entram na dança da agressão.
Um xingamento comum é o de vileiro ou favelado. E o
que dizer dos adolescentes homossexuais?
25
Diferença x desigualdade
Existe a visão de que a diferença se identifica
com a desigualdade. Há um padrão de ser humano
30 estandardizado e único que deve servir de metro para o
julgamento das pessoas. O grande desafio para a
educação é descobrir este currículo oculto verdadeiro e
forte para enfrentá-lo adequadamente.
Há pessoas que dizem que só a educação é
35 capaz de salvar e desenvolver um país. Até aqui todos
estão de acordo. Contudo é importante se perguntar
qual é o tipo de educação necessária para um país
como o Brasil, que tem uma das maiores concentrações
de renda do mundo. Há pessoas que tiveram acesso a
40 todos os estudos possíveis e, no entanto, continuam
defendendo uma sociedade livre sem ser justa, o que,
convenhamos é uma grande possibilidade.
Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do MEC,
45 demonstrou que quanto mais preconceito e práticas
discriminatórias existem numa escola, pior é o
desempenho de seus estudantes. Foram entrevistadas
18.500 pessoas entre alunos, pais, diretores,
professores e funcionários de 501 escolas de todo o
50 Brasil. Do total de estudantes entrevistados, 70% têm
menos de 20 anos.
Esta pesquisa revela que praticamente todos os
entrevistados (99,3%) têm preconceito em algum nível.
Sobre contra quem eles admitem ter preconceito,
55 revelaram: homossexual, deficiente mental, cigano,
deficiente físico.
Enquanto a educação não enfrentar essas
questões, o que está acontecendo em nossas escolas é
apenas uma transmissão de conteúdos, um verniz
60 colorido que não penetra o profundo, a consciência e o
coração das pessoas. (...)
SANDRINI, Marcos. Mundo jovem. Realidade brasileira Fevereiro de 2013.
*O texto foi reproduzido na íntegra, respeitando-se todas as construções
sintáticas da forma como nele apareceram.

Assinale a alternativa que apresenta uma inferência INCORRETA.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Inferência incorreta sobre os pobres e as agressões verbais.

O texto diz que "até os pobres entram na dança da agressão", ou seja, que também agridem verbalmente. Isso não permite concluir que os pobres sejam as maiores vítimas de xingamentos. Essa afirmação é indevida, e por isso C é a inferência incorreta.

Análise das alternativas

A) Correta: o texto associa diferença a desigualdade. B) Correta: o padrão de corpo é inalcançável para quem não se alimenta nem cuida da saúde. D) Correta: segundo a pesquisa da Fipe, mais preconceito significa pior desempenho dos estudantes.

Referência: Interpretação de texto: inferência.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Morfologia — Classificação Morfológica do Vocábulo “a”

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
A FAVOR DA DIFERENÇA, CONTRA TODA DESIGUALDADE *
A maioria das pessoas acredita que está isenta
de preconceitos. No entanto até sua linguagem contradiz
esta crença. De modo especial, o corpo, que deveria ser
um elemento de agregação e de comunicação, se torna
5 elemento de discriminação.
Coube-me fazer uma pesquisa com dez
adolescentes sobre a presença da violência na escola
através da palavra. Todos afirmaram que já agrediram e
foram agredidos com palavras. Surpreende que os
10 adolescentes veem no corpo um elemento de
discriminação. A obesidade, a altura, pequenos defeitos
físicos são motivos de preconceito.
Acontece que nossa sociedade seleciona um
determinado corpo como modelo e quem não obedece a
15 este padrão está fora de cogitação. Num país de pobres
que não conseguem ter uma alimentação equilibrada e
nem os cuidados mínimos com a saúde, a consequência
é a marginalização.
As pessoas com necessidades especiais
20 também são consideradas anormais. É muito comum
agredir verbalmente as pessoas chamando-as de
retardadas. Até os pobres entram na dança da agressão.
Um xingamento comum é o de vileiro ou favelado. E o
que dizer dos adolescentes homossexuais?
25
Diferença x desigualdade
Existe a visão de que a diferença se identifica
com a desigualdade. Há um padrão de ser humano
30 estandardizado e único que deve servir de metro para o
julgamento das pessoas. O grande desafio para a
educação é descobrir este currículo oculto verdadeiro e
forte para enfrentá-lo adequadamente.
Há pessoas que dizem que só a educação é
35 capaz de salvar e desenvolver um país. Até aqui todos
estão de acordo. Contudo é importante se perguntar
qual é o tipo de educação necessária para um país
como o Brasil, que tem uma das maiores concentrações
de renda do mundo. Há pessoas que tiveram acesso a
40 todos os estudos possíveis e, no entanto, continuam
defendendo uma sociedade livre sem ser justa, o que,
convenhamos é uma grande possibilidade.
Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do MEC,
45 demonstrou que quanto mais preconceito e práticas
discriminatórias existem numa escola, pior é o
desempenho de seus estudantes. Foram entrevistadas
18.500 pessoas entre alunos, pais, diretores,
professores e funcionários de 501 escolas de todo o
50 Brasil. Do total de estudantes entrevistados, 70% têm
menos de 20 anos.
Esta pesquisa revela que praticamente todos os
entrevistados (99,3%) têm preconceito em algum nível.
Sobre contra quem eles admitem ter preconceito,
55 revelaram: homossexual, deficiente mental, cigano,
deficiente físico.
Enquanto a educação não enfrentar essas
questões, o que está acontecendo em nossas escolas é
apenas uma transmissão de conteúdos, um verniz
60 colorido que não penetra o profundo, a consciência e o
coração das pessoas. (...)
SANDRINI, Marcos. Mundo jovem. Realidade brasileira Fevereiro de 2013.
*O texto foi reproduzido na íntegra, respeitando-se todas as construções
sintáticas da forma como nele apareceram.

Leia o excerto abaixo:

Excerto em itálico: “Há pessoas que tiveram acesso a todos os estudos possíveis..”, com o vocábulo “a” (antes de “todos”) sublinhado.

Assinale a alternativa em que o termo destacado classifica-se, morfologicamente, da mesma maneira que o sublinhado no recorte acima.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Sintaxe — Termos da Oração e Transitividade Verbal

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
A FAVOR DA DIFERENÇA, CONTRA TODA DESIGUALDADE *
A maioria das pessoas acredita que está isenta
de preconceitos. No entanto até sua linguagem contradiz
esta crença. De modo especial, o corpo, que deveria ser
um elemento de agregação e de comunicação, se torna
5 elemento de discriminação.
Coube-me fazer uma pesquisa com dez
adolescentes sobre a presença da violência na escola
através da palavra. Todos afirmaram que já agrediram e
foram agredidos com palavras. Surpreende que os
10 adolescentes veem no corpo um elemento de
discriminação. A obesidade, a altura, pequenos defeitos
físicos são motivos de preconceito.
Acontece que nossa sociedade seleciona um
determinado corpo como modelo e quem não obedece a
15 este padrão está fora de cogitação. Num país de pobres
que não conseguem ter uma alimentação equilibrada e
nem os cuidados mínimos com a saúde, a consequência
é a marginalização.
As pessoas com necessidades especiais
20 também são consideradas anormais. É muito comum
agredir verbalmente as pessoas chamando-as de
retardadas. Até os pobres entram na dança da agressão.
Um xingamento comum é o de vileiro ou favelado. E o
que dizer dos adolescentes homossexuais?
25
Diferença x desigualdade
Existe a visão de que a diferença se identifica
com a desigualdade. Há um padrão de ser humano
30 estandardizado e único que deve servir de metro para o
julgamento das pessoas. O grande desafio para a
educação é descobrir este currículo oculto verdadeiro e
forte para enfrentá-lo adequadamente.
Há pessoas que dizem que só a educação é
35 capaz de salvar e desenvolver um país. Até aqui todos
estão de acordo. Contudo é importante se perguntar
qual é o tipo de educação necessária para um país
como o Brasil, que tem uma das maiores concentrações
de renda do mundo. Há pessoas que tiveram acesso a
40 todos os estudos possíveis e, no entanto, continuam
defendendo uma sociedade livre sem ser justa, o que,
convenhamos é uma grande possibilidade.
Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do MEC,
45 demonstrou que quanto mais preconceito e práticas
discriminatórias existem numa escola, pior é o
desempenho de seus estudantes. Foram entrevistadas
18.500 pessoas entre alunos, pais, diretores,
professores e funcionários de 501 escolas de todo o
50 Brasil. Do total de estudantes entrevistados, 70% têm
menos de 20 anos.
Esta pesquisa revela que praticamente todos os
entrevistados (99,3%) têm preconceito em algum nível.
Sobre contra quem eles admitem ter preconceito,
55 revelaram: homossexual, deficiente mental, cigano,
deficiente físico.
Enquanto a educação não enfrentar essas
questões, o que está acontecendo em nossas escolas é
apenas uma transmissão de conteúdos, um verniz
60 colorido que não penetra o profundo, a consciência e o
coração das pessoas. (...)
SANDRINI, Marcos. Mundo jovem. Realidade brasileira Fevereiro de 2013.
*O texto foi reproduzido na íntegra, respeitando-se todas as construções
sintáticas da forma como nele apareceram.

Observe as estruturas sintáticas abaixo.

Estruturas I a V com trechos sublinhados. I. “Coube-me fazer uma pesquisa com dez adolescentes...” (ℓ. 6 e 7) — sublinhado: fazer uma pesquisa com dez adolescentes. II. “Acontece que nossa sociedade seleciona um determinado corpo como modelo...” (ℓ. 13 e 14) — sublinhado: que nossa sociedade seleciona um determinado corpo como modelo. III. “Existe a visão de que a diferença se identifica com a desigualdade.” (ℓ. 28 e 29) — sublinhado: a visão de que a diferença se identifica com a desigualdade. IV. “Há pessoas que dizem que só a educação é capaz de salvar e desenvolver um país.” (ℓ. 34 e 35) — sublinhado: pessoas. V. “Há um padrão de ser humano estandardizado...” (ℓ. 29 e 30) — sublinhado: um padrão de ser humano estandardizado.

Assinale a alternativa em que o comentário apresentado está de acordo com as regras gramaticais para uma norma padrão da língua.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Concordância e Regência — Construções Facultativas

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
A FAVOR DA DIFERENÇA, CONTRA TODA DESIGUALDADE *
A maioria das pessoas acredita que está isenta
de preconceitos. No entanto até sua linguagem contradiz
esta crença. De modo especial, o corpo, que deveria ser
um elemento de agregação e de comunicação, se torna
5 elemento de discriminação.
Coube-me fazer uma pesquisa com dez
adolescentes sobre a presença da violência na escola
através da palavra. Todos afirmaram que já agrediram e
foram agredidos com palavras. Surpreende que os
10 adolescentes veem no corpo um elemento de
discriminação. A obesidade, a altura, pequenos defeitos
físicos são motivos de preconceito.
Acontece que nossa sociedade seleciona um
determinado corpo como modelo e quem não obedece a
15 este padrão está fora de cogitação. Num país de pobres
que não conseguem ter uma alimentação equilibrada e
nem os cuidados mínimos com a saúde, a consequência
é a marginalização.
As pessoas com necessidades especiais
20 também são consideradas anormais. É muito comum
agredir verbalmente as pessoas chamando-as de
retardadas. Até os pobres entram na dança da agressão.
Um xingamento comum é o de vileiro ou favelado. E o
que dizer dos adolescentes homossexuais?
25
Diferença x desigualdade
Existe a visão de que a diferença se identifica
com a desigualdade. Há um padrão de ser humano
30 estandardizado e único que deve servir de metro para o
julgamento das pessoas. O grande desafio para a
educação é descobrir este currículo oculto verdadeiro e
forte para enfrentá-lo adequadamente.
Há pessoas que dizem que só a educação é
35 capaz de salvar e desenvolver um país. Até aqui todos
estão de acordo. Contudo é importante se perguntar
qual é o tipo de educação necessária para um país
como o Brasil, que tem uma das maiores concentrações
de renda do mundo. Há pessoas que tiveram acesso a
40 todos os estudos possíveis e, no entanto, continuam
defendendo uma sociedade livre sem ser justa, o que,
convenhamos é uma grande possibilidade.
Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do MEC,
45 demonstrou que quanto mais preconceito e práticas
discriminatórias existem numa escola, pior é o
desempenho de seus estudantes. Foram entrevistadas
18.500 pessoas entre alunos, pais, diretores,
professores e funcionários de 501 escolas de todo o
50 Brasil. Do total de estudantes entrevistados, 70% têm
menos de 20 anos.
Esta pesquisa revela que praticamente todos os
entrevistados (99,3%) têm preconceito em algum nível.
Sobre contra quem eles admitem ter preconceito,
55 revelaram: homossexual, deficiente mental, cigano,
deficiente físico.
Enquanto a educação não enfrentar essas
questões, o que está acontecendo em nossas escolas é
apenas uma transmissão de conteúdos, um verniz
60 colorido que não penetra o profundo, a consciência e o
coração das pessoas. (...)
SANDRINI, Marcos. Mundo jovem. Realidade brasileira Fevereiro de 2013.
*O texto foi reproduzido na íntegra, respeitando-se todas as construções
sintáticas da forma como nele apareceram.

Na norma padrão da língua, há casos de regência e concordância que admitem duas construções, mantendo o mesmo sentido.

I. “A maioria das pessoas acredita que está isenta...” (ℓ.1)
A maioria das pessoas acreditam que estão isentas...
II. “Há pessoas que tiveram acesso a todos os estudos possíveis ...” (ℓ. 39 e 40)
Há pessoas que tiveram acesso por todos os estudos possíveis ...
III. “É muito comum agredir verbalmente as pessoas chamando-as de retardadas ...” (ℓ. 20 e 21)
É muito comum agredir verbalmente as pessoas chamando-as retardadas...

Exemplificam corretamente essa proposição:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Construções que admitem duas formas na norma padrão: concordância com "a maioria de" e predicativo do objeto.

Em I, com "a maioria das pessoas", o verbo pode concordar com o núcleo (singular) ou com o adjunto (plural), por concordância ideológica. Em III, o verbo "chamar" admite predicativo do objeto com ou sem preposição ("chamar de retardadas" / "chamar retardadas"). Ambas mantêm o sentido.

Análise das alternativas

II está errada: "ter acesso a" é a regência correta, e "por" mudaria o sentido e a regência. Portanto só I e III exemplificam a proposição.

Referência: Concordância verbal com expressões partitivas; regência de "chamar".

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Compreensão

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO III
SOMOS SÓ PARTE DA IMENSA DIVERSIDADE
Protagonista do filme “Colegas”, que estreou sexta, fala da vida
com a síndrome de Down e de como se sente igual a todos.
Protagonista do filme “Colegas”, do diretor
Marcelo Galvão, o ator Ariel Goldenberg, 32, se define
como um “guerreiro”. E ele é. Guerreiro down, diga-se.
Down de síndrome de Down mesmo.(...)
5 O sonho do guerreiro, agora é se firmar na
carreira de ator (pensa em atuar em uma novela) e
estudar para se tornar diretor também.
Abaixo, entrevista de Goldenberg, em que revela o
segredo de seu sucesso e dá dicas sobre como os pais
10 de crianças com Down podem ajudar seus filhos.
Como você avalia o seu desempenho no filme?
Eu dei a minha alma para que o Stallone
expressasse a realidade de um down que luta para
materializar seus sonhos. Stallone sou eu. Tenho
15 orgulho de dizer que fizemos o filme todo em um take
só. Gravamos direto, não houve a necessidade de
refazer cenas porque os atores se esqueceram do texto,
ou porque não colocaram verdade nos personagens.
Você alguma vez se sentiu discriminado por ser
20 down?
Uma vez. E foi, por coincidência, em um
cinema. Eu e a Rita estamos acostumados a ir ao
cinema toda sexta-feira. Sempre fomos tratados com
respeito, mas, naquele dia, o gerente se recusou a
25 aceitar que pagássemos meia-entrada, que é um direito
assegurado aos downs. Ficou claro que ele não nos
queria lá. Me subiu o sangue na hora.
Como você conheceu a Rita?
Entrei no site “Grandes encontros”, que é uma
30 sala de bate-papo para pessoas com deficiência, e a
encontrei. O que ela tem de mais? Nada. Apenas uma
alma pura e os olhos azuis bonitos. Casamos nos rituais
judaico, religião da minha família, e no católico, da
família da Rita.
35 Você se sente um cara diferente das pessoas
comuns?
Não. Eu me sinto igual a todo mundo. Nós
downs perante a sociedade somos downs, mas, perante
Deus, somos normais. É claro que eu sei que temos
40 uma cópia a mais do cromossomo 21. Mas todo dia
nasce um bebê torto, ou loiro, ou moreno, ou mais
inteligente ou menos. Nós somos apenas parte da
imensa diversidade dos seres humanos. Por isso, somos
normais.
45 E ter filhos, você e a Rita não planejam?
Não. Porque dá muito trabalho formar um filho
com a síndrome. E há a probabilidade muito grande de
termos um filho com a síndrome. Eu não quero arriscar.
CAPRIGLIONE, Laura. Folha de São Paulo. 04 de março de 2013.

Assinale a alternativa que NÃO condiz com a ideia presente no fragmento abaixo.

“Nós somos apenas parte da imensa diversidade dos seres humanos. Por isso, somos normais.” (ℓ. 42 a 44)
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Alternativa que não condiz com a ideia de que a pessoa com Down é normal.

O trecho afirma que as pessoas com Down são parte da diversidade humana e, por isso, são normais. Já em "há a probabilidade muito grande de termos um filho com a síndrome. Eu não quero arriscar", a síndrome é tratada como um risco a evitar, o que destoa da ideia de normalidade.

Análise das alternativas

B) Condiz: denuncia a discriminação e reafirma que o direito é de pessoas normais. C) Condiz: a namorada é vista como qualquer pessoa, sem nada de especial. D) Condiz: reconhece a diferença biológica, mas afirma a normalidade perante Deus.

Referência: Interpretação de texto: compreensão e coerência de ideias.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Inferência

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO III
SOMOS SÓ PARTE DA IMENSA DIVERSIDADE
Protagonista do filme “Colegas”, que estreou sexta, fala da vida
com a síndrome de Down e de como se sente igual a todos.
Protagonista do filme “Colegas”, do diretor
Marcelo Galvão, o ator Ariel Goldenberg, 32, se define
como um “guerreiro”. E ele é. Guerreiro down, diga-se.
Down de síndrome de Down mesmo.(...)
5 O sonho do guerreiro, agora é se firmar na
carreira de ator (pensa em atuar em uma novela) e
estudar para se tornar diretor também.
Abaixo, entrevista de Goldenberg, em que revela o
segredo de seu sucesso e dá dicas sobre como os pais
10 de crianças com Down podem ajudar seus filhos.
Como você avalia o seu desempenho no filme?
Eu dei a minha alma para que o Stallone
expressasse a realidade de um down que luta para
materializar seus sonhos. Stallone sou eu. Tenho
15 orgulho de dizer que fizemos o filme todo em um take
só. Gravamos direto, não houve a necessidade de
refazer cenas porque os atores se esqueceram do texto,
ou porque não colocaram verdade nos personagens.
Você alguma vez se sentiu discriminado por ser
20 down?
Uma vez. E foi, por coincidência, em um
cinema. Eu e a Rita estamos acostumados a ir ao
cinema toda sexta-feira. Sempre fomos tratados com
respeito, mas, naquele dia, o gerente se recusou a
25 aceitar que pagássemos meia-entrada, que é um direito
assegurado aos downs. Ficou claro que ele não nos
queria lá. Me subiu o sangue na hora.
Como você conheceu a Rita?
Entrei no site “Grandes encontros”, que é uma
30 sala de bate-papo para pessoas com deficiência, e a
encontrei. O que ela tem de mais? Nada. Apenas uma
alma pura e os olhos azuis bonitos. Casamos nos rituais
judaico, religião da minha família, e no católico, da
família da Rita.
35 Você se sente um cara diferente das pessoas
comuns?
Não. Eu me sinto igual a todo mundo. Nós
downs perante a sociedade somos downs, mas, perante
Deus, somos normais. É claro que eu sei que temos
40 uma cópia a mais do cromossomo 21. Mas todo dia
nasce um bebê torto, ou loiro, ou moreno, ou mais
inteligente ou menos. Nós somos apenas parte da
imensa diversidade dos seres humanos. Por isso, somos
normais.
45 E ter filhos, você e a Rita não planejam?
Não. Porque dá muito trabalho formar um filho
com a síndrome. E há a probabilidade muito grande de
termos um filho com a síndrome. Eu não quero arriscar.
CAPRIGLIONE, Laura. Folha de São Paulo. 04 de março de 2013.

“Tenho orgulho de dizer que fizemos o filme todo em um take só. Gravamos direto, não houve a necessidade de refazer cenas porque os atores se esqueceram do texto, ou porque não colocaram verdade nos personagens.”(ℓ. 14 a 18)

Assinale a alternativa que apresenta uma inferência adequada a respeito do excerto acima.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Inferência sobre a gravação do filme em um só take.

Ao orgulhar-se de ter feito o filme em um só take, sem que os atores esquecessem o texto nem faltasse verdade aos personagens, Ariel mostra que pessoas com deficiência executam tarefas com a mesma competência das demais. Elas podem até superá-las, como ocorreu neste caso. A alternativa C é a inferência adequada.

Análise das alternativas

A) Generaliza de forma preconceituosa e contraria o texto. B) Afirma um nível de exigência menor para pessoas com deficiência, o que o texto não diz. D) Atribui maior agilidade às pessoas com deficiência, ideia que não está no texto.

Referência: Interpretação de texto: inferência.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Morfossintaxe — Classificação de “que” e “para”

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO III
SOMOS SÓ PARTE DA IMENSA DIVERSIDADE
Protagonista do filme “Colegas”, que estreou sexta, fala da vida
com a síndrome de Down e de como se sente igual a todos.
Protagonista do filme “Colegas”, do diretor
Marcelo Galvão, o ator Ariel Goldenberg, 32, se define
como um “guerreiro”. E ele é. Guerreiro down, diga-se.
Down de síndrome de Down mesmo.(...)
5 O sonho do guerreiro, agora é se firmar na
carreira de ator (pensa em atuar em uma novela) e
estudar para se tornar diretor também.
Abaixo, entrevista de Goldenberg, em que revela o
segredo de seu sucesso e dá dicas sobre como os pais
10 de crianças com Down podem ajudar seus filhos.
Como você avalia o seu desempenho no filme?
Eu dei a minha alma para que o Stallone
expressasse a realidade de um down que luta para
materializar seus sonhos. Stallone sou eu. Tenho
15 orgulho de dizer que fizemos o filme todo em um take
só. Gravamos direto, não houve a necessidade de
refazer cenas porque os atores se esqueceram do texto,
ou porque não colocaram verdade nos personagens.
Você alguma vez se sentiu discriminado por ser
20 down?
Uma vez. E foi, por coincidência, em um
cinema. Eu e a Rita estamos acostumados a ir ao
cinema toda sexta-feira. Sempre fomos tratados com
respeito, mas, naquele dia, o gerente se recusou a
25 aceitar que pagássemos meia-entrada, que é um direito
assegurado aos downs. Ficou claro que ele não nos
queria lá. Me subiu o sangue na hora.
Como você conheceu a Rita?
Entrei no site “Grandes encontros”, que é uma
30 sala de bate-papo para pessoas com deficiência, e a
encontrei. O que ela tem de mais? Nada. Apenas uma
alma pura e os olhos azuis bonitos. Casamos nos rituais
judaico, religião da minha família, e no católico, da
família da Rita.
35 Você se sente um cara diferente das pessoas
comuns?
Não. Eu me sinto igual a todo mundo. Nós
downs perante a sociedade somos downs, mas, perante
Deus, somos normais. É claro que eu sei que temos
40 uma cópia a mais do cromossomo 21. Mas todo dia
nasce um bebê torto, ou loiro, ou moreno, ou mais
inteligente ou menos. Nós somos apenas parte da
imensa diversidade dos seres humanos. Por isso, somos
normais.
45 E ter filhos, você e a Rita não planejam?
Não. Porque dá muito trabalho formar um filho
com a síndrome. E há a probabilidade muito grande de
termos um filho com a síndrome. Eu não quero arriscar.
CAPRIGLIONE, Laura. Folha de São Paulo. 04 de março de 2013.

Excerto em itálico: “Eu dei a minha alma para que o Stallone expressasse a realidade de um down que luta para materializar seus sonhos.” (ℓ. 12 a 14), com sublinhado no primeiro “para”, no primeiro “que”, no segundo “que” e no segundo “para”.

Assinale a alternativa correta em relação aos termos sublinhados acima.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Intertextualidade (Direitos Humanos)

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO IV

SER DIFERENTE É NORMAL

Todo mundo tem seu jeito singular
de ser feliz, de viver e de enxergar
se os olhos são maiores ou são orientais
e daí, que diferença faz?
5
Todo mundo tem que ser especial
em oportunidades, em direitos, coisa e tal
seja branco, preto, verde, azul ou lilás
e daí, que diferença faz?
10
Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
Já pensou, sempre tão igual?
Tá na hora de ir em frente:
15 ser diferente é normal!

Todo mundo tem seu jeito singular
de crescer, aparecer e se manifestar
se o peso na balança é de uns quilinhos a mais
20 e daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
em seu sorriso, sua fé e no seu visual
se curte tatuagens ou pinturas naturais
25 e daí, que diferença faz?

Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
já pensou, sempre tão igual?
30 Tá na hora de ir em frente:
Ser diferente é normal!
(Adilson Xavier/ Vinícius Castro)

Na Declaração Universal dos direitos do homem lê-se:“Os direitos humanos são os direitos essenciais a todos os seres humanos, sem que haja discriminação por raça, cor, gênero, idioma, nacionalidade ou por qualquer outro motivo.”

No texto, “Ser diferente é normal”:

I. há alusão ao direito à educação e ao trabalho nas estrofes 2 (dois) e 4 (quatro) .
II. o direito à liberdade de opinião é entrevisto nas estrofes 4 (quatro) e 5 (cinco).
III. a 5ª estrofe tematiza unicamente o direito à liberdade de expressão.

Está(ao) correta(s) a (s) proposição (ões):
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Direitos humanos implícitos no texto "Ser diferente é normal".

O gabarito indica que as três proposições estão corretas. O texto alude a oportunidades e direitos (educação e trabalho) nas estrofes 2 e 4. A liberdade de opinião aparece nas estrofes 4 e 5, no respeito ao modo de crescer e de se manifestar, à fé e ao visual. A 5ª estrofe (sorriso, fé, visual, tatuagens) trata da liberdade de expressão.

Análise das alternativas

A, B e D estão incorretas porque deixam de fora ao menos uma das proposições, e todas (I, II e III) são válidas segundo o gabarito oficial.

Referência: Declaração Universal dos Direitos Humanos; intertextualidade temática.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Versificação — Métrica e Rima

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO IV

SER DIFERENTE É NORMAL

Todo mundo tem seu jeito singular
de ser feliz, de viver e de enxergar
se os olhos são maiores ou são orientais
e daí, que diferença faz?
5
Todo mundo tem que ser especial
em oportunidades, em direitos, coisa e tal
seja branco, preto, verde, azul ou lilás
e daí, que diferença faz?
10
Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
Já pensou, sempre tão igual?
Tá na hora de ir em frente:
15 ser diferente é normal!

Todo mundo tem seu jeito singular
de crescer, aparecer e se manifestar
se o peso na balança é de uns quilinhos a mais
20 e daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
em seu sorriso, sua fé e no seu visual
se curte tatuagens ou pinturas naturais
25 e daí, que diferença faz?

Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
já pensou, sempre tão igual?
30 Tá na hora de ir em frente:
Ser diferente é normal!
(Adilson Xavier/ Vinícius Castro)

A musicalidade de um texto é resultado da utilização de vários recursos. Assinale a alternativa que analisa corretamente os recursos que foram empregados para garantir a musicalidade do texto:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Musicalidade do texto: rimas finais e rima encadeada.

O texto explora rimas no final dos versos (singular/enxergar/orientais/faz). Também há encadeamento sonoro, com sons e estruturas repetidos de um verso para o outro e de uma estrofe para a outra ("igual/legal", "Todo mundo tem..."). Por isso a alternativa B está de acordo com o gabarito.

Análise das alternativas

A) Errada: os versos têm medidas variadas, com muitos versos longos, e não só octossílabos e alexandrinos. C) Errada: as rimas são em grande parte pobres, entre palavras da mesma classe gramatical ou de sons comuns, e não preciosas. D) Errada: as rimas do estribilho não seguem o esquema emparelhado (AABB).

Referência: Versificação: métrica, rima (classificação quanto ao valor, à disposição) e recursos sonoros.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO IV

SER DIFERENTE É NORMAL

Todo mundo tem seu jeito singular
de ser feliz, de viver e de enxergar
se os olhos são maiores ou são orientais
e daí, que diferença faz?
5
Todo mundo tem que ser especial
em oportunidades, em direitos, coisa e tal
seja branco, preto, verde, azul ou lilás
e daí, que diferença faz?
10
Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
Já pensou, sempre tão igual?
Tá na hora de ir em frente:
15 ser diferente é normal!

Todo mundo tem seu jeito singular
de crescer, aparecer e se manifestar
se o peso na balança é de uns quilinhos a mais
20 e daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
em seu sorriso, sua fé e no seu visual
se curte tatuagens ou pinturas naturais
25 e daí, que diferença faz?

Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
já pensou, sempre tão igual?
30 Tá na hora de ir em frente:
Ser diferente é normal!
(Adilson Xavier/ Vinícius Castro)

São recursos estilísticos que foram explorados no texto da canção, EXCETO:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A metonímia não aparece na canção; antítese, repetição e eufemismo sim.

A letra não substitui um termo por outro por relação de proximidade, que é a metonímia. A repetição está no refrão ('e daí, que diferença faz?'). A antítese está em 'igual' x 'diferente'. O eufemismo aparece em 'uns quilinhos a mais'.

Análise das alternativas

B) Antítese: igual/diferente. C) Repetição: refrão e estruturas repetidas. D) Eufemismo: 'uns quilinhos a mais' suaviza 'estar acima do peso'. A metonímia é a exceção.

Referência: Figuras de linguagem

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Valor Semântico de Palavras e Expressões

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO IV

SER DIFERENTE É NORMAL

Todo mundo tem seu jeito singular
de ser feliz, de viver e de enxergar
se os olhos são maiores ou são orientais
e daí, que diferença faz?
5
Todo mundo tem que ser especial
em oportunidades, em direitos, coisa e tal
seja branco, preto, verde, azul ou lilás
e daí, que diferença faz?
10
Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
Já pensou, sempre tão igual?
Tá na hora de ir em frente:
15 ser diferente é normal!

Todo mundo tem seu jeito singular
de crescer, aparecer e se manifestar
se o peso na balança é de uns quilinhos a mais
20 e daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
em seu sorriso, sua fé e no seu visual
se curte tatuagens ou pinturas naturais
25 e daí, que diferença faz?

Já pensou, tudo sempre igual?
Ser mais do mesmo o tempo todo não é tão legal
já pensou, sempre tão igual?
30 Tá na hora de ir em frente:
Ser diferente é normal!
(Adilson Xavier/ Vinícius Castro)

As palavras que ocorrem em um texto têm sempre uma função determinada. Leia os trechos abaixo e analise a função que é indicada para as expressões sublimadas.

Trechos I a IV com expressões sublinhadas. I- “E daí, que diferença faz?” – O termo que exprime um estado de dúvida, de incerteza (sublinhado: daí). II- “Ser mais do mesmo não é tão legal.” - Vocábulo que expressa intensificação (sublinhado: tão). III- “Todo mundo tem que ser especial” – Termo que exprime obrigatoriedade (sublinhado: tem que). IV- “...em oportunidades, em direitos, coisa e tal” – Expressão coloquial utilizada para sugerir impaciência (sublinhado: coisa e tal).

Está(ao) correta(s) apenas
Selecione uma alternativa

Matemática Polinômios — Relações de Girard

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

A equação x³ − 4x² + 5x + 3 = 0 possui as raízes m, p e q.
O valor da expressão m/(pq) + p/(mq) + q/(mp) é
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A expressão é (m²+p²+q²)/(mpq) = 6/(−3) = −2.

Reduzindo ao denominador comum, temos (m² + p² + q²)/(mpq). Por Girard, a soma das raízes é 4, a soma dos produtos dois a dois é 5 e o produto é −3. Logo m² + p² + q² = 16 − 10 = 6, e o valor é 6/(−3) = −2.

Análise das alternativas

B) −3 seria o produto mpq. C) 2 e D) 3 vêm de erro de sinal ou de cálculo da soma dos quadrados. Só −2 resulta da conta correta.

Referência: Relações de Girard

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Probabilidade

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Distribuiu-se, aleatoriamente, 7 bolas iguais em 3 caixas diferentes. Sabendo-se que nenhuma delas ficou vazia, a probabilidade de uma caixa conter, exatamente, 4 bolas é
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Há 15 distribuições com caixas não vazias, 6 delas com uma caixa de 4 bolas: 6/15 = 40%.

Distribuições de 7 bolas iguais em 3 caixas, sem caixas vazias: C(6,2) = 15. Com exatamente uma caixa com 4 bolas, os outros valores são 1 e 2, em 3·2 = 6 arranjos (4,2,1 permutados). A probabilidade é 6/15 = 40%.

Análise das alternativas

A) 25%, B) 30% e D) 48% não resultam da razão entre casos favoráveis (6) e totais (15). A distribuição (5,1,1) tem 3 casos, (3,3,1) tem 3 casos e (3,2,2) tem 3 casos, que não têm exatamente uma caixa com 4.

Referência: Probabilidade – combinatória

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Funções — Análise de Gráficos, Domínio e Imagem

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Considere os gráficos abaixo das funções reais f : A → IR e g : B → IR.
Sabe-se que A = [−a, a]; B = ]−∞, t]; g(−a) < f(−a); g(0) > f(0); g(a) < f(a) e g(x) = n para todo x ≤ −a.

Gráficos de f (linha grossa poligonal, definida de −a a a) e de g (curva fina, constante igual a n à esquerda de −a e definida até t, com um ponto isolado em s no eixo y), com linhas auxiliares tracejadas; no eixo x estão marcados −a, −m, −e, −d, 0, d, e, m, a e t; no eixo y, s, r, v, p e n.

Analise as afirmativas abaixo e marque a FALSA.
Selecione uma alternativa

Matemática Trigonometria — Funções Trigonométricas

Academia da Força Aérea (AFA) 2013 Médio

Academia da Força Aérea — Comando da Aeronáutica · Cadete — Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV/CFOINT/CFOINF) · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Sejam f e g funções reais dadas por f(x) = |sen 2x / cos x| e g(x) = 2, cada uma definida no seu domínio mais amplo possível.

Analise as afirmações abaixo.

I) O conjunto solução da equação f(x) = g(x) contém infinitos elementos.
II) No intervalo [3π/4, 5π/4], a função f é crescente.
III) O período da função f é p = π

Sobre as afirmações é correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

f(x) = |2 sen x| com cos x ≠ 0; só o período π (III) é verdadeiro.

Como sen 2x = 2 sen x cos x, f(x) = |2 sen x| com x ≠ π/2 + kπ. Em III, |sen x| tem período π e o domínio também é periódico com π, então a afirmação é verdadeira. Em I, f = 2 exigiria sen x = ±1, isto é, x = π/2 + kπ, que está fora do domínio, logo não há solução. Em II, f decresce de 3π/4 até π e cresce de π até 5π/4, então não é crescente em todo o intervalo.

Análise das alternativas

I é falsa (conjunto vazio). II é falsa (f decresce em parte do intervalo). Portanto, apenas III é verdadeira.

Referência: Funções trigonométricas

Resolução comentada do VaiConcursos.