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Colégio Militar de Curitiba — Concurso de Admissão 2014-2015 — 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Curitiba2014Fundamental

22 questões nesta prova · página 1 de 2 · 21 com gabarito

Língua Portuguesa Semântica — Sentido de Palavras no Contexto

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

A palavra consorte, na frase “A cara consorte empalideceu.” (linha 29), indica:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Significado de 'consorte' no texto.

'Consorte' significa cônjuge. No texto é a esposa do narrador, que empalidece ao ver a situação. 'A cara consorte' tem o sentido de 'minha cara esposa'.

Análise das alternativas

B (irmã), C (cachorra), D (esposa de Ramalho) e E (convidada) não correspondem ao personagem, pois quem acompanha o narrador é sua própria mulher.

Referência: Vocabulário no contexto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pronomes Demonstrativos

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

Na primeira linha do texto, o dono da casa usou o pronome esse para se referir ao pacote com o frango, porque o embrulho estava:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Uso do demonstrativo 'esse' na primeira linha.

Os pronomes demonstrativos da série 'esse' indicam o que está próximo da pessoa com quem se fala (o ouvinte). O dono da casa perguntou 'Que pacote é esse?' porque o pacote estava com Ramalho, o ouvinte.

Análise das alternativas

B corresponderia a 'este' (perto do falante). C seria 'este/isto' (perto de ambos). D e E indicariam distância e usariam 'aquele'.

Referência: Pronomes demonstrativos: este (1ª pessoa), esse (2ª pessoa), aquele (3ª pessoa).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Linguagem Figurada — Expressões Idiomáticas

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

No segundo parágrafo (linha 3), a expressão figurativa “de mãos abanando” significa:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sentido de 'de mãos abanando'.

A expressão idiomática 'chegar de mãos abanando' significa chegar sem levar nada, de mãos vazias. Por isso Ramalho trouxe o frango.

Análise das alternativas

A, B, C e D tomam a expressão ao pé da letra (movimento das mãos), o que não faz sentido no contexto.

Referência: Expressões idiomáticas e sentido figurado.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Dois-Pontos

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

No trecho “Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru.” (linhas 5 e 6), o emprego dos dois pontos indica que o:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Função dos dois-pontos em 'comer: pizza, quibe, bauru'.

Os dois-pontos antecedem a enumeração dos lanches (pizza, quibe, bauru) que Ramalho costumava comprar. A alternativa B descreve isso.

Análise das alternativas

A e D atribuem ao narrador sentimentos que o trecho não expressa. C e E invertem ou alteram quem compra e quem come, e o texto não diz que o visitante deixa de comer o que traz.

Referência: Uso dos dois-pontos: enumeração.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Aposto

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

No trecho “Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com grandes notícias e pequenos pacotes.” (linhas 4 e 5), observa-se que a expressão sublinhada é uma: — a expressão “um amigo do Rio” aparece sublinhada.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

Em “Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho.” (linha 8), os verbos sublinhados indicam: — os verbos “balançar” e “saltar” aparecem sublinhados.
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Língua Portuguesa Classes de Palavras

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

Assinale a alternativa incorreta em relação à classificação gramatical das seguintes palavras retiradas do texto:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Alternativa incorreta sobre a classificação gramatical.

Em 'Para a cozinha!' (linha 48), 'cozinha' vem precedida de artigo e preposição, portanto é substantivo, e não verbo. Por isso B é a incorreta.

Análise das alternativas

A está correta: 'insetos' é substantivo masculino. C está correta: 'Diminuindo' é gerúndio. D está correta: 'bruta' é adjetivo singular. E está correta: 'lhe' é pronome oblíquo.

Referência: Classes de palavras: classificação pelo contexto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

No trecho: “(...) eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário (...)” (linha 23), a expressão sublinhada significa que: — a expressão “eu teria de me vestir” aparece sublinhada.
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Língua Portuguesa Linguagem Figurada — Expressões Idiomáticas

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Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

Considerando o contexto, a expressão “Levei um choque.” (linha 14) significa:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sentido de 'Levei um choque' no contexto.

No contexto, a expressão é figurada e significa levar um susto, ficar surpreso ao ver a cadela com o frango na boca. Por isso a resposta é 'assustar-se com algo'.

Análise das alternativas

A e C tomam a expressão em sentido literal (descarga elétrica, bater em força contrária). D também é literal (colidir). E (desinteressar-se) não tem relação com a cena.

Referência: Linguagem figurada: sentido denotativo e conotativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
Leia o texto a seguir, para responder aos itens de 01 a 10.

Texto I: UMA NOITE DE CÃO

1 — Ramalho! Vá entrando. Eh? Que pacote é esse?
2 — Não sente o cheiro? Passei n’O Rei do Frango Assado. É o melhor que se faz em São Paulo. Eu não
3 ia chegar de mãos abanando.
4 Ramalho, um amigo do Rio, ao passar por São Paulo sempre aparecia em meu apartamento com
5 grandes notícias e pequenos pacotes. Como chegava habitualmente tarde e faminto, comprava no caminho
6 qualquer coisa para comer: pizza, quibe, bauru. No entanto, jamais era bem-vindo por mim e minha
7 mulher devido à hora imprópria das visitas, quando já íamos dormir.
8 Virgínia Woolf não parava de balançar o rabo e de saltar sobre o Ramalho. Embora já quase o mordera
9 certa vez, aquela noite nossa encantadora dálmata deu de lhe fazer festa. Minha mulher levou o frango
10 para a cozinha. Desembrulhado sobre a mesa, era uma tentação.
11 Sentamo-nos no living. Ramalho acomodou-se numa poltrona, de costas para a cozinha, a contar
12 novidades sombrias do Rio.
13 [...]
14 Levei um choque. E não era para menos. Virgínia entrava no living e postava-se elegantemente sobre
15 as patas dianteiras ao lado do Ramalho. Com o frango na boca. Isso mesmo: com o frango na boca. Olhei
16 para minha mulher, que deixou escapar um:
17 — Meu Deus!
18 [...]
19 Se Ramalho olhasse para baixo veria a cadela segurando a peça entre os dentes, certamente à espera de
20 autorização para iniciar a ceia. Ergui-me, forçando o visitante a olhar para o alto. Conversaria de pé.
21 Sentindo a presença da dálmata na vizinhança, ele estendeu o braço e começou a acariciar-lhe a cabeça. A
22 centímetros da coxa esquerda do bípede assado... Pensei nas consequências. Se ele descobrisse onde
23 estava o seu jantar, eu teria de me vestir, descer à garagem, toda lotada naquele horário, tirar o carro da
24 vaga e sair pela madrugada à procura talvez dramática de outro frango.
25 [...]
26 Puxei um pufe para bem perto do Ramalho. Diminuindo seu ângulo de visão, ele teria menos
27 probabilidade de focar Virgínia. Já trabalhei na TV e entendo desses lances.
28 [...]
29 Ramalho recuou na poltrona, ficando na mesma linha que o cão. A cara consorte empalideceu.
30 Olhei para o teto.
31 — Aquilo não é um inseto? — apontei.
32 Ramalho e ela olharam para cima. E a dálmata também, com aquele bruta frango na boca.
33 — É apenas uma mancha — ele observou.
34 — Detesto insetos andando pela casa.
35 O expediente deu resultado. Minha mulher aproveitou o momento e atraiu Virgínia para o corredor.
36 Ouvi o cão rosnar. Não querendo entregar a presa, fugiu com ela para o terraço iluminado, em frente ao
37 living. Vi Virgínia, perseguida, passar com o frango.
38 — Gosto desse terraço — disse Ramalho levantando-se e encaminhando-se para as portas de vidro.
39 Num salto, apaguei a luz.
40 — Ele fica mais bonito no escuro, observe.
41 Apesar da escuridão, vi a cachorra escondendo-se entre as floreiras.
42 — Vamos ao frango — ele decidiu. — O cheirinho tomou conta do apartamento.
43 — Primeiro sirvo um uísque.
44 Ouvimos ganidos que assustaram o Ramalho. Ele seguiu pelo corredor.
45 — A cachorra deve ter se machucado.
46 Agarrei-lhe o braço.
47 — Tome o uísque. [...]
48 Minha mulher apareceu afinal com um sorriso. Para a cozinha!
49 Ramalho sentou-se diante do frango desossado. Só para ele!
50 — O Rei do Frango Assado está com tudo — disse Ramalho no final. — Este estava demais! — E
51 generoso: — Deixei um pedaço de peito pra cadela. Será que ela gosta?
52 — Sei lá!

REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. São Paulo. Ática, 1996. p. 25-8.

Ao exclamar “— Meu Deus!” (linha 17), a esposa do narrador demonstra sentimento de:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sentimento da esposa ao exclamar 'Meu Deus!'.

A exclamação vem logo depois de o narrador contar que Virgínia entrou no living com o frango na boca. A reação da esposa é de susto diante dessa cena.

Análise das alternativas

A fala em medo de ataque, mas não há ameaça de ataque no texto. B atribui alegria, e a situação é de apuro. C fala em frango caído no chão, e ele está na boca da cadela. E atribui tristeza por não poder dormir, o que não tem relação com a exclamação.

Referência: Interpretação de texto: inferência do sentimento pelo contexto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

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Gabarito disponível

Texto-base:
O texto a seguir serve de base para os itens de 11 a 14.

Texto II: RAIVA

1 A raiva é uma doença grave, transmissível aos mamíferos de uma forma geral, inclusive ao ser
2 humano. É extremamente mortal e uma das maiores causas de óbito entre cães. Seu causador é um vírus
3 altamente infectante. Nos centros urbanos, o cachorro é o maior agente propagador.
4 Cabe lembrar que a raiva não se transmite apenas através da mordida de um cachorro
5 contaminado. O simples contato com sua saliva já pode ser suficiente para que o vírus seja inoculado no
6 organismo. A saliva, ao entrar em contato com um arranhão, um machucado ou qualquer local exposto do
7 corpo, transporta o vírus da raiva muito rapidamente em direção ao sistema nervoso central.
8 Antes de manifestar a doença, o cachorro pode dar alguns sinais de que algo não vai bem. Ele
9 muda seu comportamento, deixando de ser alegre e disposto para se tornar muito quieto e tímido. Com o
10 tempo, o mal vai avançando e o dono do animal contaminado consegue observar outros sinais da doença.
11 É possível que ainda não esteja agressivo. Porém, ele instintivamente irá procurar o dono, solicitando
12 auxílio contra o sofrimento.
13 O único método conhecido para evitar a contaminação pela raiva é vacinar o animal. Além
14 disso, é muito importante impedi-lo de ter contato com cachorros suspeitos de estarem infectados.

(Texto adaptado de http://www.adestramento-para-caes.com/2013/07/raiva-canina-sintomas-prevencao-cuidados.html#ixzz3EdW9DYKS/ Acessado em 18/10/2014.)

Vocabulário:
Óbito: falecimento, morte.
Inoculado: que sofreu inoculação; infectado.

Observe: “Porém, ele instintivamente irá procurar o dono (...).” (linha 11). Assinale a opção em que a oração foi reescrita sem mudança de sentido.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Substituição de 'Porém' sem alterar o sentido.

'Porém' é conjunção adversativa. 'No entanto' tem o mesmo valor de oposição e pode substituí-la sem mudar o sentido.

Análise das alternativas

A ('Às vezes') indica frequência. B ('Conforme') indica conformidade ou proporção. C ('À maneira dele') indica modo. D ('Finalmente') indica tempo ou conclusão. Nenhuma delas exprime oposição.

Referência: Conjunções adversativas: porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Textual

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Gabarito disponível

Texto-base:
O texto a seguir serve de base para os itens de 11 a 14.

Texto II: RAIVA

1 A raiva é uma doença grave, transmissível aos mamíferos de uma forma geral, inclusive ao ser
2 humano. É extremamente mortal e uma das maiores causas de óbito entre cães. Seu causador é um vírus
3 altamente infectante. Nos centros urbanos, o cachorro é o maior agente propagador.
4 Cabe lembrar que a raiva não se transmite apenas através da mordida de um cachorro
5 contaminado. O simples contato com sua saliva já pode ser suficiente para que o vírus seja inoculado no
6 organismo. A saliva, ao entrar em contato com um arranhão, um machucado ou qualquer local exposto do
7 corpo, transporta o vírus da raiva muito rapidamente em direção ao sistema nervoso central.
8 Antes de manifestar a doença, o cachorro pode dar alguns sinais de que algo não vai bem. Ele
9 muda seu comportamento, deixando de ser alegre e disposto para se tornar muito quieto e tímido. Com o
10 tempo, o mal vai avançando e o dono do animal contaminado consegue observar outros sinais da doença.
11 É possível que ainda não esteja agressivo. Porém, ele instintivamente irá procurar o dono, solicitando
12 auxílio contra o sofrimento.
13 O único método conhecido para evitar a contaminação pela raiva é vacinar o animal. Além
14 disso, é muito importante impedi-lo de ter contato com cachorros suspeitos de estarem infectados.

(Texto adaptado de http://www.adestramento-para-caes.com/2013/07/raiva-canina-sintomas-prevencao-cuidados.html#ixzz3EdW9DYKS/ Acessado em 18/10/2014.)

Vocabulário:
Óbito: falecimento, morte.
Inoculado: que sofreu inoculação; infectado.

Sobre o quarto parágrafo do texto (linhas 13 e 14), analise as informações a seguir:
I – Nas linhas 13 e 14, a expressão “Além disso” dá ideia de acréscimo, soma.
II – Na linha 14, o pronome “lo” refere-se ao substantivo “método”.
III – Na linha 14, o adjetivo “suspeitos” concorda em gênero e número com o vocábulo “cachorros”.
IV – Na linha 14, o adjetivo “infectados” significa “machucados”.
Estão corretas as afirmações:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Análise do quarto parágrafo: coesão e classes de palavras.

I está correta: 'Além disso' é locução de adição. III está correta: 'suspeitos' concorda em masculino plural com 'cachorros'. Por isso a resposta é I e III.

Análise das alternativas

II é falsa: 'lo' retoma 'o animal' (impedir o animal de ter contato), não 'método'. IV é falsa: infectado significa contaminado, não machucado.

Referência: Coesão referencial e valor semântico das locuções conjuntivas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

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Texto-base:
O texto a seguir serve de base para os itens de 11 a 14.

Texto II: RAIVA

1 A raiva é uma doença grave, transmissível aos mamíferos de uma forma geral, inclusive ao ser
2 humano. É extremamente mortal e uma das maiores causas de óbito entre cães. Seu causador é um vírus
3 altamente infectante. Nos centros urbanos, o cachorro é o maior agente propagador.
4 Cabe lembrar que a raiva não se transmite apenas através da mordida de um cachorro
5 contaminado. O simples contato com sua saliva já pode ser suficiente para que o vírus seja inoculado no
6 organismo. A saliva, ao entrar em contato com um arranhão, um machucado ou qualquer local exposto do
7 corpo, transporta o vírus da raiva muito rapidamente em direção ao sistema nervoso central.
8 Antes de manifestar a doença, o cachorro pode dar alguns sinais de que algo não vai bem. Ele
9 muda seu comportamento, deixando de ser alegre e disposto para se tornar muito quieto e tímido. Com o
10 tempo, o mal vai avançando e o dono do animal contaminado consegue observar outros sinais da doença.
11 É possível que ainda não esteja agressivo. Porém, ele instintivamente irá procurar o dono, solicitando
12 auxílio contra o sofrimento.
13 O único método conhecido para evitar a contaminação pela raiva é vacinar o animal. Além
14 disso, é muito importante impedi-lo de ter contato com cachorros suspeitos de estarem infectados.

(Texto adaptado de http://www.adestramento-para-caes.com/2013/07/raiva-canina-sintomas-prevencao-cuidados.html#ixzz3EdW9DYKS/ Acessado em 18/10/2014.)

Vocabulário:
Óbito: falecimento, morte.
Inoculado: que sofreu inoculação; infectado.

Leia o seguinte trecho sobre a raiva:

“É extremamente mortal e uma das maiores causas de óbito entre cães.” (linha 2). — a palavra “e” aparece sublinhada.
Assinale a alternativa correta sobre a relação estabelecida pela palavra sublinhada no fragmento acima.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
O texto a seguir serve de base para os itens de 11 a 14.

Texto II: RAIVA

1 A raiva é uma doença grave, transmissível aos mamíferos de uma forma geral, inclusive ao ser
2 humano. É extremamente mortal e uma das maiores causas de óbito entre cães. Seu causador é um vírus
3 altamente infectante. Nos centros urbanos, o cachorro é o maior agente propagador.
4 Cabe lembrar que a raiva não se transmite apenas através da mordida de um cachorro
5 contaminado. O simples contato com sua saliva já pode ser suficiente para que o vírus seja inoculado no
6 organismo. A saliva, ao entrar em contato com um arranhão, um machucado ou qualquer local exposto do
7 corpo, transporta o vírus da raiva muito rapidamente em direção ao sistema nervoso central.
8 Antes de manifestar a doença, o cachorro pode dar alguns sinais de que algo não vai bem. Ele
9 muda seu comportamento, deixando de ser alegre e disposto para se tornar muito quieto e tímido. Com o
10 tempo, o mal vai avançando e o dono do animal contaminado consegue observar outros sinais da doença.
11 É possível que ainda não esteja agressivo. Porém, ele instintivamente irá procurar o dono, solicitando
12 auxílio contra o sofrimento.
13 O único método conhecido para evitar a contaminação pela raiva é vacinar o animal. Além
14 disso, é muito importante impedi-lo de ter contato com cachorros suspeitos de estarem infectados.

(Texto adaptado de http://www.adestramento-para-caes.com/2013/07/raiva-canina-sintomas-prevencao-cuidados.html#ixzz3EdW9DYKS/ Acessado em 18/10/2014.)

Vocabulário:
Óbito: falecimento, morte.
Inoculado: que sofreu inoculação; infectado.

A partir da leitura do texto “Raiva”, assinale a alternativa incorreta sobre a doença nele descrita.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Alternativa incorreta sobre o texto da raiva.

O texto diz que, nos centros urbanos, o cachorro é 'o maior agente propagador', e não o único. Por isso a alternativa B distorce a informação e é a incorreta.

Análise das alternativas

A está correta, pois a doença é transmissível aos mamíferos e é grave. C está correta, pois vacinar o animal é o método citado. D está correta, pois o cão procura o dono pedindo auxílio. E está de acordo com o texto, que fala em agressividade como sinal possível da doença.

Referência: Interpretação de texto: cuidado com generalizações como 'único'.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Ambiguidade

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
O texto a seguir serve de base para os itens de 15 a 17.

Texto III: PIADA

1 Duas pessoas conversando:
2 — Não deixe sua cadela entrar na minha casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
3 — Diana, não entre nessa casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
(Sírio Possenti. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas, Mercado de Letras, 1998.)

Leia as afirmações referentes à piada.
I – A personagem da primeira fala (linha 2) tem a intenção de afirmar que a cadela está com pulgas. Já a personagem da segunda fala (linha 3) entende que a casa está com pulgas.
II – A personagem da primeira fala (linha 2) tem a intenção de afirmar que a casa está com pulgas. Já a personagem da segunda fala (linha 3) entende que a cadela está com pulgas.
III – Tanto a personagem da primeira fala (linha 2) quanto a personagem da segunda fala (linha 3) acreditam que Diana não está com pulgas.

Está(ao) corretas(s):
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Interpretação da piada: o 'ela' tem referentes diferentes para cada personagem.

Na primeira fala, 'Ela está cheia de pulgas' se refere à cadela. A segunda personagem, ao dirigir-se a Diana, entende que 'ela' é a casa. Só a afirmação I descreve corretamente essa diferença de interpretação.

Análise das alternativas

II inverte os papéis dos personagens. III é falsa, porque a primeira personagem afirma justamente que a cadela, Diana, está com pulgas.

Referência: Ambiguidade por referência pronominal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Ambiguidade

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
O texto a seguir serve de base para os itens de 15 a 17.

Texto III: PIADA

1 Duas pessoas conversando:
2 — Não deixe sua cadela entrar na minha casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
3 — Diana, não entre nessa casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
(Sírio Possenti. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas, Mercado de Letras, 1998.)

Assinale a alternativa que reescreve a primeira fala, tornando claro o sentido pretendido:
“Uma pessoa disse para a outra que...”
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Reescrita da primeira fala da piada com sentido claro.

A primeira pessoa pede que a outra não deixe a cadela (Diana) entrar de novo na casa dela, pois a cadela está cheia de pulgas. A alternativa E reproduz exatamente esse sentido, sem a ambiguidade do pronome 'ela'. A piada nasce do fato de a segunda pessoa entender que 'ela' se refere à casa.

Análise das alternativas

A atribui as pulgas à casa. B também atribui as pulgas à casa. C troca o sujeito da ordem, pois a fala não se dirige a Diana. D diz 'a casa' e 'ela' sem esclarecer a quem o 'ela' se refere, mantendo a ambiguidade e o sentido errado.

Referência: Ambiguidade referencial (pronome 'ela') em piadas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

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Texto-base:
O texto a seguir serve de base para os itens de 15 a 17.

Texto III: PIADA

1 Duas pessoas conversando:
2 — Não deixe sua cadela entrar na minha casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
3 — Diana, não entre nessa casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
(Sírio Possenti. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas, Mercado de Letras, 1998.)

Em “Duas pessoas conversando:” (linha 1), a palavra sublinhada não pode ser substituída, sem que haja alteração de sentido, por: — a palavra “conversando” aparece sublinhada.
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Leia a tirinha a seguir e responda os itens de 18 a 21.

Tirinha de Snoopy (Schulz) em quatro quadrinhos numerados de 1 a 4. Quadrinho 1: Linus e Lucy observam Snoopy, que anda de modo agitado; balão: “ALGUMA COISA ERRADA COM ELE?”. Quadrinho 2: Snoopy salta com as patas no rosto; balão: “SERÁ QUE ELE SABE DE ALGO QUE A GENTE DESCONHECE?”. Quadrinho 3: Snoopy corre com a língua para fora; balão: “ÀS VEZES OS ANIMAIS SE COMPORTAM IRRACIONALMENTE QUANDO PRESSENTEM UM TERREMOTO...”. Quadrinho 4: Snoopy sobre a tigela vazia, com bolhas de pensamento; balão: “OU QUANDO A PIZZA ESTAVA MUITO QUENTE!”. Créditos laterais de Schulz/United Feature Syndicate.

Nos quadrinhos do desenhista Schulz, o menino (Linus) e a menina (Lucy) estranham o comportamento do cachorro (Snoopy). Que hipótese eles formulam para explicar tal comportamento?
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Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

Colégio Militar de Curitiba 2014 Fundamental

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Leia a tirinha a seguir e responda os itens de 18 a 21.

Tirinha de Snoopy (Schulz) em quatro quadrinhos numerados de 1 a 4. Quadrinho 1: Linus e Lucy observam Snoopy, que anda de modo agitado; balão: “ALGUMA COISA ERRADA COM ELE?”. Quadrinho 2: Snoopy salta com as patas no rosto; balão: “SERÁ QUE ELE SABE DE ALGO QUE A GENTE DESCONHECE?”. Quadrinho 3: Snoopy corre com a língua para fora; balão: “ÀS VEZES OS ANIMAIS SE COMPORTAM IRRACIONALMENTE QUANDO PRESSENTEM UM TERREMOTO...”. Quadrinho 4: Snoopy sobre a tigela vazia, com bolhas de pensamento; balão: “OU QUANDO A PIZZA ESTAVA MUITO QUENTE!”. Créditos laterais de Schulz/United Feature Syndicate.

“(...) os animais se comportam irracionalmente quando pressentem um terremoto...” (3º quadrinho). O termo sublinhado transmite a ideia de: — a palavra “quando” aparece sublinhada.
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Língua Portuguesa Semântica — Sentido de Palavras no Contexto

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Leia a tirinha a seguir e responda os itens de 18 a 21.

Tirinha de Snoopy (Schulz) em quatro quadrinhos numerados de 1 a 4. Quadrinho 1: Linus e Lucy observam Snoopy, que anda de modo agitado; balão: “ALGUMA COISA ERRADA COM ELE?”. Quadrinho 2: Snoopy salta com as patas no rosto; balão: “SERÁ QUE ELE SABE DE ALGO QUE A GENTE DESCONHECE?”. Quadrinho 3: Snoopy corre com a língua para fora; balão: “ÀS VEZES OS ANIMAIS SE COMPORTAM IRRACIONALMENTE QUANDO PRESSENTEM UM TERREMOTO...”. Quadrinho 4: Snoopy sobre a tigela vazia, com bolhas de pensamento; balão: “OU QUANDO A PIZZA ESTAVA MUITO QUENTE!”. Créditos laterais de Schulz/United Feature Syndicate.

No segundo quadrinho, a expressão “a gente” está empregada com o mesmo sentido em que aparece em:
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