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Colégio Militar de Campo Grande — Concurso de Admissão 2014/2015 — 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Colégio Militar de Campo Grande — Exército Brasileiro (DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA)2014Fundamental

21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito

Língua Portuguesa Leitura de Gráficos

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
“A leitura nos leva por mundos que nunca existiram nem existirão, por espaços longínquos que nunca visitaremos. É desse mundo diferente, estranho ao nosso, que passamos a ver o mundo em que vivemos de uma outra forma.”
Rubem Alves

O texto a seguir é uma reportagem, divulgada em 2012, que mostra os índices de leitura entre crianças e adolescentes no Brasil; apresenta um gráfico, em porcentagem, com as motivações para se ler um livro. Leia a reportagem e resolva os itens de 01 a 03.

TEXTO I
28/03/2012 10h51

Crianças e adolescentes estão lendo menos, indica pesquisa

Média de livros lidos por ano caiu nas faixas etárias de 5 a 17 anos.
Instituto divulga, nesta quarta, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Do G1, em São Paulo

Crianças e adolescentes estão lendo menos livros, segundo pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que a Fundação Pró-Livro vai publicar na tarde desta quarta-feira (28), elaborada em parceria com o Ibope Inteligência. De acordo com dados antecipados com exclusividade para o G1, o estudo do mercado dedicado a conhecer o perfil do leitor brasileiro apontou queda no índice de leitura em todas as faixas etárias de crianças e adolescentes.

Na primeira faixa etária, a das crianças (de 5 a 10 anos), a média registrada foi de 5,4 livros por criança. Em 2007, porém, a mesma marca era de 6,9 livros por leitores desta faixa etária. Entre os pré-adolescentes (11 a 13 anos), o índice caiu de 8,5 livros em 2007 para 6,9 livros em 2011. Entre os adolescentes (14 a 17 anos), a média também caiu de 6,6 livros para 5,9 livros na pesquisa divulgada nesta quarta-feira “Esperamos que os cenários apresentados possam contribuir para a avaliação e a implementação de políticas públicas que melhorem os índices de leitura no Brasil”, destacou a presidente do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa.

Entre as crianças, os livros infantis predominam no gênero preferido com 66%, seguido pelos livros didáticos (47%) e as histórias em quadrinhos (36%). Na faixa dos 11 aos 13 anos, os livros didáticos repetem a marca de 47%, seguidos pelos infantis (34%), quadrinhos (33%) e contos (30%). Na faixa etária de 14 a 17 anos, cresce a influência dos livros didáticos (55%), e aparecem os romances com 41%, contos (30%), livros de poesia (28%) e livros juvenis (26%).

A obrigação de ler o livro por exigência da escola é a maior motivação de crianças e jovens para a leitura, de acordo com a pesquisa. O índice neste item começa em 79% para crianças de 5 a 10 anos, e cai um pouco para 72% na faixa dos 11 a 13 anos, e para 70% dos 14 aos 17 anos.
O índice de leitura por prazer, gosto ou necessidade espontânea vai de 40% a 47% entre as crianças e jovens ouvidos na pesquisa.

A pesquisa mostra ainda que a Bíblia é um gênero muito presente na leitura de crianças e jovens, com média de 24% nas faixas etárias dos mais novos e na dos mais velhos.

Gráfico de barras horizontais “Motivações para ler um livro (Em %)”, com três faixas etárias (5 a 10 anos, 11 a 13 anos, 14 a 17 anos). Valores rotulados: Atualização cultural, Conhecimento geral 36 e 47; Prazer, gosto ou necessidade espontânea 40 e 47; Exigência escolar ou acadêmica 79 e 72; Motivos religiosos 13 e 13; Atualização profissional 5 e 13; Exigência do trabalho 4 e 5; Não sabe 2 e 7. As barras cinza da faixa de 14 a 17 anos aparecem sem rótulo numérico legível na digitalização. Eixo de 0 a 90. Fonte: Ibope Inteligência/Fundação Pró-livro; G1.

Disponível em: <http://g1.globo.com/educacao/noticia>. Acesso em: 3 set. 2014. Adaptado.

O gráfico “Motivações para ler um livro” mostra as motivações de crianças e jovens para a leitura. Observe os percentuais do gráfico e indique a alternativa correta.
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
“A leitura nos leva por mundos que nunca existiram nem existirão, por espaços longínquos que nunca visitaremos. É desse mundo diferente, estranho ao nosso, que passamos a ver o mundo em que vivemos de uma outra forma.”
Rubem Alves

O texto a seguir é uma reportagem, divulgada em 2012, que mostra os índices de leitura entre crianças e adolescentes no Brasil; apresenta um gráfico, em porcentagem, com as motivações para se ler um livro. Leia a reportagem e resolva os itens de 01 a 03.

TEXTO I
28/03/2012 10h51

Crianças e adolescentes estão lendo menos, indica pesquisa

Média de livros lidos por ano caiu nas faixas etárias de 5 a 17 anos.
Instituto divulga, nesta quarta, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Do G1, em São Paulo

Crianças e adolescentes estão lendo menos livros, segundo pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que a Fundação Pró-Livro vai publicar na tarde desta quarta-feira (28), elaborada em parceria com o Ibope Inteligência. De acordo com dados antecipados com exclusividade para o G1, o estudo do mercado dedicado a conhecer o perfil do leitor brasileiro apontou queda no índice de leitura em todas as faixas etárias de crianças e adolescentes.

Na primeira faixa etária, a das crianças (de 5 a 10 anos), a média registrada foi de 5,4 livros por criança. Em 2007, porém, a mesma marca era de 6,9 livros por leitores desta faixa etária. Entre os pré-adolescentes (11 a 13 anos), o índice caiu de 8,5 livros em 2007 para 6,9 livros em 2011. Entre os adolescentes (14 a 17 anos), a média também caiu de 6,6 livros para 5,9 livros na pesquisa divulgada nesta quarta-feira “Esperamos que os cenários apresentados possam contribuir para a avaliação e a implementação de políticas públicas que melhorem os índices de leitura no Brasil”, destacou a presidente do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa.

Entre as crianças, os livros infantis predominam no gênero preferido com 66%, seguido pelos livros didáticos (47%) e as histórias em quadrinhos (36%). Na faixa dos 11 aos 13 anos, os livros didáticos repetem a marca de 47%, seguidos pelos infantis (34%), quadrinhos (33%) e contos (30%). Na faixa etária de 14 a 17 anos, cresce a influência dos livros didáticos (55%), e aparecem os romances com 41%, contos (30%), livros de poesia (28%) e livros juvenis (26%).

A obrigação de ler o livro por exigência da escola é a maior motivação de crianças e jovens para a leitura, de acordo com a pesquisa. O índice neste item começa em 79% para crianças de 5 a 10 anos, e cai um pouco para 72% na faixa dos 11 a 13 anos, e para 70% dos 14 aos 17 anos.
O índice de leitura por prazer, gosto ou necessidade espontânea vai de 40% a 47% entre as crianças e jovens ouvidos na pesquisa.

A pesquisa mostra ainda que a Bíblia é um gênero muito presente na leitura de crianças e jovens, com média de 24% nas faixas etárias dos mais novos e na dos mais velhos.

Gráfico de barras horizontais “Motivações para ler um livro (Em %)”, com três faixas etárias (5 a 10 anos, 11 a 13 anos, 14 a 17 anos). Valores rotulados: Atualização cultural, Conhecimento geral 36 e 47; Prazer, gosto ou necessidade espontânea 40 e 47; Exigência escolar ou acadêmica 79 e 72; Motivos religiosos 13 e 13; Atualização profissional 5 e 13; Exigência do trabalho 4 e 5; Não sabe 2 e 7. As barras cinza da faixa de 14 a 17 anos aparecem sem rótulo numérico legível na digitalização. Eixo de 0 a 90. Fonte: Ibope Inteligência/Fundação Pró-livro; G1.

Disponível em: <http://g1.globo.com/educacao/noticia>. Acesso em: 3 set. 2014. Adaptado.

Comparando-se os índices de leitura de crianças e adolescentes de 2007 com os de quatro anos depois, é correto afirmar que
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Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Finalidade

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
“A leitura nos leva por mundos que nunca existiram nem existirão, por espaços longínquos que nunca visitaremos. É desse mundo diferente, estranho ao nosso, que passamos a ver o mundo em que vivemos de uma outra forma.”
Rubem Alves

O texto a seguir é uma reportagem, divulgada em 2012, que mostra os índices de leitura entre crianças e adolescentes no Brasil; apresenta um gráfico, em porcentagem, com as motivações para se ler um livro. Leia a reportagem e resolva os itens de 01 a 03.

TEXTO I
28/03/2012 10h51

Crianças e adolescentes estão lendo menos, indica pesquisa

Média de livros lidos por ano caiu nas faixas etárias de 5 a 17 anos.
Instituto divulga, nesta quarta, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Do G1, em São Paulo

Crianças e adolescentes estão lendo menos livros, segundo pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que a Fundação Pró-Livro vai publicar na tarde desta quarta-feira (28), elaborada em parceria com o Ibope Inteligência. De acordo com dados antecipados com exclusividade para o G1, o estudo do mercado dedicado a conhecer o perfil do leitor brasileiro apontou queda no índice de leitura em todas as faixas etárias de crianças e adolescentes.

Na primeira faixa etária, a das crianças (de 5 a 10 anos), a média registrada foi de 5,4 livros por criança. Em 2007, porém, a mesma marca era de 6,9 livros por leitores desta faixa etária. Entre os pré-adolescentes (11 a 13 anos), o índice caiu de 8,5 livros em 2007 para 6,9 livros em 2011. Entre os adolescentes (14 a 17 anos), a média também caiu de 6,6 livros para 5,9 livros na pesquisa divulgada nesta quarta-feira “Esperamos que os cenários apresentados possam contribuir para a avaliação e a implementação de políticas públicas que melhorem os índices de leitura no Brasil”, destacou a presidente do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa.

Entre as crianças, os livros infantis predominam no gênero preferido com 66%, seguido pelos livros didáticos (47%) e as histórias em quadrinhos (36%). Na faixa dos 11 aos 13 anos, os livros didáticos repetem a marca de 47%, seguidos pelos infantis (34%), quadrinhos (33%) e contos (30%). Na faixa etária de 14 a 17 anos, cresce a influência dos livros didáticos (55%), e aparecem os romances com 41%, contos (30%), livros de poesia (28%) e livros juvenis (26%).

A obrigação de ler o livro por exigência da escola é a maior motivação de crianças e jovens para a leitura, de acordo com a pesquisa. O índice neste item começa em 79% para crianças de 5 a 10 anos, e cai um pouco para 72% na faixa dos 11 a 13 anos, e para 70% dos 14 aos 17 anos.
O índice de leitura por prazer, gosto ou necessidade espontânea vai de 40% a 47% entre as crianças e jovens ouvidos na pesquisa.

A pesquisa mostra ainda que a Bíblia é um gênero muito presente na leitura de crianças e jovens, com média de 24% nas faixas etárias dos mais novos e na dos mais velhos.

Gráfico de barras horizontais “Motivações para ler um livro (Em %)”, com três faixas etárias (5 a 10 anos, 11 a 13 anos, 14 a 17 anos). Valores rotulados: Atualização cultural, Conhecimento geral 36 e 47; Prazer, gosto ou necessidade espontânea 40 e 47; Exigência escolar ou acadêmica 79 e 72; Motivos religiosos 13 e 13; Atualização profissional 5 e 13; Exigência do trabalho 4 e 5; Não sabe 2 e 7. As barras cinza da faixa de 14 a 17 anos aparecem sem rótulo numérico legível na digitalização. Eixo de 0 a 90. Fonte: Ibope Inteligência/Fundação Pró-livro; G1.

Disponível em: <http://g1.globo.com/educacao/noticia>. Acesso em: 3 set. 2014. Adaptado.

Considerando-se o gráfico apresentado e as informações veiculadas pelo texto, é possível afirmar que esta reportagem tem como finalidade:
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Língua Portuguesa Fato e Opinião

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia a notícia a seguir para resolver os itens de 04 a 06.

TEXTO II
Transporte - quarta-feira, 04 de junho de 2014
Campo Grande ganha primeira biblioteca em terminal de ônibus

Fotografia escura, em preto e branco, de estantes de biblioteca vistas em perspectiva.
Modelo da biblioteca que será instalada nos terminais

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, através da Agência Municipal de Transporte e
Trânsito (AGETRAN), em parceria com Sociedade Comunitária Gibiteca, inaugura na próxima quinta-
feira (5), às 15h, no Terminal Júlio de Castilho, a primeira biblioteca em terminal de ônibus na
Capital. Nesta primeira etapa do projeto, serão contemplados cinco terminais: Júlio de Castilho,
5 General Osório, Bandeirantes, Guaicurus e Aero Rancho.
Com o tema “Vamos fazer de Campo Grande uma cidade de leitores”, o projeto pretende
estimular o hábito da leitura dos usuários do transporte coletivo e, consequentemente, os campo-
grandenses. O acervo inicial na biblioteca contará com 200 livros dos mais diversos gêneros e para
todas as idades.
10 Há quase 20 anos, o professor e psicólogo, Ronilço Guerreiro, incentiva a leitura entre as
crianças e jovens de Campo Grande. Idealizador do projeto, o professor pretende despertar o
interesse das pessoas pela leitura. “Livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as
pessoas. Os livros só mudam as pessoas”, foi com a frase de Caio Graco, político romano, que o
professor Ronilço Guerreiro resumiu seu trabalho em prol da leitura na Capital. “A intenção é provocar
15 o interesse das pessoas pela leitura e aumentar o espírito de cidadania em nossa cidade. É através da
cultura que podemos educar”, destacou. Na avaliação do diretor-presidente da AGETRAN, Jean Saliba,
os terminais são lugares ideais para a implantação das bibliotecas, pois conseguem alcançar um
grande número de pessoas. Diariamente circulam pelas estações aproximadamente 80 mil usuários do
transporte coletivo. “Enquanto o usuário aguarda pelo transporte, poderá ler os livros da biblioteca. A
20 leitura informa, educa e conscientiza. Com o projeto, será possível facilitar o acesso das pessoas à
cultura”, disse.
Para a chefe de Divisão de Educação para o Trânsito, Ivanise Rotta, a Educação não é somente
focada no trânsito, nas suas vias, é ampliada por meio de ações que agregam a cultura, o social e a
ética, “A leitura torna-se uma importante ferramenta para a sociedade, pois, através dela, consegue-
25 se aprofundar valores e ampliar a visão sobre diversos temas”, falou.
A iniciativa dentro dos terminais permite que as pessoas levem as obras para casa e também
façam doações. A manutenção dos pontos de leitura será realizada por jovens voluntários que serão
responsáveis pela reposição dos livros e organização das estantes.

Fonte/Autora: Raquel dos Passos
Disponível em: <http://www.pmcg.ms.gov.br>. Acesso em: 01 set. 2014. Adaptado.

Dentre os trechos transcritos, o único que expressa uma opinião é:
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia a notícia a seguir para resolver os itens de 04 a 06.

TEXTO II
Transporte - quarta-feira, 04 de junho de 2014
Campo Grande ganha primeira biblioteca em terminal de ônibus

Fotografia escura, em preto e branco, de estantes de biblioteca vistas em perspectiva.
Modelo da biblioteca que será instalada nos terminais

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, através da Agência Municipal de Transporte e
Trânsito (AGETRAN), em parceria com Sociedade Comunitária Gibiteca, inaugura na próxima quinta-
feira (5), às 15h, no Terminal Júlio de Castilho, a primeira biblioteca em terminal de ônibus na
Capital. Nesta primeira etapa do projeto, serão contemplados cinco terminais: Júlio de Castilho,
5 General Osório, Bandeirantes, Guaicurus e Aero Rancho.
Com o tema “Vamos fazer de Campo Grande uma cidade de leitores”, o projeto pretende
estimular o hábito da leitura dos usuários do transporte coletivo e, consequentemente, os campo-
grandenses. O acervo inicial na biblioteca contará com 200 livros dos mais diversos gêneros e para
todas as idades.
10 Há quase 20 anos, o professor e psicólogo, Ronilço Guerreiro, incentiva a leitura entre as
crianças e jovens de Campo Grande. Idealizador do projeto, o professor pretende despertar o
interesse das pessoas pela leitura. “Livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as
pessoas. Os livros só mudam as pessoas”, foi com a frase de Caio Graco, político romano, que o
professor Ronilço Guerreiro resumiu seu trabalho em prol da leitura na Capital. “A intenção é provocar
15 o interesse das pessoas pela leitura e aumentar o espírito de cidadania em nossa cidade. É através da
cultura que podemos educar”, destacou. Na avaliação do diretor-presidente da AGETRAN, Jean Saliba,
os terminais são lugares ideais para a implantação das bibliotecas, pois conseguem alcançar um
grande número de pessoas. Diariamente circulam pelas estações aproximadamente 80 mil usuários do
transporte coletivo. “Enquanto o usuário aguarda pelo transporte, poderá ler os livros da biblioteca. A
20 leitura informa, educa e conscientiza. Com o projeto, será possível facilitar o acesso das pessoas à
cultura”, disse.
Para a chefe de Divisão de Educação para o Trânsito, Ivanise Rotta, a Educação não é somente
focada no trânsito, nas suas vias, é ampliada por meio de ações que agregam a cultura, o social e a
ética, “A leitura torna-se uma importante ferramenta para a sociedade, pois, através dela, consegue-
25 se aprofundar valores e ampliar a visão sobre diversos temas”, falou.
A iniciativa dentro dos terminais permite que as pessoas levem as obras para casa e também
façam doações. A manutenção dos pontos de leitura será realizada por jovens voluntários que serão
responsáveis pela reposição dos livros e organização das estantes.

Fonte/Autora: Raquel dos Passos
Disponível em: <http://www.pmcg.ms.gov.br>. Acesso em: 01 set. 2014. Adaptado.

Na avaliação de Jean Saliba, a implantação das bibliotecas em terminais de ônibus é uma excelente iniciativa, principalmente porque
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Língua Portuguesa Implícitos e Subentendidos

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia a notícia a seguir para resolver os itens de 04 a 06.

TEXTO II
Transporte - quarta-feira, 04 de junho de 2014
Campo Grande ganha primeira biblioteca em terminal de ônibus

Fotografia escura, em preto e branco, de estantes de biblioteca vistas em perspectiva.
Modelo da biblioteca que será instalada nos terminais

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, através da Agência Municipal de Transporte e
Trânsito (AGETRAN), em parceria com Sociedade Comunitária Gibiteca, inaugura na próxima quinta-
feira (5), às 15h, no Terminal Júlio de Castilho, a primeira biblioteca em terminal de ônibus na
Capital. Nesta primeira etapa do projeto, serão contemplados cinco terminais: Júlio de Castilho,
5 General Osório, Bandeirantes, Guaicurus e Aero Rancho.
Com o tema “Vamos fazer de Campo Grande uma cidade de leitores”, o projeto pretende
estimular o hábito da leitura dos usuários do transporte coletivo e, consequentemente, os campo-
grandenses. O acervo inicial na biblioteca contará com 200 livros dos mais diversos gêneros e para
todas as idades.
10 Há quase 20 anos, o professor e psicólogo, Ronilço Guerreiro, incentiva a leitura entre as
crianças e jovens de Campo Grande. Idealizador do projeto, o professor pretende despertar o
interesse das pessoas pela leitura. “Livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as
pessoas. Os livros só mudam as pessoas”, foi com a frase de Caio Graco, político romano, que o
professor Ronilço Guerreiro resumiu seu trabalho em prol da leitura na Capital. “A intenção é provocar
15 o interesse das pessoas pela leitura e aumentar o espírito de cidadania em nossa cidade. É através da
cultura que podemos educar”, destacou. Na avaliação do diretor-presidente da AGETRAN, Jean Saliba,
os terminais são lugares ideais para a implantação das bibliotecas, pois conseguem alcançar um
grande número de pessoas. Diariamente circulam pelas estações aproximadamente 80 mil usuários do
transporte coletivo. “Enquanto o usuário aguarda pelo transporte, poderá ler os livros da biblioteca. A
20 leitura informa, educa e conscientiza. Com o projeto, será possível facilitar o acesso das pessoas à
cultura”, disse.
Para a chefe de Divisão de Educação para o Trânsito, Ivanise Rotta, a Educação não é somente
focada no trânsito, nas suas vias, é ampliada por meio de ações que agregam a cultura, o social e a
ética, “A leitura torna-se uma importante ferramenta para a sociedade, pois, através dela, consegue-
25 se aprofundar valores e ampliar a visão sobre diversos temas”, falou.
A iniciativa dentro dos terminais permite que as pessoas levem as obras para casa e também
façam doações. A manutenção dos pontos de leitura será realizada por jovens voluntários que serão
responsáveis pela reposição dos livros e organização das estantes.

Fonte/Autora: Raquel dos Passos
Disponível em: <http://www.pmcg.ms.gov.br>. Acesso em: 01 set. 2014. Adaptado.

O título do projeto da Prefeitura Municipal de Campo Grande é “Vamos fazer de Campo Grande uma cidade de leitores”. Nesse contexto, a locução verbal “Vamos fazer” sugere que
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Língua Portuguesa Comparação entre Textos

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia a notícia a seguir para resolver os itens de 04 a 06.

TEXTO II
Transporte - quarta-feira, 04 de junho de 2014
Campo Grande ganha primeira biblioteca em terminal de ônibus

Fotografia escura, em preto e branco, de estantes de biblioteca vistas em perspectiva.
Modelo da biblioteca que será instalada nos terminais

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, através da Agência Municipal de Transporte e
Trânsito (AGETRAN), em parceria com Sociedade Comunitária Gibiteca, inaugura na próxima quinta-
feira (5), às 15h, no Terminal Júlio de Castilho, a primeira biblioteca em terminal de ônibus na
Capital. Nesta primeira etapa do projeto, serão contemplados cinco terminais: Júlio de Castilho,
5 General Osório, Bandeirantes, Guaicurus e Aero Rancho.
Com o tema “Vamos fazer de Campo Grande uma cidade de leitores”, o projeto pretende
estimular o hábito da leitura dos usuários do transporte coletivo e, consequentemente, os campo-
grandenses. O acervo inicial na biblioteca contará com 200 livros dos mais diversos gêneros e para
todas as idades.
10 Há quase 20 anos, o professor e psicólogo, Ronilço Guerreiro, incentiva a leitura entre as
crianças e jovens de Campo Grande. Idealizador do projeto, o professor pretende despertar o
interesse das pessoas pela leitura. “Livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as
pessoas. Os livros só mudam as pessoas”, foi com a frase de Caio Graco, político romano, que o
professor Ronilço Guerreiro resumiu seu trabalho em prol da leitura na Capital. “A intenção é provocar
15 o interesse das pessoas pela leitura e aumentar o espírito de cidadania em nossa cidade. É através da
cultura que podemos educar”, destacou. Na avaliação do diretor-presidente da AGETRAN, Jean Saliba,
os terminais são lugares ideais para a implantação das bibliotecas, pois conseguem alcançar um
grande número de pessoas. Diariamente circulam pelas estações aproximadamente 80 mil usuários do
transporte coletivo. “Enquanto o usuário aguarda pelo transporte, poderá ler os livros da biblioteca. A
20 leitura informa, educa e conscientiza. Com o projeto, será possível facilitar o acesso das pessoas à
cultura”, disse.
Para a chefe de Divisão de Educação para o Trânsito, Ivanise Rotta, a Educação não é somente
focada no trânsito, nas suas vias, é ampliada por meio de ações que agregam a cultura, o social e a
ética, “A leitura torna-se uma importante ferramenta para a sociedade, pois, através dela, consegue-
25 se aprofundar valores e ampliar a visão sobre diversos temas”, falou.
A iniciativa dentro dos terminais permite que as pessoas levem as obras para casa e também
façam doações. A manutenção dos pontos de leitura será realizada por jovens voluntários que serão
responsáveis pela reposição dos livros e organização das estantes.

Fonte/Autora: Raquel dos Passos
Disponível em: <http://www.pmcg.ms.gov.br>. Acesso em: 01 set. 2014. Adaptado.

Texto-base:
O texto a seguir faz parte de uma campanha pública, de iniciativa do Ministério da Educação. Leia-o e resolva os itens de 07 a 09.

TEXTO III
Cartaz de campanha do Ministério da Educação com desenho de Ziraldo: um menino sorridente de capacete carrega duas sacolas cheias de livros. Textos do cartaz: “LIVRO É GÊNERO DE PRIMEIRA NECESSIDADE.” “LIVRO É PRA LEVAR PRA CASA. É pra criança ler com a mamãe, o papai, a vovó, a família toda! É um objeto para ser amado pela criança. Pra ela dormir abraçada, escrever seu nome nele, colorir suas figuras, usufruí-lo...” Na lateral: “ZIRALDO ALVES PINTO/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO”. Logotipo do Ministério da Educação. Rodapé: “Professores, os livros da nova coleção de literatura para o 3º e o 4º Ano do Ensino Fundamental estão sendo entregues nas escolas. E devem ser distribuídos aos alunos no início do ano letivo de 2003.” “DEIXE A CRIANÇA VIVER COM O LIVRO!”

PINTO, Ziraldo Alves. In: Nova Escola. São Paulo: 2002. Adaptado.

A partir do paralelo entre os textos II e III, é possível afirmar que ambos
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Língua Portuguesa Implícitos e Subentendidos

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
O texto a seguir faz parte de uma campanha pública, de iniciativa do Ministério da Educação. Leia-o e resolva os itens de 07 a 09.

TEXTO III
Cartaz de campanha do Ministério da Educação com desenho de Ziraldo: um menino sorridente de capacete carrega duas sacolas cheias de livros. Textos do cartaz: “LIVRO É GÊNERO DE PRIMEIRA NECESSIDADE.” “LIVRO É PRA LEVAR PRA CASA. É pra criança ler com a mamãe, o papai, a vovó, a família toda! É um objeto para ser amado pela criança. Pra ela dormir abraçada, escrever seu nome nele, colorir suas figuras, usufruí-lo...” Na lateral: “ZIRALDO ALVES PINTO/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO”. Logotipo do Ministério da Educação. Rodapé: “Professores, os livros da nova coleção de literatura para o 3º e o 4º Ano do Ensino Fundamental estão sendo entregues nas escolas. E devem ser distribuídos aos alunos no início do ano letivo de 2003.” “DEIXE A CRIANÇA VIVER COM O LIVRO!”

PINTO, Ziraldo Alves. In: Nova Escola. São Paulo: 2002. Adaptado.

Na frase “Livro é gênero de primeira necessidade”, subentende-se que
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Língua Portuguesa Linguagem Verbal e Não Verbal

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
O texto a seguir faz parte de uma campanha pública, de iniciativa do Ministério da Educação. Leia-o e resolva os itens de 07 a 09.

TEXTO III
Cartaz de campanha do Ministério da Educação com desenho de Ziraldo: um menino sorridente de capacete carrega duas sacolas cheias de livros. Textos do cartaz: “LIVRO É GÊNERO DE PRIMEIRA NECESSIDADE.” “LIVRO É PRA LEVAR PRA CASA. É pra criança ler com a mamãe, o papai, a vovó, a família toda! É um objeto para ser amado pela criança. Pra ela dormir abraçada, escrever seu nome nele, colorir suas figuras, usufruí-lo...” Na lateral: “ZIRALDO ALVES PINTO/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO”. Logotipo do Ministério da Educação. Rodapé: “Professores, os livros da nova coleção de literatura para o 3º e o 4º Ano do Ensino Fundamental estão sendo entregues nas escolas. E devem ser distribuídos aos alunos no início do ano letivo de 2003.” “DEIXE A CRIANÇA VIVER COM O LIVRO!”

PINTO, Ziraldo Alves. In: Nova Escola. São Paulo: 2002. Adaptado.

Relacionando a linguagem verbal e a linguagem não verbal, conclui-se que o objetivo principal desta campanha é:
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Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o poema a seguir e resolva os itens de 10 a 13.

TEXTO IV
Aula de leitura
A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é à toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pelo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.

AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengonçados. São Paulo: Ática,1999.

Nos quatro últimos versos “Uma arte que dá medo/é a de ler um olhar,/pois os olhos têm segredos/ difíceis de decifrar.”, a conjunção pois estabelece, nesse contexto, uma relação de
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Resolução comentada

"Pois" posposto ao verbo introduz uma explicação.

Os versos finais dizem que ler um olhar é uma arte que dá medo, e a oração iniciada por "pois" justifica isso: os olhos têm segredos difíceis de decifrar. A conjunção explicativa traz o motivo da afirmação anterior.

Análise das alternativas

A) Errada: não há comparação entre elementos. B) Errada: conformidade seria "conforme", "segundo". D) Errada: condição seria "se", "caso". E) Errada: hipótese também se liga à ideia condicional e não aparece aqui. C) Correta.

Referência: Conjunções coordenativas explicativas (pois, porque, que).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o poema a seguir e resolva os itens de 10 a 13.

TEXTO IV
Aula de leitura
A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é à toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pelo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.

AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengonçados. São Paulo: Ática,1999.

Considerando-se as reflexões do eu lírico acerca da leitura, deduz-se que
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Resolução comentada

O eu lírico mostra que se podem ler pessoas, animais e muitas outras coisas.

O poema traz exemplos como "no jeito da pessoa", "na cara do lutador" e "no pelo do cachorro", mostrando que pessoas e animais podem ser lidos. Essa é a dedução coerente com a ideia de que ler é interpretar sinais.

Análise das alternativas

A) Errada: o poema diz que ler é mais do que decifrar palavras. B) Errada: não relaciona leitura a pronúncia. C) Errada: o medo está na dificuldade de ler o olhar, e não é condição para sentir medo ler o olhar. D) Correta. E) Errada: o poema cita folhas, cheiro, som e outras percepções, não só os olhos.

Referência: Interpretação de texto: dedução a partir de exemplos do poema.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Recursos Expressivos — Repetição

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o poema a seguir e resolva os itens de 10 a 13.

TEXTO IV
Aula de leitura
A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é à toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pelo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.

AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengonçados. São Paulo: Ática,1999.

No texto, a expressão “vai ler” está repetida em vários versos. Essa repetição tem a finalidade de
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Resolução comentada

A repetição de "vai ler" enfatiza os muitos lugares onde a leitura é possível.

A expressão se repete a cada verso para apresentar uma enumeração de lugares ou objetos em que se pode ler: folhas, mar, pessoas, nuvens, mão, estrelas. A repetição, como recurso expressivo, dá ênfase a essa multiplicidade de possibilidades de leitura.

Análise das alternativas

B) Errada: o poema não descreve aspectos práticos da leitura. C) Errada: não apresenta propósitos diferentes de leitura. D) Errada: não trata de modos de ler. E) Errada: a finalidade da repetição é enfatizar, não apenas informar. O poema também é poético e não um texto informativo.

Referência: Recursos expressivos: repetição (ênfase) e enumeração.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tema do Texto

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o poema a seguir e resolva os itens de 10 a 13.

TEXTO IV
Aula de leitura
A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é à toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pelo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.

AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengonçados. São Paulo: Ática,1999.

Em relação à temática, é correto concluir que o poema aborda a
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Resolução comentada

Tema do poema: a leitura ampla, que vai além das palavras escritas.

O poema começa dizendo que a leitura é mais do que decifrar palavras. Em seguida mostra que se pode ler folhas, ondas, pessoas, nuvens, estrelas e o coração. Isso é a leitura de mundo, ou seja, interpretar sinais da realidade.

Análise das alternativas

A) Errada: o foco não é o significado das palavras, e o poema vai além delas. B) Errada: não trata de ler palavras corretamente. C) Errada: a Natureza aparece só como exemplo de objeto de leitura, não como tema de preservação. D) Errada: ler o olhar é apenas a ideia da estrofe final, não o tema geral. E) Correta: resume o tema central.

Referência: Interpretação de texto: tema central; leitura de mundo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Foco Narrativo

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
A obra prima de Lewis Carroll "As aventuras de Alice no País das Maravilhas" tem encantado leitores de todas as idades com seu alto potencial lúdico. Leia a seguir o capítulo I desse livro para resolver os itens de 14 a 17.

TEXTO V
Pela Toca do Coelho
Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e
de não ter nada que fazer; espiara uma ou duas vezes o livro que estava lendo, mas não tinha figuras
nem diálogos, “e de que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”.
Assim, refletia com seus botões (tanto quanto podia, porque o calor a fazia sentir-se sonolenta)
5 se o prazer de fazer uma guirlanda de margaridas valeria o esforço de se levantar e colher as flores,
quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo por ela.
Não havia nada de tão extraordinário nisso; nem Alice achou tão esquisito ouvir o Coelho dizer
consigo mesmo: “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!” (quando pensou sobre isso mais tarde,
ocorreu-lhe que deveria ter ficado espantada, mas na hora tudo pareceu muito natural); mas quando
10 viu o Coelho tirar um relógio do bolso do colete e olhar as horas, e depois sair em disparada, Alice se
levantou num pulo, porque constatou subitamente que nunca tinha visto antes um coelho com bolso
de colete, nem com relógio para tirar de lá, e, ardendo de curiosidade, correu pela campina atrás
dele, ainda a tempo de vê-lo se meter a toda pressa numa grande toca de coelho debaixo da cerca.
No instante seguinte, lá estava Alice se enfiando na toca atrás dele, sem nem pensar de que
15 jeito conseguiria sair depois.
Por um trecho, a toca de coelho seguia na horizontal, como um túnel, depois se afundava de
repente, tão de repente que Alice não teve um segundo para pensar em parar antes de se ver
despencando num poço muito fundo.
Ou o poço era muito fundo, ou ela caía muito devagar, porque enquanto caía teve tempo de
20 sobra para olhar à sua volta e imaginar o que iria acontecer em seguida. Olhou para as paredes do
poço, e reparou que estavam forradas de guarda-louças e estantes de livros; aqui e ali, viu mapas e
figuras pendurados em pregos.
[...] Depois de um tempo, Alice se viu deitada na ribanceira, a cabeça no colo da irmã, que
afastava delicadamente algumas folhas secas que haviam voejado das árvores até seu rosto.
25 “Acorde, Alice querida!” disse sua irmã. “Mas que sono comprido você dormiu!”
“Ah, tive um sonho tão curioso!” disse Alice, e contou à irmã, tanto quanto podia se lembrar
delas, todas aquelas estranhas aventuras que tivera e, quando terminou, a irmã a beijou e disse:
“Sem dúvida foi um sonho curioso, minha querida; agora vá correndo tomar o seu chá, está ficando
tarde.” Alice então se levantou e saiu correndo, pensando, enquanto corria o mais rápido que podia,
30 que sonho maravilhoso tinha sido aquele.

CARROLL, Lewis. Alice: edição comentada. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002. p. 121-122. Adaptado.

Vocabulário:
Campina: campo amplo, sem árvores.
Guirlanda: coroa de flores ou folhagens.
Ribanceira: barranco, precipício.

Observe que o narrador não participa desta história como personagem, mas é capaz de saber o que os personagens sentem e pensam. O trecho em que é possível perceber isso é
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Resolução comentada

Trecho que mostra narrador onisciente que conhece os pensamentos da personagem.

O narrador não é personagem (3ª pessoa) mas conhece o que se passa na mente de Alice. Em "ocorreu-lhe que deveria ter ficado espantada, mas na hora tudo pareceu muito natural", ele revela seus pensamentos e sensações internas.

Análise das alternativas

A) É uma avaliação do fato, sem acesso à mente de Alice. C) e E) Descrevem ações externas. D) Narra o que Alice teve tempo de fazer, uma ação.

Referência: Foco narrativo; narrador onisciente.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Valor Expressivo

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
A obra prima de Lewis Carroll "As aventuras de Alice no País das Maravilhas" tem encantado leitores de todas as idades com seu alto potencial lúdico. Leia a seguir o capítulo I desse livro para resolver os itens de 14 a 17.

TEXTO V
Pela Toca do Coelho
Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e
de não ter nada que fazer; espiara uma ou duas vezes o livro que estava lendo, mas não tinha figuras
nem diálogos, “e de que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”.
Assim, refletia com seus botões (tanto quanto podia, porque o calor a fazia sentir-se sonolenta)
5 se o prazer de fazer uma guirlanda de margaridas valeria o esforço de se levantar e colher as flores,
quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo por ela.
Não havia nada de tão extraordinário nisso; nem Alice achou tão esquisito ouvir o Coelho dizer
consigo mesmo: “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!” (quando pensou sobre isso mais tarde,
ocorreu-lhe que deveria ter ficado espantada, mas na hora tudo pareceu muito natural); mas quando
10 viu o Coelho tirar um relógio do bolso do colete e olhar as horas, e depois sair em disparada, Alice se
levantou num pulo, porque constatou subitamente que nunca tinha visto antes um coelho com bolso
de colete, nem com relógio para tirar de lá, e, ardendo de curiosidade, correu pela campina atrás
dele, ainda a tempo de vê-lo se meter a toda pressa numa grande toca de coelho debaixo da cerca.
No instante seguinte, lá estava Alice se enfiando na toca atrás dele, sem nem pensar de que
15 jeito conseguiria sair depois.
Por um trecho, a toca de coelho seguia na horizontal, como um túnel, depois se afundava de
repente, tão de repente que Alice não teve um segundo para pensar em parar antes de se ver
despencando num poço muito fundo.
Ou o poço era muito fundo, ou ela caía muito devagar, porque enquanto caía teve tempo de
20 sobra para olhar à sua volta e imaginar o que iria acontecer em seguida. Olhou para as paredes do
poço, e reparou que estavam forradas de guarda-louças e estantes de livros; aqui e ali, viu mapas e
figuras pendurados em pregos.
[...] Depois de um tempo, Alice se viu deitada na ribanceira, a cabeça no colo da irmã, que
afastava delicadamente algumas folhas secas que haviam voejado das árvores até seu rosto.
25 “Acorde, Alice querida!” disse sua irmã. “Mas que sono comprido você dormiu!”
“Ah, tive um sonho tão curioso!” disse Alice, e contou à irmã, tanto quanto podia se lembrar
delas, todas aquelas estranhas aventuras que tivera e, quando terminou, a irmã a beijou e disse:
“Sem dúvida foi um sonho curioso, minha querida; agora vá correndo tomar o seu chá, está ficando
tarde.” Alice então se levantou e saiu correndo, pensando, enquanto corria o mais rápido que podia,
30 que sonho maravilhoso tinha sido aquele.

CARROLL, Lewis. Alice: edição comentada. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002. p. 121-122. Adaptado.

Vocabulário:
Campina: campo amplo, sem árvores.
Guirlanda: coroa de flores ou folhagens.
Ribanceira: barranco, precipício.

Na fala da irmã de Alice: “Mas que sono comprido você dormiu!” (linha 25), o emprego do ponto de exclamação tem a finalidade de expressar
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Resolução comentada

Valor expressivo do ponto de exclamação na fala da irmã.

Em "Mas que sono comprido você dormiu!", a irmã se surpreende com a duração do sono de Alice, e o contexto é afetuoso ("querida"). A exclamação expressa admiração e espanto.

Análise das alternativas

A) Não há reprovação nem impaciência. B) "Animação" não combina com a cena do despertar. D) Não há aversão nem medo. E) Não há advertência na frase.

Referência: Pontuação; valor expressivo do ponto de exclamação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Expressões Idiomáticas — Sentido Contextual

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

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Texto-base:
A obra prima de Lewis Carroll "As aventuras de Alice no País das Maravilhas" tem encantado leitores de todas as idades com seu alto potencial lúdico. Leia a seguir o capítulo I desse livro para resolver os itens de 14 a 17.

TEXTO V
Pela Toca do Coelho
Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e
de não ter nada que fazer; espiara uma ou duas vezes o livro que estava lendo, mas não tinha figuras
nem diálogos, “e de que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”.
Assim, refletia com seus botões (tanto quanto podia, porque o calor a fazia sentir-se sonolenta)
5 se o prazer de fazer uma guirlanda de margaridas valeria o esforço de se levantar e colher as flores,
quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo por ela.
Não havia nada de tão extraordinário nisso; nem Alice achou tão esquisito ouvir o Coelho dizer
consigo mesmo: “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!” (quando pensou sobre isso mais tarde,
ocorreu-lhe que deveria ter ficado espantada, mas na hora tudo pareceu muito natural); mas quando
10 viu o Coelho tirar um relógio do bolso do colete e olhar as horas, e depois sair em disparada, Alice se
levantou num pulo, porque constatou subitamente que nunca tinha visto antes um coelho com bolso
de colete, nem com relógio para tirar de lá, e, ardendo de curiosidade, correu pela campina atrás
dele, ainda a tempo de vê-lo se meter a toda pressa numa grande toca de coelho debaixo da cerca.
No instante seguinte, lá estava Alice se enfiando na toca atrás dele, sem nem pensar de que
15 jeito conseguiria sair depois.
Por um trecho, a toca de coelho seguia na horizontal, como um túnel, depois se afundava de
repente, tão de repente que Alice não teve um segundo para pensar em parar antes de se ver
despencando num poço muito fundo.
Ou o poço era muito fundo, ou ela caía muito devagar, porque enquanto caía teve tempo de
20 sobra para olhar à sua volta e imaginar o que iria acontecer em seguida. Olhou para as paredes do
poço, e reparou que estavam forradas de guarda-louças e estantes de livros; aqui e ali, viu mapas e
figuras pendurados em pregos.
[...] Depois de um tempo, Alice se viu deitada na ribanceira, a cabeça no colo da irmã, que
afastava delicadamente algumas folhas secas que haviam voejado das árvores até seu rosto.
25 “Acorde, Alice querida!” disse sua irmã. “Mas que sono comprido você dormiu!”
“Ah, tive um sonho tão curioso!” disse Alice, e contou à irmã, tanto quanto podia se lembrar
delas, todas aquelas estranhas aventuras que tivera e, quando terminou, a irmã a beijou e disse:
“Sem dúvida foi um sonho curioso, minha querida; agora vá correndo tomar o seu chá, está ficando
tarde.” Alice então se levantou e saiu correndo, pensando, enquanto corria o mais rápido que podia,
30 que sonho maravilhoso tinha sido aquele.

CARROLL, Lewis. Alice: edição comentada. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002. p. 121-122. Adaptado.

Vocabulário:
Campina: campo amplo, sem árvores.
Guirlanda: coroa de flores ou folhagens.
Ribanceira: barranco, precipício.

A expressão sublinhada no trecho “Assim, refletia com seus botões...” (linha 4) possibilita deduzir que

Linha impressa do enunciado da questão 16 em que a expressão “refletia com seus botões” aparece sublinhada.
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Língua Portuguesa Foco Narrativo

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

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Texto-base:
A obra prima de Lewis Carroll "As aventuras de Alice no País das Maravilhas" tem encantado leitores de todas as idades com seu alto potencial lúdico. Leia a seguir o capítulo I desse livro para resolver os itens de 14 a 17.

TEXTO V
Pela Toca do Coelho
Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e
de não ter nada que fazer; espiara uma ou duas vezes o livro que estava lendo, mas não tinha figuras
nem diálogos, “e de que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”.
Assim, refletia com seus botões (tanto quanto podia, porque o calor a fazia sentir-se sonolenta)
5 se o prazer de fazer uma guirlanda de margaridas valeria o esforço de se levantar e colher as flores,
quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo por ela.
Não havia nada de tão extraordinário nisso; nem Alice achou tão esquisito ouvir o Coelho dizer
consigo mesmo: “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!” (quando pensou sobre isso mais tarde,
ocorreu-lhe que deveria ter ficado espantada, mas na hora tudo pareceu muito natural); mas quando
10 viu o Coelho tirar um relógio do bolso do colete e olhar as horas, e depois sair em disparada, Alice se
levantou num pulo, porque constatou subitamente que nunca tinha visto antes um coelho com bolso
de colete, nem com relógio para tirar de lá, e, ardendo de curiosidade, correu pela campina atrás
dele, ainda a tempo de vê-lo se meter a toda pressa numa grande toca de coelho debaixo da cerca.
No instante seguinte, lá estava Alice se enfiando na toca atrás dele, sem nem pensar de que
15 jeito conseguiria sair depois.
Por um trecho, a toca de coelho seguia na horizontal, como um túnel, depois se afundava de
repente, tão de repente que Alice não teve um segundo para pensar em parar antes de se ver
despencando num poço muito fundo.
Ou o poço era muito fundo, ou ela caía muito devagar, porque enquanto caía teve tempo de
20 sobra para olhar à sua volta e imaginar o que iria acontecer em seguida. Olhou para as paredes do
poço, e reparou que estavam forradas de guarda-louças e estantes de livros; aqui e ali, viu mapas e
figuras pendurados em pregos.
[...] Depois de um tempo, Alice se viu deitada na ribanceira, a cabeça no colo da irmã, que
afastava delicadamente algumas folhas secas que haviam voejado das árvores até seu rosto.
25 “Acorde, Alice querida!” disse sua irmã. “Mas que sono comprido você dormiu!”
“Ah, tive um sonho tão curioso!” disse Alice, e contou à irmã, tanto quanto podia se lembrar
delas, todas aquelas estranhas aventuras que tivera e, quando terminou, a irmã a beijou e disse:
“Sem dúvida foi um sonho curioso, minha querida; agora vá correndo tomar o seu chá, está ficando
tarde.” Alice então se levantou e saiu correndo, pensando, enquanto corria o mais rápido que podia,
30 que sonho maravilhoso tinha sido aquele.

CARROLL, Lewis. Alice: edição comentada. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002. p. 121-122. Adaptado.

Vocabulário:
Campina: campo amplo, sem árvores.
Guirlanda: coroa de flores ou folhagens.
Ribanceira: barranco, precipício.

O trecho “(tanto quanto podia, porque o calor a fazia sentir-se sonolenta)” (linha 4) apresenta uma intervenção da(o)
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Resolução comentada

Quem faz a intervenção entre parênteses na linha 4.

O trecho entre parênteses é um comentário explicativo que o narrador (em 3ª pessoa) insere, esclarecendo por que Alice refletia pouco. Não é fala nem pensamento de uma personagem.

Análise das alternativas

A) A irmã só aparece depois, em discurso direto. B) O autor é a pessoa real, e quem conta a história é o narrador. C) O leitor não intervém no texto. E) O Coelho fala em outro trecho, entre aspas.

Referência: Foco narrativo; narrador e autor.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Humor em Tirinhas

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia a tira a seguir, dos personagens Calvin e tigre Haroldo, para resolver os itens de 18 a 20.

TEXTO VI
Tira de Calvin e Haroldo em quatro quadrinhos. 1: Haroldo lê um livro sentado sob uma árvore; Calvin diz: “Enquanto você fica aí lendo esse livro chato, eu vou fazer algo divertido.” Haroldo: “Tá.” 2: Calvin, de braços cruzados: “Vou me divertir pra caramba, enquanto você fica aí sentado, bocejando e desejando estar...” 3: Calvin volta correndo e Haroldo se assusta: “AHHH!!” 4: Calvin, encostado em Haroldo, que segura o livro no alto: “Eu só vou dar uma lidinha por cima do seu ombro, tá?” Haroldo: “Não! Vá fazer algo divertido!”

WATTERSON, Bill. Calvin e Haroldo. Disponível em: <http://www.culturamix.com/>. Acesso em: 13 set. 2014.

O humor desta tira resulta da presença de (da)
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Língua Portuguesa Comparação entre Textos

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

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Texto-base:
A obra prima de Lewis Carroll "As aventuras de Alice no País das Maravilhas" tem encantado leitores de todas as idades com seu alto potencial lúdico. Leia a seguir o capítulo I desse livro para resolver os itens de 14 a 17.

TEXTO V
Pela Toca do Coelho
Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e
de não ter nada que fazer; espiara uma ou duas vezes o livro que estava lendo, mas não tinha figuras
nem diálogos, “e de que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”.
Assim, refletia com seus botões (tanto quanto podia, porque o calor a fazia sentir-se sonolenta)
5 se o prazer de fazer uma guirlanda de margaridas valeria o esforço de se levantar e colher as flores,
quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo por ela.
Não havia nada de tão extraordinário nisso; nem Alice achou tão esquisito ouvir o Coelho dizer
consigo mesmo: “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!” (quando pensou sobre isso mais tarde,
ocorreu-lhe que deveria ter ficado espantada, mas na hora tudo pareceu muito natural); mas quando
10 viu o Coelho tirar um relógio do bolso do colete e olhar as horas, e depois sair em disparada, Alice se
levantou num pulo, porque constatou subitamente que nunca tinha visto antes um coelho com bolso
de colete, nem com relógio para tirar de lá, e, ardendo de curiosidade, correu pela campina atrás
dele, ainda a tempo de vê-lo se meter a toda pressa numa grande toca de coelho debaixo da cerca.
No instante seguinte, lá estava Alice se enfiando na toca atrás dele, sem nem pensar de que
15 jeito conseguiria sair depois.
Por um trecho, a toca de coelho seguia na horizontal, como um túnel, depois se afundava de
repente, tão de repente que Alice não teve um segundo para pensar em parar antes de se ver
despencando num poço muito fundo.
Ou o poço era muito fundo, ou ela caía muito devagar, porque enquanto caía teve tempo de
20 sobra para olhar à sua volta e imaginar o que iria acontecer em seguida. Olhou para as paredes do
poço, e reparou que estavam forradas de guarda-louças e estantes de livros; aqui e ali, viu mapas e
figuras pendurados em pregos.
[...] Depois de um tempo, Alice se viu deitada na ribanceira, a cabeça no colo da irmã, que
afastava delicadamente algumas folhas secas que haviam voejado das árvores até seu rosto.
25 “Acorde, Alice querida!” disse sua irmã. “Mas que sono comprido você dormiu!”
“Ah, tive um sonho tão curioso!” disse Alice, e contou à irmã, tanto quanto podia se lembrar
delas, todas aquelas estranhas aventuras que tivera e, quando terminou, a irmã a beijou e disse:
“Sem dúvida foi um sonho curioso, minha querida; agora vá correndo tomar o seu chá, está ficando
tarde.” Alice então se levantou e saiu correndo, pensando, enquanto corria o mais rápido que podia,
30 que sonho maravilhoso tinha sido aquele.

CARROLL, Lewis. Alice: edição comentada. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002. p. 121-122. Adaptado.

Vocabulário:
Campina: campo amplo, sem árvores.
Guirlanda: coroa de flores ou folhagens.
Ribanceira: barranco, precipício.

Texto-base:
Leia a tira a seguir, dos personagens Calvin e tigre Haroldo, para resolver os itens de 18 a 20.

TEXTO VI
Tira de Calvin e Haroldo em quatro quadrinhos. 1: Haroldo lê um livro sentado sob uma árvore; Calvin diz: “Enquanto você fica aí lendo esse livro chato, eu vou fazer algo divertido.” Haroldo: “Tá.” 2: Calvin, de braços cruzados: “Vou me divertir pra caramba, enquanto você fica aí sentado, bocejando e desejando estar...” 3: Calvin volta correndo e Haroldo se assusta: “AHHH!!” 4: Calvin, encostado em Haroldo, que segura o livro no alto: “Eu só vou dar uma lidinha por cima do seu ombro, tá?” Haroldo: “Não! Vá fazer algo divertido!”

WATTERSON, Bill. Calvin e Haroldo. Disponível em: <http://www.culturamix.com/>. Acesso em: 13 set. 2014.

Comparando o comportamento da personagem Alice (Texto V) ao de Calvin, nesta tirinha, em relação ao prazer de uma leitura, é possível perceber que, inicialmente,
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Língua Portuguesa Ironia

Colégio Militar de Campo Grande 2014 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Língua Portuguesa

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia a tira a seguir, dos personagens Calvin e tigre Haroldo, para resolver os itens de 18 a 20.

TEXTO VI
Tira de Calvin e Haroldo em quatro quadrinhos. 1: Haroldo lê um livro sentado sob uma árvore; Calvin diz: “Enquanto você fica aí lendo esse livro chato, eu vou fazer algo divertido.” Haroldo: “Tá.” 2: Calvin, de braços cruzados: “Vou me divertir pra caramba, enquanto você fica aí sentado, bocejando e desejando estar...” 3: Calvin volta correndo e Haroldo se assusta: “AHHH!!” 4: Calvin, encostado em Haroldo, que segura o livro no alto: “Eu só vou dar uma lidinha por cima do seu ombro, tá?” Haroldo: “Não! Vá fazer algo divertido!”

WATTERSON, Bill. Calvin e Haroldo. Disponível em: <http://www.culturamix.com/>. Acesso em: 13 set. 2014.

A fala de Haroldo, no último quadrinho, apresenta um tom de
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