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Colégio Militar de Juiz de Fora — Concurso de Admissão 2014/2015 — Prova de Língua Portuguesa — 6º ano do Ensino Fundamental — Prova 1

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (CEOCP)2014Fundamental

15 questões nesta prova · 14 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Educar a criança com valores. A Tolerância

[...]
1 Ser tolerante é o mesmo que ser respeitoso,
bondoso e atencioso com os demais. É uma qualidade
pessoal que se define como respeito às ideias, crenças ou
práticas dos outros, ainda que diferentes e contrárias às
5 nossas. Ser tolerante é ser condescendente com alguém e
não impedir que se faça o que desejarem. É aceitar e
admitir a diferença ou a diversidade. É respeitar a opinião
dos outros.
[...]
10 A tolerância tem um papel muito importante nas
relações das crianças com seus amigos e familiares. É
importante que elas escutem as ideias e as opiniões dos
seus amigos, que aceitem seus pontos de vista ainda que
sejam muito diferentes dos seus e que consigam conviver
15 bem durante um jogo, alguma atividade ou em sala de
aula. A tolerância lhes ajuda a terem uma boa integração
em grupo ou equipe.

Disponível em: < guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-a-tolera
Acesso em 26 ago. 2014.

Ilustração do Texto I: crianças de mãos dadas formando um círculo; no centro, os dizeres "Respeito às diferenças" e "br.guiainfantil.com".
Disponível em:
<guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-o-respeito-a-diversidade/ >
Acesso em 26 ago. 2014.

Vocabulário do texto I

condescendente: compreensivo, bondoso.
diversidade: pluralidade, variação.

Em relação ao texto I, Educar a criança com valores. A Tolerância, assinale a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Em relação ao texto II, O coelhinho de orelhas azuis, assinale a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A lua, ao fazer do regato um espelho, permitiu a autodescoberta.

O texto afirma que a lua transformou o regato num espelho, e nele o coelhinho viu a si mesmo, com as orelhas azuis, e passou a gostar delas.

Análise das alternativas

B) Errada: a lua era seu único amigo, não "um dos" amigos. C) Errada: ele só compreende de fato no final, e antes disso culpava as orelhas. D) Errada: a convivência foi marcada por zombaria e rejeição até ele se aceitar.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Tendo em vista o texto II, O coelhinho de orelhas azuis, assinale a alternativa em que o trecho está analisado corretamente:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A sequência final resume a trajetória do coelhinho até a felicidade.

O trecho das linhas 65 a 68 reúne as experiências vividas pelo coelhinho em cada corporação, e ele termina contente com o que aprendeu. Essa sequência mostra sua trajetória rumo à felicidade.

Análise das alternativas

A) Errada: "Era uma vez" indica tempo indeterminado. B) Errada: recusar os chapéus mostra mudança de comportamento, pois ele passa a se aceitar. D) Errada: a repetição marca etapas de busca e aprendizado, que contribuem para seu amadurecimento.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Elementos da Narrativa

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Em se tratando das características do texto II, O coelhinho de orelhas azuis, assinale a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A narrativa apresenta encadeamento de fatos.

O texto traz uma sequência de acontecimentos (os chapéus, a descoberta das orelhas, a fuga, o espelho no regato e a aceitação) que se sucedem e dão sentido à história.

Análise das alternativas

A) Errada: o narrador é de 3ª pessoa. B) Errada: o tempo predominante é o pretérito. D) Errada: há vários espaços, como a casa, o restaurante, o circo, a ponte e o bosque.

Referência: Elementos da narrativa: enredo, foco narrativo, tempo e espaço.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Comparação entre Textos

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Educar a criança com valores. A Tolerância

[...]
1 Ser tolerante é o mesmo que ser respeitoso,
bondoso e atencioso com os demais. É uma qualidade
pessoal que se define como respeito às ideias, crenças ou
práticas dos outros, ainda que diferentes e contrárias às
5 nossas. Ser tolerante é ser condescendente com alguém e
não impedir que se faça o que desejarem. É aceitar e
admitir a diferença ou a diversidade. É respeitar a opinião
dos outros.
[...]
10 A tolerância tem um papel muito importante nas
relações das crianças com seus amigos e familiares. É
importante que elas escutem as ideias e as opiniões dos
seus amigos, que aceitem seus pontos de vista ainda que
sejam muito diferentes dos seus e que consigam conviver
15 bem durante um jogo, alguma atividade ou em sala de
aula. A tolerância lhes ajuda a terem uma boa integração
em grupo ou equipe.

Disponível em: < guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-a-tolera
Acesso em 26 ago. 2014.

Ilustração do Texto I: crianças de mãos dadas formando um círculo; no centro, os dizeres "Respeito às diferenças" e "br.guiainfantil.com".
Disponível em:
<guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-o-respeito-a-diversidade/ >
Acesso em 26 ago. 2014.

Vocabulário do texto I

condescendente: compreensivo, bondoso.
diversidade: pluralidade, variação.

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Em relação ao texto I, Educar a criança com valores. A tolerância, e ao texto II, O coelhinho de orelhas azuis, pode-se afirmar que:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

No texto II, O coelhinho de orelhas azuis, pode-se afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Ao aceitar suas orelhas azuis, o coelhinho passou a ser respeitado.

Depois de perceber que o problema era sua vergonha e não as orelhas, o coelhinho as mostrou com orgulho a todos os grupos. O texto diz que "ninguém pensou em rir-se delas", ou seja, ele conquistou o respeito.

Análise das alternativas

A) Errada: ele se isolou, deixou de brincar com os outros coelhos e fugiu várias vezes. B) Errada: todos os grupos riram dele. D) Errada: ele ficou contente com tudo o que aprendeu, então os conhecimentos tiveram valor.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — História em Quadrinhos

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

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Texto-base:
TEXTO III

Texto III, parte 1 (história em quadrinhos "Mônica em Dorinha, a nova amiguinha", de Mauricio). Mônica: "Mas quem é você? É nova aqui no bairro?" Dorinha, de óculos escuros e com um cão-guia: "Sou a Dorinha! Me mudei ontem!" Mônica: "Seja bem-vinda, Dorinha! Eu sou a..." Dorinha: "Já sei! A Mônica!" Mônica: "Ué! Como sabe? Eu nem me apresentei!" Dorinha: "É que eu ouvi vocês brincando!" Cebolinha: "Ei! Como sabe nossos nomes?" Cascão: "Estava bisbilhotando a gente, é?" Dorinha: "Que nada! Só reconheci as vozes! São inconfundíveis!"
Texto III, parte 2. Mônica: "É que a Dorinha não enxerga!" Dorinha, com bengala: "Bom... digamos que não enxergo como vocês!" "Mas sinto..." "Cheiro..." "Ouço..." "E, antes de mais nada..." "...imagino o que meus olhos não veem!" Cebolinha: "Puxa! Maneilo, Dolinha!" Outro personagem: "Bem-vinda à turma!!" Magali: "Depois, posso fazer um desenho seu?" Dorinha: "Claro! Só que atrapalhei a brincadeira de vocês, né?" Mônica: "Claro que não! E por que você não brinca conosco, Dorinha?" Dorinha: "Posso?!" Ao lado, a palavra "FIM".

Disponível em <www.nomundodamatemagica.blogspot>
Acesso em 23 set. 2014.
Texto adaptado.

Em relação ao texto III, Turma da Mônica em: Dorinha, a nova amiguinha, pode-se afirmar que:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO III

Texto III, parte 1 (história em quadrinhos "Mônica em Dorinha, a nova amiguinha", de Mauricio). Mônica: "Mas quem é você? É nova aqui no bairro?" Dorinha, de óculos escuros e com um cão-guia: "Sou a Dorinha! Me mudei ontem!" Mônica: "Seja bem-vinda, Dorinha! Eu sou a..." Dorinha: "Já sei! A Mônica!" Mônica: "Ué! Como sabe? Eu nem me apresentei!" Dorinha: "É que eu ouvi vocês brincando!" Cebolinha: "Ei! Como sabe nossos nomes?" Cascão: "Estava bisbilhotando a gente, é?" Dorinha: "Que nada! Só reconheci as vozes! São inconfundíveis!"
Texto III, parte 2. Mônica: "É que a Dorinha não enxerga!" Dorinha, com bengala: "Bom... digamos que não enxergo como vocês!" "Mas sinto..." "Cheiro..." "Ouço..." "E, antes de mais nada..." "...imagino o que meus olhos não veem!" Cebolinha: "Puxa! Maneilo, Dolinha!" Outro personagem: "Bem-vinda à turma!!" Magali: "Depois, posso fazer um desenho seu?" Dorinha: "Claro! Só que atrapalhei a brincadeira de vocês, né?" Mônica: "Claro que não! E por que você não brinca conosco, Dorinha?" Dorinha: "Posso?!" Ao lado, a palavra "FIM".

Disponível em <www.nomundodamatemagica.blogspot>
Acesso em 23 set. 2014.
Texto adaptado.

No texto III, no que se refere à aceitação da personagem Dorinha pela Turma da Mônica, pode-se afirmar que houve
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Comparação entre Textos

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I

Educar a criança com valores. A Tolerância

[...]
1 Ser tolerante é o mesmo que ser respeitoso,
bondoso e atencioso com os demais. É uma qualidade
pessoal que se define como respeito às ideias, crenças ou
práticas dos outros, ainda que diferentes e contrárias às
5 nossas. Ser tolerante é ser condescendente com alguém e
não impedir que se faça o que desejarem. É aceitar e
admitir a diferença ou a diversidade. É respeitar a opinião
dos outros.
[...]
10 A tolerância tem um papel muito importante nas
relações das crianças com seus amigos e familiares. É
importante que elas escutem as ideias e as opiniões dos
seus amigos, que aceitem seus pontos de vista ainda que
sejam muito diferentes dos seus e que consigam conviver
15 bem durante um jogo, alguma atividade ou em sala de
aula. A tolerância lhes ajuda a terem uma boa integração
em grupo ou equipe.

Disponível em: < guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-a-tolera
Acesso em 26 ago. 2014.

Ilustração do Texto I: crianças de mãos dadas formando um círculo; no centro, os dizeres "Respeito às diferenças" e "br.guiainfantil.com".
Disponível em:
<guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-o-respeito-a-diversidade/ >
Acesso em 26 ago. 2014.

Vocabulário do texto I

condescendente: compreensivo, bondoso.
diversidade: pluralidade, variação.

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Texto-base:
TEXTO III

Texto III, parte 1 (história em quadrinhos "Mônica em Dorinha, a nova amiguinha", de Mauricio). Mônica: "Mas quem é você? É nova aqui no bairro?" Dorinha, de óculos escuros e com um cão-guia: "Sou a Dorinha! Me mudei ontem!" Mônica: "Seja bem-vinda, Dorinha! Eu sou a..." Dorinha: "Já sei! A Mônica!" Mônica: "Ué! Como sabe? Eu nem me apresentei!" Dorinha: "É que eu ouvi vocês brincando!" Cebolinha: "Ei! Como sabe nossos nomes?" Cascão: "Estava bisbilhotando a gente, é?" Dorinha: "Que nada! Só reconheci as vozes! São inconfundíveis!"
Texto III, parte 2. Mônica: "É que a Dorinha não enxerga!" Dorinha, com bengala: "Bom... digamos que não enxergo como vocês!" "Mas sinto..." "Cheiro..." "Ouço..." "E, antes de mais nada..." "...imagino o que meus olhos não veem!" Cebolinha: "Puxa! Maneilo, Dolinha!" Outro personagem: "Bem-vinda à turma!!" Magali: "Depois, posso fazer um desenho seu?" Dorinha: "Claro! Só que atrapalhei a brincadeira de vocês, né?" Mônica: "Claro que não! E por que você não brinca conosco, Dorinha?" Dorinha: "Posso?!" Ao lado, a palavra "FIM".

Disponível em <www.nomundodamatemagica.blogspot>
Acesso em 23 set. 2014.
Texto adaptado.

Com relação aos textos I, Educar a criança com valores. A tolerância, II, O coelhinho de orelhas azuis e III,Turma da Mônica em: Dorinha, a nova amiguinha, é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Pontuação — Discurso Direto

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

No que diz respeito à pontuação no texto II, O coelhinho de orelhas azuis, assinale a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Advérbios e Locuções Adverbiais

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Observe as palavras ou expressões destacas nos trechos abaixo:

Trechos com termos destacados em negrito e sublinhado: I – "Quando reparou que os outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado." (Texto II, linhas 1 e 2), com destaque em "muito". II – "O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite." (Texto II, linha 4), com destaque em "à noite". III – "O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou." (Texto II, linha 18), com destaque em "dali".

Assinale a alternativa que apresenta o sentido expresso por esses termos na ordem em que aparecem.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Adjetivos

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Algumas palavras ou expressões utilizadas na Língua Portuguesa têm como finalidade (objetivo) caracterizar os seres e os objetos. Assinale a alternativa em que a palavra ou expressão destacada do texto II, O coelhinho de orelhas azuis, tem essa função:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Advérbios e Locuções Adverbiais

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Leia o trecho do texto II, O coelhinho de orelhas azuis:

“Quando reparou que os outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou envergonhado.” (linhas 1 e 2), com destaque em negrito e sublinhado na palavra "Quando".

Assinale a alternativa em que a palavra ou expressão destacada apresenta o mesmo sentido do termo acima em negrito.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Coesão Referencial — Pronomes

Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Leia os trechos abaixo:

Trechos com termos destacados em negrito e sublinhado: I – "O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia." (linha 4 e 5), com destaque em "lhe" (em "nunca lhe respondia"). II – "Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço. ‘É exatamente disso que estou precisando!’, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas por baixo do chapéu de palhaço." (linhas 37 a 39), com destaque em "disso". III – "Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o fato de ter sentido vergonha delas." (linhas 60 e 61), com destaque em "delas".

Os termos destacados retomam, na ordem em que aparecem, as seguintes palavras e/ou expressões:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Produção Textual — Narração

Discursiva Colégio Militar de Juiz de Fora 2014 Fundamental

Colégio Militar de Juiz de Fora (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental · Caderno Prova 1 · Questão PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL

Sem padrão de resposta — pratique a escrita

Texto-base:
TEXTO I

Educar a criança com valores. A Tolerância

[...]
1 Ser tolerante é o mesmo que ser respeitoso,
bondoso e atencioso com os demais. É uma qualidade
pessoal que se define como respeito às ideias, crenças ou
práticas dos outros, ainda que diferentes e contrárias às
5 nossas. Ser tolerante é ser condescendente com alguém e
não impedir que se faça o que desejarem. É aceitar e
admitir a diferença ou a diversidade. É respeitar a opinião
dos outros.
[...]
10 A tolerância tem um papel muito importante nas
relações das crianças com seus amigos e familiares. É
importante que elas escutem as ideias e as opiniões dos
seus amigos, que aceitem seus pontos de vista ainda que
sejam muito diferentes dos seus e que consigam conviver
15 bem durante um jogo, alguma atividade ou em sala de
aula. A tolerância lhes ajuda a terem uma boa integração
em grupo ou equipe.

Disponível em: < guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-a-tolera
Acesso em 26 ago. 2014.

Ilustração do Texto I: crianças de mãos dadas formando um círculo; no centro, os dizeres "Respeito às diferenças" e "br.guiainfantil.com".
Disponível em:
<guiainfantil.com/matérias/educacaovaloreseducar-a-crianca-com-valores-o-respeito-a-diversidade/ >
Acesso em 26 ago. 2014.

Vocabulário do texto I

condescendente: compreensivo, bondoso.
diversidade: pluralidade, variação.

Texto-base:
TEXTO II

O coelhinho de orelhas azuis

1 Era uma vez um coelhinho que tinha as orelhas azuis da cor do céu. Quando reparou que os
outros coelhos não tinham as orelhas da mesma cor, ficou muito envergonhado. Deixou de brincar
com eles e preferiu estar sozinho.
O único amigo que tinha era a lua que aparecia no céu à noite. O coelhinho contou-lhe toda a
5 sua tristeza, mas a lua nunca lhe respondia.
O coelhinho decidiu sair dali e procurar um sítio onde ninguém o conhecesse.
Contudo, para onde quer que fosse, todos ficavam admirados com as suas orelhas azuis e
riam-se dele.
“O meu lugar não é aqui, e a culpa é das minhas orelhas azuis.”
10 Um dia, ao passar em frente a uma casa, encontrou no chão o chapéu de um limpa-chaminés.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu.
Aprendeu a subir às chaminés, a trabalhar com a vassoura e a limpar os fogões.
— Agora pertenço à corporação dos limpa-chaminés — disse o coelhinho.
15 Mas, certo dia, o chapéu ficou-lhe preso na chaminé e os outros limpa-chaminés viram as suas
orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
— Você não é um limpa-chaminés de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Depois, encontrou um chapéu de cozinheiro em frente a um restaurante.
20 “É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de cozinheiro.
Aprendeu a manusear uma frigideira, a cozinhar legumes e a assar carne.
— Agora faço parte da corporação dos cozinheiros — disse o coelhinho.
Mas, certo dia, o chapéu voou-lhe para a sopa e os outros cozinheiros viram as suas orelhas
25 azuis. Começaram então a rir e a gritar:
— Você não é um cozinheiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Em frente a uma casa, encontrou um chapéu de jardineiro.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
30 baixo do chapéu de jardineiro.
Aprendeu a cavar, a plantar árvores e a cuidar de flores.
— Agora pertenço à corporação dos jardineiros — disse o coelhinho.
Mas, num certo dia, uma forte rajada de vento arrancou-lhe o chapéu da cabeça e os outros
jardineiros viram as suas orelhas azuis. Começaram imediatamente a rir e a gritar:
35 — Você não é um jardineiro de verdade!
O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Ao passar diante de um circo, encontrou o chapéu de um palhaço.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as suas orelhas
por baixo do chapéu de palhaço.
40 No circo, aprendeu a tropeçar nos próprios pés e a fazer caretas.
— Agora pertenço à corporação dos palhaços — disse o coelhinho.
Até que um dia, um macaco lhe roubou o chapéu da cabeça e os outros palhaços viram as
suas orelhas azuis. Começaram a rir e a gritar:
— Você não é um palhaço de verdade!
45 O coelhinho, cheio de vergonha, fugiu dali correndo e só a lua o acompanhou.
Certa vez, encontrou, debaixo de uma ponte, o chapéu de um andarilho.
“É exatamente disso que estou precisando!”, pensou o coelhinho. E escondeu as orelhas por
baixo do chapéu de andarilho.
Aprendeu a ser preguiçoso, a deitar-se à sombra, e a sonhar durante o dia.
50 — Agora faço parte da corporação dos andarilhos.
Mas, certo dia, o rio levou-lhe o chapéu e os outros andarilhos viram as suas orelhas azuis.
— Você não é um andarilho de verdade!
Então o coelhinho não quis fugir nem usar mais nenhum chapéu. Sentou-se à beira de um
regato no meio de um bosque.
55 — Não sou um limpa-chaminés a sério, nem um cozinheiro, nem um jardineiro, nem um
palhaço, e também não sou um andarilho. Afinal, o que sou eu?
Nesse momento, a lua apareceu no céu e transformou o regato num espelho. Aí, o coelhinho
descobriu outro coelhinho, ele mesmo. E o coelho tinha orelhas azuis. Quanto mais olhava para si à
luz da lua, mais gostava daquelas orelhas, das suas orelhas.
60 Até que, de repente, descobriu: a culpa da sua infelicidade não eram as orelhas, mas sim o
fato de ter sentido vergonha delas.
O coelhinho desatou a correr, e só a lua o acompanhava. Pelo caminho, encontrou os
andarilhos, os palhaços, os jardineiros, os cozinheiros e os limpa-chaminés. A todos mostrou, com
orgulho, as suas orelhas azuis e ninguém pensou em rir-se delas.
65 O coelhinho ficou contente com tudo o que tinha aprendido: a subir à chaminé, a trabalhar com
a vassoura, a limpar fogões, a segurar uma frigideira, a cozinhar legumes, a assar carne, a cavar a
terra, a plantar árvores, a cuidar de flores, a tocar trompete, a tropeçar nos próprios pés, a fazer
caretas, a preguiçar, a deitar-se à sombra e a sonhar.

Max BolligerS RisefäschtAarau, AT Verlag, 1990
Disponível em: <http://contadoresdestorias.wordpress.com/historias-2/>
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto readaptado.

Vocabulário do texto II

manusear: pegar ou mexer com as mãos.
corporação: grupo de pessoas que exercem uma mesma profissão.
andarilho: indivíduo que anda muito, que gosta de andar.
regato: curso de água de pouca profundidade, riacho, córrego.
desatar: começar a fazer algo, iniciar uma ação.
trompete: instrumento musical.

Texto-base:
TEXTO III

Texto III, parte 1 (história em quadrinhos "Mônica em Dorinha, a nova amiguinha", de Mauricio). Mônica: "Mas quem é você? É nova aqui no bairro?" Dorinha, de óculos escuros e com um cão-guia: "Sou a Dorinha! Me mudei ontem!" Mônica: "Seja bem-vinda, Dorinha! Eu sou a..." Dorinha: "Já sei! A Mônica!" Mônica: "Ué! Como sabe? Eu nem me apresentei!" Dorinha: "É que eu ouvi vocês brincando!" Cebolinha: "Ei! Como sabe nossos nomes?" Cascão: "Estava bisbilhotando a gente, é?" Dorinha: "Que nada! Só reconheci as vozes! São inconfundíveis!"
Texto III, parte 2. Mônica: "É que a Dorinha não enxerga!" Dorinha, com bengala: "Bom... digamos que não enxergo como vocês!" "Mas sinto..." "Cheiro..." "Ouço..." "E, antes de mais nada..." "...imagino o que meus olhos não veem!" Cebolinha: "Puxa! Maneilo, Dolinha!" Outro personagem: "Bem-vinda à turma!!" Magali: "Depois, posso fazer um desenho seu?" Dorinha: "Claro! Só que atrapalhei a brincadeira de vocês, né?" Mônica: "Claro que não! E por que você não brinca conosco, Dorinha?" Dorinha: "Posso?!" Ao lado, a palavra "FIM".

Disponível em <www.nomundodamatemagica.blogspot>
Acesso em 23 set. 2014.
Texto adaptado.

Texto-base:
2ª PARTE - PRODUÇÃO DE TEXTO

PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL

Texto IV

Tolerância

Um diretor de empresa com poder de decisão gritou com seu gerente porque estava com muito ódio naquele momento.
O gerente, chegando à sua casa, gritou com sua esposa, acusando-a de gastar demais, com um bom e farto almoço à mesa.
A esposa nervosa gritou com a empregada que acabou quebrando um prato que caiu no chão.
A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara, enquanto limpava os cacos de vidro.
O cachorrinho saiu correndo de casa e acabou mordendo uma senhora que ia passando pela rua.
Essa senhora foi à farmácia para fazer um curativo e tomar uma vacina, e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada.
O farmacêutico, chegando à sua casa, gritou com sua esposa, porque o jantar não estava do seu agrado.
Sua esposa, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou seus cabelos e beijou-o, dizendo: Querido, prometo que amanhã farei o seu prato favorito. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da nossa cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você durma tranquilo. Amanhã você vai sentir-se bem melhor. E retirando-se, o deixou sozinho com os seus pensamentos.
Naquele momento, rompeu-se o círculo do ódio, porque esbarrou-se com a tolerância, a doçura e o amor.

Disponível em: http://www.maisbelashistoriasbudistas.com/tolerancia1.hTM
Acesso em 26 ago. 2014.
Texto adaptado.

Vocabulário do texto IV

farto: abundante, cheio, repleto.
manancial: fonte.
afagar: mimar, acariciar.

Imagem com mãos coloridas ao redor de um globo terrestre e os dizeres "Dia Internacional da Tolerância".

Hoje, “dia 16 de novembro, celebra-se o Dia Internacional da Tolerância, instituído pela UNESCO em 1995, com o objetivo de sensibilizar a opinião pública para a diversidade cultural, religiosa, étnica, social e linguística.”
Disponível em: < http://pedagogiaaopedaletra.com/a-tolerancia/ >
Acesso em 26 ago. 2014.

O tema da tolerância foi abordado com a intenção de levá-los a refletir sobre esse valor tão necessário em nossa sociedade.
O texto IV, por exemplo, apresenta uma história em que se observa uma sequência de fatos que exemplificam a intolerância que, ao final, a partir de um gesto de atenção e de cuidado com o outro, é superada.
A partir da leitura dos textos apresentados nesta prova, produza uma narrativa em que a personagem principal vivencie uma situação de intolerância e que, de alguma maneira, consegue vencê-la.
É necessário criar uma narrativa original, não podendo reproduzir alguma já existente.

INSTRUÇÕES
- Faça uma narrativa em 1ª ou em 3ª pessoa.
- Atente para a linguagem do texto.
- Não faça seu texto em forma de poema, nem utilize desenho.
- Estruture seu texto sem fugir do tema proposto.
- Dê um título.
- Incluindo o título, o seu texto deverá apresentar, no mínimo, 25 e, no máximo, 30 linhas.
- Sua letra deve ser legível.
- Caso utilize a folha de rascunho, não se esqueça de passar a limpo para a folha de redação definitiva, à caneta, pois a banca não considerará o que estiver registrado no rascunho para fins de avaliação.

Atenção
Não utilize o seu nome no texto produzido. Qualquer sinal que identifique a prova produzirá sua anulação e, consequentemente, a desclassificação do candidato!

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