← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Rio de Janeiro · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 21 questões nesta prova · página 1 de 2 · 20 com gabarito Gabarito disponível O título aponta que era aceito que só os meninos estudassem. As aspas em "coisa de homem" mostram uma crença de outra época. O texto diz que "durante muito tempo" se achou que ler e escrever eram coisa de homem, ou seja, era aceito socialmente que só os meninos estudassem. A e C usam o presente ("é certo", "é lei"), mas o texto diz que hoje a escola é direito de todos. B ("desafio") e D ("conquista") não correspondem à ideia: a conquista foi das meninas ao ter acesso à escola. Referência: Interpretação de texto; TEXTO I. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Meninas ricas ensinadas em casa deixam as pobres duplamente prejudicadas. O texto diz que a educação feminina se restringia ao lar e que só as famílias ricas pagavam professores particulares para as meninas. Logo, as meninas pobres não tinham escola nem aulas particulares: eram prejudicadas por serem meninas e por não terem dinheiro. A está errada: as meninas aprendiam piano e língua estrangeira, não o mesmo que os meninos. B está errada: aprendiam também piano e francês. C não tem apoio no texto. D está errada: as meninas pobres aprendiam tarefas domésticas, não piano e francês. Referência: Interpretação de texto; TEXTO I. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível "Delas" retoma as mulheres protagonistas, cuja falta é criticada. O texto afirma que são poucos os títulos com protagonistas mulheres e que os estereótipos dominam. O título, portanto, lamenta a falta de mulheres como protagonistas nos videogames, e "delas" se refere a elas. A, B, D e E apontam tipos específicos (atraentes, fragilizadas, inteligentes, desamparadas) que o texto cita ou critica como estereótipos, não como a falta de que trata o título. Referência: Coesão referencial; pronomes. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O estereótipo do texto é a heroína forte, corajosa e bonita. O texto critica que, quando a mulher não é a indefesa a ser salva, ela é a lutadora que "pode até ser forte, ter armas, mas tem que continuar linda", como Lara Croft. Esse é o estereótipo da heroína corajosa e bonita. B inclui "violenta", que o texto não afirma como estereótipo. C diz "morena", mas o texto fala em mocinhas brancas e louras. D junta "independente" a princesa, e o modelo citado é o da princesa Peach, que precisa ser salva. E menciona "engraçada", que não aparece no texto. Referência: Interpretação de texto; TEXTO IV, "A falta delas no videogame". Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível "Cara de quem viu onça" indica susto. Rabicó voltou do mato "todo arrepiado e com os olhos cheios de susto". A expressão popular "cara de quem viu onça" descreve alguém assustado, e o contexto confirma esse sentido. A (irritado), B (perdido), D (aborrecido) e E (apaixonado) não correspondem à descrição do texto, que fala em arrepio e susto. Referência: Sentido de expressões; Monteiro Lobato, Caçadas de Pedrinho. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Quem fala na canção é a própria bola, um objeto personificado. O título "A bola" e os versos em 1ª pessoa ("sou muito maltratada pelos pés de peladeiro", "ninguém mais lembra de mim") mostram que a bola é o eu lírico. Ela relata por onde pulou, rolou e com quem jogou. B, C, D e E (menino, homem, mulher, jogador) são pessoas citadas no texto, mas nenhuma delas é quem fala. A voz que diz "eu" é a da bola. Referência: Eu lírico; personificação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O eu lírico é a bola, que fala da brincadeira dos meninos e cita a vidraça da mulher; não há menina jogando nem só craques. 1ª (V): a bola vai da chuteira do menino à vidraça, e há peladeiros e jogos infantis. 2ª (V): a mulher aparece na vidraça (espaço doméstico) e no final como lembrança imaginária. 3ª (F): não há menina jogando no texto. 4ª (V): o futebol aparece associado ao menino e a homens. 5ª (F): a bola também cai na cabeça de um careca, na vidraça e nos pés de peladeiros. B marca como falsa a 2ª, que é verdadeira. C marca como falsa a 1ª, que é verdadeira. D marca como verdadeira a 3ª, que é falsa. E marca como verdadeira a 5ª, que é falsa. Referência: Interpretação de texto; letra de música "A bola", de Toquinho. Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar do Rio de Janeiro — Concurso de Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 2014/2015 — Prova de Português
TEXTO I
Ler e escrever: “coisa de homem”
César Coll e Ana Teberosky
1 Durante muito tempo, achou-se que ler e escrever eram “coisa de homem”.
. Acreditava-se que as mulheres não precisavam aprender muita coisa, que o mais importante
. era que elas soubessem cuidar da casa e dos filhos. Por isso, muitos pais educavam as filhas em casa
. mesmo, ensinando-lhes aquilo que julgavam ser o mais importante: lavar, passar, cozinhar, costurar,
5 bordar. As famílias mais ricas contratavam professores particulares, que ensinavam as meninas a
. tocar piano ou ainda a falar uma língua estrangeira, como o francês.
. O direito de as meninas frequentarem a mesma escola que os meninos foi conquistado pouco
. a pouco. A Constituição atual é bem clara: a escola é um direito de todas as crianças e de todos os
. jovens, homens ou mulheres.
(COLL, César & TEBEROSKY, Ana. Aprendendo História e Geografia. São Paulo: Ática. 2000. Texto adaptado.)
O título do TEXTO I ,“Ler e escrever: ‘coisa de homem’”, chama a atenção do leitor para o fato de queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Ler e escrever: “coisa de homem”
César Coll e Ana Teberosky
1 Durante muito tempo, achou-se que ler e escrever eram “coisa de homem”.
. Acreditava-se que as mulheres não precisavam aprender muita coisa, que o mais importante
. era que elas soubessem cuidar da casa e dos filhos. Por isso, muitos pais educavam as filhas em casa
. mesmo, ensinando-lhes aquilo que julgavam ser o mais importante: lavar, passar, cozinhar, costurar,
5 bordar. As famílias mais ricas contratavam professores particulares, que ensinavam as meninas a
. tocar piano ou ainda a falar uma língua estrangeira, como o francês.
. O direito de as meninas frequentarem a mesma escola que os meninos foi conquistado pouco
. a pouco. A Constituição atual é bem clara: a escola é um direito de todas as crianças e de todos os
. jovens, homens ou mulheres.
(COLL, César & TEBEROSKY, Ana. Aprendendo História e Geografia. São Paulo: Ática. 2000. Texto adaptado.)
De acordo com o TEXTO I, "As famílias mais ricas contratavam professores particulares". (linha 5). Essa afirmação permite-nos entender queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Ler e escrever: “coisa de homem”
César Coll e Ana Teberosky
1 Durante muito tempo, achou-se que ler e escrever eram “coisa de homem”.
. Acreditava-se que as mulheres não precisavam aprender muita coisa, que o mais importante
. era que elas soubessem cuidar da casa e dos filhos. Por isso, muitos pais educavam as filhas em casa
. mesmo, ensinando-lhes aquilo que julgavam ser o mais importante: lavar, passar, cozinhar, costurar,
5 bordar. As famílias mais ricas contratavam professores particulares, que ensinavam as meninas a
. tocar piano ou ainda a falar uma língua estrangeira, como o francês.
. O direito de as meninas frequentarem a mesma escola que os meninos foi conquistado pouco
. a pouco. A Constituição atual é bem clara: a escola é um direito de todas as crianças e de todos os
. jovens, homens ou mulheres.
(COLL, César & TEBEROSKY, Ana. Aprendendo História e Geografia. São Paulo: Ática. 2000. Texto adaptado.)
Em “O direito de as meninas frequentarem a mesma escola que os meninos foi conquistado pouco a pouco.” (linhas 7 e 8), a expressão destacada significa
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TEXTO II
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(Disponível em: <http://www.carolrossetti.com.br/#!women/c1h7i>. Acesso em: 20 set. 2014.)
Atenção
Karatê – a grafia desta palavra em Língua Portuguesa é caratê.
A imagem de Babi lutando caratê sugere que
TEXTO II
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(Disponível em: <http://www.carolrossetti.com.br/#!women/c1h7i>. Acesso em: 20 set. 2014.)
Atenção
Karatê – a grafia desta palavra em Língua Portuguesa é caratê.
Em “[...] ela escolheu fazer karatê ao invés de ballet”, a expressão destacada só pode ser substituída, sem ocorrência de alteração de sentido, por
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TEXTO II
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(Disponível em: <http://www.carolrossetti.com.br/#!women/c1h7i>. Acesso em: 20 set. 2014.)
Atenção
Karatê – a grafia desta palavra em Língua Portuguesa é caratê.
No TEXTO II, aparece a forma estrangeira “ballet” para se referir à atividade que Babi não quis realizar. Ao aportuguesarmos essa palavra, ela virou “balé”. A alternativa em que outras palavras em Língua Portuguesa também são acentuadas pela mesma regra que “balé” é
TEXTO III
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(Disponível em: <http://migre.me/lXcJd>. Acesso em: 05 ago. 2014.)
Vocabulário:
Geoquímica - Estudo químico do globo terrestre.
Sexismo - Atitude, discurso ou comportamento, que se baseia no preconceito e na discriminação sexual: a exaltação exagerada do masculino ou do feminino é uma forma de sexismo.
Segundo o TEXTO III, a Lego foi criticada por usuários dos seus brinquedos por
TEXTO IV
A falta delas no videogame
Sérgio Matsuura
1 Mocinhas brancas, louras e indefesas ou lutadoras fortes, com corpos delineados¹ e pouca roupa.
. Sim, as mulheres estão presentes nos videogames, mas personagens que seguem estereótipos² machistas
. dão o tom na maior indústria do entretenimento mundial. Nos EUA, o levantamento mais recente mostra
. que elas superaram os homens entre os jogadores de videogame (52% contra 48%). Por aqui, pesquisa
5 realizada ano passado mostra que o público feminino já representa 43% do total. Apesar disso, são
. poucos os títulos com protagonistas mulheres, e o modelo da princesa Peach a ser salva pelo bombeiro
. Mario ainda se mantém, mas há sinais de mudança, principalmente no cenário independente.
. — Em geral, a mulher é retratada de forma submissa³, extremamente sexualizada — critica a
. psicóloga Luana de Oliveira.
10 Ms. Pac-Man é considerada a primeira protagonista feminina nos videogames, mas foi Lara Croft
. (do jogo Tomb Raider) quem primeiro explorou o lado humano de uma personagem mulher. Órfã de mãe
. desde a infância, ela foi criada pelo pai, o arqueólogo⁴ Richard Croft, de quem herdou o desejo de
. explorar o mundo em busca de antiguidades. Nos jogos, Lara se aventura por florestas e ruínas, com
. duas pistolas na cintura, um short curto e uma blusa que ressalta os seios.
15 — Quando se consegue ir além, ela precisa ser atraente. Ela pode até ser forte, ter armas, mas
. tem que continuar linda e com corpão aparente — diz Luana.
. A falta de representação da mulher nos videogames fez algumas feministas se movimentarem,
. mas a reação masculina mostrou como o campo ainda carrega traços de preconceito e poder masculino.
. Para o presidente da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais, Fred Vasconcelos, a
20 falta de mulheres trabalhando nos estúdios de criação pode explicar, em parte, a situação.
. — O universo dos videogames tem um passado machista. Nos estúdios, eram homens fazendo
. jogos para homens jogarem. Isso pedia, de uma maneira não preconceituosa, personagens masculinos,
. jogos de batalhas com certo grau de violência — explica Vasconcelos.
. Com 20 anos de experiência no setor, Vasconcelos vê mudanças ao longo do tempo. Quando
25 iniciou sua carreira, o estúdio em que trabalhava era composto apenas por homens. Hoje, diz, já é
. possível perceber a presença feminina em funções-chave no desenvolvimento de jogos.
. — A indústria está se modificando de fora para dentro e de dentro para fora — diz.
. Apesar do otimismo de Vasconcelos, os números divulgados sobre esse mercado de trabalho
. mostram um longo caminho a percorrer. Entre 2009 e 2014, a participação feminina nos estúdios
30 praticamente dobrou, mas elas ainda representam apenas 22% do total de profissionais na área.
. Thais Weiller é uma delas e trabalha com o desenvolvimento de jogos para a Samsung. Em todos
. os projetos que participou, fez “questão de ajudar na criação de figuras femininas relevantes⁵”, mesmo
. se elas não fossem protagonistas. Porém, apesar da crescente participação de mulheres nos estúdios, ela
. não crê em mudanças radicais no curto prazo.
35 — Os estereótipos dificilmente somem. Eu nunca conheci um padeiro português, mas ainda assim
. esse estereótipo sobrevive — diz Thais. — A maioria dos desenvolvedores é de homens, sempre jogaram
. e trabalharam em jogos feitos para eles. Então, mesmo que eles estejam dispostos a mudar, podem não
. saber exatamente por onde começar.
(Disponível em: <http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/sexy-ou-indefesa-representacao-da-mulher-nos-videogames-13387777>. Acesso em: 26 jul. 2014. Texto adaptado.)
Vocabulário:
1. Delineado – com o contorno definido.
2. Estereótipo – lugar comum, clichê, padrão de comportamento estabelecido sem conhecimento profundo do assunto.
3. Submisso – dependente, subordinado, servil.
4. Arqueólogo – quem estuda monumentos e vestígios de civilizações antigas.
5. Relevante – o que tem importância.
No título do texto – A falta delas no videogame –, o pronome “delas” refere-se aResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
A falta delas no videogame
Sérgio Matsuura
1 Mocinhas brancas, louras e indefesas ou lutadoras fortes, com corpos delineados¹ e pouca roupa.
. Sim, as mulheres estão presentes nos videogames, mas personagens que seguem estereótipos² machistas
. dão o tom na maior indústria do entretenimento mundial. Nos EUA, o levantamento mais recente mostra
. que elas superaram os homens entre os jogadores de videogame (52% contra 48%). Por aqui, pesquisa
5 realizada ano passado mostra que o público feminino já representa 43% do total. Apesar disso, são
. poucos os títulos com protagonistas mulheres, e o modelo da princesa Peach a ser salva pelo bombeiro
. Mario ainda se mantém, mas há sinais de mudança, principalmente no cenário independente.
. — Em geral, a mulher é retratada de forma submissa³, extremamente sexualizada — critica a
. psicóloga Luana de Oliveira.
10 Ms. Pac-Man é considerada a primeira protagonista feminina nos videogames, mas foi Lara Croft
. (do jogo Tomb Raider) quem primeiro explorou o lado humano de uma personagem mulher. Órfã de mãe
. desde a infância, ela foi criada pelo pai, o arqueólogo⁴ Richard Croft, de quem herdou o desejo de
. explorar o mundo em busca de antiguidades. Nos jogos, Lara se aventura por florestas e ruínas, com
. duas pistolas na cintura, um short curto e uma blusa que ressalta os seios.
15 — Quando se consegue ir além, ela precisa ser atraente. Ela pode até ser forte, ter armas, mas
. tem que continuar linda e com corpão aparente — diz Luana.
. A falta de representação da mulher nos videogames fez algumas feministas se movimentarem,
. mas a reação masculina mostrou como o campo ainda carrega traços de preconceito e poder masculino.
. Para o presidente da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais, Fred Vasconcelos, a
20 falta de mulheres trabalhando nos estúdios de criação pode explicar, em parte, a situação.
. — O universo dos videogames tem um passado machista. Nos estúdios, eram homens fazendo
. jogos para homens jogarem. Isso pedia, de uma maneira não preconceituosa, personagens masculinos,
. jogos de batalhas com certo grau de violência — explica Vasconcelos.
. Com 20 anos de experiência no setor, Vasconcelos vê mudanças ao longo do tempo. Quando
25 iniciou sua carreira, o estúdio em que trabalhava era composto apenas por homens. Hoje, diz, já é
. possível perceber a presença feminina em funções-chave no desenvolvimento de jogos.
. — A indústria está se modificando de fora para dentro e de dentro para fora — diz.
. Apesar do otimismo de Vasconcelos, os números divulgados sobre esse mercado de trabalho
. mostram um longo caminho a percorrer. Entre 2009 e 2014, a participação feminina nos estúdios
30 praticamente dobrou, mas elas ainda representam apenas 22% do total de profissionais na área.
. Thais Weiller é uma delas e trabalha com o desenvolvimento de jogos para a Samsung. Em todos
. os projetos que participou, fez “questão de ajudar na criação de figuras femininas relevantes⁵”, mesmo
. se elas não fossem protagonistas. Porém, apesar da crescente participação de mulheres nos estúdios, ela
. não crê em mudanças radicais no curto prazo.
35 — Os estereótipos dificilmente somem. Eu nunca conheci um padeiro português, mas ainda assim
. esse estereótipo sobrevive — diz Thais. — A maioria dos desenvolvedores é de homens, sempre jogaram
. e trabalharam em jogos feitos para eles. Então, mesmo que eles estejam dispostos a mudar, podem não
. saber exatamente por onde começar.
(Disponível em: <http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/sexy-ou-indefesa-representacao-da-mulher-nos-videogames-13387777>. Acesso em: 26 jul. 2014. Texto adaptado.)
Vocabulário:
1. Delineado – com o contorno definido.
2. Estereótipo – lugar comum, clichê, padrão de comportamento estabelecido sem conhecimento profundo do assunto.
3. Submisso – dependente, subordinado, servil.
4. Arqueólogo – quem estuda monumentos e vestígios de civilizações antigas.
5. Relevante – o que tem importância.
“— Os estereótipos dificilmente somem. Eu nunca conheci um padeiro português, mas ainda assim esse estereótipo sobrevive — diz Thais.” (linhas 35 e 36)
Estereótipo, segundo o dicionário, é uma “imagem preconcebida de alguém ou algo, baseada num modelo ou numa generalização”. De acordo com essa definição, um estereótipo feminino presente no universo dos videogames seria, segundo o TEXTO IV, aResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
A falta delas no videogame
Sérgio Matsuura
1 Mocinhas brancas, louras e indefesas ou lutadoras fortes, com corpos delineados¹ e pouca roupa.
. Sim, as mulheres estão presentes nos videogames, mas personagens que seguem estereótipos² machistas
. dão o tom na maior indústria do entretenimento mundial. Nos EUA, o levantamento mais recente mostra
. que elas superaram os homens entre os jogadores de videogame (52% contra 48%). Por aqui, pesquisa
5 realizada ano passado mostra que o público feminino já representa 43% do total. Apesar disso, são
. poucos os títulos com protagonistas mulheres, e o modelo da princesa Peach a ser salva pelo bombeiro
. Mario ainda se mantém, mas há sinais de mudança, principalmente no cenário independente.
. — Em geral, a mulher é retratada de forma submissa³, extremamente sexualizada — critica a
. psicóloga Luana de Oliveira.
10 Ms. Pac-Man é considerada a primeira protagonista feminina nos videogames, mas foi Lara Croft
. (do jogo Tomb Raider) quem primeiro explorou o lado humano de uma personagem mulher. Órfã de mãe
. desde a infância, ela foi criada pelo pai, o arqueólogo⁴ Richard Croft, de quem herdou o desejo de
. explorar o mundo em busca de antiguidades. Nos jogos, Lara se aventura por florestas e ruínas, com
. duas pistolas na cintura, um short curto e uma blusa que ressalta os seios.
15 — Quando se consegue ir além, ela precisa ser atraente. Ela pode até ser forte, ter armas, mas
. tem que continuar linda e com corpão aparente — diz Luana.
. A falta de representação da mulher nos videogames fez algumas feministas se movimentarem,
. mas a reação masculina mostrou como o campo ainda carrega traços de preconceito e poder masculino.
. Para o presidente da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais, Fred Vasconcelos, a
20 falta de mulheres trabalhando nos estúdios de criação pode explicar, em parte, a situação.
. — O universo dos videogames tem um passado machista. Nos estúdios, eram homens fazendo
. jogos para homens jogarem. Isso pedia, de uma maneira não preconceituosa, personagens masculinos,
. jogos de batalhas com certo grau de violência — explica Vasconcelos.
. Com 20 anos de experiência no setor, Vasconcelos vê mudanças ao longo do tempo. Quando
25 iniciou sua carreira, o estúdio em que trabalhava era composto apenas por homens. Hoje, diz, já é
. possível perceber a presença feminina em funções-chave no desenvolvimento de jogos.
. — A indústria está se modificando de fora para dentro e de dentro para fora — diz.
. Apesar do otimismo de Vasconcelos, os números divulgados sobre esse mercado de trabalho
. mostram um longo caminho a percorrer. Entre 2009 e 2014, a participação feminina nos estúdios
30 praticamente dobrou, mas elas ainda representam apenas 22% do total de profissionais na área.
. Thais Weiller é uma delas e trabalha com o desenvolvimento de jogos para a Samsung. Em todos
. os projetos que participou, fez “questão de ajudar na criação de figuras femininas relevantes⁵”, mesmo
. se elas não fossem protagonistas. Porém, apesar da crescente participação de mulheres nos estúdios, ela
. não crê em mudanças radicais no curto prazo.
35 — Os estereótipos dificilmente somem. Eu nunca conheci um padeiro português, mas ainda assim
. esse estereótipo sobrevive — diz Thais. — A maioria dos desenvolvedores é de homens, sempre jogaram
. e trabalharam em jogos feitos para eles. Então, mesmo que eles estejam dispostos a mudar, podem não
. saber exatamente por onde começar.
(Disponível em: <http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/sexy-ou-indefesa-representacao-da-mulher-nos-videogames-13387777>. Acesso em: 26 jul. 2014. Texto adaptado.)
Vocabulário:
1. Delineado – com o contorno definido.
2. Estereótipo – lugar comum, clichê, padrão de comportamento estabelecido sem conhecimento profundo do assunto.
3. Submisso – dependente, subordinado, servil.
4. Arqueólogo – quem estuda monumentos e vestígios de civilizações antigas.
5. Relevante – o que tem importância.
“[...] podem não saber exatamente por onde começar.” (linhas 37 e 38) A alternativa que apresenta uma palavra da mesma classe gramatical que a destacada é
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TEXTO V
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(SOUZA, Maurício de. Almanaque Historinhas de uma página Turma da Mônica. São Paulo: Editora Abril, Ed. nº 9, fev. 2014.)
Indique o fato, no TEXTO V, que melhor quebra o estereótipo de a menina ser mais frágil do que o menino:
TEXTO V
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(SOUZA, Maurício de. Almanaque Historinhas de uma página Turma da Mônica. São Paulo: Editora Abril, Ed. nº 9, fev. 2014.)
O pedido que Cebolinha fez à Mônica (“empulãozinho no meu calinho”) indica que ele
TEXTO VI
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(SOUZA, Maurício de. Almanaque Historinhas de uma página Turma da Mônica. São Paulo: Editora Abril, Ed. nº 9, fev. 2014.)
Na segunda tirinha, Cebolinha xinga o coelhinho da Mônica. A explicação para a atitude de Cebolinha no último quadrinho é que ele
TEXTO V
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(SOUZA, Maurício de. Almanaque Historinhas de uma página Turma da Mônica. São Paulo: Editora Abril, Ed. nº 9, fev. 2014.)
Texto-base:
TEXTO VI
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(SOUZA, Maurício de. Almanaque Historinhas de uma página Turma da Mônica. São Paulo: Editora Abril, Ed. nº 9, fev. 2014.)
A partir da leitura das duas histórias em quadrinhos apresentadas (TEXTOS V e VI) e do seu conhecimento de mundo, escolha a afirmativa correta.
TEXTO VII
Caçadas de Pedrinho
Monteiro Lobato
1 Dos moradores do sítio de Dona Benta o mais andante era o Marquês de Rabicó. Conhecia todas
. as florestas, inclusive o capoeirão dos Taquaruçus, mato muito fechado onde Dona Benta não deixava que
. os meninos fossem passear. Certo dia em que Rabicó se aventurou nesse mato em procura das orelhas-
. de-pau que crescem nos troncos podres, parece que as coisas não lhe correram muito bem, pois voltou
5 rapidamente.
. — Que aconteceu? — perguntou Pedrinho, ao vê-lo chegar todo arrepiado e com os olhos cheios
. de susto. — Está com cara de Marquês que viu onça...
. — Não vi, mas quase vi! — respondeu Rabicó, tomando fôlego. — Ouvi um miado esquisito e dei
. com umas pegadas mais esquisitas ainda. Não conheço onça, que dizem ser um gatão assim do tamanho
10 dum bezerro. Ora, o miado que ouvi era de gato, mas muito mais forte, e as pegadas também eram de
. gato, mas muito maiores. Logo, era onça.
. Pedrinho refletiu sobre o caso e achou que bem podia ser verdade. Correu em procura de
. Narizinho.
. — Sabe? Rabicó descobriu que anda uma onça no capoeirão dos Taquaruçus!...
15 — Uma onça? Não me diga! Vou já avisar vovó...
. — Não caia nessa — advertiu o menino. — Medrosa como ela é, vovó ou morre de medo ou trata
. de nos levar hoje mesmo para a cidade. Muito melhor ficarmos quietos e caçarmos a onça.
. A menina arregalou os olhos.
. — Está louco, Pedrinho? Não sabe que onça é um bicho feroz que come gente?
20 — Sei, sim, como também sei que gente mata onça.
. — Isso é gente grande, bobo!
. — Gente grande!... — repetiu o menino, com ar de pouco-caso. — Vovó e Tia Nastácia são gente
. grande e, no entanto, correm até de barata. O que vale não é ser gente grande, é ser gente de coragem,
. e eu...
25 — Bem sei que você é valente como um galo garnisé, mas olhe que onça é onça. Com um tapa
. derruba qualquer caçador, diz Tia Nastácia.
. O menino bateu no peito com arrogância.
. — Pois quero ver isso! Vou organizar a caçada e juro que hei de trazer essa onça aqui para o
. terreiro, arrastada pelas orelhas. Se você e os outros não tiverem coragem de me acompanhar, irei
30 sozinho.
. A menina arrepiou-se de entusiasmo diante de tamanha bravura e não quis ficar atrás.
. — Pois vou também! — gritou. — Uma menina de nariz arrebitado não tem medo de coisa
. nenhuma.
(LOBATO, Monteiro. Caçadas de Pedrinho Hans Staden . Vol. III. Edição integral e ilustrada digitalizada. Texto adaptado.)
O TEXTO VII apresenta, de forma clara, que as crianças reagem diante do perigo de modo diferente dos adultos. Os substantivos que melhor definem essa reação, respectivamente, são
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TEXTO VII
Caçadas de Pedrinho
Monteiro Lobato
1 Dos moradores do sítio de Dona Benta o mais andante era o Marquês de Rabicó. Conhecia todas
. as florestas, inclusive o capoeirão dos Taquaruçus, mato muito fechado onde Dona Benta não deixava que
. os meninos fossem passear. Certo dia em que Rabicó se aventurou nesse mato em procura das orelhas-
. de-pau que crescem nos troncos podres, parece que as coisas não lhe correram muito bem, pois voltou
5 rapidamente.
. — Que aconteceu? — perguntou Pedrinho, ao vê-lo chegar todo arrepiado e com os olhos cheios
. de susto. — Está com cara de Marquês que viu onça...
. — Não vi, mas quase vi! — respondeu Rabicó, tomando fôlego. — Ouvi um miado esquisito e dei
. com umas pegadas mais esquisitas ainda. Não conheço onça, que dizem ser um gatão assim do tamanho
10 dum bezerro. Ora, o miado que ouvi era de gato, mas muito mais forte, e as pegadas também eram de
. gato, mas muito maiores. Logo, era onça.
. Pedrinho refletiu sobre o caso e achou que bem podia ser verdade. Correu em procura de
. Narizinho.
. — Sabe? Rabicó descobriu que anda uma onça no capoeirão dos Taquaruçus!...
15 — Uma onça? Não me diga! Vou já avisar vovó...
. — Não caia nessa — advertiu o menino. — Medrosa como ela é, vovó ou morre de medo ou trata
. de nos levar hoje mesmo para a cidade. Muito melhor ficarmos quietos e caçarmos a onça.
. A menina arregalou os olhos.
. — Está louco, Pedrinho? Não sabe que onça é um bicho feroz que come gente?
20 — Sei, sim, como também sei que gente mata onça.
. — Isso é gente grande, bobo!
. — Gente grande!... — repetiu o menino, com ar de pouco-caso. — Vovó e Tia Nastácia são gente
. grande e, no entanto, correm até de barata. O que vale não é ser gente grande, é ser gente de coragem,
. e eu...
25 — Bem sei que você é valente como um galo garnisé, mas olhe que onça é onça. Com um tapa
. derruba qualquer caçador, diz Tia Nastácia.
. O menino bateu no peito com arrogância.
. — Pois quero ver isso! Vou organizar a caçada e juro que hei de trazer essa onça aqui para o
. terreiro, arrastada pelas orelhas. Se você e os outros não tiverem coragem de me acompanhar, irei
30 sozinho.
. A menina arrepiou-se de entusiasmo diante de tamanha bravura e não quis ficar atrás.
. — Pois vou também! — gritou. — Uma menina de nariz arrebitado não tem medo de coisa
. nenhuma.
(LOBATO, Monteiro. Caçadas de Pedrinho Hans Staden . Vol. III. Edição integral e ilustrada digitalizada. Texto adaptado.)
“Ora, o miado que ouvi era de gato, mas muito mais forte, e as pegadas também eram de gato, mas muito maiores. Logo, era onça.” (linhas 10 e 11) As palavras destacadas podem ser substituídas, sem alteração de sentido, respectivamente por
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TEXTO VII
Caçadas de Pedrinho
Monteiro Lobato
1 Dos moradores do sítio de Dona Benta o mais andante era o Marquês de Rabicó. Conhecia todas
. as florestas, inclusive o capoeirão dos Taquaruçus, mato muito fechado onde Dona Benta não deixava que
. os meninos fossem passear. Certo dia em que Rabicó se aventurou nesse mato em procura das orelhas-
. de-pau que crescem nos troncos podres, parece que as coisas não lhe correram muito bem, pois voltou
5 rapidamente.
. — Que aconteceu? — perguntou Pedrinho, ao vê-lo chegar todo arrepiado e com os olhos cheios
. de susto. — Está com cara de Marquês que viu onça...
. — Não vi, mas quase vi! — respondeu Rabicó, tomando fôlego. — Ouvi um miado esquisito e dei
. com umas pegadas mais esquisitas ainda. Não conheço onça, que dizem ser um gatão assim do tamanho
10 dum bezerro. Ora, o miado que ouvi era de gato, mas muito mais forte, e as pegadas também eram de
. gato, mas muito maiores. Logo, era onça.
. Pedrinho refletiu sobre o caso e achou que bem podia ser verdade. Correu em procura de
. Narizinho.
. — Sabe? Rabicó descobriu que anda uma onça no capoeirão dos Taquaruçus!...
15 — Uma onça? Não me diga! Vou já avisar vovó...
. — Não caia nessa — advertiu o menino. — Medrosa como ela é, vovó ou morre de medo ou trata
. de nos levar hoje mesmo para a cidade. Muito melhor ficarmos quietos e caçarmos a onça.
. A menina arregalou os olhos.
. — Está louco, Pedrinho? Não sabe que onça é um bicho feroz que come gente?
20 — Sei, sim, como também sei que gente mata onça.
. — Isso é gente grande, bobo!
. — Gente grande!... — repetiu o menino, com ar de pouco-caso. — Vovó e Tia Nastácia são gente
. grande e, no entanto, correm até de barata. O que vale não é ser gente grande, é ser gente de coragem,
. e eu...
25 — Bem sei que você é valente como um galo garnisé, mas olhe que onça é onça. Com um tapa
. derruba qualquer caçador, diz Tia Nastácia.
. O menino bateu no peito com arrogância.
. — Pois quero ver isso! Vou organizar a caçada e juro que hei de trazer essa onça aqui para o
. terreiro, arrastada pelas orelhas. Se você e os outros não tiverem coragem de me acompanhar, irei
30 sozinho.
. A menina arrepiou-se de entusiasmo diante de tamanha bravura e não quis ficar atrás.
. — Pois vou também! — gritou. — Uma menina de nariz arrebitado não tem medo de coisa
. nenhuma.
(LOBATO, Monteiro. Caçadas de Pedrinho Hans Staden . Vol. III. Edição integral e ilustrada digitalizada. Texto adaptado.)
No fragmento “Está com cara de Marquês que viu onça...” (linha 7), a expressão “cara que viu onça” significa que o Marquês pareciaResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VIII
A bola
Toquinho
Pulo, pulo, pulo, vou de pé em pé.
Da chuteira do menino na vidraça da mulher.
Salto, salto, salto mais que perereca.
Pulo o muro e caio em cima da cabeça de um careca.
Corro, corro, corro na praia de manhã
E quando eu balanço a rede é festa no Maracanã.
Rolo, rolo, rolo rápido e rasteiro
E sou muito maltratada pelos pés de peladeiro.
Pulo, pulo, pulo, vou com quem vier.
Joguei com Nilton Santos, com Garrincha e com Pelé.
Salto, salto, salto com todo carinho.
Joguei com Rivelino, com Tostão e Jairzinho.
Rolo, rolo, rolo com satisfação.
Hoje jogo com Romário, Ronaldinho e Luizão.
Corro, corro, corro do começo ao fim.
Depois que acaba o jogo, ninguém mais lembra de mim.
É, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando
Canções do amor demais.
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás.
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando.
Nem sei, nem lembro mais.
Toquinho. A bola. Intérprete: Moraes Moreira. In: Casa de Brinquedos. São Paulo: Universal, C1995. 1CD. Faixa 11.
Sobre a letra de música "A bola", pode-se afirmar que quem fala no texto éResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VIII
A bola
Toquinho
Pulo, pulo, pulo, vou de pé em pé.
Da chuteira do menino na vidraça da mulher.
Salto, salto, salto mais que perereca.
Pulo o muro e caio em cima da cabeça de um careca.
Corro, corro, corro na praia de manhã
E quando eu balanço a rede é festa no Maracanã.
Rolo, rolo, rolo rápido e rasteiro
E sou muito maltratada pelos pés de peladeiro.
Pulo, pulo, pulo, vou com quem vier.
Joguei com Nilton Santos, com Garrincha e com Pelé.
Salto, salto, salto com todo carinho.
Joguei com Rivelino, com Tostão e Jairzinho.
Rolo, rolo, rolo com satisfação.
Hoje jogo com Romário, Ronaldinho e Luizão.
Corro, corro, corro do começo ao fim.
Depois que acaba o jogo, ninguém mais lembra de mim.
É, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando
Canções do amor demais.
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás.
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando.
Nem sei, nem lembro mais.
Toquinho. A bola. Intérprete: Moraes Moreira. In: Casa de Brinquedos. São Paulo: Universal, C1995. 1CD. Faixa 11.
Nos versos “Rolo, rolo, rolo com satisfação. / Hoje jogo com Romário, Ronaldinho e Luizão. / Corro, corro, corro do começo ao fim. / Depois que acaba o jogo, ninguém mais lembra de mim.”, os verbos rolo e corro estão relacionados ao pronome EU (Eu rolo/ eu corro). Se trocássemos o pronome EU para ELE, esses verbos ficariam obrigatoriamente assim:
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TEXTO VIII
A bola
Toquinho
Pulo, pulo, pulo, vou de pé em pé.
Da chuteira do menino na vidraça da mulher.
Salto, salto, salto mais que perereca.
Pulo o muro e caio em cima da cabeça de um careca.
Corro, corro, corro na praia de manhã
E quando eu balanço a rede é festa no Maracanã.
Rolo, rolo, rolo rápido e rasteiro
E sou muito maltratada pelos pés de peladeiro.
Pulo, pulo, pulo, vou com quem vier.
Joguei com Nilton Santos, com Garrincha e com Pelé.
Salto, salto, salto com todo carinho.
Joguei com Rivelino, com Tostão e Jairzinho.
Rolo, rolo, rolo com satisfação.
Hoje jogo com Romário, Ronaldinho e Luizão.
Corro, corro, corro do começo ao fim.
Depois que acaba o jogo, ninguém mais lembra de mim.
É, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando
Canções do amor demais.
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás.
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando.
Nem sei, nem lembro mais.
Toquinho. A bola. Intérprete: Moraes Moreira. In: Casa de Brinquedos. São Paulo: Universal, C1995. 1CD. Faixa 11.
Marque V ou F para as afirmações abaixo, a partir da leitura do TEXTO VIII.
( ) A brincadeira é muito praticada por meninos.
( ) A mulher aparece num espaço doméstico ou imaginário.
( ) A menina joga junto com os meninos.
( ) Futebol parece brincadeira de menino.
( ) A bola só cai no pé de jogadores famosos.Resolução comentada
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